3 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Metade da bacia do Pantanal está sob risco ambiental, avalia estudo

Foram avaliadas áreas no Brasil, Bolívia, Paraguai e Argentina.
Degradação de nascentes e barragens são apontadas como ameaças.

Metade da bacia do rio Paraguai, que abriga o Pantanal, está sob alto ou médio risco ambiental, mostra estudo divulgado nesta quinta-feira (02). Realizado ao longo de três anos pelo WWF, The Nature Conservancy e Centro de Pesquisas do Pantanal, ele coloca hidrelétricas e atividades humanas entre as maiores ameaças.

Planaltos e chapadões que circundam o Pantanal, onde nascem os principais rios da bacia, seriam as áreas que enfrentam os maiores riscos. A pesquisa avaliou regiões no Brasil, Bolívia, Paraguai e Argentina e tem como objetivo subsidiar os governos dos quatro países no desenvolvimento de uma agenda de adaptação do Pantanal às alterações do clima.

“A bacia do rio Paraguai apresenta alto risco ecológico potencial, requerendo ações urgentes e prioritárias de proteção das cabeceiras”, afirma o estudo.

As barragens e hidrelétricas, apontadas como fatores de risco, devem aumentar no Pantanal nos próximos anos. De acordo com o relatório, existem 115 barramentos previstos para a década, 75% de pequenas centrais hidrelétricas, o que deve elevar os riscos ambientais.

“Barramentos ameaçam a duração e a intensidade dos ciclos de cheias e vazantes, colocando em cheque a vida, economias e populações que dependem do equilíbrio ecológico do Pantanal”, considerou Albano Araújo, coordenador da Estratégia de Água Doce do Programa de Conservação da Mata Atlântica e das Savanas Centrais da The Nature Conservancy.

Entre as atividades humanas, as maiores ameaças seriam a pecuária e a agricultura. Desmatamento, hidrovias, rodovias e mineração também são apontados no estudo como fatores de risco.

Cabeceiras, nas bordas do Pantanal, enfrentam os maiores riscos, segundo pesquisa (Foto: Divulgação / WWF)

Cabeceiras, nas bordas do Pantanal, enfrentam os maiores riscos, segundo pesquisa (Foto: Divulgação / WWF)

Preservação
A pesquisa avalia que seriam necessárias novas medidas de preservação do Pantanal. Uma delas seria a criação de novas unidades de proteção, principalmente em áreas de cabeceiras. Atualmente, existem 170 áreas protegidas na bacia do rio Paraguai, mas elas não estão distribuídas de forma adequada, critica o estudo.

Outra medida seria a implantação de medidas de conservação em terras privadas, por exemplo, melhores práticas de manejo de água e solo em atividades agropecuárias. No caso das hidrelétricas, uma possível solução, de acordo com a pesquisa, seria a implementação de esquemas de operação que mantenham os ciclos de cheias e vazantes de modo semelhante ao natural.

O Pantanal é a maior planície inundável do planeta. Seus ciclos anuais de cheias e secas são fundamentais para a vida de milhares de espécies, além de terem importantes impactos econômicos, como a fertilização natural dos campos.

 

Fonte: Globo Natureza, São Paulo


4 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Astronauta da Estação Espacial Internacional tira foto do Rio Paraná

Imagem mostra trecho do rio próximo à cidade de Goya, na Argentina.
Cor dos afluentes mostra presença de sedimentos na bacia hidrográfica.

O Observatório da Terra, site da Nasa que traz imagens e descobertas sobre o planeta, divulgou uma foto da bacia do Rio Paraná, a segunda maior da América do Sul, nesta semana. O registro foi feito pela tripulação da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês).

A imagem cobre um trecho de 29 quilômetros do rio – com tributários que se estendem a países como Bolívia, Brasil, Paraguai e Argentina – próximo à cidade argentina de Goya. O curso d’água é profundo o suficiente para permitir a navegação de navios pequenos.

O acúmulo de sedimentos aparecem em todos os afluentes assim como no próprio Rio Paraná. A foto ainda permite identificar antigos canais existentes na região e compará-los com os atuais, na parte direita da imagem.

Paraná ISS 1 (Foto: Centro Espacial Johnson / Nasa)

Canais antigos (à direita, entre os dois principais cursos d’água) apresentam formatos parecidos com os atuais (no centro da foto) na bacia do Rio Paraná. (Foto: Centro Espacial Johnson / Nasa)

Fonte: Globo Natureza, em São Paulo






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3 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Metade da bacia do Pantanal está sob risco ambiental, avalia estudo

Foram avaliadas áreas no Brasil, Bolívia, Paraguai e Argentina.
Degradação de nascentes e barragens são apontadas como ameaças.

