26 de fevereiro de 2015 | nenhum comentário »

Pássaro tem penugem que imita lagarta venenosa para se proteger

Estudo observou filhote de ave amazônica chorona-cinza, que vive no Peru.
Ao ficar parecido com lagarta venenosa, filhote se protege dos predadores.

  Imagem de cima mostra filhote da ave chorona-cinza (Laniocera hypopyrra); imagem de baixo mostra uma lagarta venenosa da área (do gênero Megalopyge ou Podalia sp), que tem padrão parecido com a plumagem da ave (Foto: Santiago David Rivera/Wendy Valencia/Divulgação)

Imagem de cima mostra filhote da ave chorona-cinza (Laniocera hypopyrra); imagem de baixo mostra uma lagarta venenosa encontrada na mesma região (do gênero Megalopyge ou Podalia sp), que tem padrão parecido com a plumagem da ave (Foto: Santiago David Rivera/Wendy Valencia/Divulgação)

Um pássaro amazônico que vive no sudeste do Peru desenvolveu uma curiosa estratégia de defesa contra os predadores. Quando filhote, a chorona-cinza (Laniocera hypopyrra) tem uma penugem que lembra os pelos de uma lagarta venenosa que vive na região.

A descoberta do mimetismo foi feita por pesquisadores que participavam de um estudo ecológico sobre aves em 2012 na região. Eles notaram que o padrão das penugens da espécie eram muito peculiares: com fiapos longos de cor laranja vibrante e pontas brancas.

Os cientistas observaram que os filhotes moviam suas cabeças  vagarosamente de um lado para o outro, movimento parecido com o de algumas lagartas. Em seguida, constataram a presença de uma lagarta, do gênero Megalopyge ou Podalia sp, com os mesmos padrões de cores da penugem do passarinho.

A hipótese defendida pelos pesquisadores é que se trata de uma estratégia de mimetismo batesiano, em que o animal desenvolve características que o fazem parecer com uma outra espécie mais perigosa, afastando os predadores.

O resultado da pesquisa foi publicado na edição de janeiro da revista científica “The American Naturalist”.

Fonte: Globo Natureza


8 de novembro de 2012 | nenhum comentário »

Cientistas dos EUA tentam salvar população de ave ameaçada

Restam cerca de 100 mil exemplares de tordo-de-Bicknell no mundo.
Ação tentará recuperar população na República Dominicana.

Cientistas dos Estados Unidos e da República Dominicana uniram forças para proteger a população de tordos-de-Bicknell (Catharus bicknelli), espécie considerada vulnerável na natureza e que vive na América do Norte e Central.

Com uma população estimada em 100 mil aves, pesquisadores documentaram um declínio anual entre 7% e 19% em algumas regiões ao longo dos últimos 20 anos. A ave, que é encontrada principalmente no Caribe, tem sido afetada pela expansão da produção de carvão vegetal, agricultura de subsistência, extração de madeira e abertura de campos para pecuária.

Agora, uma iniciativa de organizações não governamentais e centros de pesquisa vai desenvolver planos de conservação em conjunto com comunidades locais para que moradores utilizem áreas de forma sustentável.

Esta ave tem um sistema de acasalamento incomum. Enquanto a maioria dos pássaros são monogâmicos e territoriais, as fêmea de Tordo-de-Bicknell se relacionam com vários machos, com filhotes que podem ser alimentados por até quatro espécimes diferentes de machos.

tordo (Foto: Mary Esch/AP)

Foto de 2006 mostra exemplar de tordo-de-Bicknell (Foto: Mary Esch/AP)

Fonte: Globo Natureza


6 de novembro de 2012 | nenhum comentário »

Cacatua cria sua própria ferramenta para alcançar comida

Espécie é conhecida por sua inteligência, mas esse tipo de comportamento nunca havia sido registrado

A cacatua de goffin (Cacatua goffiniana) é uma espécie de pássaro originária da Indonésia, conhecida por sua inteligência e o costume de brincar com seres humanos. Por isso, ela é muito utilizada por biólogos para estudar o desenvolvimento da inteligência em aves. Uma nova pesquisa publicada nesta terça-feira na revista Current Biology mostra, porém, um comportamento nunca antes visto. Uma cacatua chamada Figaro surpreendeu os cientistas ao criar seus próprios utensílios para alcançar comida.

Ela foi filmada em ação por pesquisadores das universidades de Oxford e Viena, no cativeiro em que vive, próximo à capital austríaca. No vídeo, Figaro aparece utilizando seu bico para arrancar lascas de um tronco de madeira de sua jaula. Posteriormente, o animal usa essa mesma lasca como uma ferramenta para tentar pegar uma noz que está fora de seu alcance.

Os pesquisadores começaram a estudar o comportamento da cacatua após observar o animal brincando com uma pedra, que acabou caindo do outro lado de sua gaiola. Após várias tentativas frustradas de alcançá-la com suas garras, Fígaro pegou um pau e tentou ‘pescar’ o brinquedo.

Para testar as capacidades do animal, os cientistas substituíram a pedra por uma noz. Fígaro arrancou uma lasca de madeira de sua jaula e usou o utensílio para pegar o alimento. “Já estávamos surpresos pelo fato dela utilizar uma ferramenta, mas não esperávamos que ela fosse capaz de fabricá-las”, diz Alice Auersperg, bióloga da Universidade de Viena e principal responsável pelo estudo.

Inteligência animal — Segundo outro dos autores, Alex Kacelnik, da Universidade de Oxford, a cacatua não é uma espécie conhecida por usar ferramentas. “No entanto, ela demonstrou que os membros de uma espécie curiosa, hábil na resolução de problemas e com um grande cérebro podem fabricar utensílios para responder a uma necessidade nova.”

Anteriormente, Kacelnik havia estudado outra espécie de pássaros que utiliza utensílios de forma espontânea, os corvos de Nova Caledônia. Uma fêmea desta espécie, chamada Betty, também surpreendeu os cientistas ao fabricar ganchos para alcançar comida, uma habilidade não conhecida entre essas aves. “Continuamos tentando identificar as operações cognitivas que fazem possíveis estas façanhas. Fígaro e Betty podem nos ajudar a revelar muitas incógnitas na evolução da inteligência”, finalizou Kacelnik.

pássaro

O pássaro foi capaz de arrancar uma lasca de madeira e usá-la para alcançar uma noz fora de sua jaula (Universidade de Viena/Divulgação)

Click e veja o vídeo: http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/cacatua-cria-sua-propria-ferramenta-para-alcancar-comida

Fonte: Veja Ciência


3 de setembro de 2012 | nenhum comentário »

Pesquisadores descobrem nova espécie de ave em Minas Gerais

Vasculhando montanhas com cerca de 1.500 m de altitude no coração de Minas Gerais, pesquisadores encontraram uma nova espécie de pássaro, mais ou menos do tamanho de um sabiá (embora seu “primo” mais conhecido seja o joão-de-barro).

