28 de dezembro de 2012 | nenhum comentário »

Animais resgatados pelo IPEVS

Gambá (Didelphis Albiventris)

O gambá de orelha branca, Didelphis Albiventris, é um mamífero marsupial de coloração grisalha, porte médio e apresenta hábitos crepusculares e noturnos.  O habitat natural do gambá é a floresta, porém se adaptou a região urbana devido a disponibilidade de restos de alimentos, insetos e abrigos.

De hábito solitário com exceção da época reprodutivo que ocorre pelo menos uma vez por ano. A gestação varia de 12 a 14 dias e o número de filhotes gerados, de 4 a 14. Após aproximadamente 60 dias os filhotes iniciam o desmame, que se completa entre 70 a 100 dias.

A espécie não se encontra em risco de extinção.

A equipe do IPEVS realiza resgates frequentes desta espécie na cidade de Cornélio Procópio, a equipe é acionada por morados que encontram os animais nas residências. Em alguns casos os animais sofrem atropelamento e necessitam de cuidados até que possam voltar ao seu habitat.

No segundo semestre de 2012 o IPEVS atendeu vários pedidos de resgate, muitos destes eram filhotes, que permaneceram sob os cuidados da equipe até que fosse possível realizar a soltura.

Resgate realizado pela equipe do IPEVS em residência da Vila América de Cornélio Procópio. Foto: IPEVS

Soltura do gambá de orelha branca capturado em residência de Cornélio, o resgate teve a colaboração do estagiário do IPEVS Eduardo Alves. Foto: IPEVS

Filhote de gambá de orelha branca resgatado em residência de Cornélio Procópio, mesmo com todos os cuidados da equipe do IPEVS o animal infelizmente veio a óbito. Foto: IPEVS

Resgate realizado pelo Corpo de Bombeiros, animais encaminhados para o IPEVS, gambá de orelha branca mãe e 9 filhotes. Foto: IPEVS

Constatado o óbito da mãe, os 9 filhotes de gambá ficaram sobre os cuidados das colaboradoras do IPEVS, Mayara Almeida, Bióloga e Renata Garcia estudante de Medicina Veterinária. Foto: IPEVS

Dos nove filhotes, 3 não resistiram e o restante ficou sobre os cuidados do IPEVS.  A soltura foi realizada em uma reserva da região meses após o resgate. Período necessário para reabilitação destes animais.

Recebimento de 2 gambás de orelha branca jovens. Foto: IPEVS

Após exames, os jovens gambás foram encaminhados para soltura. Foto: IPEVS

Resgate de filhotes de gambá de orelha branca, recolhidos pelo IPEVS devido ao óbito da mãe provavelmente atropelada. Foto: IPEVS

 

Tamanduá Mirim (Tamandua tetradactyla)

O tamanduá mirim também conhecido como tamanduá de colete devido a duas listras pretas que lembram um colete. O restante do corpo possui coloração amarelada. Esta espécie ocorre em todos os biomas do Brasil. Com atividade predominantemente noturna.  A alimentação do tamanduá de colete é constituída geralmente de cupins e formigas e utilizam as garras para romper os cupinzeiros e com a língua captura os insetos.

O fogo, os atropelamentos rodoviários e a caça são fatores que podem reduzir a população desta espécie.

Em setembro de 2012 o IPEVS se deslocou até o município de Sertaneja após receber a ligação da polícia militar para realizar o resgate de um tamanduá mirim que se encontrava em uma residência da cidade.  A equipe do IPEVS esteve no local e capturou o animal o qual permaneceu em observação por alguns dias, depois de constatado que o animal estava em perfeitas condições foi encaminhado para soltura.

No mês de outubro de 2012 o Corpo de Bombeiros de Cornélio realizou o resgate de outro tamanduá mirim e acionou a equipe do IPEVS para avaliação do animal. Verificado pelo médico veterinário do IPEVS, Rafael Haddad, que o tamanduá estava saudável sua soltura foi realizada.

Ambos foram encaminhados para reservas em nossa região.

Resgate tamanduá de colete na cidade de Sertaneja-PR. Foto: IPEVS

Resgate realizado pelo Corpo de Bombeiros que acionou a equipe do IPEVS para avaliar o estado do tamanduá de colete. Foto: IPEVS

Rafael Haddad médico veterinário do IPEVS, realizou a soltura do tamanduá. Foto: IPEVS

 

Urubu de cabeça-preta (Coragyps atratus)

No final do mês de outubro de 2012 o IPEVS resgatou em uma residência de Cornélio Procópio um urubu de cabeça-preta. O animal não estava ferido e após exames clínicos foi translocado para uma área de campo aberto

O urubu de cabeça-preta (Coragyps atratus) é uma espécie encontrada desde a região central dos Estados Unidos até praticamente toda a América do Sul. É uma das aves mais comuns em qualquer região do Brasil, exceto em extensas áreas florestadas. Facilmente visto onde há cidades, fazendas e áreas abertas.

Alimentam-se de carcaças de animais mortos e outros materiais orgânicos em decomposição, bem como de animais vivos impedidos de fugir, como filhotes de aves.

O urubu desempenha importante papel como saneador do ambiente.

Urubu de cabeça-preta, resgate realizado pelo IPEVS na cidade de Cornélio Procópio. Foto: IPEVS

Após exames clínicos o urubu foi translocado para uma área de campo aberto. Foto: IPEVS

 

Fonte: Ascom IPEVS


11 de setembro de 2012 | nenhum comentário »

9 de Setembro dia do Médico Veterinário

Ser Veterinário não é só cuidar de animais.
É, sobretudo, amá-los, não ficando
somente nos padrões de uma ciência médica.
Ser veterinário é acreditar na imortalidade
da natureza, é querer preservá-la sempre mais bela

Ser Veterinário é ouvir miados, mugidos,
balidos, relinchos, piados, sibilos e latidos mas,
principalmente, entendê-los e amenizá-los.
É gostar de terra molhada, de mato fechado,
de luas e chuvas.
Ser Veterinário é não se importar se os
animais pensam, mas sim, se sofrem.
É dedicar parte do seu ser à arte de
salvar vidas.
Ser Veterinário é aproximar-se de instintos.
É perder medos.
É ganhar amigos de pêlos, escamas e penas,
que jamais irão decepcioná-lo.
Ser Veterinário é ter ódio de gaiola,
jaula e corrente.
É perder um tempo enorme apreciando
rebanhos e vôos de gaivotas.
É permanecer descobrindo, através dos
animais a si mesmo.
Ser Veterinário é conviver lado a lado com
ensinamentos profundos, sobre amor e vida.

O IPEVS parabeniza todos os Médicos Veterinários pela dedicação a Vida dos Animais.

Fonte: Ascom IPEVS


5 de setembro de 2012 | nenhum comentário »

IPEVS realiza soltura de animais

No mês de julho o IPEVS realizou a soltura de alguns animais resgatados pela instituição. Após receberem os cuidados e constatado que os animais estavam aptos para voltarem a seu habitat natural o IPEVS em parceria com o IAP – Instituto Ambiental do Paraná realizou a soltura de um de gato mourisco, um cágado, um ratão do banhado, cobra d’água e um gato do mato.  Os animais foram soltos em uma reserva indicada pelo IAP.

Gato Mourisco – (Puma yagouaroundi)

Gato mourisco que recebeu os cuidados da equipe do IPEVS. Foto: IPEVS

Felino de atividade predominantemente diurna, com dieta carnívora, de ocorrência em todo o Brasil exceto o sul do Rio Grande do Sul. O gato mourisco possui uma coloração escura, geralmente marrom-acinzentada, avermelhada ou quase preta. As orelhas são arredondadas e a perna é curta. Como a maioria dos felinos, o gato mourisco é solitário, exceto em épocas reprodução. O período de gestação é de aproximadamente 2 meses e após o nascimento a mãe ensina aos filhotes as noções de sobrevivência e alimentação na floresta.

