17 de maio de 2012 | nenhum comentário »

Genoma da borboleta determina suas cores e camuflagem, diz estudo

Espécie amazônica imita outras por ter mesmo padrão genético.
Sequência de DNA determina cores que afasta predadores.

Ao tentarem sequenciar o genoma de uma borboleta típica da América do Sul, cientistas descobriram que a habilidade incomum da espécie em imitar outras borboletas acontece por semelhanças no DNA. O estudo foi publicado nesta quinta-feira (17) na revista científica “Nature”.

Um consórcio internacional de 80 pesquisadores sequenciou o genoma da borboleta da espécie Heliconius melpomene, típica da Amazônia peruana.

Usando os dados de seu genoma como guia, eles também examinaram a composição genética de outras duas espécies relacionadas com a borboleta citada: a Heliconius timareta eHeliconius elevatus. Essas espécies foram selecionadas porque compartilham padrões de cores semelhantes em suas asas para afastar predadores.

Segundo o estudo, as várias espécies parecem iguais porque possuem as mesmas partes de seu DNA que lidam com padrões de cores.

“Descobrimos que as espécies compartilham as partes do genoma que codificam as cores padrão, com um impacto importante na sobrevivência destas borboletas na natureza”, explica o estudo.

Segundo os pesquisadores, essa partilha genética é o resultado do cruzamento entre espécies diferentes de borboletas.

Fonte: Globo Natureza


2 de abril de 2012 | nenhum comentário »

União Europeia terá que proteger 29 espécies de borboletas ameaçadas

Relatório de organização ambiental lista formas de conservar insetos.
Em 15 anos, houve queda de 70% na população de 17 diferentes espécies.

Grande-borboleta-azul (Europa) (Foto: Divulgação/Chris van Swaay)

Grande-borboleta-azul (Phengaris arion), uma das espécies ameaçadas de extinção na Europa (Foto: Divulgação/Chris van Swaay)

Uma organização ambiental da Europa lançou um guia com orientações sobre como preservar espécies de borboletas que vivem no continente e são consideradas  ameaçadas de extinção.

O relatório, que teve destaque na edição desta semana da revista “Nature Conservation”, aponta 29 espécies listadas pela União Europeia.

Os países-membros terão a partir do lançamento do guia a responsabilidade de fornecer informações sobre como proteger os insetos e definir (além de cumprir) metas internacionais de biodiversidade.

O documento detalha informações sobre cada inseto, as exigências para conservar seus habitats e plantas utilizadas pelas borboletas como local para desova e alimentação.

Em declínio
De acordo com o relatório, as borboletas europeias estão sob ameaça constante. Cerca de 10% de todas as espécies correm risco de desaparecer. Indicadores mostram que houve queda de 70% na população de 17 diferentes espécies nos últimos 15 anos.

Entre as principais causas desta diminuição estão a destruição de áreas, transformadas pela agricultura — algumas delas abandonadas posteriormente.

Segundo a publicação, as borboletas são importantes indicadores do meio ambiente, já que respondem rapidamente a possíveis alterações do habitat. A gestão desses insetos garante a sobrevivência de outros seres, que fazem parte da biodiversidade europeia.

 

Fonte: Globo Natureza

 

 


16 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Biólogos ‘caçam’ iguanas para proteger rara borboleta nos EUA

Invasão de lagartos ameaça população de insetos em arquipélago.
Répteis comem folhas com ovos da Borboleta-azul-de-Miami.

Biólogos trabalham em uma área de proteção ldos Estados Unidos para preservar exemplares da borboleta-azul-de-Miami (colocada na lista de proteção pelo governo devido à ameaça de extinção) e tentar reduzir a população de iguanas no arquipélago de Florida Keys.

O invasor da América Central pode estar prejudicando a reprodução das borboletas, já que se alimenta de folhas de uma árvore específica, utilizada pelos insetos para depósito dos ovos.

Exemplares não confirmados dessas borboletas têm sido vistos desde julho de 2010 na baía Honda, porém, a cada dia que passa a chance delas existirem na região tem diminuído.

Tanto que o Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos EUA colocou a espécie em uma lista de proteção junto com outras três borboletas. A listagem de emergência continua até abril, mas as autoridades podem fazer com que ela seja permanente.

