6 de março de 2013 | nenhum comentário »

Cerca de 3 mil grandes macacos são vítimas de caça a cada ano, diz ONU

Parte é capturada, e o resto morre, segundo programa de conservação.
Relatório sobre primatas foi apresentado em conferência na Tailândia.

Cerca de 3 mil grandes macacos morrem ou são capturados a cada ano devido ao comércio ilegal, segundo um relatório da ONU publicado nesta segunda-feira (4).

Entre 2005 e 2011 estima-se que mais de 20 mil exemplares de grandes macacos foram vítimas da caça ilegal, segundo o estudo elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), que supervisiona um programa específico de conservação conhecido como Grasp.

“Este comércio está florescendo, e é extremamente perigoso para a sobrevivência no longo prazo dos grandes macacos”, disse o coordenador do Grasp, Doug Cress, que descreveu este negócio ilegal como “sofisticado, engenhoso, bem financiado e bem armado”.

“Nesse ritmo, os macacos desaparecerão muito rápido”, disse Cress.

Além disso, advertiu, a captura de um só chimpanzé envolve, às vezes, matar outros dez.

“Não pode se meter na selva e pegar só um. Tem que brigar. Tem que matar os outros chimpanzés do grupo”, disse Cress à imprensa, durante a conferência da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies Ameaçadas (Cites) sobre espécies em perigo realizada em Bangcoc.

O comércio internacional de chimpanzés, bonobos e gorilas, as três espécies de grandes símios africanos, assim como de orangotangos, a única espécie asiática, está proibido em virtude da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas (CITES), cujos países membros estão reunidos nesta semana na capital tailandesa.

Segundo o relatório, muitos destes macacos são vendidos como animais domésticos a compradores ricos, que os veem como um símbolo de poder, ou são adquiridos por zoológicos de reputação duvidosa e explorados pela indústria do turismo ou do entretenimento.

Uma fêmea de gorila-da-montanha com seu filhote. População de primatas desta espécie aumentou, aponta censo (Foto: Divulgação/Martin Harvey/WWF)

Fêmea de gorila-da-montanha com seu filhote. (Foto: Divulgação/Martin Harvey/WWF)

 

Fonte: Globo Natureza


22 de março de 2012 | nenhum comentário »

Pesquisa dá pistas sobre como ancestrais do homem se tornaram bípedes

Experimento com chimpanzés mostra que competição por alimentos pode ter forçado antepassados do homem a andar sobre duas pernas

Cientistas da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, e da Universidade de Kyoto, no Japão, estudaram o comportamento de chimpanzés e a forma como eles competem entre si por recursos alimentares, a fim de entender por que os ancestrais do homem se tornaram bípedes. A pesquisa foi publicada no periódico Current Biology.

Os resultados sugerem que esses ancestrais passaram a se locomover sobre duas pernas, em vez de quatro, em situações e localidades em que eles precisavam monopolizar as fontes de alimentação, geralmente porque elas não se encontravam em abundância em seu habitat, e eles não podiam prever quando as teriam novamente. Ficar em pé sobre duas pernas permitia aos indivíduos carregar mais alimentos de cada vez, já que suas mãos ficavam livres.

Os antropólogos concluíram que os ancestrais mais antigos do homem podem ter vivido em constante mudança de condições ambientais, em que determinadas fontes de alimentos não eram sempre fáceis de encontrar. Se a competição por comida era forte, o costume de andar sobre duas pernas pode ter levado a mudanças anatômicas ao longo do tempo, já que indivíduos bípedes tinham mais vantagem sobre os outros quadrúpedes.

Para chegar a esses resultados, os cientistas fizeram uma série de experimentos em laboratórios ao ar livre, monitorando o comportamento de chimpanzés e determinando quando e por que eles recorriam ao andar bípede. Eles observaram que os animais tendiam a andar sobre duas pernas quando deparados com alimentos escassos, já que era possível carregar mais deles de uma só vez. Se a comida era abundante, eles agiam na maior parte das vezes como quadrúpedes.

Faltas de evidências fósseis deixam os pesquisadores em dúvida sobre quando exatamente os ancestrais humanos se tornaram bípedes. Acredita-se, porém, que isso aconteceu por conta de mudanças climáticas ocorridas em algum período da história, que reduziram as áreas de floresta e forçaram os animais a se movimentar por longas distâncias em terrenos abertos.

Chimpanzé anda sobre duas pernas durante experimento: vantagem em tempos de comida escassa

Chimpanzé anda sobre duas pernas durante experimento: vantagem em tempos de comida escassa (Universidade de Cambridge)

Fonte: Veja Ciência


8 de março de 2012 | nenhum comentário »

Genes de macacos mostram que temos gorilas entre nós

Nossos ancestrais passaram pela divisão evolutiva com os gorilas há cerca de 10 milhões de anos, mas ainda compartilhamos um notável número de genes com o grande macaco, de acordo com um inovador estudo publicado nesta quarta-feira.

Um consórcio mundial de cientistas sequenciou o genoma do gorila da planície ocidental e comparou mais de 11.000 de seus genes com os dos humanos modernos, Homo sapiens, e os dos chimpanzés.

Os gorilas se separaram da linhagem humano-chimpanzé há cerca de 10 milhões de anos, e cerca de quatro milhões de anos depois homens e chimpanzés emergiram como espécies diferentes, uma ideia que coincide com as evidências fósseis.

