6 de novembro de 2012 | nenhum comentário »

Cérebro de tubarões processa estímulos visuais de forma similar ao humano

Pesquisa sugere o uso de sinalizações visuais para prevenir ataques

Nos últimos dez meses, cinco mortes ocorreram na Austrália por ataques de tubarões brancos, que costumam aparecer em áreas bastante próximas da costa do país. Os resultados de uma pesquisa desenvolvida pela Universidade da Austrália Ocidental sugerem uma nova abordagem para proteger os banhistas. O estudo de Kara Yopak, da escola de Biologia Animal da universidade, descobriu que o cérebro dos tubarões tem certas semelhanças com os de humano e que a visão é de grande importância, indicando que uma simples sinalização pode ajudar a afugentar o animal.

“Nos grandes tubarões brancos, a área do cérebro que recebe sinais visuais é bastante grande, o que sugere que a visão nesses animais tem muita importância”, disse Kara ao site da universidade. “A descoberta poderia direcionar o esforço dos pesquisadores no desenvolvimento de técnicas especificamente direcionadas aos olhos dos tubarões.”

Muitos dos meios repelentes utilizados atualmente são ondas eletromagnéticas que se dirigem a sensores que existem no focinho do tubarão. É uma técnica eficaz, mas que não funciona em todas as situações. De acordo com Kara, a nova técnica para repelir os tubarões poderia ser tão simples quanto colocar determinadas marcas visuais nas pranchas de surfe ou na roupa dos surfistas. “Um tubarão pode reconhecer a marca de uma serpente-marinha venenosa e ir embora. E nós podemos usar essa informação para elaborar uma reação”, afirma.

O artigo figura numa edição especial (chamada de O Sistema Nervoso em Peixes cartilaginosos) do periódico científico Brain, Behavior and Evolution. Outros artigos apontam mais semelhanças entre o cérebro humano e o de tubarões. “Um trabalho mostra que o cerebelo, que apareceu pela primeira vez nos tubarões, é um importante avanço evolutivo que pavimentou o caminho de funções neurais mais avançadas nos vertebrados, inclusive em humanos”, explica.

Até pouco tempo atrás, acreditava-se os peixes cartilaginosos, como os tubarões, tinham cérebros consideravelmente simples. “Esta coleção de artigos mostrou que estes peixes possuem uma bateria de sistemas sensoriais extremamente desenvolvidos, cérebros relativamente grandes e complexas características neuromorfológicas”, escreve a pesquisadora.

As técnicas usadas atualmente para afastar o perigo dos tubarões é eficaz, mas não funciona em todas as situações

As técnicas usadas atualmente para afastar o perigo dos tubarões são eficazes, mas não funciona em todas as situações (Mustafa Ozer/AFP)

Fonte: Veja Ciência


9 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Animais também têm consciência, dizem neurocientistas

Pesquisadores publicaram manifesto mostrando que, com base na análise de ondas cerebrais, não há como dizer que só seres humanos têm consciência

Um grupo de 13 neurocientistas, incluindo o canadense Philip Low, criador do iBrain, dispositivo que vai ajudar o físico Stephen Hawking a se comunicar usando a mente, assinou uma declaração neste sábado em Cambridge, na Inglaterra, afirmando que alguns animais, como pássaros, macacos, elefantes, golfinhos, polvos, cães e gatos, possuem consciência, assim como os seres humanos. É a primeira vez que um grupo de especialistas da área se reúne para emitir um comunicado formal admitindo que os seres humanos não são os únicos a gozarem de consciência, segundo apontou Low, que também é professor do MIT (Massachusetts Institute of Technology, nos EUA).

O anúncio foi feito durante a Francis Crick Memorial Conference, na Universidade Cambridge, na Inglaterra. Treze especialistas se reuniram para apresentar os últimos resultados científicos em pesquisas que tentam reinterpretar a consciência. Os cientistas pretendem mostrar que ao analisar o sinal cerebral de humanos e outros animais, é possível encontrar semelhanças básicas. ”A neurociência está evoluindo rapidamente por causa do avanço tecnológico e por isso precisamos tirar novas conclusões”, disse Low. “As evidências mostram que os seres humanos não são os únicos a apresentarem estados mentais, sentimentos, ações intencionais e inteligência”, afirmou. “Está na hora de tirarmos novas conclusões usando os novos dados a que a ciência tem acesso.”

iBrain - O físico Stephen Hawking faria uma aparição durante a conferência para demonstrar a tecnologia do iBrain, um dispositivo que o ajudará a se comunicar utilizando a mentemas não compareceu. Em comunicado, lamentou sua falta e disse apoiar a iniciativa dos cientistas. Hawking é vítima de uma doença degenerativa que o deixou completamente paralisado ao longo de seus 70 anos de vida. Ele é o sobrevivente de maior longevidade da Esclerose Lateral Amiotrófica, uma rara doença que acaba com o movimento dos músculos e provoca a morte do paciente alguns anos depois de diagnosticada – e, no entanto, o físico já convive com a doença desde os 21 anos.