A ave, apelidada por eles de pedreiro-do-espinhaço, é um enigma evolutivo: seus parentes mais próximos, que também gostam de montanhas e de frio, estão a milhares de quilômetros dali, no Rio Grande do Sul, nos Andes e até na Patagônia.

Enquanto tentam entender como o bicho foi parar na serra do Espinhaço, a apenas 50 km de Belo Horizonte, os cientistas também estão levando em conta considerações mais práticas. Para eles, a espécie já “nasce” para a ciência como ameaçada de extinção.

É que o habitat do animal, uma combinação única de rocha e vegetação rasteira adaptada a altitudes elevadas, corre o risco de sumir com a mudança climática, além de sofrer a pressão da atividade humana.

É OU NÃO É?

A pesquisa que levou à descoberta da nova espécie é assinada pelo ornitólogo Guilherme Freitas e por seus colegas Anderson Chaves, Lílian Costa, Fabrício Santos e Marcos Rodrigues, todos da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).

A equipe levou vários anos para cravar que se tratava de um bicho novo, em parte, porque as diferenças entre o pedreiro-do-espinhaço e seus parentes da região Sul (que moram na serra Geral, entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina) são pequenas.

Freitas conta que a descoberta começou com o avistamento de um único indivíduo, em 2006. “Bati umas fotos e achei que só podia ser ele [a espécie do Sul." Talvez fosse um pássaro especialmente aventureiro, tendo voado uns 1.000 km rumo ao norte, pensou o ornitólogo.

Procura que procura, ele e seus colegas foram achando mais bichos, até toparem com casais e filhotes, sinal de que se tratava de uma população residente, e não de alguns pássaros desgarrados.

A equipe conseguiu capturar alguns exemplares e gravar o canto dos pássaros. Análises comparativas da aparência, do padrão de canto e do DNA dos animais levou os pesquisadores a acreditarem, que, de fato, tratava-se de uma espécie nova.

"As diferenças são sutis. Mas, somadas, fortalecem essa hipótese", diz Freitas.

NÁUFRAGO

É difícil saber como a nova espécie acabou evoluindo. É possível que áreas mais baixas fossem propícias à sua presença dezenas de milhares de anos atrás, na Era do Gelo. Conforme o planeta esquentou, a população da serra do Espinhaço teria ficado isolada e adquirido suas características únicas.

Por outro lado, sua origem pode ser ainda mais remota. "As montanhas brasileiras são antigas se comparadas aos Andes, e há vários registros de 'fósseis vivos' no Espinhaço", diz Freitas.

O habitat peculiar da ave são os chamados campos rupestres, terrenos pedregosos cobertos por plantas herbáceas e frequentemente cobertos por neblina, formada pela umidade que vem do mar.

Nesse ambiente, o pedreiro-do-espinhaço caça invertebrados em meio a rachaduras na rocha, musgos, líquens e gramíneas.

Por suas características únicas e por seu isolamento, os campos rupestres são pródigos em animais e plantas endêmicos, ou seja, que só existem lá, e em nenhum outro lugar do mundo.

De 1990 para cá, por exemplo, a serra do Espinhaço já tinha sido palco da descoberta de três outras espécies de aves, coisa rara no planeta hoje.

A descrição científica oficial da espécie será publicada na edição do mês que vem da revista científica "Ibis", especializada em ornitologia.

Editoria de Arte/Folhapress

Folha.com


16 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

‘Peso pena’ das aves é a campeã dos voos de longa distância

Uma minúscula ave cantora, pesando o correspondente a apenas duas colheres de sopa de açúcar, se revelou uma verdadeira maratonista dos ares. Ela cobre uma rota migratória –do Ártico à África, em ida e volta– uma distância de até 29 mil quilômetros, afirmaram cientistas.

O tamanho do pequeno pardal, conhecido como chasco-cinzento ou chasco-do-monte (Oenanthe oenanthe) pesa apenas 25 gramas, mas os biólogos que catalogaram o pássaro insetívoro de plumagem marrom e branca ficaram impressionados com seu desempenho em voo.

Eles prenderam minúsculos geolocalizadores, pesando apenas 1,2 grama, a 46 avezinhas no Alasca e na Ilha de Baffin, no nordeste do Canadá.

As aves do Alasca passaram o inverno na África antes de voltar para casa, uma viagem correspondente, em cada trecho, a cerca de 14.500 km, voando em média 290 km por dia.

Eles sobrevoaram a Sibéria e o deserto arábico, rumo ao Sudão, a Uganda e ao Quênia, uma jornada que levou cerca de 91 dias na ida a e 55 dias na volta.

Um pássaro catalogado, procedente da ilha de Baffin, sobrevoou o Atlântico Norte, pousou na Bretanha (oeste da França), e seguiu para o sul, cruzando a Europa continental, o Mediterrâneo e o Saara para passar o inverno na costa da Mauritânia, no oeste da África, levando 26 dias para ir e 55 para voltar em uma viagem de 7.500 km, aproximadamente.

“Estas são rotas migratórias incríveis, particularmente para aves deste tamanho”, declarou Ryan Norris, da Universidade de Guelph, em Ontário, Canadá.

“Pense em algo menor do que um tordo [espécie de pássaro pequeno], mas um pouco maior do que um tentilhão, que cresce na tundra ártica e alguns meses depois se alimenta na África para o inverno”, acrescentou.

O estudo será publicado na edição desta quarta-feira do jornal “Biology Letters”, um periódico da Royal Society, academia britânica de ciências.

Aves com maiores envergaduras, tais como o cuco e o albatroz, são conhecidas por suas migrações transcontinentais, mas este estudo dá evidências de que uma ave cantora é capaz de fazer o mesmo, afirmaram os cientistas.

