2 de dezembro de 2011 | nenhum comentário »

Carvão de bambu é alternativa ecológica à lenha na África, diz estudo

Parceria da China com países africanos quer fomentar técnica de biomassa.
Material reduziria desmatamento e emissão de gases de efeito estufa.

Uma tecnologia desenvolvida por uma organização da China pode ajudar a alavancar o setor de bioenergia no continente africano, reduzir o ritmo de desmatamento e, consequentemente, o impacto da mudança climática.

A Rede Internacional de Bambu e Rattan (Inbar, na sigla em inglês), organização com sede na Ásia dedicada à redução da pobreza, juntamente com países da África, pretende fomentar o uso do carvão extraído do bambu entre as famílias da região subsaariana para reduzir o uso de madeira para lenha.

Experimentos feitos na Etiópia e em Gana com o carvão de bambu fizeram com que esta biomassa fosse colocada no centro das políticas de energias renováveis.

“O bambu cresce naturalmente em todo o continente e se apresenta como uma alternativa viável, mais limpa e sustentável do que a lenha”, disse J. Coosje Hoogendoorn, diretor geral da Inbar em evento paralelo que ocorreu nesta sexta-feira (2) durante a COP 17, em Durban, naÁfrica do Sul.

Menos emissões
O bambu é uma das plantas que mais crescem no planeta e podem ser produzidas em grande quantidade como biomassa. As árvores podem ser colhidas depois de três anos e toda a planta pode ser usada para produzir carvão vegetal, feito através de queima controlada em fornos.

“Sem essa alternativa, o carvão vegetal proveniente da madeira continuará a ser a fonte primária de energia nas próximas décadas, o que acarretaria consequências desastrosas”, explica.

Cientistas preveem que a queima de madeira por famílias africanas vai liberar o equivalente a 6,7 bilhões de toneladas de gases de efeito estufa na atmosfera até 2050. Além disso, a fumaça emitida pela queima mata cerca de 2 milhões de pessoas por ano, principalmente mulheres e crianças. Até 2030, estima-se a morte prematura de 10 milhões de pessoas devido à inalação de gases que vêm da queima da madeira.

Moradora de Gana utiliza bambu para fogueira. Foco de organização é fomentar uso de planta para reduzir desmate de árvores (Foto: Divulgação/Inbar)

Moradora de Gana utiliza bambu para fogueira. Foco de organização é fomentar uso de planta para reduzir desmate de árvores e diminuir emissão de gases (Foto: Divulgação/Inbar)

Fonte: Globo Natureza, São Paulo


26 de julho de 2011 | nenhum comentário »

Investigação detecta uso de carvão ilegal em 36 siderúrgicas de MG e BA

Cadeia de exploração irregular destruía o cerrado e a caatinga, diz Ibama.
Devastação nos biomas causou a perda de 190 km² de floresta.

Balanço de operação para desmontar a cadeia ilegal de produção de carvão para a indústria siderúrgica totaliza 39 pessoas detidas por crimes fiscais e ambientais, além de R$ 84,2 milhões de multas aplicadas, além da apreensão de ferro-gusa (material utilizado para fabricação do aço) em duas siderúrgicas.

Segundo as autoridades, empresas da Bahia e de Minas Gerais exploravam carvão no cerrado e na caatinga.

A investigação, iniciada há um ano, foi executada pelo Ministério Público da Bahia e de Minas Gerais, em parceria com as Polícias Civil e Rodoviária Federal, além do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama).  Ao menos 257 empresas foram inspecionadas e houve a detecção de 36 siderúrgicas que utilizaram material ilegal.

Segundo o Ibama, houve a devastação de 19 mil hectares de floresta nos dois biomas (190 km²), uma área que é quase cinco vezes o tamanho do Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro. A mata nativa derrubada estava no norte de Minas Gerais e no oeste da Bahia. A madeira era utilizada na produção de carvão, vendido a siderúrgicas para ser transformado em ferro-gusa, material empregado na fabricação do aço.

