29 de agosto de 2013 | nenhum comentário »

Brasil deve atingir meta de redução do desmatamento antes de 2020, diz secretário

O Brasil deve atingir antes do fim do prazo a meta de reduzir em 84% o desmatamento, principal fonte das emissões de gases de efeito estufa no país, disse na quarta-feira (28) o secretário nacional de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental, Carlos Klink. Sem informar ano exato, ele disse que o país chegará antes de 2020 a um patamar inferior a 4 mil quilômetros desmatados por ano, compromisso estabelecido na Conferência do Clima de Copenhague, em 2009.

“No ano passado, já chegamos a 4,5 mil quilômetros quadrados de desmatamento. Temos que atingir 4 mil e manter, que é muito importante. Mas nossa meta continua sendo a de nos reportarmos às Nações Unidas em 2020?, declarou Klink, que participou da abertura do 7º Fórum Latino-Americano de Carbono.

De acordo com Klink, a queda do desmatamento corresponde a 60% da redução de emissões brasileiras, que precisam cair entre 36% e 39% até 2020. Para o secretário, o impacto também será global. “Como um estudo que saiu da Rio+20 aponta, vai haver um déficit de emissões em 2020, e nós vamos cobrir metade desse déficit com a nossa redução. O Brasil está dando uma contribuição global e quer ser reconhecido e valorizado por isso”.

Apesar disso, Klink reconhece que em alguns setores vêm ocorrendo aumento de emissões, que já eram previstas. “Alguns setores cresceram suas emissões, mas isso não se compara às emissões reduzidas no desmatamento. Isso não significa que não tenhamos que prestar atenção nisso. A agricultura e energia, principalmente, são os que dão uma subidinha. Por isso, temos planos setoriais específicos para indústria, energia e principalmente agricultura”.

Em um ano em que as usinas termelétricas foram a solução para as condições climáticas desfavoráveis às hidrelétricas e em que usinas a carvão entraram com peso nos leilões de geração de eletricidade para os próximos anos, o secretário não nega que essas são preocupações e diz que é preciso debater a questão da energia com a sociedade. “Pelo lado das emissões, é claro que isso é uma preocupação, mas, se a intenção é manter uma matriz energética diversificada, é um debate que o país tem que fazer. Por um lado, não estamos permitindo a construção de hidrelétricas, e temos que oferecer energia”.

Com redução do desmatamento concentrada principalmente na Amazônia, a secretaria trabalha agora para lançar o monitoramento sistemático do desmatamento no Cerrado. “Estamos financiando com o Fundo da Amazônia outros países da América Latina para que façam o monitoramento com tecnologia nossa. Estamos monitorando o Cerrado, e lá o desmatamento também caiu, mas estamos mais atrasados. A Caatinga também tem preocupado, mas caminha para a redução”, disse, acrescentando que o uso da vegetação como lenha e empreendimentos empresariais são a principal ameaça ao último bioma.

Fonte: Agência Brasil


16 de agosto de 2012 | nenhum comentário »

Brasil fica em 27º lugar em ranking mundial de qualidade dos oceanos

País ficou acima da média global, mas foi mal em poluição nas águas.
Pesquisa foi divulgada pela revista ‘Nature’ nesta quarta-feira (15).

Pesquisadores divulgaram nesta quinta-feira (15) um indicador inédito que mede a qualidade oceânica e marítima do mundo, o chamado “Índice de Saúde do Oceano”. Foram reunidos dados das águas do litoral de 171 países, ilhas e territórios do planeta.

Publicado na revista “Nature”, o estudo mostra que o Brasil está 35ª posição, se forem consideradas no ranking três ilhas desabitadas dos EUA (incluindo a Ilha de Jarvis), duas ilhas pertencentes à França (a Ilha de Clipperton, que é desabitada, e a Polinésia Francesa) e três outros territórios pertencentes à Grã-Bretanha e Austrália. Se forem contabilizados só os países, o Brasil sobe para a 27ª posição entre os que têm saúde oceânica mais alta.

O resultado brasileiro, de 62 pontos em uma escala que vai de 0 a 100, é um pouco melhor que a média global, de 60 pontos.

O pior resultado ficou para Serra Leoa, na África, com 36 pontos. Já o país com mar mais saudável, sem considerar as ilhas desabitadas, é o arquipélago Seychelles, localizado no oceano Índico, próximo à África, com 73 pontos.

Mais de 65 cientistas avaliaram uma centena de conjuntos de dados para elaborar o estudo. O índice é formado por dez metas, que incluem biodiversidade, limpeza das águas, proteção ambiental da costa, oportunidades de pesca artesanal e oferta de turismo na região, entre outros.

Bem na maioria das metas
Em seis das dez metas, o Brasil obteve pontuação igual ou maior do que a média global. Nas quatro demais, o país recebeu nota menor. As águas brasileiras são mais poluídas (76 pontos) que a média mundial (78 pontos), de acordo com o estudo.

Por outro lado, o país saiu-se bem melhor (81 pontos) do que a média mundial (55 pontos) em preservação das espécies e criação de áreas de proteção na costa. Os dois aspectos foram reunidos na meta “identidade local”, que avalia principalmente as espécies de animais icônicos do litoral.

O pior resultado brasileiro foi com relação à densidade de turistas nas áreas costeiras, em que o país recebeu nota zero. A média global, de 10 pontos, não foi muito melhor.

As águas do litoral brasileiro são consideradas mais saudáveis do que as do Uruguai (47 pontos), Argentina (52 pontos), Chile (60 pontos) e Venezuela (46 pontos), entre outros países da América Latina.

A maioria dos países teve nota baixa em itens como oferta de alimentos (24 pontos, na média global). Segundo a pesquisa, o resultado mostra que é preciso abandonar técnicas predatórias de pesca e aperfeiçoar as formas sustentáveis.

Países com a mesma nota mas que estão posicionados abaixo no ranking receberam pontuação menor em uma ou mais metas.

Fórmula
A fórmula para um bom indicador de saúde dos mares inclui economia forte, governo estável e políticas de cuidado com as faixas litorâneas, segundo os pesquisadores.

O documento publicado na “Nature” ressalta a ótima nota obtida pela Alemanha (73 pontos), em segundo lugar no ranking, logo atrás das ilhas Seychelles, se forem considerados somente os países.

As nações mais mal-avaliadas estão na costa oeste da África, segundo os cientistas. O desempenho ruim está ligado a baixos indicadores de desenvolvimento humano, de acordo com o estudo.

A pesquisa foi elaborada por uma série de entidades, instituições científicas e universidades, incluindo a Conservação Internacional, a Fundação pela Vida no Oceano Pacífico e a sociedade National Geographic.

Homem corre à beira da praia de Copacabana, no Rio de Janeiro; Brasil foi bem em 6 das 10 metas para os oceanos (Foto: Ricardo Moraes/Reuters)

Homem corre à beira da praia de Copacabana, no Rio de Janeiro; Brasil foi bem em 6 das 10 metas para os oceanos (Foto: Ricardo Moraes/Reuters)

Fonte: Globo Natureza


18 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Conselho Nacional da Mata Atlântica alerta sobre ameaças do Código Florestal nas Metas de Aichi

Apesar do esforço para viabilizar o cumprimento das Metas de Aichi nos biomas brasileiros, o novo Código Florestal, da forma como foi aprovado e ainda tramita no Congresso Nacional, representa uma ameaça ao cumprimento dos objetivos traçados para o desenvolvimento sustentável da biodiversidade brasileira. A análise é de Ferreira Lino, presidente do Conselho Nacional da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica (RBMA).

