5 de junho de 2012 | nenhum comentário »

Aquecimento global pode custar à América Latina US$100 bi por ano

Queda da produção agrícola é uma das possíveis consequências.
Estimativa é do Banco Interamericano de Desenvolvimento.

Danos causados por mudanças climáticas podem custar à América Latina e aos países do Caribe US$ 100 bilhões por ano em 2050, caso as temperaturas médias subam 2 graus Celsius em relação aos níveis pré-industriais, segundo um estudo divulgado nesta terça-feira (5).

A região é responsável por apenas 11% das emissões de gases estufa do mundo, mas é considerada particularmente vulnerável ao impacto de mudanças climáticas devido à sua posição geográfica e à dependência de recursos naturais, afirma relatório do Banco Interamericano de Desenvolvimento.

O banco de desenvolvimento divulgou o estudo dias antes da Rio+20, conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) sediada no Brasil sobre desenvolvimento sustentável, marcada para entre os dias 13 e 22 de junho.

O colapso do bioma de corais no Caribe, o desaparecimento de algumas geleiras nos Andes e algum grau de destruição na bacia Amazônica foram danos climáticos apontados pelo relatório.

A perda líquida de exportações agrícolas na região por conta das mudanças, por exemplo, deve ficar entre US$ 30 bilhões e US$ 52 bilhões em 2050.

“Perdas dessa magnitude limitarão as opções de desenvolvimento assim como acesso a recursos naturais”, afirma o relatório.

Mas o bando ressaltou que o custo de ajudar países a se adaptarem aos efeitos das mudanças climáticas seria pequeno se comparado ao preço dos potenciais danos.

A instituição estima que cerca de 0,2% do Produto Interno Bruto da região, ou cerca de 10 por cento dos custos dos impactos físicos, seriam necessários para apoiar a adaptação frente às mudanças.

Segundo o texto, as emissões de gases estufa da região caíram 11% em relação ao início do século, para 4,7 bilhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente em 2010.

Apesar disso, o banco afirma que precisa ser feito mais na região. Os setores de transporte e energia devem aumentar suas participações nas emissões de gases em 50% até 2050, segundo o relatório.

Estes dois setores apenas poderão contribuir com 2 bilhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente por ano na região, segundo o estudo. Isso poderá elevar o total de emissões de gases estufas da região para 7 bilhões de toneladas até 2050, ou 9,3 toneladas de carbono per capita.

Fonte: Reuters


8 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Novos estudos reforçam consenso de que Terra está mais quente

Duas pesquisas recentes reafirmam o consenso científico em torno da realidade do aquecimento global, embora também mostrem as incertezas do fenômeno.

A primeira, coordenada pelo físico Richard Muller, da Universidade da Califórnia em Berkeley, foi divulgado numa conferência nos EUA e aguarda para ser publicado.

Mas já ganhou relevância porque, até o mês passado, Muller era um cético do clima. Para ele, os dados usados para mostrar que o planeta está aquecendo não eram confiáveis.

Decidido a colocar o consenso climático à prova, Muller organizou um estudo, o Best (sigla inglesa de “projeto Berkeley sobre a Temperatura da Superfície Terrestre”).

A pesquisa recebeu parte de seu financiamento da fundação Charles Koch, ligada à indústria do petróleo e responsável por bancar outros céticos climáticos e políticos conservadores nos EUA.

Em artigo no “Wall Street Journal”, um dos poucos grandes jornais em que a comunidade de céticos climáticos ainda tem voz, Muller explica o porquê de suas dúvidas iniciais sobre o aquecimento global: dados porcos.

O xis do problema são as estações meteorológicas, principais responsáveis por recolher dados de temperatura e criar uma série histórica capaz de dizer se, afinal, o planeta está mais quente.

Seguindo os dados obtidos por essas estações, o IPCC, painel do clima da ONU, estima que a temperatura média da Terra subiu 0,64 grau Celsius nos últimos 50 anos.

Só que há um problema, escreve Muller: 70% dessas estações nos EUA possuem uma margem de erro superior a essa variação.
Além disso, grande parte das medições de temperatura é feita em áreas urbanas, que ficaram mais quentes com asfalto, calçadas e concentração de prédios.

Muller explica que a equipe do estudo Best usou uma série de controles experimentais para contornar esses vieses. Primeiro, eles usaram uma massa maior de registros do que as pesquisas tradicionais sobre o tema.

Resultado: de quase 40 mil estações medidoras de temperatura mundo afora, dois terços mostraram sinais de aquecimento.

Além disso, eles trabalharam com dados de satélite para levantar as tendências de temperatura apenas nas estações de medição em áreas rurais, e não houve diferença em relação às mais urbanas.

E a magnitude do aquecimento é comparável tanto nas estações de boa qualidade quanto nas que trazem dados mais incertos.

“Embora as estações de baixa qualidade tragam temperaturas incorretas, elas ainda assim seguem as mudanças de temperatura”, afirma.

INCERTEZAS

Muller e colegas, porém, não investigaram as causas do aquecimento nem o que acontecerá daqui para a frente. Nesse último ponto, uma pesquisa publicada recentemente na revista científica “Journal of Geophysical Research” mostra que os cientistas ainda terão muito trabalho pela frente.

Julia Crook e Piers Forster, da Universidade de Leeds (Reino Unido), fizeram uma análise detalhada dos modelos climáticos, as simulações por computador que servem para prever o futuro do clima.

O jeito tradicional de verificar se esses modelos são úteis é tentar ver se eles reproduzem o que ocorreu com o clima no século 20.

Eles conseguem isso, dizem os pesquisadores, mas de um jeito que não depende da força dos feedbacks positivos do clima, ou seja, da maneira como mudanças atuais amplificam o aquecimento futuro. Por exemplo: derreter gelo no Ártico torna a região mais escura. Com isso, ela absorve mais luz solar e esquenta ainda mais.

Por causa disso, é provável que nenhum modelo atual seja capaz de capturar como será o clima do futuro.

Arte/Folhapress

Fonte: Reinaldo José Lopes, Editor de Ciência e Saúde, Folha.com


13 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Cientistas deixam floresta sem água para estudar efeitos da seca

Pesquisa acontece na reserva de Caxiuanã, no Pará.
Longos períodos de estiagem podem ser devastadores para a Amazônia.

