27 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Confinados a espaços menores, coalas enfrentam doença fatal

Cientistas afirmam que infecção bacteriana tem capacidade de acabar com a espécie na Austrália

Uma das criaturas mais apreciadas da Austrália, o coala enfrenta sérios problemas. Em face da perda de seu habitat, das alterações climáticas e de doenças causadas por bactérias, ele está sendo forçado a ocupar regiões cada vez menores do país. No vasto estado de Queensland, que fica no extremo nordeste do país, pesquisas sugerem que de 2001 a 2008 o número de coalas diminuiu até 45 por cento nas áreas urbanas e 15 por cento no cerrado.

Além disso, embora as mudanças climáticas e a perda de habitat também afetem muitos outros animais exclusivos da Austrália – de pássaros e rãs a marsupiais como os vombates, pequenos cangurus e bandicoots – o que vem preocupando vários cientistas em relação ao destino dos coalas é uma infecção bacteriana.

“A doença é uma assassina de certa forma silenciosa e possui potencial bastante real para acabar com a população de coalas de Queensland”, afirmou a Dra. Amber Gillett, veterinária do Hospital da Vida Selvagem do Zoológico da Austrália, em Beerwah, Queensland.

A culpada pelas mortes é a clamídia, gênero de bactérias muito mais conhecido por causar doenças venéreas em humanos do que por devastar populações de coalas. Pesquisas recentes em Queensland mostraram o desenvolvimento de sintomas da doença em até 50 por cento dos coalas selvagens do estado, e muitos outros provavelmente estão infectados, mas sem apresentar os sintomas.

A bactéria é transmitida durante o nascimento, através do acasalamento e talvez em disputas, e as duas cepas encontradas são diferentes das causadoras da forma humana da doença. A primeira éChlamydia pecorum, que vem causando a maior parte dos problemas de saúde dos coalas do estado de Queensland, e a segunda e menos comum é a C. pneumoniae.

Ao contrário da C. pecorum, a cepa pneumoniae pode ser transmitida a outras espécies, mas até agora não há evidências de que tenha passado dos coalas para os seres humanos ou vice-versa.

A clamídia causa diversos sintomas nos coalas, incluindo infecção nos olhos, que pode levar à cegueira, tornando difícil a procura pelas escassas folhas de eucalipto, sua principal fonte de alimentação. A bactéria também pode produzir infecções respiratórias, junto com cistos que podem tornar as fêmeas de coalas inférteis.

A epidemia tem sido particularmente grave em Queensland, onde quase todos os animais estão infectados por um retrovírus, afirmou Gillett. O retrovírus que atinge os coalas é uma infecção semelhante ao HIV, que suprime o sistema imunológico e interfere na capacidade de lutar contra a clamídia.

“Nas populações de coalas do sul do país, onde a predominância do retrovírus é bem menor, funções imunes normais tendem a resultar em poucos casos de clamídia”, afirmou Gillett.

Tratar a clamídia em coalas selvagens é um desafio, afirmou Gillett. A doença é tão devastadora que apenas uma porcentagem pequena de animais pode ser tratada com sucesso e devolvida à natureza. Além disso, as fêmeas infectadas ficam muitas vezes inférteis – como a condição é irreversível, o crescimento futuro das populações também é afetado.

Não há tratamento disponível para o retrovírus dos coalas, contudo, pesquisadores estão trabalhando para testar uma vacina que ajudaria a evitar uma maior propagação da infecção por clamídia nos coalas de Queensland.

Um estudo publicado em 2010 no The American Journal of Reproductive Immunology descobriu que a vacina é segura e eficaz no tratamento de fêmeas de coala saudáveis. Mais trabalhos estão sendo realizados para testá-la em coalas infectados.

Professor de microbiologia da Universidade de Tecnologia de Queensland, Peter Timms está na liderança dos esforços para testar a vacina contra a clamídia em coalas, e tem esperanças de que outros testes da vacina sejam realizados este ano em coalas machos em cativeiro e posteriormente em coalas selvagens. Se tudo correr bem, os planos de distribuir a vacina mais amplamente podem ser postos em ação.

“Será impossível vacinar todos os coalas da natureza”, afirmou.

Não há um plano para salvar os coalas na Austrália. Cabe a cada região estabelecer planos de manejo para a sua população de coalas. Por isso, assim que for demonstrado que a vacina é totalmente segura e eficaz, Timms sugere a aplicação em populações específicas e ameaçadas, de locais que facilitem a captura e a soltura dos animais, como as populações cujas áreas estão totalmente delimitadas por estradas e empreendimentos habitacionais.

