7 de novembro de 2012 | nenhum comentário »

Pesquisador do Butantan descobre 9 espécies de aranhas caranguejeiras

Novas espécies habitam árvores em diferentes regiões do Brasil.
Descobertas foram publicadas na revista ‘ZooKeys’.

Um pesquisador do Instituto Butantan, sediado em São Paulo, descobriu nove espécies novas de aranhas caranguejeiras brasileiras, naturais de vegetações de Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga. O estudo com a descrição dos animais foi publicado na última semana no periódico “ZooKeys”.

As espécies, pertencentes a três gêneros distintos, são Typhochlaena ammaTyphochlaena costaeTyphochlaena curumimTyphochlaena paschoali, Pachistopelma bromelicola,Iridopelma katiaeIridopelma marcoiIridopelma oliveirai e Iridopelma vanini.

As caranguejeiras são encontradas em áreas do Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste brasileiros, segundo o aracnólogo Rogério Bertani, pesquisador do Butantan e responsável pelo achado. Ele ressalta que os animais têm hábitos arborícolas, isto é, vivem em árvores e plantas.

Algumas espécies são bem pequenas. “Dá para dizer que são as menores [caranguejeiras] arborícolas do mundo”, disse Bertani. Um dos três gêneros tem características antigas, o que torna algumas das aranhas “quase relíquias”, na visão do cientista. “São remanescentes. É como algo que sobreviveu ao tempo.”

Duas das novas espécies vivem dentro de bromélias, comportamento raro em aracnídeos deste tipo, informa o pesquisador. Como as espécies são coloridas e chamativas, ele teme pelo impacto do tráfico de animais.

Apesar de não haver pesquisas que mostrem que as espécies estão ameaçadas, algumas delas são raras e podem correr risco de desaparecer, segundo o cientista. Ele aponta fatores que reforçam o risco, como a dependência de vegetação, já que as aranhas são arborícolas; a destruição dos habitats naturais, que sofrem há anos com o desmatamento; e o fato de os animais viverem em áreas específicas, com distribuição limitada pelo território brasileiro.

Para Bertani, a descoberta das novas espécies é importante para mostrar que existe uma grande fauna na Mata Atlântica e no Cerrado, que precisa ser melhor estudada por ser pouco conhecida.

As caranguejeiras brasileiras possuem veneno, em geral, mas não são consideradas peçonhentas porque o efeito é fraco para as pessoas. A aranha usa a substância para capturar insetos e outros pequenos animais usados em sua alimentação.

'Typhochlaena costae', tarântula encontrada em Palmas, no Tocantins, segundo o estudo (Foto: Reprodução/'ZooKeys')

Uma fêmea da caranguejeira 'Typhochlaena costae' (Foto: Reprodução/'ZooKeys')

Aranha 'Typhochlena curumim', encontrada na Paraíba (Foto: Reprodução/'ZooKeys')

Aranha 'Typhochlena curumim', encontrada na Paraíba, segundo o estudo (Foto: Reprodução/'ZooKeys')

Aranha 'Typhochlaena amma', encontrada no Espírito Santo, segundo o estudo (Foto: Reprodução/'ZooKeys')

Uma fêmea da aranha caranguejeira 'Typhochlaena amma' (Foto: Reprodução/'ZooKeys')

Fonte: Globo Natureza


27 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Veneno de cobra para exportação

Durante dois dias (25 e 26 de julho), o Conselho de Gestão do Patrimônio Genético (CGEN), órgão deliberativo e normativo do Ministério do Meio Ambiente (MMA), analisou inúmeros processos que tratam de acesso ao patrimônio genético brasileiro para fins comerciais. Um dos assuntos tratados chamou a atenção dos participantes durante esta última reunião do CGEN (a 94º) e diz respeito à regulação da exportação de veneno de cobra.

A legislação brasileira prevê que os benefícios obtidos com a utilização de patrimônio genético sejam repartidos com os provedores. Os termos dessa repartição são negociados entre as partes provedoras do patrimônio genético e a parte usuária, de acordo com a Medida Provisória nº 2186-16/2001, que regula a matéria. Serão baseados não só em dinheiro, mas também em transferência de tecnologia, capacitação ou royalties.

Vida melhor - Segundo a diretora do Departamento de Patrimônio Genético da Secretaria de Biodiversidade e Florestas do MMA, Eliana Fontes, é muito interessante o fato dos provedores do patrimônio genético serem populações indígenas ou tradicionais como, por exemplo, caiçaras, seringueiros e quilombolas. “A lei permite um retorno dos benefícios para estas populações, contribui para a promoção de melhoria na qualidade de vida deles e estimula a conservação da floresta: ao invés de cortarem madeira ou venderem terra para produtores de soja, eles recebem um estímulo para preservar o patrimônio natural e genético”, disse.

O assunto emplacou na reunião a partir das consultas de empresas, nacionais e estrangeiras, ao CGEN. Essas empresas exportam para instituições no exterior que utilizam o material animal para confecção de medicamentos ou cosméticos como botox. O conselho determinou, assim, que a exportação de peçonhas de cobra caracteriza remessa do patrimônio genético e deve ser regulado. A mesma regra deve ser aplicada a peçonhas de animais silvestres da fauna brasileira em geral (de cobra, sapo, escorpião ou outros animais).