Os cientistas alertam: os longos períodos de seca na Amazônia estão aumentando e a mudança climática pode ter efeitos devastadores sobre essa região. O professor Antônio Lola, da Universidade Federal do Pará (UFPA), e sua equipe, investigam o que acontece quando chove menos na floresta.

Uma parte da mata foi artificialmente ressecada num projeto que é desenvolvido pelos pesquisadores da reserva de Caxiuanã, no Pará. Eles montaram uma cobertura de 10 mil metros quadrados para desviar a água que iria para o solo. A seca na Amazônia está relacionada à mudança no efeito estufa, um fenômeno natural, a maneira de a terra manter sua temperatura média constante.

No efeito estufa, raios solares chegam à terra e refletem na superfície. Parte do calor é retido pelos gases da atmosfera. Outra parte escapa de volta para o espaço. É um mecanismo que impede que o planeta esfrie demais.

O problema é que a poluição dos carros, das indústrias e das queimadas pelo mundo joga mais gases do efeito estufa na atmosfera. Com isso, o calor que antes ia para o espaço é retido pela atmosfera, esquentando o planeta.

A consequência dessa mudança é o aumento de ocorrências atípicas do clima, como o El Niño, que esquenta o Oceano Pacífico e diminui a chuva na Amazônia e o La Niña, que esfria as águas do Pacífico e aumenta a chuva na região.

Extremos
O meteorologista da Universidade Federal do Pará, Everaldo Souza, diz que a Amazônia não está preparada para os extremos que têm sido registrados de uns dez anos para cá.

“Você tem seis meses de muita chuva e você tem cinco meses de nenhuma chuva. Não tem como guardar essa água. A floresta precisa de um certo período de transição, uma certa sazonalidade”.

Com a pesquisa do meteorologista Antônio Lola, pesquisador da UFPA, pode-se ver na hora o que acontece com a floresta ressecada: “Houve grande mortalidade de árvores, principalmente árvores grandes. Isso é uma alteração muito grande na questão do carbono na questão da biomassa”.

A questão da biomassa, da quantidade de carbono que está fixado nas plantas, é outro ponto dos estudos. Os cientistas querem entender melhor as trocas de gases e energia entre a floresta e a atmosfera.

Qual é o estoque de carbono que existe ao todo na floresta? Nenhum cientista é capaz de dizer exatamente essa resposta. Mas, na floresta amazônica, há vários sensores espalhados em vários pontos. Eles ficam em torre para medir a troca de carbono que acontece entre a atmosfera e as árvores.

Os sensores são capazes de medir o quanto de carbono é capturado pela floresta e o quanto de oxigênio é liberado através da fotossíntese. Eles também medem o quanto de carbono é liberado e o quanto de oxigênio é consumido através da respiração das plantas. Em condições saudáveis, a floresta tira mais carbono do ar do que coloca e libera mais oxigênio do que consume.

A quantidade é pequena, se comparada com cerca de 2,3 bilhões de toneladas de carbono liberadas na atmosfera por causa do desmatamento. Por isso, é um engano chamar a Amazônia de pulmão do mundo. Mas mesmo assim a floresta precisa viver. Morta, ela iria jogar na atmosfera uma quantidade maior de gases do efeito estufa, através da decomposição das plantas, aumentando mais ainda o aquecimento global.

“Seria uma visão em pequena escala do que viria a acontecer se persistirem os desmatamentos desenfreados, as queimados em larga escala. A intensificação dos fenômenos do El Niño principalmente, ou seja, redução da chuva. Qualquer fenômeno que cause redução da chuva o cenário final seria de uma floresta morta” diz Lola.

Fonte: Do Globo Natureza, com informações do Jornal da Globo.


19 de abril de 2011 | nenhum comentário »

Pressão no fundo da Terra pode gerar petróleo de origem mineral

Um modelo de computador sugere que as pressões e temperaturas nas profundezas da Terra podem criar longas cadeias de hidrocarbonetos a partir de moléculas de metano. Hidrocarbonetos são os componentes do petróleo e do gás natural.

Geólogos acreditam que praticamente todos os hidrocarbonetos do petróleo extraído comercialmente vêm da decomposição de seres vivos soterrados sob camadas de sedimento na crosta terrestre.

Mas hidrocarbonetos gerados por meio de reações químicas nos minerais do manto ou das profundezas da crosta podem ocorrer em algumas circunstâncias, como fendas e zonas de subdução, disse, por meio de nota, Giulia Galli, professora de Química e Física da Universidade da Califórnia, Davis.

“Nossa simulação mostra que moléculas de metano podem se combinar para formar moléculas maiores de hidrocarbonetos quando expostas às temperaturas e pressões do manto superior”, disse ela, referindo-se à camada terrestre que existe por baixo da crosta.

“Não afirmamos que os hidrocarbonetos superiores realmente ocorrem nas condições reais do manto, mas as pressões e temperaturas estão certas”, acrescentou.

Ela e sua equipe usaram computadores para simular o comportamento de átomos de carbono e hidrogênio a uma profundidade de 60 km a 140 km.

Os pesquisadores determinaram que hidrocarbonetos com vários átomos de carbono podem se formar a partir do metano – que tem um carbono e quatro átomos de hidrogênio – em temperaturas da ordem de 1.200º C e pressões de 50.000 atmosferas, condições encontradas a cerca de 100 km de profundidade.

A pesquisa não avaliou a possibilidade de os hidrocarbonetos formados dessa forma migrarem para mais perto da superfície e acabar em jazidas exploráveis de combustível.

Fonte: Portal iG


18 de abril de 2011 | nenhum comentário »

Emissões de gás carbônico em São Paulo vão dobrar até 2035

O estado de São Paulo tem, desde 2009, uma das leis mais ambiciosas para o combate ao aquecimento global. A legislação prevê que as emissões de gases causadores de efeito estufa caiam em 20% até 2020 comparados aos níveis de 2005. Cumpri-la, porém, é um desafio. O próprio governo paulista já prevê que a quantidade de dióxido de carbono (CO2) emitida no estado vá crescer pelo menos 55% de 2005 a 2020. Até 2035, as emissões devem mais que dobrar.

