20 de março de 2013 | nenhum comentário »

Aves primitivas voavam com quatro asas, diz estudo

Após analisar fósseis com mais de 100 milhões de anos, paleontólogos chineses afirmam que aves primitivas possuíam penas nos membros traseiros, que auxiliavam no voo

Algumas aves primitivas possuíam dois pares de asas, que as auxiliariam no voo. O segundo par seria, na verdade, as patas desses animais cobertas de penas. Essa é a conclusão de um grupo de paleontólogos chineses, após analisar fósseis com mais de 100 milhões de anos. O estudo foi publicado nesta sexta-feira, na revista cientifica Science.

Para os pesquisadores, o processo evolutivo teria feito com que o segundo par de asas assumisse a função de patas traseiras, que passaram a apresentar penas menores com o tempo. Pesquisas anteriores tinham descoberto aves similares a dinossauros com penas nas extremidades traseiras, mas as provas eram poucas no caso dos pássaros.

O paleontólogo Xing Xu já havia defendido a ideia dos dois pares de asas em 2003. Em um estudo publicado na revista Nature, ele descreveu o Microraptor gui, espécie de dinossauro que teria, além das asas, penas nas patas de trás. Para os pesquisadores, essas asas auxiliares seriam utilizadas para planar de árvore em árvore. Essa descoberta reforça a hipótese de que as aves teriam evoluído a partir dos dinossauros.

Evolução – No estudo atual, foram analisados 11 fósseis de aves primitivas, de 100 a 150 milhões de anos, encontrados no Museu de História Natural de Shandong Tianyu, na China. De acordo com Xing Xu, integrante do grupo de pesquisadores, os 11 pássaros estudados são de cinco espécies relativamente robustas – maiores que um corvo, mas menores que um peru. Os pesquisadores acreditam que as asas traseiras poderiam ter ajudado essas aves a manobrar no ar, enquanto batiam as asas dianteiras para voar ou as esticavam para planar.

Para os autores, o fato de as aves modernas utilizarem as pernas para locomoção indica que a perda do segundo par de asas reflete um período de mudança no qual os ‘braços’ se especializaram no voo e as pernas na locomoção terrestre.

 

 

Controvérsias – Outros especialistas, no entanto, não estão tão certos de que as penas das patas tenham sido usadas para voar e destacam que poderiam ter sido usadas com outros fins, como por exemplo, atrair possíveis parceiras. “Ninguém pensa que estes animais agitavam as patas como faziam com as asas”, disse Kevin Padian, professor de Biologia Integrativa da Universidade da Califórnia em Berkeley e um dos especialistas que revisaram o estudo antes de sua publicação.

Segundo ele, “os autores não fazem ou citam nenhuma pesquisa que apoie uma hipótese de que as penas contribuíram para nenhum tipo de voo”, mas o ponto positivo da pesquisa seria mostrar como as penas das patas mudaram com o tempo.

Fóssil

Fóssil de ave primitiva analisado no estudo, com destaque para as marcas de penas nos membros traseiros (Divulgação)

Fonte: Veja Ciência


16 de agosto de 2012 | nenhum comentário »

Cientista descobre nova espécie de inseto acidentalmente pela internet

‘Semachrysa jade’ foi batizado em homenagem à filha de pesquisador.
Animal se diferencia por mancha nas asas, que têm aparência de renda.

Uma nova espécie de inseto foi descoberta acidentalmente por um cientista australiano enquanto ele navegava pela internet.

O pesquisador Shaun Winterton, PhD em insetos pela Universidade de Queensland, na Austrália, e hoje funcionário do Departamento de Alimentos e Agricultura da Califórnia, nos Estados Unidos, trafegava pela rede quando se deparou com uma imagem do animal no Flickr, famoso site de compartilhamento de fotos.

A nova espécie, batizada de Semachrysa jade em homenagem à filha do pesquisador, foi registrada na última edição da revista internacional “ZooKeys”, lançada no dia 7 de agosto.

