2 de dezembro de 2011 | nenhum comentário »

Advogado cria elefantas e camelos de circo em Paraguaçu, no Sul de MG

Juntas, as elefantas Gueda e Maya pesam oito toneladas.
Animais foram trazidos de circo depois de assinar TAC.

Animais exóticos que vivem há um ano e meio em uma fazenda de Paraguaçu, na Região Sul de Minas Gerais se preparam para mudar para o Rio de Janeiro. Duas elefantas e dois camelos, que vieram de um circo, estão sendo cuidados por um advogado que ficou como fiel depositário dos animais. Os bichos foram parar na fazenda depois que o Circo de Portugal assinou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público da Bahia se comprometendo a não usar os animais em apresentações circenses.

As elefantas, Gueda e Maya, têm cerca de 35 anos e, juntas, pesam oito toneladas. Todos os meses o circo envia R$ 10 mil para o advogado Gioliano Vettori custear as despesas. As elefantas comem cerca de 40 quilos de cenouras e beterrabas todos os dias, fora o capim. Além da comida, elas bebem, em média, 200 litros de água por dia. Os animais vivem aproximadamente 80 anos.

Já os camelos Kadafi e Rakja dão menos trabalho, mas mostram que têm resistência. Eles conseguem beber 120 litros de água em dez minutos e retém o líquido por até oito dias. Daí o motivo desse tipo de animal viver bem no deserto.

Click e veja o vídeo: http://g1.globo.com/minas-gerais/noticia/2011/12/advogado-cria-elefantas-e-camelos-de-circo-em-paraguacu-no-sul-de-mg.html

Fonte: G1, com informações da EPTV


1 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

País tem cerca de 100 leões e 20 ursos à espera de um lar

As irmãs Biná e Hera, 15, têm um lar. Em 2003, as leoas foram deixadas em uma jaula em praça de Sumaré (118 km de São Paulo). Tinham queimaduras e lesões. Após negociações com órgãos ambientais, foram para um santuário ecológico em Cotia (Grande São Paulo).

Outros animais não tiveram a mesma sorte. Entidades que defendem os bichos estimam haver cerca de cem leões e 20 ursos no país à espera de abrigo definitivo – a maioria originária de circos.

Muitos ficam provisoriamente nesses locais ou em espaços adaptados. O problema também afeta animais exóticos e silvestres abandonados ou apreendidos após denúncias de maus-tratos.

Em 2008, havia 150 leões abandonados no país, segundo o Ibama. Dois anos antes, eram apenas 68. O órgão não tem números atuais.

Achados em jaulas deixadas em estradas ou apreendidos por ordem judicial, os animais vão para centros de triagem ou zoológicos, em espaços isolados do público.

“Eles chegam sem garras, queimados, com feridas abertas e infecções”, conta Silvia Pompeu, do santuário Rancho dos Gnomos.

O presidente da Arca Brasil, Marco Ciampi, diz que a população está mais atenta e tende a denunciar os casos.

Segundo ele, a proibição de animais nos circos influencia esse processo – por um lado, força os circos a deixarem de usá-los; por outro, cria a necessidade de remanejá-los para outros locais.

O microbiologista Pedro Ynterian, 71, presidente do Great Ape Project, ONG que cuida de 300 animais, diz que o poder público não tem onde colocá-los. “Há pelo menos 20 ursos em circos, que têm vontade de entregá-los, já que não podem mais exibi-los. Mas o Ibama não tem para onde levá-los.”

Para Ynterian, os zoológicos não são adequados. “Os animais desenvolvem problemas psicológicos por causa do assédio do público ou ficam em aposentos separados, ainda menores que os espaços de exposição.”

Hoje, dos 111 zoos no país, 77 estão em situação irregular, segundo o Ibama. Entre os problemas encontrados estão más condições de infraestrutura, pendências documentais e falta de identificação dos bichos. Há também registros de falta de segurança e crimes ambientais, como tráfico de animais.

Segundo o presidente da Sociedade de Zoológicos Brasileiros, Luiz Pires, a maioria enfrenta dificuldades financeiras e não tem condições de receber mais animais.

O Ibama afirma que a falta de vagas para bichos abandonados é sazonal e ocorre quando há grandes apreensões. Enquanto não se tem um destino certo, eles ficam em centros de triagem.

Os últimos dados de entrada de animais nesses centros são de 2009 -18.676 casos.

Santuário - Cinco quilos de carne por dia. Uma área de 1.400 m2 de vegetação. E até um deque de madeira construído em cima de pedras. Esse é o cenário de um santuário ecológico de Cotia, onde vivem 11 leões que foram abandonados.

O local, chamado de Rancho dos Gnomos, é administrado por uma entidade sem fins lucrativos e abriga cerca de 300 animais, principalmente exóticos e silvestres.

A maioria desses bichos foi acolhida pelo santuário depois de ter sido resgatada de situações de risco.

É o caso de Darshã, um leão de 16 anos de idade que viveu 13 destes anos em uma câmara desativada de um frigorífico em Cariacica (ES).

