6 de novembro de 2012 | nenhum comentário »

Cérebro de tubarões processa estímulos visuais de forma similar ao humano

Pesquisa sugere o uso de sinalizações visuais para prevenir ataques

Nos últimos dez meses, cinco mortes ocorreram na Austrália por ataques de tubarões brancos, que costumam aparecer em áreas bastante próximas da costa do país. Os resultados de uma pesquisa desenvolvida pela Universidade da Austrália Ocidental sugerem uma nova abordagem para proteger os banhistas. O estudo de Kara Yopak, da escola de Biologia Animal da universidade, descobriu que o cérebro dos tubarões tem certas semelhanças com os de humano e que a visão é de grande importância, indicando que uma simples sinalização pode ajudar a afugentar o animal.

“Nos grandes tubarões brancos, a área do cérebro que recebe sinais visuais é bastante grande, o que sugere que a visão nesses animais tem muita importância”, disse Kara ao site da universidade. “A descoberta poderia direcionar o esforço dos pesquisadores no desenvolvimento de técnicas especificamente direcionadas aos olhos dos tubarões.”

Muitos dos meios repelentes utilizados atualmente são ondas eletromagnéticas que se dirigem a sensores que existem no focinho do tubarão. É uma técnica eficaz, mas que não funciona em todas as situações. De acordo com Kara, a nova técnica para repelir os tubarões poderia ser tão simples quanto colocar determinadas marcas visuais nas pranchas de surfe ou na roupa dos surfistas. “Um tubarão pode reconhecer a marca de uma serpente-marinha venenosa e ir embora. E nós podemos usar essa informação para elaborar uma reação”, afirma.

O artigo figura numa edição especial (chamada de O Sistema Nervoso em Peixes cartilaginosos) do periódico científico Brain, Behavior and Evolution. Outros artigos apontam mais semelhanças entre o cérebro humano e o de tubarões. “Um trabalho mostra que o cerebelo, que apareceu pela primeira vez nos tubarões, é um importante avanço evolutivo que pavimentou o caminho de funções neurais mais avançadas nos vertebrados, inclusive em humanos”, explica.

Até pouco tempo atrás, acreditava-se os peixes cartilaginosos, como os tubarões, tinham cérebros consideravelmente simples. “Esta coleção de artigos mostrou que estes peixes possuem uma bateria de sistemas sensoriais extremamente desenvolvidos, cérebros relativamente grandes e complexas características neuromorfológicas”, escreve a pesquisadora.

As técnicas usadas atualmente para afastar o perigo dos tubarões é eficaz, mas não funciona em todas as situações

As técnicas usadas atualmente para afastar o perigo dos tubarões são eficazes, mas não funciona em todas as situações (Mustafa Ozer/AFP)

Fonte: Veja Ciência


24 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Vespas farejam pulgões imunes e mudam estratégia de ataque

Bactéria ajuda pulgão a impedir crescimento de larvas parasitas de vespa.
Para bloquear a defesa, ela deposita mais ovos no hospedeiro.

A vespa parasita Asphidius ervi pode farejar pulgões de ervilha resistentes a seus ataques e modificar a estratégia para infectá-lo, segundo estudo publicado nesta sexta-feira (24) no jornal científico “BMC Biology”

Pulgões não imunes são contaminados com apenas um ovo de vespa. Dele, nasce uma larva que se alimenta do próprio inseto. Já os resistentes têm a bactéria simbióticaHamiltonella defensa que não permite que a larva se desenvolva.

Para romper a proteção dos pulgões imunes, as vespas depositam dois ovos no hospedeiro. As secreções liberadas na germinação dos dois ovos derrotam a defesa bacteriana. No entanto, apenas um dos ovos vai germinar e, consequentemente, uma larva vai sobreviver.

“Nós descobrimos que a A. ervi deposita dois ovos nos hospedeiros infectados [por Hamiltonella defensa] e apenas um ovo nos pulgões desprotegidos. Nós não sabemos ao certo como as vespas fazem a discriminação”, disse o pesquisador Kerry Oliver, que coordenou a pesquisa. Segundo ele, os pulgões que têm a bactéria liberam um tipo de substância que pode ser reconhecido pelas vespas.