"É a primeira vez que um grupo de cientistas se manifesta formalmente quanto à existência da consciência em animais", diz o neurocientista Philip Low

"É a primeira vez que um grupo de cientistas se manifesta formalmente quanto à existência da consciência em animais", diz o neurocientista Philip Low (China Photos/Getty Images)

Fonte: Veja Ciência


10 de maio de 2012 | nenhum comentário »

Animal marinho anda como os humanos, diz pesquisa

Apesar de não ter cérebro, estrela-quebradiça se move de forma simétrica.
Mecanismo depende de um ponto central para criar o movimento.

Um biólogo da Universidade Brown, em Providence, nos Estados Unidos, descobriu que um tipo de animal marinho, conhecido como ofiuroide e popularmente chamado de estrela-quebradiça, se locomove de forma semelhante aos humanos. Os resultados foram publicados na revista científica “Journal of Experimental Biology”, nesta quinta-feira (10).

Ao estudar esses animais marinhos, que possuem cinco braços bem finos, longos e frágeis, o biólogo evolucionista Henry Astley, observou que, apesar da espécie não ter cérebro, ela consegue se mover de forma simétrica, assim como fazem os humanos.

O exosqueleto dos ofiuroides é composto por minúsculos ossos de carbonato de cálcio, fundidos no disco central e articulados entre si nos braços. Essa composição faz com que as braços se desintegrem com facilidade, por isso o nome de “estrelas quebradiças”.

Muitos animais e os humanos são bilateralmente simétricos, isto é, o corpo é dividido em metades correspondentes, a partir de uma linha no centro, que é o que dá a sensação de equilíbrio. Em contraste, os ofiuroides têm cinco lados simétricos, mas mostraram poder se locomover como os que possuem apenas duas metades.

Enquanto os humanos precisam mover seus corpos para mudar de direção, os ofiuroides escolhem outro braço como “comandante” e criam o movimento. “Com eles é assim: agora essa é a frente. Eu não preciso rodar meu corpo para fazer um outro movimento”, diz Astley.

A estrela-quebradiça não se move como a maioria dos animais. Ele simplesmente designa outro de seus cinco membros como sua nova frente e continua avançando. (Foto: Henry Astley/Universidade Brown)

A estrela-quebradiça não se move como a maioria dos animais. Ela simplesmente designa outro de seus cinco membros como sua nova frente e continua avançando. (Foto: Henry Astley/Universidade Brown)

Fonte: Globo Natureza



18 de janeiro de 2012 | nenhum comentário »

Dióxido de carbono afeta o cérebro dos peixes, alerta estudo

As crescentes emissões de dióxido de carbono podem afetar o cérebro e o sistema nervoso central dos peixes marinhos, com sérias consequências para a sua sobrevivência, revelou um estudo publicado nesta segunda-feira (16).

Segundo a pesquisa, as concentrações de dióxido de carbono estimadas para o fim deste século interferirão na habilidade dos peixes de ouvir, cheirar, se virar e escapar de predadores.

O ARC, Centro de Excelência para Estudos de Recifes de Coral, informou que está testando o desempenho de bebês de peixes coralinos na água do mar com altos níveis de dióxido de carbono dissolvido por vários anos.

“E agora está bem claro que eles sofrem uma alteração significativa em seu sistema nervoso central, podendo prejudicar suas chances de sobrevivência”, disse Phillip Munday, professor que divulgou as descobertas.

Em artigo publicado na revista Nature Climate Change, Munday e seus colegas também detalharam o que afirmam ser a primeira evidência no mundo de que os níveis de CO2 na água do mar afetam um receptor cerebral chave nos peixes, provocando mudanças marcantes em seu comportamento e habilidades sensoriais.

“Nós descobrimos que altas concentrações de CO2 nos oceanos podem interferir diretamente nas funções dos neurotransmissores dos peixes, o que representa uma ameaça direta e antes desconhecida à vida marinha”, afirmou Munday.

