12 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Vulcão submarino entra em erupção

Vulcão (Foto: BBC)

Vulcão é estudado há 13 anos. (Foto: BBC)

Cientistas captaram imagens de água fervente saindo da cratera de um vulcão na costa do Oregon, nos Estados Unidos.

Os pesquisadores estudam o vulcão submarino de Axial há 13 anos.

Eles previram que ocorreria uma erupção antes do ano de 2014.

Esta foi a primeira vez que cientistas conseguem prever a erupção de um vulcão submarino.

Fonte: BBC


12 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Expedição de cientistas vai medir acidificação do Oceano Ártico

Pesquisadores dos EUA passarão sete semanas colhendo amostras.

Acidificação do oceano ocorre devido às emissões de CO2.

buraco ozônio ártico (Foto: AP)

Vista do Oceano Ártico (Foto: AP)

Cientistas do Serviço Geológico dos Estados Unidos vão embarcar na semana que vem em uma expedição para monitorar as tendências de acidificação no Oceano Ártico relacionadas com emissões de carbono, informou a instituição.

Os pesquisadores do Serviço Geológico vão passar sete semanas em um navio quebrador de gelo da Guarda Costeira para chegar o mais próximo possível do Polo Norte com a finalidade de obter amostras e testar indicadores químicos de acidificação.

As emissões de carbono vêm sendo responsabilizadas pela alteração da química dos oceanos, por deixá-los mais ácidos, o que torna mais difícil a sobrevivência e proliferação de peixes e outras espécies marinhas.

Segundo afirmou oceanógrafa Lisa Robbins, do Serviço Geológico e uma das integrantes da expedição, o Oceano Ártico é considerado especialmente vulnerável à acidificação por causa das temperaturas frias e o já baixo nível de saturação com cálcio.

Exploração
A pesquisa é parte de uma expedição conjunta EUA-Canadá iniciada no ano passado para estudar áreas pouco conhecidas do Ártico.

Robbins disse que ainda há poucos dados recolhidos sobre acidificação desse oceano, se comparado com águas marinhas em zonas tropicais e temperadas.

A acidificação oceânica é um processo pelo qual as águas absorvem dióxido de carbono da atmosfera, provocando alterações químicas no equilíbrio ácido-alcalino, ou nível de PH, o que deixa o oceano mais ácido.

Como os oceanos atualmente absorvem mais de um quarto dos gases do efeito estufa presentes na atmosfera, aumenta cada vez mais a preocupação com a acidificação e seus efeitos na vida marinha, explicou Robbins.

“Pode haver redução da formação do casco em alguns organismos. A acidificação poderia obstruir o crescimento de várias formas de vida marinha, do plâncton para cima”, disse ela. “Afetaria toda a cadeia alimentar”, complementou;

De acordo com o Serviço Geológico, a expedição será coordenada pela Guarda Costeira dos dois países e deve começar na segunda-feira (15) em Barrow, a cidade que fica no ponto mais ao norte nos Estados Unidos.

Fonte: Reuters


12 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Comissão de Agricultura ouvirá cientistas

Senado aprova requerimento para discussão com os cientistas sobre novo Código Florestal.

A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado aprovou, na manhã de ontem (11), dois requerimentos para discutir o projeto que modifica o Código Florestal (PLC 30/2011) com o relator da matéria na Câmara, deputado Aldo Rebelo, e com representantes da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e de universidades.

O deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) participa na próxima terça-feira (16) de audiência pública que reúne três comissões do Senado: Agricultura e Reforma Agrária (CRA); Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT); e Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA).

O anúncio da audiência conjunta foi feito pelo presidente da CRA, senador Acir Gurgacz (PDT-RO), que relatou entendimento feito com os presidentes das outras duas comissões, confirmando a realização do debate na terça-feira.

O substitutivo de Aldo Rebelo foi aprovado na Câmara no fim de maio, em meio a acirrados debates que dividiram ambientalistas e ruralistas. A polêmica continuou com o envio do texto ao Senado, especialmente devido a modificações feitas em Plenário no dia da votação pelos deputados. Entre outros aspectos, os senadores querem discutir essas mudanças e esclarecer itens que podem levar a mais de uma interpretação.

Visão dos cientistas – Ainda para discutir as propostas de mudança na lei florestal, a CRA aprovou requerimento da senadora Ana Amélia Lemos (PP-RS) para realização de audiência pública com Helena Nader, presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC); Jacob Palis Júnior, presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC); Renato Sebastião Valverde, professor da Universidade Federal de Viçosa (UFG-MG); e Luís Carlos Silva de Moraes, procurador da Fazenda Nacional e autor do livro “Código Florestal Comentado”.

Fonte: Agência Brasil e Agência Senado


26 de julho de 2011 | nenhum comentário »

Ciência para o Brasil

Artigo de Alaor Chaves publicado na Folha de São Paulo de ontem (25).

Os cientistas brasileiros têm demonstrado um singular atavismo pelas colaborações científicas internacionais. Isso tem sido um dos obstáculos para que nossa ciência atinja a maioridade e também se torne agente propulsor do desenvolvimento do País. O volume da nossa produção científica tem crescido rapidamente, mas a elevação da sua qualidade não tem tido o mesmo vigor.

Reconhecemos a necessidade de dar um salto de qualidade, mas temos sido lerdos na adoção das políticas indispensáveis para esse salto. Os países com sucesso em desenvolver uma ciência tardia (ex-URSS, Japão, Coreia, China) praticaram por longo tempo um alto grau de introversão científica.

Empenharam-se na construção de uma ciência autônoma, com olhos atentos aos interesses nacionais, e só depois de se tornarem competitivos se abriram para uma colaboração mais intensa com o exterior. Nós temos trilhado o caminho inverso. No Brasil, temos exemplos emblemáticos do sucesso de programas em ciência e tecnologia perseguidos de forma autônoma.