Na avaliação do especialista em florestas, a lei ambiental nacional é uma bússola para orientar as propostas assumidas pelo Brasil no exterior. Antevendo os riscos sobre a deterioração da biodiversidade e a necessidade de conservar a diversidade biológica de todo o Brasil, a área científica já recomendava a criação de uma legislação específica para cada bioma no Código Florestal. A sugestão, porém, não foi acatada pelos parlamentares na nova lei ambiental.

 

“Da forma como caminha o Código Florestal a capacidade de o Brasil cumprir as Metas de Aichi deve ser comprometida. O Código Florestal está na contramão dos compromissos [assumidos]“, disse. Lino acrescenta: “O novo Código Florestal é o maior retrocesso para o País”.

 

Na observação do especialista em florestas, a Medida Provisória 571/2012, editada pela presidente Dilma Rousseff, em uma tentativa de reverter os retrocessos do novo Código Florestal (Lei 12.651/2012) e os ajustes feitos no texto “são apenas remendos”.

 

Recentemente, a comissão mista criada no Congresso para analisar a MP aprovou o relatório do senador Luiz Henrique (PMDB-SC) em que substitui a redação original da medida provisória que considerava fundamental “a proteção e o uso sustentável das florestas”, por uma redação apenas especificadora dos conteúdos da lei florestal brasileira. Essa mudança significou o retorno ao texto final aprovado pela Câmara dos Deputados.

 

Na ocasião, foram apresentados 343 pedidos de destaque para votação em separado que devem ser votados em agosto, quando será realizada nova reunião da comissão. O texto permanece sendo motivo de divergência no Congresso Nacional.

 

O presidente da comissão, Elvino Bohn Gass (PT-RS), espera que a votação desses requerimentos seja realizada no dia 7 de agosto e, que seja remetida imediatamente para a análise no plenário da Câmara. Há uma corrida para aprovar a MP porque ela perde a validade em 8 de outubro.

Fonte: Viviane Monteiro – Jornal da Ciência


26 de junho de 2012 | nenhum comentário »

Exposição Biomas do Brasil agora pode ser visitada na web

Atração com recursos multimídia foi digitalizada na íntegra para passeio virtual. Secretário de Pesquisa e Desenvolvimento do MCTI, Carlos Nobre, destacou a qualidade da mostra e a importância da Rio+20.

A exposição Biomas do Brasil foi uma das atrações mais populares do Espaço Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Sustentável. Por isso, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), em parceria com o Era Virtual, digitalizou toda a exposição em um site interativo, onde os visitantes virtuais podem acessar todas as imagens e vídeos dos biomas brasileiros. No lançamento, que aconteceu na Arena de Palestras do Armazém 4, o secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do MCTI, Carlos Nobre, destacou a qualidade da mostra e a importância da Rio+20.

 

“A mostra Biomas do Brasil foi um grande sucesso de público e atraiu dirigentes e empresários pela qualidade de conteúdo e pelos valores transmitidos”, disse o secretário. “Seria muito pouco simplesmente empacotar tudo e levar embora ao fim do evento, então começamos a discutir um plano de virtualização da exposição”.

 

O espaço virtual da Biomas do Brasil é uma reprodução fiel do espaço verdadeiro no Armazém 4 do Píer Mauá, com direito a todas as imagens, vídeos e sons que os visitantes puderam conferir durante o evento. O site traz versões em português e inglês das informações, o que ajuda a divulgar as riquezas do Brasil para o exterior. “O usuário vai se sentir como se estivesse na exposição e pode adentrar nos conteúdos mostrados aqui”, disse o secretário.

 

Carlos Nobre também fez uma avaliação da conferência mundial. “A Rio+20 tem importância em dois lados. O primeiro deles é aferir que agora, 20 anos depois da Rio 92, há um certo sentimento de inércia em relação a mudanças. A Rio+20 mostrou para a sociedade que a agenda do desenvolvimento sustentável não vai regredir”, comentou o representante do MCTI. “Na outra frente, estão as reuniões entre os países, tentando estabelecer acordos e mostrar avanços práticos. A ciência deixa claro que o tempo é um dos nossos recursos mais escassos.”

 

Para Nobre, esse é o momento do Brasil tomar o destaque no cenário internacional. “Cabe aos países aplicar as políticas decididas”, ponderou o secretário. “O Brasil tem um papel fundamental, tanto guiando os emergentes, como assumindo um papel de liderança no mundo”.

 

Confira a exposição no link: http://www.eravirtual.org/biomas/.

Fonte: Ascom do MCTI


5 de junho de 2012 | nenhum comentário »

Brasil terá Pacto pelas Águas

Ministra Izabella Teixeira anuncia programa de gestão das principais bacias, que prevê monitoramento por satélite.

Nesta terça-feira (5), Dia Mundial do Meio Ambiente, será instituído o Pacto pelas Águas, reunindo governo federal, estados e municípios na área de recursos hídricos em todo o País. Estão previstos investimentos de R$ 20 milhões ao ano no financiamento da gestão nas principais bacias brasileiras, com monitoramento e apoio dos órgãos federais.

 

A reunião ordinária do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama), realizada no dia 30 de maio, marcou a abertura da Semana Nacional do Meio Ambiente. Na ocasião, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, assinou convênios com a Agência Espacial Brasileira (AEB) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Está prevista a criação de um sistema de informações sobre recursos hídricos, com base no mapeamento por satélite dos rios e bacias brasileiras.

 

Pelo acordo, a AEB lança, a partir de novembro, uma família de satélites CBERS, construídos pelo Brasil em parceria com a China e utilizados para o monitoramento territorial. Com esse equipamento, será possível fazer o mapeamento completo dos rios brasileiros. “Estamos entrando em uma nova conjuntura hídrica no País”, avalia Izabella Teixeira.

 

Nova cartografia - De acordo com o presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), Vicente Andreu, trata-se do primeiro passo para a elaboração da nova cartografia dos recursos hídricos do Brasil. “É um salto de qualidade na produção de informação e conhecimento sobre as águas”, destacou.  Ele anunciou, também, publicação de portaria criando o Comitê de Contas Ambientais da Água, encarregado de avaliar o consumo da água nas atividades econômicas. O levantamento vai alimentar banco de dados das Nações Unidas sobre a disponibilidade dos recursos hídricos no mundo.

 

O presidente da AEB, José Raimundo Braga, informou que está previsto para novembro desse ano o lançamento do primeiro satélite da família CBERS, que substituirá o atual, que já está fora de operação. Ele elogiou a política brasileira para os recursos hídricos e afirmou que será um instrumento essencial para a criação de um sistema de informações sobre os recursos hídricos no Brasil. “O modelo integrado de gestão das águas é exemplo em todo o mundo”, assegurou.

 

A ministra Izabella Teixeira anunciou, ainda, um conjunto de medidas de fortalecimento da área ambiental, resultado de entendimento com o Ministério do Planejamento e Gestão, com impactos no MMA, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio).  Segundo informou, haverá reforço nos quadros de analistas ambientais do Ibama e incentivos à capacitação dos servidores da área ambiental.