Esta espécie é a única entre os felinos brasileiros que não se encontra na Lista da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção. Sendo a principal ameaça para sobrevivência da espécie a destruição e fragmentação dos habitats.

Em 2011 o IPEVS resgatou 2 filhotes de gato mourisco em Cornélio Procópio (click e veja a noticia http://ipevs.org.br/blog/?p=8738). Infelizmente um dos filhotes veio a óbito. O outro filhote continuou recebendo os cuidados da equipe do IPEVS, principalmente dos graduandos de Ciências Biológicas e estagiários do IPEVS Naiara Palumbo e Eduardo Alves. Este filhote tratava-se de uma fêmea que cresceu saudável e após o trabalho de reabilitação a gata estava apta a voltar a seu habitat natural.

Após trabalho de reabilitação o animal estava apto para voltar ao seu habitat natural. Foto: IPEVS

 

Cágado de barbicha – (Phrynops geoffroanus)

Cágado de barbicha. Foto: IPEVS

O cágado de barbicha é uma espécie de quelônios de ampla distribuição na América do Sul, ocupando diversos habitats inclusive rios degradados pela ação de poluentes gerados pelo homem. O cágado de barbicha alimenta-se de frutos, moluscos e pequenos peixes.

O IPEVS recebe com frequência cágados que são levados até o instituto principalmente capturados por pescadores, sendo os cágados atraídos pela isca fixada no anzol.  Os exemplares recebem tratamento necessário e posteriormente são encaminhados para soltura.

O cágado de barbicha é uma espécie de quelônios que ocorre em nossa região. Foto: IPEVS

 

Ratão do Banhado – (Myocastor coypus)

Grande espécie de roedor, o ratão do banhado vive próximo a cursos d'água. Foto: IPEVS

O Ratão do banhado é uma grande espécie de roedor encontrado na América do Sul, no Brasil ocorre originalmente no Rio Grande do Sul, atualmente é encontrada também até o estado de São Paulo.  Vivem próximos a cursos d’água e deslocam-se principalmente na água. Animal de atividade noturna, alimenta-se principalmente de capim, raízes e plantas aquáticas, realizando o controle populacional de várias espécies vegetais.

O IPEVS resgatou um individuo da espécie no final do mês de julho, em Cornélio Procópio, o animal foi atendido pelo médico veterinário do IPEVS, atestando que o animal estava em perfeitas condições, possibilitando a soltura do exemplar.

Espécie captura na cidade de Cornélio Procópio - PR e encaminhada para soltura. Foto: IPEVS

 

Cobra d’água (Helicops infrataeniatus)

Helicops é um gênero de serpentes que apresenta olhos e narinas posicionados próximo a região anterior da cabeça, como adaptação ao hábito exclusivamente aquático, são popularmente conhecidas como cobra d’água. Alimentam-se de peixes e anfíbios.  Este grupo de serpentes não apresenta veneno ou perigo ao homem.

Livea Samara de Almeida, bióloga e diretora administrativa do IPEVS que atualmente é estudante do curso de medicina veterinária da UENP – Campus Bandeirantes, recebeu a serpente no campus da universidade. A cobra d’água estava com um anzol preso na região da boca. O anzol foi removido e a serpente encaminhada para o IPEVS permanecendo em cativeiro para cuidados da região oral atingida pelo anzol e após a cicatrização do ferimento foi encaminhada para soltura.

Após cuidados a cobra d'água foi encaminhada para soltura. Foto: IPEVS

 

Gato – do – mato (Leopardus tigrinus)

Gato-do-mato resgatado em Cornélio Procópio - PR. Foto: IPEVS

O gato-do-mato ocorre em todo o Brasil, podendo habitar regiões próximas a áreas agrícolas. Felino de hábito solitário e atividade predominantemente noturna. Alimenta-se de pequenos vertebrados, como mamíferos, aves e lagartos.

Devido à destruição de seu habitat, á caça predatória para comercialização de peles e o grande número de atropelamentos esta espécie é considerada como vulnerável no estado do Paraná.

O IPEVS realizou o resgate de um gato-do- mato em Cornélio Procópio também no mês de julho de 2012. Depois de avaliado o felino foi translocado para uma área de mata afastada.

Depois de avaliado o felino foi translocado para uma área de mata afastada. Foto: IPEVS

 

Fonte: Ascom IPEVS


30 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Resgates, atendimentos e solturas realizados pelo IPEVS no 1º semestre de 2012.

O IPEVS – Instituto de Pesquisa em Vida Selvagem e Meio Ambiente realiza em nossa cidade e região resgates, atendimentos e solturas de animais silvestres. Estes são realizados em parceria com o IAP – Instituto Ambiental do Paraná e Corpo de Bombeiros que acionam a equipe do IPEVS e também com a colaboração de cidadãos que quando se deparam com esses animais entram em contato com o IPEVS.

Os animais são resgatados e posteriormente realizados exames clínicos pelo médico veterinário do IPEVS, e quando constatado que estes se encontram em perfeita sanidade são encaminhados para soltura. E alguns animais são mantidos em cativeiro devido à impossibilidade de serem devolvidos ao seu habitat natural.

Confira o trabalho de resgates, atendimentos e soltura realizado pela equipe do IPEVS no primeiro semestre de 2012.

 

Gambá no telhado de uma residência em Cornélio Procópio. Foto: IPEVS

 

Gambá (Didelphis Albiventris)

No mês de maio, em um mesmo dia, o IPEVS realizou 2 resgates de gambá em Cornélio Procópio, um na Vila Santa Terezinha e outro no Jardim Fortunato Cibin.

Os gambás são mamíferos marsupiais, ou seja, apresentam uma bolsa abdominal a qual os filhotes permanecem por um período de desenvolvimento, semelhante ao canguru. Sua presença na região urbana está relacionada principalmente à disponibilidade de restos de alimentos, insetos e abrigos (forros de casa, porões). Os 2 gambás foram capturados e passaram por exames clínicos pelo médico veterinário do IPEVS, após constatar que os animais encontravam-se saudáveis estes foram encaminhados para soltura.

 

Gambá captura e encaminhado para soltura, resgate realizado pela equipe do IPEVS. Foto: IPEVS

 

Falsa-coral, espécie de serpente que ocorre em nossa região. Foto: IPEVS

 

Falsa- Coral (Oxyrhopus guibei)

A falsa coral é uma serpente muito comum em nossa região, com coloração avermelhada com faixas pretas alternadas. O nome falsa- coral é devido sua semelhança com as corais verdadeiras. Sendo diferenciadas pelo tamanho dos olhos, formato da cauda e da cabeça e principal pela posição dos dentes inoculadores de veneno. A falsa – coral apresenta dentição opistóglifa, ou seja, os dentes inoculadores de veneno ficam localizados no fundo da boca.

A captura desta espécie é realizada constantemente pela equipe do IPEVS, graças à pessoas conscientes que ao encontrarem as serpentes próximas de suas residências ou em seus locais de trabalho, entram em contato com o IPEVS ou Corpo de Bombeiros.

 

A serpente foi encontrada por Aldecir Costa, em uma manopla da Sanepar. Aldecir que conhece o trabalho realizado pelo IPEVS, entrou em contato com a equipe para realizar a captura. Foto: IPEVS

 

A serpente captura está sendo mantida em cativeiro no CEAMA - Centro de Educação Ambiental Mundo Animal, projeto coordenado pelo IPEVS. Foto: IPEVS

 

Tentativa de resgate onça parda em junho de 2012. Foto: IPEVS

 

Onça Parda (Puma concolor)

No dia 18 de junho de 2012, o IAP entrou em contato com o IPEVS para realização de resgate de uma onça parda ou suçuarana em uma propriedade de Cornélio Procópio. A equipe do IPEVS junto com a equipe do IAP esteve no local para realizar a captura.

