21 de setembro de 2012 | nenhum comentário »

Seminário “Certificação e Fomento Florestal”

Promovido pelo Fórum Florestal Paraná e Santa Catarina, entidade ligada ao Diálogo Florestal, o Seminário sobre Certificação e Fomento florestal acontece no próximo dia 3 de outubro, na cidade de Três Barras, Santa Catarina. O evento visa à atualização de técnicos de empresas florestais, associações, sindicatos e produtores florestais quanto ao desenvolvimento da certificação florestal em áreas fomentadas, sempre pensando na melhoria socioambiental da propriedade.

O seminário será dividido em paineis e mesas de discussão que abordarão, entre outros assuntos, conservação ambiental, oportunidades e desafios para a certificação, boas práticas, e possibilidades de financiamento.

Programação:

08h30min: Inscrição dos participantes.

08h45min: O Fórum Florestal Paraná e Santa Catarina: Objetivos e Perspectivas.
Palestrante: Edilaine Dick – Secretária Executiva do fórum.

09h00min: Mesa – Redonda: Entendendo a Certificação e o Fomento Florestal.
- Conservação Ambiental, Certificação e Fomento Florestal: Princípios e Critérios.
Palestrante: Ivone Namikawa – Coordenadora de Sustentabilidade Florestal da Klabin.

10h00min: Intervalo.

10h20min: Continuação da Mesa – Redonda: Entendendo a Certificação e o
Fomento Florestal.
- Certificação Florestal para Pequenos e Médios Produtores: Caracterização, Desafios e
Oportunidades. Palestrante: Vanessa Maria Basso – Doutoranda em Ciências Florestais
na Universidade Federal de Viçosa.
- Diretrizes do Fomento Florestal e o Fórum Florestal PR e SC – Palestrante: Giovana
Baggio – Coordenadora de Conservação em Terras Privadas da The Nature
Conservancy.

12h00min: Almoço.

13h30min: Mesa – Redonda: Experiências de Fomento Florestal
- O Fomento Florestal da Klabin. Palestrante: Paulo Vicente Angelo – Técnico Superior
do Fomento Florestal da Klabin.
- O Fomento Florestal da Rigesa. Palestrante: Fábio Henrique Ferlin – Supervisor do
Fomento Florestal da Rigesa.

- O Fomento Florestal da Suzano. Palestrante: Marcio Caliari – Gerente de Meio

Ambiente e Sustentabilidade da Suzano Papel e Celulose.

15h00min: Mecanismos e possibilidades de financiamento para o Fomento
Florestal. Palestrante: Luiz Alberto Troula – Repasses Governamentais, Banco
Votorantim S.A

16h00min: Desafios e Oportunidades na Melhoria de Práticas Sustentáveis para o
Fomento Florestal. Moderação: Edilaine Dick

16h30min: Encerramento e Café.

Para participar é preciso confirmar presença até o dia 24 de setembro, via email edilaine@apremavi.org.br ou pelo telefone (47) 88269859 ou 35350119. Para mais informações sobre o evento, contate diretamente a secretária executiva do Fórum, Edilaine Dick.

 

Fonte: Ascom IPEVS


2 de abril de 2012 | nenhum comentário »

Organização propõe usar crédito de carbono para ajudar produtores

Certificação a agricultores e pagamento pela preservação estão em foco.
Recursos seriam aplicados para tornar produção sustentável.

O Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), organização que trabalha pelo desenvolvimento sustentável do bioma, lançou nesta quarta-feira (28) análise que aponta uma nova estratégia para manter a floresta em pé e reduzir as mudanças climáticas.

A proposta do Ipam, citada na revista “Nature” desta semana, quer unir dois mecanismos já existentes e que apresentam dificuldades de emplacar. Um deles é o comércio de crédito de carbono, pelo qual emissores de CO2 pagam para manter a floresta intacta. Para o instituto, a comercialização não tem sido fácil porque faltam produtores interessados em vender os créditos.

