11 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Pesquisadores encontram grande quantidade de plástico no estômago de aves marinhas

Em alguns fulmares, aves marinhas parecidas com gaivotas, foram encontradas mais de 400 pedaços de plástico. Média encontrada por ave foi de 36,8 pedaços

Mancha de lixo plástico aumentou 100 vezes nos últimos 100 anos no norte do Pacífico. Imagem: Veja Ciência

Pesquisadores da Universidade da Colúmbia Britânica (UBC), no Canadá, encontraram grandes quantidades de plástico ao analisar o estômago de fulmares, um gênero de aves marinhas, na costa noroeste do Oceano Pacífico.

Semelhantes a gaivotas e albatrozes, os fulmares são considerados “sentinelas” da preservação marinha. Das 67 aves analisadas, 92% tinham algum tipo de plástico no estômago, como cordas, papel de bala, isopor, entre outros. O estudo foi publicado na versão online do periódicoMarine Pollution Bulletin. Uma média de 36,8 pedaços de plástico por ave foi encontrada. O peso total do plástico era de 0,385 gramas por pássaro. No estômago de um pássaro pesquisado foram encontradas 454 pedaços de plástico.

Esse nível de poluição encontrado no estômago destas aves é considerado alto pelos pesquisadores. “O estômago delas é um retrato da poluição em uma grande área no norte do Oceano Pacífico”, disse Stephanie Avery-Gomm, estudante do departamento de Zoologia da UBC e coordenadora do estudo.

Os fulmares se alimentam exclusivamente de animais marinhos e retêm por muitos anos os plásticos ingeridos durante a alimentação — esses materiais podem ser ingeridos durante a pesca ou quando as aves se alimentam de presas que também ingeriram plástico.

Análises dos estômagos dessas aves vem sendo feitas para medir a poluição marinha desde 1980. No oceano Pacífico, uma enorme ‘sopa’ de lixo plástico flutuante mantém cientistas e ambientalistas preocupados com a manutenção do ecossistema da região.

Nos últimos quarenta anos, esse enorme redemoinho de lixo plástico aumentou 100 vezes.

“Apesar da proximidade desse grande lixo flutuante que fica no norte do Oceano Pacífico, a poluição por plástico vem sendo negligenciada na nossa costa”, disse Avery-Gomm.

Os pesquisadores propõem um estudo anual para monitorar as taxas de poluição por plástico e a elaboração de estratégias mais eficazes de controle desses resíduos.

Ave da espécie Fulmar glacialis

Análise do estômago de aves da espécie Fulmar glacialis revelou alto nível de poluição no noroeste do oceano Pacífico (Nick Cobbing/Greenpeace)

Fonte: Veja Ciência






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Pesquisadores encontram grande quantidade de plástico no estômago de aves marinhas

Em alguns fulmares, aves marinhas parecidas com gaivotas, foram encontradas mais de 400 pedaços de plástico. Média encontrada por ave foi de 36,8 pedaços

Mancha de lixo plástico aumentou 100 vezes nos últimos 100 anos no norte do Pacífico. Imagem: Veja Ciência

Pesquisadores da Universidade da Colúmbia Britânica (UBC), no Canadá, encontraram grandes quantidades de plástico ao analisar o estômago de fulmares, um gênero de aves marinhas, na costa noroeste do Oceano Pacífico.

Semelhantes a gaivotas e albatrozes, os fulmares são considerados “sentinelas” da preservação marinha. Das 67 aves analisadas, 92% tinham algum tipo de plástico no estômago, como cordas, papel de bala, isopor, entre outros. O estudo foi publicado na versão online do periódicoMarine Pollution Bulletin. Uma média de 36,8 pedaços de plástico por ave foi encontrada. O peso total do plástico era de 0,385 gramas por pássaro. No estômago de um pássaro pesquisado foram encontradas 454 pedaços de plástico.

Esse nível de poluição encontrado no estômago destas aves é considerado alto pelos pesquisadores. “O estômago delas é um retrato da poluição em uma grande área no norte do Oceano Pacífico”, disse Stephanie Avery-Gomm, estudante do departamento de Zoologia da UBC e coordenadora do estudo.

Os fulmares se alimentam exclusivamente de animais marinhos e retêm por muitos anos os plásticos ingeridos durante a alimentação — esses materiais podem ser ingeridos durante a pesca ou quando as aves se alimentam de presas que também ingeriram plástico.

Análises dos estômagos dessas aves vem sendo feitas para medir a poluição marinha desde 1980. No oceano Pacífico, uma enorme ‘sopa’ de lixo plástico flutuante mantém cientistas e ambientalistas preocupados com a manutenção do ecossistema da região.

Nos últimos quarenta anos, esse enorme redemoinho de lixo plástico aumentou 100 vezes.

“Apesar da proximidade desse grande lixo flutuante que fica no norte do Oceano Pacífico, a poluição por plástico vem sendo negligenciada na nossa costa”, disse Avery-Gomm.

Os pesquisadores propõem um estudo anual para monitorar as taxas de poluição por plástico e a elaboração de estratégias mais eficazes de controle desses resíduos.

Ave da espécie Fulmar glacialis

Análise do estômago de aves da espécie Fulmar glacialis revelou alto nível de poluição no noroeste do oceano Pacífico (Nick Cobbing/Greenpeace)

Fonte: Veja Ciência