Para o resgate de animais como onça são necessários alguns equipamentos como zarabatana ou rifle para aplicação de dardos tranquilizantes com a função de sedar o animal. Na ocasião os dardos foram adaptados para a utilização do equipamento, um dos motivos que dificultou o processo de captura, não sendo possível a realização do resgate.

Já no mês de julho, o IPEVS recebeu outro chamado do IAP para resgate  de outra onça parda em nossa região, após captura e atestado a sanidade do animal este foi encaminhado para soltura.  Click  http://ipevs.org.br/blog/?p=10358 para acessar informações e imagens sobre este resgate.

A onça estava em uma propriedade de Cornélio Procópio. Foto: IPEVS

 

Tucano do bico verde, exemplar atendido pela equipe do IPEVS. Foto: IPEVS

 

Tucano do Bico Verde

( Ramphastos dicolorus)

O Tucano do bico verde ocorre em áreas florestadas, desde o litoral até zonas montanhosas. Possui hábito alimentar onívoro, alimentando-se de insetos, pequenos vertebrados e principalmente frutos, atuando como dispersor de sementes.

O IPEVS recebeu um exemplar de Tucano do bico verde, este encontrava-se muito debilitado, mesmo com todo o cuidado e tratamento realizado pela equipe do IPEVS o tucano infelizmente não resistiu e veio a óbito.

 

Mesmo com todo cuidado da equipe o tucano do bico verde não resistiu. Foto: IPEVS

 

Ao encontrar animais silvestres próximo a sua residência entre em contato com os órgãos responsáveis para esse trabalho. Em Cornélio Procópio você pode acionar o IPEVS, IAP ou Corpo de Bombeiros.

 

Fonte: Ascom do IPEVS

 


10 de maio de 2012 | nenhum comentário »

Raio-x revela anzol dentro de jacaré no litoral de São Paulo

Biólogos estudam fazer endoscopia para tentar retirar o material.
Animal recebe tratamento em aquário de Peruíbe.

Jacaré recebe tratamento em aquário de Peruíbe (Foto: Divulgação/Aquário de Peruíbe)

Jacaré recebe tratamento em aquário de Peruíbe (Foto: Divulgação/Aquário de Peruíbe)

Um anzol foi encontrado dentro de um jacaré capturado na cidade de Itanhaém, no litoral sul de São Paulo. O animal, que está recebendo tratamento no aquário de Peruíbe desde o fim de abril, foi submetido a um exame de raio-x para avaliar o estado de saúde e confirmar as suspeitas de que havia um objeto dentro dele. As imagens foram divulgadas pelo aquário nesta quarta (9).

De acordo com Thiago Nascimento, biólogo do aquário de Peruíbe, o animal foi capturado pela Polícia Ambiental no dia 20. Ele estava em um rio no bairro Gaivota com ferimentos.

Logo após ser levado ao aquário, o jacaré teve um anzol retirado da boca. “Depois percebemos que tinha outro material dentro, mas conseguimos apenas observar a linha”, diz. No dia seguinte, o jacaré foi levado a uma clínica veterinária particular, onde foi feito um exame de raio-x e a suspeita foi confirmada. Um outro anzol, de aproximadamente cinco centímetros, estava alojado próximo ao estômago do animal.

Uma cirurgia para a retirada do objeto é considerada de grande risco. Por isso, os biológos devem realizar uma endoscopia, como a feita em seres humanos. Como Peruíbe não possui um hospital veterinário para realizar o procedimento, os biólogos estudam a possibilidade de levá-lo a Santos ou a São Paulo.

 

 

 

Jacaré é encontrado com anzol dentro do corpo (Foto: Divulgação/Aquário de Peruíbe)

Jacaré é encontrado com anzol dentro do corpo (Foto: Divulgação/Aquário de Peruíbe)

Fonte: G1


10 de maio de 2012 | nenhum comentário »

Osteopata de elefantes ajuda bebês órfãos a superar traumas

A pequena Wendi entrou em estado de choque quando viu sua mãe morrer e não conseguia respirar normalmente. Somente com a ajuda de um osteopata pioneiro o animal superou o trauma e cresceu normalmente.

A história de Wendi, um bebê elefante no Quênia, é uma das que Tony Nevin, que há duas décadas viaja pelo mundo tratando todos os tipos de lesões em animais selvagens, melhor se recorda.

Tudo começou quando Nevin, que até então tinha apenas pacientes humanos, ofereceu seus serviços em um centro de resgate de animais perto de sua casa na Inglaterra para ajudar um quati doente que não respondia a nenhum tratamento.

Desde então, Nevin tratou de elefantes a pássaros, morcegos, rinocerontes e cobras. E a chave muitas vezes são as emoções, disse ele à BBC Mundo.

Nevin é um osteopata, ou seja, alguém que trata doenças e dores manipulando coluna, músculos e articulações dos pacientes.

PRESSÃO COM AS MÃOS

“No caso dos bebês elefantes que ficaram órfãos, (eles) muitas vezes viram a mãe morrer nas mãos de caçadores e predadores. Esse choque tende a se manifestar de forma que o diafragma, a cabeça e o maxilar se contraem”, disse Nevin.

A tensão no diafragma faz com que o animal não respire normalmente e isso acaba afetando todo o seu sistema digestivo, impedindo-o de se alimentar corretamente ou responder ao tratamento convencional com remédios. Alguns animais não sobrevivem, outros vivem com problemas por toda a vida.

“É uma reação de reflexo, parecida com o sofrimento humano em casos de choque. No tratamento, uso as mãos e as mesmas técnicas que aprendemos em cursos básicos para tratar as pessoas.”

É como afinar um instrumento musical, no caso o sistema nervoso central, ou seja, cérebro e espinha dorsal, disse o osteopata à BBC.

Colocando delicadamente as mãos sobre o paciente, ele trabalha com a respiração para alterar o estado do diafragma, “liberando a pressão cuidadosamente como se afrouxasse um elástico”.

Com diferentes tipos de pressão, Nevin envia mensagens para o sistema nervoso central do animal.

“A medida que o elefante inspira e expira, eu altero a pressão com as mãos, o que envia mensagens para a coluna para aumentar a comunicação com o diafragma. Eu também posso usar os pontos de pressão na mandíbula para ajudar a relaxar os músculos nesta área corpo.”

Nevin diz que “é algo semelhante ao que acontece com uma pessoa, quando está muito tensa e range os dentes”.

Exercendo pressões de intensidades diferentes com as mãos para acompanhar a respiração do animal, Nevin restaura a comunicação entre os músculos e o sistema nervoso central “que sabe como operar normalmente, o problema é o estado de choque”.

A pneumonia é outra condição que pode afetar os órfãos de elefante, que não têm a proteção do corpo da mãe. “Elefantes não podem tossir, mas algum movimento pode ser feito para o fluido suba a partir dos pulmões para ser expelido.”

MUDANÇA DRAMÁTICA

Alguns elefantes respondem a um único tratamento, enquanto outros exigem várias sessões. Nos jardins zoológicos na Inglaterra, Nevin também usa câmeras infravermelhas que mostram problemas no fluxo sanguíneo do animal em uma tela.

O resultado pode ser dramático. “Você vê uma grande mudança no comportamento e na personalidade (do elefante). Lembro-me de um caso na Tailândia, o da elefante adulta Dah, que ficou aterrorizada por todos os ruídos da cidade e pelo bosque. Ela só andava unida pela tromba aos companheiros.”

Dah trabalhou arrastando troncos, mas quando o governo tailandês proibiu a exportação de algumas madeiras, os elefantes ficaram “desempregados” e foram levados para Bangcoc para trabalhar com turistas.

“Após duas semanas, pudemos tratá-la e liberar a tensão em seu corpo. A mudança foi dramática, ela só queria brincar. Os tratadores e eu ficamos com lágrimas nos olhos.”

