17 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Pesquisadores sequenciam genoma do câncer do diabo da Tasmânia

Câncer facial raro é contagioso e pode acabar com a espécie australiana

Pesquisadores estão sequenciando o genoma do câncer contagioso que está dizimando a população de diabos da Tasmânia. O animal é o maior marsupial carnívoro e corre risco de extinção desde que um câncer facial, transmitido por mordidas, se alastrou entre a população da espécie na Austrália. Os cientistas acreditam que o entendimento sobre as mutações genéticas que ocorrem neste tipo de câncer vai ajudar a encontrar novas terapias e medicamentos contra a doença.

Desde a descoberta da doença, em 1996, cerca de 70% e 90% da população destes marsupiais morreu em algumas áreas da Austrália. O câncer do diabo da Tasmânia é espalhado pela transferência de células vivas de câncer entre os animais através de mordidas que os animais dão uns nos outros. De acordo com cientistas, estas mordidas são comuns entre os animais desta espécie.

“A análise do genoma do câncer do diabo da Tasmânia nos permitiu identificar as mutações que surgiram no câncer. Nós usamos o sequenciamento para identificar as mutações que podem ter desempenhado um papel funcional na causa do câncer. Além disso, vamos analisar estas mutações para estudar a propagação da doença ”, disse ao iG Elizabeth Murchison, autora do estudo publicado nesta quinta-feira no periódico científico Cell.

Os genomas do diabo da tasmânia e do câncer contagioso vão explicar como a doença se alastrou. Foto: Save the Tasmanian Devil Program

No ano passado, pesquisadores publicaram o sequenciamento do DNA do diabo da Tasmânia e a comparação destes dados com o genoma do câncer pode explicar a propagação da doença. “Encontrar diferenças entre o DNA de diabos da tasmânia saudáveis e com câncer também poderá nos ajudar a desenvolver vacinas que possam prevenir esta doença”, disse.

Mais de 17 mil mutações do câncer do diabo da Tasmânia foram catalogadas – número comparável a mutações identificadas em outros tipos de cânceres em humanos. Elizabeth afirma que a equipe agora vai tentar descobrir quais das milhares de mutações são as mais importantes. De acordo com os estudos preliminares, alterações nos genes de imunidade pode finalmente explicar como o câncer escapa do sistema imunológico.

O começo de tudo
O câncer do diabo da Tasmânia surgiu em um único animal e foi se alastrando rapidamente. Portanto, todos os tumores presentes em milhares de marsupiais atualmente são derivado das células de um único indivíduo.

Os pesquisadores chamam este primeiro animal que teve a doença de o ‘diabo imortal’, pois suas células foram mantidas vivas para que fossem estudadas. “Nossa análise genética permitiu determinar que o “diabo Imortal” era um animal do sexo feminino”, disse.

 

 

Desde a descoberta da doença, em 1996, entre 70% a 90% da população de diabos da Tasmânia morreu na Austrália. Foto: Getty Images

Fonte: Maria Fernanda Ziegler Portal IG, São Paulo


16 de dezembro de 2011 | nenhum comentário »

Rato-toupeira-pelado é imune a ácido, diz estudo

O rato-toupeira-pelado é imune à dor provocada por ácidos. Pesquisadores alemães descobriram que a resistência está ligada a uma variação em canais dos neurônios do animal. A descoberta pode ajudar na compreensão da dor crônica que os humanos sentem devido ao acúmulo da substância no corpo.

Mesmo sendo insensíveis ao ácido, eles têm as mesmas moléculas que percebem ácidos em receptores de dor, como qualquer outro vertebrado. O que acontece é que os neurônios do rato-toupeira-pelado (Heterocephalus glaber) não disparam sinais de dor em resposta ao ácido. Isto porque uma variante no canal de sódio das substâncias receptoras nos neurônios é bloqueada por prótons que inibem a sensibilidade à dor.