A equipe de cientistas começou a estudar o comportamento de filhotes de peixe-palhaço e peixes-donzela ao lado de seus predadores em um ambiente de água enriquecida com CO2.

Eles descobriram que enquanto os predadores eram pouco afetados, os filhotes demonstraram um desgaste muito maior.

“Nosso trabalho inicial demonstrou que o sentido do olfato em filhotes de peixes foi afetado pela presença de mais CO2 na água, o que significa que eles tiveram mais dficuldade de localizar um coral para se abrigar ou detectar o odor de alerta de um peixe predador”, disse Munday.

A equipe, então, examinou se a audição dos peixes – usada para localizar e ocupar recifes à noite e evitá-los durante o dia – tinha sido afetada.

“A resposta é sim, foi. Eles ficaram confusos e deixaram de evitar sons coralinos durante o dia. Ser atraído pelos corais à luz do dia os tornaria presas fáceis para os predadores”, acrescentaram os estudiosos.

O estudo mostrou, ainda, que os peixes também tendem a perder o instinto natural de virar para a direita ou a esquerda, um importante fator de comportamento adquirido.

“Tudo isto nos levou a suspeitar que o que estava acontecendo não era simplesmente um dano ao seus sentidos individuais, mas ao contrário, que níveis mais altos de dióxido de carbono estavam afetando o sistema nervoso central como um todo”, acrescentou.

Munday afirmou que 2,3 bilhões de toneladas de emissões de CO2 se dissolvem nos oceanos do mundo todo ano, provocando mudanças na química da água na qual vivem os peixes e outras espécies.

Fonte: Portal iG


31 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Estudo explica como pica-pau evita danos no cérebro ao bicar árvores

Estudos usando imagens em câmera lenta, exames de raio-X e simulação por computador revelaram como o pica-pau consegue evitar danos ao seu cérebro quando martela troncos com seu bico.

A cabeça do pássaro se move a velocidades em torno de seis metros por segundo. A cada martelada, seu bico sofre uma desaceleração que equivale a mais de mil vezes a força da gravidade.

Porém, em artigo publicado na revista científica “Plos One”, especialistas dizem que diferenças nos comprimentos das partes superior e inferior do bico do animal e estruturas ósseas esponjosas protegem seu cérebro.

A descoberta pode ser útil no desenvolvimento de equipamentos protetores para a cabeça de humanos, entre outros usos.

CÉREBRO MAIS LONGO

O pica-pau tende a construir seu ninho em troncos ocos de árvores. Para se alimentar, bica o tronco com força, perfurando a casca para encontrar insetos que captura com sua língua.

Durante anos, cientistas vêm examinando a anatomia do crânio dos pica-paus para descobrir como conseguem dar suas poderosas bicadas sem se machucarem.

Essas aves não possuem muito espaço entre seu cérebro e o crânio, o que impede o cérebro de se deslocar dentro do crânio, como ocorre com humanos.

Além disso, seus cérebros são mais longos verticalmente do que horizontalmente, o que significa que a força exercida contra o crânio é distribuída por uma área maior do cérebro.

A equipe responsável pelo estudo, da Universidade Politécnica de Hong Kong, também estudaram o osso hióide do pica-pau. Esse osso, que em humanos forma o pomo de adão, é extremamente desenvolvido nesses pássaros.

Começando na parte debaixo do bico do animal, ele passa por dentro das narinas, segue por baixo do crânio, sobe até o topo, contornando a cabeça, e desce até a testa, formando uma espécie de círculo.

BATENDO CABEÇA

Em entrevista à BBC, o especialista Ming Zhang, coautor do estudo, disse que a equipe queria entender esse processo em números.

“A maioria dos estudos prévios se limitava a respostas qualitativas para essa questão, mas para resolver esse problema interessante são necessários mais estudos quantitativos”, disse.

Para o pesquisador, a compreensão do biomecanismo usado pelo pica-pau seria útil no “desenho de artefatos de proteção humana e até em desenho industrial”.

Primeiro, a equipe observou os pica-paus em ambientes controlados. Duas câmeras captaram, em câmera lenta, imagens dos animais bicando um sensor que media a força da bicada.

Eles descobriram que os pássaros viram ligeiramente a cabeça quando bicam, o que influencia a forma como as forças são transmitidas.

TOMOGRAFIA

A equipe também fez tomografias computadorizadas e análises dos crânios de pica-paus usando microsópios eletrônicos de varredura para determinar como as partes se encaixam e onde ocorre variação na densidade óssea.