Fonte: Ascom do MMA


4 de junho de 2012 | nenhum comentário »

PAÍS TEM 4 BATIDAS DE AVIÕES EM AVES POR DIA

Um levantamento feito pelo Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), órgão que atua na investigação e prevenção de acidentes aéreos, aponta que, em média, quatro aviões atingem Aves por dia no país. Um dos casos mais recentes aconteceu no último dia 15, quando uma aeronave com 118 passageiros precisou retornar ao aeroporto Leite Lopes, em Ribeirão Preto, após colidir com um pássaro.
O aumento dos casos está fazendo com que os aeroportos busquem soluções. Cachorros, falcões e até mesmo robôs estão sendo utilizados na tentativa de espantar os animais. Segundo o Cenipa, só neste ano já foram registradas 657 colisões. Neste ritmo, o número de acidentes pode chegar aos 1,7 mil casos, superando o recorde de 1.460 do ano passado.

Para o chefe de gerenciamento do risco aviário do Cenipa, major Francisco José Morais, a presença de focos atrativos para Aves perto dos aeroportos como lixões e matadouros clandestinos, além do aumento de espécies, podem ser as causas do crescimento dos acidentes.

Fonte: EBAND


25 de maio de 2012 | nenhum comentário »

Cientistas fazem lista de ’10 mais’ de espécies descobertas em 2011

Relação chama a atenção para a biodiversidade do planeta.
Aranha azul representa o Brasil na lista.

Uma equipe internacional de botânicos divulgou nesta quarta-feira (23) uma lista de “10 mais” com espécies descobertas em todo o mundo durante o ano de 2011. Elas foram escolhidas entre mais de 200 espécies.

A relação, escolhida por especialistas do Instituto Internacional da Exploração de Espécies, da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, traz seres que chamam a atenção porque são diferentes do que estamos acostumados a ver.

A lista é publicada há cinco anos, sempre em 23 de maio, aniversário de nascimento de Lineu, pai da classificação de espécies moderna. O objetivo da iniciativa é destacar a importância da biodiversidade das espécies do planeta.

Macaco-espirrador (Foto: Thomas Geissmann / Fauna & Flora International)

Macaco-espirrador (Foto: Thomas Geissmann / Fauna & Flora International)

Macaco-espirrador
O macaco-espirrador (Rhinopithecus strykeri) recebeu esse nome porque espirra quando chove. Ele foi identificado nas montanhas de Myanmar, e foi o primeiro animal da família do macaco-de-nariz-empinado a ser registrado como nativo do país, que fica no Sudeste Asiático. Os cientistas acreditam que a espécie já corra sério risco de extinção.

Água-viva-de-bonaire
Essa espécie de água-viva foi descoberta em Bonaire, uma ilha holandesa no Caribe. Esse animal venenoso lembra uma pipa, com seus tentáculos coloridos. O nome científico Tamoya ohboya foi selecionado em um projeto de ciências e é uma brincadeira com a expressão “oh boy!”, que é uma interjeição de espanto em inglês – essa seria a reação de uma pessoa que fosse ferroada pela água-viva.

Verme-do-diabo
Com cerca de meio milímetro de comprimento, esses nematódeos foram descobertos em minas de ouro na África do Sul, a 1,3 km de profundidade. Nenhuma outra espécie multicelular já tinha sido descoberta em tanta profundidade. Capaz de suportar a alta pressão e a alta temperatura desse “inferno”, o Halicephalobus mephistofoi apelidado de verme-do-diabo.

Orquídea-noturna
Essa espécie rara de plantas foi descoberta na Papua-Nova Guiné, na Oceania. A flor da Bulbophyllum nocturnum se abre por volta de 22h e se fecha cedo pela manhã. Das mais de 25 mil espécies de orquídeas catalogadas, essa é a única que floresce durante a noite.

Vespa parasita
A vespa Kollasmosoma sentum ataca formigas com uma velocidade impressionante. Ela fica à espreita, voando próxima ao chão, e em um vigésimo de segundo, ela deposita seus ovos dentro do corpo da vítima. A formiga então servirá de comida para as larvas da vespa que vão se desenvolver. A espécie foi descoberta na Espanha.

Cogumelo bob esponja

O nome científico desse cogumelo descoberto na ilha de Bornéu, na Malásia, é Spongiforma squarepantsii (o nome de Bob Esponja Calça Quadrada em inglês é “SpongeBob SquarePants”). Apesar de não ter nenhum parentesco com as esponjas, esse fungo se parece com esses animais, e acabou homenageado com o nome do desenho animado.

Papoula-do-outono-nepalesa
A altitude pode explicar por que a Meconopsis autumnalis passou batida pela ciência durante tanto tempo. Seu habitat fica a entre 3,3 mil e 4,2 mil metros de altura em relação ao nível do mar. Sujeita a um clima único na altitude do Himalaia e sob efeito das monções – ventos e chuvas típicos do subcontinente indiano –, essa planta floresce no outono, e não na primavera.

Embuá-gigante
Esse milípede – parente dos insetos que tem vários pares de patas – é o maior já encontrado na natureza, com 16 centímetros. Tem o tamanho de uma salsicha, e seu nome científico Crurifarcimen vagans significa “salsicha com patas ambulante” em latim. O embuá-gigante foi descoberto nas montanhas da Tanzânia, no leste da África, lugar com rica diversidade de espécies.

Cacto-ambulante
Essa espécie extinta encontrada na China viveu há 520 milhões de anos. Em seis centímetros de comprimento, esse animal lembra um verme, mas, ao mesmo tempo, apresenta dez pares de patas articuladas. Para os cientistas que o descobriram, aDiania cactiformis seria um primeiro elo perdido conhecido entre os vermes e os artrópodes.

Tarântula-de-sazima
Essa aranha azul colocou o Brasil pela primeira vez na lista de “10 mais”. Descrita por pesquisadores do Instituto Butantan, em São Paulo, essa espécie vive em uma “ilha ecológica” e só é encontrada no alto da Chapada Diamantina, na Bahia. Seu nomePterinopelma sazimai é uma homenagem ao cientista Ivan Sazima, que coletou indivíduos dessa aranha nas décadas 1970 e 1980 – o registro da nova espécie só é aceito quando ela é descrita em uma revista científica, por isso ela entrou na lista de 2011.

Água-viva-de-bonaire (Foto: Ned DeLoach)

Água-viva-de-bonaire (Foto: Ned DeLoach)

Verme-do-diabo (Foto: G. Borgonie, Ghent University)

Verme-do-diabo (Foto: G. Borgonie, Ghent University)

 

Orquídea-noturna (Foto: Andre Schuiteman)

Orquídea-noturna (Foto: Andre Schuiteman)

Vespa parasita (Foto: C. van Achterberg)

Vespa parasita (Foto: C. van Achterberg)

À esquerda, o Bob Esponja do desenho animado; à direita, o fungo que ganhou seu nome (Foto: Divulgação)

À esquerda, o Bob Esponja do desenho animado; à direita, o fungo que ganhou seu nome (Foto: Divulgação)

Papoula-do-outono-nepalesa (Foto: Paul Egan)

Papoula-do-outono-nepalesa (Foto: Paul Egan)

Embuá-gigante (Foto: G. Brovad)

Embuá-gigante (Foto: G. Brovad)

Fóssil da Diana cactiformis (Foto: AFP)

Cacto-ambulante (Foto: AFP)

tarântula-de-Sazima (Foto: Caroline Fukushima/Rogerio Bertani/Instituto Butantan)

Tarântula-de-sazima (Foto: Caroline Fukushima/Rogerio Bertani/Instituto Butantan)

Fonte: Globo Natureza


17 de maio de 2012 | nenhum comentário »

Com participação de astronauta, relatório mostra que ‘pegada’ do Brasil supera a da China e a da Índia

A pegada ecológica do Brasil é maior que a média mundial e maior que a de todos os países do grupo Brics exceto a Rússia (o grupo inclui China, Índia e África do Sul).