“Considerando seu tamanho, esta é uma das maiores migrações, ida e volta, de qualquer ave no mundo e traz à tona questões sobre como uma ave deste tamanho consegue dar conta de jornadas tão exigentes fisicamente duas vezes ao ano, particularmente para os indivíduos jovens que migram sozinhos”, acrescentaram.

Fêmea de um chasco-cinzento, com um geolocalizador nas costas; ave é capaz de fazer grandes distâncias

Fêmea de um chasco-cinzento, com um geolocalizador nas costas; ave é capaz de fazer grandes distâncias. Heiko Schmaljohann/France Presse

Fonte: Da France Presse


1 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Cirurgia retira pedras da barriga de raro kiwi branco

Ave, que é símbolo da Nova Zelândia, se recupera em hospital.

O rato branco de apenas seis meses sobreviveu a operações para tirar pedras na barriga. (Foto: Getty Images / via BBC)

O raro kiwi branco de apenas seis meses sobreviveu a operações para tirar pedras na barriga. (Foto: Getty Images / via BBC)

Um raro kiwi branco de apenas seis meses de idade sobreviveu a operações para retirar pedras de sua barriga, na Nova Zelândia.

Cerca de uma semana atrás, funcionários do Centro de Vida Selvagem Pukaha Mount Bruce notaram que Manukura não estava se alimentando.

Um exame de raio-x revelou que duas pedras grandes estavam obstruindo o sistema digestivo da ave.

Em duas cirurgias diferentes, veterinários no hospital de Wellington usaram raio laser para quebrar as pedras e as retiraram da barriga de Manukura usando endoscopia.

Cativeiro
Funcionários disseram que houve um momento tenso durante os procedimentos, quando o coração do pequeno kiwi passou a bater mais devagar, mas Manukura sobreviveu e está se recuperando isolado dos outros animais.

Kiwis são a ave-símbolo da Nova Zelândia e, como outras aves, podem engolir pedras para ajudar em sua digestão.

Segundo os especialistas, no entanto, Manukura escolheu pedras grandes demais.

O filhote é um de 13 kiwis a nascer em cativeiro no centro de Pukaha Mount Bruce este ano.

A direção do local acredita que ele seja o primeiro kiwi branco a nascer em cativeiro no mundo.

O nome Manukura – que quer dizer aquele de status importante – foi escolhido pela comunidade indígena local Rangitane o Wairarapa. Os idosos do grupo veem a ave como um sinal de um “novo começo”.

Fonte: BBC


17 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Espécie de águia quase extinta é morta por caçadores

Pássaro já havia sido curado de ferimentos em 2010 e devolvido à natureza por agentes de proteção.

A águia-das-filipinas corre o risco de desaparecer por causa da caça e do desflorestamento

A águia-das-filipinas corre o risco de desaparecer por causa da caça e do desflorestamento. Foto: Jason Gutierrez/AFP

Uma das poucas águias-das-filipinas que restam no mundo foi morta por caçadores, informou a Fundação da Águia-das-Filipinas. A fêmea de dois anos foi encontrada com uma bala no corpo em setembro por nativos. Um transmissor de rádio havia sido colocado no animal para que a fundação pudesse rastreá-la.

A ave de rapina, também conhecida por águia-pega-macaco, possui um metro de altura, 2,40 de envergadura e é encontrada apenas nas Filipinas. A espécie está ameaçada de extinção por causa da caça predatória e do desflorestamento. “Mesmo com todo o trabalho duro, se existir uma pessoa que decide atirar na águia, todo o nosso esforço é perdido”, disse Dennis Salvador, chefe da fundação de proteção à águia. De acordo com Salvador, a espécie pode ser extinta em 20 anos.

O animal morto já havia sido tratado pela fundação. Ele foi capturado em 2010 por um fazendeiro, quando tentava atacar seu animal de estimação. O homem entregou a águia para a fundação, onde foi curada e devolvida à natureza com um transmissor de rádio.

A União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na silga em inglês) lista o animal como criticamente ameaçado e estima que restam apenas 670 pássaros. A Fundação da Águia-das-Filipinas já devolveu seis águias à natureza, geradas em cativeiro ou com feridas curadas, mas quatro já morreram. Três delas por caçadores. “Apesar de ser o pássaro símbolo das Filipinas e a caça ser considerada ilegal, o animal ainda é caçado por comida ou recreação”, lamentou Salvador.

De acordo com a União Internacional para a Conservação da Natureza, restam apenas 670 águia-das-filipinas

De acordo com a União Internacional para a Conservação da Natureza, restam apenas 670 águia-das-filipinas (Domínio público / Wikipedia)

Fonte: Veja Ciência


10 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Ave tem filhote em ninho construído em lustre de residência em Cuiabá

Casal de cambacica construiu o ninho em lustre de casa de comerciantes.
Ninho é repleto de gravetos, restos de folhas, gramas e até plástico.

O sobrado de uma família de comerciantes em Cuiabá abriga um casal de visitantes incomum. No lustre da sala, um casal de passarinhos da espécie cambacica, originária do Cerrado, construiu um ninho repleto de gravetos, restos de folhas, gramas e até plástico.

A arquitetura do ninho deveria parecer com uma taça, mas por conta do local inusitado que o casal de aves escolheu para erguer o refúgio, o ninho ficou disforme. Na última semana, o ninho ganhou mais um morador. A espécie entrou em ciclo reprodutivo e um filhote já pia sem parar dentro do ninho pedindo comida.

G1 visitou a residência da família Smerdech e para flagrar mãe e filhote no ninho foram necessárias três horas de observação e paciência. O lustre fica a dois metros de altura em relação ao solo. Ao longo de cada dia, a mãe cambacica sobrevoa pelas redondezas do bairro da Lixeira, na capital, em busca de pequenos insetos e restos de fruta para alimentar o filho. Duas vezes ao dia, ela cumpre a rotina de deixar o filhote cada vez mais forte.

A comerciante Maria de Fátima Smerdech contou ao G1 que só percebeu que no lustre da casa havia sido construído um ninho pela quantidade de sujeira encontrada no chão da sala. “Eu encontrei um monte de cisco no chão, olhei para cima e já tinha aquele formato de ninho”, disse. Maria de Fátima mantém desde criança, uma grande proximidade com as aves. No passado, ela já criou dois papagaios. Atualmente, ela ainda cuida de uma calopsita, que é atração do mercado.