Darshã chegou ao santuário de Cotia com problemas nas patas e magro após ter sido encontrado em decorrência de uma denúncia encaminhada a órgãos ambientais.

De acordo com Marcos Pompeu, que fundou o santuário com a mulher, Silvia, o animal foi abandonado no frigorífico por um circo. O fim da exploração dos bichos pelos circos, em decorrência de mudanças na legislação, é uma das principais causas de abandono de animais.

O leão se recuperou. Pesa agora cerca de 300 kg e divide seu habitat com duas leoas. Perto dele ficam Baru e Vanbana, encontradas dentro de uma carreta em estrada perto de Ribeirão Preto.

Pompeu afirma que o tempo de recuperação de cada leão encontrado em situação de abandono chega a até oito meses. Em “quarentena”, os animais passam por exames, têm uma alimentação controlada e são castrados.

Muitos têm sequelas que levarão ao longo da vida -que dura perto de 23 anos. “[Quando morrem], na necropsia, descobrem-se tumores no corpo todo, baço arrebentado. Eles aguentam até ultrapassar o limite do suportável”, conta Silvia.

Neste ano, o santuário também deve receber Simba, que vive sozinho no que restou de um zoológico desativado em Ivinhema (MS).

O leão ficou famoso na internet depois que internautas criaram uma comunidade no Facebook para ajudá-lo.

O objetivo é buscar recursos para custear o transporte e a manutenção do animal – cada um custa em torno de R$ 1.000 por mês. O valor é pago por meio de parcerias com pessoas e empresas.

Fonte: Folha.com


31 de março de 2011 | nenhum comentário »

Ibama resgata tigre, avestruz e babuíno de circo no Pará

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) resgatou, nesta quarta-feira (30), um tigre, um avestruz e um babuíno que estavam em um circo na cidade de Paragominas, no Pará. Segundo o Ibama, os animais sofriam maus-tratos e viviam em condições precárias.

“Quando chegamos ao circo, a situação era impressionante. A tigresa está extremamente magra, e eles viviam em condições muito ruins. A tigresa e o babuíno ficavam em um recinto muito pequeno, e o avestruz ficava exposto ao sol”, afirma ao G1 Leandro Aranha, chefe da Divisão de Fauna e Pesca do Ibama do Pará.

O resgate ocorreu após uma denúncia do Ministério Público Estadual. O dono do circo foi multado em R$ 11,4 mil e deve responder por processo criminal, de acordo com o Instituto.

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Segundo o Ibama, os animais ainda estão sendo retirados no local e ficarão, por pelo menos dez dias, em um parque em Belém. Depois de recuperados, o tigre e o babuíno devem seguir para zoológicos em outros estados e o avestruz será levado a outro recinto na própria capital paraense.

Fonte: G1


3 de março de 2011 | nenhum comentário »

Justiça mantém animais do Le Cirque apreendidos

Decisão proferida pelo juiz da 9ª Vara Federal do Distrito Federal, Antonio Corrêa, manteve válido o auto de apreensão dos animais do Le Cirque, emitido pelo Ibama em 2008, e determinou que os animais não sejam restituídos a seus proprietários. Os donos do Le Cirque foram absolvidos na ação penal movida pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, mas o juiz Antonio Corrêa corroborou a tese do instituto de que a decisão emitida pelo TJ/DFT produz efeitos apenas na esfera penal, não abrangendo a apreensão administrativa, uma vez que as infrações ambientais são punidas, de forma independente, nas esferas administrativa, cível e penal, alternativa ou cumulativamente, e as sanções deverão ser cumpridas separadamente.

“Esta é uma decisão relevante porque os animais estão muito bem nos zoológicos e sofriam maus tratos no circo”, disse a coordenadora Nacional de Contencioso Judicial do Ibama, Karla Caribé. Segundo ela, o juiz Antonio Corrêa decidiu que os animais ficam em poder dos zoológicos fiéis depositários até que seja proferida decisão de mérito quanto ao questionamento feito pelos proprietários do Le Cirque contra o auto de infração e o termo de embargo emitidos pelo Ibama. O instituto também entrou com embargos de terceiros no TJ/DFT para que o juízo criminal reveja a decisão de restituir os animais, uma vez que há conflito de competência.

Entenda o caso – Em 2008, o Le Cirque realizava apresentações com animais em Brasília/DF sem uma autorização especial que permitia essa prática. Durante fiscalização, o Ibama também identificou maus tratos aos animais do circo. Foram constatados falta de vacinação; ambientes pequenos, insalubres e inadequados; animais mutilados, abaixo do peso/tamanho, doentes ou com atrofias musculares; pouca água disponível; sintomas de estresse, entre outros. O instituto embargou o circo e apreendeu os animais. “É uma questão de honra manter a apreensão administrativa e o auto de infração, uma vez que o Ibama tem como prioridade a manutenção do bem estar dos animais”, finalizou a coordenadora.