As técnicas utilizadas são semelhantes no caso de outras espécies. “É como se fosse um computador. Você precisa reiniciar o sistema nervoso e existem muitas técnicas diferentes para fazer isso.”

Quando trata de cobras, Nevin recebe ajuda de suas pessoas, para que o animal “não se enrole em meu corpo”. “Cobras também têm tensão nos músculos”, afirma.

O interesse pelo uso da osteopatia em animais está crescendo e duas universidades, no País de Gales e em Londres, já oferecem cursos de pós-graduação. O osteopata diz que espera um dia poder trabalhar com grandes felinos e outras espécies na América Latina.

O REENCONTRO

Para Nevin, uma das maiores satisfações de seu trabalho é “ter o privilégio de trabalhar com animais selvagens que, quando eles são saudáveis, rejeitam qualquer contato, mas quando estão mal permitem que eu me aproxime”.

Outra grande alegria para o osteopata britânico é que os animais tratados voltem à natureza, como Wendi.

“Quando tratei dela, ela tinha três semanas de vida e estava com pneumonia. Sete anos depois, eu estava em um lago no Parque Nacional de Tsavo, no Quênia, com vários bebês órfãos quando um grupo de elefantes adultos se aproximou. Um deles foi direto para mim e começou a me cheirar da cabeça aos pés, para a surpresa dos guardas do parque, que me perguntaram se eu conhecia o animal.”

“‘Ela tem sete anos?’, Perguntei. ‘Sim’, responderam, ‘e o nome é Wendi’.”

“Foi um dos momentos mais emocionantes da minha vida.”

Fonte: BBC Brasil


24 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Leoas recebem cuidados médicos em zoológico da França

Equipe veterinária realizou exames para garantir saúde dos animais.
Eles serão transferidos para Dublin, na Irlanda, em março.

Veterinários do zoológico de Mulhouse, na França, realizam exames médicos em uma leoa nesta quinta-feira (24). (Foto: AFP Photo / Sebastien Bozon)

Veterinários do zoológico de Mulhouse, na França, realizam exames médicos em uma leoa nesta quinta-feira (24). Outra fêmea também recebeu cuidadaos. (Foto: AFP Photo / Sebastien Bozon)

Os exames foram realizados porque as duas leoas do zoológico francês serão transferidas para Dublin no final de março. (Foto: AFP Photo / Sebastien Bozon)

Os exames foram realizados porque as duas leoas do zoológico francês serão transferidas para Dublin no final de março. (Foto: AFP Photo / Sebastien Bozon)

 

Fonte: AFP


14 de dezembro de 2011 | nenhum comentário »

Urso ‘pega carona’ em caminhão de lixo no Canadá

Após ser apanhado por engano nos arredores de Vancouver, urso negro americano chamou atenção no centro.

Um urso negro americano apareceu no centro da cidade de Vancouver, no Canadá, pegando uma ‘carona’ na boleia de um caminhão de lixo.

As autoridades acreditam que o urso tenha sido apanhado por acaso quando procurava comida em um contêiner de lixo nos arredores da cidade.

Um funcionário da agência ambiental canadense aplicou uma injeção de sedativo no animal, que caiu do caminhão e foi amparado pelos policiais, em meio aos aplausos dos curiosos.

O urso foi identificado e solto no seu hábitat natural, onde deve entrar em seu período de hibernação, que pode durar sete meses.

 

Urso 'pega carona' em caminhão de lixo no Canadá (Foto: BBC)

Urso 'pega carona' em caminhão de lixo no Canadá (Foto: BBC)

Fonte: BBC


8 de dezembro de 2011 | nenhum comentário »

Tucano que teve as asas mutiladas em MT corre risco de não voar mais

Ave passa por processo doloroso para retirada dos restos das penas.
Biólogo disse que pássaro foi resgatado de residência após denúncia.

Um tucano que teve as duas asas mutiladas passa por um processo de recuperação extremamente lento e doloroso para que possa ter chances de retornar ao habitat natural, como explica o biólogo responsável pelos animais apreendidos pelo Batalhão Ambiental de Mato Grosso, cabo José Ronoaldo Ferreira. Vítima de maus-tratos, a ave foi resgatada em uma residência localizada em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá, há quase um ano.

O tucano teve as asas cortadas rente à pele e para que nasçam novas penas é preciso retirar os pedaços que ficaram. “Quando são cortadas somente as pontas das penas, elas nascem de novo e permite que o animal voe novamente, mas nesse caso é preciso arrancar os restos das penas aos poucos para evitar que o animal sofra muito”, afirmou o biólogo, em entrevista ao G1, ao comentar sobre o risco que o pássaro corre de não voar mais caso não passe por esse processo.

O animal foi apreendido por meio de uma  denúncia anônima feita à Polícia Ambiental e o responsável pelo crime foi autuado.

O caso foi encaminhado para a Delegacia Especializada de Meio Ambiente (Dema) e a Justiça é quem vai definir sobre a penalidade aplicada ao autor dos maus tratos contra a ave. Conforme a Lei 9.605 de 1998, dos Crimes Ambientais, maus-tratos contra animais domésticos, nativos ou exóticos caracterizam crime e podem render pena de detenção de três meses a um ano e multa.

Atrofiamento
Apesar de não terem sido mutiladas, quatro araras que também encontram-se sob os cuidados do órgão ambiental também passam por problemas. Elas não tem chance de voltar à natureza porque não sabem se quer voar. Segundo o cabo Ronoaldo, as aves criadas desde pequenas em cativeiro foram deixadas no Batalhão há cerca de 10 meses.

“Embora não tenham as asas cortadas, elas não voam de modo algum porque viviam em espaços muito pequenos”, frisou. Por causa desse atrofiamento, as duas araras-azuis e as duas da espécie canindé terão de viver para sempre no abrigo.

Tucano foi mutilado e corre o risco de ficar sem voar (Foto: Pollyana Araújo / G1)

Tucano foi mutilado e corre o risco de ficar sem voar (Foto: Pollyana Araújo / G1)

Fonte: Pollyana Araújo, G1, MT


28 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Onça-parda é encontrada machucada em rodovia de Mato Grosso

Animal foi encontrado na MT-040 próximo ao município de Rondonópolis.
Bombeiros suspeitam que a onça foi atropelada ao atravessar rodovia.

Uma onça-parda foi encontrada neste domingo na MT-040, próximo a Rondonópolis, cidade que fica a 218 quilômetros de Cuiabá. O animal estava ferido e segundo o Corpo de Bombeiros, a onça provavelmente foi atropelada enquanto tentava cruzar a rodovia.

De acordo com o Sargento Francisco de Assis, do Corpo de Bombeiros da cidade, mesmo machucado, o animal deu um pouco de trabalho para ser capturado. “Nós tentamos fazer a captura do animal que estava na rodovia. Ele realmente estava machucado e apresentava escoriações pelo corpo. A onça estava agressiva e até tentou nos atacar, mas deu tudo certo”, relatou o sargento.

A onça foi examinada por um veterinário do Centro de Zoonoses de Rondonópolis. Segundo o veterinário Marcelo Oliveira, o felino é um macho jovem. “O animal está machucado sim. Ele está com fratura na bacia e talvez tenha alguma lesão na coluna. É um animal feroz e então tivemos que sedar. A onça já foi medicada para evitar hemorragia e vamos aguardar entre 24 e 48 horas para ver se ela restabelece os movimentos vitais”, explicou.

A onça-parda deve ficar no Centro de Zoonoses até se recuperar completamente do atropelamento e apenas depois do tratamento é que os veterinários vão avaliar se o animal terá condições de ser solto na natureza.