Munidos dessas informações, os cientistas foram capazes de usar simulação por computador para calcular as forças afetando todo o crânio do pássaro enquanto ele bicava.

Eles concluíram que três fatores se combinam para proteger o pássaro.

Primeiro, a estrutura circular do osso hióide, contornando todo o crânio, age como um cinto de segurança, especialmente após o impacto inicial.

A equipe constatou que os comprimentos das partes superior e inferior do bico do pica-pau são diferentes. Quando a força é transmitida da ponta do bico para dentro do osso, essa assimetria diminui a carga de força que chega até o cérebro.

Finalmente, ossos em forma de placa, com uma estrutura esponjosa em pontos diferentes do crânio, ajudam a distribuir a força, protegendo o cérebro.

Fonte: Da BBC, Brasil


12 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Cérebro de chimpanzés ao nascer é imaturo como o de bebês humanos

Estudo mostrou que, no entanto, filhotes de chimpanzés não apresentam a mesma rapidez de humanos no desenvolvimento cerebral

Chimpanzés, assim como humanos, nascem com partes do cérebro – no caso, o encéfalo frontal – ainda não desenvolvidos completamente. Esta área está ligada a funções como tomadas de decisão e autoconhecimento e criatividade. No entanto, ao contrário dos seres humanos, filhotes de chimpanzés não apresentam o rápido desenvolvimento de massa branca na mesma região do cérebro.

O estudo da Universidade de Kyoto, no Japão, é o primeiro a acompanhar o desenvolvimento cerebral dos chimpanzés e compará-lo com o dos humanos. A equipe de pesquisadores analisou imagens de ressonância magnética do cérebro de três chimpanzés de idades entre seis meses e seis anos.

Os cientistas também puderam notar que tanto humanos quanto chimpanzés têm relacionamento próximo entre crianças e adultos, expressados por sorrisos e olhares mútuos.

“Uma das mudanças evolucionárias mais marcantes no homem em relação à cognição é justamente a ampliação do córtex pré-frontal”, disse Tetsuro Matsuzawa, da universidade de Kyoto e autor do estudo publicado no periódico científico Cell. “Esta é também uma das ultimas regiões a se desenvolver no cérebro”, disse.

Esta demora no desenvolvimento tanto em humanos quanto em chipanzés propicia um prolongado período de plasticidade no cérebro que permite que ele desenvolva interações sociais complexas, conhecimento e habilidade moldada por experiências, afirma os cientistas.

Bebês chimpanzé: ponto de partida cerebral igual ao dos humanos. (Foto: AFP)

Fonte: Portal IG


16 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Para sobreviver em metrópoles, pássaro precisa de cérebro grande

Pesquisadores acreditam que crescimento da urbanização no mundo possa resultar no declínio das espécies com cérebro menor

Um pássaro que desejar viver em uma cidade grande precisará de um cérebro grande para sobreviver, reportaram pesquisadores suecos em novo estudo.

O tamanho do cérebro já esteve vinculado à capacidade de animais de várias espécies desenvolverem novos comportamentos e se adaptarem a ambientes em constantes mudanças. Portanto, nesse novo estudo, os pesquisadores catalogaram o tamanho do cérebro e a massa corpórea de 82 espécies – geralmente passarinhos que vivem em poleiros – e as categorizaram por seu êxito, ou a falta dele, em viver em 12 cidades da Europa.

Eles descobriram que as espécies que tinham cérebros maiores em relação ao seu tamanho corporal – corvos e tentilhões, por exemplo – tinham maior probabilidade de viver bem nessas cidades.

O estudo foi publicado na internet no fim de abril, na “Biology Letters”.

Somente algumas espécies são capazes de sobreviver em cidades, e os autores ainda especulam que o crescimento da urbanização no mundo todo possa resultar em um declínio de longo prazo das espécies com cérebro menor.

Os pombos são exceção. Eles têm cérebros pequenos, diz o autor líder, Alexei A. Maklakov, professor-assistente de biologia da evolução na Universidade de Uppsala. No entanto, o ambiente urbano fornece a eles uma aproximação de seu habitat natural, fazendo com que precisem de pouca energia intelectual para se adaptar.

São inúmeros arranha-céus que lembram as montanhas sobre as quais eles se aninham na natureza, argumenta Maklakov. “Eles não precisam inventar maneiras de encontrar comida. Aquela que nós jogamos está de bom tamanho para eles”.