Vespa parasita ataca o pulgão de ervilha e deposita ovos dentro dele. (Foto: Divulgação / Alex Wild)

Vespa parasita ataca pulgão de ervilha e deposita ovos dentro dele. (Foto: Divulgação / Alex Wild)

Fonte: Globo Natureza, São Paulo


22 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Após ataques, conselho cria normas para observação de onças em MT

Uma resolução aprovada pelo Conselho Estadual de Meio Ambiente (Consema) deve tornar mais rígido o turismo de observação de onças em Mato Grosso. É que agora os observadores devem se atentar para uma série de recomendações na hora de observar o animal. A medida foi criada para garantir a segurança, já que muitos turistas costumam se arriscar na hora de fotografar o mamífero.

Nos últimos anos, casos de ataques de onça aumentaram no estado. Uma das vítimas, um adolescente de 16 anos, foi ferido após ser atacado por uma onça enquanto pescava com o pai no Rio Paraguai, em julho do ano passado. Eles estavam próximos ao barranco quando a onça pulou no barco para atacar o jovem.

“Ficou mais fácil da fiscalização estar atuando, mas sempre lembrando que esta resolução tem também o caráter educativo”, avaliou o analista Pedro Julião de Castro Borges, da Secretaria de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema).

Pelas normas aprovadas, durante a observação só poderão ser usados máquinas, filmadoras, binóculo e luneta. Está proibido o uso de qualquer objeto ou instrumento sonoro, visual ou que exale cheiro para não alterar o comportamento do animal.

As embarcações deverão manter uma distância segura e no máximo 20 minutos de permanência no local. “Se não houver este tipo de regulamentação, os turistas podem ser colocados em situação de risco”, pontou o biólogo Rogério Rossi.

Fonte: Globo Natureza / G1 MT


17 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Coala australiano tem de ser incluído em lista de ameaçados, diz cientista

Espécies estariam desaparecendo do país devido à expansão urbana.
Comunidade científica cobra do governo lista de ameaçados de extinção.

Cientistas australianos cobram do governo a criação de uma lista de espécies ameaçadas de extinção, no intuito de proteger animais como o urso coala, símbolo do país, que corre risco de desaparecer da natureza.

Estudiosos afirmam que o avanço das zonas urbanas sobre as regiões de proteção ambiental tem afetado a população de coalas, estimada entre 50 mil e 100 mil exemplares. A comunidade científica pede inclusive que o Senado fique atento a este assunto para evitar a extinção da espécie, que sofre com uma nova ameaça: a bactéria Chlamydia.

“Não sabemos a quantidade exata de animais existentes, porque não temos subsídios para complementar o assunto. Mas é certo que a população está caindo”, afirmou Alistair Melzer, pesquisador da Universidade de Queensland.

De acordo com o Melzer, os locais mais propensos para a reprodução do mamífero são também os melhores lugares para os seres humanos, ou seja, regiões com solo fértil. Entretanto, ele afirma que esta proximidade pode significar ataques por cães domésticos ou atropelamentos por automóveis aos coalas.

Além disso, os animais que vivem nas árvores sofrem com ondas de calor e seca, eventos que ocorrem com mais frequência no país devido às mudanças climáticas.

Cobrança
Os pesquisadores pedem que os estados reconheçam o risco de extinção, em vez de apenas classificar os animais como ‘vulneráveis’ ou ‘em situação de risco’. “O governo não classifica o coala como animal em extinção porque carece de números precisos. Mas nós não temos subsídios públicos suficientes para uma investigação a longo prazo.

A questão do coala será examinada por uma comissão especial do Senado, que deverá emitir ainda este ano uma recomendação para classificar o animal ‘em perigo’.