Os grandes lagartos vegetarianos, descendentes de animais libertados por proprietários devido ao crescimento deles, desenvolveram um gosto por uma planta específica, utilizada pelas borboletas para desova. Os biólogos tentam agora capturá-los e levá-los para outras áreas.

iguana (Foto: Lynne Sladky/AP Photo)

Iguana é captura e medida por biólogos. Lagarto invasor tem prejudicado população de borboletas (Foto: Lynne Sladky/AP Photo)

Borboleta (Foto: Paula Cannon/AP Photo)

Exemplares de borboleta-azul-de-Miami (Foto: Paula Cannon/AP Photo)

Fonte: Globo Natureza


6 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Expedição descobre 365 espécies em parque no sul do Peru

Entre elas estão 30 pássaros, dois morcegos e 233 borboletas e mariposas.
Área é um santuário da vida selvagem, segundo grupo ambiental.

Foram encontradas 365 espécies novas para a ciência no Parque Nacional Bahuaja Sonene, no sul do Peru, informou na quinta-feira (2) a Sociedade de Conservação da Vida Selvagem. Entre as novas espécies estão 30 pássaros, como o gavião-águia preto-e-branco, dois morcegos e 233 borboletas e mariposas.

As espécies foram encontradas por uma equipe de quinze pesquisadores da Sociedade de Conservação da Vida Selvagem, que trabalha no parque desde 1996, com objetivo de realizar um inventório de espécies do local. Segundo a organização, o parque é um santuário protegido para a vida selvagem.

Além das novas espécies, o levantamento mostrou que a área abriga mais de 600 espécies de pássaros, 180 mamíferos, mais de 50 réptils e anfíbios, 180 peixes e 1.300 borboletas.

“A descoberta de mais espécies neste parque realça a importância dos projetos de conservação em curso na área”, afirmou Julien Kunen, diretor da sociedade para América Latina e Caribe. “Este parque é uma das joias da rede de áreas protegidas da América Latina”, considerou.

Rãs-folha gigantes estão entre as 50 espécies de répteis e anfíbios descobertas no parque  (Foto: Andre Baertschi )

Rãs-folha gigantes estão entre as 50 espécies de répteis e anfíbios descobertas no parque (Foto: Andre Baertschi )

O parque contém sete espécies de araras, entre elas a vermelha e a verde  (Foto: Carlos Sevillano)

O parque contém sete espécies de araras, entre elas a vermelha e a verde (Foto: Carlos Sevillano)

Foram encontradas 233 espécies de borboletas ainda não conhecidas pela ciência  (Foto: Carlos Sevillano)

Foram encontradas 233 espécies de borboletas ainda não conhecidas pela ciência (Foto: Carlos Sevillano)

Fonte: Globo Natureza


30 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Borboletas fêmeas fecham as asas para evitar sexo, diz estudo

Comportamento torna fêmeas menos visíveis para machos; virgens mantêm asas abertas.

Uma pesquisa japonesa descobriu que as borboletas fêmeas desenvolveram um mecanismo para evitar o assédio sexual dos machos. Segundo os pesquisadores, as borboletas têm uma forma simples de evitar a atenção indesejada de machos persistentes – elas fecham suas asas.

Ao fechar suas asas brilhantes e com desenhos chamativos, as fêmeas se tornam menos visíveis para os machos, segundo descrevem os cientistas em um artigo publicado na última edição da revista especializada “Ethology”.

O coordenador da pesquisa, Jun-Ya Ide, do Instituto de Tecnologia Kurume, em Fukuoka, notou que as borboletas da espécie Lycena phlaeas normalmente fechavam as asas quando outras borboletas da mesma espécie estavam voando muito próximas a elas.

“Eu também descobri que ela fechava as asas com menos frequência quando outras espécies de borboletas estavam voando nas proximidades”, disse Ide. Ele então começou a tentar descobrir por que isso ocorria.

Virgens
Segundo Ide, tentativas persistentes de acasalamento por machos podem machucar as delicadas fêmeas, então ele testou a hipótese de que elas fecham suas asas como uma estratégia para evitar o assédio. Ele usou um modelo de borboleta macho para gerar a reação nas fêmeas.

“Quando trouxe o modelo de borboleta macho para perto de uma fêmea que já havia copulado, ela normalmente fechava suas asas”, disse o pesquisador à BBC. As fêmeas virgens, por outro lado, mantinham suas asas abertas.

“Concluí então que, quando as fêmeas não necessitam mais copular, elas fecham suas asas para se esconder”, disse Ide. No entanto, as fêmeas virgens, que querem copular, “mantêm suas asas abertas para ficarem visíveis”.

