7 de agosto de 2012 | nenhum comentário »

Comissão debate bem-estar da fauna selvagem

Membros da Comissão Nacional de Animais Selvagens - CNAS

Membros da Comissão Nacional de Animais Selvagens - CNAS Foto: CFMV

“Fomentar o bem-estar da fauna selvagem de vida livre e em cativeiro, fortalecendo a atuação do médico veterinário e do zootecnista nas áreas da conservação da produção de animais selvagens”. Foi com essa visão que, durante os dias 25 e 26 de julho, a Comissão Nacional de Animais Selvagens (CNAS), do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), esteve reunida, na sede do conselho, em Brasília, para discutir estratégias e ações futuras de atuação. A importância do responsável técnico para os animais selvagens, o combate ao tráfico de animais e a criação de comissões de animais selvagens nos conselhos regionais do país foram os principais temas discutidos na reunião.

A comissão apontou a falta de conscientização sobre a importância da atuação dos médicos veterinários e zootecnistas como um dos principais problemas na criação e comercialização de animais selvagens. “A presença dos médicos veterinários e zootecnistas é fundamental para garantir a qualidade de vida dos animais silvestres”, defendeu o presidente da CNSA, Rogério Ribas Lange, médico veterinário do Paraná.

Na avaliação dos integrantes da comissão, não é condenável ter animais selvagens em cativeiro, mas tudo deve ser feito dentro da legalidade. “É necessário esclarecer à sociedade que levar animais encontrados na natureza para casa é ilegal. As pessoas interessadas em criar bichos selvagens em seu domicílio devem procurar cativeiros de origem legal e atender às exigências para criação. Desta forma, elas ajudam na conservação da biodiversidade”, afirmam.

Ao final da reunião, a CNSA adiantou algumas ações necessárias para estimular a criação de comissões de animais selvagens em cada um dos conselhos regionais. “Pretendemos fomentar o reconhecimento e a valorização das classes médica veterinária e zootécnica em todos os estados. Além disso, vamos trabalhar para integrar os órgãos fiscalizadores na regulamentação do setor e atuar junto às universidades para melhorar a qualificação profissional”.

Fonte: CFMV


28 de maio de 2012 | nenhum comentário »

Macacos separados da mãe após nascimento têm mais chances de desenvolver doenças

Estudo promovido por pesquisadores americanos comparou o histórico de saúde de 231 macacos rhesus submetidos a três tipos de criação logo após o nascimento: com a mãe, em grupo e isolados

Um estudo realizado por pesquisadores americanos mostrou que macacos que são separados das mães logo após o nascimento têm maior tendência a desenvolver doenças na vida adulta. O resultado do trabalho foi publicado na edição desta semana da revista PNAS.

Estudos anteriores já tinham mostrado alterações hormonais e no tamanho do cérebro em macacos separados da mãe logo após o nascimento. De acordo com os pesquisadores, nenhum deles mostrou de que forma essas alterações afetam a saúde desses animais. Para chegar a esses resultados, os autores do trabalho analisaram o histórico de saúde de 231 macacos rhesus que foram criados no Instituto Nacional de Saúde, em Maryland, nos Estados Unidos.

Pesquisa — Os pesquisadores distribuíram esses animais em três grupos logo após o nascimento: um deles foi criado pelas mães, outro criado por membros do próprio grupo e um terceiro passava a maior parte do tempo em uma gaiola com uma garrafa de água quente suspensa — a garrafa serve para substituir a presença dos outros membros do grupo — e tinha apenas duas horas diárias com seus companheiros.

Do total de 231 macacos que participaram do estudo, 122 foram criados pelas mães, 57 foram criados junto com o grupo e os outros 52 cresceram sozinhos. A maioria dos animais – 126 – era do sexo masculino.

Os macacos que foram criados pelas mães desde o nascimento conviveram com outros animais do grupo em grandes jaulas. Os outros dois grupos foram criados individualmente durante os 37 primeiros dias em uma espécie de berçário.

Os pesquisadores decidiram dividir em dois o grupo de animais separados da mãe para evitar que a amamentação fosse considerada o único fator de influência sobre o aparecimento ou não de doenças.

Os macacos dos três grupos, todos nascidos no mesmo ano, foram colocados em um único grupo de convívio social quando atingiam idade de 6 meses a 1 ano. Dado que macacos em cativeiro vivem em média 25 anos, a idade desses animais corresponde a até 3 anos da idade humana.

Os macacos que participaram do estudo nasceram entre 2002 e 2007. Cientistas fizeram periodicamente exames físicos e comportamentais desde o nascimento dos macacos até janeiro de 2010. A realização dos exames tinha como objetivo medir tanto a frequência quanto a incidência de distúrbios físicos e comportamentais.

Resultados — Após a análise do histórico de saúde dos grupos, os cientistas concluíram que os machos criados entre seus pares tiveram uma maior propensão de desenvolver um conjunto de doenças do que os macacos criados por suas mães. As doenças apareceram quase duas vezes mais nesse grupo do que naqueles criados com as mães.

Além disso, macacos de ambos os sexos, separados das mães, também tiveram um maior risco de desenvolver distúrbios comportamentais. As fêmeas criadas em grupo tiveram uma maior probabilidade de se machucar e de perder pelos.

“O que mais nos surpreendeu foi que esse quadro é irreversível. Mesmo após um longo período de convívio social (de 2 a 9 anos, dependendo da idade dos macacos), a separação das mães no início da vida foi determinante no quadro de saúde desses animais na idade adulta”, disse Gabriella Conti, uma das autoras do estudo, em entrevista por telefone ao site de VEJA.

Com os resultados, os autores concluíram que, mesmo que animais tenham um convívio social normal mais tarde, o ambiente em que ele cresce logo após o nascimento é determinante para sua saúde e a presença da mãe é fundamental.

CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Primate evidence on the late health effects of early-life adversity

Onde foi divulgada: revista PNAS

Quem fez: Gabriella Contia, Christopher Hansmanb, James J. Heckmanc, Matthew F. X. Novakd, Angela Ruggierod e Stephen J. Suomid

Instituição: Universidade de Chicago e Universidade de Columbia, Nova York.

