18 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Pesquisa encontra resto de inseticida em golfinhos no litoral brasileiro

Cientistas analisaram amostras de fígados, placentas e leite de toninha.
Descoberta indica contaminação da cadeia alimentar marinha.

Estudo publicado na revista “Environmental International” aponta que golfinhos do litoral brasileiro estão contaminados por piretroides, compostos usados como inseticidas.

Segundo explica Mariana Alonso, pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) que liderou a pesquisa, o golfinho está no topo da cadeia alimentar que, portanto, é composta por outros seres vivos que também devem estar contaminados por essas substâncias (por exemplo, uma alga recebe o piretroide da água e é comida por um camarão, que é comido por um peixe, que serve de alimento para o golfinho).

A novidade da pesquisa de Mariana é que antes se pensava que os piretroides se decompunham. Esses inseticidas são usados tanto pela população urbana, por meio, por exemplo, de tomadas antimosquito, como também em atividades rurais. No armazenamento de grãos, por exemplo, eles são usados para evitar que insetos ataquem os alimentos.

No estudo são analisadas amostras de fígado, leite e placentas da espécie Pontotoria blainvillei, conhecida como toninha, que está ameaçada de extinção e existe apenas nos litorais brasileiro, argentino e uruguaio. Foram usadas amostras de exemplares que ficaram presos acidentalmente em redes de pesca no litoral de São Paulo e Rio Grande do Sul.

Os filhotes pesquisados tinham a maior concentração de piretroides, o que levou os pesquisadores a verificar a presença do composto no leite e em placentas, que também se mostraram contaminados. “Eles recebem uma carga muito alta nos primeiros estágios da vida”, observa Mariana Alonso.

Os efeitos dos piretroides sobre a saúde dos golfinhos são pouco conhecidos. Outro estudo liderado pela mesma pesquisadora e publicado na revista “Environmental Pollution”, mostrou a contaminação de golfinhos por retardantes de chama, usados nos mais diversos produtos, como móveis e eletrodomésticos, como forma de diminuir sua suscetibilidade ao fogo.

Filhote da espécie Pontoporia blainvillei. (Foto: Reuters)

Filhote da espécie 'Pontoporia blainvillei'. (Foto: Reuters)

Fonte: Globo Natureza


12 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Crustáceo descoberto no Caribe recebe nome em homenagem a Bob Marley

Espécie é parasita de peixes e pode ajudar pesquisadores a estudar a degradação dos corais e a saúde dos animais marinhos

Parasitas jovens que acabaram de se alimentar com o sangue do peixe; quando adultos, eles morrem em até três semanas, possivelmente após acasalarem

Bob Marley está vivo nos corais de recifes do mar do Caribe. O ícone do reggae serviu de inspiração ao biólogo Paul Sikkel para batizar minúsculos crustáceos descobertos na costa leste das ilhas caribenhas. Em homenagem ao cantor, morto em 1981, a nova espécie foi chamada Gnathia marleyi.

O crustáceo é a primeira espécie a ser descrita na região em mais de duas décadas. “Essa espécie é única e exclusiva do Caribe, assim como Marley”, disse nesta terça-feira Sikkel, professor-assistente de ecologia marinha na Universidade do Estado de Arkansas, nos Estados Unidos.

Gnathia marleyi vive escondido em cascalhos de corais, esponjas do mar e algas. Os jovens são parasitas e infestam os peixes que passam pelos locais onde estão. Quando adultos, os Gnathia marleyinão se alimentam de nada. “Achamos que os adultos sobrevivem por duas ou três semanas com o que foi sugado durante a juventude. Depois, morrem, possivelmente após acasalarem”, falou Sikkel.

Cerca de 80% dos organismos dos corais são parasitas. Os gnathiids (família à qual pertence o Gnathia marleyi) são os parasitas mais comuns nos oceanos e são os principais causadores ou transmissores das doenças que atingem os peixes. Além disso, a saúde dos peixes está diretamente ligada à saúde dos corais, conhecidos como “florestas do mar”, devido à alta biodiversidade.