Ninho é construído em lustre de residência em Cuiabá (Foto: Dhiego Maia/G1)

Casal entrou no ciclo reprodutivo e ninho já abriga filhote de cambacica que não para de piar pedindo comida. (Foto: Dhiego Maia/G1)

Toda a família está envolvida com a presença do ninho na sala. Para Aparecido Smerdech, a presença das aves na casa dele representa uma grande benção. “Nos últimos anos nós temos sido tão abençoados que a escolha desses animais tão puros por nossa casa é uma grande benção”, disse em voz embargada.

A espécie
G1 entrevistou o ornitólogo, João Batista de Pinho, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), para saber mais detalhes a respeito da espécie. Segundo o especialista, a cambacica é uma espécie comum em Cuiabá. “Ela é comum nos quintais de Cuiabá e é uma espécie nectiva. Ela se alimenta do néctar das flores, de pequenos insetos e restos de frutas”, explicou.

O ornitólogo confessou ao G1 que estranhou a escolha da ave pelo lustre, já que a região concentra uma infinidade de árvores. “É de se estranhar muito. Pelo que eu vi, próximo da casa tem mangueiras que poderiam ser usadas como território para o ninho”, disse. Mas a varanda de dona Maria de Fátima é convidativa para aves. O local é repleto de plantas e muito visitada por aves de outras espécies, como bem-te-vis e pardais. Ela mantém um reservatório de água açucarada, um chamariz para a cambacica e outras espécies.

A cambacica é uma ave minúscula, não passa de 10 centímetros e pode viver entre quatro a cinco anos. Ela tem papo amarelo e cabeça preta com duas listras brancas paralelas. Pinho esclareceu que a ave não apresenta nenhum risco à saúde humana, por não ser migratória. Na análise do ornitólogo, a ave auxilia no combate à dengue, por se alimentar de insetos dentro da casa. Já o ninho, segundo o ornitólogo, pode ser reutilizado pelo casal de aves, caso não se degrade com o tempo.

Click e veja o vídeo: http://g1.globo.com/mato-grosso/noticia/2011/10/ave-tem-filhote-em-ninho-construido-em-lustre-de-residencia-em-cuiaba.html

 

Fonte: Dhiego Maia, G1, MT

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


19 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Plano nacional tenta evitar extinção de ave que existe apenas no Ceará

Soldadinho-do-Araripe vive em pequena área de Mata Atlântica no estado.
Estima-se que há apenas 800 exemplares do pássaro endêmico.

O risco de desaparecimento do soldadinho-do-Araripe (Antilophia bokermani), um pássaro endêmico do Ceará e que vive em uma região conservada de Mata Atlântica encravada no semi-árido do estado, movimenta ambientalistas e instituições federais de preservação.

Eles estão envolvidos na revisão do Plano de Ação Nacional, liderado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que tem como meta a criação de uma Unidade de Conservação (UC). A reserva vai proteger os animais, os  rios e ajudar no combate ao desmatamento.

Segundo Weber Girão, um dos responsáveis pela descoberta da espécie de ave há 15 anos e coordenador do projeto de proteção, existem aproximadamente 800 exemplares do soldadinho-do-Araripe nas proximidades da cidade de Crato.

“Esses exemplares vivem na Chapada do Araripe, região onde existem cerca de 300 nascentes de água, habitat dessas aves e onde são feitos os ninhos. Entretanto, devido ao mau uso dos recursos hídricos, tais fontes estão sumindo, prejudicando o soldadinho-do-Araripe”, afirma.

Girão complementa que uma em cada quatro aves desta espécie desapareceu da natureza devido ao desmatamento e a canalização das nascentes. “Eles perderam o habitat e sua classificação está no nível criticamente em perigo”, disse.

Exemplar macho de soldadinho-do-Araripe, espécie existente apenas no Ceará e que corre o risco de desaparecer (Foto: Divulgação/Ciro Albano)

Exemplar macho de soldadinho-do-Araripe, espécie existente apenas no Ceará e que corre o risco de desaparecer (Foto: Divulgação/Ciro Albano)

 

Plano
Original de 2006, o plano nacional foi revisado e tenta envolver a sociedade para conservar uma área de 31 km² de Mata Atlântica existente entre as cidades de Crato, Barbalha e Missão Velha. “A criação da unidade de conservação integral preservaria o pássaro e auxiliaria na recuperação de seu habitat”, afirma Girão.

De acordo com Eliana Maria Corbucci, analista ambiental do ICMBio e coordenadora da área de criação das unidades de conservação, processos como o estudo fundiário da região, consulta pública à população e a órgãos federais precisam serão concluídos em um prazo de dois anos. “A partir deste ponto, o documento de criação da UC passará por análise na Casa Civil, onde terá mais um tempo para análise”, disse Eliana.

Para Weber Girão, se as metas programadas não forem cumpridas em cinco anos, o risco de extinção se torna real. “Esse período será decisivo”, disse.

Espécime fêmea de soldadinho-do-Araripe em um ninho, em região preservada no Ceará (Foto: Divulgação/Ciro Albano)

Espécime fêmea de soldadinho-do-Araripe em um ninho, em região preservada no Ceará (Foto: Divulgação/Ciro Albano)

 

Fonte: Eduardo Carvalho, Globo Natureza, São Paulo


9 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Nova espécie de ave é descoberta nos Estados Unidos

Batizada de pardela-bryan, ave marinha foi encontrada no Havaí.
Há 40 anos não eram encontradas novas espécies de aves no país.

Após quase 40 anos sem registrar descobertas de pássaros nos Estados Unidos, o Instituto Smithsonian de Conservação e Biologia encontrou uma nova espécie de ave marinha na região do Havaí, batizada de pardela-bryan.

O pássaro já estava com pesquisadores desde 1963, quando foi encontrado em Midway Atoll, em uma das ilhas havaianas. Entretanto, recentes exames genéticos foram realizados e comprovaram a existência da nova espécie.

Segundo Rob Fleischer, coordenador do Centro de Conservação e Genética evolutiva do Smithsonian, o pardela-bryan foi visto por pesquisadores apenas duas vezes e por isso a espécie é considerada rara ou mesmo extinta.

pássaro (Foto: Divulgação/Reginald David/Smithsonian)

Imagem feita da ave pardela-bryan (Foto: Divulgação/Reginald David/Smithsonian)

Fonte: Globo Natureza, São Paulo


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26 de fevereiro de 2015 | nenhum comentário »

Pássaro tem penugem que imita lagarta venenosa para se proteger

Estudo observou filhote de ave amazônica chorona-cinza, que vive no Peru.
Ao ficar parecido com lagarta venenosa, filhote se protege dos predadores.

