16 de agosto de 2012 | nenhum comentário »

Queimadas na Mata Atlântica jogam carvão vegetal no oceano

O desmatamento por queimadas na mata Atlântica deixou uma enorme quantidade de carvão vegetal no solo. Segundo pesquisa de Carlos Eduardo de Rezende, biogeoquímico da UEFN (Universidade Estadual do Norte Fluminense), a prática criminosa não destruiu apenas a área verde do Brasil, hoje reduzida a menos de 8% do terreno original, como também pode devastar o resto do ecossistema por milênios.

O estudo, feito em parceria com o centro de estudos alemão Max Planck, descobriu que mais de 2,7 toneladas de carvão vegetal são despejadas no oceano Atlântico todo ano. O grupo liderado por Rezende, que coletou amostras da água do mar a cada duas semanas por 11 anos, entre 1997 e 2008, estima que já foram despejados de 50 mil a 70 mil toneladas do componente no meio marinho.

Segundo o brasileiro, o corte e a queima da vegetação depositaram entre 200 milhões e 500 milhões de toneladas da substância negra na superfície terrestre. Como os sedimentos são levados pela chuva, eles chegam até os rios e, depois, desembocam no oceano. Este processo de limpeza do solo, feito durante a época das tempestades, pode demorar entre 630 e 2.200 anos para terminar.

Por isso, mesmo após quase 40 anos da proibição das queimadas, os vestígios de carvão vegetal ainda são despejados no mar. Sem apontar as consequências reais, o material demonstra que a queimada vai além do ato isolado na área e gera uma reação em cadeia e prejudicial ao restante do ambiente.

Fonte: UOL


2 de dezembro de 2011 | nenhum comentário »

Carvão de bambu é alternativa ecológica à lenha na África, diz estudo

Parceria da China com países africanos quer fomentar técnica de biomassa.
Material reduziria desmatamento e emissão de gases de efeito estufa.

Uma tecnologia desenvolvida por uma organização da China pode ajudar a alavancar o setor de bioenergia no continente africano, reduzir o ritmo de desmatamento e, consequentemente, o impacto da mudança climática.

A Rede Internacional de Bambu e Rattan (Inbar, na sigla em inglês), organização com sede na Ásia dedicada à redução da pobreza, juntamente com países da África, pretende fomentar o uso do carvão extraído do bambu entre as famílias da região subsaariana para reduzir o uso de madeira para lenha.

Experimentos feitos na Etiópia e em Gana com o carvão de bambu fizeram com que esta biomassa fosse colocada no centro das políticas de energias renováveis.

“O bambu cresce naturalmente em todo o continente e se apresenta como uma alternativa viável, mais limpa e sustentável do que a lenha”, disse J. Coosje Hoogendoorn, diretor geral da Inbar em evento paralelo que ocorreu nesta sexta-feira (2) durante a COP 17, em Durban, naÁfrica do Sul.

Menos emissões
O bambu é uma das plantas que mais crescem no planeta e podem ser produzidas em grande quantidade como biomassa. As árvores podem ser colhidas depois de três anos e toda a planta pode ser usada para produzir carvão vegetal, feito através de queima controlada em fornos.

“Sem essa alternativa, o carvão vegetal proveniente da madeira continuará a ser a fonte primária de energia nas próximas décadas, o que acarretaria consequências desastrosas”, explica.

Cientistas preveem que a queima de madeira por famílias africanas vai liberar o equivalente a 6,7 bilhões de toneladas de gases de efeito estufa na atmosfera até 2050. Além disso, a fumaça emitida pela queima mata cerca de 2 milhões de pessoas por ano, principalmente mulheres e crianças. Até 2030, estima-se a morte prematura de 10 milhões de pessoas devido à inalação de gases que vêm da queima da madeira.