Fonte: Letícia Verdi/ MMA


29 de junho de 2012 | nenhum comentário »

Aranha viúva-marrom toma o lugar da viúva-negra nos EUA, diz estudo

Espécie marrom só passou a viver no sul da Califórnia a partir de 2003.
Estudo coletou amostras em 72 locais e viu que animais brigam por habitat.

 

Cientistas americanos analisaram a presença de aranhas na Califórnia e perceberam que as viúvas-marrons podem estar ocupando o lugar das viúvas-negras no sul do estado. A conclusão do estudo será publicada na edição de julho da revista científica “Journal of Medical Entomology”.

A espécie marrom é relativamente nova na América do Norte: foi documentada na Flórida pela primeira vez em 1935, mas na Califórnia só apareceu em 2003. No entanto, na última década tem ocorrido uma grande proliferação desses artrópodes.

Se essa substituição se comprovar, o perigo para os donos das casas pode diminuir, já que a picada da viúva-marrom é menos tóxica que a da viúva-negra, nativa do oeste dos EUA e capaz de provocar sintomas como suor excessivo, dor local intensa e no abdômen, choque anafilático e até a morte em muitos casos.

Os autores analisaram a presença desses animais em 72 locais, como imóveis urbanos, terrenos agrícolas, parques e áreas naturais. Assim, puderam comparar a abundância e a seleção de habitat das duas espécies.

Em quase 97 horas de coleta, os cientistas encontraram 20 vezes mais viúvas-marrons que negras fora das casas, especialmente embaixo de mesas e cadeiras ao ar livre e em pequenos espaços de muros, paredes e objetos. Nenhuma aranha foi encontrada no interior das casas.

Segundo Richard Vetter, da Universidade da Califórnia em Riverside, as viúvas-marrons realmente se multiplicaram em um tempo muito curto, sendo detectadas em locais onde era esperado haver viúvas-negras. Isso revela uma concorrência e uma certa sobreposição de habitat.

Havia lugares onde somente as viúvas-marrons eram capazes de fazer casas, mas em outros as negras ainda predominavam. Segundo os pesquisadores, os proprietários das casas precisam conhecer os esconderijos das viúvas-marrons e ter mais cuidado ao colocar as mãos em cantos desconhecidos.

Viúva marrom (Foto: Richard S. Vetter/Centro de Pesquisa de Viúva-Marrom/Universidade da Califórnia)

Viúva-marrom (foto) está tomando o lugar da viúva-negra no sul da Califórnia. Picada da espécie marrom é menos tóxica que a da negra, segundo os pesquisadores (Foto: Richard S. Vetter/Universidade da Califórnia)

Fonte: Globo Natureza


4 de junho de 2012 | nenhum comentário »

Invasão de aranhas gigantes espalha o pânico em aldeia indiana

Moradores de Sadiya, no estado de Assam, dizem desconhecer a espécie.
Dez pessoas foram hospitalizadas; há suspeita de duas mortes por picadas.

Os moradores de um povoado indiano situado em um local recôndito do país afirmam ser vítimas de uma invasão de aranhas gigantes muito parecidas com as tarântulas, mas pertencentes a uma espécie desconhecida para os especialistas locais.

Segundo a imprensa local, cerca de dez pessoas foram hospitalizadas depois de serem picadas por estas aranhas. Outras duas teriam morrido, mas esta informação não foi confirmada.

“Primeiro acharam que era uma brincadeira, mas depois muitos habitantes foram picados por esta espécie particular”, declarou por telefone à AFP um sábio da aldeia de Sadiya, no estado de Assam (leste).

Uma equipe científica viajou ao local dos incidentes, a cerca de 600 km da capital de Assam, Guwahati.

“Inspecionamos o local e vimos que (a aranha) é parecida com uma migala, mas ainda não estamos certos da espécie”, declarou L. R. Saikia, um cientista do departamento de ciências da universidade de Dibrugarh, em Assam.

“Parece uma aranha agressiva dotada de ganchos mais potentes que a variedade normal dos aracnídeos”, explicou.

Foram enviadas várias amostras destas aranhas para serem analisadas por especialistas em aracnologia fora de Assam.

O professor Ratul Rajkhowa, do departamento de zoologia da faculdade Cotton, mostra uma aranha que seria da espécie que tem se proliferado na vila de Assam (Foto: AFP/Stringer)

O professor Ratul Rajkhowa, do departamento de zoologia da faculdade Cotton, mostra uma aranha que seria da espécie que tem se proliferado na vila de Assam (Foto: AFP/Stringer)

Fonte: AFP


26 de março de 2012 | nenhum comentário »

Formigas copulam com rainha enquanto ela vira refeição de aranha

Biólogo filmou a cena inusitada e postou o vídeo no YouTube.
Com um minuto, ele mostra a rainha imóvel e cercada pelos insetos.

Formigas machos da espécie Prenolepis nitens continuaram a acasalar com uma rainha enquanto ela virava refeição de uma aranha. A cena inusitada foi registrada por Adrián Purkart, biólogo e fotógrafo da vida selvagem da Eslováquia. O vídeo de um minuto foi postado no canal de Purkart no YouTube nesta quinta-feira (22).

“Eu não posso imaginar nada mais desagradável que ser sugado por uma aranha presa à minha pele. Além disso, ser simultaneamente atacada por um grupo de formigas loucas por sexo”, afirmou o biólogo.