Dados de amostragem: 231 macacos rhesus em cativeiro

Resultado: macacos que são separados da mãe logo após o nascimento são mais propensos ao desenvolvimento de doenças

Macaco da espécie rhesus

Estudo avaliou o histórico de 231 macacos rhesus criados em cativeiro (China Photos/Getty Images)

Fonte: Veja Ciência


7 de maio de 2012 | nenhum comentário »

Rafael Haddad representa IPEVS e CRMV no I Encontro de Ética , Bioética e Bem-Estar Animal em Bandeirantes.

No início do mês de maio ocorreu o I Encontro de Ética, Bioética e Bem-Estar Animal evento organizado pela APA – Associação Protetora dos Animais e Curso de Medicina Veterinária, evento realizado na UENP – Universidade Estadual do Norte do Paraná – Campus Bandeirantes.

No evento estiveram presentes palestrantes, Médicos Veterinários, que explanaram sobre ética, direitos e bem estar dos animais. O presidente do IPEVS e Médico Veterinário Rafael Haddad encerrou o ciclo de palestras com o tema Bem-Estar de Animais Silvestres em Cativeiro.

Na ocasião a Professora Dr ª Ana Paula M. E. S. Trad, coordenadora do evento, agradeceu a disponibilidade e o auxílio dispensado por Haddad e o CRMV.  Rafael Haddad esteve no evento também como representante do CRMV – PR Conselho Regional de Medicina Veterinária, sendo ele Delegado Regional do CRMV de Cornélio Procópio.

Rafael Haddad Médico Veterinário e presidente do IPEVS realiza palestra de Bem estar de animais silvestres em cativeiro. Foto: IPEVS

 

 

a Professora Dr ª Ana Paula M. E. S. Trad, coordenadora do evento agradeceu a presença de Rafael Haddad, que na ocasião representou o IPEVS e CRMV. Foto: IPEVS

 

Fonte: Ascom IPEVS


8 de março de 2012 | nenhum comentário »

Único gorila macho em cativeiro na América do Sul morre em BH

O gorila Idi Amin, maior atração do zoológico de Belo Horizonte, morreu na manhã desta quarta-feira após uma parada cardiorrespiratória. No momento da morte, o primata, que tinha 37 anos, passava por um procedimento médico de rotina feito por biólogos dentro da jaula em que vivia com outras duas gorilas que chegaram ao zoo no ano passado, vindas da Inglaterra.

A Fundação Zoobotânica, que administra o parque, informou que o animal vinha sendo tratado de um ferimento recente em um dos braços, que estava melhorando aos poucos. No entanto, nas últimas semanas, outras doenças crônicas – como insuficiência renal e osteoartrite – complicaram o quadro de saúde do animal, que passou a sofrer de anemia e desidratação. “Devido à idade avançada e à ação conjunta destas enfermidades, seu estado clínico se agravou gradativamente nas últimas semanas, não apresentando resposta clínica satisfatória ao tratamento intensivo realizado”, disse a fundação em nota.

A entidade afirmou ainda que na manhã desta quarta-feira foi feita uma intervenção farmacológica para a coleta de amostras para novos exames. “Infelizmente, devido ao seu estado já debilitado, Idi apresentou uma parada cardiorrespiratória irreversível e veio a óbito às 11h”. Segundo a Fundação Zoobotânica, ainda hoje será realizada a necropsia do animal. O resultado deve ficar pronto em aproximadamente 30 dias, com o laudo final da causa da morte.

Gorila chegou ao zoo com 2 anos de idade
Idi chegou ao zoo da capital mineira em 1975, com apenas dois anos de idade. Com ele, chegou a gorila Dada, que morreu em 1978 por complicações de uma inflamação no ouvido. Em 1984, a gorila Cleópatra foi inserida no ambiente de Idi, mas, já debilitada, morreu com apenas 14 dias de cativeiro. No ano passado, depois de mais de 27 anos de solidão, Idi Amin recebeu duas novas companheiras. Imbi e Kifta vieram da Fundação John Aspinall, da Inglaterra.

O médico-veterinário e diretor da Fundação Zoobotânica, Carlyle Coelho, contou na época que era uma “vitória muito grande para o zoológico a chegada das duas gorilas. Idi, até então, era o único representante da espécie em cativeiro na América do Sul”. Segundo Coelho, há mais de uma década o zoológico vinha negociando com os ingleses.

Idi Amin chegou a acasalar com as gorilas, mas, segundo a Fundação Zoobotânica, até hoje não foi confirmada a gravidez de nenhuma delas. “Toda a direção e funcionários da FZB-BH estão consternados com a perda de Idi, em especial aqueles que trabalharam ao seu lado ao longo destes 37 anos. Idi será sempre insubstituível”, concluiu a Fundação Zoobotânica em nota à imprensa.

Em setembro, Idi Amin recebeu duas fêmeas após 27 anos de solidão. Foto: Ney Rubens/Especial para Terra

Em setembro, Idi Amin recebeu duas fêmeas após 27 anos de solidão Foto: Ney Rubens/Especial para Terra

Fonte: Portal Terra


13 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Ibama encontra 74 pássaros silvestres em cativeiro no ES

O Ibama encontrou ontem 74 pássaros silvestres no Estado do Espírito Santo em duas operações para verificar se os animais eram mantidos de forma irregular em cativeiro. No total, foram aplicados R$ 103 mil em multas, segundo o órgão.

Em uma das operações, o Ibama encontrou 12 pássaros em um torneio de canto na cidade de Jerônimo Monteiro, no sul do Estado. Segundo os agentes que participaram da operação, alguns aproveitam os torneios, nos quais os pássaros estão em evidência, para realizar negócios. De acordo com o órgão, a atividade é permitida pela lei, desde que seja realizada de forma amadora.

Em outra operação, 62 pássaros foram resgatados de cativeiros ilegais em Jerônimo Monteiro.

Para o chefe do escritório do órgão em Cachoeiro do Itapemirim, Guanadir Gonçalves da Silva Sobrinho, o maior problema foi a descoberta de anilhas (anel fornecido pelo Ibama que fica em torno da pata da ave e onde consta a procedência do animal) falsificadas ou adulteradas pelos criadores.