Após longo insucesso com práticas agrícolas importadas, o Brasil decidiu seguir seu próprio caminho, e para isso criou a Embrapa. Hoje, nossa técnica agropecuária é a que avança mais rapidamente em todo o mundo. No caso da produção de etanol de cana, nem tínhamos com quem colaborar; com isso, desenvolvemos para o setor uma tecnologia sem rival.

O Brasil tem colaborado em projetos internacionais para a “big science”, o que requer equipamento muito dispendioso. Até o momento, temos feito parcerias que dão aos nossos pesquisadores acesso a boa infraestrutura sem dispêndios muito elevados. Neste ano, o Ministério da Ciência e Tecnologia assinou acordos de colaboração com o consórcio europeu responsável pelo ESO (European Southern Observatory) e com o Cern, consórcio dono do maior acelerador de partículas no mundo, que mudam a escala de nossos gastos nesse tipo de colaborações.

Só como taxa de ingresso no ESO pagaremos 130 milhões de euros; ainda nesta década, seremos provavelmente o seu maior financiador. Pelo acordo com o Cern, nossa contribuição inicial será de US$ 15 milhões/ano. Mas, até 2020, talvez o Brasil também se torne o seu maior financiador Generosamente, subsidiaremos a ciência europeia.

Há anos temos discutido um ótimo projeto 100% brasileiro em “big science”, a expansão do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron. Seu custo será de R$ 360 milhões. O empreendimento alavancará várias tecnologias importantes. Como os gastos serão realizados no Brasil, quase 40% deles retornarão ao Tesouro na forma de impostos.

A comunidade de usuários do Laboratório já é mais de dez vezes a dos potenciais usuários do ESO ou do Cern, e abrange biologia, química, física, ciência de materiais, nanociência e pesquisa industrial.

O impacto do Laboratório em nossa ciência e tecnologia será muito maior que o dos projetos aprovados. Mas o Ministério da Ciência e Tecnologia o considera muito caro. Nenhum país teve destaque na área com esse caminho.

Alaor Chaves, físico, é professor emérito da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).

Fonte: Jornal da Ciência


25 de julho de 2011 | nenhum comentário »

Antártida já foi paraíso tropical, diz cientista

Uma pesquisadora britânica afirmou que a Antártida era um paraíso tropical há cerca de 40 milhões de anos.

Segundo Jane Francis, do Colégio de Meio Ambiente da Universidade de Leeds, o continente gelado, que hoje apresenta uma camada de quatro quilômetros de gelo, passou a maior parte dos últimos cem milhões de anos como uma região de clima quente e fauna rica.

“Era assim há cerca de 40 milhões de anos. Durante a maior parte da história geológica da Antártida a região estava coberta por bosques e desertos, um lugar que tinha um clima quente”, disse Francis à BBC Mundo.

“Muitos animais, incluindo dinossauros, viviam na região. Foi no passado geológico recente que o clima esfriou”, acrescentou.

A cientista afirma ainda que provavelmente o clima mais ameno no passado da Antártida foi causado por elevados índices de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera.

“Se continuarmos emitindo grandes quantidades de dióxido de carbono, esquentando o planeta, poderíamos chegar à mesma situação em que voltariam a aparecer animais e bosques na Antártida”, acrescentou a cientista.

DERRETIMENTO

De acordo com cientistas, há 50 milhões de anos havia mais de mil partes por milhão (ppm) de dióxido de carbono na atmosfera, o que esquentou o planeta a ponto de derreter todas as camadas de gelo.

Nos últimos anos a quantidade de dióxido de carbono na atmosfera apresentou um aumento, passou de 280 ppm registradas na era pré-industrial para 390 ppm no presente, o que aumentou em um grau as temperaturas globais.

Os especialistas afirmam que, continuando com este ritmo de crescimento, de cerca de dois ppm por ano, será necessário muito tempo para que se chegue aos mil ppm.

Mas, o problema, segundo os especialistas, é que, quando chegarmos aos 500 ppm, já começaremos a observar o derretimento de uma grande parte das calotas de gelo.

“A diferença é que, no passado, o aquecimento ocorreu devido a causas naturais como vulcões. E ocorreu em um período muito grande de tempo. Os animais e plantas tiveram tempo de se adaptar”, disse Jane Francis à BBC.

“Mas o problema com a mudança climática atual, que está sendo provocada principalmente por fatores humanos, é que está ocorrendo muito depressa, em comparação a como poderia ocorrer em um período geológico normal, por isso não vamos ter muitas oportunidades para nos adaptar”, afirmou.

URGÊNCIA

A cientista da Universidade de Leeds afirma que os governos do mundo todo estão trabalhando para reduzir as emissões de dióxido de carbono, mas destaca que os esforços precisam ser maiores.

Alguns céticos afirmam que agora é tarde para evitar o aquecimento global e que devíamos nos concentrar mais na adaptação para as novas condições climáticas.

Mas, para Jane Francis, esta é uma postura muito pessimista. A cientista afirma que deveríamos nos focar em fazer mais para evitar o aquecimento global e mais rapidamente.

Fonte: DA BBC BRASIL



6 de julho de 2011 | nenhum comentário »

Cientistas debatem no Senado o novo Código Florestal

Pesquisadores de instituições como a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), a Academia Brasileira de Ciências (ABC) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) participaram nesta terça-feira (5) de debate no Senado sobre o projeto de lei do novo Código Florestal aprovado pela Câmara dos Deputados. A reunião contou com a participação de senadores das comissões de Meio Ambiente e de Agricultura, onde o texto está em análise, antes de seguir para o plenário do Senado.

Para o professor Pedro Aleixo, da SBPC, os senadores “são responsáveis por encontrar um ponto de equilíbrio” na proposta analisada pelo Congresso. Acrescentou que chegou o momento de um acordo que não prejudique a expansão agrícola do país nem, tampouco, a preservação dos biomas brasileiros. “Não adianta para o país uma solução em que uma parte vai ganhar. Chegou a hora de um acordo”. Neste sentido, ele ressaltou que o trabalho da comunidade científica será sempre a busca desse ponto de equilíbrio nas discussões com os senadores.