Biólogo registrou abelhas acasalando com uma rainha enquanto ela virava refeição de uma aranha (Foto: Reprodução / YouTube)

Biólogo registrou formigas macho acasalando com uma rainha enquanto ela virava refeição de uma aranha (Foto: Reprodução / YouTube)

Click e veja o vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=Xq8q8vv2R7Y&feature=plcp&context=C4c6dbacVDvjVQa1PpcFPuYmWjmhZP5bZLgcJBAwSBFIb-LL0_KWg%3D

Fonte:


10 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Aranhas tecem teia gigante em cima de árvores na Amazônia

Uma colônia de aranhas do gênero anelosimus teceu teias gigantes em copas de árvores, cercas de madeira e no pasto de uma fazenda em Iranduba (região metropolitana de Manaus).

Segundo a especialista em aracnídeos Lidianne Salvatierra, do Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia), o fenômeno é raro em áreas distantes de florestas nativas.

Salvatierra disse acreditar que as aranhas tenham migrado para as árvores da fazenda por um fenômeno de dispersão.

A espécie de aracnídeo tem menos de um centímetro de comprimento.

“Essas aranhas são originárias de floresta tropical. Como são bem leves, um vento ou um animal pode ter ajudado na dispersão.”

As teias gigantes atraíram a atenção da população de Iranduba, cidade de 40 mil habitantes às margens do rio Solimões.

A imagem das árvores encobertas por teias lembra um cenário de ficção científica. O dono da fazenda não quis se identificar para a equipe do Inpa.

De acordo com a especialista, as aranhas tecem as teias há três meses. Amostras da espécie foram coletadas para pesquisa e registro no instituto.

Segundo a pesquisadora, as aranhas anelosimus se agrupam em teias individuais até a formação de ninhos coletivos –por isso são chamadas de “aranhas sociais”.

As teias servem de abrigo e de armadilha para insetos. Grossos, os fios das teias são resistentes ao calor e à chuva amazônica.

O movimento de borboletas que tentam se livrar das teias consegue desfazer pequenas partes da estrutura. “Mas milhares de aranhas capturam as borboletas antes que isso aconteça”, conta Salvatierra.

Árvores cobertas por teias de aranhas na cidade de Iranduba, com 40 mil habitantes, às margens do rio Solimões

Árvores cobertas por teias de aranhas na cidade de Iranduba, com 40 mil habitantes, às margens do rio Solimões. Foto: Antônio Lima - 5.fev.12/Acrítica/Folhapress

Fonte: Kátia Brasil, Manaus, Folha.com


14 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Aranha fêmea ‘interesseira’ é enganada pelos machos, diz estudo

Machos levam presentes inúteis em ritual de acasalamento.
Estudo foi publicado pela revista ‘BMC Evolutionary Biology’.

Aranha macho da espécie 'Pisaura mirabilis' (Foto: María J. Albo)

Aranha macho da espécie 'Pisaura mirabilis' (Foto: María J. Albo)

Os machos da Pisaura mirabilis, uma espécie de aranhas-de-jardim, têm o hábito de oferecer presentes para as fêmeas com quem pretendem cruzar. Um estudo publicado nesta segunda-feira (14) pela revista científica “BMC Evolutionary Biology” mostra que as fêmeas levam a qualidade do presente em conta na hora de escolher o parceiro.

O presente é preparado com cuidado: vem embrulhado em seda. Na maioria das vezes, lá dentro está um inseto, oferecido como alimento. Porém, alguns machos enchem o pacote com sementes que não são comestíveis, ou então com a carcaça de uma mosca que eles mesmos comeram.

Para entender o que leva os animais a esse estranho comportamento, os cientistas conduziram uma experiência. Eles colocaram as aranhas para interagir em três situações diferentes. Nelas, o macho levaria uma mosca, um presente inútil ou nenhum presente.

Os que não levaram presente conseguiram cruzar com as fêmeas por um período muito curto. Os que entregaram presentes inúteis ficaram mais tempo, e quem mais conseguiu ficar a sós com a fêmea foi quem levou comida.

María Albo, que liderou o estudo, explica que os machos pensam na relação custo benefício. “Custa aos machos achar e embrulhar um presente, mas esses custos são reduzidos se o macho não tem que pegar o presente, ou se dá um que já foi comido. O benefício do presente é uma relação mais longa, que leva a maior transferência de esperma e, potencialmente, a mais descendentes. No entanto, as fêmeas se decepcionam e terminam a relação antes quando recebem presentes inúteis”, explica a pesquisadora da Universidade de Aarhus, na Dinamarca.

“Os resultados finais mostram que o número de ovos foi menor se a fêmea não recebeu um presente, mas a diferença foi pequena se o presente era comestível ou não. O sucesso da enganação provavelmente explica por que as duas estratégias evoluíram juntas e foram mantidas na população”, conclui a cientista.

 


16 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Experiência revela que tarântulas expelem seda pelas patas

Uma pesquisa feita por cientistas no Reino Unido descobriu que as tarântulas expelem seda das patas para se fixarem em superfícies escorregadias.

A descoberta foi publicada na revista científica “Journal of Experimental Biology”.

A equipe fez uma experiência colocando as tarântulas em um tanque de vidro. Quando elas subiam pelas paredes do tanque, os cientistas chacoalhavam o recipiente, forçando o animal a tentar se segurar para não cair.

Pequenas lâminas de vidro colocadas na parede de vidro revelaram o segredo das tarântulas. Como todas as aranhas, elas possuem pelos nas patas, o que aumenta a aderência. No caso das tarântulas, elas possuem também um sistema que expele seda.