Animal típico da Austrália, cientistas cobram do governo a classificação do coala como animal em extinção (Foto: Torsten Blackwood / AFP Photo)

Animal típico da Austrália, cientistas cobram do governo a classificação do coala como animal em extinção (Foto: Torsten Blackwood / AFP Photo)

 

Fonte: Do Globo Natureza, com agências internacionais






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6 de novembro de 2012 | nenhum comentário »

Cérebro de tubarões processa estímulos visuais de forma similar ao humano

Pesquisa sugere o uso de sinalizações visuais para prevenir ataques

Nos últimos dez meses, cinco mortes ocorreram na Austrália por ataques de tubarões brancos, que costumam aparecer em áreas bastante próximas da costa do país. Os resultados de uma pesquisa desenvolvida pela Universidade da Austrália Ocidental sugerem uma nova abordagem para proteger os banhistas. O estudo de Kara Yopak, da escola de Biologia Animal da universidade, descobriu que o cérebro dos tubarões tem certas semelhanças com os de humano e que a visão é de grande importância, indicando que uma simples sinalização pode ajudar a afugentar o animal.

“Nos grandes tubarões brancos, a área do cérebro que recebe sinais visuais é bastante grande, o que sugere que a visão nesses animais tem muita importância”, disse Kara ao site da universidade. “A descoberta poderia direcionar o esforço dos pesquisadores no desenvolvimento de técnicas especificamente direcionadas aos olhos dos tubarões.”

Muitos dos meios repelentes utilizados atualmente são ondas eletromagnéticas que se dirigem a sensores que existem no focinho do tubarão. É uma técnica eficaz, mas que não funciona em todas as situações. De acordo com Kara, a nova técnica para repelir os tubarões poderia ser tão simples quanto colocar determinadas marcas visuais nas pranchas de surfe ou na roupa dos surfistas. “Um tubarão pode reconhecer a marca de uma serpente-marinha venenosa e ir embora. E nós podemos usar essa informação para elaborar uma reação”, afirma.

O artigo figura numa edição especial (chamada de O Sistema Nervoso em Peixes cartilaginosos) do periódico científico Brain, Behavior and Evolution. Outros artigos apontam mais semelhanças entre o cérebro humano e o de tubarões. “Um trabalho mostra que o cerebelo, que apareceu pela primeira vez nos tubarões, é um importante avanço evolutivo que pavimentou o caminho de funções neurais mais avançadas nos vertebrados, inclusive em humanos”, explica.

Até pouco tempo atrás, acreditava-se os peixes cartilaginosos, como os tubarões, tinham cérebros consideravelmente simples. “Esta coleção de artigos mostrou que estes peixes possuem uma bateria de sistemas sensoriais extremamente desenvolvidos, cérebros relativamente grandes e complexas características neuromorfológicas”, escreve a pesquisadora.

As técnicas usadas atualmente para afastar o perigo dos tubarões é eficaz, mas não funciona em todas as situações

As técnicas usadas atualmente para afastar o perigo dos tubarões são eficazes, mas não funciona em todas as situações (Mustafa Ozer/AFP)

Fonte: Veja Ciência


24 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Vespas farejam pulgões imunes e mudam estratégia de ataque

Bactéria ajuda pulgão a impedir crescimento de larvas parasitas de vespa.
Para bloquear a defesa, ela deposita mais ovos no hospedeiro.

A vespa parasita Asphidius ervi pode farejar pulgões de ervilha resistentes a seus ataques e modificar a estratégia para infectá-lo, segundo estudo publicado nesta sexta-feira (24) no jornal científico “BMC Biology”

Pulgões não imunes são contaminados com apenas um ovo de vespa. Dele, nasce uma larva que se alimenta do próprio inseto. Já os resistentes têm a bactéria simbióticaHamiltonella defensa que não permite que a larva se desenvolva.

Para romper a proteção dos pulgões imunes, as vespas depositam dois ovos no hospedeiro. As secreções liberadas na germinação dos dois ovos derrotam a defesa bacteriana. No entanto, apenas um dos ovos vai germinar e, consequentemente, uma larva vai sobreviver.

“Nós descobrimos que a A. ervi deposita dois ovos nos hospedeiros infectados [por Hamiltonella defensa] e apenas um ovo nos pulgões desprotegidos. Nós não sabemos ao certo como as vespas fazem a discriminação”, disse o pesquisador Kerry Oliver, que coordenou a pesquisa. Segundo ele, os pulgões que têm a bactéria liberam um tipo de substância que pode ser reconhecido pelas vespas.

