20 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Orcas da Antártida trabalham em grupo para capturar foca

O pesquisador Robert Pitman fotografou o momento em que três baleias criam uma onda para tirar a foca de um bloco de gelo.

Um pesquisador americano registrou o momento em que um grupo de orcas põe em prática uma estratégia coletiva para capturar uma foca na Antártida.

O cientista marinho Robert Pitman, do Administração Oceânica e Atmosférica Nacional na Califórnia, Estados Unidos, trabalhava como consultor para uma equipe da BBC quando a cena aconteceu.

Nas imagens, as três baleias criam uma onda sobre o bloco de gelo onde está a foca, fazendo com que ela se desequilibre e caia no mar.

‘Há três tipos diferentes de orcas na Antártida, mas este tipo é especialista em focas’, disse o cientista à BBC Brasil.

Pitman e seu colega Robert Durham publicaram um estudo após semanas observando o comportamento das orcas na região.

Segundo a pesquisa, as baleias trabalham sempre em conjunto no momento da caça e a estratégia da onda funciona três de cada quatro vezes em que é utilizada.

‘Elas formam famílias e fazem tudo cooperativamente. Vimos grupos de até 15 baleias’, diz.

De acordo com Pitman e Durham, as baleias também dividem a tarefa de retirar a pele e dissecar as focas capturadas.

Os mamíferos, que chegam a ter 9,5 metros de comprimento e pesar cerca de 6 toneladas, são considerados animais inteligentes e sociais.

As orcas observadas pelos pesquisadores também escolhem de maneira muito especifica as focas que irão capturar.

‘Elas preferem as focas-de-weddell e não procuram nenhuma das outras espécies. Ainda não sabemos o porquê’, disse Pitman.

Para o cientista, a rapidez e inteligência das baleias faz com que suas táticas de caça sejam altamente eficientes.

‘As focas só escapavam quando as baleias percebiam que elas eram de outra espécie (que não as focas-de-weddell). Nesse caso, as orcas iam embora e as deixavam no mar’, afirma.

‘Vimos algumas focas conseguirem escapar na confusão, logo após caírem do bloco de gelo, mas eram a minoria.’

Orcas da Antártida trabalham em grupo para capturar foca (Foto: Robert Pitman)

Orcas da Antártida trabalham em grupo para capturar foca (Foto: Robert Pitman)

Fonte: Da BBC


7 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Brasil vai gerar energia elétrica com etanol na Antártida

Estação de pesquisas substituirá diesel mineral por etanol hidratado.
Projeto tem apoio da Petrobras e da Vale Soluções em Energia.

O Brasil será o primeiro país a ter energia elétrica gerada tendo como matéria-prima o etanol no continente antártico. A partir de novembro, a Estação Antártica Comandante Ferraz vai substituir o diesel mineral por etanol hidratado na produção de eletricidade.

A iniciativa conta com investimentos de R$ 2,5 milhões vindos de parceria entre a Petrobras Biocombustível, Vale Soluções em Energia (VSE) e pela Marinha do Brasil.

De acordo com o diretor de etanol da Petrobras Biocombustível, Ricardo Castello Branco, a iniciativa abre a expectativa de criação de um novo campo de uso para o etanol brasileiro na produção de energia elétrica, além de possuir um forte efeito simbólico. “Queremos desenvolver na geração de energia elétrica limpa o mesmo conhecimento e competência que temos na área de etanol combustível”, disse Castello Branco.

O executivo explica que, a partir de novembro, será realizado um teste na estação Antártica que deve durar um ano, para que a utilização de etanol sob condições climáticas extremas seja analisada. O teste deve consumir 350 mil litros de etanol hidratado, que serão disponibilizados pela Petrobras, assim como o transporte até a estação. “Desenvolvemos tanques especiais para levar o etanol até lá, construídos sobre trenós para que ele deslize sobre o gelo”, explica.

Iceberg Antártida 1 (Foto: Alister Doyle / Reuters)

Brasil mantém base de pesquisa na Antártida, como parte do Programa Antártico Brasileiro (Proantar) (Foto: Alister Doyle / Reuters)

Novo mercado
Segundo o executivo, a utilização de etanol para geração de eletricidade pode ser um mercado importante no médio prazo. “Veja a necessidade de energia do Japão, por exemplo. Grandes geradores que funcionem a partir de etanol poderiam suprir parte dessa demanda”, disse.

Parceira do empreendimento, a Vale Soluções em Energia (VSE), de São José dos Campos (SP) produziu o gerador, com capacidade de 250 quilowatts. Segundo o presidente da VSE, James Pessoa, esse volume de energia é suficiente para abastecer e iluminar toda a estação de pesquisa na Antártica. A VSE é uma parceria entre a Vale (que detém 53% da empresa) e o BNDESPar (dono dos outros 47%), que investe em pesquisa, desenvolvimento e produção de sistemas de geração sustentável.

Pessoa explica que a VSE desenvolveu o gerador que opera com etanol hidratado para geração de energia. “Ao contrário do motor que desenvolvemos para ônibus coletivos que estão sendo testados em São Paulo, o gerador da Antártica não precisa de um aditivo extra e funciona apenas com o etanol hidratado puro”, disse.

A VSE também construiu geradores para a Amazonas Energia, da Eletrobras, para produzir energia elétrica na Amazônia de forma mais limpa e reduzir a utilização de diesel na região.

Em 2012, a presença brasileira na Antártica completará 30 anos, e a expectativa é de que toda a eletricidade gerada durante a cerimônia que será realizada venha do etanol. Uma das prioridades do Programa Antártico Brasileiro (Proantar) é a qualidade ambiental das operações do Brasil na Antártica.

Por meio desse programa, gerenciado pela Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (CIRM), o Brasil realiza estudos sobre os impactos do aumento da concentração de gases de efeito estufa no planeta, além de pesquisas científicas sobre os fenômenos que ocorrem no continente.