A teoria de que as aranhas usavam seda para aumentar a sua aderência a superfícies já havia sido publicada por pesquisadores alemães na revista científica “Nature” em 2006. No entanto, eles acreditavam que o material era expelido por órgãos especiais da tarântula que formam a seda.

Uma nova experiência, realizada pela cientista Claire Rind e sua equipe na Universidade de Newcastle, testou a teoria alemã.

“Elas são criaturas incríveis. Têm essa forma linda de se movimentar que me fascinou”, disse à BBC a pesquisadora.

“Nós não conseguíamos ver nenhum sinal da seda a olho nu, mas quando tiramos as lâminas e as examinamos em um microscópios, nós vimos até 30 linhas de seda no local onde a pata da tarântula havia derrapado.”

Em outra fase da experiência, os cientistas determinaram que a seda foi expelida das patas da tarântula.

Para isso, eles contaram com ajuda de uma tarântula de estimação da cientista, chamada Fluffy. As tarântulas trocam de pelo com regularidade, e os cientistas examinaram o pelo antigo de Fluffy e de outras tarântulas envolvidas na experiência.

Nos pelos microscópicos que são soltos pelas patas das tarântulas, os cientistas acharam pequenas estruturas que produzem seda.

Como todas as aranhas, as tarântulas possuem "pelos" nas patas, o que aumenta a aderência em superfícies. Foto:BBC

Como todas as aranhas, as tarântulas possuem "pelos" nas patas, o que aumenta a aderência em superfícies. Foto:BBC

Fonte: BBC  Brasil

16 de janeiro de 2010 | nenhum comentário »

Soro produzido no Rio garante recuperação mais rápida em casos de picada de aranha

O tempo de internação de pacientes envenenados por picadas da aranha do gênero Latrodectus, conhecida como viúva-negra, pode ser reduzido em até um terço quando se aplica o soro específico, chamado de antilatrodéctico. A constatação faz parte de uma pesquisa divulgada pela Secretaria de Saúde da Bahia, um dos estados com maior incidência de aranhas desse tipo no país.

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O estudo tomou como base os atendimentos registrados na secretaria de 2000 a 2007. Segundo o diretor em exercício do Centro de Informações Antiveneno da Bahia (Ciave), Daniel Rebouças, no período analisado, foram atendidos 825 casos de picada de aranha no estado, entre os quais pouco mais de 100 eram de viúva-negra. Rebouças disse que, embora a incidência não seja tão grande, os sintomas são muito severos.

“As picadas de viúva-negra representaram cerca de 15% do total de picadas de aranha na Bahia, mas, para os pacientes envenenados, o sofrimento é muito grande e qualquer avanço no tratamento é fundamental.” O veneno ataca o sistema nervoso central, provoca dores musculares intensas, náuseas, mal-estar generalizado, dor de cabeça e alterações cardiorrespitarórias que podem simular um infarto do miocárdio, explicou.

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Rebouças ressaltou que, por isso, o soro específico é muito importante, pois, como comprovou o estudo, ele é capaz de reduzir a duração dos sintomas de 32 horas, o que exigiria uma internação de três dias, para até quatro horas, com permanência hospitalar de apenas um dia.

Em todo o Brasil, há três laboratórios que fornecem ao Ministério da Saúde soro contra animais peçonhentos, mas apenas um, o Instituto Vital Brasil, ligado à Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro, produz a substância específica contra o envenenamento por picada de viúva-negra. O Vital Brasil fabrica o soro desde 2001, embora não saiba informar qual o volume produzido anualmente.

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O biólogo Cláudio Maurício, do Vital Brasil, disse que o uso imediato do soro específico, além de acelerar o processo de recuperação, reduz os gastos do Sistema Único de Saúde (SUS), já que o paciente fica menos tempo na unidade hospitalar. “É difícil calcular a economia, mas com certeza reduzem-se drasticamente os gastos governamentais e previne-se a letalidade.” O biólogo ressaltou, porém, que ainda não há dados precisos no país sobre as mortes causadas pelo veneno dessa aranha.

Segundo ele, sabe-se que existem essas mortes, mas os casos ainda são subnotificados. porque se trata de um animal muito pequeno, “menor do que uma moeda de R$ 1”. Então, acrescentou, as pessoas custam a atribuir à viúva-negra um quadro tão severo.

Ele afirmou que a viúva-negra aparece com mais frequência na região litorânea do Nordeste. No Rio de Janeiro, há relatos principalmente nas cidades da Região dos Lagos. As aranhas costumam ser encontradas em barrancos à beira de estradas, sob cascas de coco ou folhas secas e latas vazias. Nas restingas do litoral, são abundantes na vegetação conhecida como “salsa-da-praia”.

O Ministério da Saúde informou que não há levantamentos apontando redução dos gastos públicos com a diminuição do tempo de internação nos casos de envenenamento, porque essa estimativa envolve diversas variáveis, como o tipo de leito e os medicamentos utilizados, entre outras.

Além da viúva-negra, há registros de mais três tipos de aranhas peçonhentas no país: a armadeira e a da banana, ou macaca, encontrada em várias regiões do país, com predomínio no Sudeste e no Sul, e a marrom, muito comum no Sul, principalmente no Paraná. Em todos os casos, quando houver envenenamento, o local da picada deve ser lavado com água e sabão e vítima levada imediatamente ao serviço de saúde mais próximo para que possa receber tratamento. (Fonte: Agência Brasil)

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7 de novembro de 2012 | nenhum comentário »

Pesquisador do Butantan descobre 9 espécies de aranhas caranguejeiras

Novas espécies habitam árvores em diferentes regiões do Brasil.
Descobertas foram publicadas na revista ‘ZooKeys’.