“Nos casos em que há constatação de que as anilhas são falsas, há ainda a comunicação para a Polícia Federal para apuração do crime de falsificação de selo público”. De acordo com Sobrinho, a pena para esse crime vai de dois a seis anos de prisão.

As aves foram encaminhadas para o Cetas Espírito Santo, para serem tratadas antes da reintegração à natureza. Os criadores irão responder por crime ambiental, podendo pegar de seis meses a um ano de prisão e multa, e estão proibidos de participarem de torneios ou realizarem negociações envolvendo animais.

Pássaros resgatados do cativeiro pelo Ibama no Espírito Santo. 74 aves foram encontradas pelo órgão

Pássaros resgatados do cativeiro pelo Ibama no Espírito Santo. 74 aves foram encontradas pelo órgão. Foto: Divulgação/Ibama

Fonte: Folha.com


26 de dezembro de 2011 | nenhum comentário »

Nova mamadeira para peixes-boi pode agilizar reabilitação de animais

Equipamento criado por veterinário facilita amamentação de filhotes.
Método evita contato humano e pode agilizar reintrodução na natureza.

O cuidado com filhotes de peixes-boi-da-Amazônia (Trichechus inunguis) em cativeiro pode ganhar um novo impulso com a criação de um equipamento que evita o contato dos animais com humanos,  acelerando a reabilitação mamíferos aquáticos para retornar à natureza.

O que era apenas um experimento do veterinário Augusto Bôaviagem, se tornou instrumento indispensável no tratamento da espécie. Ele desenvolveu uma “mamadeira subaquática”, equipamento colocado em uma haste e mergulhado em tanques com os animais, fornecendo fórmula láctea a filhotes de peixe-boi ainda em fase de amamentação que foram encontrados abandonados.

Integrante do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, de Tefé (AM), Bôaviagem percebeu que os exemplares da espécie amazônica eram arredios e viu que os profissionais que trabalham na reabilitação deles tinham muita dificuldade em tratá-los.

“Eles são muito resistentes aos seres humanos e não conseguem usar a mamadeira. Nestes casos, são implantadas sondas para evitar a inanição, mas isto não é aconselhável”, disse.

O motivo deste comportamento é devido à caça predatória que a espécie sofre na Amazônia. “O filhote presencia a mãe sendo morta pelo caçador e fica traumatizado. Quando vai para a reabilitação, e entra em contato novamente com humanos, ele não sabe se isso será bom ou ruim. Esta adaptação demora”, afirma.

Mamadeira subaquática facilita alimentação de filhotes de peixe-boi e evita contato de animais com humanos (Foto: Divulgação)

Novo tipo de mamadeira facilita alimentação de filhotes de peixe-boi e evita contato de animais com humanos (Foto: Divulgação)

Cobaia
O método já utilizado com exemplares de peixe-boi-marinho (Trichechus manatus) em centros de animais localizados na Paraíba, Alagoas, Pernambuco e Rio Grande do Norte. O equipamento despertou o interesse de pesquisadores internacionais devido à redução do contato com humanos.

“O mínimo de contato deve ocorrer durante os processos de reabilitação, que duram cerca de três anos. Em média, cada filhote recebe cinco mamadeiras diárias. Se a cada refeição o tratador evitar o contato, é possível evitar também risco de transmissão de doenças para os espécimes”, afirma o veterinário.

Caça
Segundo Isabel Reis, bióloga da Associação Amigos do Peixe-boi (Ampa), de Manaus (AM), em 2011 o número de exemplares de peixe-boi-da-Amazônia resgatados aumentou se comparado com o ano anterior.

Foram 15, sendo que dois não sobreviveram. Em 2010 foram 13, com duas mortes. A maioria dos casos ocorreu durante o período de forte estiagem na Amazônia, entre os meses de maio e outubro, quando o nível dos rios diminui e facilita a aparição de animais.

“Mas temos que levar em conta que o aumento de ocorrências se deve também a maior conscientização da população. Existem mais denúncias de crimes ambientais. A caça continua acontecendo, mas a cultura de que isto é proibido tem se intensificado mais na região”, afirma.

O peixe-boi-da-Amazônia é considerado ameaçado de extinção devido à caça ilegal. Sua carne é utilizada para o consumo, mesmo com leis proibitivas. O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) abriga na capital do Amazonas o Laboratório de Mamíferos Aquáticos que atualmente trabalha na reabilitação de 52 animais.

Somente neste ano foram nove filhotes de peixe-boi resgatados pela Ampa no Amazonas (Foto: Divulgação/Assessoria Ampa)

Somente neste ano foram 15 filhotes de peixe-boi foram resgatados pela Ampa no Amazonas. Na foto, é feita a alimentação com o método tradicional. (Foto: Divulgação/Assessoria Ampa)

Fonte: Eduardo Carvalho, Globo Natureza, São Paulo


1 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Falsa cobra coral albina nasce com duas cabeças nos EUA

De acordo com biólogo, cobras com duas cabeças vivem até 20 anos em cativeiro

Uma rara cobra falsa coral albina nasceu com duas cabeças em uma incubadora no estado da Flórida, nos Estados Unidos, uma condição que cientistas dizem ser estranha e poria em perigo a sobrevivência do réptil se não estivesse em cativeiro.

“Está documentado que as serpentes de duas cabeças vivem até 20 anos em cativeiro. Com dois cérebros dando comandos a um só corpo, deve ser uma existência confusa. Esta cobra certamente não poderia sobreviver em um ambiente silvestre”, informou nesta segunda-feira o biólogo americano Daniel Parker.

Parker, da Universidade do Centro da Flórida, disse em comunicado que a cobra (Lampropeltis triangulum hondurensis) nasceu na semana passada depois que uma falsa cobra coral pôs ovos há alguns meses.

O cientista ressaltou que a maioria das cobras com duas cabeças têm uma coloração típica, “tornando extremamente rara” esta serpente.

“Esta poderia ser a mais formosa serpente de duas cabeças que existiu”, destacou.