  Imagem de cima mostra filhote da ave chorona-cinza (Laniocera hypopyrra); imagem de baixo mostra uma lagarta venenosa da área (do gênero Megalopyge ou Podalia sp), que tem padrão parecido com a plumagem da ave (Foto: Santiago David Rivera/Wendy Valencia/Divulgação)

Imagem de cima mostra filhote da ave chorona-cinza (Laniocera hypopyrra); imagem de baixo mostra uma lagarta venenosa encontrada na mesma região (do gênero Megalopyge ou Podalia sp), que tem padrão parecido com a plumagem da ave (Foto: Santiago David Rivera/Wendy Valencia/Divulgação)

Um pássaro amazônico que vive no sudeste do Peru desenvolveu uma curiosa estratégia de defesa contra os predadores. Quando filhote, a chorona-cinza (Laniocera hypopyrra) tem uma penugem que lembra os pelos de uma lagarta venenosa que vive na região.

A descoberta do mimetismo foi feita por pesquisadores que participavam de um estudo ecológico sobre aves em 2012 na região. Eles notaram que o padrão das penugens da espécie eram muito peculiares: com fiapos longos de cor laranja vibrante e pontas brancas.

Os cientistas observaram que os filhotes moviam suas cabeças  vagarosamente de um lado para o outro, movimento parecido com o de algumas lagartas. Em seguida, constataram a presença de uma lagarta, do gênero Megalopyge ou Podalia sp, com os mesmos padrões de cores da penugem do passarinho.

A hipótese defendida pelos pesquisadores é que se trata de uma estratégia de mimetismo batesiano, em que o animal desenvolve características que o fazem parecer com uma outra espécie mais perigosa, afastando os predadores.

O resultado da pesquisa foi publicado na edição de janeiro da revista científica “The American Naturalist”.

Fonte: Globo Natureza


8 de novembro de 2012 | nenhum comentário »

Cientistas dos EUA tentam salvar população de ave ameaçada

Restam cerca de 100 mil exemplares de tordo-de-Bicknell no mundo.
Ação tentará recuperar população na República Dominicana.

Cientistas dos Estados Unidos e da República Dominicana uniram forças para proteger a população de tordos-de-Bicknell (Catharus bicknelli), espécie considerada vulnerável na natureza e que vive na América do Norte e Central.

Com uma população estimada em 100 mil aves, pesquisadores documentaram um declínio anual entre 7% e 19% em algumas regiões ao longo dos últimos 20 anos. A ave, que é encontrada principalmente no Caribe, tem sido afetada pela expansão da produção de carvão vegetal, agricultura de subsistência, extração de madeira e abertura de campos para pecuária.

Agora, uma iniciativa de organizações não governamentais e centros de pesquisa vai desenvolver planos de conservação em conjunto com comunidades locais para que moradores utilizem áreas de forma sustentável.

Esta ave tem um sistema de acasalamento incomum. Enquanto a maioria dos pássaros são monogâmicos e territoriais, as fêmea de Tordo-de-Bicknell se relacionam com vários machos, com filhotes que podem ser alimentados por até quatro espécimes diferentes de machos.

tordo (Foto: Mary Esch/AP)

Foto de 2006 mostra exemplar de tordo-de-Bicknell (Foto: Mary Esch/AP)

Fonte: Globo Natureza


6 de novembro de 2012 | nenhum comentário »

Cacatua cria sua própria ferramenta para alcançar comida

Espécie é conhecida por sua inteligência, mas esse tipo de comportamento nunca havia sido registrado

A cacatua de goffin (Cacatua goffiniana) é uma espécie de pássaro originária da Indonésia, conhecida por sua inteligência e o costume de brincar com seres humanos. Por isso, ela é muito utilizada por biólogos para estudar o desenvolvimento da inteligência em aves. Uma nova pesquisa publicada nesta terça-feira na revista Current Biology mostra, porém, um comportamento nunca antes visto. Uma cacatua chamada Figaro surpreendeu os cientistas ao criar seus próprios utensílios para alcançar comida.

Ela foi filmada em ação por pesquisadores das universidades de Oxford e Viena, no cativeiro em que vive, próximo à capital austríaca. No vídeo, Figaro aparece utilizando seu bico para arrancar lascas de um tronco de madeira de sua jaula. Posteriormente, o animal usa essa mesma lasca como uma ferramenta para tentar pegar uma noz que está fora de seu alcance.

Os pesquisadores começaram a estudar o comportamento da cacatua após observar o animal brincando com uma pedra, que acabou caindo do outro lado de sua gaiola. Após várias tentativas frustradas de alcançá-la com suas garras, Fígaro pegou um pau e tentou ‘pescar’ o brinquedo.

Para testar as capacidades do animal, os cientistas substituíram a pedra por uma noz. Fígaro arrancou uma lasca de madeira de sua jaula e usou o utensílio para pegar o alimento. “Já estávamos surpresos pelo fato dela utilizar uma ferramenta, mas não esperávamos que ela fosse capaz de fabricá-las”, diz Alice Auersperg, bióloga da Universidade de Viena e principal responsável pelo estudo.

Inteligência animal — Segundo outro dos autores, Alex Kacelnik, da Universidade de Oxford, a cacatua não é uma espécie conhecida por usar ferramentas. “No entanto, ela demonstrou que os membros de uma espécie curiosa, hábil na resolução de problemas e com um grande cérebro podem fabricar utensílios para responder a uma necessidade nova.”

Anteriormente, Kacelnik havia estudado outra espécie de pássaros que utiliza utensílios de forma espontânea, os corvos de Nova Caledônia. Uma fêmea desta espécie, chamada Betty, também surpreendeu os cientistas ao fabricar ganchos para alcançar comida, uma habilidade não conhecida entre essas aves. “Continuamos tentando identificar as operações cognitivas que fazem possíveis estas façanhas. Fígaro e Betty podem nos ajudar a revelar muitas incógnitas na evolução da inteligência”, finalizou Kacelnik.

pássaro

O pássaro foi capaz de arrancar uma lasca de madeira e usá-la para alcançar uma noz fora de sua jaula (Universidade de Viena/Divulgação)

Click e veja o vídeo: http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/cacatua-cria-sua-propria-ferramenta-para-alcancar-comida

Fonte: Veja Ciência


3 de setembro de 2012 | nenhum comentário »

Pesquisadores descobrem nova espécie de ave em Minas Gerais

Vasculhando montanhas com cerca de 1.500 m de altitude no coração de Minas Gerais, pesquisadores encontraram uma nova espécie de pássaro, mais ou menos do tamanho de um sabiá (embora seu “primo” mais conhecido seja o joão-de-barro).