Um pesquisador do Instituto Butantan, sediado em São Paulo, descobriu nove espécies novas de aranhas caranguejeiras brasileiras, naturais de vegetações de Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga. O estudo com a descrição dos animais foi publicado na última semana no periódico “ZooKeys”.

As espécies, pertencentes a três gêneros distintos, são Typhochlaena ammaTyphochlaena costaeTyphochlaena curumimTyphochlaena paschoali, Pachistopelma bromelicola,Iridopelma katiaeIridopelma marcoiIridopelma oliveirai e Iridopelma vanini.

As caranguejeiras são encontradas em áreas do Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste brasileiros, segundo o aracnólogo Rogério Bertani, pesquisador do Butantan e responsável pelo achado. Ele ressalta que os animais têm hábitos arborícolas, isto é, vivem em árvores e plantas.

Algumas espécies são bem pequenas. “Dá para dizer que são as menores [caranguejeiras] arborícolas do mundo”, disse Bertani. Um dos três gêneros tem características antigas, o que torna algumas das aranhas “quase relíquias”, na visão do cientista. “São remanescentes. É como algo que sobreviveu ao tempo.”

Duas das novas espécies vivem dentro de bromélias, comportamento raro em aracnídeos deste tipo, informa o pesquisador. Como as espécies são coloridas e chamativas, ele teme pelo impacto do tráfico de animais.

Apesar de não haver pesquisas que mostrem que as espécies estão ameaçadas, algumas delas são raras e podem correr risco de desaparecer, segundo o cientista. Ele aponta fatores que reforçam o risco, como a dependência de vegetação, já que as aranhas são arborícolas; a destruição dos habitats naturais, que sofrem há anos com o desmatamento; e o fato de os animais viverem em áreas específicas, com distribuição limitada pelo território brasileiro.

Para Bertani, a descoberta das novas espécies é importante para mostrar que existe uma grande fauna na Mata Atlântica e no Cerrado, que precisa ser melhor estudada por ser pouco conhecida.

As caranguejeiras brasileiras possuem veneno, em geral, mas não são consideradas peçonhentas porque o efeito é fraco para as pessoas. A aranha usa a substância para capturar insetos e outros pequenos animais usados em sua alimentação.

'Typhochlaena costae', tarântula encontrada em Palmas, no Tocantins, segundo o estudo (Foto: Reprodução/'ZooKeys')

Uma fêmea da caranguejeira 'Typhochlaena costae' (Foto: Reprodução/'ZooKeys')

Aranha 'Typhochlena curumim', encontrada na Paraíba (Foto: Reprodução/'ZooKeys')

Aranha 'Typhochlena curumim', encontrada na Paraíba, segundo o estudo (Foto: Reprodução/'ZooKeys')

Aranha 'Typhochlaena amma', encontrada no Espírito Santo, segundo o estudo (Foto: Reprodução/'ZooKeys')

Uma fêmea da aranha caranguejeira 'Typhochlaena amma' (Foto: Reprodução/'ZooKeys')

Fonte: Globo Natureza


27 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Veneno de cobra para exportação

Durante dois dias (25 e 26 de julho), o Conselho de Gestão do Patrimônio Genético (CGEN), órgão deliberativo e normativo do Ministério do Meio Ambiente (MMA), analisou inúmeros processos que tratam de acesso ao patrimônio genético brasileiro para fins comerciais. Um dos assuntos tratados chamou a atenção dos participantes durante esta última reunião do CGEN (a 94º) e diz respeito à regulação da exportação de veneno de cobra.

A legislação brasileira prevê que os benefícios obtidos com a utilização de patrimônio genético sejam repartidos com os provedores. Os termos dessa repartição são negociados entre as partes provedoras do patrimônio genético e a parte usuária, de acordo com a Medida Provisória nº 2186-16/2001, que regula a matéria. Serão baseados não só em dinheiro, mas também em transferência de tecnologia, capacitação ou royalties.

Vida melhor - Segundo a diretora do Departamento de Patrimônio Genético da Secretaria de Biodiversidade e Florestas do MMA, Eliana Fontes, é muito interessante o fato dos provedores do patrimônio genético serem populações indígenas ou tradicionais como, por exemplo, caiçaras, seringueiros e quilombolas. “A lei permite um retorno dos benefícios para estas populações, contribui para a promoção de melhoria na qualidade de vida deles e estimula a conservação da floresta: ao invés de cortarem madeira ou venderem terra para produtores de soja, eles recebem um estímulo para preservar o patrimônio natural e genético”, disse.

O assunto emplacou na reunião a partir das consultas de empresas, nacionais e estrangeiras, ao CGEN. Essas empresas exportam para instituições no exterior que utilizam o material animal para confecção de medicamentos ou cosméticos como botox. O conselho determinou, assim, que a exportação de peçonhas de cobra caracteriza remessa do patrimônio genético e deve ser regulado. A mesma regra deve ser aplicada a peçonhas de animais silvestres da fauna brasileira em geral (de cobra, sapo, escorpião ou outros animais).