O representante da Embrapa, Celso Manzato, disse que não há conflito entre a preservação das áreas de proteção permanente (APP) e a necessidade de crescimento da produção agrícola no país. Ele defende que a preservação das matas em propriedades privadas garante a manutenção de aquíferos, controla pragas e assegura o desenvolvimento sustentável da própria agricultura. “A preservação dessas áreas em terras que não tem potencial para o plantio contribui para a polinização das plantas e o controle de pragas, que é um problema que já nos preocupa e está em estudo”.

Para o pesquisador, a preservação das matas está diretamente ligada ao maciço investimento público para “reconfigurar o espaço produtivo do país”. Ele destacou que será necessário aplicar recursos em pesquisas que possam melhorar o potencial da pecuária intensiva, sem a necessidade de ampliação das áreas de pastagem, por exemplo.

Já o pesquisador da Academia Brasileira de Ciências (ABC) Elíbio Rech Filho propôs aos senadores que seja montada uma “força-tarefa” com o objetivo de fornecer as informações necessárias aos senadores durante o processo de análise do novo código. Para ele, não faz sentido pensar em uma proposta que exclua dos debates as pessoas que vivem no campo, sejam agricultores de larga escala ou que dependem da terra para sobreviver. A lógica que deve nortear a discussão, segundo ele, é a que agrega crescimento econômico, inclusão social, preservação ambiental e desenvolvimento humano.

Fonte: Marcos Chagas/ Agência Brasil


13 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Cientistas testam e comparam inteligência de corvos e papagaios

Espécies resolveram problemas usando objetos como ferramentas.

Pesquisadores das universidades de Viena e Oxford testaram pássaros de algumas das espécies consideradas as mais inteligentes do planeta e comprovaram a habilidade dos animais em resolver complexos problemas.

Corvos-da-nova-caledônia e papagaios da Nova Zelândia foram submetidos a uma bateria de testes em que precisaram vencer desafios para ter acesso a comida.

Entre as situações criadas pelos cientistas estavam puxar um barbante para alcançar a recompensa, usar bolinhas de gude para empurrar a comida para fora de uma caixa e um gancho para abrir uma janela.

Corvos selvagens normalmente utilizam objetos para resolver tarefas do dia-a-dia, segundo cientistas.

Para os corvos, o mais difícil foi abrir a janela puxando um gancho.

Os pesquisadores afirmaram que isso não foi devido à dificuldade em entender que precisava puxá-lo, mas sim ao medo natural dos corvos de tocarem objetos desconhecidos.

Pelo mesmo motivo, o pássaro preferiu usar um objeto para empurrar a comida do que enfiar a cabeça na caixa.

O papagaio da Nova Zelândia também resolveu todos os problemas, apesar da espécie não costumar usar ferramentas na natureza.

A única tarefa em que teve dificuldades foi usar um graveto como ferramenta.

Cientistas dizem que isso se deve ao formado curvo do bico da ave.

Mesmo assim, o animal foi capaz de desenvolver uma técnica complexa, na qual usou a abertura na caixa, as patas e o bico para finalmente ter acesso à comida.

Os cientistas afirmam que a comparação entre a capacidade de resolver problemas destas aves revela como a evolução de diferenças de inteligência depende de cada espécie.

Papagaios da Nova Zelândia resolveram os problemas propostos pelos cientistas (Foto: BBC)

Papagaios da Nova Zelândia resolveram os problemas propostos pelos cientistas (Foto: BBC)

 

Corvo-da-nova-caledônia é habituado a ferramentas (Foto: BBC)

Corvo-da-nova-caledônia é habituado a ferramentas (Foto: BBC)

 

Fonte: Da BBC.


3 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Cientistas descobrem como pinguins mantêm calor em grupos

Uma equipe internacional de cientistas desvendou o mistério de como os pinguins aguentam o frio quando estão agrupados.

Um vídeo gravado no inverno na Antártida capturou durante várias horas a movimentação em ondas de uma colônia de pinguins.

http://www.bbc.co.uk/worldservice/emp/pop.shtml?l=pt&t=video&p=/portuguese/meta/dps/2011/06/emp/110602_pinguins_grupos_video_fn.emp.xml, click para acessar o vídeo.

Ao acelerar as imagens, os cientistas descobriram que os animais se deslocam de forma quase imperceptível pelo grupo, para que aqueles da ponta possam também se esquentar.

O estudo foi publicado na revista especializada “PlosOne”.

REVEZAMENTO

Os pinguins-imperadores conseguem sobreviver ao inverno formando conglomerados, e os cientistas sempre se perguntaram como os das pontas do grupo se mantinham quente como os do centro.

“Os pinguins precisam se agrupar, ou então perdem energia. Se o grupo for muito solto, os pinguins congelam. Mas se o grupo for muito apertado, eles não conseguem se mover”, disse o líder da pesquisa Daniel Zitterbart, da Universidade de Erlangen-Nuremberg, na Alemanha, à repórter da BBC Rebecca Morelle.

Os pinguins foram filmados em Dronning Maud Land, onde as temperaturas podem cair a menos 45 graus e os ventos chegam a 180 quilômetros por hora.

Neste período, os pinguins-imperadores machos ficam em grupos não apenas para manter o calor, mas também para incubar os ovos, já que as fêmeas vão para o mar nesta época.

As câmeras fizeram imagens da colônia a cada 1.3 segundo durante horas para capturar o movimento.

“A cada 30 ou 60 segundos, um pinguim ou um grupo deles começa a se mover aos poucos”, disse Zitterbart.

“Isto faz com que os pinguins que cercam o grupo se movam e, de repente, este deslocamento atravessa a colônia como uma onda.”

O movimento coordenado é tão sutil, que é imperceptível a olho nu. Mas, em imagens gravadas em um período mais longo, é possível ver o impacto que causa na estrutura da colônia.

As imagens também revelaram que, enquanto a onda atravessa a frente do grupo, alguns pinguins que estão na área saem da colônia e vão para a parte de trás do agrupamento.

Isto significa que, durante várias horas, os pinguins usam as ondas para percorrer a colônia e ter a chance de dividir um pouco de calor.