Fonte: Da Agência Estado


20 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Brasil vai mandar módulo de pesquisas para interior da Antártida

Criosfera 1 será posicionado a 500 km do Polo Sul geográfico.
Aparelho vai coletar dados sobre a composição química do ar da região.

O Brasil está perto de concluir o projeto de um novo módulo de pesquisas que vai operar no interior da Antártida. O Criosfera 1 será o primeiro a funcionar 24 horas por dia, sem ser monitorado por técnicos.

O módulo se encontra em São José dos Campos (SP), onde especialistas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) estão instalando equipamentos e sistemas de energia. Ele funcionará com painéis fotovoltaicos e geradores eólicos, logo não utilizará combustíveis fósseis.

Até o fim do mês, o trabalho deve ser concluído. Em seguida, o Criosfera 1 será levado para Porto Alegre antes de ir para a Antártida. O ponto final da viagem está na latitude 85°S, a cerca de 500 quilômetros do Polo Sul geográfico. A estação de Comandante Ferraz, base fixa do Brasil no continente, fica na latitude 62°S.

O aparelho vai coletar dados sobre a meteorologia e a composição química da atmosfera da região. O objetivo é analisar as consequências climáticas da redução da camada de ozônio e o transporte de poluentes para o ar da região.

Criosfera 1, módulo de pesquisas brasileiro que será enviado para a Antártida (Foto: AE / Lucas Lacaz Ruiz)

Criosfera 1, módulo de pesquisas brasileiro que será enviado para a Antártida (Foto: AE / Lucas Lacaz Ruiz)

Fonte: Do G1, em São Paulo


19 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Cientistas mapeiam movimentação do gelo da Antártida

Mapa é composto por imagens feitas por agências espaciais.
Conteúdo vai ajudar na compreensão da mudança climática no continente.

Uma equipe de cientistas liderada pela Nasa  elaborou o primeiro mapa de alta resolução do movimento do gelo na Antártida, o que ajudará a entender melhor o impacto da mudança climática no continente.

O mapa, publicado nesta quinta-feira na revista científica Science, foi elaborado como se fosse um mosaico digital. As imagens de satélite utilizadas foram proporcionadas pelas agências espaciais do Canadá (CSA), Europa (ESA) e Japão (Jaxa) e revelam os detalhes do movimento do gelo na Antártida entre 2007 e 2009.

O objetivo deste trabalho, liderado pelo pesquisador Eric Rignot, do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da Nasa em Pasadena, no estado americano da Califórnia, é ajudar os pesquisadores a entender as mudanças do continente diante do constante aquecimento global.

“Nosso mapa representa uma importante medida de referência, pois é a primeira imagem completa do padrão de movimento do gelo”, explicou à Agência Efe o pesquisador Jeremie Mouginot, professor associado do Departamento de Ciências da Terra da Universidade da Califórnia, em Irvine, um dos autores do estudo.

Segundo ele, a velocidade do gelo é uma característica fundamental das geleiras e das camadas de gelo, que mede a velocidade à qual ele é transportado das regiões do interior rumo ao oceano.

Suas medições e análises redefinem a compreensão atual sobre a dinâmica da camada de gelo antártica, ao revelar que o fluxo da camada de gelo do continente se compõe de uma complexa rede de afluentes que vêm do interior.

Essa nova visão do movimento da camada de gelo pode favorecer a reconstrução histórica e o prognóstico de sua evolução.

Dado que a grande maior parte de gelo na Terra se encontra na Antártida e que o derretimento das calotas polares pode ter efeitos no nível do mar, este mapa também será útil para pesquisas futuras sobre o aquecimento global.

Mapa do deslocamento de gelo da Antártida usou dados de agências espaciais (Foto: Nasa/JPL-Caltech/UCI)

Mapa do deslocamento de gelo da Antártida (aqui na versão original, em inglês) usou dados de agências espaciais (Foto: Nasa/JPL-Caltech/UCI)

Fonte: Da EFE


25 de julho de 2011 | nenhum comentário »

Antártida já foi paraíso tropical, diz cientista

Uma pesquisadora britânica afirmou que a Antártida era um paraíso tropical há cerca de 40 milhões de anos.

Segundo Jane Francis, do Colégio de Meio Ambiente da Universidade de Leeds, o continente gelado, que hoje apresenta uma camada de quatro quilômetros de gelo, passou a maior parte dos últimos cem milhões de anos como uma região de clima quente e fauna rica.

“Era assim há cerca de 40 milhões de anos. Durante a maior parte da história geológica da Antártida a região estava coberta por bosques e desertos, um lugar que tinha um clima quente”, disse Francis à BBC Mundo.

“Muitos animais, incluindo dinossauros, viviam na região. Foi no passado geológico recente que o clima esfriou”, acrescentou.

A cientista afirma ainda que provavelmente o clima mais ameno no passado da Antártida foi causado por elevados índices de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera.

“Se continuarmos emitindo grandes quantidades de dióxido de carbono, esquentando o planeta, poderíamos chegar à mesma situação em que voltariam a aparecer animais e bosques na Antártida”, acrescentou a cientista.

DERRETIMENTO

De acordo com cientistas, há 50 milhões de anos havia mais de mil partes por milhão (ppm) de dióxido de carbono na atmosfera, o que esquentou o planeta a ponto de derreter todas as camadas de gelo.

Nos últimos anos a quantidade de dióxido de carbono na atmosfera apresentou um aumento, passou de 280 ppm registradas na era pré-industrial para 390 ppm no presente, o que aumentou em um grau as temperaturas globais.

Os especialistas afirmam que, continuando com este ritmo de crescimento, de cerca de dois ppm por ano, será necessário muito tempo para que se chegue aos mil ppm.

