29 de agosto de 2013 | nenhum comentário »

Vírus é provável causador de mortandade de golfinhos nos EUA

Morbillivírus cetáceo é similar ao que causa o sarampo humano.
Centenas de animais morreram na costa leste do país.

O morbillivírus cetáceo, um vírus similar ao do sarampo humano, é a causa provável da morte de centenas de golfinhos nariz-de-garrafa na costa leste dos Estados Unidos desde julho.

Este vírus afeta os pulmões e o cérebro, causando pneumonia e comportamento errático, e geralmente é letal, afirmaram os especialistas da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA). “Muitos golfinhos apresentavam lesões na pele, na boca, nas articulações e nos pulmões”, afirmou a NOAA em um comunicado.

“A causa preliminar é atribuída ao morbillivirus cetáceo, com base em diagnósticos e discussões de especialistas na doença”, acrescentou. Outras mortandades em massa vinculadas ao morbillivirus afetaram os golfinhos no nordeste dos Estados Unidos em 1987-1989 e no Golfo do México em 1992 e 1994.

Um total de 488 golfinhos nariz-de-garrafa morreram ao longo do ano na costa leste, de Nova York à Carolina do Norte.

Funcionária do Aquário de Virgínia, nos EUA, faz necrópsia em golfinho morto na terça (6) (Foto: The Virginian-Pilot,L/Todd Spencer/AP)

Funcionária do Aquário de Virgínia, nos EUA, faz necrópsia em golfinho morto (Foto: The Virginian-Pilot,L/Todd Spencer/AP)

Visão de cima de golfinho morto antes da necrópsia (Foto: The Virginian-Pilot/L. Todd Spencer/AP)

Golfinho passa por necrópsia (Foto: The Virginian-Pilot/L. Todd Spencer/AP)

Fonte: Globo Natureza


2 de dezembro de 2011 | nenhum comentário »

Golfinho albino é encontrado pela primeira vez em Santa Catarina

Segundo pesquisadores, é o único caso de albinismo da espécie no mundo.
Filhote estava acompanhado de um adulto, provavelmente a mãe.

Uma equipe do Projeto Toninhas conseguiu registrar imagens de um filhote albino de golfinho na Baía Babitonga, litoral de Santa Catarina. Segundo os pesquisadores, este é o primeiro caso documentado de albinismo para esta espécie de cetáceo, também chamado de toninha.

Segundo a bióloga do projeto, Camila Meirelles Sartori, a toninha foi avistada em outubro, mas somente no dia 7 de novembro as imagens foram registradas. A descoberta foi divulgada nesta quinta-feira (1º). “Podemos dizer que é a única do mundo, porque ela existe no litoral do Espírito Santo até a Argentina, e não há nenhum outro registro de albinismo nessa espécie”, afirma.

O filhote estava acompanhado de um adulto, provavelmente a mãe, e era totalmente branco. O albinismo é herdado geneticamente e se caracteriza pela pouca ou nenhuma pigmentação nos olhos, pele e pelos dos animais. No Brasil, já houve o registro de filhotes albinos de baleia-franca, também em Santa Catarina, e de um adulto de boto-cinza, no Rio Grande do Norte.

Ainda segundo a bióloga, o filhote provavelmente nasceu no final do mês de outubro e dificilmente outro semelhante deve ser encontrado na região. “Entre cetáceos é bem raro ser albino, o cruzamento não tem grande variabilidade”, explica.

Segundo o projeto, a cor do golfinho poderá sofrer algumas alterações ao longo do tempo, adquirindo um tom acinzentado ou rosado. Filhotes de toninha são totalmente dependentes da mãe até aproximadamente um ano de vida e se alimentam exclusivamente do leite materno até os seis meses, quando passam a ingerir pequenos peixes.

Na Baía Babitonga, a população residente de toninhas vem sendo estudada há mais de dez anos, segundo informações do Projeto Toninhas, que desenvolve atividade de pesquisa e educação ambiental voltadas à conservação da espécie de golfinho, a mais ameaçada de todo o Atlântico Sul Ocidental.

Golfinho albino foi registrado no litoral de Santa Catarina (Foto: Divulgação/Projeto Toninhas)

Golfinho albino foi registrado no litoral de Santa Catarina (Foto: Divulgação/Projeto Toninhas)

Fonte: G1, São Paulo






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29 de agosto de 2013 | nenhum comentário »

Vírus é provável causador de mortandade de golfinhos nos EUA

Morbillivírus cetáceo é similar ao que causa o sarampo humano.
Centenas de animais morreram na costa leste do país.