Parker explicou que as serpentes albinas perdem toda a pigmentação, que no caso das falsas corais são as cores vermelha, laranja e branco.

Serpentes albinas perdem toda a pigmentação, que no caso das falsas corais são as cores vermelha, laranja e branco. Foto: EFE

Fonte: EFE


31 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Peixe-boi fêmea vai ajudar os machos na adaptação a ambiente natural no Amazonas

A reintrodução a ambiente natural dos três peixes-bois que estavam em cativeiro (tanque de vidro) no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) realizada na manhã de quinta-feira (27) foi bem sucedida.

A fêmea Iranduba, que estava no cativeiro há apenas um ano, se adaptou rapidamente à nova casa. Os machos Paricatuba e Matupá, que chegaram filhotes ao cativeiro e habitavam o local havia sete anos, optaram por circular nas bordas do lago.

“Ela foi logo explorando o ambiente todo. Já os machos, quando foram soltos, ficaram mais nas beiras. A gente espera que eles imitem o comportamento da fêmea”, disse Vera Silva, pesquisadora do Inpa e conselheira da Associação Amigos do Peixe-Boi (Ampa).

Conforme Vera, que também é chefe do Laboratório dos Mamíferos Aquáticos (LMA) do Inpa, Iranduba será a responsável por ajudar os machos a se adaptar ao local.

“Ela veio para o cativeiro com sete anos, após ficar encalhada em uma área durante a seca. Já tinha experiência em ambiente natural. Os machos ficaram mais tempo no cativeiro”, disse Vera.

A reintrodução dos peixes-bois a um lago localizado no município de Manacapuru é a primeira experiência do Inpa do gênero com animais que estavam em cativeiro.

Espécie que faz parte da lista de extinção, o peixe-boi tem sido uma das maiores vítimas da caça predatória na bacia amazônica. A maioria dos animais resgatados é órfã – geralmente a mãe é abatida por pescadores.

Dois anos atrás, o Inpa realizou uma experiência de reintrodução de animais de cativeiro direto na natureza que não deu muito certo. Dois deles morreram, um ficou doente e outro desapareceu do trabalho de monitoramento.

Temporada – Os três peixes-bois vão ser acompanhados por um biólogo da Ampa, Diogo Souza, e outros dois tratadores, durante um ano, segundo o veterinário da Ampa, Anselmo D´Fonseca.

Neste período, os animais passarão por avaliação clínica periódica. O acesso a eles será facilitado pelo fato da nova casa ser um lago localizado em um antigo criadouro de peixe que havia sido desativado – a área de circulação dos animais tem três hectares. O protótipo de um cinto foi instalado na região da nadadeira dos peixes-bois.

Para ajudar na adaptação e sobrevivência dos animais, moradores e ribeirinhos de comunidades próximo ao lago receberam informações sobre o programa de reintrodução dos peixes-bois no semi-cativeiro.

Os cientistas esperam que os moradores se sensibilizem e se conscientizem acerca dos riscos do animal. “A gente espera envolvê-los neste programa”, disse ele.

Segundo Vera Silva, a opção pelo semicativeiro ocorreu porque trata-se de uma área natural cerca na qual o animal vai se familiarizar com o ambiente.

“A gente espera que ele se adapte ao movimento e a cor da água e com a correnteza também. Eles precisam ter esse conhecimento do ciclo hidrológico antes de serem enviados para a segunda etapa”, disse.

Fonte: A Crítica/ AM


22 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Lontra que vivia em cativeiro é resgatada por biólogos no Amazonas

Animal passará por reabilitação para desenvolver instinto de sobrevivência.
Até o fim deste ano, espécime deve retornar à vida selvagem.

Uma lontra com um ano e seis meses de idade foi resgatada no início desta semana por pesquisadores da Associação Amigos do peixe-boi  (Ampa) e do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) na cidade de Iranduba, vizinha a Manaus (AM).

O animal foi encontrado em um vilarejo do município ribeirinho e era alimentado por moradores. De acordo com a bióloga Patrícia Farias, da Ampa, a lontra foi criada em um sítio desde que nasceu.

Entretanto, o animal cresceu e começou a atrapalhar o plantio de hortaliças do dono da propriedade, que decidiu libertar o espécime. “Por ter sido criada como animal de estimação, já havia se adaptado ao modo de vida de cativeiro. Não desenvolveu a habilidade de caçar, só come alimentos mortos, como peixe, e que é fornecido por humanos”, disse Patrícia.

O foco da Ampa agora é a reabilitação do animal, para que ele fique o menor tempo possível sob os cuidados da organização ambiental e volte para a natureza capaz de sobreviver sozinho. “Vamos implantar um rádio-transmissor durante o período de tratamento. A nossa intenção é soltar o animal na floresta até o final do ano”, disse.

Lontra resgatada de vilarejo na floresta amazônica. Animal passará por reabilitação antes de ser solto (Foto: Divulgação/Ampa)

Lontra resgatada de vilarejo na floresta amazônica. Animal passará por reabilitação antes de ser solto (Foto: Divulgação/Ampa)

Fonte: Globo Natureza, São Paulo


18 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Polícia Militar apreende aves mantidas em cativeiro na Grande BH

Quatro pássaros foram encontrados em sítio de Brumadinho.
Entre eles, havia um mutum, espécie ameaçada de extinção.

A Polícia Militar de Meio Ambiente apreendeu, nesta quarta-feira (17), aves da fauna silvestre brasileira que estavam presas em um cativeiro, em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Uma arara-canindé, um mutum e dois papagaios foram encontrados no local. A apreensão foi realizada após uma denúncia anônima. Eles estavam presos em um sítio da cidade.

De acordo com informações da Fundação Biodiversitas, o Mutum, uma das aves apreendidas no local, é um animal ameaçado de extinção. Os pássaros foram encaminhados ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

A polícia não informou se foram efetuadas prisões.