Sikkel e seu time de pesquisadores estão monitorando a relação entre peixes e parasitas para analisar a degradação dos corais.

Velho conhecido — Sikkel descobriu o Ghnathia marleyi há dez anos nas Ilhas Virgens Americanas. Lá a espécie é tão comum que Sikkel achava que alguém já a tinha nomeado e descrito. Movido pela curiosidade, pediu para um dos pesquisadores do seu time investigar qual espécie era aquela e descobriu que ela não havia sido estudada a fundo.

Homenageados — Marley não é o único famoso homenageado por pesquisadores. Um líquen já foi batizado em homenagem a Barack Obama. O comediante Stephen Colbert serviu de inspiração para uma nova espécie de abelha, Elvis Presley deu nome a uma vespa, e Bill Gates, a uma nova mosca de flor.

Peixe infestado por parasitas que receberam nome de 'Gnathia marleyi', em homenagem a Bob Marley

Peixe infestado por parasitas que receberam nome de 'Gnathia marleyi', em homenagem a Bob Marley (Elizabeth Brill)

Fonte: Veja Ciência


14 de junho de 2012 | nenhum comentário »

Cientistas pedem que pelo menos 10% do mar seja protegido

O Brasil está longe de atingir as metas internacionais de proteção ao mar na sua área de exploração costeira.

De acordo com cientistas reunidos nesta quarta-feira no Fórum de Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Sustentável, uma espécie de Rio+20 paralela da ciência, menos de 1% da zona de exploração costeira do Brasil está protegida.

A taxa está distante das metas internacionais estabelecidas há dois anos pelo Protocolo de Nagoya.

O documento define que até 2020 pelo menos 10% da zona de exploração do mar de cada país deve estar protegida.

“O problema é não temos avanços. Recentemente adiamos a ampliação do Parque Nacional Marinho de Abrolhos [entre a Bahia e o Espírito Santo]“, disse o biólogo da USP Carlos Alfredo

Joly, coordenador de um programa de pesquisa sobre a biodiversidade paulista financiado pela Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo).

A expectativa dos cientistas era que o governo sancionasse um projeto que estabelece um mosaico de áreas protegidas marinhas em Abrolhos durante a Rio+20.

Mas o processo obrigatório de consultas públicas com a população nas redondezas de Abrolhos sobre a área de proteção foi esticado e depois suspenso em meados de maio.

MAIS BRANCOS

A principal preocupação dos cientistas são os recifes de corais. O Brasil tem as únicas formações relevantes de recifes de corais do Atlântico Sul e boa parte deles está em Abrolhos.

A acidez causada pelo aquecimento das águas e da atividade humana na região prejudica a alimentação dos corais e os deixa mais vulneráveis (o que é visível, pois eles ficam esbranquiçados).

“Não temos problemas apenas em Abrolhos. Há regiões do sul e do nordeste do país que também precisam de atenção”, disse a engenheira de pesca Ana Paula Prates, da Secretaria de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente.

De acordo com ela, a proteção às florestas costuma ganhar mais atenção e ser mais debatida que a proteção ao mar.

Somando unidades de conservação, parques nacionais e reservas biológicas, 13% do território terrestre do país é intocável (as metas de Nagoya são de 17%).

GESTÃO DE OCEANOS

Prates destacou também a falta de regulamentação sobre a atividade econômica relacionada ao mar.

Hoje, os cientistas estimam que 80% da pesca brasileira seja de espécies super exploradas e estejam em algum risco.

A governança dos oceanos será discutida na cúpula da Rio+20, que reunirá chefes de Estado de 20 a 22 de junho. Mas os cientistas estão pouco otimistas.

“Na Rio-92 havia uma proposta de convenção de oceanos que não avançou”, disse Joly.