A comparação também derruba convicções sobre similaridades entre os principais primatas, dizem os pesquisadores.

Como era esperado, humanos e chimpanzés compartilhavam a maior parte dos genes.

Mas 15% do genoma humano é mais próximo ao genoma do gorila do que ao do chimpanzé – e 15% do genoma do chimpanzé é mais próximo ao genoma do gorila do que ao do humano.

“Nossas descobertas mais significativas revelam não apenas diferenças entre as espécies refletindo milhões de anos de divergências evolutivas, mas também similaridades nas mudanças em paralelo ao longo do tempo desde seu ancestral comum”, disse Chris Tyler-Smith, do Britain’s Wellcome Trust Sanger Institute.

“Descobrimos que gorilas compartilham muitas mudanças genéticas paralelas com humanos – incluindo a evolução de nossa audição”.

“Cientistas sugeriram que a rápida evolução dos genes de audição dos humanos estava ligada à evolução da linguagem. Nossos resultados colocam isso em questão, já que os genes de audição evoluíram em gorilas na mesma proporção que nos humanos”.

Os próprios gorilas começaram a se dividir em dois grupos, o gorila da planície oriental e o gorila da planície ocidental, cerca de um milhão de anos atrás.

O estudo joga um balde de água fria naqueles que defendem a noção de que a separação entre espécies de primatas ocorreu de maneira abrupta, em um período relativamente curto.

Na verdade, o processo foi longo e muito gradual.

Havia provavelmente uma quantidade razoável de “fluxo gênico”, ou um cruzamento entre linhagens genéticas levemente diferentes, os dois antes que os gorilas se separassem dos outros macacos e antes que os próprios gorilas se dividissem em duas espécies.

Poderia haver um paralelo na separação entre chimpanzés e bonomos, ou entre humanos modernos e Neanderthais, afirmam os autores.

Uma nova teoria sobre Neanderthais é que eles eram mais do que primos próximos – o H. sapiens ocasionalmente cruzava com eles e incorporou alguns de seus genes nos humanos modernos.

Os próprios Neandherthais se extinguiram como uma espécie separada há cerca de 40 mil anos, dizimados quer por uma mudança climática ou devido ao próprio H. sapiens, de acordo com algumas hipóteses.

A amostra de DNA foi retirada de uma gorila da planície ocidental chamada Kamilah.

Depois de prosperar por milhões de anos, os gorilas sobrevivem hoje em apenas algumas poucas populações ameaçadas da África central, e sua quantidade diminui devido à caça e à perda de habitat.

“Bem como nos ensinar sobre evolução humana, o estudo dos grandes macacos nos conecta a um tempo no qual nossa existência era mais tênue, e, ao fazer isso, ressalta a importância de proteger e conservar estas espécies notáveis”, afirma o estudo.

Fonte: Veja Ciência


22 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Chimpanzé completa 50 anos e ganha bolo em zoo da Alemanha

O primata Toni aproveitou o presente nesta terça-feira, em Munique.
O animal nasceu no zoológico e vive com uma fêmea mais nova que ele.

O chimpanzé Toni ganhou um bolo pelos seus 50 anos no zoológico de Munique, na Alemanha (Foto: Sven Hoppe/AFP)

O chimpanzé Toni ganhou um bolo pelos seus 50 anos no zoológico de Munique, na Alemanha (Foto: Sven Hoppe/AFP)

Nesta terça-feira (22), o zoológico Tiepark Hellabrun, de Munique, na Alemanha, comemorou o aniversário do chimpanzé Toni, que completou 50 anos.

O primata foi presenteado com um bolo, que tratou de devorar sozinho no ambiente em que vive.

Toni nasceu no zoológico e vive com uma chimpanzé fêmea mais nova que ele chamada Pueppi.

Fundado em 1911, o zoo de Munique, no estado alemão da Baviera, abriga atualmente 17.811 animais de 709 diferentes espécies.

Esta diversidade fez o local ser considerado como o abrigo com mais exemplares de animais de toda a Europa.

 

Fonte: Do Globo Natureza, São Paulo

 


23 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Fêmea de bonobo é considerada o macaco mais inteligente do mundo

Uma fêmea de bonobo, paciente e perseverante, arrebatou de um grupo de chimpanzés machos o título de “macaco mais inteligente do mundo”, em um concurso organizado por zoológicos belgas cujo resultado que surpreendeu os primatologistas.

Inspirado em um programa muito popular na TV belga, intitulado “O homem mais inteligente do mundo”, o jogo que pôs em campos opostos bonobos do zoológico de Planckendael, em Malines, e os chimpanzés do zoo de Anvers, no noroeste da Bélgica, foi celebrado no começo de agosto com a vitória do primeiro grupo.

As seis provas consistiam em apresentar aos primatas das duas espécies os mesmos quebra-cabeças e labirintos a fim de que se valessem de uma manipulação engenhosa ou a ajuda de ferramentas rudimentares como galhos com folhas com o intuito de pegar laranjas ou nozes.

No começo, a iniciativa “era, acima de tudo, lúdica”, explicou Jeroen Stevens, primatologista da Sociedade Real de Zoologia de Anvers (KMDA), que administra os dois zoológicos.

A intenção era sensibilizar o público e financiar um projeto alternativo à caça de macacos no Camarões, onde a “carne de caça” costuma ser considerada uma iguaria.

Mas o resultado do concurso surpreendeu os cientistas.