Movimento de aves é tão coordenado, que é imperceptível a olho nu; animais trocam de lugares para manter calor. Foto BBC.

Movimento de aves é tão coordenado, que é imperceptível a olho nu; animais trocam de lugares para manter calor. Foto BBC.

 

Fonte: BBC Brasil.


3 de junho de 2011 | nenhum comentário »

SBPC nega financiamento de cientistas por ONGs, citada por Rebelo

A SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência) divulgou na quarta-feira (1º) uma nota rebatendo as acusações do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) sobre o financiamento de cientistas no debate do Código Florestal.

Conforme mostrou uma matéria da Folha, Rebelo acusou parte dos cientistas da SBPC de serem financiados pelo “lobby ambientalista” formado por ONGs como Greenpeace e WWF.

“A SBPC, quando foi convocada pela comissão especial da Câmara, negou-se a comparecer dizendo que não tinha posição”, disse o deputado, em evento sobre sustentabilidade para empresários em São Paulo, em 26 de maio.

“Quando foi procurada pelo lobby ambientalista, que paga a alguns dos pesquisadores — paga, porque eu sei–, a SPBC resolveu manifestar-se”, completou Rebelo.

De acordo com o deputado, esses pesquisadores receberam recursos para elaborar sua colaboração técnica-científica ao debate sobre a revisão do Código Florestal.

Em resposta, a SBPC afirmou que as ONGs não participaram do grupo de trabalho criado para estudar o Código Florestal de 1965 e que os cientistas trabalharam de maneira “voluntária”.

“Tratava de trabalho técnico-científico e que, portanto, só deveria ser realizado por pesquisadores de instituições nacionais de ensino e ou pesquisa”, destaca a nota.

“O deputado falta com a verdade perante a opinião pública brasileira e os seus eleitores nas suas recentes declarações à imprensa.”

A SBPC destacou ainda que o deputado “faltou com a verdade” ao afirmar que a SBPC se negou a participar de um encontro da bancada ruralista e só se manifestar quando foi convidada pela bancada ambientalista.

“Melhor faria o deputado em ater-se objetivamente aos argumentos substanciais colocados pela ciência no debate, porque é isto que interessa à nação e é o que se espera de um legislador”, conclui.

Fonte: Sabine Righetti, Folha.com, De São Paulo.


2 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Cientistas encaminham a Dilma Rousseff protesto contra Belo Monte

Painel com 300 intelectuais pede suspensão de licença de instalação.
Ibama divulgou nesta 4ª feira liberação para construção de usina, no Pará.

Em protesto à liberação da licença de instalação da usina de Belo Monte, divulgada nesta quarta-feira (1º), um grupo que reúne ao menos 300 cientistas brasileiros protocolou em Brasília uma carta direcionada a presidente Dilma Rousseff, pedindo a suspensão imediata da ordem, considerada por eles um ato de imprudência.

Organizada pelo ‘Painel de especialistas para análise crítica de Belo Monte’, do qual fazem parte intelectuais das principais universidades públicas e particulares do país, a carta manifesta a preocupação sobre o cumprimento dos dispositivos legais relativos aos direitos humanos e ambientais.

Segundo Sônia Magalhães, doutora em antropologia da Universidade Federal do Pará e uma das coordenadoras do painel, está claro que o próprio Ibama reconhece o não cumprimento das contrapartidas impostas à Norte Energia para a construção da hidrelétrica.

01/06/2011 17h09 – Atualizado em 01/06/2011 17h26

Cientistas encaminham a Dilma Rousseff protesto contra Belo Monte

Painel com 300 intelectuais pede suspensão de licença de instalação.
Ibama divulgou nesta 4ª feira liberação para construção de usina, no Pará.

Eduardo Carvalho Do Globo Natureza, em São Paulo

Em protesto à liberação da licença de instalação da usina de Belo Monte, divulgada nesta quarta-feira (1º), um grupo que reúne ao menos 300 cientistas brasileiros protocolou em Brasília uma carta direcionada a presidente Dilma Rousseff, pedindo a suspensão imediata da ordem, considerada por eles um ato de imprudência.

Organizada pelo ‘Painel de especialistas para análise crítica de Belo Monte’, do qual fazem parte intelectuais das principais universidades públicas e particulares do país, a carta manifesta a preocupação sobre o cumprimento dos dispositivos legais relativos aos direitos humanos e ambientais.

Segundo Sônia Magalhães, doutora em antropologia da Universidade Federal do Pará e uma das coordenadoras do painel, está claro que o próprio Ibama reconhece o não cumprimento das contrapartidas impostas à Norte Energia para a construção da hidrelétrica.

Rio Xingu, no Pará, onde será construída hidrelétrica de Belo Monte (Foto: Mariana Oliveira / G1)Rio Xingu, no Pará, onde será construída hidrelétrica de Belo Monte (Foto: Mariana Oliveira / G1)

“Eu me surpreendo quando as autoridades da República vêm a público dizer inverdades sobre a construção. Queremos a suspensão imediata da licença e exigimos o atendimento dos direitos da sociedade brasileira. A legislação existente hoje referente aos direitos ambientais é uma conquista”, afirmou Sônia.

“Esperamos que a presidente Dilma nos dê uma posição sobre o tema. Nós já tentamos enviar uma carta há 15 dias, mas ela não se pronunciou a respeito. Isso significou um gesto de absoluto descaso com a ciência brasileira. Queremos contribuir para uma tomada de decisão com mais clareza”, complementou.

Carta
O documento dos cientistas aponta alagamentos em áreas não previstas no projeto de Belo Monte, riscos às condições de vida dos grupos indígenas e ribeirinhos, além de ocorrência de graves conflitos e tensões envolvendo comunidades tradicionais de Altamira, cidade próxima às futuras instalações da usina.

O Ministério Público Federal estuda a possibilidade de encaminhar uma ação civil pública ambiental à Justiça contra o governo federal, devido à liberação das obras de construção.

Fonte: Eduardo Carvalho, Globo Natureza, em São Paulo.


