18 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Pesquisa encontra resto de inseticida em golfinhos no litoral brasileiro

Cientistas analisaram amostras de fígados, placentas e leite de toninha.
Descoberta indica contaminação da cadeia alimentar marinha.

Estudo publicado na revista “Environmental International” aponta que golfinhos do litoral brasileiro estão contaminados por piretroides, compostos usados como inseticidas.

Segundo explica Mariana Alonso, pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) que liderou a pesquisa, o golfinho está no topo da cadeia alimentar que, portanto, é composta por outros seres vivos que também devem estar contaminados por essas substâncias (por exemplo, uma alga recebe o piretroide da água e é comida por um camarão, que é comido por um peixe, que serve de alimento para o golfinho).

A novidade da pesquisa de Mariana é que antes se pensava que os piretroides se decompunham. Esses inseticidas são usados tanto pela população urbana, por meio, por exemplo, de tomadas antimosquito, como também em atividades rurais. No armazenamento de grãos, por exemplo, eles são usados para evitar que insetos ataquem os alimentos.

No estudo são analisadas amostras de fígado, leite e placentas da espécie Pontotoria blainvillei, conhecida como toninha, que está ameaçada de extinção e existe apenas nos litorais brasileiro, argentino e uruguaio. Foram usadas amostras de exemplares que ficaram presos acidentalmente em redes de pesca no litoral de São Paulo e Rio Grande do Sul.

Os filhotes pesquisados tinham a maior concentração de piretroides, o que levou os pesquisadores a verificar a presença do composto no leite e em placentas, que também se mostraram contaminados. “Eles recebem uma carga muito alta nos primeiros estágios da vida”, observa Mariana Alonso.

Os efeitos dos piretroides sobre a saúde dos golfinhos são pouco conhecidos. Outro estudo liderado pela mesma pesquisadora e publicado na revista “Environmental Pollution”, mostrou a contaminação de golfinhos por retardantes de chama, usados nos mais diversos produtos, como móveis e eletrodomésticos, como forma de diminuir sua suscetibilidade ao fogo.

Filhote da espécie Pontoporia blainvillei. (Foto: Reuters)

Filhote da espécie 'Pontoporia blainvillei'. (Foto: Reuters)

Fonte: Globo Natureza


29 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Pesca descontrolada enfraquece recifes de corais, diz pesquisa

Estudo mostra que diminuição de peixes altera toda a cadeia alimentar.
Cientistas trabalharam na costa do Quênia.

'Diadema setosum', espécie de ouriço do mar (Foto: Jennifer O'Leary/Divulgação)

'Diadema setosum', espécie de ouriço do mar (Foto: Jennifer O'Leary/Divulgação)

Uma pesquisa publicada nesta terça-feira (28) pela revista científica da Sociedade Internacional dos Estudos de Recifes dá um exemplo de como as consequências das ações humanas sobre o meio ambiente podem ser amplas.

O estudo mostra que a pesca afetou não só na população de peixes, mas alterou também outros organismos de ecossistemas na costa do Quênia. Isso acontece devido a um efeito conhecido como cascata trófica: toda a cadeia alimentar é influenciada pela redução do número de predadores.

Com menos peixes, a população de ouriços cresceu e a de algas vermelhas diminuiu nas regiões estudadas, que foram piscinas formadas no mar por barreiras de corais.

As algas vermelhas possuem substâncias químicas que fortalecem os corais. Portanto, se a população de algas vermelhas é ameaçada, a estrutura dos corais também é. Isso é um problema para todo o ecossistema, que é adaptado ao mar calmo e depende dos recifes para barrar as correntes do mar.

 

 

 

 

 

 

Coral coberto por algas vermelhas (Foto: Jennifer O'Leary/Divulgação)

Coral coberto por algas vermelhas (Foto: Jennifer O'Leary/Divulgação)

'Balistapus porites', peixe estudado pela pesquisa no Quênia (Foto: Jennifer O'Leary/Divulgação)

'Balistapus porites', peixe estudado pela pesquisa no Quênia (Foto: Jennifer O'Leary/Divulgação)

Fonte: Globo Natureza


8 de dezembro de 2011 | nenhum comentário »

Primeiro grande predador da história tinha visão privilegiada, diz estudo

Olho do ‘Anomalocaris’ tinha cerca de 16 mil lentes.
Parente dos atuais camarões viveu no mar há mais de 500 milhões de anos.