O morbillivírus cetáceo, um vírus similar ao do sarampo humano, é a causa provável da morte de centenas de golfinhos nariz-de-garrafa na costa leste dos Estados Unidos desde julho.

Este vírus afeta os pulmões e o cérebro, causando pneumonia e comportamento errático, e geralmente é letal, afirmaram os especialistas da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA). “Muitos golfinhos apresentavam lesões na pele, na boca, nas articulações e nos pulmões”, afirmou a NOAA em um comunicado.

“A causa preliminar é atribuída ao morbillivirus cetáceo, com base em diagnósticos e discussões de especialistas na doença”, acrescentou. Outras mortandades em massa vinculadas ao morbillivirus afetaram os golfinhos no nordeste dos Estados Unidos em 1987-1989 e no Golfo do México em 1992 e 1994.

Um total de 488 golfinhos nariz-de-garrafa morreram ao longo do ano na costa leste, de Nova York à Carolina do Norte.

Funcionária do Aquário de Virgínia, nos EUA, faz necrópsia em golfinho morto na terça (6) (Foto: The Virginian-Pilot,L/Todd Spencer/AP)

Funcionária do Aquário de Virgínia, nos EUA, faz necrópsia em golfinho morto (Foto: The Virginian-Pilot,L/Todd Spencer/AP)

Visão de cima de golfinho morto antes da necrópsia (Foto: The Virginian-Pilot/L. Todd Spencer/AP)

Golfinho passa por necrópsia (Foto: The Virginian-Pilot/L. Todd Spencer/AP)

Fonte: Globo Natureza


2 de dezembro de 2011 | nenhum comentário »

Golfinho albino é encontrado pela primeira vez em Santa Catarina

Segundo pesquisadores, é o único caso de albinismo da espécie no mundo.
Filhote estava acompanhado de um adulto, provavelmente a mãe.

Uma equipe do Projeto Toninhas conseguiu registrar imagens de um filhote albino de golfinho na Baía Babitonga, litoral de Santa Catarina. Segundo os pesquisadores, este é o primeiro caso documentado de albinismo para esta espécie de cetáceo, também chamado de toninha.

Segundo a bióloga do projeto, Camila Meirelles Sartori, a toninha foi avistada em outubro, mas somente no dia 7 de novembro as imagens foram registradas. A descoberta foi divulgada nesta quinta-feira (1º). “Podemos dizer que é a única do mundo, porque ela existe no litoral do Espírito Santo até a Argentina, e não há nenhum outro registro de albinismo nessa espécie”, afirma.

O filhote estava acompanhado de um adulto, provavelmente a mãe, e era totalmente branco. O albinismo é herdado geneticamente e se caracteriza pela pouca ou nenhuma pigmentação nos olhos, pele e pelos dos animais. No Brasil, já houve o registro de filhotes albinos de baleia-franca, também em Santa Catarina, e de um adulto de boto-cinza, no Rio Grande do Norte.

Ainda segundo a bióloga, o filhote provavelmente nasceu no final do mês de outubro e dificilmente outro semelhante deve ser encontrado na região. “Entre cetáceos é bem raro ser albino, o cruzamento não tem grande variabilidade”, explica.

Segundo o projeto, a cor do golfinho poderá sofrer algumas alterações ao longo do tempo, adquirindo um tom acinzentado ou rosado. Filhotes de toninha são totalmente dependentes da mãe até aproximadamente um ano de vida e se alimentam exclusivamente do leite materno até os seis meses, quando passam a ingerir pequenos peixes.

Na Baía Babitonga, a população residente de toninhas vem sendo estudada há mais de dez anos, segundo informações do Projeto Toninhas, que desenvolve atividade de pesquisa e educação ambiental voltadas à conservação da espécie de golfinho, a mais ameaçada de todo o Atlântico Sul Ocidental.

Golfinho albino foi registrado no litoral de Santa Catarina (Foto: Divulgação/Projeto Toninhas)

Golfinho albino foi registrado no litoral de Santa Catarina (Foto: Divulgação/Projeto Toninhas)

Fonte: G1, São Paulo