Timms também está trabalhando em uma vacina de dose única, para tornar mais viável a vacinação dos coalas selvagens.

Outra possibilidade seria tornar a distribuição da vacina parte da rotina no tratamento dos milhares de coalas trazidos aos centros de assistência todos os anos, após terem sido atropelados ou atacados por cães, afirmou Timms.

Embora seja uma combinação de problemas o que aflige a população de coalas selvagens, para muitos especialistas a vacina seria um passo importante a fim de contribuir para que sobrevivam por mais tempo. Ela pode proporcionar ganho de tempo suficiente para fornecer aos pesquisadores a oportunidade de resolver alguns dos outros problemas que os coalas enfrentam na Austrália.

“Nas situações em que estão associadas diminuição de habitat, ataques de cães domésticos e atropelamentos à infecção grave por clamídia, as consequências podem ser devastadoras”, afirmou Gillett.

Foto: National Geographic

Fonte: The New York Times


19 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Bactérias transgênicas podem limpar águas poluídas com mercúrio

Bactérias transgênicas que suportam altas doses de mercúrio poderiam facilitar a limpeza de áreas contaminadas com o metal, afirmam cientistas da Universidade Interamericana do Porto Rico.

Segundo o Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), anualmente, a indústria química e a mineração vertem 6.000 toneladas de mercúrio no ambiente.

Esse metal, que pode entrar na cadeia alimentar, é muito tóxico, sobretudo na forma de metilmercúrio, para humanos e animais.

Oscar Ruiz e seus colegas da Universidade Interamericana do Porto Rico consideram que as bactérias transgênicas que criaram são “uma alternativa” às custosas técnicas de descontaminação adotadas atualmente.

Capazes de proliferar em uma solução contendo 24 vezes a dose mortal de mercúrio para bactérias não resistentes, as cepas transgênicas conseguiram absorver em cinco dias 80% do mercúrio contido no líquido, segundo estudo publicado em Londres pela “BMC Biotechnology”.

As bactérias Escherichia coli se tornaram resistentes a altas concentrações de mercúrio, graças à inserção de um gene que permite a elas produzir metalotioneína, proteína que desempenha um papel de desintoxicação no organismo de ratos.

Trata-se, segundo os cientistas, do “primeiro estudo” que prova que a metalotioneína “garante uma resistência ao mercúrio e permite sua acumulação na bactéria”, que o absorve.

O mercúrio recuperado pelas bactérias nas áreas contaminadas poderia ser utilizado em novas aplicações industriais, segundo a equipe de cientistas.

As bactérias transgênicas demonstraram ser capazes de extrair mercúrio de um líquido, de forma que “a primeira e principal aplicação poderia ser recuperar o mercúrio na água e em outros líquidos”, explicou Ruiz em e-mail à AFP.

Não se descarta seu uso a longo prazo para a descontaminação.

“Temos ideias de como poderia funcionar”, afirmou Ruiz, convencido de que seria mais barato que os sistemas atuais.

Fonte: Da France Presse


19 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Estudo culpa esgoto por desaparecimento de coral no Caribe

A bactéria causadora de uma enfermidade que está acabando com um tipo de coral ameaçado de extinção do Caribe é proveniente das águas poluídas de uma rede de esgotos, mostra um estudo publicado nos Estados Unidos na quarta-feira.

O coral, chamado de chifre-de-veado, vive nas águas do sul da Flórida e do arquipélago das Bahamas e chegou a ser a espécie mais numerosa no Caribe, mas tem desaparecido por conta de uma enfermidade causada pela bactériaSerratia Marcescens, que é encontrada em fezes humanas e de animais.

Até agora não se sabia com certeza que tipo de bactéria estava afetando o coral, mas os cientistas analisaram a bactéria de uma planta de águas residuais em Key West, na Flórida, e a compararam com amostras fecais de animais e aves locais para chegar à conclusão.

Os cientistas descobriram que a bactéria que causava a morte dos corais era do mesmo tipo encontrado nas redes de esgoto.

“A boa notícia é que podemos resolver este problema através do tratamento de esgoto”, disse o co-autor do informe, James Porter, da Universidade de Geórgia.

O estudo, publicado na revista científica “PLoS One”, assegura que toda a área do sul da Flórida está modernizando a rede de esgoto, o que deverá impedir que a bactéria chegue ao oceano aberto.