Fonte: Ibama

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21 de fevereiro de 2011 | nenhum comentário »

Animais apreendidos podem ser devolvidos a circo acusado de maus-tratos

O Zoológico de Brasília vai tentar impedir a devolução de seis animais aos proprietários do Le Cirque. Em 2008, 22 animais foram confiscados pela Justiça e estavam vivendo em zoológicos e santuários ecológicos espalhados pelo país. Em Brasília, estão um rinoceronte, um elefante, um camelo, um hipopótamo e duas lhamas.

Os donos do Le Cirque foram condenados por maus-tratos porque, segundo a denúncia do Ministério Público (MP), o circo não apresentava condições mínimas de segurança, nutrição e saúde para os animais. No entanto, na última quinta-feira (17), a Terceira Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal reviu a decisão em primeira instância e absolveu os réus.

Para os desembargadores, não há provas suficientes para comprovar os maus-tratos aos animais. As condições de transporte e alojamento a que os bichos foram submetidos eram consequência natural do modo de vida circense, de acordo com a decisão. “A condição nômade destas empresas de espetáculos populares não mais encontram espaços físicos nas cidades do Brasil urbano, o que impõe é uma união, de improvisos e de sofrimentos, dos homens e dos animais, sob as mesmas lonas escaldantes do circo”.

O diretor-presidente do Zoológico de Brasília, José Belarmino da Gama, preparou um relatório comparando a situação dos animais quando chegaram ao parque e as condições atuais. “Os animais estão sendo muito bem cuidados aqui por técnicos, tratadores e veterinários. Muito diferente da situação em que eles se encontravam. Estavam sujeitos a restrição de movimento, transportes sucessivos. Eram ariscos, o estresse era visível”.

O dossiê será entregue à Promotoria de Defesa do Meio Ambiente do MP do Distrito Federal e à procuradoria do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para servir de subsídio para um recurso judicial contra a devolução dos bichos.

Segundo Belarmino, o zoológico ainda não foi notificado da decisão judicial. “Vejo com tristeza essa possibilidade de os animais terem que voltar para o circo, as condições são incomparáveis”.

Fonte: Luana Lourenço/ Agência Brasil

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17 de fevereiro de 2011 | nenhum comentário »

Grupo de 25 leões salvos de circos na Bolívia embarcam para santuário nos EUA

Um santuário para animais no Colorado, EUA, vai acolher o grupo de 25 leões que eram explorados por circos na Bolívia e que foram salvos pela organização não-governamental Animal Defenders International (ADI).

A ONG trabalhou em parceria com o governo boliviano que é o primeiro país no mundo a proibir por lei o uso de animais selvagens em performances ou atuações públicas nos circos.

A data marcada para a decolagem é nesta quarta-feira (16), os leões serão levados para um recinto de 80 acres (320 mil metros) construído no Colorado (EUA). Este será o maior resgate e viagem aérea com leões jamais vista.

Os animais resgatados eram maltratados, especialmente as leoas que tinham crias que lhes eram retiradas para posarem para fotografias com os visitantes.

A idade dos leões varia entre os três meses, o mais novo, e os 15 anos, o mais velho.

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Quando estes leões foram resgatados estavam subnutridos, estressados e traumatizados, por todas as experiências vividas. A condição de saúde dos leões continua a melhorar, pois a reabilitação ainda não terminou.

A presidenta da ADI, Jan Creamer disse: “Nós resgatamos esses animais das condições mais deploráveis dos circos na Bolívia, assim que conseguirmos colocá-los em segurança em nosso complexo começamos um sério trabalho de reabilitação”.

A veterinária da ONG Mel Richardson declarou: “Nós estamos acompanhando esses leões desde o dia do seu dramático resgate e eu estou impressionada pela incrível recuperação desses animais, isso só demonstra a força e o desejo de viver.

E completa, “nossa prioridade foi assegurar o bem estar desses animais e depois prepará-los para a viagem, recuperando a saúde deles para o voo que os levará a liberdade. O objetivo foi alcançado e a Operação Arco dos Leões está pronta para partir”.

O espaço onde os leões estão sendo cuidados, foi gentilmente providenciado pelo prefeito de Santa Cruz, possuindo água, luz, perímetros, segurança 24 horas, veterinário e um time experiente em cuidados animais. Os animais têm recebido boa comida, vitaminas, suplementos minerais e água fresca.

Esta estação improvisada tem servido de clinica veterinária para o time de resgate da ADI, possibilitando agir diretamente nos resgates, e ao mesmo tempo providenciar o santuário para os leões, que estavam doentes e famintos, e se recuperam com tratamento veterinário 24 horas.

Resgate – O resgate dramático desses animais começou com conjunto de atuação da ADI que trabalhou com as autoridades bolivianas para exigir que a Lei boliviana 4040, que proíbe animais em circo, fosse cumprida, após a descoberta sobre abuso e negligência dos circos com animais no país.

A ONG resgatou 25 leões, seis macacos, um coati mundi, um veado e um cavalo. Os leões foram removidos rapidamente para o complexo e os outros animais foram levados para santuários na Bolívia e outros soltos na natureza. A operação removeu todos os animais de circo, acabando com a indústria de animais de circo – é a primeira vez que isto acontece no mundo.