Outro mecanismo é a tentativa de alguns agricultores e pecuaristas de tornar suas propriedades sustentáveis para atender padrões internacionais de qualidade. Estes padrões conferem “selos” de certificação, que podem aumentar o valor do produto. No entanto, diz o Ipam, as recompensas não são compatíveis com os custos necessários para tornar o negócio sustentável.

“[Compradores internacionais] impõem padrões, mas não dá mecanismo para pagar [os gastos com as mudanças necessárias]. Estamos tentando oferecer um mecanismo para pagar a conta”, resume Daniel Nepstad, coordenador de programas internacionais do Ipam.

Segundo o Ipam, as duas pontas são complementares e devem ser unidas em um consórcio. Ou seja, créditos de carbono devem ser usados para ajudar produtores rurais a tornar suas propriedades sustentáveis, recuperando áreas desmatadas e aumentando a produtividade para produzir mais alimentos sem a necessidade de novas terras e novos desmatamentos.

“A ideia é viabilizar transição da agricultura predadora para agricultura sustentável. Essa transição não é sempre barata, precisa de dinheiro, investimento, política pública, mas precisa também de demanda”, afirma.

Em junho no Rio de Janeiro, durante a Rio+20, a Conferência do Desenvolvimento Sustentável da ONU, o Ipam pretende apresentar projetos pilotos para a implementação deste consórcio em áreas da Amazônia.

Consórcio global
Segundo o instituto, é possível e necessário viabilizar o consórcio em nível global. Isso seria possível porque os dois lados da moeda têm correspondentes em larga escala.

Do lado do comércio de carbono, está em gestação a criação de um mecanismo que “compensa” financeiramente as nações que preservam a floresta e contribuem para a redução dos gases causadores do efeito estufa. Chamado de Redd+ (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação), ele foi negociado na Conferência do Clima em Durban, em 2011 — mas não obteve avanços e por isso deve deve voltar a ser discutido.

Já do lado das melhorias nas propriedades rurais para obter selos de qualidade, existem mesas de negociação internacionais para criar padrões de sustentabilidade para algumas culturas. Até agora, já foram realizadas três, segundo o Ipam: a Bonsucro, para a cana, a RTRS, para a soja, e a RSPO, para o óleo de palma.

“Estamos tentando construir ponte entre dois processos paralelos, que buscam várias coisas em comum, mas que até agora não foram costurados. Eles andam no mesmo rumo, mas paralelamente. Um são as mesas redondas das commodities e outro é o Redd”, resume Nepstad.

Para mostrar como o consórcio poderia ser aplicado globalmente, o Ipam mapeou países que já têm as duas iniciativas: projetos de Redd a nível local e aplicação de padrões exigidos nas mesas redondas das commodities. Entre as nações encontradas estão o Brasil, México e Indonésia.

Críticas
O representante do Ipam admite que a proposta pode ser vista como uma vantagem para compradores internacionais que querem comprar produtos mais sustentáveis sem pagar pelo seu custo.

Por outro lado, pode ser acusada de favorecer setores do agronegócio, que vão obter recursos de créditos de carbono para realizar algo que é uma obrigação legal: a preservação da floresta.

“Estamos em uma bifurcação super importante. A agricultura brasileira pode se sentir impune, por exemplo, se ganhar a votação do código florestal. Ou ela pode escolher um segundo caminho, imbutindo um compromisso sócio ambiental. Assim, o Brasil garantiria liderança não só na agricultura, mas também nas questões ambientais. Nós esperamos contribuir para a segunda opção”, conclui Nepstad.

Mapa do Ipam mostra áreas que poderiam usar o sistema de consórcio entre crédito de carbono e certificação ambiental de propriedades rurais. (Foto: (Foto: Reprodução / Ipam))

Mapa do Ipam mostra áreas que poderiam usar o sistema de consórcio entre crédito de carbono e certificação ambiental de propriedades rurais. (Foto: Reprodução / Ipam)

Fonte: Globo Natureza


9 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Seminário “Certificação Florestal no Brasil” acontece este mês

O encontro, marcado para o dia 18 de agosto, de 8h às 19h, na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ/USP), tem o objetivo de discutir os principais aspectos dos sistemas de certificação florestal existentes e seu contexto na realidade atual. Representantes de empresas florestais, órgãos de pesquisas e certificação e instituições de ensino abordarão a temática de modo a identificar benefícios e obstáculos envolvidos no processo. Mais informações e inscrições no endereço www.ipef.br/eventos/2011/certificacao.asp ou pelo telefone (19) 2105 8602. A Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz fica em Piracicaba-SP.