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12 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Vulcão submarino entra em erupção

Vulcão (Foto: BBC)

Vulcão é estudado há 13 anos. (Foto: BBC)

Cientistas captaram imagens de água fervente saindo da cratera de um vulcão na costa do Oregon, nos Estados Unidos.

Os pesquisadores estudam o vulcão submarino de Axial há 13 anos.

Eles previram que ocorreria uma erupção antes do ano de 2014.

Esta foi a primeira vez que cientistas conseguem prever a erupção de um vulcão submarino.

Fonte: BBC


12 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Expedição de cientistas vai medir acidificação do Oceano Ártico

Pesquisadores dos EUA passarão sete semanas colhendo amostras.

Acidificação do oceano ocorre devido às emissões de CO2.

buraco ozônio ártico (Foto: AP)

Vista do Oceano Ártico (Foto: AP)

Cientistas do Serviço Geológico dos Estados Unidos vão embarcar na semana que vem em uma expedição para monitorar as tendências de acidificação no Oceano Ártico relacionadas com emissões de carbono, informou a instituição.

Os pesquisadores do Serviço Geológico vão passar sete semanas em um navio quebrador de gelo da Guarda Costeira para chegar o mais próximo possível do Polo Norte com a finalidade de obter amostras e testar indicadores químicos de acidificação.

As emissões de carbono vêm sendo responsabilizadas pela alteração da química dos oceanos, por deixá-los mais ácidos, o que torna mais difícil a sobrevivência e proliferação de peixes e outras espécies marinhas.

Segundo afirmou oceanógrafa Lisa Robbins, do Serviço Geológico e uma das integrantes da expedição, o Oceano Ártico é considerado especialmente vulnerável à acidificação por causa das temperaturas frias e o já baixo nível de saturação com cálcio.

Exploração
A pesquisa é parte de uma expedição conjunta EUA-Canadá iniciada no ano passado para estudar áreas pouco conhecidas do Ártico.

Robbins disse que ainda há poucos dados recolhidos sobre acidificação desse oceano, se comparado com águas marinhas em zonas tropicais e temperadas.

A acidificação oceânica é um processo pelo qual as águas absorvem dióxido de carbono da atmosfera, provocando alterações químicas no equilíbrio ácido-alcalino, ou nível de PH, o que deixa o oceano mais ácido.

Como os oceanos atualmente absorvem mais de um quarto dos gases do efeito estufa presentes na atmosfera, aumenta cada vez mais a preocupação com a acidificação e seus efeitos na vida marinha, explicou Robbins.

“Pode haver redução da formação do casco em alguns organismos. A acidificação poderia obstruir o crescimento de várias formas de vida marinha, do plâncton para cima”, disse ela. “Afetaria toda a cadeia alimentar”, complementou;

De acordo com o Serviço Geológico, a expedição será coordenada pela Guarda Costeira dos dois países e deve começar na segunda-feira (15) em Barrow, a cidade que fica no ponto mais ao norte nos Estados Unidos.

Fonte: Reuters


12 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Comissão de Agricultura ouvirá cientistas

Senado aprova requerimento para discussão com os cientistas sobre novo Código Florestal.

A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado aprovou, na manhã de ontem (11), dois requerimentos para discutir o projeto que modifica o Código Florestal (PLC 30/2011) com o relator da matéria na Câmara, deputado Aldo Rebelo, e com representantes da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e de universidades.

O deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) participa na próxima terça-feira (16) de audiência pública que reúne três comissões do Senado: Agricultura e Reforma Agrária (CRA); Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT); e Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA).

O anúncio da audiência conjunta foi feito pelo presidente da CRA, senador Acir Gurgacz (PDT-RO), que relatou entendimento feito com os presidentes das outras duas comissões, confirmando a realização do debate na terça-feira.

O substitutivo de Aldo Rebelo foi aprovado na Câmara no fim de maio, em meio a acirrados debates que dividiram ambientalistas e ruralistas. A polêmica continuou com o envio do texto ao Senado, especialmente devido a modificações feitas em Plenário no dia da votação pelos deputados. Entre outros aspectos, os senadores querem discutir essas mudanças e esclarecer itens que podem levar a mais de uma interpretação.

Visão dos cientistas – Ainda para discutir as propostas de mudança na lei florestal, a CRA aprovou requerimento da senadora Ana Amélia Lemos (PP-RS) para realização de audiência pública com Helena Nader, presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC); Jacob Palis Júnior, presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC); Renato Sebastião Valverde, professor da Universidade Federal de Viçosa (UFG-MG); e Luís Carlos Silva de Moraes, procurador da Fazenda Nacional e autor do livro “Código Florestal Comentado”.

Fonte: Agência Brasil e Agência Senado


26 de julho de 2011 | nenhum comentário »

Ciência para o Brasil

Artigo de Alaor Chaves publicado na Folha de São Paulo de ontem (25).

Os cientistas brasileiros têm demonstrado um singular atavismo pelas colaborações científicas internacionais. Isso tem sido um dos obstáculos para que nossa ciência atinja a maioridade e também se torne agente propulsor do desenvolvimento do País. O volume da nossa produção científica tem crescido rapidamente, mas a elevação da sua qualidade não tem tido o mesmo vigor.

Reconhecemos a necessidade de dar um salto de qualidade, mas temos sido lerdos na adoção das políticas indispensáveis para esse salto. Os países com sucesso em desenvolver uma ciência tardia (ex-URSS, Japão, Coreia, China) praticaram por longo tempo um alto grau de introversão científica.

Empenharam-se na construção de uma ciência autônoma, com olhos atentos aos interesses nacionais, e só depois de se tornarem competitivos se abriram para uma colaboração mais intensa com o exterior. Nós temos trilhado o caminho inverso. No Brasil, temos exemplos emblemáticos do sucesso de programas em ciência e tecnologia perseguidos de forma autônoma.