Mas, o problema, segundo os especialistas, é que, quando chegarmos aos 500 ppm, já começaremos a observar o derretimento de uma grande parte das calotas de gelo.

“A diferença é que, no passado, o aquecimento ocorreu devido a causas naturais como vulcões. E ocorreu em um período muito grande de tempo. Os animais e plantas tiveram tempo de se adaptar”, disse Jane Francis à BBC.

“Mas o problema com a mudança climática atual, que está sendo provocada principalmente por fatores humanos, é que está ocorrendo muito depressa, em comparação a como poderia ocorrer em um período geológico normal, por isso não vamos ter muitas oportunidades para nos adaptar”, afirmou.

URGÊNCIA

A cientista da Universidade de Leeds afirma que os governos do mundo todo estão trabalhando para reduzir as emissões de dióxido de carbono, mas destaca que os esforços precisam ser maiores.

Alguns céticos afirmam que agora é tarde para evitar o aquecimento global e que devíamos nos concentrar mais na adaptação para as novas condições climáticas.

Mas, para Jane Francis, esta é uma postura muito pessimista. A cientista afirma que deveríamos nos focar em fazer mais para evitar o aquecimento global e mais rapidamente.

Fonte: DA BBC BRASIL



21 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Pinguim da Antártida se perde e é encontrado na Nova Zelândia

Um pinguim-imperador da Antártida errou o caminho e apareceu em uma praia na Nova Zelândia. Foi a primeira vez em 40 anos que um animal da espécie foi visto no país. O animal, que foi encontrado na costa de Kapiti, na ilha Norte, tem cerca de dez meses.

Ele foi encontrado na última segunda-feira por uma moradora da região ao norte da capital, Wellington, que passeava com seu cachorro pela praia de Peka Peka.

“Eu vi uma coisa branca e brilhante em pé e achei que estava vendo coisas”, disse a mulher, Christine Wilton, ao jornal New Zealand Herald.

Funcionários do Departamento de Conservação do país dizem que o pinguim parece saudável, mas que precisará voltar logo para a Antártida para sobreviver.

Visita inesperada
Segundo o New Zealand Herald, último registro de um pinguim imperador no país foi na praia de Oreti, na ilha Sul, em 1967.

“É incrível ver um destes pinguins na costa de Kapiti. Animais incomuns da Antártida visitam nossas praias às vezes, mas não sabemos bem o porquê”, disse o porta-voz de biodiversidade do Departamento de Conservação neozelandês, Peter Simpson, ao jornal.

Pinguins-imperadores são os maiores animais da espécie e podem chegar a mais de um metro de altura quando adultos.

Pinguim-imperador típico da Antártida 'perdido' na Nova Zelândia. (Foto: AP Photo / via BBC)

Pinguim-imperador típico da Antártida 'perdido' na Nova Zelândia. (Foto: AP Photo / via BBC)

Fonte: Da BBC


11 de março de 2011 | nenhum comentário »

Colônia de pinguim-imperador desaparece da península antártica

A redução do gelo na Antártida, originada pelo aquecimento global, pode explicar o desaparecimento inédito de uma colônia de pinguim-imperador que vivia no extremo da península antártica, noticia o site LiveScience nesta quinta-feira (10).

Os animais se reuniam na ilha Imperador e foram avistados pela primeira vez em 1948. Até os anos de 1970, tinham uma vida relativamente estável, mas sofreram uma queda populacional em 1978. Em 2009, porém, eles haviam sumido completamente.

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Segundo o autor da pesquisa, Philip Trathan, a causa do fenômeno ainda é desconhecida.

Os pinguins podem ter morrido naturalmente ou por consequência de alguma doença. Outra hipótese é que teriam migrado e mesmo o aumento na temperatura afetaria indiretamente os pinguis, diminuindo sua capacidade de pescar ou aumentando a presença de predadores naturais.

O pinguim-imperador costuma retornar ao local de seu nascimento depois de um ano, mas também se move para outras regiões caso haja uma mudança no gelo ao redor. O gelo antártico, sobre o oceano, é importante para esses animais. Como estão ligados a camadas geladas da costa, não se movimentam com a ação do vento ou das ondas, o que torna o lugar seguro para a sua procriação.

Trathan especula que os pinguins, nascidos no fim da década de 1970 e com uma expectativa de vida de cerca de 20 anos, voltaram seguidamente à ilha, como mandavam seus instintos, até que os grupos começaram a ficar cada vez menores, chegando à extinção.

Uma pesquisa publicada na revista PNAS (“Proceedings of the National Academy of Sciences”), em 2009, afirma que há 36% de chances de a população do pinguim-imperador sofrer com a diminuição do gelo do oceano. Ou o mesmo que uma redução de até 95% ou mais de sua espécie até 2100 – praticamente o desaparecimento da espécie.

Fonte: Folha.com


4 de março de 2011 | nenhum comentário »

Cientistas detectam aumento de carrapatos em pinguins da Antártida

Cientistas chilenos detectaram uma grande quantidade de carrapatos em pinguins da Antártida, o que poderia desencadear um aumento das doenças e uma maior mortalidade dessa espécie no caso de uma mudança climática.

A descoberta foi realizada por cientistas da Universidade de Concepción em um local próximo ao Círculo Polar Antártico, no marco da expedição anual organizada pelo Instituto Antártico Chileno (Inach), informou nesta quinta-feira (3) a instituição.

Apesar de não ser a primeira vez que carrapatos e piolhos são encontrados na Antártida, os pesquisadores se surpreenderam com grande quantidade destes parasitas em colônias de pinguins papúa.

Os carrapatos evoluíram junto com os pinguins e sua relação com estas aves é por enquanto equilibrada, mas este equilíbrio poderia ser rompido com uma mudança climática.

Esse parasita se alimenta do sangue do animal que a hospeda e por isso que pode transmitir diferentes tipos de doenças virais, bacterianas e protozoárias.

