23 de maio de 2013 | nenhum comentário »

Pesquisadores descobrem duas novas espécies de aracnídeos no Nordeste

Descoberta feita na Caatinga e na Mata Atlântica amplia abrangência de grupo de aracnídeos, que antes se acreditava habitarem apenas florestas úmidas

Duas novas espécies de aracnídeos escavadores foram descobertas no Nordeste brasileiro. As espécies medem menos de quatro milímetros de comprimento e foram encontradas em regiões de cavernas no Ceará e no Rio Grande do Norte. Os animais pertencem ao grupo chamado deSchivomida, parentes dos escorpiões, aranhas e carrapatos, e ainda pouco conhecido da Ciência. Os pesquisadores supõem que eles se alimentas de insetos que vivem nas cavernas e comem fezes de morcegos.

A descoberta destas duas novas espécies reforça a ideia de que este grupo de aracnídeos não habita só regiões de florestas úmidas. “Várias espécies deste grupo foram encontradas no Caribe e em países amazônicos, mas agora vimos que elas também habitam ecossistemas diferentes como a Mata Atlântica e a Caatinga”, disse ao iG Adalberto dos Santos da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e autor do estudo publicado esta semana no periódico científico PLOS ONE .

A espécie encontrada no Parque Nacional Ubajara, no Ceará, recebeu o nome de Rowlandius ubajara. Os animais foram encontrados em regiões de cavernas em uma área remanescente de Mata atlântica entre a Caatinga. A outra espécie, descoberta em uma região da Caatinga no Rio Grande do Norte recebeu o nome de Rowlandius potiguar .

As duas novas espécies de aracnídeos têm o que os pesquisadores chamam de falso olho, também comum em outros animais do grupo Schivomida . Eles possuem uma membrana no lugar dos olhos e acredita-se que os animais se orientem, não pela visão, que provavelmente é ruim, mas por outros sensores. “Vimos, inclusive, algumas espécimes fora da caverna, o que nos leva a crer que como não enxergam, para eles tanto faz estar dentro ou fora da caverna”, disse Santos.

Dois tipos de macho
Os pesquisadores notam que entre os indivíduos da espécie encontrada no Rio Grande do Norte havia dois tipos de machos, um com as segundas patas compridas e outros com patas mais curtas. A segunda pata, que recebe o nome de pedipaldo, tem função sensorial e para captura de presas. “A variação é impressionante. Alguns machos têm o comprimento do pedipalpo igual a metade do comprimento do corpo, que é de pouco menos de 3 milímetros, enquanto que outros chegam a ter 4 milímetros de comprimento de pedipalpo, maior que o próprio corpo”, disse Santos.

O pesquisador afirma que fenômenos como este já foram observados em outras espécies de aracnídeos.

“Porém, não temos ideia de como isto acontece nos Schivomida , porque não há estudos sobre o comportamento destes bichos, mas a variação morfológica dos machos nos sugere que o acasalamento deles deve ser muito interessante”, disse.

Encontrar animais tão pequenos – a fêmea mede quase 4 milímetros e os machos, 3 – não é uma tarefa muito fácil. “Certamente a gente conhece a minoria das espécies”, disse Santos. Além do tamanho diminutos, os animais são escavadores vivem em ambientes escuros de cavernas. “Sabemos mais ou menos em que ambientes podemos encontrar novas espécies, mas é o que eu digo, para encontrá-los é preciso sujar as mãos e procurar”, disse.

A imagem mostra uma fêmea da espécie Rowlandius ubajara descoberta no Ceará. Foto:Divulgação

Fonte: IG


8 de novembro de 2012 | nenhum comentário »

Acidentes com animais venenosos crescem 157% em 10 anos, diz Saúde

Levantamento reúne picadas de bichos como cobras, escorpiões e aranhas.
Só no ano passado, foram registrados 139 mil casos e 293 mortes no país.

Um levantamento feito pela unidade de Zoonoses do Ministério da Saúde aponta que, entre os meses mais quentes – de novembro e março – dos últimos dez anos, houve um aumento de 157% nos acidentes no país envolvendo animais venenosos, como cobras, escorpiões, aranhas, abelhas e lagartas.

Só no ano passado, foram mais de 139 mil casos, entre os quais 293 mortes. Segundo o ministério, o desequilíbrio ecológico é uma das principais causas desse crescimento. Isso porque as chuvas de verão desalojam das tocas os animais, que acabam procurando abrigo em casas, e também é nesse período que muitos deles se reproduzem.

Além desses fatores, esses meses coincidem com uma intensificação de atividades agrícolas e passeios por trilhas e cachoeiras, locais propícios para incidentes com cobras e outros bichos peçonhentos.

Apesar disso, os acidentes são mais frequentes nas cidades que no campo. A Região Nordeste concentra o maior número de casos de picadas de escorpiões, com mais de 30 mil registros no ano passado. Entre os estados do país, Minas Gerais lidera, com quase 60% das ocorrências de todo o Sudeste.

