12 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Queimadas se alastram em Brasília; há suspeita de incêndios criminosos

Incêndio na Floresta Nacional de Brasília já é o maior da história. Destruição atingiu 85% da mata.

Em Brasília, equipes do corpo de bombeiros se revezam para combater as queimadas. Há suspeitas de incêndios criminosos. São muitas áreas ocupadas por lotes irregulares, por isso, o Instituto Chico Mendes, ligado ao Ministério do Meio Ambiente, não descarta a possibilidade de incêndios criminosos. Já são mais de 3,2 mil focos. A seca já dura 94 dias e domingo (11) foi o dia mais quente do ano, com 33°C e umidade em 13%. A previsão mais otimista é que a chuva em Brasília venha no inicio de outubro.

Um fim de semana sem descanso para os bombeiros que combatem as queimadas no Distrito Federal. O Hercules C-130, da Força Aérea, também foi usado na luta contra o fogo. Foram 16 sobrevoos. Em cada um, 12 mil litros de água eram despejados.

Os incêndios começaram na quinta-feira (8). Até agora, as labaredas já queimaram uma área equivalente a 20 mil campos de futebol. Uma das regiões mais atingidas é a Floresta Nacional de Brasília, que teve uma destruição de 85% da mata. Na floresta, a principal preocupação é impedir que as chamas avancem sobre o parque nacional, uma área de preservação ambiental.

“Temos a preocupação com a proximidade com o parque nacional. Se passar para lá, vai ser uma tragédia maior. Estamos concentrando esforços nessas áreas para que isso não aconteça”, afirmou o major Mauro Sérgio de Oliveira, do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal.

De uma sala o Corpo de Bombeiros comanda as ações de combate aos novos focos de incêndio, que surgem a todo o momento. Os focos aparecem na tela como pontos amarelos. O Instituto Chico Mendes, vinculado ao Ministério do Meio Ambiente, vai pedir que a Polícia Federal investigue a origem dessas queimadas. Segundo um boletim do instituto, o fogo que atinge parques e reservas ambientais não é uma fatalidade, seria resultado de ações criminosas.

Uma das suspeitas para o incêndio na Floresta Nacional, conhecida como “Flona”, vem da chefe do local. A floresta seria alvo de grileiros. “É simplesmente desolador ver a situação que a Flona está hoje por causa do incêndio. Nós temos vários grileiros envolvidos, pessoas que anunciam no jornal a venda de lotes na Flona que a gente sabe que têm interesse em bagunçar e em tumultuar nossa situação.”, apontou a chefe da Flona, Miriam Ferreira. De acordo com a chefe da Floresta Nacional de Brasília, esse incêndio foi o maior já registrado. O cerrado de Brasília nunca foi tão castigado.

Fonte: G1.Globo.com


12 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Diretor do Jardim Botânico de Brasília defende medidas para evitar desaparecimento do Cerrado

O fogo que atingiu o Jardim Botânico de Brasília na última semana trouxe motivos mais fortes para celebrar o Dia Nacional do Cerrado, comemorado neste domingo (11). Segundo o diretor do Jardim Botânico, Jeanito Gentilini, é preciso o aprofundamento e o reconhecimento do bioma para que medidas sejam tomadas a fim de evitar o seu desaparecimento.

“As coisas acontecem, causam um impacto e aí a gente tem que dar um passo à frente. Tem que haver aprofundamento dessas questões, porque pega fogo todo ano, que trabalhos são necessários a médio e longo prazo para que a gente tenha uma base real de trabalhar o bioma de forma mais correta, com entendimento da sua importância. Essa reflexão é que fica”, comentou.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que o Cerrado, considerado segundo maior bioma brasileiro, perdeu 49% da cobertura original. A área inicial de mais de 2 milhões de quilômetros quadrados (km²) foi reduzida a 1 milhão de km².