Jeroen Stevens esperava, na verdade, uma vitória dos chimpanzés, conhecidos por recorrer com frequência a galhos a fim de se alimentar com formigas ou cupins, ou de pedras para abrir nozes. Os bonobos também são capazes de usar ferramentas, mas sabidamente são menos hábeis e isto nunca havia sido observado na natureza, acrescentou.

Além disso, os chimpanzés foram acostumados por seus cuidadores aos labirintos, enquanto que os bonobos ficaram inicialmente assustados com os novos jogos.

Luta pelo poder – Jeroen Stevens não havia previsto os problemas políticos dos chimpanzés de Anvers, onde dois jovens machos começaram este verão a contestar o macho dominante que reinou no grupo por 10 anos. No contexto destas disputas de poder, os jogos propostos despertaram um interesse apenas limitado.

Entre os bonobos, uma sociedade mais pacífica e matriarcal, na qual o sexo serve para regular conflitos, foi uma jovem fêmea, Djanoa, que conseguiu, sozinha, completar quatro das seis provas.

O primatologista resistiu, contudo, a concluir que os bonobos – cujo comportamento e as regras sociais ainda são pouco conhecidos – sejam mais inteligentes do que os chimpanzés.

Com a vitória de Djanoa, “a pesquisa só está começando” porque ela levanta novas questões, destacou Stevens.

Djanoa venceu porque é a mais perseverante entre seus congêneres? Ou simplesmente porque ela é a única a realmente apreciar nozes? Ela foi bem sucedida em monopolizar os jogos, interditando o acesso dos demais, mesmo sem ser a fêmea dominante do grupo?

Em meio a questões como estas, os pesquisadores do zoo querem encontrar respostas, variando os alimentos colocados no jogo, oferecendo muitos simultaneamente ou ainda confrontando os macacos individualmente com labirintos e quebra-cabeças.

Com apenas um acerto em seis registrado por um chimpanzé macho, o jogo também permitiu confirmar que tanto entre os bonobos quanto entre os chimpanzés – duas espécies que possuem 98% de genes em comum com os humanos – “as fêmeas são as mais dotadas para utilizar ferramentas”, destacou o primatologista.

Mas é perigoso comparar espécies ou generalizar a uma espécie inteira conclusões sobre comportamentos individuais, preveniu Jeroen Stevens.

“Tanto quanto fazer paralelos entre o homem e o macaco”, completou.

Fonte: Fonte: Portal iG


12 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Cérebro de chimpanzés ao nascer é imaturo como o de bebês humanos

Estudo mostrou que, no entanto, filhotes de chimpanzés não apresentam a mesma rapidez de humanos no desenvolvimento cerebral

Chimpanzés, assim como humanos, nascem com partes do cérebro – no caso, o encéfalo frontal – ainda não desenvolvidos completamente. Esta área está ligada a funções como tomadas de decisão e autoconhecimento e criatividade. No entanto, ao contrário dos seres humanos, filhotes de chimpanzés não apresentam o rápido desenvolvimento de massa branca na mesma região do cérebro.

O estudo da Universidade de Kyoto, no Japão, é o primeiro a acompanhar o desenvolvimento cerebral dos chimpanzés e compará-lo com o dos humanos. A equipe de pesquisadores analisou imagens de ressonância magnética do cérebro de três chimpanzés de idades entre seis meses e seis anos.

Os cientistas também puderam notar que tanto humanos quanto chimpanzés têm relacionamento próximo entre crianças e adultos, expressados por sorrisos e olhares mútuos.

“Uma das mudanças evolucionárias mais marcantes no homem em relação à cognição é justamente a ampliação do córtex pré-frontal”, disse Tetsuro Matsuzawa, da universidade de Kyoto e autor do estudo publicado no periódico científico Cell. “Esta é também uma das ultimas regiões a se desenvolver no cérebro”, disse.

Esta demora no desenvolvimento tanto em humanos quanto em chipanzés propicia um prolongado período de plasticidade no cérebro que permite que ele desenvolva interações sociais complexas, conhecimento e habilidade moldada por experiências, afirma os cientistas.

Bebês chimpanzé: ponto de partida cerebral igual ao dos humanos. (Foto: AFP)

Fonte: Portal IG


2 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Chimpanzé cuida de tigres na Tailândia

Macaco foi treinado para alimentar filhote de felinos em zoológico.

Um jovem chimpanzé vem desempenhando o papel de mãe para filhotes de tigre em um zoológico na Tailândia.

O macaco foi treinado para a tarefa e a vem exercendo há um ano.

Click e veja o vídeo:

http://www.bbc.co.uk/worldservice/emp/pop.shtml?l=pt&t=video&p=/portuguese/meta/dps/2011/08/emp/110801_chimpanze_tigre.emp.xml%20Mas os tratadores do zoológico perto de Bangcoc dizem que em breve os filhotes vão estar maiores do que o chimpanzé e, portanto, eles devem ser separados.

Chimpanzé alimenta filhote de trigre no zoo de Bancoc (Foto: Reprodução / BBC)

Chimpanzé alimenta filhote de trigre no zoo de Bancoc (Foto: Reprodução / BBC)

Fonte: Da BBC


22 de dezembro de 2010 | nenhum comentário »

Boneca primata

Um estudo realizado por pesquisadores norte-americanos indica que, em condições naturais, os filhotes de chimpanzés tendem a escolher brincadeiras diferentes de acordo com seu sexo, como ocorre em geral com as crianças humanas.