Fonte: Portal iG






Categorias

Tópicos recentes

Meta

 

janeiro 2022
S T Q Q S S D
« mar    
 12
3456789
10111213141516
17181920212223
24252627282930
31  

6 de novembro de 2012 | nenhum comentário »

Cérebro de tubarões processa estímulos visuais de forma similar ao humano

Pesquisa sugere o uso de sinalizações visuais para prevenir ataques

Nos últimos dez meses, cinco mortes ocorreram na Austrália por ataques de tubarões brancos, que costumam aparecer em áreas bastante próximas da costa do país. Os resultados de uma pesquisa desenvolvida pela Universidade da Austrália Ocidental sugerem uma nova abordagem para proteger os banhistas. O estudo de Kara Yopak, da escola de Biologia Animal da universidade, descobriu que o cérebro dos tubarões tem certas semelhanças com os de humano e que a visão é de grande importância, indicando que uma simples sinalização pode ajudar a afugentar o animal.

“Nos grandes tubarões brancos, a área do cérebro que recebe sinais visuais é bastante grande, o que sugere que a visão nesses animais tem muita importância”, disse Kara ao site da universidade. “A descoberta poderia direcionar o esforço dos pesquisadores no desenvolvimento de técnicas especificamente direcionadas aos olhos dos tubarões.”

Muitos dos meios repelentes utilizados atualmente são ondas eletromagnéticas que se dirigem a sensores que existem no focinho do tubarão. É uma técnica eficaz, mas que não funciona em todas as situações. De acordo com Kara, a nova técnica para repelir os tubarões poderia ser tão simples quanto colocar determinadas marcas visuais nas pranchas de surfe ou na roupa dos surfistas. “Um tubarão pode reconhecer a marca de uma serpente-marinha venenosa e ir embora. E nós podemos usar essa informação para elaborar uma reação”, afirma.

O artigo figura numa edição especial (chamada de O Sistema Nervoso em Peixes cartilaginosos) do periódico científico Brain, Behavior and Evolution. Outros artigos apontam mais semelhanças entre o cérebro humano e o de tubarões. “Um trabalho mostra que o cerebelo, que apareceu pela primeira vez nos tubarões, é um importante avanço evolutivo que pavimentou o caminho de funções neurais mais avançadas nos vertebrados, inclusive em humanos”, explica.

Até pouco tempo atrás, acreditava-se os peixes cartilaginosos, como os tubarões, tinham cérebros consideravelmente simples. “Esta coleção de artigos mostrou que estes peixes possuem uma bateria de sistemas sensoriais extremamente desenvolvidos, cérebros relativamente grandes e complexas características neuromorfológicas”, escreve a pesquisadora.

As técnicas usadas atualmente para afastar o perigo dos tubarões é eficaz, mas não funciona em todas as situações

As técnicas usadas atualmente para afastar o perigo dos tubarões são eficazes, mas não funciona em todas as situações (Mustafa Ozer/AFP)

Fonte: Veja Ciência


9 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Animais também têm consciência, dizem neurocientistas

Pesquisadores publicaram manifesto mostrando que, com base na análise de ondas cerebrais, não há como dizer que só seres humanos têm consciência

Um grupo de 13 neurocientistas, incluindo o canadense Philip Low, criador do iBrain, dispositivo que vai ajudar o físico Stephen Hawking a se comunicar usando a mente, assinou uma declaração neste sábado em Cambridge, na Inglaterra, afirmando que alguns animais, como pássaros, macacos, elefantes, golfinhos, polvos, cães e gatos, possuem consciência, assim como os seres humanos. É a primeira vez que um grupo de especialistas da área se reúne para emitir um comunicado formal admitindo que os seres humanos não são os únicos a gozarem de consciência, segundo apontou Low, que também é professor do MIT (Massachusetts Institute of Technology, nos EUA).

O anúncio foi feito durante a Francis Crick Memorial Conference, na Universidade Cambridge, na Inglaterra. Treze especialistas se reuniram para apresentar os últimos resultados científicos em pesquisas que tentam reinterpretar a consciência. Os cientistas pretendem mostrar que ao analisar o sinal cerebral de humanos e outros animais, é possível encontrar semelhanças básicas. ”A neurociência está evoluindo rapidamente por causa do avanço tecnológico e por isso precisamos tirar novas conclusões”, disse Low. “As evidências mostram que os seres humanos não são os únicos a apresentarem estados mentais, sentimentos, ações intencionais e inteligência”, afirmou. “Está na hora de tirarmos novas conclusões usando os novos dados a que a ciência tem acesso.”

iBrain - O físico Stephen Hawking faria uma aparição durante a conferência para demonstrar a tecnologia do iBrain, um dispositivo que o ajudará a se comunicar utilizando a mentemas não compareceu. Em comunicado, lamentou sua falta e disse apoiar a iniciativa dos cientistas. Hawking é vítima de uma doença degenerativa que o deixou completamente paralisado ao longo de seus 70 anos de vida. Ele é o sobrevivente de maior longevidade da Esclerose Lateral Amiotrófica, uma rara doença que acaba com o movimento dos músculos e provoca a morte do paciente alguns anos depois de diagnosticada – e, no entanto, o físico já convive com a doença desde os 21 anos.