Metade da bacia do rio Paraguai, que abriga o Pantanal, está sob alto ou médio risco ambiental, mostra estudo divulgado nesta quinta-feira (02). Realizado ao longo de três anos pelo WWF, The Nature Conservancy e Centro de Pesquisas do Pantanal, ele coloca hidrelétricas e atividades humanas entre as maiores ameaças.

Planaltos e chapadões que circundam o Pantanal, onde nascem os principais rios da bacia, seriam as áreas que enfrentam os maiores riscos. A pesquisa avaliou regiões no Brasil, Bolívia, Paraguai e Argentina e tem como objetivo subsidiar os governos dos quatro países no desenvolvimento de uma agenda de adaptação do Pantanal às alterações do clima.

“A bacia do rio Paraguai apresenta alto risco ecológico potencial, requerendo ações urgentes e prioritárias de proteção das cabeceiras”, afirma o estudo.

As barragens e hidrelétricas, apontadas como fatores de risco, devem aumentar no Pantanal nos próximos anos. De acordo com o relatório, existem 115 barramentos previstos para a década, 75% de pequenas centrais hidrelétricas, o que deve elevar os riscos ambientais.

“Barramentos ameaçam a duração e a intensidade dos ciclos de cheias e vazantes, colocando em cheque a vida, economias e populações que dependem do equilíbrio ecológico do Pantanal”, considerou Albano Araújo, coordenador da Estratégia de Água Doce do Programa de Conservação da Mata Atlântica e das Savanas Centrais da The Nature Conservancy.

Entre as atividades humanas, as maiores ameaças seriam a pecuária e a agricultura. Desmatamento, hidrovias, rodovias e mineração também são apontados no estudo como fatores de risco.

Cabeceiras, nas bordas do Pantanal, enfrentam os maiores riscos, segundo pesquisa (Foto: Divulgação / WWF)

Cabeceiras, nas bordas do Pantanal, enfrentam os maiores riscos, segundo pesquisa (Foto: Divulgação / WWF)

Preservação
A pesquisa avalia que seriam necessárias novas medidas de preservação do Pantanal. Uma delas seria a criação de novas unidades de proteção, principalmente em áreas de cabeceiras. Atualmente, existem 170 áreas protegidas na bacia do rio Paraguai, mas elas não estão distribuídas de forma adequada, critica o estudo.

Outra medida seria a implantação de medidas de conservação em terras privadas, por exemplo, melhores práticas de manejo de água e solo em atividades agropecuárias. No caso das hidrelétricas, uma possível solução, de acordo com a pesquisa, seria a implementação de esquemas de operação que mantenham os ciclos de cheias e vazantes de modo semelhante ao natural.

O Pantanal é a maior planície inundável do planeta. Seus ciclos anuais de cheias e secas são fundamentais para a vida de milhares de espécies, além de terem importantes impactos econômicos, como a fertilização natural dos campos.

 

Fonte: Globo Natureza, São Paulo


4 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Astronauta da Estação Espacial Internacional tira foto do Rio Paraná

Imagem mostra trecho do rio próximo à cidade de Goya, na Argentina.
Cor dos afluentes mostra presença de sedimentos na bacia hidrográfica.

O Observatório da Terra, site da Nasa que traz imagens e descobertas sobre o planeta, divulgou uma foto da bacia do Rio Paraná, a segunda maior da América do Sul, nesta semana. O registro foi feito pela tripulação da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês).

A imagem cobre um trecho de 29 quilômetros do rio – com tributários que se estendem a países como Bolívia, Brasil, Paraguai e Argentina – próximo à cidade argentina de Goya. O curso d’água é profundo o suficiente para permitir a navegação de navios pequenos.

O acúmulo de sedimentos aparecem em todos os afluentes assim como no próprio Rio Paraná. A foto ainda permite identificar antigos canais existentes na região e compará-los com os atuais, na parte direita da imagem.

Paraná ISS 1 (Foto: Centro Espacial Johnson / Nasa)

Canais antigos (à direita, entre os dois principais cursos d’água) apresentam formatos parecidos com os atuais (no centro da foto) na bacia do Rio Paraná. (Foto: Centro Espacial Johnson / Nasa)

Fonte: Globo Natureza, em São Paulo