“Nossa hipótese é que este tipo de carrapato, o Ixodes uriae, teria doenças que poderiam chegar a ser grandes no futuro das povoações destas aves”,explicou o pesquisador Daniel González, que lidera o projeto.

A pesquisa pretende comparar as doenças nos carrapatos e nos pinguins em distintas latitudes, e associá-las a cenários de mudança climática.

“Nos preocupa que o aumento de temperatura possa provocar estresse nos pinguins e um maior desenvolvimento de certas doenças”, acrescentou González.

No programa, que contempla outras duas expedições ao local nos próximos dois anos, participam também as universidades Upsala e Kalmar, da Suécia, o Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária da Argentina e a Universidade Andrés Bello do Chile.

Fonte: Portal iG


24 de fevereiro de 2011 | nenhum comentário »

Crescimento acelerado na Antártica

O estudo de pequenas criaturas marinhas coletadas na Antártica nos primeiros anos do século 20 pelo explorador inglês Robert Falcon Scott (1868-1912) acaba de fornecer novas informações sobre as mudanças ambientais no continente que rodeia o polo Sul

Ao comparar briozoários – animais invertebrados aquáticos – existentes atualmente com exemplares obtidos nas expedições lideradas pelo capitão Scott, um grupo de cientistas do Reino Unido e dos Estados Unidos encontrou a primeira evidência conclusiva do aumento da captura e do armazenamento de carbono por uma vida marinha na Antártica.

 

Em artigo publicado nesta semana na revista Current Biology, David Barnes, do British Antarctic Survey, e colegas descrevem como examinaram as marcas de crescimento em esqueletos de espécimes de briozoários (Cellarinella nutti) coletados no mar de Ross por meio do Censo da Vida Marinha Antártica, programa internacional de pesquisa iniciado em 2005 como parte do Censo da Vida Marinha.

 

Quando comparados com espécimes pertencentes a coleções de museus no Reino Unido, Estados Unidos e Nova Zelândia, entre os quais exemplares coletados nas expedições de Scott, os cientistas observaram que desde 1900 os briozoários estão crescendo mais rapidamente do que jamais o fizeram.

 

Segundo eles, a explicação mais provável é a maior disponibilidade de alimento (fitoplâncton) desde o início do século 20. O estudo sugere que esse novo crescimento é um mecanismo importante para o depósito de carbono no leito do mar.

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“Usamos um registro antigo de crescimento em um animal como evidência das mudanças rápidas e recentes para a vida existente no leito do mar. As coleções biológicas de Scott são consideráveis em qualidade e quantidade e se tornarão ainda mais valiosas para determinar como a vida responde a mudanças no transcorrer do tempo”, disse Barnes.

 

Segundo o cientista, como poucos estudos biológicos na Antártica envolvem períodos de mais de 30 anos, os dados do novo trabalho são “muito valiosos e destacam a importância de se realizar monitoramentos de longo prazo”.

 

Os briozoários se alimentam de fitoplâncton, pequenas plantas marinhas que precisam de dióxido de carbono para crescer e se reproduzir. O carbono no fitoplâncton é assimilado pelos briozoários e usado para formar os tecidos e esqueletos desses animais.

 

O crescimento acelerado dos briozoários implica que os animais atingem mais cedo seu tamanho máximo, quando são quebrados pelas correntes oceânicas. À medida que os briozoários caem, eles liberam carbono, aumentando o potencial de sequestro de carbono do leito marinho.

 

Scott liderou duas expedições à Antártica, a primeira de 1901 a 1904 e a segunda de 1910 a 1913, tentando ser o primeiro homem a atingir o polo Sul. Na segunda, o grupo conseguiu alcançar o polo, mas apenas para descobrir que a expedição liderada pelo norueguês Roald Amundsen havia chegado primeiro. Na jornada de retorno, Scott e seus quatro companheiros morreram devido ao cansaço, à desnutrição e ao frio extremo da região.

 

O artigo Scott’s collections help reveal accelerating marine life growth in Antarctica (doi:10.1016/ j.cub.2011.01.033), de David K.A. Barnes e outros, pode ser lido por assinantes da Current Biology em www.cell.com/current-biology.

Fonte: Jornal da Ciência


17 de fevereiro de 2011 | nenhum comentário »

Baleeiros japoneses suspendem atividades na Antártida, diz agência

Baleeiros japoneses suspenderam atividades na Antártida em consequência de pressões de grupos de defesa do meio ambiente e estudam a possibilidade de concluir antes do previsto a missão anual, anunciou nesta quarta-feira (16) a Agência de Pesca do Japão.

Ativistas da organização não governamental (ONG) de defesa do meio ambiente Sea Shepherd Conservation Society perseguiram por meses a frota para tentar impedir a caça das baleias.

Tatsuya Nakaoku, funcionário da agência de pesca, afirmou que o navio-fábrica Nisshin Maru, que foi perseguido pela Sea Shepherd, suspendeu as operações em 10 de fevereiro para garantir a segurança da tripulação.

“Estamos estudando a situação, incluindo a possibilidade de encerrar a missão antes”, disse Nakaoku à AFP, confirmando informações da imprensa, mas fazendo questão de afirmar que “nada foi decidido até o momento”.

A agência de notícias Jiji Press informou que o governo considera ordenar o retorno da frota antes do previsto. A missão anual geralmente prossegue até meados de março.

O Japão alega que a caça das baleias é “científica” em uma área do Oceano Antártico, determinada como protegida pela Comissão Baleeira Internacional (CBI).

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Em 1986, entrou em vigor uma moratória que proíbe a caça com fins comerciais. Desde então, quase 40 mil baleias foram caçadas no mundo por países que não aceitam a proibição, sob o pretexto das caças científica e tradicional, autorizadas com cotas limitadas pela CBI.