"É a primeira vez que um grupo de cientistas se manifesta formalmente quanto à existência da consciência em animais", diz o neurocientista Philip Low

"É a primeira vez que um grupo de cientistas se manifesta formalmente quanto à existência da consciência em animais", diz o neurocientista Philip Low (China Photos/Getty Images)

Fonte: Veja Ciência


10 de maio de 2012 | nenhum comentário »

Animal marinho anda como os humanos, diz pesquisa

Apesar de não ter cérebro, estrela-quebradiça se move de forma simétrica.
Mecanismo depende de um ponto central para criar o movimento.

Um biólogo da Universidade Brown, em Providence, nos Estados Unidos, descobriu que um tipo de animal marinho, conhecido como ofiuroide e popularmente chamado de estrela-quebradiça, se locomove de forma semelhante aos humanos. Os resultados foram publicados na revista científica “Journal of Experimental Biology”, nesta quinta-feira (10).

Ao estudar esses animais marinhos, que possuem cinco braços bem finos, longos e frágeis, o biólogo evolucionista Henry Astley, observou que, apesar da espécie não ter cérebro, ela consegue se mover de forma simétrica, assim como fazem os humanos.

O exosqueleto dos ofiuroides é composto por minúsculos ossos de carbonato de cálcio, fundidos no disco central e articulados entre si nos braços. Essa composição faz com que as braços se desintegrem com facilidade, por isso o nome de “estrelas quebradiças”.

Muitos animais e os humanos são bilateralmente simétricos, isto é, o corpo é dividido em metades correspondentes, a partir de uma linha no centro, que é o que dá a sensação de equilíbrio. Em contraste, os ofiuroides têm cinco lados simétricos, mas mostraram poder se locomover como os que possuem apenas duas metades.

Enquanto os humanos precisam mover seus corpos para mudar de direção, os ofiuroides escolhem outro braço como “comandante” e criam o movimento. “Com eles é assim: agora essa é a frente. Eu não preciso rodar meu corpo para fazer um outro movimento”, diz Astley.

A estrela-quebradiça não se move como a maioria dos animais. Ele simplesmente designa outro de seus cinco membros como sua nova frente e continua avançando. (Foto: Henry Astley/Universidade Brown)

A estrela-quebradiça não se move como a maioria dos animais. Ela simplesmente designa outro de seus cinco membros como sua nova frente e continua avançando. (Foto: Henry Astley/Universidade Brown)

Fonte: Globo Natureza



18 de janeiro de 2012 | nenhum comentário »

Dióxido de carbono afeta o cérebro dos peixes, alerta estudo

As crescentes emissões de dióxido de carbono podem afetar o cérebro e o sistema nervoso central dos peixes marinhos, com sérias consequências para a sua sobrevivência, revelou um estudo publicado nesta segunda-feira (16).

Segundo a pesquisa, as concentrações de dióxido de carbono estimadas para o fim deste século interferirão na habilidade dos peixes de ouvir, cheirar, se virar e escapar de predadores.

O ARC, Centro de Excelência para Estudos de Recifes de Coral, informou que está testando o desempenho de bebês de peixes coralinos na água do mar com altos níveis de dióxido de carbono dissolvido por vários anos.

“E agora está bem claro que eles sofrem uma alteração significativa em seu sistema nervoso central, podendo prejudicar suas chances de sobrevivência”, disse Phillip Munday, professor que divulgou as descobertas.

Em artigo publicado na revista Nature Climate Change, Munday e seus colegas também detalharam o que afirmam ser a primeira evidência no mundo de que os níveis de CO2 na água do mar afetam um receptor cerebral chave nos peixes, provocando mudanças marcantes em seu comportamento e habilidades sensoriais.

“Nós descobrimos que altas concentrações de CO2 nos oceanos podem interferir diretamente nas funções dos neurotransmissores dos peixes, o que representa uma ameaça direta e antes desconhecida à vida marinha”, afirmou Munday.