Os dados são do Relatório Planeta Vivo 2012, divulgado pela ONG WWF com a participação do astronauta holandês André Kuipers.

Pegada ecológica é a quantidade de hectares necessária para suprir as necessidades de consumo de cada ser humano versus a capacidade de regeneração da Terra.

O relatório mostra que a pegada da humanidade hoje excedeu em 50% a capacidade de regeneração do planeta. Ou seja, para sustentar o padrão de consumo atual, seria necessário 1,5 planeta.

A pegada ecológica da humanidade dobrou desde 1966. Entre os países com maior pegada estão nações emergentes e de território pequeno, como Qatar (1°) e Dinamarca (4°), além dos gigantes consumistas EUA (5°).

O Brasil tem uma pegada ecológica de 2,93 hectares por pessoa, contra 2,70 da média global. Segundo Cecília Wey de Brito, secretária-geral do WWF Brasil, o que mais pesa aqui é a agropecuária, que consome muita terra e água.

A pegada cresceu ligeiramente em 2012 em comparação a 2010 e só não é maior porque o Brasil detém a maior biocapacidade (capacidade de regeneração) do mundo, por conta de suas florestas.

“O Código Florestal é um dos garantidores de que isso continue”, disse Brito, pedindo o veto de Dilma ao código aprovado pela Câmara.

Fonte: Folha.com


18 de abril de 2012 | nenhum comentário »

Brasil e emergentes puxam ascensão da energia eólica, diz relatório

Brasil lidera no Cone Sul e será responsável pelo crescimento na região.
Indústria global vai instalar mais de 46 gigawatts de capacidade neste ano.

A indústria de energia eólica global vai instalar mais de 46 GW (gigawatts) de nova capacidade em 2012, dado que faz parte da previsão de crescimento da indústria eólica mundial para os próximos cinco anos.

Até o final de 2016, a capacidade total de energia eólica mundial será pouco menor do que 500 GW, diante de um mercado anual de cerca de 60 GW previsto para esse período. Os dados foram divulgados nessa semana no relatório anual do Conselho Global de Energia Eólica (GWEC, na sigla em inglês).

De acordo com dados do relatório Global Wind Report 2011, o Brasil vem se estabelecendo como grande mercado internacional, já dominando o latino-americano. Com uma forte base industrial, o país é considerado capaz de abastecer o Cone Sul, e será responsável, em vasta maioria, pelo crescimento regional até 2016.

As instalações totais para o período 2012-2016 devem chegar a 255 GW, com um crescimento cumulativo médio do mercado um pouco abaixo de 16%.

“Para os próximos cinco anos, o crescimento anual do mercado será impulsionado principalmente pela Índia e pelo Brasil, com significativas contribuições de novos mercados na América Latina, África e Ásia”, afirmou Steve Sawyer, secretário-geral GWEC.

“O Brasil está entre as quatro nações do mundo que mais cresce no setor eólico, ficando atrás somente de China, Estados Unidos e Índia. Em 2015 seremos o 10° maior produtor de energia eólica do mundo. Atualmente, nossa capacidade instalada é de 1.471 MW e nosso potencial gira em torno de 300 GW. Temos um futuro promissor e ainda há muito espaço para crescimento”, destaca Lauro Fiúza Junior, vice-presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), empresa que repassou informações para a produção do relatório.

Mercados asiáticos e europeu
A Ásia continuará a ser o maior mercado do mundo com muito mais novas instalações do que qualquer outra região, instalando 118 GW entre agora e 2016, e superando a Europa como o líder mundial em capacidade instalada acumulada em algum momento durante 2013, segundo o relatório.

Depois de quase uma década de um crescimento de dois e três dígitos, o mercado chinês finalmente se estabilizou, e permanecerá nos níveis atuais pelos próximos anos. Pela primeira vez, em 2011, a Índia alcançou um mercado anual de 3 GW e deverá atingir 5 GW até 2015. Já o futuro do sistema de energia do Japão, com a rejeição quase universal da energia nuclear após a tragédia tripla em 11 de Março 2011, dá esperanças para um novo começo para a indústria eólica no País, de acordo com o relatório.

O mercado europeu se mantém estável e, considerando o quadro político e metas da Europa até 2020, é pouco provável que aconteçam grandes surpresas. A Alemanha teve um forte ano em 2011 e a decisão do governo de eliminar progressivamente toda a energia nuclear até 2020 dá à indústria um novo impulso.

Já a Espanha teve um ano ruim, o que deve se repetir em 2012. No entanto, Romênia, Polônia, Turquia e Suécia continuaram a desempenhar seus papéis dentro do cenário de crescimento, segundo o relatório GWEC.

Usinas eólicas instaladas no Rio Grande do Sul (Foto: Divulgação/ABEEólica)

Usinas eólicas instaladas no Rio Grande do Sul (Foto: Divulgação/ABEEólica)

Fonte: Globo Natureza


4 de abril de 2012 | nenhum comentário »

Brasil e Uruguai abrigam embriões de réptil mais antigos já vistos

Os embriões de réptil mais antigos já vistos, com 280 milhões de anos e pertencentes ao grupo dos mesossauros, foram descobertos na América do Sul, especificamente em Brasil e Uruguai, por uma equipe internacional de paleontólogos, anunciou nesta terça-feira o CNRS, centro nacional de pesquisa científica francês.

Os fósseis indicam que os mesossauros, répteis aquáticos, eram vivíparos, ou seja, pariam crias bem desenvolvidas.

Um “espécime em gestação”, descoberto no Brasil, revela que os mesossauros que povoavam esse território “retinham os embriões no útero durante a maior parte de seu desenvolvimento”, destacou o CNRS em um comunicado.

No Uruguai, Michel Laurin, do CNRS, e seus colegas escavaram 26 espécimes de mesossauros adultos, todos associados a embriões ou a exemplares muito jovens, da mesma época do fóssil brasileiro.

“Estes espécimes, mais ou menos desarticulados, são difíceis de interpretar, mas provavelmente se trata, na maioria, de embriões no útero”, acrescentou o comunicado.

No mesmo local foi encontrado um “ovo isolado de mesossauro”, o que traz uma incógnita, uma vez que os seres vivíparos, a princípio, não se reproduzem em ovos.

Segundo os paleontólogos, que publicaram sua descoberta na revista britânica Historical Biology, os mesossauros do Uruguai punham ovos em um estágio avançado de desenvolvimento do feto e estes ovos deviam eclodir entre vários minutos e vários dias mais tarde.

Em qualquer caso, estes fósseis de embriões são os exemplares mais antigos conhecidos até agora e antecipam “em 60 milhões de anos o aparecimento deste modo de reprodução” vivípara, segundo o CNRS.