Segundo Genitlini, ainda não é possível mensurar o total da área do parque que foi atingida. “Será feito um sobrevoo porque as áreas que não foram queimadas ainda sofrem risco”, disse. O diretor também destacou que é preciso conscientizar a população. “É necessário tratar o entorno da estação ecológica, que está dentro da área urbana, de forma mais cuidadosa. Ter mais cuidado com a questão de colocar fogo sem má intenção, mas que toma grandes proporções e viram uma catástrofe como a que aconteceu”, completou.

Para aumentar a conscientização, a área incendiada será incluída nas visitações. “Vamos incluir na visitação a parte que pegou fogo para as pessoas terem noção do que é e como fica. É um trabalho de formiguinha, mas se criarmos um grupo com a sociedade civil, os parlamentos e o governo a gente consegue”, acrescentou.

O evento também contou com a participação do diretor do Departamento de Florestas do Ministério do Meio Ambiente, João Medeiros, que defende a inclusão do Cerrado como patrimônio nacional, assim como ocorre com a Amazônia e a Mata Atlântica. “Estamos trabalhando pelo reconhecimento do Cerrado como patrimônio nacional”.

Fonte: Luciene Cruz/ Agência Brasil


22 de dezembro de 2010 | nenhum comentário »

Comitê gestor do Fundo Clima é instalado em Brasília

Para 2011, estão previstos cerca de R$ 230 milhões, a serem aplicados em ações de mitigação e adaptação dos fenômenos decorrentes das mudanças climáticas no país
Sessenta dias após a assinatura do decreto que regulamenta a lei de criação do Fundo Nacional de Mudança do Clima, foi instalado nesta segunda-feira (20/12), em Brasília, o comitê gestor que será responsável pela administração e deliberação de investimentos prioritários e aplicação e divisão dos recursos.

O fundo vai liberar verbas para ações de mitigação e adaptação dos fenômenos decorrentes das mudanças climáticas no país. Para o orçamento de 2011, estão previstos recursos de R$ 233 milhões.

Presente ao evento, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, disse que o Fundo Clima tem um papel importante, pois é um dos principais instrumentos da Política Nacional de Mudanças Climáticas, e que as decisões do colegiado devem ser tomadas com embasamento técnico.

“É fundamental que o fundo possa contribuir para um resultado significativo, e para isso precisamos de um comitê que tenha um caráter técnico, não apenas deliberativo. Ele deve ser também um instrumento político fundamental no debate entre governo e sociedade e fazer jus aos setores nele representados. Deve ainda promover ações que não sejam fragmentadas, buscar um mosaico de resultados integrados e representar uma visão estratégica das questões de mudanças climáticas no Brasil”, disse a ministra.

De acordo com a secretária de Mudanças Climáticas do MMA, Branca Americano, os recursos serão destinados tanto para projetos de estudos e pesquisa como no financiamento de empreendimentos. Até 60% da verba do Fundo Clima será proveniente do recurso do Fundo Nacional de Petróleo direcionado ao MMA, e haverá ainda a possibilidade de aportes internacionais, além de outras fontes de financiamento.

Formado por 21 entidades, como ministérios do Meio Ambiente, Agricultura, Ciência e Tecnologia, Desenvolvimento Agrário, Cidades, Relações Exteriores, Minas e Energia, Planejamento, Fazenda, Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e Casa Civil, também têm assento nesse colegiado representantes do BNDES, estados, municípios e sociedade civil – setores industrial, rural, trabalhadores da área urbana, rural e da agricultura familiar, comunidade científica, ONGs.

Na primeira reunião do comitê, que é presidido pelo secretário executivo do MMA, José Machado, foram apresentados o regimento interno e o projeto de diretrizes de ação para aplicação dos primeiros recursos já em 2011. “Temos a responsabilidade de promover um fundo ativo que garanta os recursos necessários e atinja os objetivos esperados”, afirmou Machado.

A segunda reunião está prevista para 15 de março de 2011, e as próximas serão realizadas em julho e novembro.