Cuidados
Em caso de acidente, o Ministério da Saúde recomenda ir direto para o hospital. Enquanto a vítima não recebe atendimento, deve lavar o ferimento com água e sabão, deixar o membro em uma posição mais alta que o resto do corpo e evitar se mexer.

Ao lidar com jardins ou lavouras, é preciso usar sempre botas de cano longo e luvas de couro. Em casa, é importante examinar as roupas de cama e banho, vedar frestas e buracos em paredes, forros e rodapés, pôr telas nas janelas, fechar os ralos, evitar andar descalço, limpar terrenos baldios e preservar predadores naturais, como pássaros, galinhas, corujas, sapos e lagartixas.

Se houver queimadura por água-viva ou caravela no mar, é necessário aplicar uma compressa de água salgada ou vinagre. Nunca se deve colocar xixi, cachaça, café ou outro tipo de produto sobre a pele, pois isso pode causar infecções.

Escorpião amarelo (Foto: CBN)

Escorpião amarelo é típico do Sudeste e a principal espécie a causar acidentes graves e mortes(Foto: CBN)

Fonte: Globo Natureza


10 de agosto de 2012 | nenhum comentário »

Butantan batiza 17 novas aranhas em homenagem ao filme ‘Predador’

Novas espécies têm mandíbula diferenciada e são pequenas, diz biólogo.
Pesquisa integra projeto internacional que começou em 2006.

Pesquisadores do Instituto Butantan, em São Paulo, identificaram 17 novas espécies de aranha nativas da Mata Atlântica. Os animais têm estrutura de quelícera (mandíbula) diferente de outras espécies, se assemelhando aos vilões do filme “Predador”, segundo o biólogo Antonio Brescovit, um dos responsáveis pela descoberta.

As quelíceras das novas aranhas são modificadas e os animais têm as faces cheias de protuberâncias, diz Brescovit. O nome dado ao novo gênero descoberto a partir das espécies, Predatornoops, é inclusive uma homenagem ao filme “Predador”.

Entre as novas espécies, há várias que foram batizadas relembrando personagens e atores do filme. A aranha Predatoroonops schwarzeneggeri, por exemplo, é uma homenagem ao ator Arnold Schwarzenegger, que atua na produção de Hollywood.

Espécies pequenas
As espécies descobertas são pequenas e têm entre 1,8 e 2,1 milímetros, segundo Brescovit. “Elas aparecem no solo, em estados como São Paulo, Rio de Janeiro, até em Sergipe e no Sul, em Santa Catarina. O importante é que haja vegetação, mesmo que seja de uma área alterada [onde um dia houve Mata Atlântica]“, pondera o pesquisador. Ele explica que alguns exemplares das 17 espécies foram encontrados até no campus Butantã da Universidade de São Paulo (USP), onde está localizado o instituto.

As quelíceras modificadas ocorrem basicamente nos machos das espécies. Algumas hipóteses, segundo Brescovit, é que as estruturas sirvam para a cópula ou defesa dos machos.”Outra hipótese é que o macho da aranha seguraria a fêmea com as quelíceras para a reprodução”, diz o pesquisador.

Ele avalia que o incêndio ocorrido no Instituto Butantan fez a pesquisa demorar para sair. “Levou dois anos e meio para publicar, um pouco atrasado por causa do incêndio. Já era para estar publicado no ano passado”, reflete.

Brescovit ressalta, no entanto, que nenhum material do estudo foi perdido com o ocorrido. “Nossos escritórios não foram afetados. O que foi perdido foi muito da coleção [de animais], que ficava no fundo do prédio.”

A descoberta faz parte de um projeto internacional, o Inventário Planetário da Biodiversidade (PBI, na tradução do inglês), afirma o pesquisador. Seis cientistas brasileiros fazem parte do grupo, sendo dois de São Paulo, dois do Pará, um do Rio Grande do Sul e outro de Minas Gerais.

Brescovit ressalta que o grupo brasileiro já identificou cerca de 70 espécies dentro do PBI, que começou em 2006. O estudo das 17 novas espécies de aranhas foi publicado no boletim do Museu Americano de História Natural.

Imagens mostram aranha Predatoroonops schwarzeneggeri, batizada em homenagem ao ator (Foto: American Museum of Natural History/Divulgação)

Predatoroonops schwarzeneggeri, aranha batizada em homenagem a ator (Foto: American Museum of Natural History/Divulgação)

Imagem mostra quelíceras de espécie de aranha descoberta (Foto: American Museum of Natural History/Divulgação)

Imagem mostra face de aranha recém-descoberta no Brasil (Foto: American Museum of Natural History/Divulgação)

Fonte: Globo Natureza


25 de maio de 2012 | nenhum comentário »

Cientistas fazem lista de ’10 mais’ de espécies descobertas em 2011

Relação chama a atenção para a biodiversidade do planeta.
Aranha azul representa o Brasil na lista.