18 de abril de 2009 | nenhum comentário »

Crise financeira não afetará certificação

“O FSC nunca cresceu tanto como agora”.  Foi essa a conclusão do presidente do conselho internacional da certificação, o FSC (sigla para Forest Stewardship Council), Roberto Waack, durante o seminário “A certificação ambiental resiste à crise?”, realizado na quinta-feira (16) pelo Núcleo de Economia Socioambiental da Universidade de São Paulo (USP), na capital paulista.

Segundo Waack, apesar do momento de crise, a questão da certificação se consolidou.  “Nos últimos tempos, temos a participação de países que historicamente não valorizavam as políticas socioambientais, como é o caso da China, que hoje está entre os sete principais países com maior cadeia de custódia do FSC”, argumentou.

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Só em 2008, o número de selos concedidos pelo FSC aumentou 57%.  Atualmente, há 953 certificações do FSC em 83 países do mundo.  O Brasil, com 5.479.531 hectares de floresta certificada, está na lista dos principais países que possuem o selo.  “Porém, para o país que é o maior produtor florestal do mundo, sua participação está muito aquém do esperado”, diz Waack.  Agora, o principal desafio, segundo ele, é fazer com que a produção de produtos certificados se equipare às demandas.

Além do presidente do conselho do FSC, participaram do seminário o economista e consultor americano Michael Conroy, e os professores da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP) Sylvia Saes e Ricardo Abramovay.

Coroy também acredita que a certificação tende a crescer.  De acordo com o economista, a imagem das empresas atrelada a questões socioambientais é, para elas, muito mais importante do que “conter” gastos com a crise.  “Em uma pesquisa, viu-se que as empresas que possuem certificação sofreram muito menos do que outras empresas”.

O economista, que é autor de um extenso estudo sobre o assunto, também disse que os cidadãos que vivem nos países desenvolvidos já vêem a importância de se consumir produtos certificados.  “Um estudo da GlobScam mostra que 9 entre 10 norte-americanos se preocupam com as condições sociais e ambientais envolvidas durante a fabricação dos produtos”.

Comunicação – Para Sylvia Saes, o grande desafio dos selos é a sua divulgação.  “O cidadão acaba não entendendo o que eles significam.  Falta uma melhor comunicação”, disse ela.

Para Waak, essa confusão sobre a certificação tende a piorar com a multiplicação dos selos.  “A cada dia aparecem mais selos no mercado e haverá ainda mais confusão sobre seu significado, importância e credibilidade.  Por isso, acredito que num futuro próximo haverá algum órgão regulamentador e só ficarão no mercado os selos com credibilidade”.

Coroy conta que para saber se a certificação mostra credibilidade ou não o cidadão tem que saber quem está por trás da iniciativa.  “É preciso ver quem é o responsável pela certificação”.

FSC – Até hoje, a única forma de certificação florestal com credibilidade internacional é a do Conselho de Manejo Florestal, o FSC (Forest Stewardship Council, em inglês).  O FSC é uma organização internacional independente, sem fins lucrativos, fundada em 1993 e sediada em Bonn, na Alemanha.