A ave, apelidada por eles de pedreiro-do-espinhaço, é um enigma evolutivo: seus parentes mais próximos, que também gostam de montanhas e de frio, estão a milhares de quilômetros dali, no Rio Grande do Sul, nos Andes e até na Patagônia.

Enquanto tentam entender como o bicho foi parar na serra do Espinhaço, a apenas 50 km de Belo Horizonte, os cientistas também estão levando em conta considerações mais práticas. Para eles, a espécie já “nasce” para a ciência como ameaçada de extinção.

É que o habitat do animal, uma combinação única de rocha e vegetação rasteira adaptada a altitudes elevadas, corre o risco de sumir com a mudança climática, além de sofrer a pressão da atividade humana.

É OU NÃO É?

A pesquisa que levou à descoberta da nova espécie é assinada pelo ornitólogo Guilherme Freitas e por seus colegas Anderson Chaves, Lílian Costa, Fabrício Santos e Marcos Rodrigues, todos da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).

A equipe levou vários anos para cravar que se tratava de um bicho novo, em parte, porque as diferenças entre o pedreiro-do-espinhaço e seus parentes da região Sul (que moram na serra Geral, entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina) são pequenas.

Freitas conta que a descoberta começou com o avistamento de um único indivíduo, em 2006. “Bati umas fotos e achei que só podia ser ele [a espécie do Sul." Talvez fosse um pássaro especialmente aventureiro, tendo voado uns 1.000 km rumo ao norte, pensou o ornitólogo.

Procura que procura, ele e seus colegas foram achando mais bichos, até toparem com casais e filhotes, sinal de que se tratava de uma população residente, e não de alguns pássaros desgarrados.

A equipe conseguiu capturar alguns exemplares e gravar o canto dos pássaros. Análises comparativas da aparência, do padrão de canto e do DNA dos animais levou os pesquisadores a acreditarem, que, de fato, tratava-se de uma espécie nova.

"As diferenças são sutis. Mas, somadas, fortalecem essa hipótese", diz Freitas.

NÁUFRAGO

É difícil saber como a nova espécie acabou evoluindo. É possível que áreas mais baixas fossem propícias à sua presença dezenas de milhares de anos atrás, na Era do Gelo. Conforme o planeta esquentou, a população da serra do Espinhaço teria ficado isolada e adquirido suas características únicas.

Por outro lado, sua origem pode ser ainda mais remota. "As montanhas brasileiras são antigas se comparadas aos Andes, e há vários registros de 'fósseis vivos' no Espinhaço", diz Freitas.

O habitat peculiar da ave são os chamados campos rupestres, terrenos pedregosos cobertos por plantas herbáceas e frequentemente cobertos por neblina, formada pela umidade que vem do mar.

Nesse ambiente, o pedreiro-do-espinhaço caça invertebrados em meio a rachaduras na rocha, musgos, líquens e gramíneas.

Por suas características únicas e por seu isolamento, os campos rupestres são pródigos em animais e plantas endêmicos, ou seja, que só existem lá, e em nenhum outro lugar do mundo.

De 1990 para cá, por exemplo, a serra do Espinhaço já tinha sido palco da descoberta de três outras espécies de aves, coisa rara no planeta hoje.

A descrição científica oficial da espécie será publicada na edição do mês que vem da revista científica "Ibis", especializada em ornitologia.

Editoria de Arte/Folhapress

Folha.com


16 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

‘Peso pena’ das aves é a campeã dos voos de longa distância

Uma minúscula ave cantora, pesando o correspondente a apenas duas colheres de sopa de açúcar, se revelou uma verdadeira maratonista dos ares. Ela cobre uma rota migratória –do Ártico à África, em ida e volta– uma distância de até 29 mil quilômetros, afirmaram cientistas.

O tamanho do pequeno pardal, conhecido como chasco-cinzento ou chasco-do-monte (Oenanthe oenanthe) pesa apenas 25 gramas, mas os biólogos que catalogaram o pássaro insetívoro de plumagem marrom e branca ficaram impressionados com seu desempenho em voo.

Eles prenderam minúsculos geolocalizadores, pesando apenas 1,2 grama, a 46 avezinhas no Alasca e na Ilha de Baffin, no nordeste do Canadá.

As aves do Alasca passaram o inverno na África antes de voltar para casa, uma viagem correspondente, em cada trecho, a cerca de 14.500 km, voando em média 290 km por dia.

Eles sobrevoaram a Sibéria e o deserto arábico, rumo ao Sudão, a Uganda e ao Quênia, uma jornada que levou cerca de 91 dias na ida a e 55 dias na volta.

Um pássaro catalogado, procedente da ilha de Baffin, sobrevoou o Atlântico Norte, pousou na Bretanha (oeste da França), e seguiu para o sul, cruzando a Europa continental, o Mediterrâneo e o Saara para passar o inverno na costa da Mauritânia, no oeste da África, levando 26 dias para ir e 55 para voltar em uma viagem de 7.500 km, aproximadamente.

“Estas são rotas migratórias incríveis, particularmente para aves deste tamanho”, declarou Ryan Norris, da Universidade de Guelph, em Ontário, Canadá.

“Pense em algo menor do que um tordo [espécie de pássaro pequeno], mas um pouco maior do que um tentilhão, que cresce na tundra ártica e alguns meses depois se alimenta na África para o inverno”, acrescentou.

O estudo será publicado na edição desta quarta-feira do jornal “Biology Letters”, um periódico da Royal Society, academia britânica de ciências.

Aves com maiores envergaduras, tais como o cuco e o albatroz, são conhecidas por suas migrações transcontinentais, mas este estudo dá evidências de que uma ave cantora é capaz de fazer o mesmo, afirmaram os cientistas.