Uma equipe internacional de botânicos divulgou nesta quarta-feira (23) uma lista de “10 mais” com espécies descobertas em todo o mundo durante o ano de 2011. Elas foram escolhidas entre mais de 200 espécies.

A relação, escolhida por especialistas do Instituto Internacional da Exploração de Espécies, da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, traz seres que chamam a atenção porque são diferentes do que estamos acostumados a ver.

A lista é publicada há cinco anos, sempre em 23 de maio, aniversário de nascimento de Lineu, pai da classificação de espécies moderna. O objetivo da iniciativa é destacar a importância da biodiversidade das espécies do planeta.

Macaco-espirrador (Foto: Thomas Geissmann / Fauna & Flora International)

Macaco-espirrador (Foto: Thomas Geissmann / Fauna & Flora International)

Macaco-espirrador
O macaco-espirrador (Rhinopithecus strykeri) recebeu esse nome porque espirra quando chove. Ele foi identificado nas montanhas de Myanmar, e foi o primeiro animal da família do macaco-de-nariz-empinado a ser registrado como nativo do país, que fica no Sudeste Asiático. Os cientistas acreditam que a espécie já corra sério risco de extinção.

Água-viva-de-bonaire
Essa espécie de água-viva foi descoberta em Bonaire, uma ilha holandesa no Caribe. Esse animal venenoso lembra uma pipa, com seus tentáculos coloridos. O nome científico Tamoya ohboya foi selecionado em um projeto de ciências e é uma brincadeira com a expressão “oh boy!”, que é uma interjeição de espanto em inglês – essa seria a reação de uma pessoa que fosse ferroada pela água-viva.

Verme-do-diabo
Com cerca de meio milímetro de comprimento, esses nematódeos foram descobertos em minas de ouro na África do Sul, a 1,3 km de profundidade. Nenhuma outra espécie multicelular já tinha sido descoberta em tanta profundidade. Capaz de suportar a alta pressão e a alta temperatura desse “inferno”, o Halicephalobus mephistofoi apelidado de verme-do-diabo.

Orquídea-noturna
Essa espécie rara de plantas foi descoberta na Papua-Nova Guiné, na Oceania. A flor da Bulbophyllum nocturnum se abre por volta de 22h e se fecha cedo pela manhã. Das mais de 25 mil espécies de orquídeas catalogadas, essa é a única que floresce durante a noite.

Vespa parasita
A vespa Kollasmosoma sentum ataca formigas com uma velocidade impressionante. Ela fica à espreita, voando próxima ao chão, e em um vigésimo de segundo, ela deposita seus ovos dentro do corpo da vítima. A formiga então servirá de comida para as larvas da vespa que vão se desenvolver. A espécie foi descoberta na Espanha.

Cogumelo bob esponja

O nome científico desse cogumelo descoberto na ilha de Bornéu, na Malásia, é Spongiforma squarepantsii (o nome de Bob Esponja Calça Quadrada em inglês é “SpongeBob SquarePants”). Apesar de não ter nenhum parentesco com as esponjas, esse fungo se parece com esses animais, e acabou homenageado com o nome do desenho animado.

Papoula-do-outono-nepalesa
A altitude pode explicar por que a Meconopsis autumnalis passou batida pela ciência durante tanto tempo. Seu habitat fica a entre 3,3 mil e 4,2 mil metros de altura em relação ao nível do mar. Sujeita a um clima único na altitude do Himalaia e sob efeito das monções – ventos e chuvas típicos do subcontinente indiano –, essa planta floresce no outono, e não na primavera.

Embuá-gigante
Esse milípede – parente dos insetos que tem vários pares de patas – é o maior já encontrado na natureza, com 16 centímetros. Tem o tamanho de uma salsicha, e seu nome científico Crurifarcimen vagans significa “salsicha com patas ambulante” em latim. O embuá-gigante foi descoberto nas montanhas da Tanzânia, no leste da África, lugar com rica diversidade de espécies.

Cacto-ambulante
Essa espécie extinta encontrada na China viveu há 520 milhões de anos. Em seis centímetros de comprimento, esse animal lembra um verme, mas, ao mesmo tempo, apresenta dez pares de patas articuladas. Para os cientistas que o descobriram, aDiania cactiformis seria um primeiro elo perdido conhecido entre os vermes e os artrópodes.

Tarântula-de-sazima
Essa aranha azul colocou o Brasil pela primeira vez na lista de “10 mais”. Descrita por pesquisadores do Instituto Butantan, em São Paulo, essa espécie vive em uma “ilha ecológica” e só é encontrada no alto da Chapada Diamantina, na Bahia. Seu nomePterinopelma sazimai é uma homenagem ao cientista Ivan Sazima, que coletou indivíduos dessa aranha nas décadas 1970 e 1980 – o registro da nova espécie só é aceito quando ela é descrita em uma revista científica, por isso ela entrou na lista de 2011.