Onça parda foi encontrada machuda em uma rodovia de MT (Foto: Reprodução/TVCA)

Onça parda foi encontrada machuda em uma rodovia de MT (Foto: Reprodução/TVCA)

Fonte: G1, MT


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Animais resgatados pelo IPEVS

Gambá (Didelphis Albiventris)

O gambá de orelha branca, Didelphis Albiventris, é um mamífero marsupial de coloração grisalha, porte médio e apresenta hábitos crepusculares e noturnos.  O habitat natural do gambá é a floresta, porém se adaptou a região urbana devido a disponibilidade de restos de alimentos, insetos e abrigos.

De hábito solitário com exceção da época reprodutivo que ocorre pelo menos uma vez por ano. A gestação varia de 12 a 14 dias e o número de filhotes gerados, de 4 a 14. Após aproximadamente 60 dias os filhotes iniciam o desmame, que se completa entre 70 a 100 dias.

A espécie não se encontra em risco de extinção.

A equipe do IPEVS realiza resgates frequentes desta espécie na cidade de Cornélio Procópio, a equipe é acionada por morados que encontram os animais nas residências. Em alguns casos os animais sofrem atropelamento e necessitam de cuidados até que possam voltar ao seu habitat.

No segundo semestre de 2012 o IPEVS atendeu vários pedidos de resgate, muitos destes eram filhotes, que permaneceram sob os cuidados da equipe até que fosse possível realizar a soltura.

Resgate realizado pela equipe do IPEVS em residência da Vila América de Cornélio Procópio. Foto: IPEVS

Soltura do gambá de orelha branca capturado em residência de Cornélio, o resgate teve a colaboração do estagiário do IPEVS Eduardo Alves. Foto: IPEVS

Filhote de gambá de orelha branca resgatado em residência de Cornélio Procópio, mesmo com todos os cuidados da equipe do IPEVS o animal infelizmente veio a óbito. Foto: IPEVS

Resgate realizado pelo Corpo de Bombeiros, animais encaminhados para o IPEVS, gambá de orelha branca mãe e 9 filhotes. Foto: IPEVS

Constatado o óbito da mãe, os 9 filhotes de gambá ficaram sobre os cuidados das colaboradoras do IPEVS, Mayara Almeida, Bióloga e Renata Garcia estudante de Medicina Veterinária. Foto: IPEVS

Dos nove filhotes, 3 não resistiram e o restante ficou sobre os cuidados do IPEVS.  A soltura foi realizada em uma reserva da região meses após o resgate. Período necessário para reabilitação destes animais.

Recebimento de 2 gambás de orelha branca jovens. Foto: IPEVS

Após exames, os jovens gambás foram encaminhados para soltura. Foto: IPEVS

Resgate de filhotes de gambá de orelha branca, recolhidos pelo IPEVS devido ao óbito da mãe provavelmente atropelada. Foto: IPEVS

 

Tamanduá Mirim (Tamandua tetradactyla)

O tamanduá mirim também conhecido como tamanduá de colete devido a duas listras pretas que lembram um colete. O restante do corpo possui coloração amarelada. Esta espécie ocorre em todos os biomas do Brasil. Com atividade predominantemente noturna.  A alimentação do tamanduá de colete é constituída geralmente de cupins e formigas e utilizam as garras para romper os cupinzeiros e com a língua captura os insetos.

O fogo, os atropelamentos rodoviários e a caça são fatores que podem reduzir a população desta espécie.

Em setembro de 2012 o IPEVS se deslocou até o município de Sertaneja após receber a ligação da polícia militar para realizar o resgate de um tamanduá mirim que se encontrava em uma residência da cidade.  A equipe do IPEVS esteve no local e capturou o animal o qual permaneceu em observação por alguns dias, depois de constatado que o animal estava em perfeitas condições foi encaminhado para soltura.

No mês de outubro de 2012 o Corpo de Bombeiros de Cornélio realizou o resgate de outro tamanduá mirim e acionou a equipe do IPEVS para avaliação do animal. Verificado pelo médico veterinário do IPEVS, Rafael Haddad, que o tamanduá estava saudável sua soltura foi realizada.

Ambos foram encaminhados para reservas em nossa região.

Resgate tamanduá de colete na cidade de Sertaneja-PR. Foto: IPEVS

Resgate realizado pelo Corpo de Bombeiros que acionou a equipe do IPEVS para avaliar o estado do tamanduá de colete. Foto: IPEVS

Rafael Haddad médico veterinário do IPEVS, realizou a soltura do tamanduá. Foto: IPEVS

 

Urubu de cabeça-preta (Coragyps atratus)

No final do mês de outubro de 2012 o IPEVS resgatou em uma residência de Cornélio Procópio um urubu de cabeça-preta. O animal não estava ferido e após exames clínicos foi translocado para uma área de campo aberto

O urubu de cabeça-preta (Coragyps atratus) é uma espécie encontrada desde a região central dos Estados Unidos até praticamente toda a América do Sul. É uma das aves mais comuns em qualquer região do Brasil, exceto em extensas áreas florestadas. Facilmente visto onde há cidades, fazendas e áreas abertas.

Alimentam-se de carcaças de animais mortos e outros materiais orgânicos em decomposição, bem como de animais vivos impedidos de fugir, como filhotes de aves.

O urubu desempenha importante papel como saneador do ambiente.

Urubu de cabeça-preta, resgate realizado pelo IPEVS na cidade de Cornélio Procópio. Foto: IPEVS

Após exames clínicos o urubu foi translocado para uma área de campo aberto. Foto: IPEVS

 

Fonte: Ascom IPEVS


11 de setembro de 2012 | nenhum comentário »

9 de Setembro dia do Médico Veterinário

Ser Veterinário não é só cuidar de animais.
É, sobretudo, amá-los, não ficando
somente nos padrões de uma ciência médica.
Ser veterinário é acreditar na imortalidade
da natureza, é querer preservá-la sempre mais bela

Ser Veterinário é ouvir miados, mugidos,
balidos, relinchos, piados, sibilos e latidos mas,
principalmente, entendê-los e amenizá-los.
É gostar de terra molhada, de mato fechado,
de luas e chuvas.
Ser Veterinário é não se importar se os
animais pensam, mas sim, se sofrem.
É dedicar parte do seu ser à arte de
salvar vidas.
Ser Veterinário é aproximar-se de instintos.
É perder medos.
É ganhar amigos de pêlos, escamas e penas,
que jamais irão decepcioná-lo.
Ser Veterinário é ter ódio de gaiola,
jaula e corrente.
É perder um tempo enorme apreciando
rebanhos e vôos de gaivotas.
É permanecer descobrindo, através dos
animais a si mesmo.
Ser Veterinário é conviver lado a lado com
ensinamentos profundos, sobre amor e vida.

O IPEVS parabeniza todos os Médicos Veterinários pela dedicação a Vida dos Animais.

Fonte: Ascom IPEVS


5 de setembro de 2012 | nenhum comentário »

IPEVS realiza soltura de animais

No mês de julho o IPEVS realizou a soltura de alguns animais resgatados pela instituição. Após receberem os cuidados e constatado que os animais estavam aptos para voltarem a seu habitat natural o IPEVS em parceria com o IAP – Instituto Ambiental do Paraná realizou a soltura de um de gato mourisco, um cágado, um ratão do banhado, cobra d’água e um gato do mato.  Os animais foram soltos em uma reserva indicada pelo IAP.

Gato Mourisco – (Puma yagouaroundi)

Gato mourisco que recebeu os cuidados da equipe do IPEVS. Foto: IPEVS

Felino de atividade predominantemente diurna, com dieta carnívora, de ocorrência em todo o Brasil exceto o sul do Rio Grande do Sul. O gato mourisco possui uma coloração escura, geralmente marrom-acinzentada, avermelhada ou quase preta. As orelhas são arredondadas e a perna é curta. Como a maioria dos felinos, o gato mourisco é solitário, exceto em épocas reprodução. O período de gestação é de aproximadamente 2 meses e após o nascimento a mãe ensina aos filhotes as noções de sobrevivência e alimentação na floresta.