O primeiro grande predador da história tinha como grande trunfo sua visão, superior à dos outros animais que habitavam nossos mares há mais de 500 milhões de anos. OAnomalocaris, cujo nome significa “camarão estranho” em latim, tinha um metro de comprimento e ocupava o topo da cadeia alimentar em sua época.

A descoberta de como funcionava a visão desse animal aparece na edição desta quinta-feira (8) da revista científica “Nature”. Ela se baseia em fósseis descobertos na Ilha do Canguru, na costa da Austrália, de um animal que viveu 515 milhões de anos atrás.

O artigo é assinado por uma equipe internacional de cientistas, liderada por John Paterson, da Universidade da Nova Inglaterra, nos EUA.

O olho deste animal media entre 2 e 3 centímetros e era composto por cerca de 16 mil lentes – segundo os pesquisadores, é um dos olhos com mais lentes que já existiram. A estrutura se assemelha à das atuais libélulas.

Também por isso, a descoberta fortalece a teoria de que o Anomalocaris era um parente dos artrópodes – grupo que inclui desde insetos a caranguejos e lagostas, passando pelas aranhas.

Os cientistas disseram também que a visão desse animal era precisa e sofisticada, e serviu como uma arma para que ele se mantivesse no topo da cadeia alimentar.

Ilustração de como seria o 'Anomalocaris' (Foto: Katrina Kenny / University of Adelaide)

Ilustração de como seria o 'Anomalocaris' (Foto: Katrina Kenny / University of Adelaide)

Fonte: G1, São Paulo

 


24 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Tubarão-das-galápagos é extinto no Brasil

A existência de uma área de preservação ambiental não impediu que o tubarão-das-galápagos (Carcharhinus galapagensis) fosse extinto no arquipélago de São Pedro e São Paulo –paraíso da vida marinha a 627 km de Fernando de Noronha (PE).

Várias expedições –inclusive a histórica viagem de Charles Darwin no HSM Beagle, em 1832– dão conta de uma presença anormalmente alta desses bichos.

Entretanto, ao participar de missões científicas recentes, o biólogo da Unicamp Osmar Luiz Jr não encontrou sequer um exemplar.

Intrigado com a discrepância, o pesquisador decidiu investigar. Junto com Alasdair Edwards, da Universidade de Newcastle (Reino Unido), ele analisou dezenas de registros históricos e material recente sobre a espécie e sua presença no conjunto de ilhotas.

O resultado, publicado na revista “Biological Conservation”, é claro: o declínio das populações coincide com o início da pesca comercial no entorno do arquipélago, no início da década de 1950.

O último registro do encontro de tubarões-das-galápagos nadando na área foi em 1993. Cruzando os diversos dados e fazendo previsões estatísticas, Luiz Jr estimou em 1998, ou até antes, a extinção local da espécie.

Os tubarões acabam capturados acidentalmente pelos barcos que pescam atum e outros peixes na região. Não há plano de manejo específico para a pesca no entorno.

O sumiço do tubarão, um predador do topo da cadeia alimentar, pode ter consequências graves para todo o seu ecossistema. Predadores intermediários poderiam crescer descontroladamente, em um fenômeno conhecido como cascata trófica.

“Diretamente, os tubarões controlam a população de suas presas e, indiretamente, a população dos organismos que elas consomem”, disse Luiz Jr à Folha.

Segundo o cientista, é possível que, eliminada a pressão da pesca, possa haver uma recolonização da espécie no arquipélago.

CRÍTICAS
O coordenador do Proarquipélago (única estação científica em São Pedro e São Paulo), Fábio Hazin, da Universidade Federal Rural de Pernambuco, discorda do resultado do trabalho.

Hazin diz ter encontrado três exemplares da espécie capturados acidentalmente em um barco da região. O trabalho que descreve o encontro ainda não foi publicado. O pesquisador
concorda, no entanto, que o ecossistema foi abalado. “Houve uma redução dramática [do número de tubarões]. Isso é inegável”.