 

Fonte: Veja Ciência


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29 de agosto de 2013 | nenhum comentário »

Brasil deve atingir meta de redução do desmatamento antes de 2020, diz secretário

O Brasil deve atingir antes do fim do prazo a meta de reduzir em 84% o desmatamento, principal fonte das emissões de gases de efeito estufa no país, disse na quarta-feira (28) o secretário nacional de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental, Carlos Klink. Sem informar ano exato, ele disse que o país chegará antes de 2020 a um patamar inferior a 4 mil quilômetros desmatados por ano, compromisso estabelecido na Conferência do Clima de Copenhague, em 2009.

“No ano passado, já chegamos a 4,5 mil quilômetros quadrados de desmatamento. Temos que atingir 4 mil e manter, que é muito importante. Mas nossa meta continua sendo a de nos reportarmos às Nações Unidas em 2020?, declarou Klink, que participou da abertura do 7º Fórum Latino-Americano de Carbono.

De acordo com Klink, a queda do desmatamento corresponde a 60% da redução de emissões brasileiras, que precisam cair entre 36% e 39% até 2020. Para o secretário, o impacto também será global. “Como um estudo que saiu da Rio+20 aponta, vai haver um déficit de emissões em 2020, e nós vamos cobrir metade desse déficit com a nossa redução. O Brasil está dando uma contribuição global e quer ser reconhecido e valorizado por isso”.

Apesar disso, Klink reconhece que em alguns setores vêm ocorrendo aumento de emissões, que já eram previstas. “Alguns setores cresceram suas emissões, mas isso não se compara às emissões reduzidas no desmatamento. Isso não significa que não tenhamos que prestar atenção nisso. A agricultura e energia, principalmente, são os que dão uma subidinha. Por isso, temos planos setoriais específicos para indústria, energia e principalmente agricultura”.

Em um ano em que as usinas termelétricas foram a solução para as condições climáticas desfavoráveis às hidrelétricas e em que usinas a carvão entraram com peso nos leilões de geração de eletricidade para os próximos anos, o secretário não nega que essas são preocupações e diz que é preciso debater a questão da energia com a sociedade. “Pelo lado das emissões, é claro que isso é uma preocupação, mas, se a intenção é manter uma matriz energética diversificada, é um debate que o país tem que fazer. Por um lado, não estamos permitindo a construção de hidrelétricas, e temos que oferecer energia”.

Com redução do desmatamento concentrada principalmente na Amazônia, a secretaria trabalha agora para lançar o monitoramento sistemático do desmatamento no Cerrado. “Estamos financiando com o Fundo da Amazônia outros países da América Latina para que façam o monitoramento com tecnologia nossa. Estamos monitorando o Cerrado, e lá o desmatamento também caiu, mas estamos mais atrasados. A Caatinga também tem preocupado, mas caminha para a redução”, disse, acrescentando que o uso da vegetação como lenha e empreendimentos empresariais são a principal ameaça ao último bioma.

Fonte: Agência Brasil


16 de agosto de 2012 | nenhum comentário »

Brasil fica em 27º lugar em ranking mundial de qualidade dos oceanos

País ficou acima da média global, mas foi mal em poluição nas águas.
Pesquisa foi divulgada pela revista ‘Nature’ nesta quarta-feira (15).

Pesquisadores divulgaram nesta quinta-feira (15) um indicador inédito que mede a qualidade oceânica e marítima do mundo, o chamado “Índice de Saúde do Oceano”. Foram reunidos dados das águas do litoral de 171 países, ilhas e territórios do planeta.

Publicado na revista “Nature”, o estudo mostra que o Brasil está 35ª posição, se forem consideradas no ranking três ilhas desabitadas dos EUA (incluindo a Ilha de Jarvis), duas ilhas pertencentes à França (a Ilha de Clipperton, que é desabitada, e a Polinésia Francesa) e três outros territórios pertencentes à Grã-Bretanha e Austrália. Se forem contabilizados só os países, o Brasil sobe para a 27ª posição entre os que têm saúde oceânica mais alta.

O resultado brasileiro, de 62 pontos em uma escala que vai de 0 a 100, é um pouco melhor que a média global, de 60 pontos.

O pior resultado ficou para Serra Leoa, na África, com 36 pontos. Já o país com mar mais saudável, sem considerar as ilhas desabitadas, é o arquipélago Seychelles, localizado no oceano Índico, próximo à África, com 73 pontos.

Mais de 65 cientistas avaliaram uma centena de conjuntos de dados para elaborar o estudo. O índice é formado por dez metas, que incluem biodiversidade, limpeza das águas, proteção ambiental da costa, oportunidades de pesca artesanal e oferta de turismo na região, entre outros.

Bem na maioria das metas
Em seis das dez metas, o Brasil obteve pontuação igual ou maior do que a média global. Nas quatro demais, o país recebeu nota menor. As águas brasileiras são mais poluídas (76 pontos) que a média mundial (78 pontos), de acordo com o estudo.

Por outro lado, o país saiu-se bem melhor (81 pontos) do que a média mundial (55 pontos) em preservação das espécies e criação de áreas de proteção na costa. Os dois aspectos foram reunidos na meta “identidade local”, que avalia principalmente as espécies de animais icônicos do litoral.

O pior resultado brasileiro foi com relação à densidade de turistas nas áreas costeiras, em que o país recebeu nota zero. A média global, de 10 pontos, não foi muito melhor.

As águas do litoral brasileiro são consideradas mais saudáveis do que as do Uruguai (47 pontos), Argentina (52 pontos), Chile (60 pontos) e Venezuela (46 pontos), entre outros países da América Latina.

A maioria dos países teve nota baixa em itens como oferta de alimentos (24 pontos, na média global). Segundo a pesquisa, o resultado mostra que é preciso abandonar técnicas predatórias de pesca e aperfeiçoar as formas sustentáveis.

Países com a mesma nota mas que estão posicionados abaixo no ranking receberam pontuação menor em uma ou mais metas.

Fórmula
A fórmula para um bom indicador de saúde dos mares inclui economia forte, governo estável e políticas de cuidado com as faixas litorâneas, segundo os pesquisadores.

O documento publicado na “Nature” ressalta a ótima nota obtida pela Alemanha (73 pontos), em segundo lugar no ranking, logo atrás das ilhas Seychelles, se forem considerados somente os países.

As nações mais mal-avaliadas estão na costa oeste da África, segundo os cientistas. O desempenho ruim está ligado a baixos indicadores de desenvolvimento humano, de acordo com o estudo.

A pesquisa foi elaborada por uma série de entidades, instituições científicas e universidades, incluindo a Conservação Internacional, a Fundação pela Vida no Oceano Pacífico e a sociedade National Geographic.

Homem corre à beira da praia de Copacabana, no Rio de Janeiro; Brasil foi bem em 6 das 10 metas para os oceanos (Foto: Ricardo Moraes/Reuters)

Homem corre à beira da praia de Copacabana, no Rio de Janeiro; Brasil foi bem em 6 das 10 metas para os oceanos (Foto: Ricardo Moraes/Reuters)

Fonte: Globo Natureza


18 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Conselho Nacional da Mata Atlântica alerta sobre ameaças do Código Florestal nas Metas de Aichi

Apesar do esforço para viabilizar o cumprimento das Metas de Aichi nos biomas brasileiros, o novo Código Florestal, da forma como foi aprovado e ainda tramita no Congresso Nacional, representa uma ameaça ao cumprimento dos objetivos traçados para o desenvolvimento sustentável da biodiversidade brasileira. A análise é de Ferreira Lino, presidente do Conselho Nacional da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica (RBMA).