O autor das imagens, Guek Hock Ping, foi contatado por e-mail pelo cientista australiano. Em um primeiro momento, Ping não foi capaz de encontrar novamente o animal no lugar onde ele fez as fotos, uma área de floresta no estado de Sabah, o segundo maior da Malásia.

Foi só depois de um ano que o fotógrafo voltou a fazer contato com Winterton, com mais informações e imagens da espécie. O estudo da “ZooKeys” é assinado em conjunto pelos dois e por um pesquisador do Museu de História Nacional de Londres, Stephen Brooks, que confirmou que bicho descoberto era inédito.

O grupo a que pertence o inseto, conhecido como Chrysoperla, tem aparência delicada e grandes asas que parecem feitas de renda. Apenas insetos fêmeas foram achados pelos pesquisadores na floresta da Malásia.

O estudo afirma que o animal possui pelo menos 1,2 mil espécies “parentes”, em 80 gêneros registrados.O padrão de mancha escura nas asas do bicho, oscilando entre o preto e o azul, é o que chamou a atenção dos pesquisadores. Outro fator que distingue a nova espécie são duas marcas na base das suas antenas.

No Brasil, animais semelhantes são chamados de crisopídeos ou “bichos-lixeiros” e são encontrados em vários ecossistemas, incluindo a Mata Atlântica. Espécies deste grupo costumam se alimentar de plantas, mas podem devorar também outros insetos, principalmente na fase de larva.

Novo inseto natural da Malásia foi encontrado por cientista 'de bobeira' na internet (Foto: Reprodução/ZooKeys)

Inseto natural da Malásia foi identificado por cientista 'de bobeira' na internet (Foto: Reprodução/"ZooKeys")

Fonte: Globo Natureza


23 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Cientistas descobrem inseto cego que vive quase 2.000 metros abaixo da superfície

Nenhum outro animal terrestre, segundo os pesquisadores, vive a uma profundidade tão grande. Outras três novas espécies também foram catalogadas durante expedição

Pesquisadores espanhóis identificaram um inseto que vive na maior profundidade já registrada entre os animais terrestres: 1.980 metros abaixo da superfície. O artrópode, de nome científicoPlutomurus ortobalaganensis, não tem asas nem olhos e vive em total escuridão.

O animal foi descoberto durante uma expedição realizada em 2010 pelos pesquisadores Sofia Reboleira, da Universidade de Aveiro, em Portugal, e Alberto Sendra, do Museu de Ciências Naturais de Valência, na Espanha, pela caverna Krubera. Localizada na região de Abecásia, próxima ao Mar Negro, ela é a única caverna do mundo com mais de dois quilômetros de profundidade.

Os pesquisadores encontraram ainda outras três novas espécies de insetos: Anurida stereoodorataDeuteraphorura kruberaensis e Schaefferia profundissima. Os zoólogos Rafael Jordana e Enrique Baquero, da Universidade de Navarra, na Espanha, são os responsáveis por identificar e descrever as espécies. A descoberta foi descrita em artigo publicado na revistaTerrestrial Arthropod Reviews.

Os quatros animais descobertos desenvolveram características específicas para sobreviver em condições extremas, como ausência total de luz e baixa disponibilidade de recursos alimentares. “Em resposta a estas condições, nenhum dos animais possuem olhos ou pigmento”, diz Enrique Baquero. “Eles se alimentam de fungos que crescem sobre a matéria orgânica das cavernas.”

Plutomurus ortobalaganensis

Espécie descoberta na caverna Krubera, próxima ao Mar Negro, catalogada cientificamente como Plutomurus ortobalaganensis (Universidade de Navarra)

Fonte: Veja Ciência


30 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Borboletas fêmeas fecham as asas para evitar sexo, diz estudo

Comportamento torna fêmeas menos visíveis para machos; virgens mantêm asas abertas.