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Fonte: Assessoria de Comunicação do MMA






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Queimadas se alastram em Brasília; há suspeita de incêndios criminosos

Incêndio na Floresta Nacional de Brasília já é o maior da história. Destruição atingiu 85% da mata.

Em Brasília, equipes do corpo de bombeiros se revezam para combater as queimadas. Há suspeitas de incêndios criminosos. São muitas áreas ocupadas por lotes irregulares, por isso, o Instituto Chico Mendes, ligado ao Ministério do Meio Ambiente, não descarta a possibilidade de incêndios criminosos. Já são mais de 3,2 mil focos. A seca já dura 94 dias e domingo (11) foi o dia mais quente do ano, com 33°C e umidade em 13%. A previsão mais otimista é que a chuva em Brasília venha no inicio de outubro.

Um fim de semana sem descanso para os bombeiros que combatem as queimadas no Distrito Federal. O Hercules C-130, da Força Aérea, também foi usado na luta contra o fogo. Foram 16 sobrevoos. Em cada um, 12 mil litros de água eram despejados.

Os incêndios começaram na quinta-feira (8). Até agora, as labaredas já queimaram uma área equivalente a 20 mil campos de futebol. Uma das regiões mais atingidas é a Floresta Nacional de Brasília, que teve uma destruição de 85% da mata. Na floresta, a principal preocupação é impedir que as chamas avancem sobre o parque nacional, uma área de preservação ambiental.

“Temos a preocupação com a proximidade com o parque nacional. Se passar para lá, vai ser uma tragédia maior. Estamos concentrando esforços nessas áreas para que isso não aconteça”, afirmou o major Mauro Sérgio de Oliveira, do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal.

De uma sala o Corpo de Bombeiros comanda as ações de combate aos novos focos de incêndio, que surgem a todo o momento. Os focos aparecem na tela como pontos amarelos. O Instituto Chico Mendes, vinculado ao Ministério do Meio Ambiente, vai pedir que a Polícia Federal investigue a origem dessas queimadas. Segundo um boletim do instituto, o fogo que atinge parques e reservas ambientais não é uma fatalidade, seria resultado de ações criminosas.

Uma das suspeitas para o incêndio na Floresta Nacional, conhecida como “Flona”, vem da chefe do local. A floresta seria alvo de grileiros. “É simplesmente desolador ver a situação que a Flona está hoje por causa do incêndio. Nós temos vários grileiros envolvidos, pessoas que anunciam no jornal a venda de lotes na Flona que a gente sabe que têm interesse em bagunçar e em tumultuar nossa situação.”, apontou a chefe da Flona, Miriam Ferreira. De acordo com a chefe da Floresta Nacional de Brasília, esse incêndio foi o maior já registrado. O cerrado de Brasília nunca foi tão castigado.

Fonte: G1.Globo.com


12 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Diretor do Jardim Botânico de Brasília defende medidas para evitar desaparecimento do Cerrado

O fogo que atingiu o Jardim Botânico de Brasília na última semana trouxe motivos mais fortes para celebrar o Dia Nacional do Cerrado, comemorado neste domingo (11). Segundo o diretor do Jardim Botânico, Jeanito Gentilini, é preciso o aprofundamento e o reconhecimento do bioma para que medidas sejam tomadas a fim de evitar o seu desaparecimento.

“As coisas acontecem, causam um impacto e aí a gente tem que dar um passo à frente. Tem que haver aprofundamento dessas questões, porque pega fogo todo ano, que trabalhos são necessários a médio e longo prazo para que a gente tenha uma base real de trabalhar o bioma de forma mais correta, com entendimento da sua importância. Essa reflexão é que fica”, comentou.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que o Cerrado, considerado segundo maior bioma brasileiro, perdeu 49% da cobertura original. A área inicial de mais de 2 milhões de quilômetros quadrados (km²) foi reduzida a 1 milhão de km².