Água-viva-de-bonaire (Foto: Ned DeLoach)

Água-viva-de-bonaire (Foto: Ned DeLoach)

Verme-do-diabo (Foto: G. Borgonie, Ghent University)

Verme-do-diabo (Foto: G. Borgonie, Ghent University)

 

Orquídea-noturna (Foto: Andre Schuiteman)

Orquídea-noturna (Foto: Andre Schuiteman)

Vespa parasita (Foto: C. van Achterberg)

Vespa parasita (Foto: C. van Achterberg)

À esquerda, o Bob Esponja do desenho animado; à direita, o fungo que ganhou seu nome (Foto: Divulgação)

À esquerda, o Bob Esponja do desenho animado; à direita, o fungo que ganhou seu nome (Foto: Divulgação)

Papoula-do-outono-nepalesa (Foto: Paul Egan)

Papoula-do-outono-nepalesa (Foto: Paul Egan)

Embuá-gigante (Foto: G. Brovad)

Embuá-gigante (Foto: G. Brovad)

Fóssil da Diana cactiformis (Foto: AFP)

Cacto-ambulante (Foto: AFP)

tarântula-de-Sazima (Foto: Caroline Fukushima/Rogerio Bertani/Instituto Butantan)

Tarântula-de-sazima (Foto: Caroline Fukushima/Rogerio Bertani/Instituto Butantan)

Fonte: Globo Natureza


24 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Cientistas criam imagem 3D de aranha de 49 milhões de anos

Com ajuda de tecnologia, pesquisadores identificaram a espécie do aracnídeo.

Cientistas na Grã-Bretanha e na Alemanha criaram uma imagem tridimensional de um fóssil de uma aranha de 49 milhões de anos. Os especialistas da Universidade de Manchester, na Grã-Bretanha, e de outros três centros de pesquisa alemães conseguiram recriar detalhes nítidos do fóssil do aracnídeo, que foi encontrado em um âmbar.

A tecnologia permitiu que eles identificassem a espécie da aranha, o que nem sempre é possível com as técnicas tradicionais.

“Normalmente quando o fóssil de uma aranha ou de outro inseto está preservado em âmbar, é muito difícil ver os seus detalhes com claridade suficiente para se identificá-lo”, disse à BBC o paleontólogo David Penney, da Universidade de Manchester.

“Usando microscópios tradicionais é possível identificar somente um de cada dez fósseis. Mas a nova tecnologia nos permite identificar praticamente qualquer espécime.”

O fóssil da aranha está preso em um âmbar encontrado em uma região do Báltico, no norte da Europa, uma zona que abrigou diversas florestas no passado e hoje é uma das principais fontes de resina vegetal fossilizada. O âmbar estava no Museu de História Natural de Berlim.

“Desenvolvemos uma técnica nova para aumentar o contraste entre o fóssil e a resina que o envolve, e isso melhora significativamente a resolução da imagem”, disse Penney.

O fóssil é de uma espécie de aranha caçadora do gênero Sparassidae. Espécies deste gênero ainda existem em regiões tropicais, como no sul da Europa. “Se a aranha fossilizada estivesse viva e a colocássemos junto a algumas espécies de aranhas caçadoras atuais, seria impossível distingui-las a olho nu”, disse o especialista.

Mudanças climáticas
Os cientistas dizem que as imagens em 3D de fósseis em âmbar podem ser uma ferramenta para ajudá-los a entender a história da Terra.

“Se formos estudar somente o fóssil de uma aranha, talvez não avancemos muito. Mas se examinarmos muitas e muitas aranhas, poderemos começar a montar o quebra-cabeça de como foi nosso planeta no passado”, disse o cientista à BBC.

“Há centenas – talvez cerca de 600 – diferentes espécies de aranha que estão presas em âmbar. Comparando estas espécies com as atuais, sabemos que o norte da Europa foi uma região tropical ou subtropical, ou seja, que passou por grandes mudanças em escala global.”

“Atualmente devido às mudanças climáticas, estamos em uma nova fase de alterações globais. Os estudos de fósseis poderiam nos ajudar a prever o que acontecerá no futuro.”

Além da Universidade de Manchester, participaram o Museu de Zoologia de Hamburgo, o Instituto de Investigações Senckenberg, de Frankfurt, e a Universidade de Humboldt, de Berlim. O estudo foi publicado na revista científica Naturwissenschaften.