Uma pesquisa japonesa descobriu que as borboletas fêmeas desenvolveram um mecanismo para evitar o assédio sexual dos machos. Segundo os pesquisadores, as borboletas têm uma forma simples de evitar a atenção indesejada de machos persistentes – elas fecham suas asas.

Ao fechar suas asas brilhantes e com desenhos chamativos, as fêmeas se tornam menos visíveis para os machos, segundo descrevem os cientistas em um artigo publicado na última edição da revista especializada “Ethology”.

O coordenador da pesquisa, Jun-Ya Ide, do Instituto de Tecnologia Kurume, em Fukuoka, notou que as borboletas da espécie Lycena phlaeas normalmente fechavam as asas quando outras borboletas da mesma espécie estavam voando muito próximas a elas.

“Eu também descobri que ela fechava as asas com menos frequência quando outras espécies de borboletas estavam voando nas proximidades”, disse Ide. Ele então começou a tentar descobrir por que isso ocorria.

Virgens
Segundo Ide, tentativas persistentes de acasalamento por machos podem machucar as delicadas fêmeas, então ele testou a hipótese de que elas fecham suas asas como uma estratégia para evitar o assédio. Ele usou um modelo de borboleta macho para gerar a reação nas fêmeas.

“Quando trouxe o modelo de borboleta macho para perto de uma fêmea que já havia copulado, ela normalmente fechava suas asas”, disse o pesquisador à BBC. As fêmeas virgens, por outro lado, mantinham suas asas abertas.

“Concluí então que, quando as fêmeas não necessitam mais copular, elas fecham suas asas para se esconder”, disse Ide. No entanto, as fêmeas virgens, que querem copular, “mantêm suas asas abertas para ficarem visíveis”.

“O comportamento evoluiu para evitar o assédio sexual”, disse.

Estudo mostra como fêmeas de borboleta se 'esquivam' da atenção dos machos. (Foto: BBC)

Estudo mostra como fêmeas de borboleta se 'esquivam' da atenção dos machos. (Foto: BBC)

 

Fonte: Da BBC






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20 de março de 2013 | nenhum comentário »

Aves primitivas voavam com quatro asas, diz estudo

Após analisar fósseis com mais de 100 milhões de anos, paleontólogos chineses afirmam que aves primitivas possuíam penas nos membros traseiros, que auxiliavam no voo

Algumas aves primitivas possuíam dois pares de asas, que as auxiliariam no voo. O segundo par seria, na verdade, as patas desses animais cobertas de penas. Essa é a conclusão de um grupo de paleontólogos chineses, após analisar fósseis com mais de 100 milhões de anos. O estudo foi publicado nesta sexta-feira, na revista cientifica Science.

Para os pesquisadores, o processo evolutivo teria feito com que o segundo par de asas assumisse a função de patas traseiras, que passaram a apresentar penas menores com o tempo. Pesquisas anteriores tinham descoberto aves similares a dinossauros com penas nas extremidades traseiras, mas as provas eram poucas no caso dos pássaros.

O paleontólogo Xing Xu já havia defendido a ideia dos dois pares de asas em 2003. Em um estudo publicado na revista Nature, ele descreveu o Microraptor gui, espécie de dinossauro que teria, além das asas, penas nas patas de trás. Para os pesquisadores, essas asas auxiliares seriam utilizadas para planar de árvore em árvore. Essa descoberta reforça a hipótese de que as aves teriam evoluído a partir dos dinossauros.

Evolução – No estudo atual, foram analisados 11 fósseis de aves primitivas, de 100 a 150 milhões de anos, encontrados no Museu de História Natural de Shandong Tianyu, na China. De acordo com Xing Xu, integrante do grupo de pesquisadores, os 11 pássaros estudados são de cinco espécies relativamente robustas – maiores que um corvo, mas menores que um peru. Os pesquisadores acreditam que as asas traseiras poderiam ter ajudado essas aves a manobrar no ar, enquanto batiam as asas dianteiras para voar ou as esticavam para planar.

