7 de novembro de 2012 | nenhum comentário »

Pesquisador do Butantan descobre 9 espécies de aranhas caranguejeiras

Novas espécies habitam árvores em diferentes regiões do Brasil.
Descobertas foram publicadas na revista ‘ZooKeys’.

Um pesquisador do Instituto Butantan, sediado em São Paulo, descobriu nove espécies novas de aranhas caranguejeiras brasileiras, naturais de vegetações de Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga. O estudo com a descrição dos animais foi publicado na última semana no periódico “ZooKeys”.

As espécies, pertencentes a três gêneros distintos, são Typhochlaena ammaTyphochlaena costaeTyphochlaena curumimTyphochlaena paschoali, Pachistopelma bromelicola,Iridopelma katiaeIridopelma marcoiIridopelma oliveirai e Iridopelma vanini.

As caranguejeiras são encontradas em áreas do Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste brasileiros, segundo o aracnólogo Rogério Bertani, pesquisador do Butantan e responsável pelo achado. Ele ressalta que os animais têm hábitos arborícolas, isto é, vivem em árvores e plantas.

Algumas espécies são bem pequenas. “Dá para dizer que são as menores [caranguejeiras] arborícolas do mundo”, disse Bertani. Um dos três gêneros tem características antigas, o que torna algumas das aranhas “quase relíquias”, na visão do cientista. “São remanescentes. É como algo que sobreviveu ao tempo.”

Duas das novas espécies vivem dentro de bromélias, comportamento raro em aracnídeos deste tipo, informa o pesquisador. Como as espécies são coloridas e chamativas, ele teme pelo impacto do tráfico de animais.

Apesar de não haver pesquisas que mostrem que as espécies estão ameaçadas, algumas delas são raras e podem correr risco de desaparecer, segundo o cientista. Ele aponta fatores que reforçam o risco, como a dependência de vegetação, já que as aranhas são arborícolas; a destruição dos habitats naturais, que sofrem há anos com o desmatamento; e o fato de os animais viverem em áreas específicas, com distribuição limitada pelo território brasileiro.

Para Bertani, a descoberta das novas espécies é importante para mostrar que existe uma grande fauna na Mata Atlântica e no Cerrado, que precisa ser melhor estudada por ser pouco conhecida.

As caranguejeiras brasileiras possuem veneno, em geral, mas não são consideradas peçonhentas porque o efeito é fraco para as pessoas. A aranha usa a substância para capturar insetos e outros pequenos animais usados em sua alimentação.

'Typhochlaena costae', tarântula encontrada em Palmas, no Tocantins, segundo o estudo (Foto: Reprodução/'ZooKeys')

Uma fêmea da caranguejeira 'Typhochlaena costae' (Foto: Reprodução/'ZooKeys')

Aranha 'Typhochlena curumim', encontrada na Paraíba (Foto: Reprodução/'ZooKeys')

Aranha 'Typhochlena curumim', encontrada na Paraíba, segundo o estudo (Foto: Reprodução/'ZooKeys')

Aranha 'Typhochlaena amma', encontrada no Espírito Santo, segundo o estudo (Foto: Reprodução/'ZooKeys')

Uma fêmea da aranha caranguejeira 'Typhochlaena amma' (Foto: Reprodução/'ZooKeys')

Fonte: Globo Natureza


10 de agosto de 2012 | nenhum comentário »

Butantan batiza 17 novas aranhas em homenagem ao filme ‘Predador’

Novas espécies têm mandíbula diferenciada e são pequenas, diz biólogo.
Pesquisa integra projeto internacional que começou em 2006.

Pesquisadores do Instituto Butantan, em São Paulo, identificaram 17 novas espécies de aranha nativas da Mata Atlântica. Os animais têm estrutura de quelícera (mandíbula) diferente de outras espécies, se assemelhando aos vilões do filme “Predador”, segundo o biólogo Antonio Brescovit, um dos responsáveis pela descoberta.

As quelíceras das novas aranhas são modificadas e os animais têm as faces cheias de protuberâncias, diz Brescovit. O nome dado ao novo gênero descoberto a partir das espécies, Predatornoops, é inclusive uma homenagem ao filme “Predador”.