Arara-canindé foi encontrada em cativeiro (Foto: Polícia Militar do Meio Ambiente/Divulgação)

Arara-canindé foi encontrada em cativeiro (Foto: Polícia Militar do Meio Ambiente/Divulgação)

Fonte: Do G1, MG


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7 de agosto de 2012 | nenhum comentário »

Comissão debate bem-estar da fauna selvagem

Membros da Comissão Nacional de Animais Selvagens - CNAS

Membros da Comissão Nacional de Animais Selvagens - CNAS Foto: CFMV

“Fomentar o bem-estar da fauna selvagem de vida livre e em cativeiro, fortalecendo a atuação do médico veterinário e do zootecnista nas áreas da conservação da produção de animais selvagens”. Foi com essa visão que, durante os dias 25 e 26 de julho, a Comissão Nacional de Animais Selvagens (CNAS), do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), esteve reunida, na sede do conselho, em Brasília, para discutir estratégias e ações futuras de atuação. A importância do responsável técnico para os animais selvagens, o combate ao tráfico de animais e a criação de comissões de animais selvagens nos conselhos regionais do país foram os principais temas discutidos na reunião.

A comissão apontou a falta de conscientização sobre a importância da atuação dos médicos veterinários e zootecnistas como um dos principais problemas na criação e comercialização de animais selvagens. “A presença dos médicos veterinários e zootecnistas é fundamental para garantir a qualidade de vida dos animais silvestres”, defendeu o presidente da CNSA, Rogério Ribas Lange, médico veterinário do Paraná.

Na avaliação dos integrantes da comissão, não é condenável ter animais selvagens em cativeiro, mas tudo deve ser feito dentro da legalidade. “É necessário esclarecer à sociedade que levar animais encontrados na natureza para casa é ilegal. As pessoas interessadas em criar bichos selvagens em seu domicílio devem procurar cativeiros de origem legal e atender às exigências para criação. Desta forma, elas ajudam na conservação da biodiversidade”, afirmam.

Ao final da reunião, a CNSA adiantou algumas ações necessárias para estimular a criação de comissões de animais selvagens em cada um dos conselhos regionais. “Pretendemos fomentar o reconhecimento e a valorização das classes médica veterinária e zootécnica em todos os estados. Além disso, vamos trabalhar para integrar os órgãos fiscalizadores na regulamentação do setor e atuar junto às universidades para melhorar a qualificação profissional”.

Fonte: CFMV


28 de maio de 2012 | nenhum comentário »

Macacos separados da mãe após nascimento têm mais chances de desenvolver doenças

Estudo promovido por pesquisadores americanos comparou o histórico de saúde de 231 macacos rhesus submetidos a três tipos de criação logo após o nascimento: com a mãe, em grupo e isolados

Um estudo realizado por pesquisadores americanos mostrou que macacos que são separados das mães logo após o nascimento têm maior tendência a desenvolver doenças na vida adulta. O resultado do trabalho foi publicado na edição desta semana da revista PNAS.

Estudos anteriores já tinham mostrado alterações hormonais e no tamanho do cérebro em macacos separados da mãe logo após o nascimento. De acordo com os pesquisadores, nenhum deles mostrou de que forma essas alterações afetam a saúde desses animais. Para chegar a esses resultados, os autores do trabalho analisaram o histórico de saúde de 231 macacos rhesus que foram criados no Instituto Nacional de Saúde, em Maryland, nos Estados Unidos.

Pesquisa — Os pesquisadores distribuíram esses animais em três grupos logo após o nascimento: um deles foi criado pelas mães, outro criado por membros do próprio grupo e um terceiro passava a maior parte do tempo em uma gaiola com uma garrafa de água quente suspensa — a garrafa serve para substituir a presença dos outros membros do grupo — e tinha apenas duas horas diárias com seus companheiros.

Do total de 231 macacos que participaram do estudo, 122 foram criados pelas mães, 57 foram criados junto com o grupo e os outros 52 cresceram sozinhos. A maioria dos animais – 126 – era do sexo masculino.

Os macacos que foram criados pelas mães desde o nascimento conviveram com outros animais do grupo em grandes jaulas. Os outros dois grupos foram criados individualmente durante os 37 primeiros dias em uma espécie de berçário.

Os pesquisadores decidiram dividir em dois o grupo de animais separados da mãe para evitar que a amamentação fosse considerada o único fator de influência sobre o aparecimento ou não de doenças.

Os macacos dos três grupos, todos nascidos no mesmo ano, foram colocados em um único grupo de convívio social quando atingiam idade de 6 meses a 1 ano. Dado que macacos em cativeiro vivem em média 25 anos, a idade desses animais corresponde a até 3 anos da idade humana.

Os macacos que participaram do estudo nasceram entre 2002 e 2007. Cientistas fizeram periodicamente exames físicos e comportamentais desde o nascimento dos macacos até janeiro de 2010. A realização dos exames tinha como objetivo medir tanto a frequência quanto a incidência de distúrbios físicos e comportamentais.

Resultados — Após a análise do histórico de saúde dos grupos, os cientistas concluíram que os machos criados entre seus pares tiveram uma maior propensão de desenvolver um conjunto de doenças do que os macacos criados por suas mães. As doenças apareceram quase duas vezes mais nesse grupo do que naqueles criados com as mães.

Além disso, macacos de ambos os sexos, separados das mães, também tiveram um maior risco de desenvolver distúrbios comportamentais. As fêmeas criadas em grupo tiveram uma maior probabilidade de se machucar e de perder pelos.

“O que mais nos surpreendeu foi que esse quadro é irreversível. Mesmo após um longo período de convívio social (de 2 a 9 anos, dependendo da idade dos macacos), a separação das mães no início da vida foi determinante no quadro de saúde desses animais na idade adulta”, disse Gabriella Conti, uma das autoras do estudo, em entrevista por telefone ao site de VEJA.

Com os resultados, os autores concluíram que, mesmo que animais tenham um convívio social normal mais tarde, o ambiente em que ele cresce logo após o nascimento é determinante para sua saúde e a presença da mãe é fundamental.

CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Primate evidence on the late health effects of early-life adversity

Onde foi divulgada: revista PNAS

Quem fez: Gabriella Contia, Christopher Hansmanb, James J. Heckmanc, Matthew F. X. Novakd, Angela Ruggierod e Stephen J. Suomid

Instituição: Universidade de Chicago e Universidade de Columbia, Nova York.