Fonte: Folha.com


14 de maio de 2012 | nenhum comentário »

Rara lagosta é encontrada nos EUA e quase vira refeição em restaurante

Especialistas dizem que chance de achar crustáceo é de 1 em 30 milhões.
Animal foi encaminhado para aquário em Rhode Island.

Um raro exemplar de lagosta com partes do corpo manchadas com as cores laranja e amarelo foi encontrado nesta semana por funcionários de um restaurante de Massachusetts, nosEstados Unidos.

O exemplar é conhecido com “cálico”. Vale lembrar que a lagosta comum tem coloração avermelhada. De acordo com especialistas, a chance de encontrar um crustáceo com estas cores é de uma em 30 milhões.

O animal, que teve a imagem divulgada pela agência Associated Press, foi encaminhado para o Centro de Biologia dos Biomas Marinhos, em Rhode Island, onde ficará em um aquário.

Exemplar de lagosta com cores brilhantes que foi encontrado em um restaurante dos EUA e se livrou de ir para a panela. (Foto: New England Aquarium, Tony LaCasse/AP)

Exemplar de lagosta com cores brilhantes que foi encontrado em um restaurante dos EUA e se livrou de ir para a panela. (Foto: New England Aquarium, Tony LaCasse/AP)

Fonte: Globo Natureza


22 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Biólogo captura beleza da vida marinha nas águas gélidas da Rússia

Apesar de viverem nas profundezas de uma região inóspita, criaturas são ricas em cores.

O biólogo russo Alexander Semenov transformou em livro as imagens que ele e seus colegas produziram durante quatro anos de estudos da vida marinha na Estação Biológica do Mar Branco, centro de pesquisas no noroeste da Rússia.

BBC22/06/2011 08h04 – Atualizado em 22/06/2011 08h52

Biólogo captura beleza da vida marinha nas águas gélidas da Rússia

Apesar de viverem nas profundezas de uma região inóspita, criaturas são ricas em cores.

Da BBC

O biólogo russo Alexander Semenov transformou em livro as imagens que ele e seus colegas produziram durante quatro anos de estudos da vida marinha na Estação Biológica do Mar Branco, centro de pesquisas no noroeste da Rússia.

Imagens do livro de Semenov. Veja mais abaixo.  (Foto: Alexander Semenov / White Sea Biological Station )Imagens do livro de Semenov. Veja mais abaixo. (Foto: Alexander Semenov / White Sea Biological Station )

As imagens de Semenov foram feitas em uma região gélida e inóspita, que passa a metade do ano congelada. Ainda assim, as criaturas marinhas fotografadas por ele são ricas em cores.

Ele relata que algumas das criaturas fotografadas são comuns em diversos lugares do mundo; outras, porém, foram vistas por apenas alguns especialistas até hoje.

Sua espécie favorita é o molusco Coryphella polaris, ‘uma lesma que vive a 30 metros (de profundidade) no escuro e em águas geladas, e é tão bonito’, disse ele ao site TreeHugger.

O livro de Semenov já foi lançado na Rússia e agora está sendo traduzido ao inglês.

Imagens do livro de Semenov. (Foto: Alexander Semenov / White Sea Biological Station )

Imagens do livro de Semenov. (Foto: Alexander Semenov / White Sea Biological Station )

Imagens do livro de Semenov. (Foto: Alexander Semenov / White Sea Biological Station )

Imagens do livro de Semenov. (Foto: Alexander Semenov / White Sea Biological Station )

Imagens do livro de Semenov. (Foto: Alexander Semenov / White Sea Biological Station )

Imagens do livro de Semenov. (Foto: Alexander Semenov / White Sea Biological Station )

Fonte: Da BBC.

22 de abril de 2009 | nenhum comentário »

Capacitação orienta a comunidade sobre os procedimentos em casos de encalhe de animais marinhos

Danielle Jordan / AmbienteBrasil

O que fazer quando se encontra um animal marinho encalhado na praia? Os primeiros cuidados podem ser decisivos para a sobrevivência do animal e para que a pessoas no local não corram riscos.

A Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca, em Santa Catarina, promove oficinas gratuitas sobre encalhes e emergências com animais marinhos na localidade da Unidade de Conservação. No último sábado, dia 18, o encontro foi realizado em Criciúma e no próximo dia 25 será realizado em Florianópolis.

Moradores, pescadores, empresas e poder público estão sendo preparados para ajudar no resgate. No período do inverno o número de animais que aparece no litoral sul de Santa Catarina costuma crescer.

film online

Em 2008, 57 atores sociais e representantes de organizações comunitárias participaram das três oficinas oferecidas pela APA da Baleia Franca. A capacitação ajudou no resgate dos 500 animais encontrados no ano passado. Foram 3 baleias, mais de 30 lobos marinhos , 466 aves marinhas e  2 leões marinhos, somente em 2008.

O Centro de Pesquisa para a Conservação de Aves Silvestres (Cemave), Centro de Mamíferos Aquáticos (CMA) e Centro Brasileiro de Proteção e Pesquisa das Tartarugas Marinhas (TAMAR), apóiam o trabalho desenvolvido.

O primeiro contato, de acordo com a veterinária e analista ambiental da APA da Baleia Franca, Patrícia Pereira Serafini, é importante para que as informações sejam repassadas aos responsáveis pelo atendimento do animal. “A principal orientação é entrar em contato com a polícia ambiental ou instituições de atendimento a animais, marinha, bombeiros e ONGs”, explica a veterinária.

Patrícia alerta para as tentativas desastradas de salvar os animais. “Muitas pessoas que encontram pinguins, acabam refrigerando o animal, com a ideia de que por viverem em locais frios, precisam estar nestas condições”, diz. “O certo é manter o animal em caixa de papelão e levá-lo imediatamente a um centro de reabilitação”, alerta.

Outra medida importante é isolar o local onde o animal foi encontrado. O contato pode ser perigoso, o animal pode estar ferido, ou nervoso e acabar atacando, buscando sua defesa.






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18 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Pesquisa encontra resto de inseticida em golfinhos no litoral brasileiro

Cientistas analisaram amostras de fígados, placentas e leite de toninha.
Descoberta indica contaminação da cadeia alimentar marinha.

Estudo publicado na revista “Environmental International” aponta que golfinhos do litoral brasileiro estão contaminados por piretroides, compostos usados como inseticidas.

Segundo explica Mariana Alonso, pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) que liderou a pesquisa, o golfinho está no topo da cadeia alimentar que, portanto, é composta por outros seres vivos que também devem estar contaminados por essas substâncias (por exemplo, uma alga recebe o piretroide da água e é comida por um camarão, que é comido por um peixe, que serve de alimento para o golfinho).

A novidade da pesquisa de Mariana é que antes se pensava que os piretroides se decompunham. Esses inseticidas são usados tanto pela população urbana, por meio, por exemplo, de tomadas antimosquito, como também em atividades rurais. No armazenamento de grãos, por exemplo, eles são usados para evitar que insetos ataquem os alimentos.

No estudo são analisadas amostras de fígado, leite e placentas da espécie Pontotoria blainvillei, conhecida como toninha, que está ameaçada de extinção e existe apenas nos litorais brasileiro, argentino e uruguaio. Foram usadas amostras de exemplares que ficaram presos acidentalmente em redes de pesca no litoral de São Paulo e Rio Grande do Sul.

Os filhotes pesquisados tinham a maior concentração de piretroides, o que levou os pesquisadores a verificar a presença do composto no leite e em placentas, que também se mostraram contaminados. “Eles recebem uma carga muito alta nos primeiros estágios da vida”, observa Mariana Alonso.

Os efeitos dos piretroides sobre a saúde dos golfinhos são pouco conhecidos. Outro estudo liderado pela mesma pesquisadora e publicado na revista “Environmental Pollution”, mostrou a contaminação de golfinhos por retardantes de chama, usados nos mais diversos produtos, como móveis e eletrodomésticos, como forma de diminuir sua suscetibilidade ao fogo.