Entre as novas espécies, há várias que foram batizadas relembrando personagens e atores do filme. A aranha Predatoroonops schwarzeneggeri, por exemplo, é uma homenagem ao ator Arnold Schwarzenegger, que atua na produção de Hollywood.

Espécies pequenas
As espécies descobertas são pequenas e têm entre 1,8 e 2,1 milímetros, segundo Brescovit. “Elas aparecem no solo, em estados como São Paulo, Rio de Janeiro, até em Sergipe e no Sul, em Santa Catarina. O importante é que haja vegetação, mesmo que seja de uma área alterada [onde um dia houve Mata Atlântica]“, pondera o pesquisador. Ele explica que alguns exemplares das 17 espécies foram encontrados até no campus Butantã da Universidade de São Paulo (USP), onde está localizado o instituto.

As quelíceras modificadas ocorrem basicamente nos machos das espécies. Algumas hipóteses, segundo Brescovit, é que as estruturas sirvam para a cópula ou defesa dos machos.”Outra hipótese é que o macho da aranha seguraria a fêmea com as quelíceras para a reprodução”, diz o pesquisador.

Ele avalia que o incêndio ocorrido no Instituto Butantan fez a pesquisa demorar para sair. “Levou dois anos e meio para publicar, um pouco atrasado por causa do incêndio. Já era para estar publicado no ano passado”, reflete.

Brescovit ressalta, no entanto, que nenhum material do estudo foi perdido com o ocorrido. “Nossos escritórios não foram afetados. O que foi perdido foi muito da coleção [de animais], que ficava no fundo do prédio.”

A descoberta faz parte de um projeto internacional, o Inventário Planetário da Biodiversidade (PBI, na tradução do inglês), afirma o pesquisador. Seis cientistas brasileiros fazem parte do grupo, sendo dois de São Paulo, dois do Pará, um do Rio Grande do Sul e outro de Minas Gerais.

Brescovit ressalta que o grupo brasileiro já identificou cerca de 70 espécies dentro do PBI, que começou em 2006. O estudo das 17 novas espécies de aranhas foi publicado no boletim do Museu Americano de História Natural.

Imagens mostram aranha Predatoroonops schwarzeneggeri, batizada em homenagem ao ator (Foto: American Museum of Natural History/Divulgação)

Predatoroonops schwarzeneggeri, aranha batizada em homenagem a ator (Foto: American Museum of Natural History/Divulgação)

Imagem mostra quelíceras de espécie de aranha descoberta (Foto: American Museum of Natural History/Divulgação)

Imagem mostra face de aranha recém-descoberta no Brasil (Foto: American Museum of Natural History/Divulgação)

Fonte: Globo Natureza


15 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Instituto Butantan faz votação para escolher nome de jararaca

Público poderá escolher entre Jack, Homer, Neymar, Fiuk, Aureo e Yubá.
Eleição vai até 26 de junho; resultado será anunciado no dia 1° de julho.

O público que frequenta o Instituto Butantan, na Zona Oeste de São Paulo, terá a oportunidade de eleger o nome do mais novo animal do centro de pesquisas: uma cobra jararaca-ilhoa. Segundo a organização, as pessoas poderão escolher entre Aureo, Yubá, Jack, Fiuk, Homer e Neymar.

Para votar, as pessoas poderão acessar o site do órgão ou preencher uma cédula que estará disponível no Museu Biológico. A votação acontecerá até o dia 26 de junho. O resultado, segundo o instituto, será anunciado no dia 1° de julho, data em que o animal completa quatro meses de vida.

De acordo com o órgão, a espécie é originária da Ilha da Queimada Grande, no Litoral Sul do estado paulista. O animal, no entanto, nasceu em cativeiro, depois de um trabalho de conservação ambiental do Laboratório de Herpetologia do Instituto Butantan.

Serviço
Museu Biológico do Instituto Butantan
De terça a domingo, das 9h às 16h30
Entrada: R$ 6, estudantes pagam R$ 2,50, crianças até 7 anos, idosos a partir de 60 e pessoas com necessidades especiais não pagam
Endereço: Avenida Vital Brasil, 1500.