Dados de amostragem: 231 macacos rhesus em cativeiro

Resultado: macacos que são separados da mãe logo após o nascimento são mais propensos ao desenvolvimento de doenças

Macaco da espécie rhesus

Estudo avaliou o histórico de 231 macacos rhesus criados em cativeiro (China Photos/Getty Images)

Fonte: Veja Ciência


7 de maio de 2012 | nenhum comentário »

Rafael Haddad representa IPEVS e CRMV no I Encontro de Ética , Bioética e Bem-Estar Animal em Bandeirantes.

No início do mês de maio ocorreu o I Encontro de Ética, Bioética e Bem-Estar Animal evento organizado pela APA – Associação Protetora dos Animais e Curso de Medicina Veterinária, evento realizado na UENP – Universidade Estadual do Norte do Paraná – Campus Bandeirantes.

No evento estiveram presentes palestrantes, Médicos Veterinários, que explanaram sobre ética, direitos e bem estar dos animais. O presidente do IPEVS e Médico Veterinário Rafael Haddad encerrou o ciclo de palestras com o tema Bem-Estar de Animais Silvestres em Cativeiro.

Na ocasião a Professora Dr ª Ana Paula M. E. S. Trad, coordenadora do evento, agradeceu a disponibilidade e o auxílio dispensado por Haddad e o CRMV.  Rafael Haddad esteve no evento também como representante do CRMV – PR Conselho Regional de Medicina Veterinária, sendo ele Delegado Regional do CRMV de Cornélio Procópio.

Rafael Haddad Médico Veterinário e presidente do IPEVS realiza palestra de Bem estar de animais silvestres em cativeiro. Foto: IPEVS

 

 

a Professora Dr ª Ana Paula M. E. S. Trad, coordenadora do evento agradeceu a presença de Rafael Haddad, que na ocasião representou o IPEVS e CRMV. Foto: IPEVS

 

Fonte: Ascom IPEVS


8 de março de 2012 | nenhum comentário »

Único gorila macho em cativeiro na América do Sul morre em BH

O gorila Idi Amin, maior atração do zoológico de Belo Horizonte, morreu na manhã desta quarta-feira após uma parada cardiorrespiratória. No momento da morte, o primata, que tinha 37 anos, passava por um procedimento médico de rotina feito por biólogos dentro da jaula em que vivia com outras duas gorilas que chegaram ao zoo no ano passado, vindas da Inglaterra.

A Fundação Zoobotânica, que administra o parque, informou que o animal vinha sendo tratado de um ferimento recente em um dos braços, que estava melhorando aos poucos. No entanto, nas últimas semanas, outras doenças crônicas – como insuficiência renal e osteoartrite – complicaram o quadro de saúde do animal, que passou a sofrer de anemia e desidratação. “Devido à idade avançada e à ação conjunta destas enfermidades, seu estado clínico se agravou gradativamente nas últimas semanas, não apresentando resposta clínica satisfatória ao tratamento intensivo realizado”, disse a fundação em nota.

A entidade afirmou ainda que na manhã desta quarta-feira foi feita uma intervenção farmacológica para a coleta de amostras para novos exames. “Infelizmente, devido ao seu estado já debilitado, Idi apresentou uma parada cardiorrespiratória irreversível e veio a óbito às 11h”. Segundo a Fundação Zoobotânica, ainda hoje será realizada a necropsia do animal. O resultado deve ficar pronto em aproximadamente 30 dias, com o laudo final da causa da morte.

Gorila chegou ao zoo com 2 anos de idade
Idi chegou ao zoo da capital mineira em 1975, com apenas dois anos de idade. Com ele, chegou a gorila Dada, que morreu em 1978 por complicações de uma inflamação no ouvido. Em 1984, a gorila Cleópatra foi inserida no ambiente de Idi, mas, já debilitada, morreu com apenas 14 dias de cativeiro. No ano passado, depois de mais de 27 anos de solidão, Idi Amin recebeu duas novas companheiras. Imbi e Kifta vieram da Fundação John Aspinall, da Inglaterra.

O médico-veterinário e diretor da Fundação Zoobotânica, Carlyle Coelho, contou na época que era uma “vitória muito grande para o zoológico a chegada das duas gorilas. Idi, até então, era o único representante da espécie em cativeiro na América do Sul”. Segundo Coelho, há mais de uma década o zoológico vinha negociando com os ingleses.

Idi Amin chegou a acasalar com as gorilas, mas, segundo a Fundação Zoobotânica, até hoje não foi confirmada a gravidez de nenhuma delas. “Toda a direção e funcionários da FZB-BH estão consternados com a perda de Idi, em especial aqueles que trabalharam ao seu lado ao longo destes 37 anos. Idi será sempre insubstituível”, concluiu a Fundação Zoobotânica em nota à imprensa.

Em setembro, Idi Amin recebeu duas fêmeas após 27 anos de solidão. Foto: Ney Rubens/Especial para Terra

Em setembro, Idi Amin recebeu duas fêmeas após 27 anos de solidão Foto: Ney Rubens/Especial para Terra

Fonte: Portal Terra


13 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Ibama encontra 74 pássaros silvestres em cativeiro no ES

O Ibama encontrou ontem 74 pássaros silvestres no Estado do Espírito Santo em duas operações para verificar se os animais eram mantidos de forma irregular em cativeiro. No total, foram aplicados R$ 103 mil em multas, segundo o órgão.

Em uma das operações, o Ibama encontrou 12 pássaros em um torneio de canto na cidade de Jerônimo Monteiro, no sul do Estado. Segundo os agentes que participaram da operação, alguns aproveitam os torneios, nos quais os pássaros estão em evidência, para realizar negócios. De acordo com o órgão, a atividade é permitida pela lei, desde que seja realizada de forma amadora.

Em outra operação, 62 pássaros foram resgatados de cativeiros ilegais em Jerônimo Monteiro.

Para o chefe do escritório do órgão em Cachoeiro do Itapemirim, Guanadir Gonçalves da Silva Sobrinho, o maior problema foi a descoberta de anilhas (anel fornecido pelo Ibama que fica em torno da pata da ave e onde consta a procedência do animal) falsificadas ou adulteradas pelos criadores.