Embora tanto os jovens chimpanzés machos como fêmeas brinquem com galhos, as fêmeas o fazem com mais frequência e, eventualmente, tratam os gravetos como se fossem mães chimpanzés cuidando de seus bebês. O estudo foi publicado na edição de dezembro da revista Current Biology, uma publicação da Cell Press .

As descobertas sugerem, de acordo com os autores, que a tendência das meninas a brincar mais com bonecas que os meninos – um fenômeno observado de forma consistente em todas as culturas – não é apenas resultado de uma socialização estereotipada em relação ao sexo, mas é parcialmente proveniente de uma “preferência biológica”.

“Essa é a primeira evidência em uma espécie de animal em condições selvagens de que machos e fêmeas brincam com objetos de forma diferente”, disse um dos autores, Richard Wrangham, da Universidade de Harvard.

Estudos anteriores com macacos em cativeiro também sugeriam uma influência biológica na escolha dos brinquedos. Brinquedos humanos estereotipados em relação ao sexo foram oferecidos aos macacos filhotes e as fêmeas preferiam as bonecas, enquanto os machos se mostraram mais aptos a lidar com os “brinquedos de garotos”, como caminhõezinhos.

As novas observações foram feitas durante 14 anos, com a comunidade de chimpanzés Kanyawara, no Parque Nacional de Kibale, em Uganda, por Wrangham e pela coautora do estudo, Sonya Kahlenberg, do Bates College, no estado do Maine.

Os cientistas descobriram que os chimpanzés utilizam galhos de quatro maneiras diferentes: como sondas para investigar buracos que possam conter água ou mel, como apoio ou arma em confrontos agressivos, em brincadeiras solitárias ou sociais e em comportamentos descritos pelos pesquisadores como “carregamento de galhos”.

Wrangham afirmou que, ao longo dos anos de observação, a equipe de cientistas percebeu que o carregamento de galhos era visto de tempos em tempos. Eles suspeitaram que as fêmeas reproduziam esse comportamento com mais frequência que os machos. O estudo comportamental mais detalhado agora confirmou essa suspeita.

“Pensamos que, se os galhos estivessem fazendo o papel de bonecas, as fêmeas fariam o carregamento de galhos com mais frequência que os machos e que elas iriam parar de fazer isso quando tivessem seus próprios bebês. Agora descobrimos que ambas as hipóteses estavam corretas”, disse Wrangham.

De acordo com os cientistas, durante as observações os filhotes fêmeas às vezes levavam seus galhos para ninhos diurnos onde ficavam descansando e, eventualmente, brincavam com eles de uma maneira que evocava as brincadeiras maternas.

Não está claro ainda se essa forma de brincadeira é comum entre os chimpanzés. Até agora, ninguém havia descrito o carregamento de galhos como uma forma de brincadeira, apesar do interesse considerável, entre os pesquisadores que trabalham com chimpanzés, pela descrição de uso de objetos.

“Isso nos faz suspeitar que o carregamento de galhos é uma tradição social que se disseminou na nossa comunidade e não em outras”, disse Wrangham.

Como o carregamento de galhos é raro mesmo entre os chimpanzés de Kanyawara, estudados por Wrangham e Kahlenberg, eles não têm certeza se pesquisadores que estudam outras comunidades poderiam relatar a ausência do comportamento.

Eles comentaram que as brincadeiras de chimpanzés são geralmente descritas de maneira precária, pois as comunidades desses animais são normalmente pequenas e com poucos filhotes ao mesmo tempo.

Se for descoberto que o carregamento de galhos é algo único dos chimpanzés de Kanyawara, será “o primeiro caso de uma tradição mantida apenas entre os filhotes, como as cantigas infantis entre os humanos”, de acordo com Wrangham. “Isso indicaria que as tradições comportamentais dos chimpanzés são mais parecidas do que imaginávamos com as humanas”, afirmou.

O artigo Sex differences in chimpanzees’ use of sticks as play objects resemble those of children (doi:10.1016/j.cub.2010.11.024), de Richard Wrangham e Sonya Kahlenberg, pode ser lido por assinantes da Current Biology em www.cell.com/current-biology. (Fonte: Agência Fapesp)


21 de janeiro de 2010 | nenhum comentário »

Nasce filhote de chimpanzé em zoológico do Rio Grande do Sul

Danielle Jordan / AmbienteBrasilNo último dia 30 de dezembro, nasceu um filhote de chimpanzé no zoológico do Estado do Rio Grande do Sul.

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Ainda não foi possível identificar o sexo do animal, filho de Tição, que nasceu no zoológico gaúcho em 1981, e de Muka, que chegou ao Parque em 1993, emprestada pelo Parque Beto Carrero World, de Penha, em Santa Catarina.

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Assim que o sexo for identificado será promovido um concurso entre os visitantes, para a escolha do nome do animal. Ainda é difícil ver o filhote, segundo informações da assessoria de comunicação, uma vez que a mãe o esconde junto ao corpo, como forma de proteção.

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Com o nascimento, o zoo conta agora com quatro exemplares de chimpanzés. Ao todo, são mais de 1100 animais, entre aves e mamíferos.

A instituição destaca a importância do trabalho realizado pelos técnicos e tratadores, que garantem a boa alimentação, os cuidados necessários e a acomodação em recintos apropriados.

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*Com informações da ascom.