Na avaliação do especialista em florestas, a lei ambiental nacional é uma bússola para orientar as propostas assumidas pelo Brasil no exterior. Antevendo os riscos sobre a deterioração da biodiversidade e a necessidade de conservar a diversidade biológica de todo o Brasil, a área científica já recomendava a criação de uma legislação específica para cada bioma no Código Florestal. A sugestão, porém, não foi acatada pelos parlamentares na nova lei ambiental.

 

“Da forma como caminha o Código Florestal a capacidade de o Brasil cumprir as Metas de Aichi deve ser comprometida. O Código Florestal está na contramão dos compromissos [assumidos]“, disse. Lino acrescenta: “O novo Código Florestal é o maior retrocesso para o País”.

 

Na observação do especialista em florestas, a Medida Provisória 571/2012, editada pela presidente Dilma Rousseff, em uma tentativa de reverter os retrocessos do novo Código Florestal (Lei 12.651/2012) e os ajustes feitos no texto “são apenas remendos”.

 

Recentemente, a comissão mista criada no Congresso para analisar a MP aprovou o relatório do senador Luiz Henrique (PMDB-SC) em que substitui a redação original da medida provisória que considerava fundamental “a proteção e o uso sustentável das florestas”, por uma redação apenas especificadora dos conteúdos da lei florestal brasileira. Essa mudança significou o retorno ao texto final aprovado pela Câmara dos Deputados.

 

Na ocasião, foram apresentados 343 pedidos de destaque para votação em separado que devem ser votados em agosto, quando será realizada nova reunião da comissão. O texto permanece sendo motivo de divergência no Congresso Nacional.

 

O presidente da comissão, Elvino Bohn Gass (PT-RS), espera que a votação desses requerimentos seja realizada no dia 7 de agosto e, que seja remetida imediatamente para a análise no plenário da Câmara. Há uma corrida para aprovar a MP porque ela perde a validade em 8 de outubro.

Fonte: Viviane Monteiro – Jornal da Ciência


26 de junho de 2012 | nenhum comentário »

Exposição Biomas do Brasil agora pode ser visitada na web

Atração com recursos multimídia foi digitalizada na íntegra para passeio virtual. Secretário de Pesquisa e Desenvolvimento do MCTI, Carlos Nobre, destacou a qualidade da mostra e a importância da Rio+20.

A exposição Biomas do Brasil foi uma das atrações mais populares do Espaço Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Sustentável. Por isso, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), em parceria com o Era Virtual, digitalizou toda a exposição em um site interativo, onde os visitantes virtuais podem acessar todas as imagens e vídeos dos biomas brasileiros. No lançamento, que aconteceu na Arena de Palestras do Armazém 4, o secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do MCTI, Carlos Nobre, destacou a qualidade da mostra e a importância da Rio+20.

 

“A mostra Biomas do Brasil foi um grande sucesso de público e atraiu dirigentes e empresários pela qualidade de conteúdo e pelos valores transmitidos”, disse o secretário. “Seria muito pouco simplesmente empacotar tudo e levar embora ao fim do evento, então começamos a discutir um plano de virtualização da exposição”.

 

O espaço virtual da Biomas do Brasil é uma reprodução fiel do espaço verdadeiro no Armazém 4 do Píer Mauá, com direito a todas as imagens, vídeos e sons que os visitantes puderam conferir durante o evento. O site traz versões em português e inglês das informações, o que ajuda a divulgar as riquezas do Brasil para o exterior. “O usuário vai se sentir como se estivesse na exposição e pode adentrar nos conteúdos mostrados aqui”, disse o secretário.

 

Carlos Nobre também fez uma avaliação da conferência mundial. “A Rio+20 tem importância em dois lados. O primeiro deles é aferir que agora, 20 anos depois da Rio 92, há um certo sentimento de inércia em relação a mudanças. A Rio+20 mostrou para a sociedade que a agenda do desenvolvimento sustentável não vai regredir”, comentou o representante do MCTI. “Na outra frente, estão as reuniões entre os países, tentando estabelecer acordos e mostrar avanços práticos. A ciência deixa claro que o tempo é um dos nossos recursos mais escassos.”

 

Para Nobre, esse é o momento do Brasil tomar o destaque no cenário internacional. “Cabe aos países aplicar as políticas decididas”, ponderou o secretário. “O Brasil tem um papel fundamental, tanto guiando os emergentes, como assumindo um papel de liderança no mundo”.

 

Confira a exposição no link: http://www.eravirtual.org/biomas/.

Fonte: Ascom do MCTI


5 de junho de 2012 | nenhum comentário »

Brasil terá Pacto pelas Águas

Ministra Izabella Teixeira anuncia programa de gestão das principais bacias, que prevê monitoramento por satélite.

Nesta terça-feira (5), Dia Mundial do Meio Ambiente, será instituído o Pacto pelas Águas, reunindo governo federal, estados e municípios na área de recursos hídricos em todo o País. Estão previstos investimentos de R$ 20 milhões ao ano no financiamento da gestão nas principais bacias brasileiras, com monitoramento e apoio dos órgãos federais.

 

A reunião ordinária do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama), realizada no dia 30 de maio, marcou a abertura da Semana Nacional do Meio Ambiente. Na ocasião, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, assinou convênios com a Agência Espacial Brasileira (AEB) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Está prevista a criação de um sistema de informações sobre recursos hídricos, com base no mapeamento por satélite dos rios e bacias brasileiras.

 

Pelo acordo, a AEB lança, a partir de novembro, uma família de satélites CBERS, construídos pelo Brasil em parceria com a China e utilizados para o monitoramento territorial. Com esse equipamento, será possível fazer o mapeamento completo dos rios brasileiros. “Estamos entrando em uma nova conjuntura hídrica no País”, avalia Izabella Teixeira.

 

Nova cartografia - De acordo com o presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), Vicente Andreu, trata-se do primeiro passo para a elaboração da nova cartografia dos recursos hídricos do Brasil. “É um salto de qualidade na produção de informação e conhecimento sobre as águas”, destacou.  Ele anunciou, também, publicação de portaria criando o Comitê de Contas Ambientais da Água, encarregado de avaliar o consumo da água nas atividades econômicas. O levantamento vai alimentar banco de dados das Nações Unidas sobre a disponibilidade dos recursos hídricos no mundo.

 

O presidente da AEB, José Raimundo Braga, informou que está previsto para novembro desse ano o lançamento do primeiro satélite da família CBERS, que substituirá o atual, que já está fora de operação. Ele elogiou a política brasileira para os recursos hídricos e afirmou que será um instrumento essencial para a criação de um sistema de informações sobre os recursos hídricos no Brasil. “O modelo integrado de gestão das águas é exemplo em todo o mundo”, assegurou.

 

A ministra Izabella Teixeira anunciou, ainda, um conjunto de medidas de fortalecimento da área ambiental, resultado de entendimento com o Ministério do Planejamento e Gestão, com impactos no MMA, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio).  Segundo informou, haverá reforço nos quadros de analistas ambientais do Ibama e incentivos à capacitação dos servidores da área ambiental.