“Considerando seu tamanho, esta é uma das maiores migrações, ida e volta, de qualquer ave no mundo e traz à tona questões sobre como uma ave deste tamanho consegue dar conta de jornadas tão exigentes fisicamente duas vezes ao ano, particularmente para os indivíduos jovens que migram sozinhos”, acrescentaram.

Fêmea de um chasco-cinzento, com um geolocalizador nas costas; ave é capaz de fazer grandes distâncias

Fêmea de um chasco-cinzento, com um geolocalizador nas costas; ave é capaz de fazer grandes distâncias. Heiko Schmaljohann/France Presse

Fonte: Da France Presse


1 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Cirurgia retira pedras da barriga de raro kiwi branco

Ave, que é símbolo da Nova Zelândia, se recupera em hospital.

O rato branco de apenas seis meses sobreviveu a operações para tirar pedras na barriga. (Foto: Getty Images / via BBC)

O raro kiwi branco de apenas seis meses sobreviveu a operações para tirar pedras na barriga. (Foto: Getty Images / via BBC)

Um raro kiwi branco de apenas seis meses de idade sobreviveu a operações para retirar pedras de sua barriga, na Nova Zelândia.

Cerca de uma semana atrás, funcionários do Centro de Vida Selvagem Pukaha Mount Bruce notaram que Manukura não estava se alimentando.

Um exame de raio-x revelou que duas pedras grandes estavam obstruindo o sistema digestivo da ave.

Em duas cirurgias diferentes, veterinários no hospital de Wellington usaram raio laser para quebrar as pedras e as retiraram da barriga de Manukura usando endoscopia.

Cativeiro
Funcionários disseram que houve um momento tenso durante os procedimentos, quando o coração do pequeno kiwi passou a bater mais devagar, mas Manukura sobreviveu e está se recuperando isolado dos outros animais.

Kiwis são a ave-símbolo da Nova Zelândia e, como outras aves, podem engolir pedras para ajudar em sua digestão.

Segundo os especialistas, no entanto, Manukura escolheu pedras grandes demais.

O filhote é um de 13 kiwis a nascer em cativeiro no centro de Pukaha Mount Bruce este ano.

A direção do local acredita que ele seja o primeiro kiwi branco a nascer em cativeiro no mundo.

O nome Manukura – que quer dizer aquele de status importante – foi escolhido pela comunidade indígena local Rangitane o Wairarapa. Os idosos do grupo veem a ave como um sinal de um “novo começo”.

Fonte: BBC


17 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Espécie de águia quase extinta é morta por caçadores

Pássaro já havia sido curado de ferimentos em 2010 e devolvido à natureza por agentes de proteção.

A águia-das-filipinas corre o risco de desaparecer por causa da caça e do desflorestamento

A águia-das-filipinas corre o risco de desaparecer por causa da caça e do desflorestamento. Foto: Jason Gutierrez/AFP

Uma das poucas águias-das-filipinas que restam no mundo foi morta por caçadores, informou a Fundação da Águia-das-Filipinas. A fêmea de dois anos foi encontrada com uma bala no corpo em setembro por nativos. Um transmissor de rádio havia sido colocado no animal para que a fundação pudesse rastreá-la.

A ave de rapina, também conhecida por águia-pega-macaco, possui um metro de altura, 2,40 de envergadura e é encontrada apenas nas Filipinas. A espécie está ameaçada de extinção por causa da caça predatória e do desflorestamento. “Mesmo com todo o trabalho duro, se existir uma pessoa que decide atirar na águia, todo o nosso esforço é perdido”, disse Dennis Salvador, chefe da fundação de proteção à águia. De acordo com Salvador, a espécie pode ser extinta em 20 anos.

O animal morto já havia sido tratado pela fundação. Ele foi capturado em 2010 por um fazendeiro, quando tentava atacar seu animal de estimação. O homem entregou a águia para a fundação, onde foi curada e devolvida à natureza com um transmissor de rádio.

A União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na silga em inglês) lista o animal como criticamente ameaçado e estima que restam apenas 670 pássaros. A Fundação da Águia-das-Filipinas já devolveu seis águias à natureza, geradas em cativeiro ou com feridas curadas, mas quatro já morreram. Três delas por caçadores. “Apesar de ser o pássaro símbolo das Filipinas e a caça ser considerada ilegal, o animal ainda é caçado por comida ou recreação”, lamentou Salvador.

De acordo com a União Internacional para a Conservação da Natureza, restam apenas 670 águia-das-filipinas

De acordo com a União Internacional para a Conservação da Natureza, restam apenas 670 águia-das-filipinas (Domínio público / Wikipedia)

Fonte: Veja Ciência


10 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Ave tem filhote em ninho construído em lustre de residência em Cuiabá

Casal de cambacica construiu o ninho em lustre de casa de comerciantes.
Ninho é repleto de gravetos, restos de folhas, gramas e até plástico.

O sobrado de uma família de comerciantes em Cuiabá abriga um casal de visitantes incomum. No lustre da sala, um casal de passarinhos da espécie cambacica, originária do Cerrado, construiu um ninho repleto de gravetos, restos de folhas, gramas e até plástico.

A arquitetura do ninho deveria parecer com uma taça, mas por conta do local inusitado que o casal de aves escolheu para erguer o refúgio, o ninho ficou disforme. Na última semana, o ninho ganhou mais um morador. A espécie entrou em ciclo reprodutivo e um filhote já pia sem parar dentro do ninho pedindo comida.

G1 visitou a residência da família Smerdech e para flagrar mãe e filhote no ninho foram necessárias três horas de observação e paciência. O lustre fica a dois metros de altura em relação ao solo. Ao longo de cada dia, a mãe cambacica sobrevoa pelas redondezas do bairro da Lixeira, na capital, em busca de pequenos insetos e restos de fruta para alimentar o filho. Duas vezes ao dia, ela cumpre a rotina de deixar o filhote cada vez mais forte.

A comerciante Maria de Fátima Smerdech contou ao G1 que só percebeu que no lustre da casa havia sido construído um ninho pela quantidade de sujeira encontrada no chão da sala. “Eu encontrei um monte de cisco no chão, olhei para cima e já tinha aquele formato de ninho”, disse. Maria de Fátima mantém desde criança, uma grande proximidade com as aves. No passado, ela já criou dois papagaios. Atualmente, ela ainda cuida de uma calopsita, que é atração do mercado.