“Nos casos em que há constatação de que as anilhas são falsas, há ainda a comunicação para a Polícia Federal para apuração do crime de falsificação de selo público”. De acordo com Sobrinho, a pena para esse crime vai de dois a seis anos de prisão.

As aves foram encaminhadas para o Cetas Espírito Santo, para serem tratadas antes da reintegração à natureza. Os criadores irão responder por crime ambiental, podendo pegar de seis meses a um ano de prisão e multa, e estão proibidos de participarem de torneios ou realizarem negociações envolvendo animais.

Pássaros resgatados do cativeiro pelo Ibama no Espírito Santo. 74 aves foram encontradas pelo órgão

Pássaros resgatados do cativeiro pelo Ibama no Espírito Santo. 74 aves foram encontradas pelo órgão. Foto: Divulgação/Ibama

Fonte: Folha.com


26 de dezembro de 2011 | nenhum comentário »

Nova mamadeira para peixes-boi pode agilizar reabilitação de animais

Equipamento criado por veterinário facilita amamentação de filhotes.
Método evita contato humano e pode agilizar reintrodução na natureza.

O cuidado com filhotes de peixes-boi-da-Amazônia (Trichechus inunguis) em cativeiro pode ganhar um novo impulso com a criação de um equipamento que evita o contato dos animais com humanos,  acelerando a reabilitação mamíferos aquáticos para retornar à natureza.

O que era apenas um experimento do veterinário Augusto Bôaviagem, se tornou instrumento indispensável no tratamento da espécie. Ele desenvolveu uma “mamadeira subaquática”, equipamento colocado em uma haste e mergulhado em tanques com os animais, fornecendo fórmula láctea a filhotes de peixe-boi ainda em fase de amamentação que foram encontrados abandonados.

Integrante do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, de Tefé (AM), Bôaviagem percebeu que os exemplares da espécie amazônica eram arredios e viu que os profissionais que trabalham na reabilitação deles tinham muita dificuldade em tratá-los.

“Eles são muito resistentes aos seres humanos e não conseguem usar a mamadeira. Nestes casos, são implantadas sondas para evitar a inanição, mas isto não é aconselhável”, disse.

O motivo deste comportamento é devido à caça predatória que a espécie sofre na Amazônia. “O filhote presencia a mãe sendo morta pelo caçador e fica traumatizado. Quando vai para a reabilitação, e entra em contato novamente com humanos, ele não sabe se isso será bom ou ruim. Esta adaptação demora”, afirma.

Mamadeira subaquática facilita alimentação de filhotes de peixe-boi e evita contato de animais com humanos (Foto: Divulgação)

Novo tipo de mamadeira facilita alimentação de filhotes de peixe-boi e evita contato de animais com humanos (Foto: Divulgação)

Cobaia
O método já utilizado com exemplares de peixe-boi-marinho (Trichechus manatus) em centros de animais localizados na Paraíba, Alagoas, Pernambuco e Rio Grande do Norte. O equipamento despertou o interesse de pesquisadores internacionais devido à redução do contato com humanos.

“O mínimo de contato deve ocorrer durante os processos de reabilitação, que duram cerca de três anos. Em média, cada filhote recebe cinco mamadeiras diárias. Se a cada refeição o tratador evitar o contato, é possível evitar também risco de transmissão de doenças para os espécimes”, afirma o veterinário.

Caça
Segundo Isabel Reis, bióloga da Associação Amigos do Peixe-boi (Ampa), de Manaus (AM), em 2011 o número de exemplares de peixe-boi-da-Amazônia resgatados aumentou se comparado com o ano anterior.

Foram 15, sendo que dois não sobreviveram. Em 2010 foram 13, com duas mortes. A maioria dos casos ocorreu durante o período de forte estiagem na Amazônia, entre os meses de maio e outubro, quando o nível dos rios diminui e facilita a aparição de animais.

“Mas temos que levar em conta que o aumento de ocorrências se deve também a maior conscientização da população. Existem mais denúncias de crimes ambientais. A caça continua acontecendo, mas a cultura de que isto é proibido tem se intensificado mais na região”, afirma.

O peixe-boi-da-Amazônia é considerado ameaçado de extinção devido à caça ilegal. Sua carne é utilizada para o consumo, mesmo com leis proibitivas. O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) abriga na capital do Amazonas o Laboratório de Mamíferos Aquáticos que atualmente trabalha na reabilitação de 52 animais.

Somente neste ano foram nove filhotes de peixe-boi resgatados pela Ampa no Amazonas (Foto: Divulgação/Assessoria Ampa)

Somente neste ano foram 15 filhotes de peixe-boi foram resgatados pela Ampa no Amazonas. Na foto, é feita a alimentação com o método tradicional. (Foto: Divulgação/Assessoria Ampa)

Fonte: Eduardo Carvalho, Globo Natureza, São Paulo


1 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Falsa cobra coral albina nasce com duas cabeças nos EUA

De acordo com biólogo, cobras com duas cabeças vivem até 20 anos em cativeiro

Uma rara cobra falsa coral albina nasceu com duas cabeças em uma incubadora no estado da Flórida, nos Estados Unidos, uma condição que cientistas dizem ser estranha e poria em perigo a sobrevivência do réptil se não estivesse em cativeiro.

“Está documentado que as serpentes de duas cabeças vivem até 20 anos em cativeiro. Com dois cérebros dando comandos a um só corpo, deve ser uma existência confusa. Esta cobra certamente não poderia sobreviver em um ambiente silvestre”, informou nesta segunda-feira o biólogo americano Daniel Parker.

Parker, da Universidade do Centro da Flórida, disse em comunicado que a cobra (Lampropeltis triangulum hondurensis) nasceu na semana passada depois que uma falsa cobra coral pôs ovos há alguns meses.

O cientista ressaltou que a maioria das cobras com duas cabeças têm uma coloração típica, “tornando extremamente rara” esta serpente.

“Esta poderia ser a mais formosa serpente de duas cabeças que existiu”, destacou.