Esta espécie é a única entre os felinos brasileiros que não se encontra na Lista da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção. Sendo a principal ameaça para sobrevivência da espécie a destruição e fragmentação dos habitats.

Em 2011 o IPEVS resgatou 2 filhotes de gato mourisco em Cornélio Procópio (click e veja a noticia http://ipevs.org.br/blog/?p=8738). Infelizmente um dos filhotes veio a óbito. O outro filhote continuou recebendo os cuidados da equipe do IPEVS, principalmente dos graduandos de Ciências Biológicas e estagiários do IPEVS Naiara Palumbo e Eduardo Alves. Este filhote tratava-se de uma fêmea que cresceu saudável e após o trabalho de reabilitação a gata estava apta a voltar a seu habitat natural.

Após trabalho de reabilitação o animal estava apto para voltar ao seu habitat natural. Foto: IPEVS

 

Cágado de barbicha – (Phrynops geoffroanus)

Cágado de barbicha. Foto: IPEVS

O cágado de barbicha é uma espécie de quelônios de ampla distribuição na América do Sul, ocupando diversos habitats inclusive rios degradados pela ação de poluentes gerados pelo homem. O cágado de barbicha alimenta-se de frutos, moluscos e pequenos peixes.

O IPEVS recebe com frequência cágados que são levados até o instituto principalmente capturados por pescadores, sendo os cágados atraídos pela isca fixada no anzol.  Os exemplares recebem tratamento necessário e posteriormente são encaminhados para soltura.

O cágado de barbicha é uma espécie de quelônios que ocorre em nossa região. Foto: IPEVS

 

Ratão do Banhado – (Myocastor coypus)

Grande espécie de roedor, o ratão do banhado vive próximo a cursos d'água. Foto: IPEVS

O Ratão do banhado é uma grande espécie de roedor encontrado na América do Sul, no Brasil ocorre originalmente no Rio Grande do Sul, atualmente é encontrada também até o estado de São Paulo.  Vivem próximos a cursos d’água e deslocam-se principalmente na água. Animal de atividade noturna, alimenta-se principalmente de capim, raízes e plantas aquáticas, realizando o controle populacional de várias espécies vegetais.

O IPEVS resgatou um individuo da espécie no final do mês de julho, em Cornélio Procópio, o animal foi atendido pelo médico veterinário do IPEVS, atestando que o animal estava em perfeitas condições, possibilitando a soltura do exemplar.

Espécie captura na cidade de Cornélio Procópio - PR e encaminhada para soltura. Foto: IPEVS

 

Cobra d’água (Helicops infrataeniatus)

Helicops é um gênero de serpentes que apresenta olhos e narinas posicionados próximo a região anterior da cabeça, como adaptação ao hábito exclusivamente aquático, são popularmente conhecidas como cobra d’água. Alimentam-se de peixes e anfíbios.  Este grupo de serpentes não apresenta veneno ou perigo ao homem.

Livea Samara de Almeida, bióloga e diretora administrativa do IPEVS que atualmente é estudante do curso de medicina veterinária da UENP – Campus Bandeirantes, recebeu a serpente no campus da universidade. A cobra d’água estava com um anzol preso na região da boca. O anzol foi removido e a serpente encaminhada para o IPEVS permanecendo em cativeiro para cuidados da região oral atingida pelo anzol e após a cicatrização do ferimento foi encaminhada para soltura.

Após cuidados a cobra d'água foi encaminhada para soltura. Foto: IPEVS

 

Gato – do – mato (Leopardus tigrinus)

Gato-do-mato resgatado em Cornélio Procópio - PR. Foto: IPEVS

O gato-do-mato ocorre em todo o Brasil, podendo habitar regiões próximas a áreas agrícolas. Felino de hábito solitário e atividade predominantemente noturna. Alimenta-se de pequenos vertebrados, como mamíferos, aves e lagartos.

Devido à destruição de seu habitat, á caça predatória para comercialização de peles e o grande número de atropelamentos esta espécie é considerada como vulnerável no estado do Paraná.

O IPEVS realizou o resgate de um gato-do- mato em Cornélio Procópio também no mês de julho de 2012. Depois de avaliado o felino foi translocado para uma área de mata afastada.

Depois de avaliado o felino foi translocado para uma área de mata afastada. Foto: IPEVS

 

Fonte: Ascom IPEVS


30 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Resgates, atendimentos e solturas realizados pelo IPEVS no 1º semestre de 2012.

O IPEVS – Instituto de Pesquisa em Vida Selvagem e Meio Ambiente realiza em nossa cidade e região resgates, atendimentos e solturas de animais silvestres. Estes são realizados em parceria com o IAP – Instituto Ambiental do Paraná e Corpo de Bombeiros que acionam a equipe do IPEVS e também com a colaboração de cidadãos que quando se deparam com esses animais entram em contato com o IPEVS.

Os animais são resgatados e posteriormente realizados exames clínicos pelo médico veterinário do IPEVS, e quando constatado que estes se encontram em perfeita sanidade são encaminhados para soltura. E alguns animais são mantidos em cativeiro devido à impossibilidade de serem devolvidos ao seu habitat natural.

Confira o trabalho de resgates, atendimentos e soltura realizado pela equipe do IPEVS no primeiro semestre de 2012.

 

Gambá no telhado de uma residência em Cornélio Procópio. Foto: IPEVS

 

Gambá (Didelphis Albiventris)

No mês de maio, em um mesmo dia, o IPEVS realizou 2 resgates de gambá em Cornélio Procópio, um na Vila Santa Terezinha e outro no Jardim Fortunato Cibin.

Os gambás são mamíferos marsupiais, ou seja, apresentam uma bolsa abdominal a qual os filhotes permanecem por um período de desenvolvimento, semelhante ao canguru. Sua presença na região urbana está relacionada principalmente à disponibilidade de restos de alimentos, insetos e abrigos (forros de casa, porões). Os 2 gambás foram capturados e passaram por exames clínicos pelo médico veterinário do IPEVS, após constatar que os animais encontravam-se saudáveis estes foram encaminhados para soltura.

 

Gambá captura e encaminhado para soltura, resgate realizado pela equipe do IPEVS. Foto: IPEVS

 

Falsa-coral, espécie de serpente que ocorre em nossa região. Foto: IPEVS

 

Falsa- Coral (Oxyrhopus guibei)

A falsa coral é uma serpente muito comum em nossa região, com coloração avermelhada com faixas pretas alternadas. O nome falsa- coral é devido sua semelhança com as corais verdadeiras. Sendo diferenciadas pelo tamanho dos olhos, formato da cauda e da cabeça e principal pela posição dos dentes inoculadores de veneno. A falsa – coral apresenta dentição opistóglifa, ou seja, os dentes inoculadores de veneno ficam localizados no fundo da boca.

A captura desta espécie é realizada constantemente pela equipe do IPEVS, graças à pessoas conscientes que ao encontrarem as serpentes próximas de suas residências ou em seus locais de trabalho, entram em contato com o IPEVS ou Corpo de Bombeiros.

 

A serpente foi encontrada por Aldecir Costa, em uma manopla da Sanepar. Aldecir que conhece o trabalho realizado pelo IPEVS, entrou em contato com a equipe para realizar a captura. Foto: IPEVS

 

A serpente captura está sendo mantida em cativeiro no CEAMA - Centro de Educação Ambiental Mundo Animal, projeto coordenado pelo IPEVS. Foto: IPEVS

 

Tentativa de resgate onça parda em junho de 2012. Foto: IPEVS

 

Onça Parda (Puma concolor)

No dia 18 de junho de 2012, o IAP entrou em contato com o IPEVS para realização de resgate de uma onça parda ou suçuarana em uma propriedade de Cornélio Procópio. A equipe do IPEVS junto com a equipe do IAP esteve no local para realizar a captura.