Votação para escolher o nome de jararaca-ilhoa irá até dia 26 de junho (Foto: Divulgação/ Instituto Butantan)

Votação para escolher o nome de jararaca-ilhoa irá até dia 26 de junho (Foto: Divulgação/ Instituto Butantan)

Fonte: Do G1, SP


23 de março de 2011 | nenhum comentário »

Laudo conclui que incêndio no Instituto Butantan foi acidental

O laudo do IC (Instituto de Criminalística) concluiu que o incêndio que atingiu o Instituto Butantan, em São Paulo, em maio do ano passado, foi acidental, segundo a SSP (Secretaria de Segurança Pública). Na ocasião, foi destruído parte do acervo de 85 mil cobras e 450 mil aranhas e escorpiões, reunido em um século de pesquisas.

A pasta disse ainda que o laudo concluiu que o fogo teve início devido ao superaquecimento de pedras de calor que eram utilizadas em ambientes artificiais para aquecer as cobras. Todas as testemunhas já foram ouvidas e o inquérito deve ser relatado à Justiça nesta terça-feira.

O local destruído pelo fogo guardava sobretudo serpentes. Os espécimes eram conservados dentro de tubos de vidro com álcool ou formol. Na coleção, que era usada por biólogos e alunos de medicina para estudo, havia espécimes antigos que serviam para estudo de filogenia –a história evolutiva de uma espécie.

watch sin city high quality

O Instituto Butantan iniciou neste mês a construção de um novo prédio de coleções, após o incêndio ter destruído o edifício. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, o novo prédio está orçado em R$ 3 milhões e terá dois andares, com uma área total de 1.600m2.

A parte do prédio que abrigará as coleções será dividida em sete salas. Cinco com 50m2, sendo quatro para a coleção de herpetologia e uma para a coleção de artrópodes, e duas de 20m2, das quais uma para a coleção de insetos e uma para a coleção de banco de tecidos.

Fonte: Folha.com






Categorias

Tópicos recentes

Meta

 

julho 2017
S T Q Q S S D
« mar    
 12
3456789
10111213141516
17181920212223
24252627282930
31  

7 de novembro de 2012 | nenhum comentário »

Pesquisador do Butantan descobre 9 espécies de aranhas caranguejeiras

Novas espécies habitam árvores em diferentes regiões do Brasil.
Descobertas foram publicadas na revista ‘ZooKeys’.

Um pesquisador do Instituto Butantan, sediado em São Paulo, descobriu nove espécies novas de aranhas caranguejeiras brasileiras, naturais de vegetações de Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga. O estudo com a descrição dos animais foi publicado na última semana no periódico “ZooKeys”.

As espécies, pertencentes a três gêneros distintos, são Typhochlaena ammaTyphochlaena costaeTyphochlaena curumimTyphochlaena paschoali, Pachistopelma bromelicola,Iridopelma katiaeIridopelma marcoiIridopelma oliveirai e Iridopelma vanini.

As caranguejeiras são encontradas em áreas do Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste brasileiros, segundo o aracnólogo Rogério Bertani, pesquisador do Butantan e responsável pelo achado. Ele ressalta que os animais têm hábitos arborícolas, isto é, vivem em árvores e plantas.

Algumas espécies são bem pequenas. “Dá para dizer que são as menores [caranguejeiras] arborícolas do mundo”, disse Bertani. Um dos três gêneros tem características antigas, o que torna algumas das aranhas “quase relíquias”, na visão do cientista. “São remanescentes. É como algo que sobreviveu ao tempo.”

Duas das novas espécies vivem dentro de bromélias, comportamento raro em aracnídeos deste tipo, informa o pesquisador. Como as espécies são coloridas e chamativas, ele teme pelo impacto do tráfico de animais.

Apesar de não haver pesquisas que mostrem que as espécies estão ameaçadas, algumas delas são raras e podem correr risco de desaparecer, segundo o cientista. Ele aponta fatores que reforçam o risco, como a dependência de vegetação, já que as aranhas são arborícolas; a destruição dos habitats naturais, que sofrem há anos com o desmatamento; e o fato de os animais viverem em áreas específicas, com distribuição limitada pelo território brasileiro.