O interessante no caso do rato-toupeira-pelado é que há uma diferença no sistema nervoso. “Ao derramar ácido nos nervos de ratos, 20% dos neurônios respondem à dor, já no rato-toupeira-pelado isto não acontece. É uma animal que não tem comportamento de resposta à dor assim como seus neurônios também não respondem à dor”, disse Ewan St. John Smith, neurocientista do Centro de Medicina Molecular Max-Delbrück e autor do estudo publicado no periódico científico Science.

De acordo com os cientistas, por evolução, houve a seleção de uma variante genética que induz ou inibe os receptores de dor. A espécie vive em ambientes subterrâneos com pouco oxigênio e altos níveis de dióxido de carbono, o que faz com que seus órgãos acumulem muitas substâncias ácidas.

Ratos-toupeira-pelados adulto: animal com características inusitadas/Foto: Joel Sartore / National Geographic Image Sales

Agora cientistas buscam desenvolver medicamentos para bloquear a dor. “Por que o dedo dói cerca de meia hora depois de ser cortado com a faca que partia o limão? Pois o ácido ativa estes canais e aí a dor acontece”, disse Smith.

Animal casca grossa – O rato-toupeira-pelado é um animal sui generis: além da aparência estranha e imunidade à dor, ele vive cerca de 30 anos – de cinco a dez vezes mais que outros roedores – se reproduzem até a morte e são resistentes ao câncer. Com tantos atributos, o roedor encontrado no leste da África é alvo de vários estudos. Pesquisadores estão analisando seu código genético na busca de insights para novos tratamentos de doenças como câncer e o envelhecimento, por exemplo.

Filhote de rato-toupeira-pelado é estudado em laboratório / Foto: Max Delbrück Center for Molecular Medicine

Fonte: Maria Fernanda Ziegler/ Portal iG


9 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Peles de sapos podem tratar mais de 70 doenças, dizem cientistas

Pesquisadores da Irlanda do Norte ganham prêmio por estudo que pode levar a terapias de combate do câncer para tratar derrames.

Proteínas na pele de duas espécies de anfíbios têm aplicações para saúde humana (Foto: BBC)

Proteínas na pele de duas espécies de anfíbios têm aplicações para saúde humana (Foto: BBC)

Cientistas da Queens University, em Belfast, na Irlanda do Norte, ganharam um prêmio pela pesquisa sobre o uso de pele de anfíbios como pererecas e sapos, que pode levar à criação de novos tratamentos para mais de 70 doenças.

A pesquisa, liderada pelo professor Chris Shaw, da Escola de Farmácia da universidade, identificou duas proteínas nas peles dos anfíbios que podem regular o crescimento de vasos sanguíneos.

Uma proteína da pele da perereca Phyllomedusa sauvagii (Hylidae) inibe o crescimento de vasos sanguíneos e pode ser usada para matar tumores cancerígenos.

Shaw informou que a maioria destes tumores apenas pode crescer até um certo tamanho, antes de precisarem de vasos sanguíneos fornecedores de oxigênio e nutrientes.

“Ao paralisarmos o crescimento dos vasos sanguíneos, o tumor terá menos chance de crescer e, eventualmente, vai morrer”, disse. “Isto tem o potencial de transformar o câncer de doença terminal em condição crônica”, acrescentou.

Na segunda-feira, os cientistas receberam o prêmio Medical Futures Innovation, em Londres.

Crescimento
A equipe de pesquisadores também descobriu que o sapo Bombina maxima (Bombinatoridae) produz uma proteína que pode estimular o crescimento de vasos sanguíneos, o que pode ajudar pacientes a se recuperar de ferimentos e operações muito mais rapidamente.

“Isto tem o potencial para tratar uma série de doenças e problemas que precisam do reparo rápido dos vasos sanguíneos, como a cura de feridas, transplantes de órgãos, ulcerações diabéticas e danos causados por derrames ou problemas cardíacos”, disse Shaw.

Segundo o professor, os cientistas e companhias farmacêuticas do mundo todo ainda não conseguiram desenvolver um medicamento que possa, de forma eficaz, ter como alvo o controle do crescimento de vasos sanguíneos, apesar dos investimentos em torno de US$ 4 bilhões a US$ 5 bilhões por ano.