Aranha 3D 1 (Foto: Cortesia Andrew McNeil / Universidade de Manchester)

Aranha em 3D teria 49 milhões de anos. (Foto: Cortesia Andrew McNeil / Universidade de Manchester)

Fonte: Da BBC






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23 de maio de 2013 | nenhum comentário »

Pesquisadores descobrem duas novas espécies de aracnídeos no Nordeste

Descoberta feita na Caatinga e na Mata Atlântica amplia abrangência de grupo de aracnídeos, que antes se acreditava habitarem apenas florestas úmidas

Duas novas espécies de aracnídeos escavadores foram descobertas no Nordeste brasileiro. As espécies medem menos de quatro milímetros de comprimento e foram encontradas em regiões de cavernas no Ceará e no Rio Grande do Norte. Os animais pertencem ao grupo chamado deSchivomida, parentes dos escorpiões, aranhas e carrapatos, e ainda pouco conhecido da Ciência. Os pesquisadores supõem que eles se alimentas de insetos que vivem nas cavernas e comem fezes de morcegos.

A descoberta destas duas novas espécies reforça a ideia de que este grupo de aracnídeos não habita só regiões de florestas úmidas. “Várias espécies deste grupo foram encontradas no Caribe e em países amazônicos, mas agora vimos que elas também habitam ecossistemas diferentes como a Mata Atlântica e a Caatinga”, disse ao iG Adalberto dos Santos da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e autor do estudo publicado esta semana no periódico científico PLOS ONE .

A espécie encontrada no Parque Nacional Ubajara, no Ceará, recebeu o nome de Rowlandius ubajara. Os animais foram encontrados em regiões de cavernas em uma área remanescente de Mata atlântica entre a Caatinga. A outra espécie, descoberta em uma região da Caatinga no Rio Grande do Norte recebeu o nome de Rowlandius potiguar .

As duas novas espécies de aracnídeos têm o que os pesquisadores chamam de falso olho, também comum em outros animais do grupo Schivomida . Eles possuem uma membrana no lugar dos olhos e acredita-se que os animais se orientem, não pela visão, que provavelmente é ruim, mas por outros sensores. “Vimos, inclusive, algumas espécimes fora da caverna, o que nos leva a crer que como não enxergam, para eles tanto faz estar dentro ou fora da caverna”, disse Santos.

Dois tipos de macho
Os pesquisadores notam que entre os indivíduos da espécie encontrada no Rio Grande do Norte havia dois tipos de machos, um com as segundas patas compridas e outros com patas mais curtas. A segunda pata, que recebe o nome de pedipaldo, tem função sensorial e para captura de presas. “A variação é impressionante. Alguns machos têm o comprimento do pedipalpo igual a metade do comprimento do corpo, que é de pouco menos de 3 milímetros, enquanto que outros chegam a ter 4 milímetros de comprimento de pedipalpo, maior que o próprio corpo”, disse Santos.

O pesquisador afirma que fenômenos como este já foram observados em outras espécies de aracnídeos.

“Porém, não temos ideia de como isto acontece nos Schivomida , porque não há estudos sobre o comportamento destes bichos, mas a variação morfológica dos machos nos sugere que o acasalamento deles deve ser muito interessante”, disse.

Encontrar animais tão pequenos – a fêmea mede quase 4 milímetros e os machos, 3 – não é uma tarefa muito fácil. “Certamente a gente conhece a minoria das espécies”, disse Santos. Além do tamanho diminutos, os animais são escavadores vivem em ambientes escuros de cavernas. “Sabemos mais ou menos em que ambientes podemos encontrar novas espécies, mas é o que eu digo, para encontrá-los é preciso sujar as mãos e procurar”, disse.

A imagem mostra uma fêmea da espécie Rowlandius ubajara descoberta no Ceará. Foto:Divulgação

Fonte: IG


8 de novembro de 2012 | nenhum comentário »

Acidentes com animais venenosos crescem 157% em 10 anos, diz Saúde

Levantamento reúne picadas de bichos como cobras, escorpiões e aranhas.
Só no ano passado, foram registrados 139 mil casos e 293 mortes no país.

Um levantamento feito pela unidade de Zoonoses do Ministério da Saúde aponta que, entre os meses mais quentes – de novembro e março – dos últimos dez anos, houve um aumento de 157% nos acidentes no país envolvendo animais venenosos, como cobras, escorpiões, aranhas, abelhas e lagartas.

Só no ano passado, foram mais de 139 mil casos, entre os quais 293 mortes. Segundo o ministério, o desequilíbrio ecológico é uma das principais causas desse crescimento. Isso porque as chuvas de verão desalojam das tocas os animais, que acabam procurando abrigo em casas, e também é nesse período que muitos deles se reproduzem.

Além desses fatores, esses meses coincidem com uma intensificação de atividades agrícolas e passeios por trilhas e cachoeiras, locais propícios para incidentes com cobras e outros bichos peçonhentos.

Apesar disso, os acidentes são mais frequentes nas cidades que no campo. A Região Nordeste concentra o maior número de casos de picadas de escorpiões, com mais de 30 mil registros no ano passado. Entre os estados do país, Minas Gerais lidera, com quase 60% das ocorrências de todo o Sudeste.