Fonte: Letícia Verdi/ MMA


29 de junho de 2012 | nenhum comentário »

Aranha viúva-marrom toma o lugar da viúva-negra nos EUA, diz estudo

Espécie marrom só passou a viver no sul da Califórnia a partir de 2003.
Estudo coletou amostras em 72 locais e viu que animais brigam por habitat.

 

Cientistas americanos analisaram a presença de aranhas na Califórnia e perceberam que as viúvas-marrons podem estar ocupando o lugar das viúvas-negras no sul do estado. A conclusão do estudo será publicada na edição de julho da revista científica “Journal of Medical Entomology”.

A espécie marrom é relativamente nova na América do Norte: foi documentada na Flórida pela primeira vez em 1935, mas na Califórnia só apareceu em 2003. No entanto, na última década tem ocorrido uma grande proliferação desses artrópodes.

Se essa substituição se comprovar, o perigo para os donos das casas pode diminuir, já que a picada da viúva-marrom é menos tóxica que a da viúva-negra, nativa do oeste dos EUA e capaz de provocar sintomas como suor excessivo, dor local intensa e no abdômen, choque anafilático e até a morte em muitos casos.

Os autores analisaram a presença desses animais em 72 locais, como imóveis urbanos, terrenos agrícolas, parques e áreas naturais. Assim, puderam comparar a abundância e a seleção de habitat das duas espécies.

Em quase 97 horas de coleta, os cientistas encontraram 20 vezes mais viúvas-marrons que negras fora das casas, especialmente embaixo de mesas e cadeiras ao ar livre e em pequenos espaços de muros, paredes e objetos. Nenhuma aranha foi encontrada no interior das casas.

Segundo Richard Vetter, da Universidade da Califórnia em Riverside, as viúvas-marrons realmente se multiplicaram em um tempo muito curto, sendo detectadas em locais onde era esperado haver viúvas-negras. Isso revela uma concorrência e uma certa sobreposição de habitat.

Havia lugares onde somente as viúvas-marrons eram capazes de fazer casas, mas em outros as negras ainda predominavam. Segundo os pesquisadores, os proprietários das casas precisam conhecer os esconderijos das viúvas-marrons e ter mais cuidado ao colocar as mãos em cantos desconhecidos.

Viúva marrom (Foto: Richard S. Vetter/Centro de Pesquisa de Viúva-Marrom/Universidade da Califórnia)

Viúva-marrom (foto) está tomando o lugar da viúva-negra no sul da Califórnia. Picada da espécie marrom é menos tóxica que a da negra, segundo os pesquisadores (Foto: Richard S. Vetter/Universidade da Califórnia)

Fonte: Globo Natureza


4 de junho de 2012 | nenhum comentário »

Invasão de aranhas gigantes espalha o pânico em aldeia indiana

Moradores de Sadiya, no estado de Assam, dizem desconhecer a espécie.
Dez pessoas foram hospitalizadas; há suspeita de duas mortes por picadas.

Os moradores de um povoado indiano situado em um local recôndito do país afirmam ser vítimas de uma invasão de aranhas gigantes muito parecidas com as tarântulas, mas pertencentes a uma espécie desconhecida para os especialistas locais.

Segundo a imprensa local, cerca de dez pessoas foram hospitalizadas depois de serem picadas por estas aranhas. Outras duas teriam morrido, mas esta informação não foi confirmada.

“Primeiro acharam que era uma brincadeira, mas depois muitos habitantes foram picados por esta espécie particular”, declarou por telefone à AFP um sábio da aldeia de Sadiya, no estado de Assam (leste).

Uma equipe científica viajou ao local dos incidentes, a cerca de 600 km da capital de Assam, Guwahati.

“Inspecionamos o local e vimos que (a aranha) é parecida com uma migala, mas ainda não estamos certos da espécie”, declarou L. R. Saikia, um cientista do departamento de ciências da universidade de Dibrugarh, em Assam.

“Parece uma aranha agressiva dotada de ganchos mais potentes que a variedade normal dos aracnídeos”, explicou.

Foram enviadas várias amostras destas aranhas para serem analisadas por especialistas em aracnologia fora de Assam.

O professor Ratul Rajkhowa, do departamento de zoologia da faculdade Cotton, mostra uma aranha que seria da espécie que tem se proliferado na vila de Assam (Foto: AFP/Stringer)

O professor Ratul Rajkhowa, do departamento de zoologia da faculdade Cotton, mostra uma aranha que seria da espécie que tem se proliferado na vila de Assam (Foto: AFP/Stringer)

Fonte: AFP


26 de março de 2012 | nenhum comentário »

Formigas copulam com rainha enquanto ela vira refeição de aranha

Biólogo filmou a cena inusitada e postou o vídeo no YouTube.
Com um minuto, ele mostra a rainha imóvel e cercada pelos insetos.

Formigas machos da espécie Prenolepis nitens continuaram a acasalar com uma rainha enquanto ela virava refeição de uma aranha. A cena inusitada foi registrada por Adrián Purkart, biólogo e fotógrafo da vida selvagem da Eslováquia. O vídeo de um minuto foi postado no canal de Purkart no YouTube nesta quinta-feira (22).

“Eu não posso imaginar nada mais desagradável que ser sugado por uma aranha presa à minha pele. Além disso, ser simultaneamente atacada por um grupo de formigas loucas por sexo”, afirmou o biólogo.