Creamer disse: “A operação arco dos leões representou uma grande vitória para as atividades das campanhas dos últimos anos, e uma nova realidade para os animais de circo.

ADI lançou um especial “Apelo salve os leões” para arrecadar fundos para o resgate e cuidados com esses animais.

Fonte: Ambiente Brasil


17 de dezembro de 2010 | nenhum comentário »

Babuíno do Zoo de Curitiba/PR ganha nome de Babu em eleição on-line

17/12/2010

O novo integrante do Zoológico Municipal de Curitiba (PR) já tem nome: Babu. A votação para a escolha do nome do babuíno promovida pelo site da prefeitura terminou nesta quinta-feira (16). Foram 2.282 votos sendo 1165 votos (51%) para Babu, 948 (42%) para Rafiki e 167 (7%) para Noel.

Os nomes foram indicados por internautas pelo twitter da Prefeitura e selecionados por uma equipe da Secretaria Municipal da Comunicação Social e do Zoológico. Filho de Malika e Kimba, o babuíno nasceu há cerca de um mês.

Kimba, o pai, chegou a Curitiba em 2008, após ser apreendido pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) de um circo em Foz do Iguaçu, no Oeste, onde sofria maus-tratos.

Fonte: Gazeta do Povo/PR


1 de dezembro de 2010 | nenhum comentário »

Derrubado veto que proíbe animais em circos

Por unanimidade, os deputados derrubaram nesta terça-feira (30), o veto aposto pelo governador Orlando Pessuti (PMDB) ao Projeto de Lei n.º 737/07 que proíbe a manutenção e o uso de animais selvagens e domésticos, sejam eles nativos ou exóticos, em espetáculos de circo. Ao todo, 41 parlamentares votaram a favor da proposição, que é de autoria do deputado Luiz Nishimori (PSDB) e que tramitou durante três anos na Casa até ser aprovada.

Com a derrubada do veto, o projeto fica mantido e será novamente enviado ao governador para promulgação. Se isso não acontecer dentro de 48 horas, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Nelson Justus (DEM), deverá promulgar a lei no mesmo prazo.

“Considero este projeto bastante polêmico, tanto que precisou de três anos para ser aprovado na Assembleia. Tivemos todo o cuidado em sua formulação, usando como base as constituições estadual e federal, e mesmo assim ele recebeu muitas emendas. Mas esse veto é uma surpresa”, disse Nishimori.

Para o deputado, a assessoria do governador cometeu um engano ao considerar o projeto contrário ao interesse público. “Esse projeto tem apenas o objetivo de preservar o meio ambiente, os animais”, explicou. Nishimori comentou ainda não entender o porquê da resistência do Governo do Paraná e que leis semelhantes já existem em nove estados brasileiros, entre eles o Rio Grande do Sul, Pernambuco, Rio de Janeiro e Goiás.

A deputada Rosane Ferreira (PV), uma das articuladoras para que o projeto fosse aprovado na Assembléia, comemorou a derrubada do veto. “Não se concebe mais, em pleno século 21, termos esse tipo de relacionamento com a nossa fauna. Não se pode aceitar mais a escravização de animais”, comentou. Para ela, as formas como os animais de circo são alimentados, enjaulados e adestrados não podem ser aceitas. Rosane acredita que os avanços tecnológicos podem ser grandes aliados dos circos para levar cultura e arte à população.

Contrários ao veto aposto pelo governador, vários representantes de organizações não-governamentais (ONGs) acompanharam a sessão plenária. Entre elas a presidente da ONG SOS Bicho, Tosca Zamboni.

“Este projeto estadual vem consolidar um trabalho que as ONGs já realizam em vários municípios paranaenses para acabar com as humilhações e maus tratos sofridos por animais em circos”, disse. Ela destacou que essas organizações não são contra os circos, mas sim favoráveis a apresentações saudáveis que tenham apenas pessoas em seus espetáculos. “O mundo moderno não aceita mais tratar os bichos com subjugação”, comentou.

Ela disse ainda que as ONGs trabalham também com foco na educação da sociedade, para que haja uma relação de respeito, solidariedade e carinho com os animais, respeitando a sua condição de espécie.

O Projeto de Lei n.º 737/07 foi vetado pelo governador por ter sido considerado contrário ao interesse público. Isso porque a proposição determina sanções que, segundo o Governo do Estado, são de alçada federal e municipal, não cabendo a interferência de uma lei estadual.

Durante a tramitação na Assembléia, o projeto recebeu emendas que excluíram a proibição de uso dos animais em feiras agropecuárias e rodeios, desde que permaneçam em companhia de seus donos.

A desobediência à lei implicará na interdição imediata do espetáculo, cancelamento da licença de funcionamento da empresa promotora do espetáculo e pagamento de multa.