Para Bertani, a descoberta das novas espécies é importante para mostrar que existe uma grande fauna na Mata Atlântica e no Cerrado, que precisa ser melhor estudada por ser pouco conhecida.

As caranguejeiras brasileiras possuem veneno, em geral, mas não são consideradas peçonhentas porque o efeito é fraco para as pessoas. A aranha usa a substância para capturar insetos e outros pequenos animais usados em sua alimentação.

'Typhochlaena costae', tarântula encontrada em Palmas, no Tocantins, segundo o estudo (Foto: Reprodução/'ZooKeys')

Uma fêmea da caranguejeira 'Typhochlaena costae' (Foto: Reprodução/'ZooKeys')

Aranha 'Typhochlena curumim', encontrada na Paraíba (Foto: Reprodução/'ZooKeys')

Aranha 'Typhochlena curumim', encontrada na Paraíba, segundo o estudo (Foto: Reprodução/'ZooKeys')

Aranha 'Typhochlaena amma', encontrada no Espírito Santo, segundo o estudo (Foto: Reprodução/'ZooKeys')

Uma fêmea da aranha caranguejeira 'Typhochlaena amma' (Foto: Reprodução/'ZooKeys')

Fonte: Globo Natureza


10 de agosto de 2012 | nenhum comentário »

Butantan batiza 17 novas aranhas em homenagem ao filme ‘Predador’

Novas espécies têm mandíbula diferenciada e são pequenas, diz biólogo.
Pesquisa integra projeto internacional que começou em 2006.

Pesquisadores do Instituto Butantan, em São Paulo, identificaram 17 novas espécies de aranha nativas da Mata Atlântica. Os animais têm estrutura de quelícera (mandíbula) diferente de outras espécies, se assemelhando aos vilões do filme “Predador”, segundo o biólogo Antonio Brescovit, um dos responsáveis pela descoberta.

As quelíceras das novas aranhas são modificadas e os animais têm as faces cheias de protuberâncias, diz Brescovit. O nome dado ao novo gênero descoberto a partir das espécies, Predatornoops, é inclusive uma homenagem ao filme “Predador”.

Entre as novas espécies, há várias que foram batizadas relembrando personagens e atores do filme. A aranha Predatoroonops schwarzeneggeri, por exemplo, é uma homenagem ao ator Arnold Schwarzenegger, que atua na produção de Hollywood.

Espécies pequenas
As espécies descobertas são pequenas e têm entre 1,8 e 2,1 milímetros, segundo Brescovit. “Elas aparecem no solo, em estados como São Paulo, Rio de Janeiro, até em Sergipe e no Sul, em Santa Catarina. O importante é que haja vegetação, mesmo que seja de uma área alterada [onde um dia houve Mata Atlântica]“, pondera o pesquisador. Ele explica que alguns exemplares das 17 espécies foram encontrados até no campus Butantã da Universidade de São Paulo (USP), onde está localizado o instituto.

As quelíceras modificadas ocorrem basicamente nos machos das espécies. Algumas hipóteses, segundo Brescovit, é que as estruturas sirvam para a cópula ou defesa dos machos.”Outra hipótese é que o macho da aranha seguraria a fêmea com as quelíceras para a reprodução”, diz o pesquisador.

Ele avalia que o incêndio ocorrido no Instituto Butantan fez a pesquisa demorar para sair. “Levou dois anos e meio para publicar, um pouco atrasado por causa do incêndio. Já era para estar publicado no ano passado”, reflete.

Brescovit ressalta, no entanto, que nenhum material do estudo foi perdido com o ocorrido. “Nossos escritórios não foram afetados. O que foi perdido foi muito da coleção [de animais], que ficava no fundo do prédio.”

A descoberta faz parte de um projeto internacional, o Inventário Planetário da Biodiversidade (PBI, na tradução do inglês), afirma o pesquisador. Seis cientistas brasileiros fazem parte do grupo, sendo dois de São Paulo, dois do Pará, um do Rio Grande do Sul e outro de Minas Gerais.