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6 de março de 2013 | nenhum comentário »

Cerca de 3 mil grandes macacos são vítimas de caça a cada ano, diz ONU

Parte é capturada, e o resto morre, segundo programa de conservação.
Relatório sobre primatas foi apresentado em conferência na Tailândia.

Cerca de 3 mil grandes macacos morrem ou são capturados a cada ano devido ao comércio ilegal, segundo um relatório da ONU publicado nesta segunda-feira (4).

Entre 2005 e 2011 estima-se que mais de 20 mil exemplares de grandes macacos foram vítimas da caça ilegal, segundo o estudo elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), que supervisiona um programa específico de conservação conhecido como Grasp.

“Este comércio está florescendo, e é extremamente perigoso para a sobrevivência no longo prazo dos grandes macacos”, disse o coordenador do Grasp, Doug Cress, que descreveu este negócio ilegal como “sofisticado, engenhoso, bem financiado e bem armado”.

“Nesse ritmo, os macacos desaparecerão muito rápido”, disse Cress.

Além disso, advertiu, a captura de um só chimpanzé envolve, às vezes, matar outros dez.

“Não pode se meter na selva e pegar só um. Tem que brigar. Tem que matar os outros chimpanzés do grupo”, disse Cress à imprensa, durante a conferência da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies Ameaçadas (Cites) sobre espécies em perigo realizada em Bangcoc.

O comércio internacional de chimpanzés, bonobos e gorilas, as três espécies de grandes símios africanos, assim como de orangotangos, a única espécie asiática, está proibido em virtude da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas (CITES), cujos países membros estão reunidos nesta semana na capital tailandesa.

Segundo o relatório, muitos destes macacos são vendidos como animais domésticos a compradores ricos, que os veem como um símbolo de poder, ou são adquiridos por zoológicos de reputação duvidosa e explorados pela indústria do turismo ou do entretenimento.

Uma fêmea de gorila-da-montanha com seu filhote. População de primatas desta espécie aumentou, aponta censo (Foto: Divulgação/Martin Harvey/WWF)

Fêmea de gorila-da-montanha com seu filhote. (Foto: Divulgação/Martin Harvey/WWF)

 

Fonte: Globo Natureza


22 de março de 2012 | nenhum comentário »

Pesquisa dá pistas sobre como ancestrais do homem se tornaram bípedes

Experimento com chimpanzés mostra que competição por alimentos pode ter forçado antepassados do homem a andar sobre duas pernas

Cientistas da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, e da Universidade de Kyoto, no Japão, estudaram o comportamento de chimpanzés e a forma como eles competem entre si por recursos alimentares, a fim de entender por que os ancestrais do homem se tornaram bípedes. A pesquisa foi publicada no periódico Current Biology.

Os resultados sugerem que esses ancestrais passaram a se locomover sobre duas pernas, em vez de quatro, em situações e localidades em que eles precisavam monopolizar as fontes de alimentação, geralmente porque elas não se encontravam em abundância em seu habitat, e eles não podiam prever quando as teriam novamente. Ficar em pé sobre duas pernas permitia aos indivíduos carregar mais alimentos de cada vez, já que suas mãos ficavam livres.

Os antropólogos concluíram que os ancestrais mais antigos do homem podem ter vivido em constante mudança de condições ambientais, em que determinadas fontes de alimentos não eram sempre fáceis de encontrar. Se a competição por comida era forte, o costume de andar sobre duas pernas pode ter levado a mudanças anatômicas ao longo do tempo, já que indivíduos bípedes tinham mais vantagem sobre os outros quadrúpedes.

Para chegar a esses resultados, os cientistas fizeram uma série de experimentos em laboratórios ao ar livre, monitorando o comportamento de chimpanzés e determinando quando e por que eles recorriam ao andar bípede. Eles observaram que os animais tendiam a andar sobre duas pernas quando deparados com alimentos escassos, já que era possível carregar mais deles de uma só vez. Se a comida era abundante, eles agiam na maior parte das vezes como quadrúpedes.

Faltas de evidências fósseis deixam os pesquisadores em dúvida sobre quando exatamente os ancestrais humanos se tornaram bípedes. Acredita-se, porém, que isso aconteceu por conta de mudanças climáticas ocorridas em algum período da história, que reduziram as áreas de floresta e forçaram os animais a se movimentar por longas distâncias em terrenos abertos.

Chimpanzé anda sobre duas pernas durante experimento: vantagem em tempos de comida escassa

Chimpanzé anda sobre duas pernas durante experimento: vantagem em tempos de comida escassa (Universidade de Cambridge)

Fonte: Veja Ciência


8 de março de 2012 | nenhum comentário »

Genes de macacos mostram que temos gorilas entre nós

Nossos ancestrais passaram pela divisão evolutiva com os gorilas há cerca de 10 milhões de anos, mas ainda compartilhamos um notável número de genes com o grande macaco, de acordo com um inovador estudo publicado nesta quarta-feira.

Um consórcio mundial de cientistas sequenciou o genoma do gorila da planície ocidental e comparou mais de 11.000 de seus genes com os dos humanos modernos, Homo sapiens, e os dos chimpanzés.

Os gorilas se separaram da linhagem humano-chimpanzé há cerca de 10 milhões de anos, e cerca de quatro milhões de anos depois homens e chimpanzés emergiram como espécies diferentes, uma ideia que coincide com as evidências fósseis.