Definidos pelo FSC internacional, os princípios e critérios visam atestar que o manejo da floresta aconteceu de maneira ambientalmente apropriada, socialmente justa e economicamente viável.  Todos eles foram debatidos em suas câmaras ambiental, econômica e social e servem como normas primárias que regem a atuação do selo ao redor do globo.  Alguns desses padrões foram adaptados à realidade brasileira por conta das particularidades e especificidades encontradas no país. (Fonte: Thais Iervolino/ Amazônia.org)






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21 de setembro de 2012 | nenhum comentário »

Seminário “Certificação e Fomento Florestal”

Promovido pelo Fórum Florestal Paraná e Santa Catarina, entidade ligada ao Diálogo Florestal, o Seminário sobre Certificação e Fomento florestal acontece no próximo dia 3 de outubro, na cidade de Três Barras, Santa Catarina. O evento visa à atualização de técnicos de empresas florestais, associações, sindicatos e produtores florestais quanto ao desenvolvimento da certificação florestal em áreas fomentadas, sempre pensando na melhoria socioambiental da propriedade.

O seminário será dividido em paineis e mesas de discussão que abordarão, entre outros assuntos, conservação ambiental, oportunidades e desafios para a certificação, boas práticas, e possibilidades de financiamento.

Programação:

08h30min: Inscrição dos participantes.

08h45min: O Fórum Florestal Paraná e Santa Catarina: Objetivos e Perspectivas.
Palestrante: Edilaine Dick – Secretária Executiva do fórum.

09h00min: Mesa – Redonda: Entendendo a Certificação e o Fomento Florestal.
- Conservação Ambiental, Certificação e Fomento Florestal: Princípios e Critérios.
Palestrante: Ivone Namikawa – Coordenadora de Sustentabilidade Florestal da Klabin.

10h00min: Intervalo.

10h20min: Continuação da Mesa – Redonda: Entendendo a Certificação e o
Fomento Florestal.
- Certificação Florestal para Pequenos e Médios Produtores: Caracterização, Desafios e
Oportunidades. Palestrante: Vanessa Maria Basso – Doutoranda em Ciências Florestais
na Universidade Federal de Viçosa.
- Diretrizes do Fomento Florestal e o Fórum Florestal PR e SC – Palestrante: Giovana
Baggio – Coordenadora de Conservação em Terras Privadas da The Nature
Conservancy.

12h00min: Almoço.

13h30min: Mesa – Redonda: Experiências de Fomento Florestal
- O Fomento Florestal da Klabin. Palestrante: Paulo Vicente Angelo – Técnico Superior
do Fomento Florestal da Klabin.
- O Fomento Florestal da Rigesa. Palestrante: Fábio Henrique Ferlin – Supervisor do
Fomento Florestal da Rigesa.

- O Fomento Florestal da Suzano. Palestrante: Marcio Caliari – Gerente de Meio

Ambiente e Sustentabilidade da Suzano Papel e Celulose.

15h00min: Mecanismos e possibilidades de financiamento para o Fomento
Florestal. Palestrante: Luiz Alberto Troula – Repasses Governamentais, Banco
Votorantim S.A

16h00min: Desafios e Oportunidades na Melhoria de Práticas Sustentáveis para o
Fomento Florestal. Moderação: Edilaine Dick

16h30min: Encerramento e Café.

Para participar é preciso confirmar presença até o dia 24 de setembro, via email edilaine@apremavi.org.br ou pelo telefone (47) 88269859 ou 35350119. Para mais informações sobre o evento, contate diretamente a secretária executiva do Fórum, Edilaine Dick.

 

Fonte: Ascom IPEVS


2 de abril de 2012 | nenhum comentário »

Organização propõe usar crédito de carbono para ajudar produtores

Certificação a agricultores e pagamento pela preservação estão em foco.
Recursos seriam aplicados para tornar produção sustentável.

O Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), organização que trabalha pelo desenvolvimento sustentável do bioma, lançou nesta quarta-feira (28) análise que aponta uma nova estratégia para manter a floresta em pé e reduzir as mudanças climáticas.

A proposta do Ipam, citada na revista “Nature” desta semana, quer unir dois mecanismos já existentes e que apresentam dificuldades de emplacar. Um deles é o comércio de crédito de carbono, pelo qual emissores de CO2 pagam para manter a floresta intacta. Para o instituto, a comercialização não tem sido fácil porque faltam produtores interessados em vender os créditos.