Essas estimativas constam do estudo Matriz Energética do Estado de São Paulo – 2035, da Secretaria de Energia estadual. Nele, as contas mais otimistas indicam que 85 milhões de toneladas de CO2 serão jogadas na atmosfera por atividades desenvolvidas no estado em 2020. Em 2005, eram cerca de 55 milhões de toneladas – 30 milhões de toneladas a menos. Já em 2035, serão mais de 120 milhões de toneladas de CO2 emitidas no estado. Isso representa um incremento de cerca de 120% na comparação com as emissões de 2005.

Esses números foram apresentados na primeira reunião do Conselho Estadual de Política Energética do Estado de São Paulo, ocorrida no final do mês passado. Os dados já levam em consideração todas as políticas públicas estaduais anunciadas para redução das emissões de CO2.

O Plano Integrado de Transportes Urbanos 2005 a 2025 (Pitu), que prevê a maior utilização do transporte coletivo, por exemplo, já foi considerado na estimativa. Também foram levados em conta os ganhos de produtividade da indústria e da agricultura, assim como a redução do uso de combustíveis fósseis como a gasolina e o diesel.

Para o pesquisador do Núcleo Interdisciplinar de Planejamento Energético (Nipe) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Sérgio Valdir Balay, os resultados do estudo mostram a urgência de novas políticas para redução das emissões. Segundo ele, caso o estado queira mesmo cumprir a lei, terá de tomar medidas “ousadas” e “mexer com o hábito das pessoas”.

“Precisaríamos reduzir o uso dos automóveis, já que o transporte é o maior responsável pelas emissões. As grandes empresas e o próprio Poder Público também teriam que reduzir suas emissões”, disse Balay, em entrevista à Agência Brasil.

O pesquisador afirmou que a meta de 20% de queda das emissões ainda é factível, mas parece ter sido estipulada sem os critérios necessários. “Os políticos adoram tomar decisões sem fazer um planejamento técnico”, criticou. “O que aconteceu [com as metas] foi isso.”

A Agência Brasil entrou em contato com a Secretaria de Energia, responsável pelo estudo sobre as emissões de CO2. O órgão, porém, não se pronunciou sobre o assunto.

Já a Secretaria do Meio Ambiente informou, em nota, que a meta de 20% de redução será “seguida”. De acordo com o órgão, o estudo da Secretaria de Energia “é baseado em modelo matemático” e “está sujeito a deixar de fora variáveis”.

A pasta informou também que o Conselho Estadual de Política Energética já estabeleceu um plano de trabalho para estruturar medidas adicionais de redução de emissões dos gases de efeito estufa. “O processo da construção de como o governo cumprirá a meta será feito em discussão com a sociedade civil, órgãos de governo e setor privado”, complementou.

Fonte: Vinicius Konchinski/ Agência Brasil


6 de abril de 2011 | nenhum comentário »

Dieta diferenciada para animais pode reduzir gases-estufa

Uma pesquisa britânica afirma que se pode reduzir as emissões de gases-estufa por vacas, ovinos e caprinos com a adoção de uma dieta diferenciada para esses animais.

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Eles são responsáveis por 9% das emissões de gases-estufa registradas em todo o Reino Unido e 41% das emissões de metano, que compromete o ambiente.

O estudo – produzido pela Universidade Reading e o Instituto de Biologia, Ambiente e Ciência Rural a pedido do Defra (sigla em inglês para Departamento para Meio Ambiente, Alimentos e Questões Rurais) – mostra que gramas enriquecidas com açúcar adicional poderia diminuir 20% da quantidade de metano lançada no ar. Entre os caprinos, esse número seria maior e subiria para 33%.

Segundo os cientistas, a introdução de silagem de milho e de aveia preta na alimentação dos animais provocaria menos emissões de gases-estufa.

“A longo prazo, é preciso considerar os benefícios gerados por uma mudança na dieta desses animais, diante de outros impactos ambientais, e a praticidade e o custo para [o sistema] ser implementado pela indústria agrícola”, salientou em um comunicado o Defra.

Fonte: Folha.com


5 de abril de 2011 | nenhum comentário »

Plano brasileiro para cortar emissão de gás-estufa está parado

O Brasil ainda não gastou nenhum centavo de um plano de R$ 2 bilhões lançado em junho de 2010 para incentivar a redução de emissões de CO2 na agricultura.

Batizado de ABC (Agricultura de Baixo Carbono), o programa do Ministério da Agricultura é considerado uma das maiores inovações da política brasileira de mudanças climáticas.

Ele visa a recuperar 15 milhões de hectares de pastagens degradadas e expandir o plantio direto (que não revolve o solo) dos atuais 25 milhões para 33 milhões de hectares, entre outras atividades. Há ainda uma linha de crédito para florestas comerciais de pinus e eucalipto.

Isso permitiria ao setor agropecuário – um dos que mais aumentaram suas emissões nos últimos 15 anos – expandir a produção e a produtividade, poupando a emissão de 156 milhões de toneladas de CO2 até 2020.

O corte de emissões na agricultura é peça-chave para o Brasil cumprir a meta de reduzir em 36,8% a 38,9% suas emissões em 2020 em relação ao que seria emitido se nada fosse feito.

Dinheiro parado – O ABC tem os juros mais baratos do crédito agrícola brasileiro: 5,5% ao ano, com prazo de pagamento de 12 anos. O dinheiro está disponível desde setembro do ano passado no BNDES e no Banco do Brasil, mas até agora não foi utilizado.

“Não saiu dinheiro algum. Não conheço nenhum agricultor que tenha tomado o recurso”, desabafou Derli Dossa, assessor do Ministério da Agricultura e coordenador do programa, durante uma reunião do Fundo Clima (Fundo Brasileiro sobre Mudança do Clima), há duas semanas, em Brasília.

O BNDES, por meio da assessoria de imprensa, confirmou à Folha que não houve “nenhuma operação” com a verba do ABC – ou seja, os R$ 1 bilhão estão parados.

Segundo o BNDES, os recursos são repassados aos bancos que operam o crédito rural à medida em que são solicitados. Até agora não houve nenhum pedido.

O Banco do Brasil, principal financiador da agricultura e responsável pela liberação de mais R$ 1 bilhão, disse que “ainda está recebendo propostas” e só terá um balanço em dois meses.