Filhote da espécie Pontoporia blainvillei. (Foto: Reuters)

Filhote da espécie 'Pontoporia blainvillei'. (Foto: Reuters)

Fonte: Globo Natureza


12 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Crustáceo descoberto no Caribe recebe nome em homenagem a Bob Marley

Espécie é parasita de peixes e pode ajudar pesquisadores a estudar a degradação dos corais e a saúde dos animais marinhos

Parasitas jovens que acabaram de se alimentar com o sangue do peixe; quando adultos, eles morrem em até três semanas, possivelmente após acasalarem

Bob Marley está vivo nos corais de recifes do mar do Caribe. O ícone do reggae serviu de inspiração ao biólogo Paul Sikkel para batizar minúsculos crustáceos descobertos na costa leste das ilhas caribenhas. Em homenagem ao cantor, morto em 1981, a nova espécie foi chamada Gnathia marleyi.

O crustáceo é a primeira espécie a ser descrita na região em mais de duas décadas. “Essa espécie é única e exclusiva do Caribe, assim como Marley”, disse nesta terça-feira Sikkel, professor-assistente de ecologia marinha na Universidade do Estado de Arkansas, nos Estados Unidos.

Gnathia marleyi vive escondido em cascalhos de corais, esponjas do mar e algas. Os jovens são parasitas e infestam os peixes que passam pelos locais onde estão. Quando adultos, os Gnathia marleyinão se alimentam de nada. “Achamos que os adultos sobrevivem por duas ou três semanas com o que foi sugado durante a juventude. Depois, morrem, possivelmente após acasalarem”, falou Sikkel.

Cerca de 80% dos organismos dos corais são parasitas. Os gnathiids (família à qual pertence o Gnathia marleyi) são os parasitas mais comuns nos oceanos e são os principais causadores ou transmissores das doenças que atingem os peixes. Além disso, a saúde dos peixes está diretamente ligada à saúde dos corais, conhecidos como “florestas do mar”, devido à alta biodiversidade.

Sikkel e seu time de pesquisadores estão monitorando a relação entre peixes e parasitas para analisar a degradação dos corais.

Velho conhecido — Sikkel descobriu o Ghnathia marleyi há dez anos nas Ilhas Virgens Americanas. Lá a espécie é tão comum que Sikkel achava que alguém já a tinha nomeado e descrito. Movido pela curiosidade, pediu para um dos pesquisadores do seu time investigar qual espécie era aquela e descobriu que ela não havia sido estudada a fundo.

Homenageados — Marley não é o único famoso homenageado por pesquisadores. Um líquen já foi batizado em homenagem a Barack Obama. O comediante Stephen Colbert serviu de inspiração para uma nova espécie de abelha, Elvis Presley deu nome a uma vespa, e Bill Gates, a uma nova mosca de flor.

Peixe infestado por parasitas que receberam nome de 'Gnathia marleyi', em homenagem a Bob Marley

Peixe infestado por parasitas que receberam nome de 'Gnathia marleyi', em homenagem a Bob Marley (Elizabeth Brill)

Fonte: Veja Ciência


14 de junho de 2012 | nenhum comentário »

Cientistas pedem que pelo menos 10% do mar seja protegido

O Brasil está longe de atingir as metas internacionais de proteção ao mar na sua área de exploração costeira.

De acordo com cientistas reunidos nesta quarta-feira no Fórum de Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Sustentável, uma espécie de Rio+20 paralela da ciência, menos de 1% da zona de exploração costeira do Brasil está protegida.

A taxa está distante das metas internacionais estabelecidas há dois anos pelo Protocolo de Nagoya.

O documento define que até 2020 pelo menos 10% da zona de exploração do mar de cada país deve estar protegida.