Outro mecanismo é a tentativa de alguns agricultores e pecuaristas de tornar suas propriedades sustentáveis para atender padrões internacionais de qualidade. Estes padrões conferem “selos” de certificação, que podem aumentar o valor do produto. No entanto, diz o Ipam, as recompensas não são compatíveis com os custos necessários para tornar o negócio sustentável.

“[Compradores internacionais] impõem padrões, mas não dá mecanismo para pagar [os gastos com as mudanças necessárias]. Estamos tentando oferecer um mecanismo para pagar a conta”, resume Daniel Nepstad, coordenador de programas internacionais do Ipam.

Segundo o Ipam, as duas pontas são complementares e devem ser unidas em um consórcio. Ou seja, créditos de carbono devem ser usados para ajudar produtores rurais a tornar suas propriedades sustentáveis, recuperando áreas desmatadas e aumentando a produtividade para produzir mais alimentos sem a necessidade de novas terras e novos desmatamentos.

“A ideia é viabilizar transição da agricultura predadora para agricultura sustentável. Essa transição não é sempre barata, precisa de dinheiro, investimento, política pública, mas precisa também de demanda”, afirma.

Em junho no Rio de Janeiro, durante a Rio+20, a Conferência do Desenvolvimento Sustentável da ONU, o Ipam pretende apresentar projetos pilotos para a implementação deste consórcio em áreas da Amazônia.

Consórcio global
Segundo o instituto, é possível e necessário viabilizar o consórcio em nível global. Isso seria possível porque os dois lados da moeda têm correspondentes em larga escala.

Do lado do comércio de carbono, está em gestação a criação de um mecanismo que “compensa” financeiramente as nações que preservam a floresta e contribuem para a redução dos gases causadores do efeito estufa. Chamado de Redd+ (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação), ele foi negociado na Conferência do Clima em Durban, em 2011 — mas não obteve avanços e por isso deve deve voltar a ser discutido.

Já do lado das melhorias nas propriedades rurais para obter selos de qualidade, existem mesas de negociação internacionais para criar padrões de sustentabilidade para algumas culturas. Até agora, já foram realizadas três, segundo o Ipam: a Bonsucro, para a cana, a RTRS, para a soja, e a RSPO, para o óleo de palma.

“Estamos tentando construir ponte entre dois processos paralelos, que buscam várias coisas em comum, mas que até agora não foram costurados. Eles andam no mesmo rumo, mas paralelamente. Um são as mesas redondas das commodities e outro é o Redd”, resume Nepstad.

Para mostrar como o consórcio poderia ser aplicado globalmente, o Ipam mapeou países que já têm as duas iniciativas: projetos de Redd a nível local e aplicação de padrões exigidos nas mesas redondas das commodities. Entre as nações encontradas estão o Brasil, México e Indonésia.

Críticas
O representante do Ipam admite que a proposta pode ser vista como uma vantagem para compradores internacionais que querem comprar produtos mais sustentáveis sem pagar pelo seu custo.

Por outro lado, pode ser acusada de favorecer setores do agronegócio, que vão obter recursos de créditos de carbono para realizar algo que é uma obrigação legal: a preservação da floresta.

“Estamos em uma bifurcação super importante. A agricultura brasileira pode se sentir impune, por exemplo, se ganhar a votação do código florestal. Ou ela pode escolher um segundo caminho, imbutindo um compromisso sócio ambiental. Assim, o Brasil garantiria liderança não só na agricultura, mas também nas questões ambientais. Nós esperamos contribuir para a segunda opção”, conclui Nepstad.

Mapa do Ipam mostra áreas que poderiam usar o sistema de consórcio entre crédito de carbono e certificação ambiental de propriedades rurais. (Foto: (Foto: Reprodução / Ipam))

Mapa do Ipam mostra áreas que poderiam usar o sistema de consórcio entre crédito de carbono e certificação ambiental de propriedades rurais. (Foto: Reprodução / Ipam)

Fonte: Globo Natureza


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Seminário “Certificação Florestal no Brasil” acontece este mês

O encontro, marcado para o dia 18 de agosto, de 8h às 19h, na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ/USP), tem o objetivo de discutir os principais aspectos dos sistemas de certificação florestal existentes e seu contexto na realidade atual. Representantes de empresas florestais, órgãos de pesquisas e certificação e instituições de ensino abordarão a temática de modo a identificar benefícios e obstáculos envolvidos no processo. Mais informações e inscrições no endereço www.ipef.br/eventos/2011/certificacao.asp ou pelo telefone (19) 2105 8602. A Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz fica em Piracicaba-SP.