Segundo Dossa, uma provável causa do desinteresse dos agricultores é o desconhecimento das linhas de crédito. “Ainda não houve muita divulgação”, afirmou.

Falta divulgação – O ministério atribui a falta de divulgação ao período eleitoral, quando o governo é proibido por lei de contratar campanhas publicitárias.

Para o ministério, outro entrave seriam as regras excessivamente rígidas dos bancos para liberar o dinheiro, e o fato de o BB ter condicionado o financiamento à liberação prévia de 50% da parcela do BNDES.

O secretário nacional de Mudança Climática, Eduardo Assad, mentor do ABC, reconhece o problema. “Precisamos superar essa burocracia”, disse.

Fonte: Claudio Angelo/ Folha.com


11 de março de 2011 | nenhum comentário »

China quer reduzir emissões de CO2 em 17% até 2015

A China, país considerado o maior emissor mundial de dióxido de carbono (CO2), quer reduzir em 17% o volume de suas emissões de CO2 por unidade de seu Produto Interno Bruto (PIB) até 2015, indicou o primeiro-ministro do país, Wen Jiabao.

O consumo de energia por unidade do PIB deverá, por sua vez, diminuir 16% durante o desenvolvimento do 12º plano quinquenal (2011-2015), acrescentou o chefe de governo diante de 3 mil delegados da Assembleia Nacional Popular (ANP), o parlamento chinês.

Em 2011, “o consumo de energia por unidade do PIB deverá diminuir em 3,5% e as emissões de CO2 baixar aproximadamente 3,5% em relação ao ano passado”, projetou a Comissão Nacional para o Desenvolvimento e a Reforma, a agência de planejamento chinesa, em seu informe anual aos deputados.

Wen também fixou o objetivo de aumentar até 11,4% o uso de combustíveis não fósseis como fontes de energia – a China ainda é um país muito dependente do carvão e do petróleo. O primeiro-ministro chinês também ressaltou que na meia década que se inicia a cobertura florestal deverá aumentar para 21,66% do total, aumentando o volume de florestas em 600 milhões de metros cúbicos.

Fonte: Portal Terra


24 de fevereiro de 2011 | nenhum comentário »

Imazon acusa ‘aumento expressivo’ do desmatamento na Amazônia

Detecção em dezembro de 2010 foi 994% maior que um ano antes.
Cobertura de nuvens impossibilitou análise de 70% da região.

O Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), organização que faz um levantamento paralelo ao oficial da devastação na região amazônica, registrou desmatamento de 175 km² de floresta em dezembro. A estimativa está em relatório do órgão divulgado nesta quarta-feira (23).

De acordo com o instituto, o número representa um “aumento expressivo de 994% em relação a dezembro de 2009, quando o desmatamento somou somente 16 km²”. Já em janeiro de 2011, foram registrados 83 km² de desmatamento, o que representou um aumento de 22% em relação a janeiro de 2010 quando o desmatamento atingiu 68 km².

O instituto destaca que os números podem estar subestimados. Em dezembro de 2010, assim como em em janeiro de 2011, foi possível monitorar somente 30% da Amazônia. Os outros 70% estavam cobertos por nuvens, dificultando a análise, em especial no Amapá, Pará e Acre, que tiveram mais de 80% da área florestal cobertos por nuvens.

Degradação

O Imazon detectou ainda 541 km² de florestas degradadas (parcialmente destruídas) em dezembro e 376 km² em janeiro. Os números também são maiores em relação a um ano antes. O instituto estima que o carbono emitido pelo desmatamento no período de agosto de 2010 a janeiro de 2011 (seis primeiros meses do chamado “calendário de desmatamento”) foi de 13,9 milhões de toneladas.

Em dezembro, Rondônia contribuiu com 43% da área total desmatada na Amazônia Legal. Mato Grosso teve 31% e o Amazonas, 16%. Nos outros estados, o desmatamento foi proporcionalmente menor, ficando o Pará com 5%, o Acre com 4% e Tocantins com 1%. O desmatamento detectado no Pará, no entanto, foi menor possivelmente devido à densa cobertura de nuvens.

Em janeiro de 2011, a devastação foi maior em Mato Grosso, com 57%. O estado foi seguido do Pará, com 20%, e Rondônia, com 18%. O restante ocorreu no Amazonas (4%) e Roraima (1%).

Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que faz o levantamento oficial da destruição da floresta amazônica, já indicavam um aumento da devastação no fim do ano passado, em comparação a 2009.

Fonte: Globo Natureza


22 de novembro de 2010 | nenhum comentário »

Mata Atlântica brasileira compensará emissão de CO2 de congresso

As emissões de gás carbônico (CO2) que forem geradas pelo 10º Congresso Nacional do Meio Ambiente (Conama) na Espanha, que será realizado em Madri entre 22 e 26 de novembro, serão compensadas por um projeto de preservação de 60 hectares de Mata Atlântica no Brasil.

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Foi o que anunciou Gonzalo Echagüe, presidente da Fundação Conama, em entrevista à EFEverde, na qual explicou que “uma das prioridades” desta edição do evento “é reduzir a pegada ecológica do próprio congresso”. “Embora tenham ocorridos importantes avanços nesses anos, continua havendo impacto ambiental, especialmente pelos deslocamentos”, destacou Echagüe.

A nona edição estimou que tenham sido geradas quase 550 toneladas de gás carbônico. “O Conama 10 compensará as emissões dos conferentes. Os presentes serão convidados para que as compensem com a iniciativa CeroCO2. O dinheiro será destinado à preservação de 60 hectares de Mata Atlântica virgem no Brasil, em uma paragem denominado Serra do Lucindo”, no estado de Santa Catarina, explicou Echagüe.

O projeto está promovido pela ONG espanhola Acciónatura, em colaboração com a brasileira Apremavi. “A Mata Atlântica do Brasil é um dos ecossistemas mais ameaçados do planeta. Estima-se que restam apenas 7% de sua extensão, quando originariamente havia ocupado 15% da superfície do Brasil, equivalente a 2,5 vezes do território espanhol”, destacou. O projeto consiste na preservação da Mata Atlântica virgem restante, bem como na restauração e reflorestamento de área degradada.