 

katt williams: it’s pimpin’ pimpin’

Fonte: Redação Bonde com ALEP






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2 de dezembro de 2011 | nenhum comentário »

Advogado cria elefantas e camelos de circo em Paraguaçu, no Sul de MG

Juntas, as elefantas Gueda e Maya pesam oito toneladas.
Animais foram trazidos de circo depois de assinar TAC.

Animais exóticos que vivem há um ano e meio em uma fazenda de Paraguaçu, na Região Sul de Minas Gerais se preparam para mudar para o Rio de Janeiro. Duas elefantas e dois camelos, que vieram de um circo, estão sendo cuidados por um advogado que ficou como fiel depositário dos animais. Os bichos foram parar na fazenda depois que o Circo de Portugal assinou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público da Bahia se comprometendo a não usar os animais em apresentações circenses.

As elefantas, Gueda e Maya, têm cerca de 35 anos e, juntas, pesam oito toneladas. Todos os meses o circo envia R$ 10 mil para o advogado Gioliano Vettori custear as despesas. As elefantas comem cerca de 40 quilos de cenouras e beterrabas todos os dias, fora o capim. Além da comida, elas bebem, em média, 200 litros de água por dia. Os animais vivem aproximadamente 80 anos.

Já os camelos Kadafi e Rakja dão menos trabalho, mas mostram que têm resistência. Eles conseguem beber 120 litros de água em dez minutos e retém o líquido por até oito dias. Daí o motivo desse tipo de animal viver bem no deserto.

Click e veja o vídeo: http://g1.globo.com/minas-gerais/noticia/2011/12/advogado-cria-elefantas-e-camelos-de-circo-em-paraguacu-no-sul-de-mg.html

Fonte: G1, com informações da EPTV


1 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

País tem cerca de 100 leões e 20 ursos à espera de um lar

As irmãs Biná e Hera, 15, têm um lar. Em 2003, as leoas foram deixadas em uma jaula em praça de Sumaré (118 km de São Paulo). Tinham queimaduras e lesões. Após negociações com órgãos ambientais, foram para um santuário ecológico em Cotia (Grande São Paulo).

Outros animais não tiveram a mesma sorte. Entidades que defendem os bichos estimam haver cerca de cem leões e 20 ursos no país à espera de abrigo definitivo – a maioria originária de circos.

Muitos ficam provisoriamente nesses locais ou em espaços adaptados. O problema também afeta animais exóticos e silvestres abandonados ou apreendidos após denúncias de maus-tratos.

Em 2008, havia 150 leões abandonados no país, segundo o Ibama. Dois anos antes, eram apenas 68. O órgão não tem números atuais.

Achados em jaulas deixadas em estradas ou apreendidos por ordem judicial, os animais vão para centros de triagem ou zoológicos, em espaços isolados do público.

“Eles chegam sem garras, queimados, com feridas abertas e infecções”, conta Silvia Pompeu, do santuário Rancho dos Gnomos.

O presidente da Arca Brasil, Marco Ciampi, diz que a população está mais atenta e tende a denunciar os casos.

Segundo ele, a proibição de animais nos circos influencia esse processo – por um lado, força os circos a deixarem de usá-los; por outro, cria a necessidade de remanejá-los para outros locais.

O microbiologista Pedro Ynterian, 71, presidente do Great Ape Project, ONG que cuida de 300 animais, diz que o poder público não tem onde colocá-los. “Há pelo menos 20 ursos em circos, que têm vontade de entregá-los, já que não podem mais exibi-los. Mas o Ibama não tem para onde levá-los.”

Para Ynterian, os zoológicos não são adequados. “Os animais desenvolvem problemas psicológicos por causa do assédio do público ou ficam em aposentos separados, ainda menores que os espaços de exposição.”

Hoje, dos 111 zoos no país, 77 estão em situação irregular, segundo o Ibama. Entre os problemas encontrados estão más condições de infraestrutura, pendências documentais e falta de identificação dos bichos. Há também registros de falta de segurança e crimes ambientais, como tráfico de animais.

Segundo o presidente da Sociedade de Zoológicos Brasileiros, Luiz Pires, a maioria enfrenta dificuldades financeiras e não tem condições de receber mais animais.

O Ibama afirma que a falta de vagas para bichos abandonados é sazonal e ocorre quando há grandes apreensões. Enquanto não se tem um destino certo, eles ficam em centros de triagem.

Os últimos dados de entrada de animais nesses centros são de 2009 -18.676 casos.

Santuário - Cinco quilos de carne por dia. Uma área de 1.400 m2 de vegetação. E até um deque de madeira construído em cima de pedras. Esse é o cenário de um santuário ecológico de Cotia, onde vivem 11 leões que foram abandonados.

O local, chamado de Rancho dos Gnomos, é administrado por uma entidade sem fins lucrativos e abriga cerca de 300 animais, principalmente exóticos e silvestres.

A maioria desses bichos foi acolhida pelo santuário depois de ter sido resgatada de situações de risco.

É o caso de Darshã, um leão de 16 anos de idade que viveu 13 destes anos em uma câmara desativada de um frigorífico em Cariacica (ES).