Segundo a Noaa (Administração Nacional dos Oceanos e a Atmosfera dos Estados Unidos), as enfermidades, a contaminação, os depredadores, o aquecimento das águas e as tormentas têm contribuído para uma diminuição da população de corais entre 75% e 95% desde 1980.

Fonte: Da France Presse


19 de janeiro de 2011 | nenhum comentário »

Zoológico sacrifica 14 leões infectados por bactéria no Irã

Funcionários do zoológico Eram, em Teerã, no Irã, sacrificaram 14 leões doentes, informou nesta segunda-feira (17) o jornal estatal iraniano Jam e Jam. Segundo a reportagem, os animais foram mortos por estarem infectados pela bactéria Burkholdelia mallei.

A bactéria é causadora da doença conhecida como mormo, que obstrui vias respiratórias e é mais comum em cavalos. A doença é contagiosa e pode ser transmitida a humanos. No Brasil, o Ministério da Agricultura recomenda que o animal diagnosticado com mormo seja sacrificado “imediatamente”.

Ao jornal Jam e Jam, um veterinário local disse que a morte dos leões pode estar relacionada a problemas de gerência na instituição, que permanece fechada. Já o gerente do zoológico, Amir Elhami, afirmou à televisão estatal iraniana que a bactéria causadora da morte dos leões foi trazida ao local por meio de um tigre infectado doado pela Rússia.

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O Irã enviou dois leopardos persas à Rússia em abril do ano passado em troca dois tigres siberianos. Um deles morreu no fim de dezembro. “O tigre russo trazido ao país carregava a bactéria do mormo e não contraiu a doença no Irã”, disse Elhami à televisão iraniana.

Outra reportagem publicada na agência estatal de notícias da Rússia, Ria Novosti, destaca a acusação de Elhami e afirma que a doença mormo “não é endêmica na Rússia, mas comum no Oriente Médio”. “Os tigres passaram por check-up de saúde completo antes de serem enviados ao Irã e o mormo não foi detectado”, disse à Novosti o coordenador da organização não governamental (ONG) WWF na Rússia, Vladimir Krever.

Fonte: Globo Natureza






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Confinados a espaços menores, coalas enfrentam doença fatal

Cientistas afirmam que infecção bacteriana tem capacidade de acabar com a espécie na Austrália

Uma das criaturas mais apreciadas da Austrália, o coala enfrenta sérios problemas. Em face da perda de seu habitat, das alterações climáticas e de doenças causadas por bactérias, ele está sendo forçado a ocupar regiões cada vez menores do país. No vasto estado de Queensland, que fica no extremo nordeste do país, pesquisas sugerem que de 2001 a 2008 o número de coalas diminuiu até 45 por cento nas áreas urbanas e 15 por cento no cerrado.

Além disso, embora as mudanças climáticas e a perda de habitat também afetem muitos outros animais exclusivos da Austrália – de pássaros e rãs a marsupiais como os vombates, pequenos cangurus e bandicoots – o que vem preocupando vários cientistas em relação ao destino dos coalas é uma infecção bacteriana.

“A doença é uma assassina de certa forma silenciosa e possui potencial bastante real para acabar com a população de coalas de Queensland”, afirmou a Dra. Amber Gillett, veterinária do Hospital da Vida Selvagem do Zoológico da Austrália, em Beerwah, Queensland.

A culpada pelas mortes é a clamídia, gênero de bactérias muito mais conhecido por causar doenças venéreas em humanos do que por devastar populações de coalas. Pesquisas recentes em Queensland mostraram o desenvolvimento de sintomas da doença em até 50 por cento dos coalas selvagens do estado, e muitos outros provavelmente estão infectados, mas sem apresentar os sintomas.

A bactéria é transmitida durante o nascimento, através do acasalamento e talvez em disputas, e as duas cepas encontradas são diferentes das causadoras da forma humana da doença. A primeira éChlamydia pecorum, que vem causando a maior parte dos problemas de saúde dos coalas do estado de Queensland, e a segunda e menos comum é a C. pneumoniae.

Ao contrário da C. pecorum, a cepa pneumoniae pode ser transmitida a outras espécies, mas até agora não há evidências de que tenha passado dos coalas para os seres humanos ou vice-versa.