Fonte: Ascom do MMA


4 de junho de 2012 | nenhum comentário »

PAÍS TEM 4 BATIDAS DE AVIÕES EM AVES POR DIA

Um levantamento feito pelo Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), órgão que atua na investigação e prevenção de acidentes aéreos, aponta que, em média, quatro aviões atingem Aves por dia no país. Um dos casos mais recentes aconteceu no último dia 15, quando uma aeronave com 118 passageiros precisou retornar ao aeroporto Leite Lopes, em Ribeirão Preto, após colidir com um pássaro.
O aumento dos casos está fazendo com que os aeroportos busquem soluções. Cachorros, falcões e até mesmo robôs estão sendo utilizados na tentativa de espantar os animais. Segundo o Cenipa, só neste ano já foram registradas 657 colisões. Neste ritmo, o número de acidentes pode chegar aos 1,7 mil casos, superando o recorde de 1.460 do ano passado.

Para o chefe de gerenciamento do risco aviário do Cenipa, major Francisco José Morais, a presença de focos atrativos para Aves perto dos aeroportos como lixões e matadouros clandestinos, além do aumento de espécies, podem ser as causas do crescimento dos acidentes.

Fonte: EBAND


25 de maio de 2012 | nenhum comentário »

Cientistas fazem lista de ’10 mais’ de espécies descobertas em 2011

Relação chama a atenção para a biodiversidade do planeta.
Aranha azul representa o Brasil na lista.

Uma equipe internacional de botânicos divulgou nesta quarta-feira (23) uma lista de “10 mais” com espécies descobertas em todo o mundo durante o ano de 2011. Elas foram escolhidas entre mais de 200 espécies.

A relação, escolhida por especialistas do Instituto Internacional da Exploração de Espécies, da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, traz seres que chamam a atenção porque são diferentes do que estamos acostumados a ver.

A lista é publicada há cinco anos, sempre em 23 de maio, aniversário de nascimento de Lineu, pai da classificação de espécies moderna. O objetivo da iniciativa é destacar a importância da biodiversidade das espécies do planeta.

Macaco-espirrador (Foto: Thomas Geissmann / Fauna & Flora International)

Macaco-espirrador (Foto: Thomas Geissmann / Fauna & Flora International)

Macaco-espirrador
O macaco-espirrador (Rhinopithecus strykeri) recebeu esse nome porque espirra quando chove. Ele foi identificado nas montanhas de Myanmar, e foi o primeiro animal da família do macaco-de-nariz-empinado a ser registrado como nativo do país, que fica no Sudeste Asiático. Os cientistas acreditam que a espécie já corra sério risco de extinção.

Água-viva-de-bonaire
Essa espécie de água-viva foi descoberta em Bonaire, uma ilha holandesa no Caribe. Esse animal venenoso lembra uma pipa, com seus tentáculos coloridos. O nome científico Tamoya ohboya foi selecionado em um projeto de ciências e é uma brincadeira com a expressão “oh boy!”, que é uma interjeição de espanto em inglês – essa seria a reação de uma pessoa que fosse ferroada pela água-viva.

Verme-do-diabo
Com cerca de meio milímetro de comprimento, esses nematódeos foram descobertos em minas de ouro na África do Sul, a 1,3 km de profundidade. Nenhuma outra espécie multicelular já tinha sido descoberta em tanta profundidade. Capaz de suportar a alta pressão e a alta temperatura desse “inferno”, o Halicephalobus mephistofoi apelidado de verme-do-diabo.

Orquídea-noturna
Essa espécie rara de plantas foi descoberta na Papua-Nova Guiné, na Oceania. A flor da Bulbophyllum nocturnum se abre por volta de 22h e se fecha cedo pela manhã. Das mais de 25 mil espécies de orquídeas catalogadas, essa é a única que floresce durante a noite.

Vespa parasita
A vespa Kollasmosoma sentum ataca formigas com uma velocidade impressionante. Ela fica à espreita, voando próxima ao chão, e em um vigésimo de segundo, ela deposita seus ovos dentro do corpo da vítima. A formiga então servirá de comida para as larvas da vespa que vão se desenvolver. A espécie foi descoberta na Espanha.

Cogumelo bob esponja

O nome científico desse cogumelo descoberto na ilha de Bornéu, na Malásia, é Spongiforma squarepantsii (o nome de Bob Esponja Calça Quadrada em inglês é “SpongeBob SquarePants”). Apesar de não ter nenhum parentesco com as esponjas, esse fungo se parece com esses animais, e acabou homenageado com o nome do desenho animado.

Papoula-do-outono-nepalesa
A altitude pode explicar por que a Meconopsis autumnalis passou batida pela ciência durante tanto tempo. Seu habitat fica a entre 3,3 mil e 4,2 mil metros de altura em relação ao nível do mar. Sujeita a um clima único na altitude do Himalaia e sob efeito das monções – ventos e chuvas típicos do subcontinente indiano –, essa planta floresce no outono, e não na primavera.

Embuá-gigante
Esse milípede – parente dos insetos que tem vários pares de patas – é o maior já encontrado na natureza, com 16 centímetros. Tem o tamanho de uma salsicha, e seu nome científico Crurifarcimen vagans significa “salsicha com patas ambulante” em latim. O embuá-gigante foi descoberto nas montanhas da Tanzânia, no leste da África, lugar com rica diversidade de espécies.

Cacto-ambulante
Essa espécie extinta encontrada na China viveu há 520 milhões de anos. Em seis centímetros de comprimento, esse animal lembra um verme, mas, ao mesmo tempo, apresenta dez pares de patas articuladas. Para os cientistas que o descobriram, aDiania cactiformis seria um primeiro elo perdido conhecido entre os vermes e os artrópodes.

Tarântula-de-sazima
Essa aranha azul colocou o Brasil pela primeira vez na lista de “10 mais”. Descrita por pesquisadores do Instituto Butantan, em São Paulo, essa espécie vive em uma “ilha ecológica” e só é encontrada no alto da Chapada Diamantina, na Bahia. Seu nomePterinopelma sazimai é uma homenagem ao cientista Ivan Sazima, que coletou indivíduos dessa aranha nas décadas 1970 e 1980 – o registro da nova espécie só é aceito quando ela é descrita em uma revista científica, por isso ela entrou na lista de 2011.

Água-viva-de-bonaire (Foto: Ned DeLoach)

Água-viva-de-bonaire (Foto: Ned DeLoach)

Verme-do-diabo (Foto: G. Borgonie, Ghent University)

Verme-do-diabo (Foto: G. Borgonie, Ghent University)

 

Orquídea-noturna (Foto: Andre Schuiteman)

Orquídea-noturna (Foto: Andre Schuiteman)

Vespa parasita (Foto: C. van Achterberg)

Vespa parasita (Foto: C. van Achterberg)

À esquerda, o Bob Esponja do desenho animado; à direita, o fungo que ganhou seu nome (Foto: Divulgação)

À esquerda, o Bob Esponja do desenho animado; à direita, o fungo que ganhou seu nome (Foto: Divulgação)

Papoula-do-outono-nepalesa (Foto: Paul Egan)

Papoula-do-outono-nepalesa (Foto: Paul Egan)

Embuá-gigante (Foto: G. Brovad)

Embuá-gigante (Foto: G. Brovad)

Fóssil da Diana cactiformis (Foto: AFP)

Cacto-ambulante (Foto: AFP)

tarântula-de-Sazima (Foto: Caroline Fukushima/Rogerio Bertani/Instituto Butantan)

Tarântula-de-sazima (Foto: Caroline Fukushima/Rogerio Bertani/Instituto Butantan)

Fonte: Globo Natureza


17 de maio de 2012 | nenhum comentário »

Com participação de astronauta, relatório mostra que ‘pegada’ do Brasil supera a da China e a da Índia

A pegada ecológica do Brasil é maior que a média mundial e maior que a de todos os países do grupo Brics exceto a Rússia (o grupo inclui China, Índia e África do Sul).