“O objetivo de nosso trabalho na Queens (University) é revelar o potencial do mundo natural – neste caso, as secreções encontradas na pele de anfíbios – para aliviar o sofrimento humano”, disse Shaw.

“Estamos totalmente convencidos de que o mundo natural tem as soluções para muitos de nossos problemas, precisamos apenas fazer as perguntas certas”, acrescentou.

Ao comentar o trabalho da equipe de Chris Shaw, o professor Brian Walker e o Dr. Tianbao Chen, do painel julgador do prêmio Medical Futures Innovation, afirmaram que querem estimular os pesquisadores, para que eles progridam com seus trabalhos.

“Muitas das grandes descobertas ocorreram através do acaso e a ideia do professor Shaw é, sem dúvida, muito inovadora e animadora”, afirmou o painel. “É importante perceber que a inovação está em primeiro estágio e é necessário muito trabalho para tornar isto em uma terapia clínica”.

Fonte: Da BBC.


23 de março de 2011 | nenhum comentário »

Substância de veneno de cobra pode ajudar no combate ao câncer

Uma substância retirada de moléculas do veneno da cobra Jaracuçu – uma das mais venenosas da fauna brasileira, está sendo estudada por cientistas da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC). Segundo os cientistas a proteína extraída do veneno da serpente destrói células cancerosas de tumores do intestino e pode ajudar na cura contra vários tipos de câncer.

Em apenas uma picada, a Jurucuçu pode destilar até quatro milímetros de veneno ou mais. É uma das muitas espécies do centro de produção de pesquisa de imunobiológicos do Paraná. Os estudos estão sendo desenvolvidos desde 2006 no laboratório da universidade.

De acordo com uma pesquisadora da PUC, Selene Exposito, o estudo futuramente será de grande importância para combater o câncer.

Fonte: G1






Categorias

Tópicos recentes

Meta

 

outubro 2019
S T Q Q S S D
« mar    
 123456
78910111213
14151617181920
21222324252627
28293031  

17 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Pesquisadores sequenciam genoma do câncer do diabo da Tasmânia

Câncer facial raro é contagioso e pode acabar com a espécie australiana

Pesquisadores estão sequenciando o genoma do câncer contagioso que está dizimando a população de diabos da Tasmânia. O animal é o maior marsupial carnívoro e corre risco de extinção desde que um câncer facial, transmitido por mordidas, se alastrou entre a população da espécie na Austrália. Os cientistas acreditam que o entendimento sobre as mutações genéticas que ocorrem neste tipo de câncer vai ajudar a encontrar novas terapias e medicamentos contra a doença.

Desde a descoberta da doença, em 1996, cerca de 70% e 90% da população destes marsupiais morreu em algumas áreas da Austrália. O câncer do diabo da Tasmânia é espalhado pela transferência de células vivas de câncer entre os animais através de mordidas que os animais dão uns nos outros. De acordo com cientistas, estas mordidas são comuns entre os animais desta espécie.

“A análise do genoma do câncer do diabo da Tasmânia nos permitiu identificar as mutações que surgiram no câncer. Nós usamos o sequenciamento para identificar as mutações que podem ter desempenhado um papel funcional na causa do câncer. Além disso, vamos analisar estas mutações para estudar a propagação da doença ”, disse ao iG Elizabeth Murchison, autora do estudo publicado nesta quinta-feira no periódico científico Cell.

Os genomas do diabo da tasmânia e do câncer contagioso vão explicar como a doença se alastrou. Foto: Save the Tasmanian Devil Program

No ano passado, pesquisadores publicaram o sequenciamento do DNA do diabo da Tasmânia e a comparação destes dados com o genoma do câncer pode explicar a propagação da doença. “Encontrar diferenças entre o DNA de diabos da tasmânia saudáveis e com câncer também poderá nos ajudar a desenvolver vacinas que possam prevenir esta doença”, disse.