A clamídia causa diversos sintomas nos coalas, incluindo infecção nos olhos, que pode levar à cegueira, tornando difícil a procura pelas escassas folhas de eucalipto, sua principal fonte de alimentação. A bactéria também pode produzir infecções respiratórias, junto com cistos que podem tornar as fêmeas de coalas inférteis.

A epidemia tem sido particularmente grave em Queensland, onde quase todos os animais estão infectados por um retrovírus, afirmou Gillett. O retrovírus que atinge os coalas é uma infecção semelhante ao HIV, que suprime o sistema imunológico e interfere na capacidade de lutar contra a clamídia.

“Nas populações de coalas do sul do país, onde a predominância do retrovírus é bem menor, funções imunes normais tendem a resultar em poucos casos de clamídia”, afirmou Gillett.

Tratar a clamídia em coalas selvagens é um desafio, afirmou Gillett. A doença é tão devastadora que apenas uma porcentagem pequena de animais pode ser tratada com sucesso e devolvida à natureza. Além disso, as fêmeas infectadas ficam muitas vezes inférteis – como a condição é irreversível, o crescimento futuro das populações também é afetado.

Não há tratamento disponível para o retrovírus dos coalas, contudo, pesquisadores estão trabalhando para testar uma vacina que ajudaria a evitar uma maior propagação da infecção por clamídia nos coalas de Queensland.

Um estudo publicado em 2010 no The American Journal of Reproductive Immunology descobriu que a vacina é segura e eficaz no tratamento de fêmeas de coala saudáveis. Mais trabalhos estão sendo realizados para testá-la em coalas infectados.

Professor de microbiologia da Universidade de Tecnologia de Queensland, Peter Timms está na liderança dos esforços para testar a vacina contra a clamídia em coalas, e tem esperanças de que outros testes da vacina sejam realizados este ano em coalas machos em cativeiro e posteriormente em coalas selvagens. Se tudo correr bem, os planos de distribuir a vacina mais amplamente podem ser postos em ação.

“Será impossível vacinar todos os coalas da natureza”, afirmou.

Não há um plano para salvar os coalas na Austrália. Cabe a cada região estabelecer planos de manejo para a sua população de coalas. Por isso, assim que for demonstrado que a vacina é totalmente segura e eficaz, Timms sugere a aplicação em populações específicas e ameaçadas, de locais que facilitem a captura e a soltura dos animais, como as populações cujas áreas estão totalmente delimitadas por estradas e empreendimentos habitacionais.

Timms também está trabalhando em uma vacina de dose única, para tornar mais viável a vacinação dos coalas selvagens.

Outra possibilidade seria tornar a distribuição da vacina parte da rotina no tratamento dos milhares de coalas trazidos aos centros de assistência todos os anos, após terem sido atropelados ou atacados por cães, afirmou Timms.

Embora seja uma combinação de problemas o que aflige a população de coalas selvagens, para muitos especialistas a vacina seria um passo importante a fim de contribuir para que sobrevivam por mais tempo. Ela pode proporcionar ganho de tempo suficiente para fornecer aos pesquisadores a oportunidade de resolver alguns dos outros problemas que os coalas enfrentam na Austrália.

“Nas situações em que estão associadas diminuição de habitat, ataques de cães domésticos e atropelamentos à infecção grave por clamídia, as consequências podem ser devastadoras”, afirmou Gillett.

Foto: National Geographic

Fonte: The New York Times


19 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Bactérias transgênicas podem limpar águas poluídas com mercúrio

Bactérias transgênicas que suportam altas doses de mercúrio poderiam facilitar a limpeza de áreas contaminadas com o metal, afirmam cientistas da Universidade Interamericana do Porto Rico.

Segundo o Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), anualmente, a indústria química e a mineração vertem 6.000 toneladas de mercúrio no ambiente.

Esse metal, que pode entrar na cadeia alimentar, é muito tóxico, sobretudo na forma de metilmercúrio, para humanos e animais.

Oscar Ruiz e seus colegas da Universidade Interamericana do Porto Rico consideram que as bactérias transgênicas que criaram são “uma alternativa” às custosas técnicas de descontaminação adotadas atualmente.

Capazes de proliferar em uma solução contendo 24 vezes a dose mortal de mercúrio para bactérias não resistentes, as cepas transgênicas conseguiram absorver em cinco dias 80% do mercúrio contido no líquido, segundo estudo publicado em Londres pela “BMC Biotechnology”.