A equipe de cientistas começou a estudar o comportamento de filhotes de peixe-palhaço e peixes-donzela ao lado de seus predadores em um ambiente de água enriquecida com CO2.

Eles descobriram que enquanto os predadores eram pouco afetados, os filhotes demonstraram um desgaste muito maior.

“Nosso trabalho inicial demonstrou que o sentido do olfato em filhotes de peixes foi afetado pela presença de mais CO2 na água, o que significa que eles tiveram mais dficuldade de localizar um coral para se abrigar ou detectar o odor de alerta de um peixe predador”, disse Munday.

A equipe, então, examinou se a audição dos peixes – usada para localizar e ocupar recifes à noite e evitá-los durante o dia – tinha sido afetada.

“A resposta é sim, foi. Eles ficaram confusos e deixaram de evitar sons coralinos durante o dia. Ser atraído pelos corais à luz do dia os tornaria presas fáceis para os predadores”, acrescentaram os estudiosos.

O estudo mostrou, ainda, que os peixes também tendem a perder o instinto natural de virar para a direita ou a esquerda, um importante fator de comportamento adquirido.

“Tudo isto nos levou a suspeitar que o que estava acontecendo não era simplesmente um dano ao seus sentidos individuais, mas ao contrário, que níveis mais altos de dióxido de carbono estavam afetando o sistema nervoso central como um todo”, acrescentou.

Munday afirmou que 2,3 bilhões de toneladas de emissões de CO2 se dissolvem nos oceanos do mundo todo ano, provocando mudanças na química da água na qual vivem os peixes e outras espécies.

Fonte: Portal iG


31 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Estudo explica como pica-pau evita danos no cérebro ao bicar árvores

Estudos usando imagens em câmera lenta, exames de raio-X e simulação por computador revelaram como o pica-pau consegue evitar danos ao seu cérebro quando martela troncos com seu bico.

A cabeça do pássaro se move a velocidades em torno de seis metros por segundo. A cada martelada, seu bico sofre uma desaceleração que equivale a mais de mil vezes a força da gravidade.

Porém, em artigo publicado na revista científica “Plos One”, especialistas dizem que diferenças nos comprimentos das partes superior e inferior do bico do animal e estruturas ósseas esponjosas protegem seu cérebro.

A descoberta pode ser útil no desenvolvimento de equipamentos protetores para a cabeça de humanos, entre outros usos.

CÉREBRO MAIS LONGO

O pica-pau tende a construir seu ninho em troncos ocos de árvores. Para se alimentar, bica o tronco com força, perfurando a casca para encontrar insetos que captura com sua língua.

Durante anos, cientistas vêm examinando a anatomia do crânio dos pica-paus para descobrir como conseguem dar suas poderosas bicadas sem se machucarem.

Essas aves não possuem muito espaço entre seu cérebro e o crânio, o que impede o cérebro de se deslocar dentro do crânio, como ocorre com humanos.

Além disso, seus cérebros são mais longos verticalmente do que horizontalmente, o que significa que a força exercida contra o crânio é distribuída por uma área maior do cérebro.

A equipe responsável pelo estudo, da Universidade Politécnica de Hong Kong, também estudaram o osso hióide do pica-pau. Esse osso, que em humanos forma o pomo de adão, é extremamente desenvolvido nesses pássaros.

Começando na parte debaixo do bico do animal, ele passa por dentro das narinas, segue por baixo do crânio, sobe até o topo, contornando a cabeça, e desce até a testa, formando uma espécie de círculo.

BATENDO CABEÇA

Em entrevista à BBC, o especialista Ming Zhang, coautor do estudo, disse que a equipe queria entender esse processo em números.

“A maioria dos estudos prévios se limitava a respostas qualitativas para essa questão, mas para resolver esse problema interessante são necessários mais estudos quantitativos”, disse.

Para o pesquisador, a compreensão do biomecanismo usado pelo pica-pau seria útil no “desenho de artefatos de proteção humana e até em desenho industrial”.

Primeiro, a equipe observou os pica-paus em ambientes controlados. Duas câmeras captaram, em câmera lenta, imagens dos animais bicando um sensor que media a força da bicada.

Eles descobriram que os pássaros viram ligeiramente a cabeça quando bicam, o que influencia a forma como as forças são transmitidas.

TOMOGRAFIA

A equipe também fez tomografias computadorizadas e análises dos crânios de pica-paus usando microsópios eletrônicos de varredura para determinar como as partes se encaixam e onde ocorre variação na densidade óssea.