Darshã chegou ao santuário de Cotia com problemas nas patas e magro após ter sido encontrado em decorrência de uma denúncia encaminhada a órgãos ambientais.

De acordo com Marcos Pompeu, que fundou o santuário com a mulher, Silvia, o animal foi abandonado no frigorífico por um circo. O fim da exploração dos bichos pelos circos, em decorrência de mudanças na legislação, é uma das principais causas de abandono de animais.

O leão se recuperou. Pesa agora cerca de 300 kg e divide seu habitat com duas leoas. Perto dele ficam Baru e Vanbana, encontradas dentro de uma carreta em estrada perto de Ribeirão Preto.

Pompeu afirma que o tempo de recuperação de cada leão encontrado em situação de abandono chega a até oito meses. Em “quarentena”, os animais passam por exames, têm uma alimentação controlada e são castrados.

Muitos têm sequelas que levarão ao longo da vida -que dura perto de 23 anos. “[Quando morrem], na necropsia, descobrem-se tumores no corpo todo, baço arrebentado. Eles aguentam até ultrapassar o limite do suportável”, conta Silvia.

Neste ano, o santuário também deve receber Simba, que vive sozinho no que restou de um zoológico desativado em Ivinhema (MS).

O leão ficou famoso na internet depois que internautas criaram uma comunidade no Facebook para ajudá-lo.

O objetivo é buscar recursos para custear o transporte e a manutenção do animal – cada um custa em torno de R$ 1.000 por mês. O valor é pago por meio de parcerias com pessoas e empresas.

Fonte: Folha.com


31 de março de 2011 | nenhum comentário »

Ibama resgata tigre, avestruz e babuíno de circo no Pará

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) resgatou, nesta quarta-feira (30), um tigre, um avestruz e um babuíno que estavam em um circo na cidade de Paragominas, no Pará. Segundo o Ibama, os animais sofriam maus-tratos e viviam em condições precárias.

“Quando chegamos ao circo, a situação era impressionante. A tigresa está extremamente magra, e eles viviam em condições muito ruins. A tigresa e o babuíno ficavam em um recinto muito pequeno, e o avestruz ficava exposto ao sol”, afirma ao G1 Leandro Aranha, chefe da Divisão de Fauna e Pesca do Ibama do Pará.

O resgate ocorreu após uma denúncia do Ministério Público Estadual. O dono do circo foi multado em R$ 11,4 mil e deve responder por processo criminal, de acordo com o Instituto.

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Segundo o Ibama, os animais ainda estão sendo retirados no local e ficarão, por pelo menos dez dias, em um parque em Belém. Depois de recuperados, o tigre e o babuíno devem seguir para zoológicos em outros estados e o avestruz será levado a outro recinto na própria capital paraense.

Fonte: G1


3 de março de 2011 | nenhum comentário »

Justiça mantém animais do Le Cirque apreendidos

Decisão proferida pelo juiz da 9ª Vara Federal do Distrito Federal, Antonio Corrêa, manteve válido o auto de apreensão dos animais do Le Cirque, emitido pelo Ibama em 2008, e determinou que os animais não sejam restituídos a seus proprietários. Os donos do Le Cirque foram absolvidos na ação penal movida pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, mas o juiz Antonio Corrêa corroborou a tese do instituto de que a decisão emitida pelo TJ/DFT produz efeitos apenas na esfera penal, não abrangendo a apreensão administrativa, uma vez que as infrações ambientais são punidas, de forma independente, nas esferas administrativa, cível e penal, alternativa ou cumulativamente, e as sanções deverão ser cumpridas separadamente.

“Esta é uma decisão relevante porque os animais estão muito bem nos zoológicos e sofriam maus tratos no circo”, disse a coordenadora Nacional de Contencioso Judicial do Ibama, Karla Caribé. Segundo ela, o juiz Antonio Corrêa decidiu que os animais ficam em poder dos zoológicos fiéis depositários até que seja proferida decisão de mérito quanto ao questionamento feito pelos proprietários do Le Cirque contra o auto de infração e o termo de embargo emitidos pelo Ibama. O instituto também entrou com embargos de terceiros no TJ/DFT para que o juízo criminal reveja a decisão de restituir os animais, uma vez que há conflito de competência.

Entenda o caso – Em 2008, o Le Cirque realizava apresentações com animais em Brasília/DF sem uma autorização especial que permitia essa prática. Durante fiscalização, o Ibama também identificou maus tratos aos animais do circo. Foram constatados falta de vacinação; ambientes pequenos, insalubres e inadequados; animais mutilados, abaixo do peso/tamanho, doentes ou com atrofias musculares; pouca água disponível; sintomas de estresse, entre outros. O instituto embargou o circo e apreendeu os animais. “É uma questão de honra manter a apreensão administrativa e o auto de infração, uma vez que o Ibama tem como prioridade a manutenção do bem estar dos animais”, finalizou a coordenadora.