Cuidados
Em caso de acidente, o Ministério da Saúde recomenda ir direto para o hospital. Enquanto a vítima não recebe atendimento, deve lavar o ferimento com água e sabão, deixar o membro em uma posição mais alta que o resto do corpo e evitar se mexer.

Ao lidar com jardins ou lavouras, é preciso usar sempre botas de cano longo e luvas de couro. Em casa, é importante examinar as roupas de cama e banho, vedar frestas e buracos em paredes, forros e rodapés, pôr telas nas janelas, fechar os ralos, evitar andar descalço, limpar terrenos baldios e preservar predadores naturais, como pássaros, galinhas, corujas, sapos e lagartixas.

Se houver queimadura por água-viva ou caravela no mar, é necessário aplicar uma compressa de água salgada ou vinagre. Nunca se deve colocar xixi, cachaça, café ou outro tipo de produto sobre a pele, pois isso pode causar infecções.

Escorpião amarelo (Foto: CBN)

Escorpião amarelo é típico do Sudeste e a principal espécie a causar acidentes graves e mortes(Foto: CBN)

Fonte: Globo Natureza


10 de agosto de 2012 | nenhum comentário »

Butantan batiza 17 novas aranhas em homenagem ao filme ‘Predador’

Novas espécies têm mandíbula diferenciada e são pequenas, diz biólogo.
Pesquisa integra projeto internacional que começou em 2006.

Pesquisadores do Instituto Butantan, em São Paulo, identificaram 17 novas espécies de aranha nativas da Mata Atlântica. Os animais têm estrutura de quelícera (mandíbula) diferente de outras espécies, se assemelhando aos vilões do filme “Predador”, segundo o biólogo Antonio Brescovit, um dos responsáveis pela descoberta.

As quelíceras das novas aranhas são modificadas e os animais têm as faces cheias de protuberâncias, diz Brescovit. O nome dado ao novo gênero descoberto a partir das espécies, Predatornoops, é inclusive uma homenagem ao filme “Predador”.

Entre as novas espécies, há várias que foram batizadas relembrando personagens e atores do filme. A aranha Predatoroonops schwarzeneggeri, por exemplo, é uma homenagem ao ator Arnold Schwarzenegger, que atua na produção de Hollywood.

Espécies pequenas
As espécies descobertas são pequenas e têm entre 1,8 e 2,1 milímetros, segundo Brescovit. “Elas aparecem no solo, em estados como São Paulo, Rio de Janeiro, até em Sergipe e no Sul, em Santa Catarina. O importante é que haja vegetação, mesmo que seja de uma área alterada [onde um dia houve Mata Atlântica]“, pondera o pesquisador. Ele explica que alguns exemplares das 17 espécies foram encontrados até no campus Butantã da Universidade de São Paulo (USP), onde está localizado o instituto.

As quelíceras modificadas ocorrem basicamente nos machos das espécies. Algumas hipóteses, segundo Brescovit, é que as estruturas sirvam para a cópula ou defesa dos machos.”Outra hipótese é que o macho da aranha seguraria a fêmea com as quelíceras para a reprodução”, diz o pesquisador.

Ele avalia que o incêndio ocorrido no Instituto Butantan fez a pesquisa demorar para sair. “Levou dois anos e meio para publicar, um pouco atrasado por causa do incêndio. Já era para estar publicado no ano passado”, reflete.

Brescovit ressalta, no entanto, que nenhum material do estudo foi perdido com o ocorrido. “Nossos escritórios não foram afetados. O que foi perdido foi muito da coleção [de animais], que ficava no fundo do prédio.”

A descoberta faz parte de um projeto internacional, o Inventário Planetário da Biodiversidade (PBI, na tradução do inglês), afirma o pesquisador. Seis cientistas brasileiros fazem parte do grupo, sendo dois de São Paulo, dois do Pará, um do Rio Grande do Sul e outro de Minas Gerais.

Brescovit ressalta que o grupo brasileiro já identificou cerca de 70 espécies dentro do PBI, que começou em 2006. O estudo das 17 novas espécies de aranhas foi publicado no boletim do Museu Americano de História Natural.

Imagens mostram aranha Predatoroonops schwarzeneggeri, batizada em homenagem ao ator (Foto: American Museum of Natural History/Divulgação)

Predatoroonops schwarzeneggeri, aranha batizada em homenagem a ator (Foto: American Museum of Natural History/Divulgação)

Imagem mostra quelíceras de espécie de aranha descoberta (Foto: American Museum of Natural History/Divulgação)

Imagem mostra face de aranha recém-descoberta no Brasil (Foto: American Museum of Natural History/Divulgação)

Fonte: Globo Natureza


25 de maio de 2012 | nenhum comentário »

Cientistas fazem lista de ’10 mais’ de espécies descobertas em 2011

Relação chama a atenção para a biodiversidade do planeta.
Aranha azul representa o Brasil na lista.