18 de abril de 2009 | nenhum comentário »

Crise financeira não afetará certificação

“O FSC nunca cresceu tanto como agora”.  Foi essa a conclusão do presidente do conselho internacional da certificação, o FSC (sigla para Forest Stewardship Council), Roberto Waack, durante o seminário “A certificação ambiental resiste à crise?”, realizado na quinta-feira (16) pelo Núcleo de Economia Socioambiental da Universidade de São Paulo (USP), na capital paulista.

Segundo Waack, apesar do momento de crise, a questão da certificação se consolidou.  “Nos últimos tempos, temos a participação de países que historicamente não valorizavam as políticas socioambientais, como é o caso da China, que hoje está entre os sete principais países com maior cadeia de custódia do FSC”, argumentou.

drive angry 3d the movie to download

Só em 2008, o número de selos concedidos pelo FSC aumentou 57%.  Atualmente, há 953 certificações do FSC em 83 países do mundo.  O Brasil, com 5.479.531 hectares de floresta certificada, está na lista dos principais países que possuem o selo.  “Porém, para o país que é o maior produtor florestal do mundo, sua participação está muito aquém do esperado”, diz Waack.  Agora, o principal desafio, segundo ele, é fazer com que a produção de produtos certificados se equipare às demandas.

Além do presidente do conselho do FSC, participaram do seminário o economista e consultor americano Michael Conroy, e os professores da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP) Sylvia Saes e Ricardo Abramovay.

Coroy também acredita que a certificação tende a crescer.  De acordo com o economista, a imagem das empresas atrelada a questões socioambientais é, para elas, muito mais importante do que “conter” gastos com a crise.  “Em uma pesquisa, viu-se que as empresas que possuem certificação sofreram muito menos do que outras empresas”.

O economista, que é autor de um extenso estudo sobre o assunto, também disse que os cidadãos que vivem nos países desenvolvidos já vêem a importância de se consumir produtos certificados.  “Um estudo da GlobScam mostra que 9 entre 10 norte-americanos se preocupam com as condições sociais e ambientais envolvidas durante a fabricação dos produtos”.

Comunicação – Para Sylvia Saes, o grande desafio dos selos é a sua divulgação.  “O cidadão acaba não entendendo o que eles significam.  Falta uma melhor comunicação”, disse ela.

Para Waak, essa confusão sobre a certificação tende a piorar com a multiplicação dos selos.  “A cada dia aparecem mais selos no mercado e haverá ainda mais confusão sobre seu significado, importância e credibilidade.  Por isso, acredito que num futuro próximo haverá algum órgão regulamentador e só ficarão no mercado os selos com credibilidade”.

Coroy conta que para saber se a certificação mostra credibilidade ou não o cidadão tem que saber quem está por trás da iniciativa.  “É preciso ver quem é o responsável pela certificação”.

FSC – Até hoje, a única forma de certificação florestal com credibilidade internacional é a do Conselho de Manejo Florestal, o FSC (Forest Stewardship Council, em inglês).  O FSC é uma organização internacional independente, sem fins lucrativos, fundada em 1993 e sediada em Bonn, na Alemanha.

Definidos pelo FSC internacional, os princípios e critérios visam atestar que o manejo da floresta aconteceu de maneira ambientalmente apropriada, socialmente justa e economicamente viável.  Todos eles foram debatidos em suas câmaras ambiental, econômica e social e servem como normas primárias que regem a atuação do selo ao redor do globo.  Alguns desses padrões foram adaptados à realidade brasileira por conta das particularidades e especificidades encontradas no país. (Fonte: Thais Iervolino/ Amazônia.org)