Fonte: Ibama

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21 de fevereiro de 2011 | nenhum comentário »

Animais apreendidos podem ser devolvidos a circo acusado de maus-tratos

O Zoológico de Brasília vai tentar impedir a devolução de seis animais aos proprietários do Le Cirque. Em 2008, 22 animais foram confiscados pela Justiça e estavam vivendo em zoológicos e santuários ecológicos espalhados pelo país. Em Brasília, estão um rinoceronte, um elefante, um camelo, um hipopótamo e duas lhamas.

Os donos do Le Cirque foram condenados por maus-tratos porque, segundo a denúncia do Ministério Público (MP), o circo não apresentava condições mínimas de segurança, nutrição e saúde para os animais. No entanto, na última quinta-feira (17), a Terceira Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal reviu a decisão em primeira instância e absolveu os réus.

Para os desembargadores, não há provas suficientes para comprovar os maus-tratos aos animais. As condições de transporte e alojamento a que os bichos foram submetidos eram consequência natural do modo de vida circense, de acordo com a decisão. “A condição nômade destas empresas de espetáculos populares não mais encontram espaços físicos nas cidades do Brasil urbano, o que impõe é uma união, de improvisos e de sofrimentos, dos homens e dos animais, sob as mesmas lonas escaldantes do circo”.

O diretor-presidente do Zoológico de Brasília, José Belarmino da Gama, preparou um relatório comparando a situação dos animais quando chegaram ao parque e as condições atuais. “Os animais estão sendo muito bem cuidados aqui por técnicos, tratadores e veterinários. Muito diferente da situação em que eles se encontravam. Estavam sujeitos a restrição de movimento, transportes sucessivos. Eram ariscos, o estresse era visível”.

O dossiê será entregue à Promotoria de Defesa do Meio Ambiente do MP do Distrito Federal e à procuradoria do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para servir de subsídio para um recurso judicial contra a devolução dos bichos.

Segundo Belarmino, o zoológico ainda não foi notificado da decisão judicial. “Vejo com tristeza essa possibilidade de os animais terem que voltar para o circo, as condições são incomparáveis”.

Fonte: Luana Lourenço/ Agência Brasil

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17 de fevereiro de 2011 | nenhum comentário »

Grupo de 25 leões salvos de circos na Bolívia embarcam para santuário nos EUA

Um santuário para animais no Colorado, EUA, vai acolher o grupo de 25 leões que eram explorados por circos na Bolívia e que foram salvos pela organização não-governamental Animal Defenders International (ADI).

A ONG trabalhou em parceria com o governo boliviano que é o primeiro país no mundo a proibir por lei o uso de animais selvagens em performances ou atuações públicas nos circos.

A data marcada para a decolagem é nesta quarta-feira (16), os leões serão levados para um recinto de 80 acres (320 mil metros) construído no Colorado (EUA). Este será o maior resgate e viagem aérea com leões jamais vista.

Os animais resgatados eram maltratados, especialmente as leoas que tinham crias que lhes eram retiradas para posarem para fotografias com os visitantes.

A idade dos leões varia entre os três meses, o mais novo, e os 15 anos, o mais velho.

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Quando estes leões foram resgatados estavam subnutridos, estressados e traumatizados, por todas as experiências vividas. A condição de saúde dos leões continua a melhorar, pois a reabilitação ainda não terminou.

A presidenta da ADI, Jan Creamer disse: “Nós resgatamos esses animais das condições mais deploráveis dos circos na Bolívia, assim que conseguirmos colocá-los em segurança em nosso complexo começamos um sério trabalho de reabilitação”.

A veterinária da ONG Mel Richardson declarou: “Nós estamos acompanhando esses leões desde o dia do seu dramático resgate e eu estou impressionada pela incrível recuperação desses animais, isso só demonstra a força e o desejo de viver.

E completa, “nossa prioridade foi assegurar o bem estar desses animais e depois prepará-los para a viagem, recuperando a saúde deles para o voo que os levará a liberdade. O objetivo foi alcançado e a Operação Arco dos Leões está pronta para partir”.

O espaço onde os leões estão sendo cuidados, foi gentilmente providenciado pelo prefeito de Santa Cruz, possuindo água, luz, perímetros, segurança 24 horas, veterinário e um time experiente em cuidados animais. Os animais têm recebido boa comida, vitaminas, suplementos minerais e água fresca.

Esta estação improvisada tem servido de clinica veterinária para o time de resgate da ADI, possibilitando agir diretamente nos resgates, e ao mesmo tempo providenciar o santuário para os leões, que estavam doentes e famintos, e se recuperam com tratamento veterinário 24 horas.

Resgate – O resgate dramático desses animais começou com conjunto de atuação da ADI que trabalhou com as autoridades bolivianas para exigir que a Lei boliviana 4040, que proíbe animais em circo, fosse cumprida, após a descoberta sobre abuso e negligência dos circos com animais no país.