Para os autores, o fato de as aves modernas utilizarem as pernas para locomoção indica que a perda do segundo par de asas reflete um período de mudança no qual os ‘braços’ se especializaram no voo e as pernas na locomoção terrestre.

 

 

Controvérsias – Outros especialistas, no entanto, não estão tão certos de que as penas das patas tenham sido usadas para voar e destacam que poderiam ter sido usadas com outros fins, como por exemplo, atrair possíveis parceiras. “Ninguém pensa que estes animais agitavam as patas como faziam com as asas”, disse Kevin Padian, professor de Biologia Integrativa da Universidade da Califórnia em Berkeley e um dos especialistas que revisaram o estudo antes de sua publicação.

Segundo ele, “os autores não fazem ou citam nenhuma pesquisa que apoie uma hipótese de que as penas contribuíram para nenhum tipo de voo”, mas o ponto positivo da pesquisa seria mostrar como as penas das patas mudaram com o tempo.

Fóssil

Fóssil de ave primitiva analisado no estudo, com destaque para as marcas de penas nos membros traseiros (Divulgação)

Fonte: Veja Ciência


16 de agosto de 2012 | nenhum comentário »

Cientista descobre nova espécie de inseto acidentalmente pela internet

‘Semachrysa jade’ foi batizado em homenagem à filha de pesquisador.
Animal se diferencia por mancha nas asas, que têm aparência de renda.

Uma nova espécie de inseto foi descoberta acidentalmente por um cientista australiano enquanto ele navegava pela internet.

O pesquisador Shaun Winterton, PhD em insetos pela Universidade de Queensland, na Austrália, e hoje funcionário do Departamento de Alimentos e Agricultura da Califórnia, nos Estados Unidos, trafegava pela rede quando se deparou com uma imagem do animal no Flickr, famoso site de compartilhamento de fotos.

A nova espécie, batizada de Semachrysa jade em homenagem à filha do pesquisador, foi registrada na última edição da revista internacional “ZooKeys”, lançada no dia 7 de agosto.

O autor das imagens, Guek Hock Ping, foi contatado por e-mail pelo cientista australiano. Em um primeiro momento, Ping não foi capaz de encontrar novamente o animal no lugar onde ele fez as fotos, uma área de floresta no estado de Sabah, o segundo maior da Malásia.

Foi só depois de um ano que o fotógrafo voltou a fazer contato com Winterton, com mais informações e imagens da espécie. O estudo da “ZooKeys” é assinado em conjunto pelos dois e por um pesquisador do Museu de História Nacional de Londres, Stephen Brooks, que confirmou que bicho descoberto era inédito.

O grupo a que pertence o inseto, conhecido como Chrysoperla, tem aparência delicada e grandes asas que parecem feitas de renda. Apenas insetos fêmeas foram achados pelos pesquisadores na floresta da Malásia.

O estudo afirma que o animal possui pelo menos 1,2 mil espécies “parentes”, em 80 gêneros registrados.O padrão de mancha escura nas asas do bicho, oscilando entre o preto e o azul, é o que chamou a atenção dos pesquisadores. Outro fator que distingue a nova espécie são duas marcas na base das suas antenas.

No Brasil, animais semelhantes são chamados de crisopídeos ou “bichos-lixeiros” e são encontrados em vários ecossistemas, incluindo a Mata Atlântica. Espécies deste grupo costumam se alimentar de plantas, mas podem devorar também outros insetos, principalmente na fase de larva.

Novo inseto natural da Malásia foi encontrado por cientista 'de bobeira' na internet (Foto: Reprodução/ZooKeys)

Inseto natural da Malásia foi identificado por cientista 'de bobeira' na internet (Foto: Reprodução/"ZooKeys")

Fonte: Globo Natureza


23 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Cientistas descobrem inseto cego que vive quase 2.000 metros abaixo da superfície

Nenhum outro animal terrestre, segundo os pesquisadores, vive a uma profundidade tão grande. Outras três novas espécies também foram catalogadas durante expedição

Pesquisadores espanhóis identificaram um inseto que vive na maior profundidade já registrada entre os animais terrestres: 1.980 metros abaixo da superfície. O artrópode, de nome científicoPlutomurus ortobalaganensis, não tem asas nem olhos e vive em total escuridão.