“O problema é não temos avanços. Recentemente adiamos a ampliação do Parque Nacional Marinho de Abrolhos [entre a Bahia e o Espírito Santo]“, disse o biólogo da USP Carlos Alfredo

Joly, coordenador de um programa de pesquisa sobre a biodiversidade paulista financiado pela Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo).

A expectativa dos cientistas era que o governo sancionasse um projeto que estabelece um mosaico de áreas protegidas marinhas em Abrolhos durante a Rio+20.

Mas o processo obrigatório de consultas públicas com a população nas redondezas de Abrolhos sobre a área de proteção foi esticado e depois suspenso em meados de maio.

MAIS BRANCOS

A principal preocupação dos cientistas são os recifes de corais. O Brasil tem as únicas formações relevantes de recifes de corais do Atlântico Sul e boa parte deles está em Abrolhos.

A acidez causada pelo aquecimento das águas e da atividade humana na região prejudica a alimentação dos corais e os deixa mais vulneráveis (o que é visível, pois eles ficam esbranquiçados).

“Não temos problemas apenas em Abrolhos. Há regiões do sul e do nordeste do país que também precisam de atenção”, disse a engenheira de pesca Ana Paula Prates, da Secretaria de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente.

De acordo com ela, a proteção às florestas costuma ganhar mais atenção e ser mais debatida que a proteção ao mar.

Somando unidades de conservação, parques nacionais e reservas biológicas, 13% do território terrestre do país é intocável (as metas de Nagoya são de 17%).

GESTÃO DE OCEANOS

Prates destacou também a falta de regulamentação sobre a atividade econômica relacionada ao mar.

Hoje, os cientistas estimam que 80% da pesca brasileira seja de espécies super exploradas e estejam em algum risco.

A governança dos oceanos será discutida na cúpula da Rio+20, que reunirá chefes de Estado de 20 a 22 de junho. Mas os cientistas estão pouco otimistas.

“Na Rio-92 havia uma proposta de convenção de oceanos que não avançou”, disse Joly.

Fonte: Folha.com


14 de maio de 2012 | nenhum comentário »

Rara lagosta é encontrada nos EUA e quase vira refeição em restaurante

Especialistas dizem que chance de achar crustáceo é de 1 em 30 milhões.
Animal foi encaminhado para aquário em Rhode Island.

Um raro exemplar de lagosta com partes do corpo manchadas com as cores laranja e amarelo foi encontrado nesta semana por funcionários de um restaurante de Massachusetts, nosEstados Unidos.

O exemplar é conhecido com “cálico”. Vale lembrar que a lagosta comum tem coloração avermelhada. De acordo com especialistas, a chance de encontrar um crustáceo com estas cores é de uma em 30 milhões.

O animal, que teve a imagem divulgada pela agência Associated Press, foi encaminhado para o Centro de Biologia dos Biomas Marinhos, em Rhode Island, onde ficará em um aquário.

Exemplar de lagosta com cores brilhantes que foi encontrado em um restaurante dos EUA e se livrou de ir para a panela. (Foto: New England Aquarium, Tony LaCasse/AP)

Exemplar de lagosta com cores brilhantes que foi encontrado em um restaurante dos EUA e se livrou de ir para a panela. (Foto: New England Aquarium, Tony LaCasse/AP)

Fonte: Globo Natureza


22 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Biólogo captura beleza da vida marinha nas águas gélidas da Rússia

Apesar de viverem nas profundezas de uma região inóspita, criaturas são ricas em cores.

O biólogo russo Alexander Semenov transformou em livro as imagens que ele e seus colegas produziram durante quatro anos de estudos da vida marinha na Estação Biológica do Mar Branco, centro de pesquisas no noroeste da Rússia.

BBC22/06/2011 08h04 – Atualizado em 22/06/2011 08h52

Biólogo captura beleza da vida marinha nas águas gélidas da Rússia

Apesar de viverem nas profundezas de uma região inóspita, criaturas são ricas em cores.

Da BBC

O biólogo russo Alexander Semenov transformou em livro as imagens que ele e seus colegas produziram durante quatro anos de estudos da vida marinha na Estação Biológica do Mar Branco, centro de pesquisas no noroeste da Rússia.