Após a publicação do trabalho de Luiz Jr, circularam em fóruns na internet críticas aos resultados de Hazin, que é filho do fundador da empresa Norte Pesca, que atua no Nordeste. “Está havendo perseguição. Eu nunca tive nada a ver com a empresa”, disse.

Editoria de Arte/Folhapress

 

Fonte: Giuliana Miranda, de São Paulo, Folha.com


7 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Animais estão encolhendo devido à mudança climática

Os efeitos da ação humana sobre o ambiente, que provoca a mudança climática, são conhecidas. Entre elas, pode-se citar o degelo acelerado no Ártico e a intensificação das chuvas e dos incêndios. Agora, cientistas analisam como os animais estão sendo afetados.

Um estudo recente, publicado na edição on-line “The American Naturalist”, indica que as altas temperaturas podem fazer com que determinadas espécies “encolham”. A consequência imediata é que a reprodução é comprometida, com menos crias nascendo, e uma provável alteração de toda a cadeia alimentar.

Essa relação entre o tamanho e as alterações na temperatura, já comprovada anteriormente, mas nunca explicada totalmente, afeta somente os animais de sangue frio –como insetos, crustáceos, peixes, anfíbios e répteis–, que dependem de fontes externas de aquecimento como a luz do sol para se manterem aquecidos.

A pesquisa foi feita com 34 tipos de crustáceos copépodes, pelo doutorando Jack Forster, da Universidade de Londres. Segundo ele, as criaturas diminuíram uma média de 2,5% para cada um grau Celsius elevado.

Forster diz que esse fenômeno mudaria a cadeia alimentar em duas frentes. Menores, os animais de sangue frio passariam a comer outras espécies.

Por sua vez, quem está acima deles na cadeia alimentar teria que gastar mais tempo procurando comida para obter a quantidade suficiente.

Ou seja, a codependência entre as espécies seria mudada e levaria um tempo para se adaptarem.

Fonte: Folha.com






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18 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Pesquisa encontra resto de inseticida em golfinhos no litoral brasileiro

Cientistas analisaram amostras de fígados, placentas e leite de toninha.
Descoberta indica contaminação da cadeia alimentar marinha.

Estudo publicado na revista “Environmental International” aponta que golfinhos do litoral brasileiro estão contaminados por piretroides, compostos usados como inseticidas.

Segundo explica Mariana Alonso, pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) que liderou a pesquisa, o golfinho está no topo da cadeia alimentar que, portanto, é composta por outros seres vivos que também devem estar contaminados por essas substâncias (por exemplo, uma alga recebe o piretroide da água e é comida por um camarão, que é comido por um peixe, que serve de alimento para o golfinho).

A novidade da pesquisa de Mariana é que antes se pensava que os piretroides se decompunham. Esses inseticidas são usados tanto pela população urbana, por meio, por exemplo, de tomadas antimosquito, como também em atividades rurais. No armazenamento de grãos, por exemplo, eles são usados para evitar que insetos ataquem os alimentos.

No estudo são analisadas amostras de fígado, leite e placentas da espécie Pontotoria blainvillei, conhecida como toninha, que está ameaçada de extinção e existe apenas nos litorais brasileiro, argentino e uruguaio. Foram usadas amostras de exemplares que ficaram presos acidentalmente em redes de pesca no litoral de São Paulo e Rio Grande do Sul.

Os filhotes pesquisados tinham a maior concentração de piretroides, o que levou os pesquisadores a verificar a presença do composto no leite e em placentas, que também se mostraram contaminados. “Eles recebem uma carga muito alta nos primeiros estágios da vida”, observa Mariana Alonso.

Os efeitos dos piretroides sobre a saúde dos golfinhos são pouco conhecidos. Outro estudo liderado pela mesma pesquisadora e publicado na revista “Environmental Pollution”, mostrou a contaminação de golfinhos por retardantes de chama, usados nos mais diversos produtos, como móveis e eletrodomésticos, como forma de diminuir sua suscetibilidade ao fogo.