Descoberta
Luciano de Menezes Evaristo, diretor de Proteção Ambiental do Ibama, afirma que a fraude foi descoberta depois de uma análise na falsa operação logística montada para o fornecimento de material. A partir dos dados encontrados no sistema de Documento de Origem Florestal (DOF), foi descoberto um esquema de produção de carvão em Goiás, Mato Grosso e Pará, que depois era transportado para a Bahia e, a partir de lá, distribuído para cidades mineiras.

“Só que essa movimentação logística é inviável. Nos perguntamos o porquê de atravessadores, que eram empresas de fachada instaladas na Bahia, na venda de carvão. O fato chamou a atenção e acabou provocando a operação”, complementa Evaristo.

De acordo com o Ministério Público da Bahia, entre os crimes registrados estão a utilização de fornos ilegais para produção de carvão e o uso de documentação irregular.

Das prisões, 17 foram feitas em cidades mineiras, como a dos dois empresários de duas siderúrgicas detidos na última sexta-feira. Outras 22 detenções ocorreram na Bahia, como a dos sete funcionários da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, suspeitos de serem os responsáveis por fraudar os créditos nos sistemas federal e estadual.

“Isso significa que o polo siderúrgico brasileiro não pode continuar vivendo da exploração de matas nativas da caatinga e do cerrado, biomas considerados frágeis”, afirmou Evaristo. Na próxima quarta-feira, carvoarias devem ser destruídasna Bahia e também no norte de Goiás, dando continuidade à operação.

Carvoaria que funcionava de maneira ilegal em Mato Grosso e que foi fechada durante a operação Corcel Negro (Foto: Divulgação/Ibama)

Carvoaria que funcionava de maneira ilegal em Mato Grosso e que foi fechada durante a operação 'Corcel Negro 2' (Foto: Divulgação/Ibama)

Fonte: Do Globo Natureza, São Paulo


18 de fevereiro de 2011 | nenhum comentário »

Fundação desenvolve carvão “limpo”

Além de reduzir em mais de 60% as emissões de gases de efeito estufa em relação às técnicas hoje empregadas, o novo sistema permite o reaproveitamento dos resíduos do processo

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A Fundação para o Desenvolvimento Tecnológico da Engenharia (FTDE), instituto de pesquisa aplicada fundado por professores da Escola Politécnica (Poli) da Universidade de São Paulo (USP), desenvolveu um sistema de produção de carvão vegetal mais limpo, em circuito fechado.

 

Além de reduzir em mais de 60% as emissões de gases de efeito estufa em relação às técnicas hoje empregadas, o novo sistema permite o reaproveitamento dos resíduos do processo, que podem ser refinados e dar origem a produtos químicos com amplo uso na indústria, como alcatrão, ácido acético e metanol.

 

A unidade-piloto que testará o sistema em escala comercial está prevista para ser construída na região do Vale do Ribeira (SP). Mas faltam recursos para colocá-la em operação, pois o projeto está desde o ano passado em análise pelo BNDES.

Fonte: Jornal da Ciência


10 de fevereiro de 2011 | nenhum comentário »

Ação apreende 2 toneladas de carvão em área de proteção ambiental no Rio

Operação realizada na tarde desta terça-feira (8) por fiscais da Secretaria de Estado do Ambiente do Rio de Janeiro apreendeu mais de 2 toneladas de carvão vegetal irregular e destruiu 7 fornos em uma área de Mata Atlântica em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro.

Durante a ação, que teve apoio da Polícia Florestal, os agentes ambientais apreenderam 6 motosserras, um balão de 30 metros de altura e interditaram o galpão em que o produto estava armazenado, localizado em uma região que deveria ter a natureza protegida por lei.

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Dois homens foram detidos na operação e levados a 60ª delegacia de polícia em Duque de Caxias, onde responderão por crime ambiental. A pena pode chegar a até 8 anos de prisão e os infratores terão de reflorestar a área que destruíram, segundo a secretaria.

De acordo com José Maurício Padrone, coordenador do departamento que combate crimes ambientais na secretaria, são necessários 120 quilos de madeira para produzir um saco de carvão. O volume é equivalente a duas árvores de médio porte no bioma.