Biólogo registrou abelhas acasalando com uma rainha enquanto ela virava refeição de uma aranha (Foto: Reprodução / YouTube)

Biólogo registrou formigas macho acasalando com uma rainha enquanto ela virava refeição de uma aranha (Foto: Reprodução / YouTube)

Click e veja o vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=Xq8q8vv2R7Y&feature=plcp&context=C4c6dbacVDvjVQa1PpcFPuYmWjmhZP5bZLgcJBAwSBFIb-LL0_KWg%3D

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10 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Aranhas tecem teia gigante em cima de árvores na Amazônia

Uma colônia de aranhas do gênero anelosimus teceu teias gigantes em copas de árvores, cercas de madeira e no pasto de uma fazenda em Iranduba (região metropolitana de Manaus).

Segundo a especialista em aracnídeos Lidianne Salvatierra, do Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia), o fenômeno é raro em áreas distantes de florestas nativas.

Salvatierra disse acreditar que as aranhas tenham migrado para as árvores da fazenda por um fenômeno de dispersão.

A espécie de aracnídeo tem menos de um centímetro de comprimento.

“Essas aranhas são originárias de floresta tropical. Como são bem leves, um vento ou um animal pode ter ajudado na dispersão.”

As teias gigantes atraíram a atenção da população de Iranduba, cidade de 40 mil habitantes às margens do rio Solimões.

A imagem das árvores encobertas por teias lembra um cenário de ficção científica. O dono da fazenda não quis se identificar para a equipe do Inpa.

De acordo com a especialista, as aranhas tecem as teias há três meses. Amostras da espécie foram coletadas para pesquisa e registro no instituto.

Segundo a pesquisadora, as aranhas anelosimus se agrupam em teias individuais até a formação de ninhos coletivos –por isso são chamadas de “aranhas sociais”.

As teias servem de abrigo e de armadilha para insetos. Grossos, os fios das teias são resistentes ao calor e à chuva amazônica.

O movimento de borboletas que tentam se livrar das teias consegue desfazer pequenas partes da estrutura. “Mas milhares de aranhas capturam as borboletas antes que isso aconteça”, conta Salvatierra.

Árvores cobertas por teias de aranhas na cidade de Iranduba, com 40 mil habitantes, às margens do rio Solimões

Árvores cobertas por teias de aranhas na cidade de Iranduba, com 40 mil habitantes, às margens do rio Solimões. Foto: Antônio Lima - 5.fev.12/Acrítica/Folhapress

Fonte: Kátia Brasil, Manaus, Folha.com


14 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Aranha fêmea ‘interesseira’ é enganada pelos machos, diz estudo

Machos levam presentes inúteis em ritual de acasalamento.
Estudo foi publicado pela revista ‘BMC Evolutionary Biology’.

Aranha macho da espécie 'Pisaura mirabilis' (Foto: María J. Albo)

Aranha macho da espécie 'Pisaura mirabilis' (Foto: María J. Albo)

Os machos da Pisaura mirabilis, uma espécie de aranhas-de-jardim, têm o hábito de oferecer presentes para as fêmeas com quem pretendem cruzar. Um estudo publicado nesta segunda-feira (14) pela revista científica “BMC Evolutionary Biology” mostra que as fêmeas levam a qualidade do presente em conta na hora de escolher o parceiro.

O presente é preparado com cuidado: vem embrulhado em seda. Na maioria das vezes, lá dentro está um inseto, oferecido como alimento. Porém, alguns machos enchem o pacote com sementes que não são comestíveis, ou então com a carcaça de uma mosca que eles mesmos comeram.

Para entender o que leva os animais a esse estranho comportamento, os cientistas conduziram uma experiência. Eles colocaram as aranhas para interagir em três situações diferentes. Nelas, o macho levaria uma mosca, um presente inútil ou nenhum presente.

Os que não levaram presente conseguiram cruzar com as fêmeas por um período muito curto. Os que entregaram presentes inúteis ficaram mais tempo, e quem mais conseguiu ficar a sós com a fêmea foi quem levou comida.

María Albo, que liderou o estudo, explica que os machos pensam na relação custo benefício. “Custa aos machos achar e embrulhar um presente, mas esses custos são reduzidos se o macho não tem que pegar o presente, ou se dá um que já foi comido. O benefício do presente é uma relação mais longa, que leva a maior transferência de esperma e, potencialmente, a mais descendentes. No entanto, as fêmeas se decepcionam e terminam a relação antes quando recebem presentes inúteis”, explica a pesquisadora da Universidade de Aarhus, na Dinamarca.

“Os resultados finais mostram que o número de ovos foi menor se a fêmea não recebeu um presente, mas a diferença foi pequena se o presente era comestível ou não. O sucesso da enganação provavelmente explica por que as duas estratégias evoluíram juntas e foram mantidas na população”, conclui a cientista.

 


16 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Experiência revela que tarântulas expelem seda pelas patas

Uma pesquisa feita por cientistas no Reino Unido descobriu que as tarântulas expelem seda das patas para se fixarem em superfícies escorregadias.

A descoberta foi publicada na revista científica “Journal of Experimental Biology”.

A equipe fez uma experiência colocando as tarântulas em um tanque de vidro. Quando elas subiam pelas paredes do tanque, os cientistas chacoalhavam o recipiente, forçando o animal a tentar se segurar para não cair.

Pequenas lâminas de vidro colocadas na parede de vidro revelaram o segredo das tarântulas. Como todas as aranhas, elas possuem pelos nas patas, o que aumenta a aderência. No caso das tarântulas, elas possuem também um sistema que expele seda.