Filhote da espécie Pontoporia blainvillei. (Foto: Reuters)

Filhote da espécie 'Pontoporia blainvillei'. (Foto: Reuters)

Fonte: Globo Natureza


29 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Pesca descontrolada enfraquece recifes de corais, diz pesquisa

Estudo mostra que diminuição de peixes altera toda a cadeia alimentar.
Cientistas trabalharam na costa do Quênia.

'Diadema setosum', espécie de ouriço do mar (Foto: Jennifer O'Leary/Divulgação)

'Diadema setosum', espécie de ouriço do mar (Foto: Jennifer O'Leary/Divulgação)

Uma pesquisa publicada nesta terça-feira (28) pela revista científica da Sociedade Internacional dos Estudos de Recifes dá um exemplo de como as consequências das ações humanas sobre o meio ambiente podem ser amplas.

O estudo mostra que a pesca afetou não só na população de peixes, mas alterou também outros organismos de ecossistemas na costa do Quênia. Isso acontece devido a um efeito conhecido como cascata trófica: toda a cadeia alimentar é influenciada pela redução do número de predadores.

Com menos peixes, a população de ouriços cresceu e a de algas vermelhas diminuiu nas regiões estudadas, que foram piscinas formadas no mar por barreiras de corais.

As algas vermelhas possuem substâncias químicas que fortalecem os corais. Portanto, se a população de algas vermelhas é ameaçada, a estrutura dos corais também é. Isso é um problema para todo o ecossistema, que é adaptado ao mar calmo e depende dos recifes para barrar as correntes do mar.

 

 

 

 

 

 

Coral coberto por algas vermelhas (Foto: Jennifer O'Leary/Divulgação)

Coral coberto por algas vermelhas (Foto: Jennifer O'Leary/Divulgação)

'Balistapus porites', peixe estudado pela pesquisa no Quênia (Foto: Jennifer O'Leary/Divulgação)

'Balistapus porites', peixe estudado pela pesquisa no Quênia (Foto: Jennifer O'Leary/Divulgação)

Fonte: Globo Natureza


8 de dezembro de 2011 | nenhum comentário »

Primeiro grande predador da história tinha visão privilegiada, diz estudo

Olho do ‘Anomalocaris’ tinha cerca de 16 mil lentes.
Parente dos atuais camarões viveu no mar há mais de 500 milhões de anos.

O primeiro grande predador da história tinha como grande trunfo sua visão, superior à dos outros animais que habitavam nossos mares há mais de 500 milhões de anos. OAnomalocaris, cujo nome significa “camarão estranho” em latim, tinha um metro de comprimento e ocupava o topo da cadeia alimentar em sua época.

A descoberta de como funcionava a visão desse animal aparece na edição desta quinta-feira (8) da revista científica “Nature”. Ela se baseia em fósseis descobertos na Ilha do Canguru, na costa da Austrália, de um animal que viveu 515 milhões de anos atrás.

O artigo é assinado por uma equipe internacional de cientistas, liderada por John Paterson, da Universidade da Nova Inglaterra, nos EUA.

O olho deste animal media entre 2 e 3 centímetros e era composto por cerca de 16 mil lentes – segundo os pesquisadores, é um dos olhos com mais lentes que já existiram. A estrutura se assemelha à das atuais libélulas.

Também por isso, a descoberta fortalece a teoria de que o Anomalocaris era um parente dos artrópodes – grupo que inclui desde insetos a caranguejos e lagostas, passando pelas aranhas.

Os cientistas disseram também que a visão desse animal era precisa e sofisticada, e serviu como uma arma para que ele se mantivesse no topo da cadeia alimentar.

Ilustração de como seria o 'Anomalocaris' (Foto: Katrina Kenny / University of Adelaide)

Ilustração de como seria o 'Anomalocaris' (Foto: Katrina Kenny / University of Adelaide)

Fonte: G1, São Paulo

 


24 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Tubarão-das-galápagos é extinto no Brasil

A existência de uma área de preservação ambiental não impediu que o tubarão-das-galápagos (Carcharhinus galapagensis) fosse extinto no arquipélago de São Pedro e São Paulo –paraíso da vida marinha a 627 km de Fernando de Noronha (PE).