Fonte: Globo Natureza






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Carvão de bambu é alternativa ecológica à lenha na África, diz estudo

Parceria da China com países africanos quer fomentar técnica de biomassa.
Material reduziria desmatamento e emissão de gases de efeito estufa.

Uma tecnologia desenvolvida por uma organização da China pode ajudar a alavancar o setor de bioenergia no continente africano, reduzir o ritmo de desmatamento e, consequentemente, o impacto da mudança climática.

A Rede Internacional de Bambu e Rattan (Inbar, na sigla em inglês), organização com sede na Ásia dedicada à redução da pobreza, juntamente com países da África, pretende fomentar o uso do carvão extraído do bambu entre as famílias da região subsaariana para reduzir o uso de madeira para lenha.

Experimentos feitos na Etiópia e em Gana com o carvão de bambu fizeram com que esta biomassa fosse colocada no centro das políticas de energias renováveis.

“O bambu cresce naturalmente em todo o continente e se apresenta como uma alternativa viável, mais limpa e sustentável do que a lenha”, disse J. Coosje Hoogendoorn, diretor geral da Inbar em evento paralelo que ocorreu nesta sexta-feira (2) durante a COP 17, em Durban, naÁfrica do Sul.

Menos emissões
O bambu é uma das plantas que mais crescem no planeta e podem ser produzidas em grande quantidade como biomassa. As árvores podem ser colhidas depois de três anos e toda a planta pode ser usada para produzir carvão vegetal, feito através de queima controlada em fornos.

“Sem essa alternativa, o carvão vegetal proveniente da madeira continuará a ser a fonte primária de energia nas próximas décadas, o que acarretaria consequências desastrosas”, explica.

Cientistas preveem que a queima de madeira por famílias africanas vai liberar o equivalente a 6,7 bilhões de toneladas de gases de efeito estufa na atmosfera até 2050. Além disso, a fumaça emitida pela queima mata cerca de 2 milhões de pessoas por ano, principalmente mulheres e crianças. Até 2030, estima-se a morte prematura de 10 milhões de pessoas devido à inalação de gases que vêm da queima da madeira.

Moradora de Gana utiliza bambu para fogueira. Foco de organização é fomentar uso de planta para reduzir desmate de árvores (Foto: Divulgação/Inbar)

Moradora de Gana utiliza bambu para fogueira. Foco de organização é fomentar uso de planta para reduzir desmate de árvores e diminuir emissão de gases (Foto: Divulgação/Inbar)

Fonte: Globo Natureza, São Paulo


26 de julho de 2011 | nenhum comentário »

Investigação detecta uso de carvão ilegal em 36 siderúrgicas de MG e BA

Cadeia de exploração irregular destruía o cerrado e a caatinga, diz Ibama.
Devastação nos biomas causou a perda de 190 km² de floresta.

Balanço de operação para desmontar a cadeia ilegal de produção de carvão para a indústria siderúrgica totaliza 39 pessoas detidas por crimes fiscais e ambientais, além de R$ 84,2 milhões de multas aplicadas, além da apreensão de ferro-gusa (material utilizado para fabricação do aço) em duas siderúrgicas.

Segundo as autoridades, empresas da Bahia e de Minas Gerais exploravam carvão no cerrado e na caatinga.

A investigação, iniciada há um ano, foi executada pelo Ministério Público da Bahia e de Minas Gerais, em parceria com as Polícias Civil e Rodoviária Federal, além do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama).  Ao menos 257 empresas foram inspecionadas e houve a detecção de 36 siderúrgicas que utilizaram material ilegal.

Segundo o Ibama, houve a devastação de 19 mil hectares de floresta nos dois biomas (190 km²), uma área que é quase cinco vezes o tamanho do Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro. A mata nativa derrubada estava no norte de Minas Gerais e no oeste da Bahia. A madeira era utilizada na produção de carvão, vendido a siderúrgicas para ser transformado em ferro-gusa, material empregado na fabricação do aço.