Após longo insucesso com práticas agrícolas importadas, o Brasil decidiu seguir seu próprio caminho, e para isso criou a Embrapa. Hoje, nossa técnica agropecuária é a que avança mais rapidamente em todo o mundo. No caso da produção de etanol de cana, nem tínhamos com quem colaborar; com isso, desenvolvemos para o setor uma tecnologia sem rival.

O Brasil tem colaborado em projetos internacionais para a “big science”, o que requer equipamento muito dispendioso. Até o momento, temos feito parcerias que dão aos nossos pesquisadores acesso a boa infraestrutura sem dispêndios muito elevados. Neste ano, o Ministério da Ciência e Tecnologia assinou acordos de colaboração com o consórcio europeu responsável pelo ESO (European Southern Observatory) e com o Cern, consórcio dono do maior acelerador de partículas no mundo, que mudam a escala de nossos gastos nesse tipo de colaborações.

Só como taxa de ingresso no ESO pagaremos 130 milhões de euros; ainda nesta década, seremos provavelmente o seu maior financiador. Pelo acordo com o Cern, nossa contribuição inicial será de US$ 15 milhões/ano. Mas, até 2020, talvez o Brasil também se torne o seu maior financiador Generosamente, subsidiaremos a ciência europeia.

Há anos temos discutido um ótimo projeto 100% brasileiro em “big science”, a expansão do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron. Seu custo será de R$ 360 milhões. O empreendimento alavancará várias tecnologias importantes. Como os gastos serão realizados no Brasil, quase 40% deles retornarão ao Tesouro na forma de impostos.

A comunidade de usuários do Laboratório já é mais de dez vezes a dos potenciais usuários do ESO ou do Cern, e abrange biologia, química, física, ciência de materiais, nanociência e pesquisa industrial.

O impacto do Laboratório em nossa ciência e tecnologia será muito maior que o dos projetos aprovados. Mas o Ministério da Ciência e Tecnologia o considera muito caro. Nenhum país teve destaque na área com esse caminho.

Alaor Chaves, físico, é professor emérito da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).

Fonte: Jornal da Ciência


25 de julho de 2011 | nenhum comentário »

Antártida já foi paraíso tropical, diz cientista

Uma pesquisadora britânica afirmou que a Antártida era um paraíso tropical há cerca de 40 milhões de anos.

Segundo Jane Francis, do Colégio de Meio Ambiente da Universidade de Leeds, o continente gelado, que hoje apresenta uma camada de quatro quilômetros de gelo, passou a maior parte dos últimos cem milhões de anos como uma região de clima quente e fauna rica.

“Era assim há cerca de 40 milhões de anos. Durante a maior parte da história geológica da Antártida a região estava coberta por bosques e desertos, um lugar que tinha um clima quente”, disse Francis à BBC Mundo.

“Muitos animais, incluindo dinossauros, viviam na região. Foi no passado geológico recente que o clima esfriou”, acrescentou.

A cientista afirma ainda que provavelmente o clima mais ameno no passado da Antártida foi causado por elevados índices de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera.

“Se continuarmos emitindo grandes quantidades de dióxido de carbono, esquentando o planeta, poderíamos chegar à mesma situação em que voltariam a aparecer animais e bosques na Antártida”, acrescentou a cientista.

DERRETIMENTO

De acordo com cientistas, há 50 milhões de anos havia mais de mil partes por milhão (ppm) de dióxido de carbono na atmosfera, o que esquentou o planeta a ponto de derreter todas as camadas de gelo.

Nos últimos anos a quantidade de dióxido de carbono na atmosfera apresentou um aumento, passou de 280 ppm registradas na era pré-industrial para 390 ppm no presente, o que aumentou em um grau as temperaturas globais.

Os especialistas afirmam que, continuando com este ritmo de crescimento, de cerca de dois ppm por ano, será necessário muito tempo para que se chegue aos mil ppm.

Mas, o problema, segundo os especialistas, é que, quando chegarmos aos 500 ppm, já começaremos a observar o derretimento de uma grande parte das calotas de gelo.

“A diferença é que, no passado, o aquecimento ocorreu devido a causas naturais como vulcões. E ocorreu em um período muito grande de tempo. Os animais e plantas tiveram tempo de se adaptar”, disse Jane Francis à BBC.

“Mas o problema com a mudança climática atual, que está sendo provocada principalmente por fatores humanos, é que está ocorrendo muito depressa, em comparação a como poderia ocorrer em um período geológico normal, por isso não vamos ter muitas oportunidades para nos adaptar”, afirmou.

URGÊNCIA

A cientista da Universidade de Leeds afirma que os governos do mundo todo estão trabalhando para reduzir as emissões de dióxido de carbono, mas destaca que os esforços precisam ser maiores.

Alguns céticos afirmam que agora é tarde para evitar o aquecimento global e que devíamos nos concentrar mais na adaptação para as novas condições climáticas.

Mas, para Jane Francis, esta é uma postura muito pessimista. A cientista afirma que deveríamos nos focar em fazer mais para evitar o aquecimento global e mais rapidamente.

Fonte: DA BBC BRASIL



6 de julho de 2011 | nenhum comentário »

Cientistas debatem no Senado o novo Código Florestal

Pesquisadores de instituições como a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), a Academia Brasileira de Ciências (ABC) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) participaram nesta terça-feira (5) de debate no Senado sobre o projeto de lei do novo Código Florestal aprovado pela Câmara dos Deputados. A reunião contou com a participação de senadores das comissões de Meio Ambiente e de Agricultura, onde o texto está em análise, antes de seguir para o plenário do Senado.

Para o professor Pedro Aleixo, da SBPC, os senadores “são responsáveis por encontrar um ponto de equilíbrio” na proposta analisada pelo Congresso. Acrescentou que chegou o momento de um acordo que não prejudique a expansão agrícola do país nem, tampouco, a preservação dos biomas brasileiros. “Não adianta para o país uma solução em que uma parte vai ganhar. Chegou a hora de um acordo”. Neste sentido, ele ressaltou que o trabalho da comunidade científica será sempre a busca desse ponto de equilíbrio nas discussões com os senadores.