Fonte: G1


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20 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Orcas da Antártida trabalham em grupo para capturar foca

O pesquisador Robert Pitman fotografou o momento em que três baleias criam uma onda para tirar a foca de um bloco de gelo.

Um pesquisador americano registrou o momento em que um grupo de orcas põe em prática uma estratégia coletiva para capturar uma foca na Antártida.

O cientista marinho Robert Pitman, do Administração Oceânica e Atmosférica Nacional na Califórnia, Estados Unidos, trabalhava como consultor para uma equipe da BBC quando a cena aconteceu.

Nas imagens, as três baleias criam uma onda sobre o bloco de gelo onde está a foca, fazendo com que ela se desequilibre e caia no mar.

‘Há três tipos diferentes de orcas na Antártida, mas este tipo é especialista em focas’, disse o cientista à BBC Brasil.

Pitman e seu colega Robert Durham publicaram um estudo após semanas observando o comportamento das orcas na região.

Segundo a pesquisa, as baleias trabalham sempre em conjunto no momento da caça e a estratégia da onda funciona três de cada quatro vezes em que é utilizada.

‘Elas formam famílias e fazem tudo cooperativamente. Vimos grupos de até 15 baleias’, diz.

De acordo com Pitman e Durham, as baleias também dividem a tarefa de retirar a pele e dissecar as focas capturadas.

Os mamíferos, que chegam a ter 9,5 metros de comprimento e pesar cerca de 6 toneladas, são considerados animais inteligentes e sociais.

As orcas observadas pelos pesquisadores também escolhem de maneira muito especifica as focas que irão capturar.

‘Elas preferem as focas-de-weddell e não procuram nenhuma das outras espécies. Ainda não sabemos o porquê’, disse Pitman.

Para o cientista, a rapidez e inteligência das baleias faz com que suas táticas de caça sejam altamente eficientes.

‘As focas só escapavam quando as baleias percebiam que elas eram de outra espécie (que não as focas-de-weddell). Nesse caso, as orcas iam embora e as deixavam no mar’, afirma.

‘Vimos algumas focas conseguirem escapar na confusão, logo após caírem do bloco de gelo, mas eram a minoria.’

Orcas da Antártida trabalham em grupo para capturar foca (Foto: Robert Pitman)

Orcas da Antártida trabalham em grupo para capturar foca (Foto: Robert Pitman)

Fonte: Da BBC


7 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Brasil vai gerar energia elétrica com etanol na Antártida

Estação de pesquisas substituirá diesel mineral por etanol hidratado.
Projeto tem apoio da Petrobras e da Vale Soluções em Energia.

O Brasil será o primeiro país a ter energia elétrica gerada tendo como matéria-prima o etanol no continente antártico. A partir de novembro, a Estação Antártica Comandante Ferraz vai substituir o diesel mineral por etanol hidratado na produção de eletricidade.

A iniciativa conta com investimentos de R$ 2,5 milhões vindos de parceria entre a Petrobras Biocombustível, Vale Soluções em Energia (VSE) e pela Marinha do Brasil.

De acordo com o diretor de etanol da Petrobras Biocombustível, Ricardo Castello Branco, a iniciativa abre a expectativa de criação de um novo campo de uso para o etanol brasileiro na produção de energia elétrica, além de possuir um forte efeito simbólico. “Queremos desenvolver na geração de energia elétrica limpa o mesmo conhecimento e competência que temos na área de etanol combustível”, disse Castello Branco.

O executivo explica que, a partir de novembro, será realizado um teste na estação Antártica que deve durar um ano, para que a utilização de etanol sob condições climáticas extremas seja analisada. O teste deve consumir 350 mil litros de etanol hidratado, que serão disponibilizados pela Petrobras, assim como o transporte até a estação. “Desenvolvemos tanques especiais para levar o etanol até lá, construídos sobre trenós para que ele deslize sobre o gelo”, explica.

Iceberg Antártida 1 (Foto: Alister Doyle / Reuters)

Brasil mantém base de pesquisa na Antártida, como parte do Programa Antártico Brasileiro (Proantar) (Foto: Alister Doyle / Reuters)

Novo mercado
Segundo o executivo, a utilização de etanol para geração de eletricidade pode ser um mercado importante no médio prazo. “Veja a necessidade de energia do Japão, por exemplo. Grandes geradores que funcionem a partir de etanol poderiam suprir parte dessa demanda”, disse.

Parceira do empreendimento, a Vale Soluções em Energia (VSE), de São José dos Campos (SP) produziu o gerador, com capacidade de 250 quilowatts. Segundo o presidente da VSE, James Pessoa, esse volume de energia é suficiente para abastecer e iluminar toda a estação de pesquisa na Antártica. A VSE é uma parceria entre a Vale (que detém 53% da empresa) e o BNDESPar (dono dos outros 47%), que investe em pesquisa, desenvolvimento e produção de sistemas de geração sustentável.

Pessoa explica que a VSE desenvolveu o gerador que opera com etanol hidratado para geração de energia. “Ao contrário do motor que desenvolvemos para ônibus coletivos que estão sendo testados em São Paulo, o gerador da Antártica não precisa de um aditivo extra e funciona apenas com o etanol hidratado puro”, disse.

A VSE também construiu geradores para a Amazonas Energia, da Eletrobras, para produzir energia elétrica na Amazônia de forma mais limpa e reduzir a utilização de diesel na região.

Em 2012, a presença brasileira na Antártica completará 30 anos, e a expectativa é de que toda a eletricidade gerada durante a cerimônia que será realizada venha do etanol. Uma das prioridades do Programa Antártico Brasileiro (Proantar) é a qualidade ambiental das operações do Brasil na Antártica.

Por meio desse programa, gerenciado pela Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (CIRM), o Brasil realiza estudos sobre os impactos do aumento da concentração de gases de efeito estufa no planeta, além de pesquisas científicas sobre os fenômenos que ocorrem no continente.