A ONG resgatou 25 leões, seis macacos, um coati mundi, um veado e um cavalo. Os leões foram removidos rapidamente para o complexo e os outros animais foram levados para santuários na Bolívia e outros soltos na natureza. A operação removeu todos os animais de circo, acabando com a indústria de animais de circo – é a primeira vez que isto acontece no mundo.

Creamer disse: “A operação arco dos leões representou uma grande vitória para as atividades das campanhas dos últimos anos, e uma nova realidade para os animais de circo.

ADI lançou um especial “Apelo salve os leões” para arrecadar fundos para o resgate e cuidados com esses animais.

Fonte: Ambiente Brasil


17 de dezembro de 2010 | nenhum comentário »

Babuíno do Zoo de Curitiba/PR ganha nome de Babu em eleição on-line

17/12/2010

O novo integrante do Zoológico Municipal de Curitiba (PR) já tem nome: Babu. A votação para a escolha do nome do babuíno promovida pelo site da prefeitura terminou nesta quinta-feira (16). Foram 2.282 votos sendo 1165 votos (51%) para Babu, 948 (42%) para Rafiki e 167 (7%) para Noel.

Os nomes foram indicados por internautas pelo twitter da Prefeitura e selecionados por uma equipe da Secretaria Municipal da Comunicação Social e do Zoológico. Filho de Malika e Kimba, o babuíno nasceu há cerca de um mês.

Kimba, o pai, chegou a Curitiba em 2008, após ser apreendido pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) de um circo em Foz do Iguaçu, no Oeste, onde sofria maus-tratos.

Fonte: Gazeta do Povo/PR


1 de dezembro de 2010 | nenhum comentário »

Derrubado veto que proíbe animais em circos

Por unanimidade, os deputados derrubaram nesta terça-feira (30), o veto aposto pelo governador Orlando Pessuti (PMDB) ao Projeto de Lei n.º 737/07 que proíbe a manutenção e o uso de animais selvagens e domésticos, sejam eles nativos ou exóticos, em espetáculos de circo. Ao todo, 41 parlamentares votaram a favor da proposição, que é de autoria do deputado Luiz Nishimori (PSDB) e que tramitou durante três anos na Casa até ser aprovada.

Com a derrubada do veto, o projeto fica mantido e será novamente enviado ao governador para promulgação. Se isso não acontecer dentro de 48 horas, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Nelson Justus (DEM), deverá promulgar a lei no mesmo prazo.

“Considero este projeto bastante polêmico, tanto que precisou de três anos para ser aprovado na Assembleia. Tivemos todo o cuidado em sua formulação, usando como base as constituições estadual e federal, e mesmo assim ele recebeu muitas emendas. Mas esse veto é uma surpresa”, disse Nishimori.

Para o deputado, a assessoria do governador cometeu um engano ao considerar o projeto contrário ao interesse público. “Esse projeto tem apenas o objetivo de preservar o meio ambiente, os animais”, explicou. Nishimori comentou ainda não entender o porquê da resistência do Governo do Paraná e que leis semelhantes já existem em nove estados brasileiros, entre eles o Rio Grande do Sul, Pernambuco, Rio de Janeiro e Goiás.

A deputada Rosane Ferreira (PV), uma das articuladoras para que o projeto fosse aprovado na Assembléia, comemorou a derrubada do veto. “Não se concebe mais, em pleno século 21, termos esse tipo de relacionamento com a nossa fauna. Não se pode aceitar mais a escravização de animais”, comentou. Para ela, as formas como os animais de circo são alimentados, enjaulados e adestrados não podem ser aceitas. Rosane acredita que os avanços tecnológicos podem ser grandes aliados dos circos para levar cultura e arte à população.

Contrários ao veto aposto pelo governador, vários representantes de organizações não-governamentais (ONGs) acompanharam a sessão plenária. Entre elas a presidente da ONG SOS Bicho, Tosca Zamboni.

“Este projeto estadual vem consolidar um trabalho que as ONGs já realizam em vários municípios paranaenses para acabar com as humilhações e maus tratos sofridos por animais em circos”, disse. Ela destacou que essas organizações não são contra os circos, mas sim favoráveis a apresentações saudáveis que tenham apenas pessoas em seus espetáculos. “O mundo moderno não aceita mais tratar os bichos com subjugação”, comentou.

Ela disse ainda que as ONGs trabalham também com foco na educação da sociedade, para que haja uma relação de respeito, solidariedade e carinho com os animais, respeitando a sua condição de espécie.

O Projeto de Lei n.º 737/07 foi vetado pelo governador por ter sido considerado contrário ao interesse público. Isso porque a proposição determina sanções que, segundo o Governo do Estado, são de alçada federal e municipal, não cabendo a interferência de uma lei estadual.

Durante a tramitação na Assembléia, o projeto recebeu emendas que excluíram a proibição de uso dos animais em feiras agropecuárias e rodeios, desde que permaneçam em companhia de seus donos.

A desobediência à lei implicará na interdição imediata do espetáculo, cancelamento da licença de funcionamento da empresa promotora do espetáculo e pagamento de multa.

 

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Fonte: Redação Bonde com ALEP