Mais de 17 mil mutações do câncer do diabo da Tasmânia foram catalogadas – número comparável a mutações identificadas em outros tipos de cânceres em humanos. Elizabeth afirma que a equipe agora vai tentar descobrir quais das milhares de mutações são as mais importantes. De acordo com os estudos preliminares, alterações nos genes de imunidade pode finalmente explicar como o câncer escapa do sistema imunológico.

O começo de tudo
O câncer do diabo da Tasmânia surgiu em um único animal e foi se alastrando rapidamente. Portanto, todos os tumores presentes em milhares de marsupiais atualmente são derivado das células de um único indivíduo.

Os pesquisadores chamam este primeiro animal que teve a doença de o ‘diabo imortal’, pois suas células foram mantidas vivas para que fossem estudadas. “Nossa análise genética permitiu determinar que o “diabo Imortal” era um animal do sexo feminino”, disse.

 

 

Desde a descoberta da doença, em 1996, entre 70% a 90% da população de diabos da Tasmânia morreu na Austrália. Foto: Getty Images

Fonte: Maria Fernanda Ziegler Portal IG, São Paulo


16 de dezembro de 2011 | nenhum comentário »

Rato-toupeira-pelado é imune a ácido, diz estudo

O rato-toupeira-pelado é imune à dor provocada por ácidos. Pesquisadores alemães descobriram que a resistência está ligada a uma variação em canais dos neurônios do animal. A descoberta pode ajudar na compreensão da dor crônica que os humanos sentem devido ao acúmulo da substância no corpo.

Mesmo sendo insensíveis ao ácido, eles têm as mesmas moléculas que percebem ácidos em receptores de dor, como qualquer outro vertebrado. O que acontece é que os neurônios do rato-toupeira-pelado (Heterocephalus glaber) não disparam sinais de dor em resposta ao ácido. Isto porque uma variante no canal de sódio das substâncias receptoras nos neurônios é bloqueada por prótons que inibem a sensibilidade à dor.

O interessante no caso do rato-toupeira-pelado é que há uma diferença no sistema nervoso. “Ao derramar ácido nos nervos de ratos, 20% dos neurônios respondem à dor, já no rato-toupeira-pelado isto não acontece. É uma animal que não tem comportamento de resposta à dor assim como seus neurônios também não respondem à dor”, disse Ewan St. John Smith, neurocientista do Centro de Medicina Molecular Max-Delbrück e autor do estudo publicado no periódico científico Science.

De acordo com os cientistas, por evolução, houve a seleção de uma variante genética que induz ou inibe os receptores de dor. A espécie vive em ambientes subterrâneos com pouco oxigênio e altos níveis de dióxido de carbono, o que faz com que seus órgãos acumulem muitas substâncias ácidas.

Ratos-toupeira-pelados adulto: animal com características inusitadas/Foto: Joel Sartore / National Geographic Image Sales

Agora cientistas buscam desenvolver medicamentos para bloquear a dor. “Por que o dedo dói cerca de meia hora depois de ser cortado com a faca que partia o limão? Pois o ácido ativa estes canais e aí a dor acontece”, disse Smith.

Animal casca grossa – O rato-toupeira-pelado é um animal sui generis: além da aparência estranha e imunidade à dor, ele vive cerca de 30 anos – de cinco a dez vezes mais que outros roedores – se reproduzem até a morte e são resistentes ao câncer. Com tantos atributos, o roedor encontrado no leste da África é alvo de vários estudos. Pesquisadores estão analisando seu código genético na busca de insights para novos tratamentos de doenças como câncer e o envelhecimento, por exemplo.

Filhote de rato-toupeira-pelado é estudado em laboratório / Foto: Max Delbrück Center for Molecular Medicine

Fonte: Maria Fernanda Ziegler/ Portal iG


9 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Peles de sapos podem tratar mais de 70 doenças, dizem cientistas

Pesquisadores da Irlanda do Norte ganham prêmio por estudo que pode levar a terapias de combate do câncer para tratar derrames.