Parker explicou que as serpentes albinas perdem toda a pigmentação, que no caso das falsas corais são as cores vermelha, laranja e branco.

Serpentes albinas perdem toda a pigmentação, que no caso das falsas corais são as cores vermelha, laranja e branco. Foto: EFE

Fonte: EFE


31 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Peixe-boi fêmea vai ajudar os machos na adaptação a ambiente natural no Amazonas

A reintrodução a ambiente natural dos três peixes-bois que estavam em cativeiro (tanque de vidro) no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) realizada na manhã de quinta-feira (27) foi bem sucedida.

A fêmea Iranduba, que estava no cativeiro há apenas um ano, se adaptou rapidamente à nova casa. Os machos Paricatuba e Matupá, que chegaram filhotes ao cativeiro e habitavam o local havia sete anos, optaram por circular nas bordas do lago.

“Ela foi logo explorando o ambiente todo. Já os machos, quando foram soltos, ficaram mais nas beiras. A gente espera que eles imitem o comportamento da fêmea”, disse Vera Silva, pesquisadora do Inpa e conselheira da Associação Amigos do Peixe-Boi (Ampa).

Conforme Vera, que também é chefe do Laboratório dos Mamíferos Aquáticos (LMA) do Inpa, Iranduba será a responsável por ajudar os machos a se adaptar ao local.

“Ela veio para o cativeiro com sete anos, após ficar encalhada em uma área durante a seca. Já tinha experiência em ambiente natural. Os machos ficaram mais tempo no cativeiro”, disse Vera.

A reintrodução dos peixes-bois a um lago localizado no município de Manacapuru é a primeira experiência do Inpa do gênero com animais que estavam em cativeiro.

Espécie que faz parte da lista de extinção, o peixe-boi tem sido uma das maiores vítimas da caça predatória na bacia amazônica. A maioria dos animais resgatados é órfã – geralmente a mãe é abatida por pescadores.

Dois anos atrás, o Inpa realizou uma experiência de reintrodução de animais de cativeiro direto na natureza que não deu muito certo. Dois deles morreram, um ficou doente e outro desapareceu do trabalho de monitoramento.

Temporada – Os três peixes-bois vão ser acompanhados por um biólogo da Ampa, Diogo Souza, e outros dois tratadores, durante um ano, segundo o veterinário da Ampa, Anselmo D´Fonseca.

Neste período, os animais passarão por avaliação clínica periódica. O acesso a eles será facilitado pelo fato da nova casa ser um lago localizado em um antigo criadouro de peixe que havia sido desativado – a área de circulação dos animais tem três hectares. O protótipo de um cinto foi instalado na região da nadadeira dos peixes-bois.

Para ajudar na adaptação e sobrevivência dos animais, moradores e ribeirinhos de comunidades próximo ao lago receberam informações sobre o programa de reintrodução dos peixes-bois no semi-cativeiro.

Os cientistas esperam que os moradores se sensibilizem e se conscientizem acerca dos riscos do animal. “A gente espera envolvê-los neste programa”, disse ele.

Segundo Vera Silva, a opção pelo semicativeiro ocorreu porque trata-se de uma área natural cerca na qual o animal vai se familiarizar com o ambiente.

“A gente espera que ele se adapte ao movimento e a cor da água e com a correnteza também. Eles precisam ter esse conhecimento do ciclo hidrológico antes de serem enviados para a segunda etapa”, disse.

Fonte: A Crítica/ AM


22 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Lontra que vivia em cativeiro é resgatada por biólogos no Amazonas

Animal passará por reabilitação para desenvolver instinto de sobrevivência.
Até o fim deste ano, espécime deve retornar à vida selvagem.

Uma lontra com um ano e seis meses de idade foi resgatada no início desta semana por pesquisadores da Associação Amigos do peixe-boi  (Ampa) e do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) na cidade de Iranduba, vizinha a Manaus (AM).

O animal foi encontrado em um vilarejo do município ribeirinho e era alimentado por moradores. De acordo com a bióloga Patrícia Farias, da Ampa, a lontra foi criada em um sítio desde que nasceu.

Entretanto, o animal cresceu e começou a atrapalhar o plantio de hortaliças do dono da propriedade, que decidiu libertar o espécime. “Por ter sido criada como animal de estimação, já havia se adaptado ao modo de vida de cativeiro. Não desenvolveu a habilidade de caçar, só come alimentos mortos, como peixe, e que é fornecido por humanos”, disse Patrícia.

O foco da Ampa agora é a reabilitação do animal, para que ele fique o menor tempo possível sob os cuidados da organização ambiental e volte para a natureza capaz de sobreviver sozinho. “Vamos implantar um rádio-transmissor durante o período de tratamento. A nossa intenção é soltar o animal na floresta até o final do ano”, disse.

Lontra resgatada de vilarejo na floresta amazônica. Animal passará por reabilitação antes de ser solto (Foto: Divulgação/Ampa)

Lontra resgatada de vilarejo na floresta amazônica. Animal passará por reabilitação antes de ser solto (Foto: Divulgação/Ampa)

Fonte: Globo Natureza, São Paulo


18 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Polícia Militar apreende aves mantidas em cativeiro na Grande BH

Quatro pássaros foram encontrados em sítio de Brumadinho.
Entre eles, havia um mutum, espécie ameaçada de extinção.

A Polícia Militar de Meio Ambiente apreendeu, nesta quarta-feira (17), aves da fauna silvestre brasileira que estavam presas em um cativeiro, em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Uma arara-canindé, um mutum e dois papagaios foram encontrados no local. A apreensão foi realizada após uma denúncia anônima. Eles estavam presos em um sítio da cidade.

De acordo com informações da Fundação Biodiversitas, o Mutum, uma das aves apreendidas no local, é um animal ameaçado de extinção. Os pássaros foram encaminhados ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

A polícia não informou se foram efetuadas prisões.

Arara-canindé foi encontrada em cativeiro (Foto: Polícia Militar do Meio Ambiente/Divulgação)

Arara-canindé foi encontrada em cativeiro (Foto: Polícia Militar do Meio Ambiente/Divulgação)

Fonte: Do G1, MG


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