Os dados são do Relatório Planeta Vivo 2012, divulgado pela ONG WWF com a participação do astronauta holandês André Kuipers.

Pegada ecológica é a quantidade de hectares necessária para suprir as necessidades de consumo de cada ser humano versus a capacidade de regeneração da Terra.

O relatório mostra que a pegada da humanidade hoje excedeu em 50% a capacidade de regeneração do planeta. Ou seja, para sustentar o padrão de consumo atual, seria necessário 1,5 planeta.

A pegada ecológica da humanidade dobrou desde 1966. Entre os países com maior pegada estão nações emergentes e de território pequeno, como Qatar (1°) e Dinamarca (4°), além dos gigantes consumistas EUA (5°).

O Brasil tem uma pegada ecológica de 2,93 hectares por pessoa, contra 2,70 da média global. Segundo Cecília Wey de Brito, secretária-geral do WWF Brasil, o que mais pesa aqui é a agropecuária, que consome muita terra e água.

A pegada cresceu ligeiramente em 2012 em comparação a 2010 e só não é maior porque o Brasil detém a maior biocapacidade (capacidade de regeneração) do mundo, por conta de suas florestas.

“O Código Florestal é um dos garantidores de que isso continue”, disse Brito, pedindo o veto de Dilma ao código aprovado pela Câmara.

Fonte: Folha.com


18 de abril de 2012 | nenhum comentário »

Brasil e emergentes puxam ascensão da energia eólica, diz relatório

Brasil lidera no Cone Sul e será responsável pelo crescimento na região.
Indústria global vai instalar mais de 46 gigawatts de capacidade neste ano.

A indústria de energia eólica global vai instalar mais de 46 GW (gigawatts) de nova capacidade em 2012, dado que faz parte da previsão de crescimento da indústria eólica mundial para os próximos cinco anos.

Até o final de 2016, a capacidade total de energia eólica mundial será pouco menor do que 500 GW, diante de um mercado anual de cerca de 60 GW previsto para esse período. Os dados foram divulgados nessa semana no relatório anual do Conselho Global de Energia Eólica (GWEC, na sigla em inglês).

De acordo com dados do relatório Global Wind Report 2011, o Brasil vem se estabelecendo como grande mercado internacional, já dominando o latino-americano. Com uma forte base industrial, o país é considerado capaz de abastecer o Cone Sul, e será responsável, em vasta maioria, pelo crescimento regional até 2016.

As instalações totais para o período 2012-2016 devem chegar a 255 GW, com um crescimento cumulativo médio do mercado um pouco abaixo de 16%.

“Para os próximos cinco anos, o crescimento anual do mercado será impulsionado principalmente pela Índia e pelo Brasil, com significativas contribuições de novos mercados na América Latina, África e Ásia”, afirmou Steve Sawyer, secretário-geral GWEC.

“O Brasil está entre as quatro nações do mundo que mais cresce no setor eólico, ficando atrás somente de China, Estados Unidos e Índia. Em 2015 seremos o 10° maior produtor de energia eólica do mundo. Atualmente, nossa capacidade instalada é de 1.471 MW e nosso potencial gira em torno de 300 GW. Temos um futuro promissor e ainda há muito espaço para crescimento”, destaca Lauro Fiúza Junior, vice-presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), empresa que repassou informações para a produção do relatório.

Mercados asiáticos e europeu
A Ásia continuará a ser o maior mercado do mundo com muito mais novas instalações do que qualquer outra região, instalando 118 GW entre agora e 2016, e superando a Europa como o líder mundial em capacidade instalada acumulada em algum momento durante 2013, segundo o relatório.

Depois de quase uma década de um crescimento de dois e três dígitos, o mercado chinês finalmente se estabilizou, e permanecerá nos níveis atuais pelos próximos anos. Pela primeira vez, em 2011, a Índia alcançou um mercado anual de 3 GW e deverá atingir 5 GW até 2015. Já o futuro do sistema de energia do Japão, com a rejeição quase universal da energia nuclear após a tragédia tripla em 11 de Março 2011, dá esperanças para um novo começo para a indústria eólica no País, de acordo com o relatório.

O mercado europeu se mantém estável e, considerando o quadro político e metas da Europa até 2020, é pouco provável que aconteçam grandes surpresas. A Alemanha teve um forte ano em 2011 e a decisão do governo de eliminar progressivamente toda a energia nuclear até 2020 dá à indústria um novo impulso.

Já a Espanha teve um ano ruim, o que deve se repetir em 2012. No entanto, Romênia, Polônia, Turquia e Suécia continuaram a desempenhar seus papéis dentro do cenário de crescimento, segundo o relatório GWEC.

Usinas eólicas instaladas no Rio Grande do Sul (Foto: Divulgação/ABEEólica)

Usinas eólicas instaladas no Rio Grande do Sul (Foto: Divulgação/ABEEólica)

Fonte: Globo Natureza


4 de abril de 2012 | nenhum comentário »

Brasil e Uruguai abrigam embriões de réptil mais antigos já vistos

Os embriões de réptil mais antigos já vistos, com 280 milhões de anos e pertencentes ao grupo dos mesossauros, foram descobertos na América do Sul, especificamente em Brasil e Uruguai, por uma equipe internacional de paleontólogos, anunciou nesta terça-feira o CNRS, centro nacional de pesquisa científica francês.

Os fósseis indicam que os mesossauros, répteis aquáticos, eram vivíparos, ou seja, pariam crias bem desenvolvidas.

Um “espécime em gestação”, descoberto no Brasil, revela que os mesossauros que povoavam esse território “retinham os embriões no útero durante a maior parte de seu desenvolvimento”, destacou o CNRS em um comunicado.

No Uruguai, Michel Laurin, do CNRS, e seus colegas escavaram 26 espécimes de mesossauros adultos, todos associados a embriões ou a exemplares muito jovens, da mesma época do fóssil brasileiro.

“Estes espécimes, mais ou menos desarticulados, são difíceis de interpretar, mas provavelmente se trata, na maioria, de embriões no útero”, acrescentou o comunicado.

No mesmo local foi encontrado um “ovo isolado de mesossauro”, o que traz uma incógnita, uma vez que os seres vivíparos, a princípio, não se reproduzem em ovos.

Segundo os paleontólogos, que publicaram sua descoberta na revista britânica Historical Biology, os mesossauros do Uruguai punham ovos em um estágio avançado de desenvolvimento do feto e estes ovos deviam eclodir entre vários minutos e vários dias mais tarde.

Em qualquer caso, estes fósseis de embriões são os exemplares mais antigos conhecidos até agora e antecipam “em 60 milhões de anos o aparecimento deste modo de reprodução” vivípara, segundo o CNRS.

 

Fonte: Veja Ciência


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