Proteínas na pele de duas espécies de anfíbios têm aplicações para saúde humana (Foto: BBC)

Proteínas na pele de duas espécies de anfíbios têm aplicações para saúde humana (Foto: BBC)

Cientistas da Queens University, em Belfast, na Irlanda do Norte, ganharam um prêmio pela pesquisa sobre o uso de pele de anfíbios como pererecas e sapos, que pode levar à criação de novos tratamentos para mais de 70 doenças.

A pesquisa, liderada pelo professor Chris Shaw, da Escola de Farmácia da universidade, identificou duas proteínas nas peles dos anfíbios que podem regular o crescimento de vasos sanguíneos.

Uma proteína da pele da perereca Phyllomedusa sauvagii (Hylidae) inibe o crescimento de vasos sanguíneos e pode ser usada para matar tumores cancerígenos.

Shaw informou que a maioria destes tumores apenas pode crescer até um certo tamanho, antes de precisarem de vasos sanguíneos fornecedores de oxigênio e nutrientes.

“Ao paralisarmos o crescimento dos vasos sanguíneos, o tumor terá menos chance de crescer e, eventualmente, vai morrer”, disse. “Isto tem o potencial de transformar o câncer de doença terminal em condição crônica”, acrescentou.

Na segunda-feira, os cientistas receberam o prêmio Medical Futures Innovation, em Londres.

Crescimento
A equipe de pesquisadores também descobriu que o sapo Bombina maxima (Bombinatoridae) produz uma proteína que pode estimular o crescimento de vasos sanguíneos, o que pode ajudar pacientes a se recuperar de ferimentos e operações muito mais rapidamente.

“Isto tem o potencial para tratar uma série de doenças e problemas que precisam do reparo rápido dos vasos sanguíneos, como a cura de feridas, transplantes de órgãos, ulcerações diabéticas e danos causados por derrames ou problemas cardíacos”, disse Shaw.

Segundo o professor, os cientistas e companhias farmacêuticas do mundo todo ainda não conseguiram desenvolver um medicamento que possa, de forma eficaz, ter como alvo o controle do crescimento de vasos sanguíneos, apesar dos investimentos em torno de US$ 4 bilhões a US$ 5 bilhões por ano.

“O objetivo de nosso trabalho na Queens (University) é revelar o potencial do mundo natural – neste caso, as secreções encontradas na pele de anfíbios – para aliviar o sofrimento humano”, disse Shaw.

“Estamos totalmente convencidos de que o mundo natural tem as soluções para muitos de nossos problemas, precisamos apenas fazer as perguntas certas”, acrescentou.

Ao comentar o trabalho da equipe de Chris Shaw, o professor Brian Walker e o Dr. Tianbao Chen, do painel julgador do prêmio Medical Futures Innovation, afirmaram que querem estimular os pesquisadores, para que eles progridam com seus trabalhos.

“Muitas das grandes descobertas ocorreram através do acaso e a ideia do professor Shaw é, sem dúvida, muito inovadora e animadora”, afirmou o painel. “É importante perceber que a inovação está em primeiro estágio e é necessário muito trabalho para tornar isto em uma terapia clínica”.

Fonte: Da BBC.


23 de março de 2011 | nenhum comentário »

Substância de veneno de cobra pode ajudar no combate ao câncer

Uma substância retirada de moléculas do veneno da cobra Jaracuçu – uma das mais venenosas da fauna brasileira, está sendo estudada por cientistas da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC). Segundo os cientistas a proteína extraída do veneno da serpente destrói células cancerosas de tumores do intestino e pode ajudar na cura contra vários tipos de câncer.

Em apenas uma picada, a Jurucuçu pode destilar até quatro milímetros de veneno ou mais. É uma das muitas espécies do centro de produção de pesquisa de imunobiológicos do Paraná. Os estudos estão sendo desenvolvidos desde 2006 no laboratório da universidade.

De acordo com uma pesquisadora da PUC, Selene Exposito, o estudo futuramente será de grande importância para combater o câncer.

Fonte: G1