Fonte: Portal Terra


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5 de junho de 2012 | nenhum comentário »

Aquecimento global pode custar à América Latina US$100 bi por ano

Queda da produção agrícola é uma das possíveis consequências.
Estimativa é do Banco Interamericano de Desenvolvimento.

Danos causados por mudanças climáticas podem custar à América Latina e aos países do Caribe US$ 100 bilhões por ano em 2050, caso as temperaturas médias subam 2 graus Celsius em relação aos níveis pré-industriais, segundo um estudo divulgado nesta terça-feira (5).

A região é responsável por apenas 11% das emissões de gases estufa do mundo, mas é considerada particularmente vulnerável ao impacto de mudanças climáticas devido à sua posição geográfica e à dependência de recursos naturais, afirma relatório do Banco Interamericano de Desenvolvimento.

O banco de desenvolvimento divulgou o estudo dias antes da Rio+20, conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) sediada no Brasil sobre desenvolvimento sustentável, marcada para entre os dias 13 e 22 de junho.

O colapso do bioma de corais no Caribe, o desaparecimento de algumas geleiras nos Andes e algum grau de destruição na bacia Amazônica foram danos climáticos apontados pelo relatório.

A perda líquida de exportações agrícolas na região por conta das mudanças, por exemplo, deve ficar entre US$ 30 bilhões e US$ 52 bilhões em 2050.

“Perdas dessa magnitude limitarão as opções de desenvolvimento assim como acesso a recursos naturais”, afirma o relatório.

Mas o bando ressaltou que o custo de ajudar países a se adaptarem aos efeitos das mudanças climáticas seria pequeno se comparado ao preço dos potenciais danos.

A instituição estima que cerca de 0,2% do Produto Interno Bruto da região, ou cerca de 10 por cento dos custos dos impactos físicos, seriam necessários para apoiar a adaptação frente às mudanças.

Segundo o texto, as emissões de gases estufa da região caíram 11% em relação ao início do século, para 4,7 bilhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente em 2010.

Apesar disso, o banco afirma que precisa ser feito mais na região. Os setores de transporte e energia devem aumentar suas participações nas emissões de gases em 50% até 2050, segundo o relatório.

Estes dois setores apenas poderão contribuir com 2 bilhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente por ano na região, segundo o estudo. Isso poderá elevar o total de emissões de gases estufas da região para 7 bilhões de toneladas até 2050, ou 9,3 toneladas de carbono per capita.

Fonte: Reuters


8 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Novos estudos reforçam consenso de que Terra está mais quente

Duas pesquisas recentes reafirmam o consenso científico em torno da realidade do aquecimento global, embora também mostrem as incertezas do fenômeno.

A primeira, coordenada pelo físico Richard Muller, da Universidade da Califórnia em Berkeley, foi divulgado numa conferência nos EUA e aguarda para ser publicado.

Mas já ganhou relevância porque, até o mês passado, Muller era um cético do clima. Para ele, os dados usados para mostrar que o planeta está aquecendo não eram confiáveis.

Decidido a colocar o consenso climático à prova, Muller organizou um estudo, o Best (sigla inglesa de “projeto Berkeley sobre a Temperatura da Superfície Terrestre”).

A pesquisa recebeu parte de seu financiamento da fundação Charles Koch, ligada à indústria do petróleo e responsável por bancar outros céticos climáticos e políticos conservadores nos EUA.

Em artigo no “Wall Street Journal”, um dos poucos grandes jornais em que a comunidade de céticos climáticos ainda tem voz, Muller explica o porquê de suas dúvidas iniciais sobre o aquecimento global: dados porcos.

O xis do problema são as estações meteorológicas, principais responsáveis por recolher dados de temperatura e criar uma série histórica capaz de dizer se, afinal, o planeta está mais quente.

Seguindo os dados obtidos por essas estações, o IPCC, painel do clima da ONU, estima que a temperatura média da Terra subiu 0,64 grau Celsius nos últimos 50 anos.

Só que há um problema, escreve Muller: 70% dessas estações nos EUA possuem uma margem de erro superior a essa variação.
Além disso, grande parte das medições de temperatura é feita em áreas urbanas, que ficaram mais quentes com asfalto, calçadas e concentração de prédios.

Muller explica que a equipe do estudo Best usou uma série de controles experimentais para contornar esses vieses. Primeiro, eles usaram uma massa maior de registros do que as pesquisas tradicionais sobre o tema.

Resultado: de quase 40 mil estações medidoras de temperatura mundo afora, dois terços mostraram sinais de aquecimento.

Além disso, eles trabalharam com dados de satélite para levantar as tendências de temperatura apenas nas estações de medição em áreas rurais, e não houve diferença em relação às mais urbanas.

E a magnitude do aquecimento é comparável tanto nas estações de boa qualidade quanto nas que trazem dados mais incertos.

“Embora as estações de baixa qualidade tragam temperaturas incorretas, elas ainda assim seguem as mudanças de temperatura”, afirma.

INCERTEZAS

Muller e colegas, porém, não investigaram as causas do aquecimento nem o que acontecerá daqui para a frente. Nesse último ponto, uma pesquisa publicada recentemente na revista científica “Journal of Geophysical Research” mostra que os cientistas ainda terão muito trabalho pela frente.

Julia Crook e Piers Forster, da Universidade de Leeds (Reino Unido), fizeram uma análise detalhada dos modelos climáticos, as simulações por computador que servem para prever o futuro do clima.

O jeito tradicional de verificar se esses modelos são úteis é tentar ver se eles reproduzem o que ocorreu com o clima no século 20.

Eles conseguem isso, dizem os pesquisadores, mas de um jeito que não depende da força dos feedbacks positivos do clima, ou seja, da maneira como mudanças atuais amplificam o aquecimento futuro. Por exemplo: derreter gelo no Ártico torna a região mais escura. Com isso, ela absorve mais luz solar e esquenta ainda mais.

Por causa disso, é provável que nenhum modelo atual seja capaz de capturar como será o clima do futuro.

Arte/Folhapress

Fonte: Reinaldo José Lopes, Editor de Ciência e Saúde, Folha.com


13 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Cientistas deixam floresta sem água para estudar efeitos da seca

Pesquisa acontece na reserva de Caxiuanã, no Pará.
Longos períodos de estiagem podem ser devastadores para a Amazônia.