Vespa parasita ataca o pulgão de ervilha e deposita ovos dentro dele. (Foto: Divulgação / Alex Wild)

Vespa parasita ataca pulgão de ervilha e deposita ovos dentro dele. (Foto: Divulgação / Alex Wild)

Fonte: Globo Natureza, São Paulo


22 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Após ataques, conselho cria normas para observação de onças em MT

Uma resolução aprovada pelo Conselho Estadual de Meio Ambiente (Consema) deve tornar mais rígido o turismo de observação de onças em Mato Grosso. É que agora os observadores devem se atentar para uma série de recomendações na hora de observar o animal. A medida foi criada para garantir a segurança, já que muitos turistas costumam se arriscar na hora de fotografar o mamífero.

Nos últimos anos, casos de ataques de onça aumentaram no estado. Uma das vítimas, um adolescente de 16 anos, foi ferido após ser atacado por uma onça enquanto pescava com o pai no Rio Paraguai, em julho do ano passado. Eles estavam próximos ao barranco quando a onça pulou no barco para atacar o jovem.

“Ficou mais fácil da fiscalização estar atuando, mas sempre lembrando que esta resolução tem também o caráter educativo”, avaliou o analista Pedro Julião de Castro Borges, da Secretaria de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema).

Pelas normas aprovadas, durante a observação só poderão ser usados máquinas, filmadoras, binóculo e luneta. Está proibido o uso de qualquer objeto ou instrumento sonoro, visual ou que exale cheiro para não alterar o comportamento do animal.

As embarcações deverão manter uma distância segura e no máximo 20 minutos de permanência no local. “Se não houver este tipo de regulamentação, os turistas podem ser colocados em situação de risco”, pontou o biólogo Rogério Rossi.

Fonte: Globo Natureza / G1 MT


17 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Coala australiano tem de ser incluído em lista de ameaçados, diz cientista

Espécies estariam desaparecendo do país devido à expansão urbana.
Comunidade científica cobra do governo lista de ameaçados de extinção.

Cientistas australianos cobram do governo a criação de uma lista de espécies ameaçadas de extinção, no intuito de proteger animais como o urso coala, símbolo do país, que corre risco de desaparecer da natureza.

Estudiosos afirmam que o avanço das zonas urbanas sobre as regiões de proteção ambiental tem afetado a população de coalas, estimada entre 50 mil e 100 mil exemplares. A comunidade científica pede inclusive que o Senado fique atento a este assunto para evitar a extinção da espécie, que sofre com uma nova ameaça: a bactéria Chlamydia.

“Não sabemos a quantidade exata de animais existentes, porque não temos subsídios para complementar o assunto. Mas é certo que a população está caindo”, afirmou Alistair Melzer, pesquisador da Universidade de Queensland.

De acordo com o Melzer, os locais mais propensos para a reprodução do mamífero são também os melhores lugares para os seres humanos, ou seja, regiões com solo fértil. Entretanto, ele afirma que esta proximidade pode significar ataques por cães domésticos ou atropelamentos por automóveis aos coalas.

Além disso, os animais que vivem nas árvores sofrem com ondas de calor e seca, eventos que ocorrem com mais frequência no país devido às mudanças climáticas.

Cobrança
Os pesquisadores pedem que os estados reconheçam o risco de extinção, em vez de apenas classificar os animais como ‘vulneráveis’ ou ‘em situação de risco’. “O governo não classifica o coala como animal em extinção porque carece de números precisos. Mas nós não temos subsídios públicos suficientes para uma investigação a longo prazo.

A questão do coala será examinada por uma comissão especial do Senado, que deverá emitir ainda este ano uma recomendação para classificar o animal ‘em perigo’.

Animal típico da Austrália, cientistas cobram do governo a classificação do coala como animal em extinção (Foto: Torsten Blackwood / AFP Photo)

Animal típico da Austrália, cientistas cobram do governo a classificação do coala como animal em extinção (Foto: Torsten Blackwood / AFP Photo)

 

Fonte: Do Globo Natureza, com agências internacionais