Descoberta
Luciano de Menezes Evaristo, diretor de Proteção Ambiental do Ibama, afirma que a fraude foi descoberta depois de uma análise na falsa operação logística montada para o fornecimento de material. A partir dos dados encontrados no sistema de Documento de Origem Florestal (DOF), foi descoberto um esquema de produção de carvão em Goiás, Mato Grosso e Pará, que depois era transportado para a Bahia e, a partir de lá, distribuído para cidades mineiras.

“Só que essa movimentação logística é inviável. Nos perguntamos o porquê de atravessadores, que eram empresas de fachada instaladas na Bahia, na venda de carvão. O fato chamou a atenção e acabou provocando a operação”, complementa Evaristo.

De acordo com o Ministério Público da Bahia, entre os crimes registrados estão a utilização de fornos ilegais para produção de carvão e o uso de documentação irregular.

Das prisões, 17 foram feitas em cidades mineiras, como a dos dois empresários de duas siderúrgicas detidos na última sexta-feira. Outras 22 detenções ocorreram na Bahia, como a dos sete funcionários da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, suspeitos de serem os responsáveis por fraudar os créditos nos sistemas federal e estadual.

“Isso significa que o polo siderúrgico brasileiro não pode continuar vivendo da exploração de matas nativas da caatinga e do cerrado, biomas considerados frágeis”, afirmou Evaristo. Na próxima quarta-feira, carvoarias devem ser destruídasna Bahia e também no norte de Goiás, dando continuidade à operação.

Carvoaria que funcionava de maneira ilegal em Mato Grosso e que foi fechada durante a operação Corcel Negro (Foto: Divulgação/Ibama)

Carvoaria que funcionava de maneira ilegal em Mato Grosso e que foi fechada durante a operação 'Corcel Negro 2' (Foto: Divulgação/Ibama)

Fonte: Do Globo Natureza, São Paulo


18 de fevereiro de 2011 | nenhum comentário »

Fundação desenvolve carvão “limpo”

Além de reduzir em mais de 60% as emissões de gases de efeito estufa em relação às técnicas hoje empregadas, o novo sistema permite o reaproveitamento dos resíduos do processo

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A Fundação para o Desenvolvimento Tecnológico da Engenharia (FTDE), instituto de pesquisa aplicada fundado por professores da Escola Politécnica (Poli) da Universidade de São Paulo (USP), desenvolveu um sistema de produção de carvão vegetal mais limpo, em circuito fechado.

 

Além de reduzir em mais de 60% as emissões de gases de efeito estufa em relação às técnicas hoje empregadas, o novo sistema permite o reaproveitamento dos resíduos do processo, que podem ser refinados e dar origem a produtos químicos com amplo uso na indústria, como alcatrão, ácido acético e metanol.

 

A unidade-piloto que testará o sistema em escala comercial está prevista para ser construída na região do Vale do Ribeira (SP). Mas faltam recursos para colocá-la em operação, pois o projeto está desde o ano passado em análise pelo BNDES.

Fonte: Jornal da Ciência


10 de fevereiro de 2011 | nenhum comentário »

Ação apreende 2 toneladas de carvão em área de proteção ambiental no Rio

Operação realizada na tarde desta terça-feira (8) por fiscais da Secretaria de Estado do Ambiente do Rio de Janeiro apreendeu mais de 2 toneladas de carvão vegetal irregular e destruiu 7 fornos em uma área de Mata Atlântica em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro.

Durante a ação, que teve apoio da Polícia Florestal, os agentes ambientais apreenderam 6 motosserras, um balão de 30 metros de altura e interditaram o galpão em que o produto estava armazenado, localizado em uma região que deveria ter a natureza protegida por lei.

watching iron man 2 online

Dois homens foram detidos na operação e levados a 60ª delegacia de polícia em Duque de Caxias, onde responderão por crime ambiental. A pena pode chegar a até 8 anos de prisão e os infratores terão de reflorestar a área que destruíram, segundo a secretaria.

De acordo com José Maurício Padrone, coordenador do departamento que combate crimes ambientais na secretaria, são necessários 120 quilos de madeira para produzir um saco de carvão. O volume é equivalente a duas árvores de médio porte no bioma.

Fonte: Globo Natureza