O representante da Embrapa, Celso Manzato, disse que não há conflito entre a preservação das áreas de proteção permanente (APP) e a necessidade de crescimento da produção agrícola no país. Ele defende que a preservação das matas em propriedades privadas garante a manutenção de aquíferos, controla pragas e assegura o desenvolvimento sustentável da própria agricultura. “A preservação dessas áreas em terras que não tem potencial para o plantio contribui para a polinização das plantas e o controle de pragas, que é um problema que já nos preocupa e está em estudo”.

Para o pesquisador, a preservação das matas está diretamente ligada ao maciço investimento público para “reconfigurar o espaço produtivo do país”. Ele destacou que será necessário aplicar recursos em pesquisas que possam melhorar o potencial da pecuária intensiva, sem a necessidade de ampliação das áreas de pastagem, por exemplo.

Já o pesquisador da Academia Brasileira de Ciências (ABC) Elíbio Rech Filho propôs aos senadores que seja montada uma “força-tarefa” com o objetivo de fornecer as informações necessárias aos senadores durante o processo de análise do novo código. Para ele, não faz sentido pensar em uma proposta que exclua dos debates as pessoas que vivem no campo, sejam agricultores de larga escala ou que dependem da terra para sobreviver. A lógica que deve nortear a discussão, segundo ele, é a que agrega crescimento econômico, inclusão social, preservação ambiental e desenvolvimento humano.

Fonte: Marcos Chagas/ Agência Brasil


13 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Cientistas testam e comparam inteligência de corvos e papagaios

Espécies resolveram problemas usando objetos como ferramentas.

Pesquisadores das universidades de Viena e Oxford testaram pássaros de algumas das espécies consideradas as mais inteligentes do planeta e comprovaram a habilidade dos animais em resolver complexos problemas.

Corvos-da-nova-caledônia e papagaios da Nova Zelândia foram submetidos a uma bateria de testes em que precisaram vencer desafios para ter acesso a comida.

Entre as situações criadas pelos cientistas estavam puxar um barbante para alcançar a recompensa, usar bolinhas de gude para empurrar a comida para fora de uma caixa e um gancho para abrir uma janela.

Corvos selvagens normalmente utilizam objetos para resolver tarefas do dia-a-dia, segundo cientistas.

Para os corvos, o mais difícil foi abrir a janela puxando um gancho.

Os pesquisadores afirmaram que isso não foi devido à dificuldade em entender que precisava puxá-lo, mas sim ao medo natural dos corvos de tocarem objetos desconhecidos.

Pelo mesmo motivo, o pássaro preferiu usar um objeto para empurrar a comida do que enfiar a cabeça na caixa.

O papagaio da Nova Zelândia também resolveu todos os problemas, apesar da espécie não costumar usar ferramentas na natureza.

A única tarefa em que teve dificuldades foi usar um graveto como ferramenta.

Cientistas dizem que isso se deve ao formado curvo do bico da ave.

Mesmo assim, o animal foi capaz de desenvolver uma técnica complexa, na qual usou a abertura na caixa, as patas e o bico para finalmente ter acesso à comida.

Os cientistas afirmam que a comparação entre a capacidade de resolver problemas destas aves revela como a evolução de diferenças de inteligência depende de cada espécie.

Papagaios da Nova Zelândia resolveram os problemas propostos pelos cientistas (Foto: BBC)

Papagaios da Nova Zelândia resolveram os problemas propostos pelos cientistas (Foto: BBC)

 

Corvo-da-nova-caledônia é habituado a ferramentas (Foto: BBC)

Corvo-da-nova-caledônia é habituado a ferramentas (Foto: BBC)

 

Fonte: Da BBC.


3 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Cientistas descobrem como pinguins mantêm calor em grupos

Uma equipe internacional de cientistas desvendou o mistério de como os pinguins aguentam o frio quando estão agrupados.

Um vídeo gravado no inverno na Antártida capturou durante várias horas a movimentação em ondas de uma colônia de pinguins.

http://www.bbc.co.uk/worldservice/emp/pop.shtml?l=pt&t=video&p=/portuguese/meta/dps/2011/06/emp/110602_pinguins_grupos_video_fn.emp.xml, click para acessar o vídeo.

Ao acelerar as imagens, os cientistas descobriram que os animais se deslocam de forma quase imperceptível pelo grupo, para que aqueles da ponta possam também se esquentar.

O estudo foi publicado na revista especializada “PlosOne”.

REVEZAMENTO

Os pinguins-imperadores conseguem sobreviver ao inverno formando conglomerados, e os cientistas sempre se perguntaram como os das pontas do grupo se mantinham quente como os do centro.

“Os pinguins precisam se agrupar, ou então perdem energia. Se o grupo for muito solto, os pinguins congelam. Mas se o grupo for muito apertado, eles não conseguem se mover”, disse o líder da pesquisa Daniel Zitterbart, da Universidade de Erlangen-Nuremberg, na Alemanha, à repórter da BBC Rebecca Morelle.

Os pinguins foram filmados em Dronning Maud Land, onde as temperaturas podem cair a menos 45 graus e os ventos chegam a 180 quilômetros por hora.

Neste período, os pinguins-imperadores machos ficam em grupos não apenas para manter o calor, mas também para incubar os ovos, já que as fêmeas vão para o mar nesta época.

As câmeras fizeram imagens da colônia a cada 1.3 segundo durante horas para capturar o movimento.

“A cada 30 ou 60 segundos, um pinguim ou um grupo deles começa a se mover aos poucos”, disse Zitterbart.

“Isto faz com que os pinguins que cercam o grupo se movam e, de repente, este deslocamento atravessa a colônia como uma onda.”

O movimento coordenado é tão sutil, que é imperceptível a olho nu. Mas, em imagens gravadas em um período mais longo, é possível ver o impacto que causa na estrutura da colônia.

As imagens também revelaram que, enquanto a onda atravessa a frente do grupo, alguns pinguins que estão na área saem da colônia e vão para a parte de trás do agrupamento.

Isto significa que, durante várias horas, os pinguins usam as ondas para percorrer a colônia e ter a chance de dividir um pouco de calor.