Fonte: Da Agência Estado


20 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Brasil vai mandar módulo de pesquisas para interior da Antártida

Criosfera 1 será posicionado a 500 km do Polo Sul geográfico.
Aparelho vai coletar dados sobre a composição química do ar da região.

O Brasil está perto de concluir o projeto de um novo módulo de pesquisas que vai operar no interior da Antártida. O Criosfera 1 será o primeiro a funcionar 24 horas por dia, sem ser monitorado por técnicos.

O módulo se encontra em São José dos Campos (SP), onde especialistas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) estão instalando equipamentos e sistemas de energia. Ele funcionará com painéis fotovoltaicos e geradores eólicos, logo não utilizará combustíveis fósseis.

Até o fim do mês, o trabalho deve ser concluído. Em seguida, o Criosfera 1 será levado para Porto Alegre antes de ir para a Antártida. O ponto final da viagem está na latitude 85°S, a cerca de 500 quilômetros do Polo Sul geográfico. A estação de Comandante Ferraz, base fixa do Brasil no continente, fica na latitude 62°S.

O aparelho vai coletar dados sobre a meteorologia e a composição química da atmosfera da região. O objetivo é analisar as consequências climáticas da redução da camada de ozônio e o transporte de poluentes para o ar da região.

Criosfera 1, módulo de pesquisas brasileiro que será enviado para a Antártida (Foto: AE / Lucas Lacaz Ruiz)

Criosfera 1, módulo de pesquisas brasileiro que será enviado para a Antártida (Foto: AE / Lucas Lacaz Ruiz)

Fonte: Do G1, em São Paulo


19 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Cientistas mapeiam movimentação do gelo da Antártida

Mapa é composto por imagens feitas por agências espaciais.
Conteúdo vai ajudar na compreensão da mudança climática no continente.

Uma equipe de cientistas liderada pela Nasa  elaborou o primeiro mapa de alta resolução do movimento do gelo na Antártida, o que ajudará a entender melhor o impacto da mudança climática no continente.

O mapa, publicado nesta quinta-feira na revista científica Science, foi elaborado como se fosse um mosaico digital. As imagens de satélite utilizadas foram proporcionadas pelas agências espaciais do Canadá (CSA), Europa (ESA) e Japão (Jaxa) e revelam os detalhes do movimento do gelo na Antártida entre 2007 e 2009.

O objetivo deste trabalho, liderado pelo pesquisador Eric Rignot, do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da Nasa em Pasadena, no estado americano da Califórnia, é ajudar os pesquisadores a entender as mudanças do continente diante do constante aquecimento global.

“Nosso mapa representa uma importante medida de referência, pois é a primeira imagem completa do padrão de movimento do gelo”, explicou à Agência Efe o pesquisador Jeremie Mouginot, professor associado do Departamento de Ciências da Terra da Universidade da Califórnia, em Irvine, um dos autores do estudo.

Segundo ele, a velocidade do gelo é uma característica fundamental das geleiras e das camadas de gelo, que mede a velocidade à qual ele é transportado das regiões do interior rumo ao oceano.

Suas medições e análises redefinem a compreensão atual sobre a dinâmica da camada de gelo antártica, ao revelar que o fluxo da camada de gelo do continente se compõe de uma complexa rede de afluentes que vêm do interior.

Essa nova visão do movimento da camada de gelo pode favorecer a reconstrução histórica e o prognóstico de sua evolução.

Dado que a grande maior parte de gelo na Terra se encontra na Antártida e que o derretimento das calotas polares pode ter efeitos no nível do mar, este mapa também será útil para pesquisas futuras sobre o aquecimento global.

Mapa do deslocamento de gelo da Antártida usou dados de agências espaciais (Foto: Nasa/JPL-Caltech/UCI)

Mapa do deslocamento de gelo da Antártida (aqui na versão original, em inglês) usou dados de agências espaciais (Foto: Nasa/JPL-Caltech/UCI)

Fonte: Da EFE


25 de julho de 2011 | nenhum comentário »

Antártida já foi paraíso tropical, diz cientista

Uma pesquisadora britânica afirmou que a Antártida era um paraíso tropical há cerca de 40 milhões de anos.

Segundo Jane Francis, do Colégio de Meio Ambiente da Universidade de Leeds, o continente gelado, que hoje apresenta uma camada de quatro quilômetros de gelo, passou a maior parte dos últimos cem milhões de anos como uma região de clima quente e fauna rica.

“Era assim há cerca de 40 milhões de anos. Durante a maior parte da história geológica da Antártida a região estava coberta por bosques e desertos, um lugar que tinha um clima quente”, disse Francis à BBC Mundo.

“Muitos animais, incluindo dinossauros, viviam na região. Foi no passado geológico recente que o clima esfriou”, acrescentou.

A cientista afirma ainda que provavelmente o clima mais ameno no passado da Antártida foi causado por elevados índices de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera.

“Se continuarmos emitindo grandes quantidades de dióxido de carbono, esquentando o planeta, poderíamos chegar à mesma situação em que voltariam a aparecer animais e bosques na Antártida”, acrescentou a cientista.

DERRETIMENTO

De acordo com cientistas, há 50 milhões de anos havia mais de mil partes por milhão (ppm) de dióxido de carbono na atmosfera, o que esquentou o planeta a ponto de derreter todas as camadas de gelo.

Nos últimos anos a quantidade de dióxido de carbono na atmosfera apresentou um aumento, passou de 280 ppm registradas na era pré-industrial para 390 ppm no presente, o que aumentou em um grau as temperaturas globais.

Os especialistas afirmam que, continuando com este ritmo de crescimento, de cerca de dois ppm por ano, será necessário muito tempo para que se chegue aos mil ppm.