A teoria de que as aranhas usavam seda para aumentar a sua aderência a superfícies já havia sido publicada por pesquisadores alemães na revista científica “Nature” em 2006. No entanto, eles acreditavam que o material era expelido por órgãos especiais da tarântula que formam a seda.

Uma nova experiência, realizada pela cientista Claire Rind e sua equipe na Universidade de Newcastle, testou a teoria alemã.

“Elas são criaturas incríveis. Têm essa forma linda de se movimentar que me fascinou”, disse à BBC a pesquisadora.

“Nós não conseguíamos ver nenhum sinal da seda a olho nu, mas quando tiramos as lâminas e as examinamos em um microscópios, nós vimos até 30 linhas de seda no local onde a pata da tarântula havia derrapado.”

Em outra fase da experiência, os cientistas determinaram que a seda foi expelida das patas da tarântula.

Para isso, eles contaram com ajuda de uma tarântula de estimação da cientista, chamada Fluffy. As tarântulas trocam de pelo com regularidade, e os cientistas examinaram o pelo antigo de Fluffy e de outras tarântulas envolvidas na experiência.

Nos pelos microscópicos que são soltos pelas patas das tarântulas, os cientistas acharam pequenas estruturas que produzem seda.

Como todas as aranhas, as tarântulas possuem "pelos" nas patas, o que aumenta a aderência em superfícies. Foto:BBC

Como todas as aranhas, as tarântulas possuem "pelos" nas patas, o que aumenta a aderência em superfícies. Foto:BBC

Fonte: BBC  Brasil

16 de janeiro de 2010 | nenhum comentário »

Soro produzido no Rio garante recuperação mais rápida em casos de picada de aranha

O tempo de internação de pacientes envenenados por picadas da aranha do gênero Latrodectus, conhecida como viúva-negra, pode ser reduzido em até um terço quando se aplica o soro específico, chamado de antilatrodéctico. A constatação faz parte de uma pesquisa divulgada pela Secretaria de Saúde da Bahia, um dos estados com maior incidência de aranhas desse tipo no país.

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O estudo tomou como base os atendimentos registrados na secretaria de 2000 a 2007. Segundo o diretor em exercício do Centro de Informações Antiveneno da Bahia (Ciave), Daniel Rebouças, no período analisado, foram atendidos 825 casos de picada de aranha no estado, entre os quais pouco mais de 100 eram de viúva-negra. Rebouças disse que, embora a incidência não seja tão grande, os sintomas são muito severos.

“As picadas de viúva-negra representaram cerca de 15% do total de picadas de aranha na Bahia, mas, para os pacientes envenenados, o sofrimento é muito grande e qualquer avanço no tratamento é fundamental.” O veneno ataca o sistema nervoso central, provoca dores musculares intensas, náuseas, mal-estar generalizado, dor de cabeça e alterações cardiorrespitarórias que podem simular um infarto do miocárdio, explicou.

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Rebouças ressaltou que, por isso, o soro específico é muito importante, pois, como comprovou o estudo, ele é capaz de reduzir a duração dos sintomas de 32 horas, o que exigiria uma internação de três dias, para até quatro horas, com permanência hospitalar de apenas um dia.

Em todo o Brasil, há três laboratórios que fornecem ao Ministério da Saúde soro contra animais peçonhentos, mas apenas um, o Instituto Vital Brasil, ligado à Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro, produz a substância específica contra o envenenamento por picada de viúva-negra. O Vital Brasil fabrica o soro desde 2001, embora não saiba informar qual o volume produzido anualmente.

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O biólogo Cláudio Maurício, do Vital Brasil, disse que o uso imediato do soro específico, além de acelerar o processo de recuperação, reduz os gastos do Sistema Único de Saúde (SUS), já que o paciente fica menos tempo na unidade hospitalar. “É difícil calcular a economia, mas com certeza reduzem-se drasticamente os gastos governamentais e previne-se a letalidade.” O biólogo ressaltou, porém, que ainda não há dados precisos no país sobre as mortes causadas pelo veneno dessa aranha.

Segundo ele, sabe-se que existem essas mortes, mas os casos ainda são subnotificados. porque se trata de um animal muito pequeno, “menor do que uma moeda de R$ 1”. Então, acrescentou, as pessoas custam a atribuir à viúva-negra um quadro tão severo.

Ele afirmou que a viúva-negra aparece com mais frequência na região litorânea do Nordeste. No Rio de Janeiro, há relatos principalmente nas cidades da Região dos Lagos. As aranhas costumam ser encontradas em barrancos à beira de estradas, sob cascas de coco ou folhas secas e latas vazias. Nas restingas do litoral, são abundantes na vegetação conhecida como “salsa-da-praia”.

O Ministério da Saúde informou que não há levantamentos apontando redução dos gastos públicos com a diminuição do tempo de internação nos casos de envenenamento, porque essa estimativa envolve diversas variáveis, como o tipo de leito e os medicamentos utilizados, entre outras.

Além da viúva-negra, há registros de mais três tipos de aranhas peçonhentas no país: a armadeira e a da banana, ou macaca, encontrada em várias regiões do país, com predomínio no Sudeste e no Sul, e a marrom, muito comum no Sul, principalmente no Paraná. Em todos os casos, quando houver envenenamento, o local da picada deve ser lavado com água e sabão e vítima levada imediatamente ao serviço de saúde mais próximo para que possa receber tratamento. (Fonte: Agência Brasil)

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