Os cientistas alertam: os longos períodos de seca na Amazônia estão aumentando e a mudança climática pode ter efeitos devastadores sobre essa região. O professor Antônio Lola, da Universidade Federal do Pará (UFPA), e sua equipe, investigam o que acontece quando chove menos na floresta.

Uma parte da mata foi artificialmente ressecada num projeto que é desenvolvido pelos pesquisadores da reserva de Caxiuanã, no Pará. Eles montaram uma cobertura de 10 mil metros quadrados para desviar a água que iria para o solo. A seca na Amazônia está relacionada à mudança no efeito estufa, um fenômeno natural, a maneira de a terra manter sua temperatura média constante.

No efeito estufa, raios solares chegam à terra e refletem na superfície. Parte do calor é retido pelos gases da atmosfera. Outra parte escapa de volta para o espaço. É um mecanismo que impede que o planeta esfrie demais.

O problema é que a poluição dos carros, das indústrias e das queimadas pelo mundo joga mais gases do efeito estufa na atmosfera. Com isso, o calor que antes ia para o espaço é retido pela atmosfera, esquentando o planeta.

A consequência dessa mudança é o aumento de ocorrências atípicas do clima, como o El Niño, que esquenta o Oceano Pacífico e diminui a chuva na Amazônia e o La Niña, que esfria as águas do Pacífico e aumenta a chuva na região.

Extremos
O meteorologista da Universidade Federal do Pará, Everaldo Souza, diz que a Amazônia não está preparada para os extremos que têm sido registrados de uns dez anos para cá.

“Você tem seis meses de muita chuva e você tem cinco meses de nenhuma chuva. Não tem como guardar essa água. A floresta precisa de um certo período de transição, uma certa sazonalidade”.

Com a pesquisa do meteorologista Antônio Lola, pesquisador da UFPA, pode-se ver na hora o que acontece com a floresta ressecada: “Houve grande mortalidade de árvores, principalmente árvores grandes. Isso é uma alteração muito grande na questão do carbono na questão da biomassa”.

A questão da biomassa, da quantidade de carbono que está fixado nas plantas, é outro ponto dos estudos. Os cientistas querem entender melhor as trocas de gases e energia entre a floresta e a atmosfera.

Qual é o estoque de carbono que existe ao todo na floresta? Nenhum cientista é capaz de dizer exatamente essa resposta. Mas, na floresta amazônica, há vários sensores espalhados em vários pontos. Eles ficam em torre para medir a troca de carbono que acontece entre a atmosfera e as árvores.

Os sensores são capazes de medir o quanto de carbono é capturado pela floresta e o quanto de oxigênio é liberado através da fotossíntese. Eles também medem o quanto de carbono é liberado e o quanto de oxigênio é consumido através da respiração das plantas. Em condições saudáveis, a floresta tira mais carbono do ar do que coloca e libera mais oxigênio do que consume.

A quantidade é pequena, se comparada com cerca de 2,3 bilhões de toneladas de carbono liberadas na atmosfera por causa do desmatamento. Por isso, é um engano chamar a Amazônia de pulmão do mundo. Mas mesmo assim a floresta precisa viver. Morta, ela iria jogar na atmosfera uma quantidade maior de gases do efeito estufa, através da decomposição das plantas, aumentando mais ainda o aquecimento global.

“Seria uma visão em pequena escala do que viria a acontecer se persistirem os desmatamentos desenfreados, as queimados em larga escala. A intensificação dos fenômenos do El Niño principalmente, ou seja, redução da chuva. Qualquer fenômeno que cause redução da chuva o cenário final seria de uma floresta morta” diz Lola.

Fonte: Do Globo Natureza, com informações do Jornal da Globo.


19 de abril de 2011 | nenhum comentário »

Pressão no fundo da Terra pode gerar petróleo de origem mineral

Um modelo de computador sugere que as pressões e temperaturas nas profundezas da Terra podem criar longas cadeias de hidrocarbonetos a partir de moléculas de metano. Hidrocarbonetos são os componentes do petróleo e do gás natural.

Geólogos acreditam que praticamente todos os hidrocarbonetos do petróleo extraído comercialmente vêm da decomposição de seres vivos soterrados sob camadas de sedimento na crosta terrestre.

Mas hidrocarbonetos gerados por meio de reações químicas nos minerais do manto ou das profundezas da crosta podem ocorrer em algumas circunstâncias, como fendas e zonas de subdução, disse, por meio de nota, Giulia Galli, professora de Química e Física da Universidade da Califórnia, Davis.

“Nossa simulação mostra que moléculas de metano podem se combinar para formar moléculas maiores de hidrocarbonetos quando expostas às temperaturas e pressões do manto superior”, disse ela, referindo-se à camada terrestre que existe por baixo da crosta.

“Não afirmamos que os hidrocarbonetos superiores realmente ocorrem nas condições reais do manto, mas as pressões e temperaturas estão certas”, acrescentou.

Ela e sua equipe usaram computadores para simular o comportamento de átomos de carbono e hidrogênio a uma profundidade de 60 km a 140 km.

Os pesquisadores determinaram que hidrocarbonetos com vários átomos de carbono podem se formar a partir do metano – que tem um carbono e quatro átomos de hidrogênio – em temperaturas da ordem de 1.200º C e pressões de 50.000 atmosferas, condições encontradas a cerca de 100 km de profundidade.

A pesquisa não avaliou a possibilidade de os hidrocarbonetos formados dessa forma migrarem para mais perto da superfície e acabar em jazidas exploráveis de combustível.

Fonte: Portal iG


18 de abril de 2011 | nenhum comentário »

Emissões de gás carbônico em São Paulo vão dobrar até 2035

O estado de São Paulo tem, desde 2009, uma das leis mais ambiciosas para o combate ao aquecimento global. A legislação prevê que as emissões de gases causadores de efeito estufa caiam em 20% até 2020 comparados aos níveis de 2005. Cumpri-la, porém, é um desafio. O próprio governo paulista já prevê que a quantidade de dióxido de carbono (CO2) emitida no estado vá crescer pelo menos 55% de 2005 a 2020. Até 2035, as emissões devem mais que dobrar.