A comparação também derruba convicções sobre similaridades entre os principais primatas, dizem os pesquisadores.

Como era esperado, humanos e chimpanzés compartilhavam a maior parte dos genes.

Mas 15% do genoma humano é mais próximo ao genoma do gorila do que ao do chimpanzé – e 15% do genoma do chimpanzé é mais próximo ao genoma do gorila do que ao do humano.

“Nossas descobertas mais significativas revelam não apenas diferenças entre as espécies refletindo milhões de anos de divergências evolutivas, mas também similaridades nas mudanças em paralelo ao longo do tempo desde seu ancestral comum”, disse Chris Tyler-Smith, do Britain’s Wellcome Trust Sanger Institute.

“Descobrimos que gorilas compartilham muitas mudanças genéticas paralelas com humanos – incluindo a evolução de nossa audição”.

“Cientistas sugeriram que a rápida evolução dos genes de audição dos humanos estava ligada à evolução da linguagem. Nossos resultados colocam isso em questão, já que os genes de audição evoluíram em gorilas na mesma proporção que nos humanos”.

Os próprios gorilas começaram a se dividir em dois grupos, o gorila da planície oriental e o gorila da planície ocidental, cerca de um milhão de anos atrás.

O estudo joga um balde de água fria naqueles que defendem a noção de que a separação entre espécies de primatas ocorreu de maneira abrupta, em um período relativamente curto.

Na verdade, o processo foi longo e muito gradual.

Havia provavelmente uma quantidade razoável de “fluxo gênico”, ou um cruzamento entre linhagens genéticas levemente diferentes, os dois antes que os gorilas se separassem dos outros macacos e antes que os próprios gorilas se dividissem em duas espécies.

Poderia haver um paralelo na separação entre chimpanzés e bonomos, ou entre humanos modernos e Neanderthais, afirmam os autores.

Uma nova teoria sobre Neanderthais é que eles eram mais do que primos próximos – o H. sapiens ocasionalmente cruzava com eles e incorporou alguns de seus genes nos humanos modernos.

Os próprios Neandherthais se extinguiram como uma espécie separada há cerca de 40 mil anos, dizimados quer por uma mudança climática ou devido ao próprio H. sapiens, de acordo com algumas hipóteses.

A amostra de DNA foi retirada de uma gorila da planície ocidental chamada Kamilah.

Depois de prosperar por milhões de anos, os gorilas sobrevivem hoje em apenas algumas poucas populações ameaçadas da África central, e sua quantidade diminui devido à caça e à perda de habitat.

“Bem como nos ensinar sobre evolução humana, o estudo dos grandes macacos nos conecta a um tempo no qual nossa existência era mais tênue, e, ao fazer isso, ressalta a importância de proteger e conservar estas espécies notáveis”, afirma o estudo.

Fonte: Veja Ciência


22 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Chimpanzé completa 50 anos e ganha bolo em zoo da Alemanha

O primata Toni aproveitou o presente nesta terça-feira, em Munique.
O animal nasceu no zoológico e vive com uma fêmea mais nova que ele.

O chimpanzé Toni ganhou um bolo pelos seus 50 anos no zoológico de Munique, na Alemanha (Foto: Sven Hoppe/AFP)

O chimpanzé Toni ganhou um bolo pelos seus 50 anos no zoológico de Munique, na Alemanha (Foto: Sven Hoppe/AFP)

Nesta terça-feira (22), o zoológico Tiepark Hellabrun, de Munique, na Alemanha, comemorou o aniversário do chimpanzé Toni, que completou 50 anos.

O primata foi presenteado com um bolo, que tratou de devorar sozinho no ambiente em que vive.

Toni nasceu no zoológico e vive com uma chimpanzé fêmea mais nova que ele chamada Pueppi.

Fundado em 1911, o zoo de Munique, no estado alemão da Baviera, abriga atualmente 17.811 animais de 709 diferentes espécies.

Esta diversidade fez o local ser considerado como o abrigo com mais exemplares de animais de toda a Europa.

 

Fonte: Do Globo Natureza, São Paulo

 


23 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Fêmea de bonobo é considerada o macaco mais inteligente do mundo

Uma fêmea de bonobo, paciente e perseverante, arrebatou de um grupo de chimpanzés machos o título de “macaco mais inteligente do mundo”, em um concurso organizado por zoológicos belgas cujo resultado que surpreendeu os primatologistas.

Inspirado em um programa muito popular na TV belga, intitulado “O homem mais inteligente do mundo”, o jogo que pôs em campos opostos bonobos do zoológico de Planckendael, em Malines, e os chimpanzés do zoo de Anvers, no noroeste da Bélgica, foi celebrado no começo de agosto com a vitória do primeiro grupo.

As seis provas consistiam em apresentar aos primatas das duas espécies os mesmos quebra-cabeças e labirintos a fim de que se valessem de uma manipulação engenhosa ou a ajuda de ferramentas rudimentares como galhos com folhas com o intuito de pegar laranjas ou nozes.

No começo, a iniciativa “era, acima de tudo, lúdica”, explicou Jeroen Stevens, primatologista da Sociedade Real de Zoologia de Anvers (KMDA), que administra os dois zoológicos.

A intenção era sensibilizar o público e financiar um projeto alternativo à caça de macacos no Camarões, onde a “carne de caça” costuma ser considerada uma iguaria.

Mas o resultado do concurso surpreendeu os cientistas.