O animal foi descoberto durante uma expedição realizada em 2010 pelos pesquisadores Sofia Reboleira, da Universidade de Aveiro, em Portugal, e Alberto Sendra, do Museu de Ciências Naturais de Valência, na Espanha, pela caverna Krubera. Localizada na região de Abecásia, próxima ao Mar Negro, ela é a única caverna do mundo com mais de dois quilômetros de profundidade.

Os pesquisadores encontraram ainda outras três novas espécies de insetos: Anurida stereoodorataDeuteraphorura kruberaensis e Schaefferia profundissima. Os zoólogos Rafael Jordana e Enrique Baquero, da Universidade de Navarra, na Espanha, são os responsáveis por identificar e descrever as espécies. A descoberta foi descrita em artigo publicado na revistaTerrestrial Arthropod Reviews.

Os quatros animais descobertos desenvolveram características específicas para sobreviver em condições extremas, como ausência total de luz e baixa disponibilidade de recursos alimentares. “Em resposta a estas condições, nenhum dos animais possuem olhos ou pigmento”, diz Enrique Baquero. “Eles se alimentam de fungos que crescem sobre a matéria orgânica das cavernas.”

Plutomurus ortobalaganensis

Espécie descoberta na caverna Krubera, próxima ao Mar Negro, catalogada cientificamente como Plutomurus ortobalaganensis (Universidade de Navarra)

Fonte: Veja Ciência


30 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Borboletas fêmeas fecham as asas para evitar sexo, diz estudo

Comportamento torna fêmeas menos visíveis para machos; virgens mantêm asas abertas.

Uma pesquisa japonesa descobriu que as borboletas fêmeas desenvolveram um mecanismo para evitar o assédio sexual dos machos. Segundo os pesquisadores, as borboletas têm uma forma simples de evitar a atenção indesejada de machos persistentes – elas fecham suas asas.

Ao fechar suas asas brilhantes e com desenhos chamativos, as fêmeas se tornam menos visíveis para os machos, segundo descrevem os cientistas em um artigo publicado na última edição da revista especializada “Ethology”.

O coordenador da pesquisa, Jun-Ya Ide, do Instituto de Tecnologia Kurume, em Fukuoka, notou que as borboletas da espécie Lycena phlaeas normalmente fechavam as asas quando outras borboletas da mesma espécie estavam voando muito próximas a elas.

“Eu também descobri que ela fechava as asas com menos frequência quando outras espécies de borboletas estavam voando nas proximidades”, disse Ide. Ele então começou a tentar descobrir por que isso ocorria.

Virgens
Segundo Ide, tentativas persistentes de acasalamento por machos podem machucar as delicadas fêmeas, então ele testou a hipótese de que elas fecham suas asas como uma estratégia para evitar o assédio. Ele usou um modelo de borboleta macho para gerar a reação nas fêmeas.

“Quando trouxe o modelo de borboleta macho para perto de uma fêmea que já havia copulado, ela normalmente fechava suas asas”, disse o pesquisador à BBC. As fêmeas virgens, por outro lado, mantinham suas asas abertas.

“Concluí então que, quando as fêmeas não necessitam mais copular, elas fecham suas asas para se esconder”, disse Ide. No entanto, as fêmeas virgens, que querem copular, “mantêm suas asas abertas para ficarem visíveis”.

“O comportamento evoluiu para evitar o assédio sexual”, disse.

Estudo mostra como fêmeas de borboleta se 'esquivam' da atenção dos machos. (Foto: BBC)

Estudo mostra como fêmeas de borboleta se 'esquivam' da atenção dos machos. (Foto: BBC)

 

Fonte: Da BBC