Movimento de aves é tão coordenado, que é imperceptível a olho nu; animais trocam de lugares para manter calor. Foto BBC.

Movimento de aves é tão coordenado, que é imperceptível a olho nu; animais trocam de lugares para manter calor. Foto BBC.

 

Fonte: BBC Brasil.


3 de junho de 2011 | nenhum comentário »

SBPC nega financiamento de cientistas por ONGs, citada por Rebelo

A SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência) divulgou na quarta-feira (1º) uma nota rebatendo as acusações do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) sobre o financiamento de cientistas no debate do Código Florestal.

Conforme mostrou uma matéria da Folha, Rebelo acusou parte dos cientistas da SBPC de serem financiados pelo “lobby ambientalista” formado por ONGs como Greenpeace e WWF.

“A SBPC, quando foi convocada pela comissão especial da Câmara, negou-se a comparecer dizendo que não tinha posição”, disse o deputado, em evento sobre sustentabilidade para empresários em São Paulo, em 26 de maio.

“Quando foi procurada pelo lobby ambientalista, que paga a alguns dos pesquisadores — paga, porque eu sei–, a SPBC resolveu manifestar-se”, completou Rebelo.

De acordo com o deputado, esses pesquisadores receberam recursos para elaborar sua colaboração técnica-científica ao debate sobre a revisão do Código Florestal.

Em resposta, a SBPC afirmou que as ONGs não participaram do grupo de trabalho criado para estudar o Código Florestal de 1965 e que os cientistas trabalharam de maneira “voluntária”.

“Tratava de trabalho técnico-científico e que, portanto, só deveria ser realizado por pesquisadores de instituições nacionais de ensino e ou pesquisa”, destaca a nota.

“O deputado falta com a verdade perante a opinião pública brasileira e os seus eleitores nas suas recentes declarações à imprensa.”

A SBPC destacou ainda que o deputado “faltou com a verdade” ao afirmar que a SBPC se negou a participar de um encontro da bancada ruralista e só se manifestar quando foi convidada pela bancada ambientalista.

“Melhor faria o deputado em ater-se objetivamente aos argumentos substanciais colocados pela ciência no debate, porque é isto que interessa à nação e é o que se espera de um legislador”, conclui.

Fonte: Sabine Righetti, Folha.com, De São Paulo.


2 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Cientistas encaminham a Dilma Rousseff protesto contra Belo Monte

Painel com 300 intelectuais pede suspensão de licença de instalação.
Ibama divulgou nesta 4ª feira liberação para construção de usina, no Pará.

Em protesto à liberação da licença de instalação da usina de Belo Monte, divulgada nesta quarta-feira (1º), um grupo que reúne ao menos 300 cientistas brasileiros protocolou em Brasília uma carta direcionada a presidente Dilma Rousseff, pedindo a suspensão imediata da ordem, considerada por eles um ato de imprudência.

Organizada pelo ‘Painel de especialistas para análise crítica de Belo Monte’, do qual fazem parte intelectuais das principais universidades públicas e particulares do país, a carta manifesta a preocupação sobre o cumprimento dos dispositivos legais relativos aos direitos humanos e ambientais.

Segundo Sônia Magalhães, doutora em antropologia da Universidade Federal do Pará e uma das coordenadoras do painel, está claro que o próprio Ibama reconhece o não cumprimento das contrapartidas impostas à Norte Energia para a construção da hidrelétrica.

01/06/2011 17h09 – Atualizado em 01/06/2011 17h26

Cientistas encaminham a Dilma Rousseff protesto contra Belo Monte

Painel com 300 intelectuais pede suspensão de licença de instalação.
Ibama divulgou nesta 4ª feira liberação para construção de usina, no Pará.

Eduardo Carvalho Do Globo Natureza, em São Paulo

Em protesto à liberação da licença de instalação da usina de Belo Monte, divulgada nesta quarta-feira (1º), um grupo que reúne ao menos 300 cientistas brasileiros protocolou em Brasília uma carta direcionada a presidente Dilma Rousseff, pedindo a suspensão imediata da ordem, considerada por eles um ato de imprudência.

Organizada pelo ‘Painel de especialistas para análise crítica de Belo Monte’, do qual fazem parte intelectuais das principais universidades públicas e particulares do país, a carta manifesta a preocupação sobre o cumprimento dos dispositivos legais relativos aos direitos humanos e ambientais.

Segundo Sônia Magalhães, doutora em antropologia da Universidade Federal do Pará e uma das coordenadoras do painel, está claro que o próprio Ibama reconhece o não cumprimento das contrapartidas impostas à Norte Energia para a construção da hidrelétrica.

Rio Xingu, no Pará, onde será construída hidrelétrica de Belo Monte (Foto: Mariana Oliveira / G1)Rio Xingu, no Pará, onde será construída hidrelétrica de Belo Monte (Foto: Mariana Oliveira / G1)

“Eu me surpreendo quando as autoridades da República vêm a público dizer inverdades sobre a construção. Queremos a suspensão imediata da licença e exigimos o atendimento dos direitos da sociedade brasileira. A legislação existente hoje referente aos direitos ambientais é uma conquista”, afirmou Sônia.

“Esperamos que a presidente Dilma nos dê uma posição sobre o tema. Nós já tentamos enviar uma carta há 15 dias, mas ela não se pronunciou a respeito. Isso significou um gesto de absoluto descaso com a ciência brasileira. Queremos contribuir para uma tomada de decisão com mais clareza”, complementou.

Carta
O documento dos cientistas aponta alagamentos em áreas não previstas no projeto de Belo Monte, riscos às condições de vida dos grupos indígenas e ribeirinhos, além de ocorrência de graves conflitos e tensões envolvendo comunidades tradicionais de Altamira, cidade próxima às futuras instalações da usina.

O Ministério Público Federal estuda a possibilidade de encaminhar uma ação civil pública ambiental à Justiça contra o governo federal, devido à liberação das obras de construção.

Fonte: Eduardo Carvalho, Globo Natureza, em São Paulo.


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