Essas estimativas constam do estudo Matriz Energética do Estado de São Paulo – 2035, da Secretaria de Energia estadual. Nele, as contas mais otimistas indicam que 85 milhões de toneladas de CO2 serão jogadas na atmosfera por atividades desenvolvidas no estado em 2020. Em 2005, eram cerca de 55 milhões de toneladas – 30 milhões de toneladas a menos. Já em 2035, serão mais de 120 milhões de toneladas de CO2 emitidas no estado. Isso representa um incremento de cerca de 120% na comparação com as emissões de 2005.

Esses números foram apresentados na primeira reunião do Conselho Estadual de Política Energética do Estado de São Paulo, ocorrida no final do mês passado. Os dados já levam em consideração todas as políticas públicas estaduais anunciadas para redução das emissões de CO2.

O Plano Integrado de Transportes Urbanos 2005 a 2025 (Pitu), que prevê a maior utilização do transporte coletivo, por exemplo, já foi considerado na estimativa. Também foram levados em conta os ganhos de produtividade da indústria e da agricultura, assim como a redução do uso de combustíveis fósseis como a gasolina e o diesel.

Para o pesquisador do Núcleo Interdisciplinar de Planejamento Energético (Nipe) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Sérgio Valdir Balay, os resultados do estudo mostram a urgência de novas políticas para redução das emissões. Segundo ele, caso o estado queira mesmo cumprir a lei, terá de tomar medidas “ousadas” e “mexer com o hábito das pessoas”.

“Precisaríamos reduzir o uso dos automóveis, já que o transporte é o maior responsável pelas emissões. As grandes empresas e o próprio Poder Público também teriam que reduzir suas emissões”, disse Balay, em entrevista à Agência Brasil.

O pesquisador afirmou que a meta de 20% de queda das emissões ainda é factível, mas parece ter sido estipulada sem os critérios necessários. “Os políticos adoram tomar decisões sem fazer um planejamento técnico”, criticou. “O que aconteceu [com as metas] foi isso.”

A Agência Brasil entrou em contato com a Secretaria de Energia, responsável pelo estudo sobre as emissões de CO2. O órgão, porém, não se pronunciou sobre o assunto.

Já a Secretaria do Meio Ambiente informou, em nota, que a meta de 20% de redução será “seguida”. De acordo com o órgão, o estudo da Secretaria de Energia “é baseado em modelo matemático” e “está sujeito a deixar de fora variáveis”.

A pasta informou também que o Conselho Estadual de Política Energética já estabeleceu um plano de trabalho para estruturar medidas adicionais de redução de emissões dos gases de efeito estufa. “O processo da construção de como o governo cumprirá a meta será feito em discussão com a sociedade civil, órgãos de governo e setor privado”, complementou.

Fonte: Vinicius Konchinski/ Agência Brasil


6 de abril de 2011 | nenhum comentário »

Dieta diferenciada para animais pode reduzir gases-estufa

Uma pesquisa britânica afirma que se pode reduzir as emissões de gases-estufa por vacas, ovinos e caprinos com a adoção de uma dieta diferenciada para esses animais.

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Eles são responsáveis por 9% das emissões de gases-estufa registradas em todo o Reino Unido e 41% das emissões de metano, que compromete o ambiente.

O estudo – produzido pela Universidade Reading e o Instituto de Biologia, Ambiente e Ciência Rural a pedido do Defra (sigla em inglês para Departamento para Meio Ambiente, Alimentos e Questões Rurais) – mostra que gramas enriquecidas com açúcar adicional poderia diminuir 20% da quantidade de metano lançada no ar. Entre os caprinos, esse número seria maior e subiria para 33%.

Segundo os cientistas, a introdução de silagem de milho e de aveia preta na alimentação dos animais provocaria menos emissões de gases-estufa.

“A longo prazo, é preciso considerar os benefícios gerados por uma mudança na dieta desses animais, diante de outros impactos ambientais, e a praticidade e o custo para [o sistema] ser implementado pela indústria agrícola”, salientou em um comunicado o Defra.

Fonte: Folha.com


5 de abril de 2011 | nenhum comentário »

Plano brasileiro para cortar emissão de gás-estufa está parado

O Brasil ainda não gastou nenhum centavo de um plano de R$ 2 bilhões lançado em junho de 2010 para incentivar a redução de emissões de CO2 na agricultura.

Batizado de ABC (Agricultura de Baixo Carbono), o programa do Ministério da Agricultura é considerado uma das maiores inovações da política brasileira de mudanças climáticas.

Ele visa a recuperar 15 milhões de hectares de pastagens degradadas e expandir o plantio direto (que não revolve o solo) dos atuais 25 milhões para 33 milhões de hectares, entre outras atividades. Há ainda uma linha de crédito para florestas comerciais de pinus e eucalipto.

Isso permitiria ao setor agropecuário – um dos que mais aumentaram suas emissões nos últimos 15 anos – expandir a produção e a produtividade, poupando a emissão de 156 milhões de toneladas de CO2 até 2020.

O corte de emissões na agricultura é peça-chave para o Brasil cumprir a meta de reduzir em 36,8% a 38,9% suas emissões em 2020 em relação ao que seria emitido se nada fosse feito.

Dinheiro parado – O ABC tem os juros mais baratos do crédito agrícola brasileiro: 5,5% ao ano, com prazo de pagamento de 12 anos. O dinheiro está disponível desde setembro do ano passado no BNDES e no Banco do Brasil, mas até agora não foi utilizado.

“Não saiu dinheiro algum. Não conheço nenhum agricultor que tenha tomado o recurso”, desabafou Derli Dossa, assessor do Ministério da Agricultura e coordenador do programa, durante uma reunião do Fundo Clima (Fundo Brasileiro sobre Mudança do Clima), há duas semanas, em Brasília.

O BNDES, por meio da assessoria de imprensa, confirmou à Folha que não houve “nenhuma operação” com a verba do ABC – ou seja, os R$ 1 bilhão estão parados.

Segundo o BNDES, os recursos são repassados aos bancos que operam o crédito rural à medida em que são solicitados. Até agora não houve nenhum pedido.

O Banco do Brasil, principal financiador da agricultura e responsável pela liberação de mais R$ 1 bilhão, disse que “ainda está recebendo propostas” e só terá um balanço em dois meses.