Para o resgate de animais como onça são necessários alguns equipamentos como zarabatana ou rifle para aplicação de dardos tranquilizantes com a função de sedar o animal. Na ocasião os dardos foram adaptados para a utilização do equipamento, um dos motivos que dificultou o processo de captura, não sendo possível a realização do resgate.

Já no mês de julho, o IPEVS recebeu outro chamado do IAP para resgate  de outra onça parda em nossa região, após captura e atestado a sanidade do animal este foi encaminhado para soltura.  Click  http://ipevs.org.br/blog/?p=10358 para acessar informações e imagens sobre este resgate.

A onça estava em uma propriedade de Cornélio Procópio. Foto: IPEVS

 

Tucano do bico verde, exemplar atendido pela equipe do IPEVS. Foto: IPEVS

 

Tucano do Bico Verde

( Ramphastos dicolorus)

O Tucano do bico verde ocorre em áreas florestadas, desde o litoral até zonas montanhosas. Possui hábito alimentar onívoro, alimentando-se de insetos, pequenos vertebrados e principalmente frutos, atuando como dispersor de sementes.

O IPEVS recebeu um exemplar de Tucano do bico verde, este encontrava-se muito debilitado, mesmo com todo o cuidado e tratamento realizado pela equipe do IPEVS o tucano infelizmente não resistiu e veio a óbito.

 

Mesmo com todo cuidado da equipe o tucano do bico verde não resistiu. Foto: IPEVS

 

Ao encontrar animais silvestres próximo a sua residência entre em contato com os órgãos responsáveis para esse trabalho. Em Cornélio Procópio você pode acionar o IPEVS, IAP ou Corpo de Bombeiros.

 

Fonte: Ascom do IPEVS

 


10 de maio de 2012 | nenhum comentário »

Raio-x revela anzol dentro de jacaré no litoral de São Paulo

Biólogos estudam fazer endoscopia para tentar retirar o material.
Animal recebe tratamento em aquário de Peruíbe.

Jacaré recebe tratamento em aquário de Peruíbe (Foto: Divulgação/Aquário de Peruíbe)

Jacaré recebe tratamento em aquário de Peruíbe (Foto: Divulgação/Aquário de Peruíbe)

Um anzol foi encontrado dentro de um jacaré capturado na cidade de Itanhaém, no litoral sul de São Paulo. O animal, que está recebendo tratamento no aquário de Peruíbe desde o fim de abril, foi submetido a um exame de raio-x para avaliar o estado de saúde e confirmar as suspeitas de que havia um objeto dentro dele. As imagens foram divulgadas pelo aquário nesta quarta (9).

De acordo com Thiago Nascimento, biólogo do aquário de Peruíbe, o animal foi capturado pela Polícia Ambiental no dia 20. Ele estava em um rio no bairro Gaivota com ferimentos.

Logo após ser levado ao aquário, o jacaré teve um anzol retirado da boca. “Depois percebemos que tinha outro material dentro, mas conseguimos apenas observar a linha”, diz. No dia seguinte, o jacaré foi levado a uma clínica veterinária particular, onde foi feito um exame de raio-x e a suspeita foi confirmada. Um outro anzol, de aproximadamente cinco centímetros, estava alojado próximo ao estômago do animal.

Uma cirurgia para a retirada do objeto é considerada de grande risco. Por isso, os biológos devem realizar uma endoscopia, como a feita em seres humanos. Como Peruíbe não possui um hospital veterinário para realizar o procedimento, os biólogos estudam a possibilidade de levá-lo a Santos ou a São Paulo.

 

 

 

Jacaré é encontrado com anzol dentro do corpo (Foto: Divulgação/Aquário de Peruíbe)

Jacaré é encontrado com anzol dentro do corpo (Foto: Divulgação/Aquário de Peruíbe)

Fonte: G1


10 de maio de 2012 | nenhum comentário »

Osteopata de elefantes ajuda bebês órfãos a superar traumas

A pequena Wendi entrou em estado de choque quando viu sua mãe morrer e não conseguia respirar normalmente. Somente com a ajuda de um osteopata pioneiro o animal superou o trauma e cresceu normalmente.

A história de Wendi, um bebê elefante no Quênia, é uma das que Tony Nevin, que há duas décadas viaja pelo mundo tratando todos os tipos de lesões em animais selvagens, melhor se recorda.

Tudo começou quando Nevin, que até então tinha apenas pacientes humanos, ofereceu seus serviços em um centro de resgate de animais perto de sua casa na Inglaterra para ajudar um quati doente que não respondia a nenhum tratamento.

Desde então, Nevin tratou de elefantes a pássaros, morcegos, rinocerontes e cobras. E a chave muitas vezes são as emoções, disse ele à BBC Mundo.

Nevin é um osteopata, ou seja, alguém que trata doenças e dores manipulando coluna, músculos e articulações dos pacientes.

PRESSÃO COM AS MÃOS

“No caso dos bebês elefantes que ficaram órfãos, (eles) muitas vezes viram a mãe morrer nas mãos de caçadores e predadores. Esse choque tende a se manifestar de forma que o diafragma, a cabeça e o maxilar se contraem”, disse Nevin.

A tensão no diafragma faz com que o animal não respire normalmente e isso acaba afetando todo o seu sistema digestivo, impedindo-o de se alimentar corretamente ou responder ao tratamento convencional com remédios. Alguns animais não sobrevivem, outros vivem com problemas por toda a vida.

“É uma reação de reflexo, parecida com o sofrimento humano em casos de choque. No tratamento, uso as mãos e as mesmas técnicas que aprendemos em cursos básicos para tratar as pessoas.”

É como afinar um instrumento musical, no caso o sistema nervoso central, ou seja, cérebro e espinha dorsal, disse o osteopata à BBC.

Colocando delicadamente as mãos sobre o paciente, ele trabalha com a respiração para alterar o estado do diafragma, “liberando a pressão cuidadosamente como se afrouxasse um elástico”.

Com diferentes tipos de pressão, Nevin envia mensagens para o sistema nervoso central do animal.

“A medida que o elefante inspira e expira, eu altero a pressão com as mãos, o que envia mensagens para a coluna para aumentar a comunicação com o diafragma. Eu também posso usar os pontos de pressão na mandíbula para ajudar a relaxar os músculos nesta área corpo.”

Nevin diz que “é algo semelhante ao que acontece com uma pessoa, quando está muito tensa e range os dentes”.

Exercendo pressões de intensidades diferentes com as mãos para acompanhar a respiração do animal, Nevin restaura a comunicação entre os músculos e o sistema nervoso central “que sabe como operar normalmente, o problema é o estado de choque”.

A pneumonia é outra condição que pode afetar os órfãos de elefante, que não têm a proteção do corpo da mãe. “Elefantes não podem tossir, mas algum movimento pode ser feito para o fluido suba a partir dos pulmões para ser expelido.”

MUDANÇA DRAMÁTICA

Alguns elefantes respondem a um único tratamento, enquanto outros exigem várias sessões. Nos jardins zoológicos na Inglaterra, Nevin também usa câmeras infravermelhas que mostram problemas no fluxo sanguíneo do animal em uma tela.

O resultado pode ser dramático. “Você vê uma grande mudança no comportamento e na personalidade (do elefante). Lembro-me de um caso na Tailândia, o da elefante adulta Dah, que ficou aterrorizada por todos os ruídos da cidade e pelo bosque. Ela só andava unida pela tromba aos companheiros.”

Dah trabalhou arrastando troncos, mas quando o governo tailandês proibiu a exportação de algumas madeiras, os elefantes ficaram “desempregados” e foram levados para Bangcoc para trabalhar com turistas.

“Após duas semanas, pudemos tratá-la e liberar a tensão em seu corpo. A mudança foi dramática, ela só queria brincar. Os tratadores e eu ficamos com lágrimas nos olhos.”