Moradora de Gana utiliza bambu para fogueira. Foco de organização é fomentar uso de planta para reduzir desmate de árvores (Foto: Divulgação/Inbar)

Moradora de Gana utiliza bambu para fogueira. Foco de organização é fomentar uso de planta para reduzir desmate de árvores e diminuir emissão de gases (Foto: Divulgação/Inbar)

Fonte: Globo Natureza, São Paulo






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16 de agosto de 2012 | nenhum comentário »

Queimadas na Mata Atlântica jogam carvão vegetal no oceano

O desmatamento por queimadas na mata Atlântica deixou uma enorme quantidade de carvão vegetal no solo. Segundo pesquisa de Carlos Eduardo de Rezende, biogeoquímico da UEFN (Universidade Estadual do Norte Fluminense), a prática criminosa não destruiu apenas a área verde do Brasil, hoje reduzida a menos de 8% do terreno original, como também pode devastar o resto do ecossistema por milênios.

O estudo, feito em parceria com o centro de estudos alemão Max Planck, descobriu que mais de 2,7 toneladas de carvão vegetal são despejadas no oceano Atlântico todo ano. O grupo liderado por Rezende, que coletou amostras da água do mar a cada duas semanas por 11 anos, entre 1997 e 2008, estima que já foram despejados de 50 mil a 70 mil toneladas do componente no meio marinho.

Segundo o brasileiro, o corte e a queima da vegetação depositaram entre 200 milhões e 500 milhões de toneladas da substância negra na superfície terrestre. Como os sedimentos são levados pela chuva, eles chegam até os rios e, depois, desembocam no oceano. Este processo de limpeza do solo, feito durante a época das tempestades, pode demorar entre 630 e 2.200 anos para terminar.

Por isso, mesmo após quase 40 anos da proibição das queimadas, os vestígios de carvão vegetal ainda são despejados no mar. Sem apontar as consequências reais, o material demonstra que a queimada vai além do ato isolado na área e gera uma reação em cadeia e prejudicial ao restante do ambiente.

Fonte: UOL


2 de dezembro de 2011 | nenhum comentário »

Carvão de bambu é alternativa ecológica à lenha na África, diz estudo

Parceria da China com países africanos quer fomentar técnica de biomassa.
Material reduziria desmatamento e emissão de gases de efeito estufa.

Uma tecnologia desenvolvida por uma organização da China pode ajudar a alavancar o setor de bioenergia no continente africano, reduzir o ritmo de desmatamento e, consequentemente, o impacto da mudança climática.

A Rede Internacional de Bambu e Rattan (Inbar, na sigla em inglês), organização com sede na Ásia dedicada à redução da pobreza, juntamente com países da África, pretende fomentar o uso do carvão extraído do bambu entre as famílias da região subsaariana para reduzir o uso de madeira para lenha.

Experimentos feitos na Etiópia e em Gana com o carvão de bambu fizeram com que esta biomassa fosse colocada no centro das políticas de energias renováveis.

“O bambu cresce naturalmente em todo o continente e se apresenta como uma alternativa viável, mais limpa e sustentável do que a lenha”, disse J. Coosje Hoogendoorn, diretor geral da Inbar em evento paralelo que ocorreu nesta sexta-feira (2) durante a COP 17, em Durban, naÁfrica do Sul.

Menos emissões
O bambu é uma das plantas que mais crescem no planeta e podem ser produzidas em grande quantidade como biomassa. As árvores podem ser colhidas depois de três anos e toda a planta pode ser usada para produzir carvão vegetal, feito através de queima controlada em fornos.

“Sem essa alternativa, o carvão vegetal proveniente da madeira continuará a ser a fonte primária de energia nas próximas décadas, o que acarretaria consequências desastrosas”, explica.

Cientistas preveem que a queima de madeira por famílias africanas vai liberar o equivalente a 6,7 bilhões de toneladas de gases de efeito estufa na atmosfera até 2050. Além disso, a fumaça emitida pela queima mata cerca de 2 milhões de pessoas por ano, principalmente mulheres e crianças. Até 2030, estima-se a morte prematura de 10 milhões de pessoas devido à inalação de gases que vêm da queima da madeira.

Moradora de Gana utiliza bambu para fogueira. Foco de organização é fomentar uso de planta para reduzir desmate de árvores (Foto: Divulgação/Inbar)

Moradora de Gana utiliza bambu para fogueira. Foco de organização é fomentar uso de planta para reduzir desmate de árvores e diminuir emissão de gases (Foto: Divulgação/Inbar)

Fonte: Globo Natureza, São Paulo