Mas, o problema, segundo os especialistas, é que, quando chegarmos aos 500 ppm, já começaremos a observar o derretimento de uma grande parte das calotas de gelo.

“A diferença é que, no passado, o aquecimento ocorreu devido a causas naturais como vulcões. E ocorreu em um período muito grande de tempo. Os animais e plantas tiveram tempo de se adaptar”, disse Jane Francis à BBC.

“Mas o problema com a mudança climática atual, que está sendo provocada principalmente por fatores humanos, é que está ocorrendo muito depressa, em comparação a como poderia ocorrer em um período geológico normal, por isso não vamos ter muitas oportunidades para nos adaptar”, afirmou.

URGÊNCIA

A cientista da Universidade de Leeds afirma que os governos do mundo todo estão trabalhando para reduzir as emissões de dióxido de carbono, mas destaca que os esforços precisam ser maiores.

Alguns céticos afirmam que agora é tarde para evitar o aquecimento global e que devíamos nos concentrar mais na adaptação para as novas condições climáticas.

Mas, para Jane Francis, esta é uma postura muito pessimista. A cientista afirma que deveríamos nos focar em fazer mais para evitar o aquecimento global e mais rapidamente.

Fonte: DA BBC BRASIL



21 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Pinguim da Antártida se perde e é encontrado na Nova Zelândia

Um pinguim-imperador da Antártida errou o caminho e apareceu em uma praia na Nova Zelândia. Foi a primeira vez em 40 anos que um animal da espécie foi visto no país. O animal, que foi encontrado na costa de Kapiti, na ilha Norte, tem cerca de dez meses.

Ele foi encontrado na última segunda-feira por uma moradora da região ao norte da capital, Wellington, que passeava com seu cachorro pela praia de Peka Peka.

“Eu vi uma coisa branca e brilhante em pé e achei que estava vendo coisas”, disse a mulher, Christine Wilton, ao jornal New Zealand Herald.

Funcionários do Departamento de Conservação do país dizem que o pinguim parece saudável, mas que precisará voltar logo para a Antártida para sobreviver.

Visita inesperada
Segundo o New Zealand Herald, último registro de um pinguim imperador no país foi na praia de Oreti, na ilha Sul, em 1967.

“É incrível ver um destes pinguins na costa de Kapiti. Animais incomuns da Antártida visitam nossas praias às vezes, mas não sabemos bem o porquê”, disse o porta-voz de biodiversidade do Departamento de Conservação neozelandês, Peter Simpson, ao jornal.

Pinguins-imperadores são os maiores animais da espécie e podem chegar a mais de um metro de altura quando adultos.

Pinguim-imperador típico da Antártida 'perdido' na Nova Zelândia. (Foto: AP Photo / via BBC)

Pinguim-imperador típico da Antártida 'perdido' na Nova Zelândia. (Foto: AP Photo / via BBC)

Fonte: Da BBC


11 de março de 2011 | nenhum comentário »

Colônia de pinguim-imperador desaparece da península antártica

A redução do gelo na Antártida, originada pelo aquecimento global, pode explicar o desaparecimento inédito de uma colônia de pinguim-imperador que vivia no extremo da península antártica, noticia o site LiveScience nesta quinta-feira (10).

Os animais se reuniam na ilha Imperador e foram avistados pela primeira vez em 1948. Até os anos de 1970, tinham uma vida relativamente estável, mas sofreram uma queda populacional em 1978. Em 2009, porém, eles haviam sumido completamente.

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Segundo o autor da pesquisa, Philip Trathan, a causa do fenômeno ainda é desconhecida.

Os pinguins podem ter morrido naturalmente ou por consequência de alguma doença. Outra hipótese é que teriam migrado e mesmo o aumento na temperatura afetaria indiretamente os pinguis, diminuindo sua capacidade de pescar ou aumentando a presença de predadores naturais.

O pinguim-imperador costuma retornar ao local de seu nascimento depois de um ano, mas também se move para outras regiões caso haja uma mudança no gelo ao redor. O gelo antártico, sobre o oceano, é importante para esses animais. Como estão ligados a camadas geladas da costa, não se movimentam com a ação do vento ou das ondas, o que torna o lugar seguro para a sua procriação.

Trathan especula que os pinguins, nascidos no fim da década de 1970 e com uma expectativa de vida de cerca de 20 anos, voltaram seguidamente à ilha, como mandavam seus instintos, até que os grupos começaram a ficar cada vez menores, chegando à extinção.

Uma pesquisa publicada na revista PNAS (“Proceedings of the National Academy of Sciences”), em 2009, afirma que há 36% de chances de a população do pinguim-imperador sofrer com a diminuição do gelo do oceano. Ou o mesmo que uma redução de até 95% ou mais de sua espécie até 2100 – praticamente o desaparecimento da espécie.

Fonte: Folha.com


4 de março de 2011 | nenhum comentário »

Cientistas detectam aumento de carrapatos em pinguins da Antártida

Cientistas chilenos detectaram uma grande quantidade de carrapatos em pinguins da Antártida, o que poderia desencadear um aumento das doenças e uma maior mortalidade dessa espécie no caso de uma mudança climática.

A descoberta foi realizada por cientistas da Universidade de Concepción em um local próximo ao Círculo Polar Antártico, no marco da expedição anual organizada pelo Instituto Antártico Chileno (Inach), informou nesta quinta-feira (3) a instituição.

Apesar de não ser a primeira vez que carrapatos e piolhos são encontrados na Antártida, os pesquisadores se surpreenderam com grande quantidade destes parasitas em colônias de pinguins papúa.

Os carrapatos evoluíram junto com os pinguins e sua relação com estas aves é por enquanto equilibrada, mas este equilíbrio poderia ser rompido com uma mudança climática.

Esse parasita se alimenta do sangue do animal que a hospeda e por isso que pode transmitir diferentes tipos de doenças virais, bacterianas e protozoárias.