Ninho é construído em lustre de residência em Cuiabá (Foto: Dhiego Maia/G1)

Casal entrou no ciclo reprodutivo e ninho já abriga filhote de cambacica que não para de piar pedindo comida. (Foto: Dhiego Maia/G1)

Toda a família está envolvida com a presença do ninho na sala. Para Aparecido Smerdech, a presença das aves na casa dele representa uma grande benção. “Nos últimos anos nós temos sido tão abençoados que a escolha desses animais tão puros por nossa casa é uma grande benção”, disse em voz embargada.

A espécie
G1 entrevistou o ornitólogo, João Batista de Pinho, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), para saber mais detalhes a respeito da espécie. Segundo o especialista, a cambacica é uma espécie comum em Cuiabá. “Ela é comum nos quintais de Cuiabá e é uma espécie nectiva. Ela se alimenta do néctar das flores, de pequenos insetos e restos de frutas”, explicou.

O ornitólogo confessou ao G1 que estranhou a escolha da ave pelo lustre, já que a região concentra uma infinidade de árvores. “É de se estranhar muito. Pelo que eu vi, próximo da casa tem mangueiras que poderiam ser usadas como território para o ninho”, disse. Mas a varanda de dona Maria de Fátima é convidativa para aves. O local é repleto de plantas e muito visitada por aves de outras espécies, como bem-te-vis e pardais. Ela mantém um reservatório de água açucarada, um chamariz para a cambacica e outras espécies.

A cambacica é uma ave minúscula, não passa de 10 centímetros e pode viver entre quatro a cinco anos. Ela tem papo amarelo e cabeça preta com duas listras brancas paralelas. Pinho esclareceu que a ave não apresenta nenhum risco à saúde humana, por não ser migratória. Na análise do ornitólogo, a ave auxilia no combate à dengue, por se alimentar de insetos dentro da casa. Já o ninho, segundo o ornitólogo, pode ser reutilizado pelo casal de aves, caso não se degrade com o tempo.

Click e veja o vídeo: http://g1.globo.com/mato-grosso/noticia/2011/10/ave-tem-filhote-em-ninho-construido-em-lustre-de-residencia-em-cuiaba.html

 

Fonte: Dhiego Maia, G1, MT

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


19 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Plano nacional tenta evitar extinção de ave que existe apenas no Ceará

Soldadinho-do-Araripe vive em pequena área de Mata Atlântica no estado.
Estima-se que há apenas 800 exemplares do pássaro endêmico.

O risco de desaparecimento do soldadinho-do-Araripe (Antilophia bokermani), um pássaro endêmico do Ceará e que vive em uma região conservada de Mata Atlântica encravada no semi-árido do estado, movimenta ambientalistas e instituições federais de preservação.

Eles estão envolvidos na revisão do Plano de Ação Nacional, liderado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que tem como meta a criação de uma Unidade de Conservação (UC). A reserva vai proteger os animais, os  rios e ajudar no combate ao desmatamento.

Segundo Weber Girão, um dos responsáveis pela descoberta da espécie de ave há 15 anos e coordenador do projeto de proteção, existem aproximadamente 800 exemplares do soldadinho-do-Araripe nas proximidades da cidade de Crato.

“Esses exemplares vivem na Chapada do Araripe, região onde existem cerca de 300 nascentes de água, habitat dessas aves e onde são feitos os ninhos. Entretanto, devido ao mau uso dos recursos hídricos, tais fontes estão sumindo, prejudicando o soldadinho-do-Araripe”, afirma.

Girão complementa que uma em cada quatro aves desta espécie desapareceu da natureza devido ao desmatamento e a canalização das nascentes. “Eles perderam o habitat e sua classificação está no nível criticamente em perigo”, disse.

Exemplar macho de soldadinho-do-Araripe, espécie existente apenas no Ceará e que corre o risco de desaparecer (Foto: Divulgação/Ciro Albano)

Exemplar macho de soldadinho-do-Araripe, espécie existente apenas no Ceará e que corre o risco de desaparecer (Foto: Divulgação/Ciro Albano)

 

Plano
Original de 2006, o plano nacional foi revisado e tenta envolver a sociedade para conservar uma área de 31 km² de Mata Atlântica existente entre as cidades de Crato, Barbalha e Missão Velha. “A criação da unidade de conservação integral preservaria o pássaro e auxiliaria na recuperação de seu habitat”, afirma Girão.

De acordo com Eliana Maria Corbucci, analista ambiental do ICMBio e coordenadora da área de criação das unidades de conservação, processos como o estudo fundiário da região, consulta pública à população e a órgãos federais precisam serão concluídos em um prazo de dois anos. “A partir deste ponto, o documento de criação da UC passará por análise na Casa Civil, onde terá mais um tempo para análise”, disse Eliana.

Para Weber Girão, se as metas programadas não forem cumpridas em cinco anos, o risco de extinção se torna real. “Esse período será decisivo”, disse.

Espécime fêmea de soldadinho-do-Araripe em um ninho, em região preservada no Ceará (Foto: Divulgação/Ciro Albano)

Espécime fêmea de soldadinho-do-Araripe em um ninho, em região preservada no Ceará (Foto: Divulgação/Ciro Albano)

 

Fonte: Eduardo Carvalho, Globo Natureza, São Paulo


9 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Nova espécie de ave é descoberta nos Estados Unidos

Batizada de pardela-bryan, ave marinha foi encontrada no Havaí.
Há 40 anos não eram encontradas novas espécies de aves no país.

Após quase 40 anos sem registrar descobertas de pássaros nos Estados Unidos, o Instituto Smithsonian de Conservação e Biologia encontrou uma nova espécie de ave marinha na região do Havaí, batizada de pardela-bryan.

O pássaro já estava com pesquisadores desde 1963, quando foi encontrado em Midway Atoll, em uma das ilhas havaianas. Entretanto, recentes exames genéticos foram realizados e comprovaram a existência da nova espécie.

Segundo Rob Fleischer, coordenador do Centro de Conservação e Genética evolutiva do Smithsonian, o pardela-bryan foi visto por pesquisadores apenas duas vezes e por isso a espécie é considerada rara ou mesmo extinta.

pássaro (Foto: Divulgação/Reginald David/Smithsonian)

Imagem feita da ave pardela-bryan (Foto: Divulgação/Reginald David/Smithsonian)

Fonte: Globo Natureza, São Paulo


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