“O comportamento evoluiu para evitar o assédio sexual”, disse.

Estudo mostra como fêmeas de borboleta se 'esquivam' da atenção dos machos. (Foto: BBC)

Estudo mostra como fêmeas de borboleta se 'esquivam' da atenção dos machos. (Foto: BBC)

 

Fonte: Da BBC


7 de janeiro de 2011 | nenhum comentário »

Borboletas fêmeas ‘frias’ cortejam os machos

Certas fêmeas de borboletas se mostram sexualmente agressivas em relação aos machos quando são expostas a temperaturas frias no estágio de larva, um exemplo incomum de troca de papéis sexuais, revela uma pesquisa publicada nesta quinta-feira (7).

Já quando as lagartas dessas borboletas se desenvolvem durante a estação quente e úmida, são os machos que assumem a iniciativa de sedução.

“O comportamento sexual dessas borboletas é modificado pelas temperaturas durante seu desenvolvimento”, explica Kathleen Prudic, do departamento de ecologia e biologia da Universidade Yale (Connecticut, nordeste), coautora do estudo publicado na revista Science do dia 7 de janeiro.

Os cientistas constataram o fenômeno ao observar nas asas de certas borboletas fêmeas da espécie Bicyclus anynana – borboletas africanas muito utilizadas em pesquisas – lindos ornamentos de forma ocular, similares aos dos machos.

Na maioria das espécies, apenas os machos exibem tais adornos tão coloridos para atrair a atenção das fêmeas que escolhem seus parceiros.

Os atores deste estudo teorizaram que os comportamentos sexuais destas borboletas podem ser modificados em função das condições nas quais suas larvas se desenvolvem.

Testaram, então, o comportamento destes insetos cujas lagartas se desenvolveram em temperaturas quentes de 27°C ou frias de 17°C.

E como eles pensavam, as fêmeas de larvas que evoluíram nas temperaturas mais frias eram aquelas que apresentavam os ornamentos parecidos com os dos machos e se mostravam mais agressivas sexualmente.

Essas fêmeas do frio que cortejam ativamente os machos vivem mais tempo que aquelas de desenvolvimento larval de temperaturas quentes e de papel sexual passivo, indicou ainda o estudo.

Fonte: Yahoo!

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17 de maio de 2012 | nenhum comentário »

Genoma da borboleta determina suas cores e camuflagem, diz estudo

Espécie amazônica imita outras por ter mesmo padrão genético.
Sequência de DNA determina cores que afasta predadores.

Ao tentarem sequenciar o genoma de uma borboleta típica da América do Sul, cientistas descobriram que a habilidade incomum da espécie em imitar outras borboletas acontece por semelhanças no DNA. O estudo foi publicado nesta quinta-feira (17) na revista científica “Nature”.

Um consórcio internacional de 80 pesquisadores sequenciou o genoma da borboleta da espécie Heliconius melpomene, típica da Amazônia peruana.

Usando os dados de seu genoma como guia, eles também examinaram a composição genética de outras duas espécies relacionadas com a borboleta citada: a Heliconius timareta eHeliconius elevatus. Essas espécies foram selecionadas porque compartilham padrões de cores semelhantes em suas asas para afastar predadores.

Segundo o estudo, as várias espécies parecem iguais porque possuem as mesmas partes de seu DNA que lidam com padrões de cores.

“Descobrimos que as espécies compartilham as partes do genoma que codificam as cores padrão, com um impacto importante na sobrevivência destas borboletas na natureza”, explica o estudo.

Segundo os pesquisadores, essa partilha genética é o resultado do cruzamento entre espécies diferentes de borboletas.

Fonte: Globo Natureza


2 de abril de 2012 | nenhum comentário »

União Europeia terá que proteger 29 espécies de borboletas ameaçadas

Relatório de organização ambiental lista formas de conservar insetos.
Em 15 anos, houve queda de 70% na população de 17 diferentes espécies.

Grande-borboleta-azul (Europa) (Foto: Divulgação/Chris van Swaay)

Grande-borboleta-azul (Phengaris arion), uma das espécies ameaçadas de extinção na Europa (Foto: Divulgação/Chris van Swaay)

Uma organização ambiental da Europa lançou um guia com orientações sobre como preservar espécies de borboletas que vivem no continente e são consideradas  ameaçadas de extinção.

O relatório, que teve destaque na edição desta semana da revista “Nature Conservation”, aponta 29 espécies listadas pela União Europeia.