Segundo Genitlini, ainda não é possível mensurar o total da área do parque que foi atingida. “Será feito um sobrevoo porque as áreas que não foram queimadas ainda sofrem risco”, disse. O diretor também destacou que é preciso conscientizar a população. “É necessário tratar o entorno da estação ecológica, que está dentro da área urbana, de forma mais cuidadosa. Ter mais cuidado com a questão de colocar fogo sem má intenção, mas que toma grandes proporções e viram uma catástrofe como a que aconteceu”, completou.

Para aumentar a conscientização, a área incendiada será incluída nas visitações. “Vamos incluir na visitação a parte que pegou fogo para as pessoas terem noção do que é e como fica. É um trabalho de formiguinha, mas se criarmos um grupo com a sociedade civil, os parlamentos e o governo a gente consegue”, acrescentou.

O evento também contou com a participação do diretor do Departamento de Florestas do Ministério do Meio Ambiente, João Medeiros, que defende a inclusão do Cerrado como patrimônio nacional, assim como ocorre com a Amazônia e a Mata Atlântica. “Estamos trabalhando pelo reconhecimento do Cerrado como patrimônio nacional”.

Fonte: Luciene Cruz/ Agência Brasil


22 de dezembro de 2010 | nenhum comentário »

Comitê gestor do Fundo Clima é instalado em Brasília

Para 2011, estão previstos cerca de R$ 230 milhões, a serem aplicados em ações de mitigação e adaptação dos fenômenos decorrentes das mudanças climáticas no país
Sessenta dias após a assinatura do decreto que regulamenta a lei de criação do Fundo Nacional de Mudança do Clima, foi instalado nesta segunda-feira (20/12), em Brasília, o comitê gestor que será responsável pela administração e deliberação de investimentos prioritários e aplicação e divisão dos recursos.

O fundo vai liberar verbas para ações de mitigação e adaptação dos fenômenos decorrentes das mudanças climáticas no país. Para o orçamento de 2011, estão previstos recursos de R$ 233 milhões.

Presente ao evento, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, disse que o Fundo Clima tem um papel importante, pois é um dos principais instrumentos da Política Nacional de Mudanças Climáticas, e que as decisões do colegiado devem ser tomadas com embasamento técnico.

“É fundamental que o fundo possa contribuir para um resultado significativo, e para isso precisamos de um comitê que tenha um caráter técnico, não apenas deliberativo. Ele deve ser também um instrumento político fundamental no debate entre governo e sociedade e fazer jus aos setores nele representados. Deve ainda promover ações que não sejam fragmentadas, buscar um mosaico de resultados integrados e representar uma visão estratégica das questões de mudanças climáticas no Brasil”, disse a ministra.

De acordo com a secretária de Mudanças Climáticas do MMA, Branca Americano, os recursos serão destinados tanto para projetos de estudos e pesquisa como no financiamento de empreendimentos. Até 60% da verba do Fundo Clima será proveniente do recurso do Fundo Nacional de Petróleo direcionado ao MMA, e haverá ainda a possibilidade de aportes internacionais, além de outras fontes de financiamento.

Formado por 21 entidades, como ministérios do Meio Ambiente, Agricultura, Ciência e Tecnologia, Desenvolvimento Agrário, Cidades, Relações Exteriores, Minas e Energia, Planejamento, Fazenda, Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e Casa Civil, também têm assento nesse colegiado representantes do BNDES, estados, municípios e sociedade civil – setores industrial, rural, trabalhadores da área urbana, rural e da agricultura familiar, comunidade científica, ONGs.

Na primeira reunião do comitê, que é presidido pelo secretário executivo do MMA, José Machado, foram apresentados o regimento interno e o projeto de diretrizes de ação para aplicação dos primeiros recursos já em 2011. “Temos a responsabilidade de promover um fundo ativo que garanta os recursos necessários e atinja os objetivos esperados”, afirmou Machado.

A segunda reunião está prevista para 15 de março de 2011, e as próximas serão realizadas em julho e novembro.

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Fonte: Assessoria de Comunicação do MMA