Uma equipe internacional de botânicos divulgou nesta quarta-feira (23) uma lista de “10 mais” com espécies descobertas em todo o mundo durante o ano de 2011. Elas foram escolhidas entre mais de 200 espécies.

A relação, escolhida por especialistas do Instituto Internacional da Exploração de Espécies, da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, traz seres que chamam a atenção porque são diferentes do que estamos acostumados a ver.

A lista é publicada há cinco anos, sempre em 23 de maio, aniversário de nascimento de Lineu, pai da classificação de espécies moderna. O objetivo da iniciativa é destacar a importância da biodiversidade das espécies do planeta.

Macaco-espirrador (Foto: Thomas Geissmann / Fauna & Flora International)

Macaco-espirrador (Foto: Thomas Geissmann / Fauna & Flora International)

Macaco-espirrador
O macaco-espirrador (Rhinopithecus strykeri) recebeu esse nome porque espirra quando chove. Ele foi identificado nas montanhas de Myanmar, e foi o primeiro animal da família do macaco-de-nariz-empinado a ser registrado como nativo do país, que fica no Sudeste Asiático. Os cientistas acreditam que a espécie já corra sério risco de extinção.

Água-viva-de-bonaire
Essa espécie de água-viva foi descoberta em Bonaire, uma ilha holandesa no Caribe. Esse animal venenoso lembra uma pipa, com seus tentáculos coloridos. O nome científico Tamoya ohboya foi selecionado em um projeto de ciências e é uma brincadeira com a expressão “oh boy!”, que é uma interjeição de espanto em inglês – essa seria a reação de uma pessoa que fosse ferroada pela água-viva.

Verme-do-diabo
Com cerca de meio milímetro de comprimento, esses nematódeos foram descobertos em minas de ouro na África do Sul, a 1,3 km de profundidade. Nenhuma outra espécie multicelular já tinha sido descoberta em tanta profundidade. Capaz de suportar a alta pressão e a alta temperatura desse “inferno”, o Halicephalobus mephistofoi apelidado de verme-do-diabo.

Orquídea-noturna
Essa espécie rara de plantas foi descoberta na Papua-Nova Guiné, na Oceania. A flor da Bulbophyllum nocturnum se abre por volta de 22h e se fecha cedo pela manhã. Das mais de 25 mil espécies de orquídeas catalogadas, essa é a única que floresce durante a noite.

Vespa parasita
A vespa Kollasmosoma sentum ataca formigas com uma velocidade impressionante. Ela fica à espreita, voando próxima ao chão, e em um vigésimo de segundo, ela deposita seus ovos dentro do corpo da vítima. A formiga então servirá de comida para as larvas da vespa que vão se desenvolver. A espécie foi descoberta na Espanha.

Cogumelo bob esponja

O nome científico desse cogumelo descoberto na ilha de Bornéu, na Malásia, é Spongiforma squarepantsii (o nome de Bob Esponja Calça Quadrada em inglês é “SpongeBob SquarePants”). Apesar de não ter nenhum parentesco com as esponjas, esse fungo se parece com esses animais, e acabou homenageado com o nome do desenho animado.

Papoula-do-outono-nepalesa
A altitude pode explicar por que a Meconopsis autumnalis passou batida pela ciência durante tanto tempo. Seu habitat fica a entre 3,3 mil e 4,2 mil metros de altura em relação ao nível do mar. Sujeita a um clima único na altitude do Himalaia e sob efeito das monções – ventos e chuvas típicos do subcontinente indiano –, essa planta floresce no outono, e não na primavera.

Embuá-gigante
Esse milípede – parente dos insetos que tem vários pares de patas – é o maior já encontrado na natureza, com 16 centímetros. Tem o tamanho de uma salsicha, e seu nome científico Crurifarcimen vagans significa “salsicha com patas ambulante” em latim. O embuá-gigante foi descoberto nas montanhas da Tanzânia, no leste da África, lugar com rica diversidade de espécies.

Cacto-ambulante
Essa espécie extinta encontrada na China viveu há 520 milhões de anos. Em seis centímetros de comprimento, esse animal lembra um verme, mas, ao mesmo tempo, apresenta dez pares de patas articuladas. Para os cientistas que o descobriram, aDiania cactiformis seria um primeiro elo perdido conhecido entre os vermes e os artrópodes.

Tarântula-de-sazima
Essa aranha azul colocou o Brasil pela primeira vez na lista de “10 mais”. Descrita por pesquisadores do Instituto Butantan, em São Paulo, essa espécie vive em uma “ilha ecológica” e só é encontrada no alto da Chapada Diamantina, na Bahia. Seu nomePterinopelma sazimai é uma homenagem ao cientista Ivan Sazima, que coletou indivíduos dessa aranha nas décadas 1970 e 1980 – o registro da nova espécie só é aceito quando ela é descrita em uma revista científica, por isso ela entrou na lista de 2011.