Os países-membros terão a partir do lançamento do guia a responsabilidade de fornecer informações sobre como proteger os insetos e definir (além de cumprir) metas internacionais de biodiversidade.

O documento detalha informações sobre cada inseto, as exigências para conservar seus habitats e plantas utilizadas pelas borboletas como local para desova e alimentação.

Em declínio
De acordo com o relatório, as borboletas europeias estão sob ameaça constante. Cerca de 10% de todas as espécies correm risco de desaparecer. Indicadores mostram que houve queda de 70% na população de 17 diferentes espécies nos últimos 15 anos.

Entre as principais causas desta diminuição estão a destruição de áreas, transformadas pela agricultura — algumas delas abandonadas posteriormente.

Segundo a publicação, as borboletas são importantes indicadores do meio ambiente, já que respondem rapidamente a possíveis alterações do habitat. A gestão desses insetos garante a sobrevivência de outros seres, que fazem parte da biodiversidade europeia.

 

Fonte: Globo Natureza

 

 


16 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Biólogos ‘caçam’ iguanas para proteger rara borboleta nos EUA

Invasão de lagartos ameaça população de insetos em arquipélago.
Répteis comem folhas com ovos da Borboleta-azul-de-Miami.

Biólogos trabalham em uma área de proteção ldos Estados Unidos para preservar exemplares da borboleta-azul-de-Miami (colocada na lista de proteção pelo governo devido à ameaça de extinção) e tentar reduzir a população de iguanas no arquipélago de Florida Keys.

O invasor da América Central pode estar prejudicando a reprodução das borboletas, já que se alimenta de folhas de uma árvore específica, utilizada pelos insetos para depósito dos ovos.

Exemplares não confirmados dessas borboletas têm sido vistos desde julho de 2010 na baía Honda, porém, a cada dia que passa a chance delas existirem na região tem diminuído.

Tanto que o Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos EUA colocou a espécie em uma lista de proteção junto com outras três borboletas. A listagem de emergência continua até abril, mas as autoridades podem fazer com que ela seja permanente.

Os grandes lagartos vegetarianos, descendentes de animais libertados por proprietários devido ao crescimento deles, desenvolveram um gosto por uma planta específica, utilizada pelas borboletas para desova. Os biólogos tentam agora capturá-los e levá-los para outras áreas.

iguana (Foto: Lynne Sladky/AP Photo)

Iguana é captura e medida por biólogos. Lagarto invasor tem prejudicado população de borboletas (Foto: Lynne Sladky/AP Photo)

Borboleta (Foto: Paula Cannon/AP Photo)

Exemplares de borboleta-azul-de-Miami (Foto: Paula Cannon/AP Photo)

Fonte: Globo Natureza


6 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Expedição descobre 365 espécies em parque no sul do Peru

Entre elas estão 30 pássaros, dois morcegos e 233 borboletas e mariposas.
Área é um santuário da vida selvagem, segundo grupo ambiental.

Foram encontradas 365 espécies novas para a ciência no Parque Nacional Bahuaja Sonene, no sul do Peru, informou na quinta-feira (2) a Sociedade de Conservação da Vida Selvagem. Entre as novas espécies estão 30 pássaros, como o gavião-águia preto-e-branco, dois morcegos e 233 borboletas e mariposas.

As espécies foram encontradas por uma equipe de quinze pesquisadores da Sociedade de Conservação da Vida Selvagem, que trabalha no parque desde 1996, com objetivo de realizar um inventório de espécies do local. Segundo a organização, o parque é um santuário protegido para a vida selvagem.

Além das novas espécies, o levantamento mostrou que a área abriga mais de 600 espécies de pássaros, 180 mamíferos, mais de 50 réptils e anfíbios, 180 peixes e 1.300 borboletas.

“A descoberta de mais espécies neste parque realça a importância dos projetos de conservação em curso na área”, afirmou Julien Kunen, diretor da sociedade para América Latina e Caribe. “Este parque é uma das joias da rede de áreas protegidas da América Latina”, considerou.