Várias expedições –inclusive a histórica viagem de Charles Darwin no HSM Beagle, em 1832– dão conta de uma presença anormalmente alta desses bichos.

Entretanto, ao participar de missões científicas recentes, o biólogo da Unicamp Osmar Luiz Jr não encontrou sequer um exemplar.

Intrigado com a discrepância, o pesquisador decidiu investigar. Junto com Alasdair Edwards, da Universidade de Newcastle (Reino Unido), ele analisou dezenas de registros históricos e material recente sobre a espécie e sua presença no conjunto de ilhotas.

O resultado, publicado na revista “Biological Conservation”, é claro: o declínio das populações coincide com o início da pesca comercial no entorno do arquipélago, no início da década de 1950.

O último registro do encontro de tubarões-das-galápagos nadando na área foi em 1993. Cruzando os diversos dados e fazendo previsões estatísticas, Luiz Jr estimou em 1998, ou até antes, a extinção local da espécie.

Os tubarões acabam capturados acidentalmente pelos barcos que pescam atum e outros peixes na região. Não há plano de manejo específico para a pesca no entorno.

O sumiço do tubarão, um predador do topo da cadeia alimentar, pode ter consequências graves para todo o seu ecossistema. Predadores intermediários poderiam crescer descontroladamente, em um fenômeno conhecido como cascata trófica.

“Diretamente, os tubarões controlam a população de suas presas e, indiretamente, a população dos organismos que elas consomem”, disse Luiz Jr à Folha.

Segundo o cientista, é possível que, eliminada a pressão da pesca, possa haver uma recolonização da espécie no arquipélago.

CRÍTICAS
O coordenador do Proarquipélago (única estação científica em São Pedro e São Paulo), Fábio Hazin, da Universidade Federal Rural de Pernambuco, discorda do resultado do trabalho.

Hazin diz ter encontrado três exemplares da espécie capturados acidentalmente em um barco da região. O trabalho que descreve o encontro ainda não foi publicado. O pesquisador
concorda, no entanto, que o ecossistema foi abalado. “Houve uma redução dramática [do número de tubarões]. Isso é inegável”.

Após a publicação do trabalho de Luiz Jr, circularam em fóruns na internet críticas aos resultados de Hazin, que é filho do fundador da empresa Norte Pesca, que atua no Nordeste. “Está havendo perseguição. Eu nunca tive nada a ver com a empresa”, disse.

Editoria de Arte/Folhapress

 

Fonte: Giuliana Miranda, de São Paulo, Folha.com


7 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Animais estão encolhendo devido à mudança climática

Os efeitos da ação humana sobre o ambiente, que provoca a mudança climática, são conhecidas. Entre elas, pode-se citar o degelo acelerado no Ártico e a intensificação das chuvas e dos incêndios. Agora, cientistas analisam como os animais estão sendo afetados.

Um estudo recente, publicado na edição on-line “The American Naturalist”, indica que as altas temperaturas podem fazer com que determinadas espécies “encolham”. A consequência imediata é que a reprodução é comprometida, com menos crias nascendo, e uma provável alteração de toda a cadeia alimentar.

Essa relação entre o tamanho e as alterações na temperatura, já comprovada anteriormente, mas nunca explicada totalmente, afeta somente os animais de sangue frio –como insetos, crustáceos, peixes, anfíbios e répteis–, que dependem de fontes externas de aquecimento como a luz do sol para se manterem aquecidos.

A pesquisa foi feita com 34 tipos de crustáceos copépodes, pelo doutorando Jack Forster, da Universidade de Londres. Segundo ele, as criaturas diminuíram uma média de 2,5% para cada um grau Celsius elevado.

Forster diz que esse fenômeno mudaria a cadeia alimentar em duas frentes. Menores, os animais de sangue frio passariam a comer outras espécies.

Por sua vez, quem está acima deles na cadeia alimentar teria que gastar mais tempo procurando comida para obter a quantidade suficiente.

Ou seja, a codependência entre as espécies seria mudada e levaria um tempo para se adaptarem.

Fonte: Folha.com