Munidos dessas informações, os cientistas foram capazes de usar simulação por computador para calcular as forças afetando todo o crânio do pássaro enquanto ele bicava.

Eles concluíram que três fatores se combinam para proteger o pássaro.

Primeiro, a estrutura circular do osso hióide, contornando todo o crânio, age como um cinto de segurança, especialmente após o impacto inicial.

A equipe constatou que os comprimentos das partes superior e inferior do bico do pica-pau são diferentes. Quando a força é transmitida da ponta do bico para dentro do osso, essa assimetria diminui a carga de força que chega até o cérebro.

Finalmente, ossos em forma de placa, com uma estrutura esponjosa em pontos diferentes do crânio, ajudam a distribuir a força, protegendo o cérebro.

Fonte: Da BBC, Brasil


12 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Cérebro de chimpanzés ao nascer é imaturo como o de bebês humanos

Estudo mostrou que, no entanto, filhotes de chimpanzés não apresentam a mesma rapidez de humanos no desenvolvimento cerebral

Chimpanzés, assim como humanos, nascem com partes do cérebro – no caso, o encéfalo frontal – ainda não desenvolvidos completamente. Esta área está ligada a funções como tomadas de decisão e autoconhecimento e criatividade. No entanto, ao contrário dos seres humanos, filhotes de chimpanzés não apresentam o rápido desenvolvimento de massa branca na mesma região do cérebro.

O estudo da Universidade de Kyoto, no Japão, é o primeiro a acompanhar o desenvolvimento cerebral dos chimpanzés e compará-lo com o dos humanos. A equipe de pesquisadores analisou imagens de ressonância magnética do cérebro de três chimpanzés de idades entre seis meses e seis anos.

Os cientistas também puderam notar que tanto humanos quanto chimpanzés têm relacionamento próximo entre crianças e adultos, expressados por sorrisos e olhares mútuos.

“Uma das mudanças evolucionárias mais marcantes no homem em relação à cognição é justamente a ampliação do córtex pré-frontal”, disse Tetsuro Matsuzawa, da universidade de Kyoto e autor do estudo publicado no periódico científico Cell. “Esta é também uma das ultimas regiões a se desenvolver no cérebro”, disse.

Esta demora no desenvolvimento tanto em humanos quanto em chipanzés propicia um prolongado período de plasticidade no cérebro que permite que ele desenvolva interações sociais complexas, conhecimento e habilidade moldada por experiências, afirma os cientistas.

Bebês chimpanzé: ponto de partida cerebral igual ao dos humanos. (Foto: AFP)

Fonte: Portal IG


16 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Para sobreviver em metrópoles, pássaro precisa de cérebro grande

Pesquisadores acreditam que crescimento da urbanização no mundo possa resultar no declínio das espécies com cérebro menor

Um pássaro que desejar viver em uma cidade grande precisará de um cérebro grande para sobreviver, reportaram pesquisadores suecos em novo estudo.

O tamanho do cérebro já esteve vinculado à capacidade de animais de várias espécies desenvolverem novos comportamentos e se adaptarem a ambientes em constantes mudanças. Portanto, nesse novo estudo, os pesquisadores catalogaram o tamanho do cérebro e a massa corpórea de 82 espécies – geralmente passarinhos que vivem em poleiros – e as categorizaram por seu êxito, ou a falta dele, em viver em 12 cidades da Europa.

Eles descobriram que as espécies que tinham cérebros maiores em relação ao seu tamanho corporal – corvos e tentilhões, por exemplo – tinham maior probabilidade de viver bem nessas cidades.

O estudo foi publicado na internet no fim de abril, na “Biology Letters”.

Somente algumas espécies são capazes de sobreviver em cidades, e os autores ainda especulam que o crescimento da urbanização no mundo todo possa resultar em um declínio de longo prazo das espécies com cérebro menor.

Os pombos são exceção. Eles têm cérebros pequenos, diz o autor líder, Alexei A. Maklakov, professor-assistente de biologia da evolução na Universidade de Uppsala. No entanto, o ambiente urbano fornece a eles uma aproximação de seu habitat natural, fazendo com que precisem de pouca energia intelectual para se adaptar.

São inúmeros arranha-céus que lembram as montanhas sobre as quais eles se aninham na natureza, argumenta Maklakov. “Eles não precisam inventar maneiras de encontrar comida. Aquela que nós jogamos está de bom tamanho para eles”.

Fonte: Portal iG