Rãs-folha gigantes estão entre as 50 espécies de répteis e anfíbios descobertas no parque  (Foto: Andre Baertschi )

Rãs-folha gigantes estão entre as 50 espécies de répteis e anfíbios descobertas no parque (Foto: Andre Baertschi )

O parque contém sete espécies de araras, entre elas a vermelha e a verde  (Foto: Carlos Sevillano)

O parque contém sete espécies de araras, entre elas a vermelha e a verde (Foto: Carlos Sevillano)

Foram encontradas 233 espécies de borboletas ainda não conhecidas pela ciência  (Foto: Carlos Sevillano)

Foram encontradas 233 espécies de borboletas ainda não conhecidas pela ciência (Foto: Carlos Sevillano)

Fonte: Globo Natureza


30 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Borboletas fêmeas fecham as asas para evitar sexo, diz estudo

Comportamento torna fêmeas menos visíveis para machos; virgens mantêm asas abertas.

Uma pesquisa japonesa descobriu que as borboletas fêmeas desenvolveram um mecanismo para evitar o assédio sexual dos machos. Segundo os pesquisadores, as borboletas têm uma forma simples de evitar a atenção indesejada de machos persistentes – elas fecham suas asas.

Ao fechar suas asas brilhantes e com desenhos chamativos, as fêmeas se tornam menos visíveis para os machos, segundo descrevem os cientistas em um artigo publicado na última edição da revista especializada “Ethology”.

O coordenador da pesquisa, Jun-Ya Ide, do Instituto de Tecnologia Kurume, em Fukuoka, notou que as borboletas da espécie Lycena phlaeas normalmente fechavam as asas quando outras borboletas da mesma espécie estavam voando muito próximas a elas.

“Eu também descobri que ela fechava as asas com menos frequência quando outras espécies de borboletas estavam voando nas proximidades”, disse Ide. Ele então começou a tentar descobrir por que isso ocorria.

Virgens
Segundo Ide, tentativas persistentes de acasalamento por machos podem machucar as delicadas fêmeas, então ele testou a hipótese de que elas fecham suas asas como uma estratégia para evitar o assédio. Ele usou um modelo de borboleta macho para gerar a reação nas fêmeas.

“Quando trouxe o modelo de borboleta macho para perto de uma fêmea que já havia copulado, ela normalmente fechava suas asas”, disse o pesquisador à BBC. As fêmeas virgens, por outro lado, mantinham suas asas abertas.

“Concluí então que, quando as fêmeas não necessitam mais copular, elas fecham suas asas para se esconder”, disse Ide. No entanto, as fêmeas virgens, que querem copular, “mantêm suas asas abertas para ficarem visíveis”.

“O comportamento evoluiu para evitar o assédio sexual”, disse.

Estudo mostra como fêmeas de borboleta se 'esquivam' da atenção dos machos. (Foto: BBC)

Estudo mostra como fêmeas de borboleta se 'esquivam' da atenção dos machos. (Foto: BBC)

 

Fonte: Da BBC


7 de janeiro de 2011 | nenhum comentário »

Borboletas fêmeas ‘frias’ cortejam os machos

Certas fêmeas de borboletas se mostram sexualmente agressivas em relação aos machos quando são expostas a temperaturas frias no estágio de larva, um exemplo incomum de troca de papéis sexuais, revela uma pesquisa publicada nesta quinta-feira (7).

Já quando as lagartas dessas borboletas se desenvolvem durante a estação quente e úmida, são os machos que assumem a iniciativa de sedução.

“O comportamento sexual dessas borboletas é modificado pelas temperaturas durante seu desenvolvimento”, explica Kathleen Prudic, do departamento de ecologia e biologia da Universidade Yale (Connecticut, nordeste), coautora do estudo publicado na revista Science do dia 7 de janeiro.

Os cientistas constataram o fenômeno ao observar nas asas de certas borboletas fêmeas da espécie Bicyclus anynana – borboletas africanas muito utilizadas em pesquisas – lindos ornamentos de forma ocular, similares aos dos machos.

Na maioria das espécies, apenas os machos exibem tais adornos tão coloridos para atrair a atenção das fêmeas que escolhem seus parceiros.

Os atores deste estudo teorizaram que os comportamentos sexuais destas borboletas podem ser modificados em função das condições nas quais suas larvas se desenvolvem.

Testaram, então, o comportamento destes insetos cujas lagartas se desenvolveram em temperaturas quentes de 27°C ou frias de 17°C.

E como eles pensavam, as fêmeas de larvas que evoluíram nas temperaturas mais frias eram aquelas que apresentavam os ornamentos parecidos com os dos machos e se mostravam mais agressivas sexualmente.

Essas fêmeas do frio que cortejam ativamente os machos vivem mais tempo que aquelas de desenvolvimento larval de temperaturas quentes e de papel sexual passivo, indicou ainda o estudo.

Fonte: Yahoo!

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