Segundo Dossa, uma provável causa do desinteresse dos agricultores é o desconhecimento das linhas de crédito. “Ainda não houve muita divulgação”, afirmou.

Falta divulgação – O ministério atribui a falta de divulgação ao período eleitoral, quando o governo é proibido por lei de contratar campanhas publicitárias.

Para o ministério, outro entrave seriam as regras excessivamente rígidas dos bancos para liberar o dinheiro, e o fato de o BB ter condicionado o financiamento à liberação prévia de 50% da parcela do BNDES.

O secretário nacional de Mudança Climática, Eduardo Assad, mentor do ABC, reconhece o problema. “Precisamos superar essa burocracia”, disse.

Fonte: Claudio Angelo/ Folha.com


11 de março de 2011 | nenhum comentário »

China quer reduzir emissões de CO2 em 17% até 2015

A China, país considerado o maior emissor mundial de dióxido de carbono (CO2), quer reduzir em 17% o volume de suas emissões de CO2 por unidade de seu Produto Interno Bruto (PIB) até 2015, indicou o primeiro-ministro do país, Wen Jiabao.

O consumo de energia por unidade do PIB deverá, por sua vez, diminuir 16% durante o desenvolvimento do 12º plano quinquenal (2011-2015), acrescentou o chefe de governo diante de 3 mil delegados da Assembleia Nacional Popular (ANP), o parlamento chinês.

Em 2011, “o consumo de energia por unidade do PIB deverá diminuir em 3,5% e as emissões de CO2 baixar aproximadamente 3,5% em relação ao ano passado”, projetou a Comissão Nacional para o Desenvolvimento e a Reforma, a agência de planejamento chinesa, em seu informe anual aos deputados.

Wen também fixou o objetivo de aumentar até 11,4% o uso de combustíveis não fósseis como fontes de energia – a China ainda é um país muito dependente do carvão e do petróleo. O primeiro-ministro chinês também ressaltou que na meia década que se inicia a cobertura florestal deverá aumentar para 21,66% do total, aumentando o volume de florestas em 600 milhões de metros cúbicos.

Fonte: Portal Terra


24 de fevereiro de 2011 | nenhum comentário »

Imazon acusa ‘aumento expressivo’ do desmatamento na Amazônia

Detecção em dezembro de 2010 foi 994% maior que um ano antes.
Cobertura de nuvens impossibilitou análise de 70% da região.

O Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), organização que faz um levantamento paralelo ao oficial da devastação na região amazônica, registrou desmatamento de 175 km² de floresta em dezembro. A estimativa está em relatório do órgão divulgado nesta quarta-feira (23).

De acordo com o instituto, o número representa um “aumento expressivo de 994% em relação a dezembro de 2009, quando o desmatamento somou somente 16 km²”. Já em janeiro de 2011, foram registrados 83 km² de desmatamento, o que representou um aumento de 22% em relação a janeiro de 2010 quando o desmatamento atingiu 68 km².

O instituto destaca que os números podem estar subestimados. Em dezembro de 2010, assim como em em janeiro de 2011, foi possível monitorar somente 30% da Amazônia. Os outros 70% estavam cobertos por nuvens, dificultando a análise, em especial no Amapá, Pará e Acre, que tiveram mais de 80% da área florestal cobertos por nuvens.

Degradação

O Imazon detectou ainda 541 km² de florestas degradadas (parcialmente destruídas) em dezembro e 376 km² em janeiro. Os números também são maiores em relação a um ano antes. O instituto estima que o carbono emitido pelo desmatamento no período de agosto de 2010 a janeiro de 2011 (seis primeiros meses do chamado “calendário de desmatamento”) foi de 13,9 milhões de toneladas.

Em dezembro, Rondônia contribuiu com 43% da área total desmatada na Amazônia Legal. Mato Grosso teve 31% e o Amazonas, 16%. Nos outros estados, o desmatamento foi proporcionalmente menor, ficando o Pará com 5%, o Acre com 4% e Tocantins com 1%. O desmatamento detectado no Pará, no entanto, foi menor possivelmente devido à densa cobertura de nuvens.

Em janeiro de 2011, a devastação foi maior em Mato Grosso, com 57%. O estado foi seguido do Pará, com 20%, e Rondônia, com 18%. O restante ocorreu no Amazonas (4%) e Roraima (1%).

Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que faz o levantamento oficial da destruição da floresta amazônica, já indicavam um aumento da devastação no fim do ano passado, em comparação a 2009.

Fonte: Globo Natureza


22 de novembro de 2010 | nenhum comentário »

Mata Atlântica brasileira compensará emissão de CO2 de congresso

As emissões de gás carbônico (CO2) que forem geradas pelo 10º Congresso Nacional do Meio Ambiente (Conama) na Espanha, que será realizado em Madri entre 22 e 26 de novembro, serão compensadas por um projeto de preservação de 60 hectares de Mata Atlântica no Brasil.

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Foi o que anunciou Gonzalo Echagüe, presidente da Fundação Conama, em entrevista à EFEverde, na qual explicou que “uma das prioridades” desta edição do evento “é reduzir a pegada ecológica do próprio congresso”. “Embora tenham ocorridos importantes avanços nesses anos, continua havendo impacto ambiental, especialmente pelos deslocamentos”, destacou Echagüe.

A nona edição estimou que tenham sido geradas quase 550 toneladas de gás carbônico. “O Conama 10 compensará as emissões dos conferentes. Os presentes serão convidados para que as compensem com a iniciativa CeroCO2. O dinheiro será destinado à preservação de 60 hectares de Mata Atlântica virgem no Brasil, em uma paragem denominado Serra do Lucindo”, no estado de Santa Catarina, explicou Echagüe.

O projeto está promovido pela ONG espanhola Acciónatura, em colaboração com a brasileira Apremavi. “A Mata Atlântica do Brasil é um dos ecossistemas mais ameaçados do planeta. Estima-se que restam apenas 7% de sua extensão, quando originariamente havia ocupado 15% da superfície do Brasil, equivalente a 2,5 vezes do território espanhol”, destacou. O projeto consiste na preservação da Mata Atlântica virgem restante, bem como na restauração e reflorestamento de área degradada.

Fonte: Portal Terra


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