Imagens do livro de Semenov. Veja mais abaixo.  (Foto: Alexander Semenov / White Sea Biological Station )Imagens do livro de Semenov. Veja mais abaixo. (Foto: Alexander Semenov / White Sea Biological Station )

As imagens de Semenov foram feitas em uma região gélida e inóspita, que passa a metade do ano congelada. Ainda assim, as criaturas marinhas fotografadas por ele são ricas em cores.

Ele relata que algumas das criaturas fotografadas são comuns em diversos lugares do mundo; outras, porém, foram vistas por apenas alguns especialistas até hoje.

Sua espécie favorita é o molusco Coryphella polaris, ‘uma lesma que vive a 30 metros (de profundidade) no escuro e em águas geladas, e é tão bonito’, disse ele ao site TreeHugger.

O livro de Semenov já foi lançado na Rússia e agora está sendo traduzido ao inglês.

Imagens do livro de Semenov. (Foto: Alexander Semenov / White Sea Biological Station )

Imagens do livro de Semenov. (Foto: Alexander Semenov / White Sea Biological Station )

Imagens do livro de Semenov. (Foto: Alexander Semenov / White Sea Biological Station )

Imagens do livro de Semenov. (Foto: Alexander Semenov / White Sea Biological Station )

Imagens do livro de Semenov. (Foto: Alexander Semenov / White Sea Biological Station )

Imagens do livro de Semenov. (Foto: Alexander Semenov / White Sea Biological Station )

Fonte: Da BBC.

22 de abril de 2009 | nenhum comentário »

Capacitação orienta a comunidade sobre os procedimentos em casos de encalhe de animais marinhos

Danielle Jordan / AmbienteBrasil

O que fazer quando se encontra um animal marinho encalhado na praia? Os primeiros cuidados podem ser decisivos para a sobrevivência do animal e para que a pessoas no local não corram riscos.

A Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca, em Santa Catarina, promove oficinas gratuitas sobre encalhes e emergências com animais marinhos na localidade da Unidade de Conservação. No último sábado, dia 18, o encontro foi realizado em Criciúma e no próximo dia 25 será realizado em Florianópolis.

Moradores, pescadores, empresas e poder público estão sendo preparados para ajudar no resgate. No período do inverno o número de animais que aparece no litoral sul de Santa Catarina costuma crescer.

film online

Em 2008, 57 atores sociais e representantes de organizações comunitárias participaram das três oficinas oferecidas pela APA da Baleia Franca. A capacitação ajudou no resgate dos 500 animais encontrados no ano passado. Foram 3 baleias, mais de 30 lobos marinhos , 466 aves marinhas e  2 leões marinhos, somente em 2008.

O Centro de Pesquisa para a Conservação de Aves Silvestres (Cemave), Centro de Mamíferos Aquáticos (CMA) e Centro Brasileiro de Proteção e Pesquisa das Tartarugas Marinhas (TAMAR), apóiam o trabalho desenvolvido.

O primeiro contato, de acordo com a veterinária e analista ambiental da APA da Baleia Franca, Patrícia Pereira Serafini, é importante para que as informações sejam repassadas aos responsáveis pelo atendimento do animal. “A principal orientação é entrar em contato com a polícia ambiental ou instituições de atendimento a animais, marinha, bombeiros e ONGs”, explica a veterinária.

Patrícia alerta para as tentativas desastradas de salvar os animais. “Muitas pessoas que encontram pinguins, acabam refrigerando o animal, com a ideia de que por viverem em locais frios, precisam estar nestas condições”, diz. “O certo é manter o animal em caixa de papelão e levá-lo imediatamente a um centro de reabilitação”, alerta.

Outra medida importante é isolar o local onde o animal foi encontrado. O contato pode ser perigoso, o animal pode estar ferido, ou nervoso e acabar atacando, buscando sua defesa.