“Nossa hipótese é que este tipo de carrapato, o Ixodes uriae, teria doenças que poderiam chegar a ser grandes no futuro das povoações destas aves”,explicou o pesquisador Daniel González, que lidera o projeto.

A pesquisa pretende comparar as doenças nos carrapatos e nos pinguins em distintas latitudes, e associá-las a cenários de mudança climática.

“Nos preocupa que o aumento de temperatura possa provocar estresse nos pinguins e um maior desenvolvimento de certas doenças”, acrescentou González.

No programa, que contempla outras duas expedições ao local nos próximos dois anos, participam também as universidades Upsala e Kalmar, da Suécia, o Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária da Argentina e a Universidade Andrés Bello do Chile.

Fonte: Portal iG


24 de fevereiro de 2011 | nenhum comentário »

Crescimento acelerado na Antártica

O estudo de pequenas criaturas marinhas coletadas na Antártica nos primeiros anos do século 20 pelo explorador inglês Robert Falcon Scott (1868-1912) acaba de fornecer novas informações sobre as mudanças ambientais no continente que rodeia o polo Sul

Ao comparar briozoários – animais invertebrados aquáticos – existentes atualmente com exemplares obtidos nas expedições lideradas pelo capitão Scott, um grupo de cientistas do Reino Unido e dos Estados Unidos encontrou a primeira evidência conclusiva do aumento da captura e do armazenamento de carbono por uma vida marinha na Antártica.

 

Em artigo publicado nesta semana na revista Current Biology, David Barnes, do British Antarctic Survey, e colegas descrevem como examinaram as marcas de crescimento em esqueletos de espécimes de briozoários (Cellarinella nutti) coletados no mar de Ross por meio do Censo da Vida Marinha Antártica, programa internacional de pesquisa iniciado em 2005 como parte do Censo da Vida Marinha.

 

Quando comparados com espécimes pertencentes a coleções de museus no Reino Unido, Estados Unidos e Nova Zelândia, entre os quais exemplares coletados nas expedições de Scott, os cientistas observaram que desde 1900 os briozoários estão crescendo mais rapidamente do que jamais o fizeram.

 

Segundo eles, a explicação mais provável é a maior disponibilidade de alimento (fitoplâncton) desde o início do século 20. O estudo sugere que esse novo crescimento é um mecanismo importante para o depósito de carbono no leito do mar.

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“Usamos um registro antigo de crescimento em um animal como evidência das mudanças rápidas e recentes para a vida existente no leito do mar. As coleções biológicas de Scott são consideráveis em qualidade e quantidade e se tornarão ainda mais valiosas para determinar como a vida responde a mudanças no transcorrer do tempo”, disse Barnes.

 

Segundo o cientista, como poucos estudos biológicos na Antártica envolvem períodos de mais de 30 anos, os dados do novo trabalho são “muito valiosos e destacam a importância de se realizar monitoramentos de longo prazo”.

 

Os briozoários se alimentam de fitoplâncton, pequenas plantas marinhas que precisam de dióxido de carbono para crescer e se reproduzir. O carbono no fitoplâncton é assimilado pelos briozoários e usado para formar os tecidos e esqueletos desses animais.

 

O crescimento acelerado dos briozoários implica que os animais atingem mais cedo seu tamanho máximo, quando são quebrados pelas correntes oceânicas. À medida que os briozoários caem, eles liberam carbono, aumentando o potencial de sequestro de carbono do leito marinho.

 

Scott liderou duas expedições à Antártica, a primeira de 1901 a 1904 e a segunda de 1910 a 1913, tentando ser o primeiro homem a atingir o polo Sul. Na segunda, o grupo conseguiu alcançar o polo, mas apenas para descobrir que a expedição liderada pelo norueguês Roald Amundsen havia chegado primeiro. Na jornada de retorno, Scott e seus quatro companheiros morreram devido ao cansaço, à desnutrição e ao frio extremo da região.

 

O artigo Scott’s collections help reveal accelerating marine life growth in Antarctica (doi:10.1016/ j.cub.2011.01.033), de David K.A. Barnes e outros, pode ser lido por assinantes da Current Biology em www.cell.com/current-biology.

Fonte: Jornal da Ciência


17 de fevereiro de 2011 | nenhum comentário »

Baleeiros japoneses suspendem atividades na Antártida, diz agência

Baleeiros japoneses suspenderam atividades na Antártida em consequência de pressões de grupos de defesa do meio ambiente e estudam a possibilidade de concluir antes do previsto a missão anual, anunciou nesta quarta-feira (16) a Agência de Pesca do Japão.

Ativistas da organização não governamental (ONG) de defesa do meio ambiente Sea Shepherd Conservation Society perseguiram por meses a frota para tentar impedir a caça das baleias.

Tatsuya Nakaoku, funcionário da agência de pesca, afirmou que o navio-fábrica Nisshin Maru, que foi perseguido pela Sea Shepherd, suspendeu as operações em 10 de fevereiro para garantir a segurança da tripulação.

“Estamos estudando a situação, incluindo a possibilidade de encerrar a missão antes”, disse Nakaoku à AFP, confirmando informações da imprensa, mas fazendo questão de afirmar que “nada foi decidido até o momento”.

A agência de notícias Jiji Press informou que o governo considera ordenar o retorno da frota antes do previsto. A missão anual geralmente prossegue até meados de março.

O Japão alega que a caça das baleias é “científica” em uma área do Oceano Antártico, determinada como protegida pela Comissão Baleeira Internacional (CBI).

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Em 1986, entrou em vigor uma moratória que proíbe a caça com fins comerciais. Desde então, quase 40 mil baleias foram caçadas no mundo por países que não aceitam a proibição, sob o pretexto das caças científica e tradicional, autorizadas com cotas limitadas pela CBI.

Fonte: G1


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