Brescovit ressalta que o grupo brasileiro já identificou cerca de 70 espécies dentro do PBI, que começou em 2006. O estudo das 17 novas espécies de aranhas foi publicado no boletim do Museu Americano de História Natural.

Imagens mostram aranha Predatoroonops schwarzeneggeri, batizada em homenagem ao ator (Foto: American Museum of Natural History/Divulgação)

Predatoroonops schwarzeneggeri, aranha batizada em homenagem a ator (Foto: American Museum of Natural History/Divulgação)

Imagem mostra quelíceras de espécie de aranha descoberta (Foto: American Museum of Natural History/Divulgação)

Imagem mostra face de aranha recém-descoberta no Brasil (Foto: American Museum of Natural History/Divulgação)

Fonte: Globo Natureza


15 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Instituto Butantan faz votação para escolher nome de jararaca

Público poderá escolher entre Jack, Homer, Neymar, Fiuk, Aureo e Yubá.
Eleição vai até 26 de junho; resultado será anunciado no dia 1° de julho.

O público que frequenta o Instituto Butantan, na Zona Oeste de São Paulo, terá a oportunidade de eleger o nome do mais novo animal do centro de pesquisas: uma cobra jararaca-ilhoa. Segundo a organização, as pessoas poderão escolher entre Aureo, Yubá, Jack, Fiuk, Homer e Neymar.

Para votar, as pessoas poderão acessar o site do órgão ou preencher uma cédula que estará disponível no Museu Biológico. A votação acontecerá até o dia 26 de junho. O resultado, segundo o instituto, será anunciado no dia 1° de julho, data em que o animal completa quatro meses de vida.

De acordo com o órgão, a espécie é originária da Ilha da Queimada Grande, no Litoral Sul do estado paulista. O animal, no entanto, nasceu em cativeiro, depois de um trabalho de conservação ambiental do Laboratório de Herpetologia do Instituto Butantan.

Serviço
Museu Biológico do Instituto Butantan
De terça a domingo, das 9h às 16h30
Entrada: R$ 6, estudantes pagam R$ 2,50, crianças até 7 anos, idosos a partir de 60 e pessoas com necessidades especiais não pagam
Endereço: Avenida Vital Brasil, 1500.

Votação para escolher o nome de jararaca-ilhoa irá até dia 26 de junho (Foto: Divulgação/ Instituto Butantan)

Votação para escolher o nome de jararaca-ilhoa irá até dia 26 de junho (Foto: Divulgação/ Instituto Butantan)

Fonte: Do G1, SP


23 de março de 2011 | nenhum comentário »

Laudo conclui que incêndio no Instituto Butantan foi acidental

O laudo do IC (Instituto de Criminalística) concluiu que o incêndio que atingiu o Instituto Butantan, em São Paulo, em maio do ano passado, foi acidental, segundo a SSP (Secretaria de Segurança Pública). Na ocasião, foi destruído parte do acervo de 85 mil cobras e 450 mil aranhas e escorpiões, reunido em um século de pesquisas.

A pasta disse ainda que o laudo concluiu que o fogo teve início devido ao superaquecimento de pedras de calor que eram utilizadas em ambientes artificiais para aquecer as cobras. Todas as testemunhas já foram ouvidas e o inquérito deve ser relatado à Justiça nesta terça-feira.

O local destruído pelo fogo guardava sobretudo serpentes. Os espécimes eram conservados dentro de tubos de vidro com álcool ou formol. Na coleção, que era usada por biólogos e alunos de medicina para estudo, havia espécimes antigos que serviam para estudo de filogenia –a história evolutiva de uma espécie.

watch sin city high quality

O Instituto Butantan iniciou neste mês a construção de um novo prédio de coleções, após o incêndio ter destruído o edifício. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, o novo prédio está orçado em R$ 3 milhões e terá dois andares, com uma área total de 1.600m2.

A parte do prédio que abrigará as coleções será dividida em sete salas. Cinco com 50m2, sendo quatro para a coleção de herpetologia e uma para a coleção de artrópodes, e duas de 20m2, das quais uma para a coleção de insetos e uma para a coleção de banco de tecidos.

Fonte: Folha.com