Jeroen Stevens esperava, na verdade, uma vitória dos chimpanzés, conhecidos por recorrer com frequência a galhos a fim de se alimentar com formigas ou cupins, ou de pedras para abrir nozes. Os bonobos também são capazes de usar ferramentas, mas sabidamente são menos hábeis e isto nunca havia sido observado na natureza, acrescentou.

Além disso, os chimpanzés foram acostumados por seus cuidadores aos labirintos, enquanto que os bonobos ficaram inicialmente assustados com os novos jogos.

Luta pelo poder – Jeroen Stevens não havia previsto os problemas políticos dos chimpanzés de Anvers, onde dois jovens machos começaram este verão a contestar o macho dominante que reinou no grupo por 10 anos. No contexto destas disputas de poder, os jogos propostos despertaram um interesse apenas limitado.

Entre os bonobos, uma sociedade mais pacífica e matriarcal, na qual o sexo serve para regular conflitos, foi uma jovem fêmea, Djanoa, que conseguiu, sozinha, completar quatro das seis provas.

O primatologista resistiu, contudo, a concluir que os bonobos – cujo comportamento e as regras sociais ainda são pouco conhecidos – sejam mais inteligentes do que os chimpanzés.

Com a vitória de Djanoa, “a pesquisa só está começando” porque ela levanta novas questões, destacou Stevens.

Djanoa venceu porque é a mais perseverante entre seus congêneres? Ou simplesmente porque ela é a única a realmente apreciar nozes? Ela foi bem sucedida em monopolizar os jogos, interditando o acesso dos demais, mesmo sem ser a fêmea dominante do grupo?

Em meio a questões como estas, os pesquisadores do zoo querem encontrar respostas, variando os alimentos colocados no jogo, oferecendo muitos simultaneamente ou ainda confrontando os macacos individualmente com labirintos e quebra-cabeças.

Com apenas um acerto em seis registrado por um chimpanzé macho, o jogo também permitiu confirmar que tanto entre os bonobos quanto entre os chimpanzés – duas espécies que possuem 98% de genes em comum com os humanos – “as fêmeas são as mais dotadas para utilizar ferramentas”, destacou o primatologista.

Mas é perigoso comparar espécies ou generalizar a uma espécie inteira conclusões sobre comportamentos individuais, preveniu Jeroen Stevens.

“Tanto quanto fazer paralelos entre o homem e o macaco”, completou.

Fonte: Fonte: Portal iG


12 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Cérebro de chimpanzés ao nascer é imaturo como o de bebês humanos

Estudo mostrou que, no entanto, filhotes de chimpanzés não apresentam a mesma rapidez de humanos no desenvolvimento cerebral

Chimpanzés, assim como humanos, nascem com partes do cérebro – no caso, o encéfalo frontal – ainda não desenvolvidos completamente. Esta área está ligada a funções como tomadas de decisão e autoconhecimento e criatividade. No entanto, ao contrário dos seres humanos, filhotes de chimpanzés não apresentam o rápido desenvolvimento de massa branca na mesma região do cérebro.

O estudo da Universidade de Kyoto, no Japão, é o primeiro a acompanhar o desenvolvimento cerebral dos chimpanzés e compará-lo com o dos humanos. A equipe de pesquisadores analisou imagens de ressonância magnética do cérebro de três chimpanzés de idades entre seis meses e seis anos.

Os cientistas também puderam notar que tanto humanos quanto chimpanzés têm relacionamento próximo entre crianças e adultos, expressados por sorrisos e olhares mútuos.

“Uma das mudanças evolucionárias mais marcantes no homem em relação à cognição é justamente a ampliação do córtex pré-frontal”, disse Tetsuro Matsuzawa, da universidade de Kyoto e autor do estudo publicado no periódico científico Cell. “Esta é também uma das ultimas regiões a se desenvolver no cérebro”, disse.

Esta demora no desenvolvimento tanto em humanos quanto em chipanzés propicia um prolongado período de plasticidade no cérebro que permite que ele desenvolva interações sociais complexas, conhecimento e habilidade moldada por experiências, afirma os cientistas.

Bebês chimpanzé: ponto de partida cerebral igual ao dos humanos. (Foto: AFP)

Fonte: Portal IG


2 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Chimpanzé cuida de tigres na Tailândia

Macaco foi treinado para alimentar filhote de felinos em zoológico.

Um jovem chimpanzé vem desempenhando o papel de mãe para filhotes de tigre em um zoológico na Tailândia.

O macaco foi treinado para a tarefa e a vem exercendo há um ano.

Click e veja o vídeo:

http://www.bbc.co.uk/worldservice/emp/pop.shtml?l=pt&t=video&p=/portuguese/meta/dps/2011/08/emp/110801_chimpanze_tigre.emp.xml%20Mas os tratadores do zoológico perto de Bangcoc dizem que em breve os filhotes vão estar maiores do que o chimpanzé e, portanto, eles devem ser separados.

Chimpanzé alimenta filhote de trigre no zoo de Bancoc (Foto: Reprodução / BBC)

Chimpanzé alimenta filhote de trigre no zoo de Bancoc (Foto: Reprodução / BBC)

Fonte: Da BBC


22 de dezembro de 2010 | nenhum comentário »

Boneca primata

Um estudo realizado por pesquisadores norte-americanos indica que, em condições naturais, os filhotes de chimpanzés tendem a escolher brincadeiras diferentes de acordo com seu sexo, como ocorre em geral com as crianças humanas.