Água-viva-de-bonaire (Foto: Ned DeLoach)

Água-viva-de-bonaire (Foto: Ned DeLoach)

Verme-do-diabo (Foto: G. Borgonie, Ghent University)

Verme-do-diabo (Foto: G. Borgonie, Ghent University)

 

Orquídea-noturna (Foto: Andre Schuiteman)

Orquídea-noturna (Foto: Andre Schuiteman)

Vespa parasita (Foto: C. van Achterberg)

Vespa parasita (Foto: C. van Achterberg)

À esquerda, o Bob Esponja do desenho animado; à direita, o fungo que ganhou seu nome (Foto: Divulgação)

À esquerda, o Bob Esponja do desenho animado; à direita, o fungo que ganhou seu nome (Foto: Divulgação)

Papoula-do-outono-nepalesa (Foto: Paul Egan)

Papoula-do-outono-nepalesa (Foto: Paul Egan)

Embuá-gigante (Foto: G. Brovad)

Embuá-gigante (Foto: G. Brovad)

Fóssil da Diana cactiformis (Foto: AFP)

Cacto-ambulante (Foto: AFP)

tarântula-de-Sazima (Foto: Caroline Fukushima/Rogerio Bertani/Instituto Butantan)

Tarântula-de-sazima (Foto: Caroline Fukushima/Rogerio Bertani/Instituto Butantan)

Fonte: Globo Natureza


24 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Cientistas criam imagem 3D de aranha de 49 milhões de anos

Com ajuda de tecnologia, pesquisadores identificaram a espécie do aracnídeo.

Cientistas na Grã-Bretanha e na Alemanha criaram uma imagem tridimensional de um fóssil de uma aranha de 49 milhões de anos. Os especialistas da Universidade de Manchester, na Grã-Bretanha, e de outros três centros de pesquisa alemães conseguiram recriar detalhes nítidos do fóssil do aracnídeo, que foi encontrado em um âmbar.

A tecnologia permitiu que eles identificassem a espécie da aranha, o que nem sempre é possível com as técnicas tradicionais.

“Normalmente quando o fóssil de uma aranha ou de outro inseto está preservado em âmbar, é muito difícil ver os seus detalhes com claridade suficiente para se identificá-lo”, disse à BBC o paleontólogo David Penney, da Universidade de Manchester.

“Usando microscópios tradicionais é possível identificar somente um de cada dez fósseis. Mas a nova tecnologia nos permite identificar praticamente qualquer espécime.”

O fóssil da aranha está preso em um âmbar encontrado em uma região do Báltico, no norte da Europa, uma zona que abrigou diversas florestas no passado e hoje é uma das principais fontes de resina vegetal fossilizada. O âmbar estava no Museu de História Natural de Berlim.

“Desenvolvemos uma técnica nova para aumentar o contraste entre o fóssil e a resina que o envolve, e isso melhora significativamente a resolução da imagem”, disse Penney.

O fóssil é de uma espécie de aranha caçadora do gênero Sparassidae. Espécies deste gênero ainda existem em regiões tropicais, como no sul da Europa. “Se a aranha fossilizada estivesse viva e a colocássemos junto a algumas espécies de aranhas caçadoras atuais, seria impossível distingui-las a olho nu”, disse o especialista.

Mudanças climáticas
Os cientistas dizem que as imagens em 3D de fósseis em âmbar podem ser uma ferramenta para ajudá-los a entender a história da Terra.

“Se formos estudar somente o fóssil de uma aranha, talvez não avancemos muito. Mas se examinarmos muitas e muitas aranhas, poderemos começar a montar o quebra-cabeça de como foi nosso planeta no passado”, disse o cientista à BBC.

“Há centenas – talvez cerca de 600 – diferentes espécies de aranha que estão presas em âmbar. Comparando estas espécies com as atuais, sabemos que o norte da Europa foi uma região tropical ou subtropical, ou seja, que passou por grandes mudanças em escala global.”

“Atualmente devido às mudanças climáticas, estamos em uma nova fase de alterações globais. Os estudos de fósseis poderiam nos ajudar a prever o que acontecerá no futuro.”

Além da Universidade de Manchester, participaram o Museu de Zoologia de Hamburgo, o Instituto de Investigações Senckenberg, de Frankfurt, e a Universidade de Humboldt, de Berlim. O estudo foi publicado na revista científica Naturwissenschaften.

Aranha 3D 1 (Foto: Cortesia Andrew McNeil / Universidade de Manchester)

Aranha em 3D teria 49 milhões de anos. (Foto: Cortesia Andrew McNeil / Universidade de Manchester)

Fonte: Da BBC