As técnicas utilizadas são semelhantes no caso de outras espécies. “É como se fosse um computador. Você precisa reiniciar o sistema nervoso e existem muitas técnicas diferentes para fazer isso.”

Quando trata de cobras, Nevin recebe ajuda de suas pessoas, para que o animal “não se enrole em meu corpo”. “Cobras também têm tensão nos músculos”, afirma.

O interesse pelo uso da osteopatia em animais está crescendo e duas universidades, no País de Gales e em Londres, já oferecem cursos de pós-graduação. O osteopata diz que espera um dia poder trabalhar com grandes felinos e outras espécies na América Latina.

O REENCONTRO

Para Nevin, uma das maiores satisfações de seu trabalho é “ter o privilégio de trabalhar com animais selvagens que, quando eles são saudáveis, rejeitam qualquer contato, mas quando estão mal permitem que eu me aproxime”.

Outra grande alegria para o osteopata britânico é que os animais tratados voltem à natureza, como Wendi.

“Quando tratei dela, ela tinha três semanas de vida e estava com pneumonia. Sete anos depois, eu estava em um lago no Parque Nacional de Tsavo, no Quênia, com vários bebês órfãos quando um grupo de elefantes adultos se aproximou. Um deles foi direto para mim e começou a me cheirar da cabeça aos pés, para a surpresa dos guardas do parque, que me perguntaram se eu conhecia o animal.”

“‘Ela tem sete anos?’, Perguntei. ‘Sim’, responderam, ‘e o nome é Wendi’.”

“Foi um dos momentos mais emocionantes da minha vida.”

Fonte: BBC Brasil


24 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Leoas recebem cuidados médicos em zoológico da França

Equipe veterinária realizou exames para garantir saúde dos animais.
Eles serão transferidos para Dublin, na Irlanda, em março.

Veterinários do zoológico de Mulhouse, na França, realizam exames médicos em uma leoa nesta quinta-feira (24). (Foto: AFP Photo / Sebastien Bozon)

Veterinários do zoológico de Mulhouse, na França, realizam exames médicos em uma leoa nesta quinta-feira (24). Outra fêmea também recebeu cuidadaos. (Foto: AFP Photo / Sebastien Bozon)

Os exames foram realizados porque as duas leoas do zoológico francês serão transferidas para Dublin no final de março. (Foto: AFP Photo / Sebastien Bozon)

Os exames foram realizados porque as duas leoas do zoológico francês serão transferidas para Dublin no final de março. (Foto: AFP Photo / Sebastien Bozon)

 

Fonte: AFP


14 de dezembro de 2011 | nenhum comentário »

Urso ‘pega carona’ em caminhão de lixo no Canadá

Após ser apanhado por engano nos arredores de Vancouver, urso negro americano chamou atenção no centro.

Um urso negro americano apareceu no centro da cidade de Vancouver, no Canadá, pegando uma ‘carona’ na boleia de um caminhão de lixo.

As autoridades acreditam que o urso tenha sido apanhado por acaso quando procurava comida em um contêiner de lixo nos arredores da cidade.

Um funcionário da agência ambiental canadense aplicou uma injeção de sedativo no animal, que caiu do caminhão e foi amparado pelos policiais, em meio aos aplausos dos curiosos.

O urso foi identificado e solto no seu hábitat natural, onde deve entrar em seu período de hibernação, que pode durar sete meses.

 

Urso 'pega carona' em caminhão de lixo no Canadá (Foto: BBC)

Urso 'pega carona' em caminhão de lixo no Canadá (Foto: BBC)

Fonte: BBC


8 de dezembro de 2011 | nenhum comentário »

Tucano que teve as asas mutiladas em MT corre risco de não voar mais

Ave passa por processo doloroso para retirada dos restos das penas.
Biólogo disse que pássaro foi resgatado de residência após denúncia.

Um tucano que teve as duas asas mutiladas passa por um processo de recuperação extremamente lento e doloroso para que possa ter chances de retornar ao habitat natural, como explica o biólogo responsável pelos animais apreendidos pelo Batalhão Ambiental de Mato Grosso, cabo José Ronoaldo Ferreira. Vítima de maus-tratos, a ave foi resgatada em uma residência localizada em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá, há quase um ano.

O tucano teve as asas cortadas rente à pele e para que nasçam novas penas é preciso retirar os pedaços que ficaram. “Quando são cortadas somente as pontas das penas, elas nascem de novo e permite que o animal voe novamente, mas nesse caso é preciso arrancar os restos das penas aos poucos para evitar que o animal sofra muito”, afirmou o biólogo, em entrevista ao G1, ao comentar sobre o risco que o pássaro corre de não voar mais caso não passe por esse processo.

O animal foi apreendido por meio de uma  denúncia anônima feita à Polícia Ambiental e o responsável pelo crime foi autuado.

O caso foi encaminhado para a Delegacia Especializada de Meio Ambiente (Dema) e a Justiça é quem vai definir sobre a penalidade aplicada ao autor dos maus tratos contra a ave. Conforme a Lei 9.605 de 1998, dos Crimes Ambientais, maus-tratos contra animais domésticos, nativos ou exóticos caracterizam crime e podem render pena de detenção de três meses a um ano e multa.

Atrofiamento
Apesar de não terem sido mutiladas, quatro araras que também encontram-se sob os cuidados do órgão ambiental também passam por problemas. Elas não tem chance de voltar à natureza porque não sabem se quer voar. Segundo o cabo Ronoaldo, as aves criadas desde pequenas em cativeiro foram deixadas no Batalhão há cerca de 10 meses.

“Embora não tenham as asas cortadas, elas não voam de modo algum porque viviam em espaços muito pequenos”, frisou. Por causa desse atrofiamento, as duas araras-azuis e as duas da espécie canindé terão de viver para sempre no abrigo.

Tucano foi mutilado e corre o risco de ficar sem voar (Foto: Pollyana Araújo / G1)

Tucano foi mutilado e corre o risco de ficar sem voar (Foto: Pollyana Araújo / G1)

Fonte: Pollyana Araújo, G1, MT


28 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Onça-parda é encontrada machucada em rodovia de Mato Grosso

Animal foi encontrado na MT-040 próximo ao município de Rondonópolis.
Bombeiros suspeitam que a onça foi atropelada ao atravessar rodovia.

Uma onça-parda foi encontrada neste domingo na MT-040, próximo a Rondonópolis, cidade que fica a 218 quilômetros de Cuiabá. O animal estava ferido e segundo o Corpo de Bombeiros, a onça provavelmente foi atropelada enquanto tentava cruzar a rodovia.

De acordo com o Sargento Francisco de Assis, do Corpo de Bombeiros da cidade, mesmo machucado, o animal deu um pouco de trabalho para ser capturado. “Nós tentamos fazer a captura do animal que estava na rodovia. Ele realmente estava machucado e apresentava escoriações pelo corpo. A onça estava agressiva e até tentou nos atacar, mas deu tudo certo”, relatou o sargento.

A onça foi examinada por um veterinário do Centro de Zoonoses de Rondonópolis. Segundo o veterinário Marcelo Oliveira, o felino é um macho jovem. “O animal está machucado sim. Ele está com fratura na bacia e talvez tenha alguma lesão na coluna. É um animal feroz e então tivemos que sedar. A onça já foi medicada para evitar hemorragia e vamos aguardar entre 24 e 48 horas para ver se ela restabelece os movimentos vitais”, explicou.

A onça-parda deve ficar no Centro de Zoonoses até se recuperar completamente do atropelamento e apenas depois do tratamento é que os veterinários vão avaliar se o animal terá condições de ser solto na natureza.

Onça parda foi encontrada machuda em uma rodovia de MT (Foto: Reprodução/TVCA)

Onça parda foi encontrada machuda em uma rodovia de MT (Foto: Reprodução/TVCA)

Fonte: G1, MT


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