As bactérias Escherichia coli se tornaram resistentes a altas concentrações de mercúrio, graças à inserção de um gene que permite a elas produzir metalotioneína, proteína que desempenha um papel de desintoxicação no organismo de ratos.

Trata-se, segundo os cientistas, do “primeiro estudo” que prova que a metalotioneína “garante uma resistência ao mercúrio e permite sua acumulação na bactéria”, que o absorve.

O mercúrio recuperado pelas bactérias nas áreas contaminadas poderia ser utilizado em novas aplicações industriais, segundo a equipe de cientistas.

As bactérias transgênicas demonstraram ser capazes de extrair mercúrio de um líquido, de forma que “a primeira e principal aplicação poderia ser recuperar o mercúrio na água e em outros líquidos”, explicou Ruiz em e-mail à AFP.

Não se descarta seu uso a longo prazo para a descontaminação.

“Temos ideias de como poderia funcionar”, afirmou Ruiz, convencido de que seria mais barato que os sistemas atuais.

Fonte: Da France Presse


19 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Estudo culpa esgoto por desaparecimento de coral no Caribe

A bactéria causadora de uma enfermidade que está acabando com um tipo de coral ameaçado de extinção do Caribe é proveniente das águas poluídas de uma rede de esgotos, mostra um estudo publicado nos Estados Unidos na quarta-feira.

O coral, chamado de chifre-de-veado, vive nas águas do sul da Flórida e do arquipélago das Bahamas e chegou a ser a espécie mais numerosa no Caribe, mas tem desaparecido por conta de uma enfermidade causada pela bactériaSerratia Marcescens, que é encontrada em fezes humanas e de animais.

Até agora não se sabia com certeza que tipo de bactéria estava afetando o coral, mas os cientistas analisaram a bactéria de uma planta de águas residuais em Key West, na Flórida, e a compararam com amostras fecais de animais e aves locais para chegar à conclusão.

Os cientistas descobriram que a bactéria que causava a morte dos corais era do mesmo tipo encontrado nas redes de esgoto.

“A boa notícia é que podemos resolver este problema através do tratamento de esgoto”, disse o co-autor do informe, James Porter, da Universidade de Geórgia.

O estudo, publicado na revista científica “PLoS One”, assegura que toda a área do sul da Flórida está modernizando a rede de esgoto, o que deverá impedir que a bactéria chegue ao oceano aberto.

Segundo a Noaa (Administração Nacional dos Oceanos e a Atmosfera dos Estados Unidos), as enfermidades, a contaminação, os depredadores, o aquecimento das águas e as tormentas têm contribuído para uma diminuição da população de corais entre 75% e 95% desde 1980.

Fonte: Da France Presse


19 de janeiro de 2011 | nenhum comentário »

Zoológico sacrifica 14 leões infectados por bactéria no Irã

Funcionários do zoológico Eram, em Teerã, no Irã, sacrificaram 14 leões doentes, informou nesta segunda-feira (17) o jornal estatal iraniano Jam e Jam. Segundo a reportagem, os animais foram mortos por estarem infectados pela bactéria Burkholdelia mallei.

A bactéria é causadora da doença conhecida como mormo, que obstrui vias respiratórias e é mais comum em cavalos. A doença é contagiosa e pode ser transmitida a humanos. No Brasil, o Ministério da Agricultura recomenda que o animal diagnosticado com mormo seja sacrificado “imediatamente”.

Ao jornal Jam e Jam, um veterinário local disse que a morte dos leões pode estar relacionada a problemas de gerência na instituição, que permanece fechada. Já o gerente do zoológico, Amir Elhami, afirmou à televisão estatal iraniana que a bactéria causadora da morte dos leões foi trazida ao local por meio de um tigre infectado doado pela Rússia.

download movie don’t look up hd

O Irã enviou dois leopardos persas à Rússia em abril do ano passado em troca dois tigres siberianos. Um deles morreu no fim de dezembro. “O tigre russo trazido ao país carregava a bactéria do mormo e não contraiu a doença no Irã”, disse Elhami à televisão iraniana.

Outra reportagem publicada na agência estatal de notícias da Rússia, Ria Novosti, destaca a acusação de Elhami e afirma que a doença mormo “não é endêmica na Rússia, mas comum no Oriente Médio”. “Os tigres passaram por check-up de saúde completo antes de serem enviados ao Irã e o mormo não foi detectado”, disse à Novosti o coordenador da organização não governamental (ONG) WWF na Rússia, Vladimir Krever.

Fonte: Globo Natureza