Embora tanto os jovens chimpanzés machos como fêmeas brinquem com galhos, as fêmeas o fazem com mais frequência e, eventualmente, tratam os gravetos como se fossem mães chimpanzés cuidando de seus bebês. O estudo foi publicado na edição de dezembro da revista Current Biology, uma publicação da Cell Press .

As descobertas sugerem, de acordo com os autores, que a tendência das meninas a brincar mais com bonecas que os meninos – um fenômeno observado de forma consistente em todas as culturas – não é apenas resultado de uma socialização estereotipada em relação ao sexo, mas é parcialmente proveniente de uma “preferência biológica”.

“Essa é a primeira evidência em uma espécie de animal em condições selvagens de que machos e fêmeas brincam com objetos de forma diferente”, disse um dos autores, Richard Wrangham, da Universidade de Harvard.

Estudos anteriores com macacos em cativeiro também sugeriam uma influência biológica na escolha dos brinquedos. Brinquedos humanos estereotipados em relação ao sexo foram oferecidos aos macacos filhotes e as fêmeas preferiam as bonecas, enquanto os machos se mostraram mais aptos a lidar com os “brinquedos de garotos”, como caminhõezinhos.

As novas observações foram feitas durante 14 anos, com a comunidade de chimpanzés Kanyawara, no Parque Nacional de Kibale, em Uganda, por Wrangham e pela coautora do estudo, Sonya Kahlenberg, do Bates College, no estado do Maine.

Os cientistas descobriram que os chimpanzés utilizam galhos de quatro maneiras diferentes: como sondas para investigar buracos que possam conter água ou mel, como apoio ou arma em confrontos agressivos, em brincadeiras solitárias ou sociais e em comportamentos descritos pelos pesquisadores como “carregamento de galhos”.

Wrangham afirmou que, ao longo dos anos de observação, a equipe de cientistas percebeu que o carregamento de galhos era visto de tempos em tempos. Eles suspeitaram que as fêmeas reproduziam esse comportamento com mais frequência que os machos. O estudo comportamental mais detalhado agora confirmou essa suspeita.

“Pensamos que, se os galhos estivessem fazendo o papel de bonecas, as fêmeas fariam o carregamento de galhos com mais frequência que os machos e que elas iriam parar de fazer isso quando tivessem seus próprios bebês. Agora descobrimos que ambas as hipóteses estavam corretas”, disse Wrangham.

De acordo com os cientistas, durante as observações os filhotes fêmeas às vezes levavam seus galhos para ninhos diurnos onde ficavam descansando e, eventualmente, brincavam com eles de uma maneira que evocava as brincadeiras maternas.

Não está claro ainda se essa forma de brincadeira é comum entre os chimpanzés. Até agora, ninguém havia descrito o carregamento de galhos como uma forma de brincadeira, apesar do interesse considerável, entre os pesquisadores que trabalham com chimpanzés, pela descrição de uso de objetos.

“Isso nos faz suspeitar que o carregamento de galhos é uma tradição social que se disseminou na nossa comunidade e não em outras”, disse Wrangham.

Como o carregamento de galhos é raro mesmo entre os chimpanzés de Kanyawara, estudados por Wrangham e Kahlenberg, eles não têm certeza se pesquisadores que estudam outras comunidades poderiam relatar a ausência do comportamento.

Eles comentaram que as brincadeiras de chimpanzés são geralmente descritas de maneira precária, pois as comunidades desses animais são normalmente pequenas e com poucos filhotes ao mesmo tempo.

Se for descoberto que o carregamento de galhos é algo único dos chimpanzés de Kanyawara, será “o primeiro caso de uma tradição mantida apenas entre os filhotes, como as cantigas infantis entre os humanos”, de acordo com Wrangham. “Isso indicaria que as tradições comportamentais dos chimpanzés são mais parecidas do que imaginávamos com as humanas”, afirmou.

O artigo Sex differences in chimpanzees’ use of sticks as play objects resemble those of children (doi:10.1016/j.cub.2010.11.024), de Richard Wrangham e Sonya Kahlenberg, pode ser lido por assinantes da Current Biology em www.cell.com/current-biology. (Fonte: Agência Fapesp)


21 de janeiro de 2010 | nenhum comentário »

Nasce filhote de chimpanzé em zoológico do Rio Grande do Sul

Danielle Jordan / AmbienteBrasilNo último dia 30 de dezembro, nasceu um filhote de chimpanzé no zoológico do Estado do Rio Grande do Sul.

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Ainda não foi possível identificar o sexo do animal, filho de Tição, que nasceu no zoológico gaúcho em 1981, e de Muka, que chegou ao Parque em 1993, emprestada pelo Parque Beto Carrero World, de Penha, em Santa Catarina.

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Assim que o sexo for identificado será promovido um concurso entre os visitantes, para a escolha do nome do animal. Ainda é difícil ver o filhote, segundo informações da assessoria de comunicação, uma vez que a mãe o esconde junto ao corpo, como forma de proteção.

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Com o nascimento, o zoo conta agora com quatro exemplares de chimpanzés. Ao todo, são mais de 1100 animais, entre aves e mamíferos.

A instituição destaca a importância do trabalho realizado pelos técnicos e tratadores, que garantem a boa alimentação, os cuidados necessários e a acomodação em recintos apropriados.

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*Com informações da ascom.