27 de janeiro de 2012 | nenhum comentário »

Sequenciamento do genoma de peixes brasileiros tem apoio do CNPq

O Tambaqui (Colossoma macropomum) e a cachara (Pseudoplatystoma reticulatum) serão as primeiras espécies brasileiras de peixe a terem seu genoma sequenciado. O genoma é a informação hereditária de um organismo que está codificada em seu DNA.
O trabalho será realizado pelo Projeto Rede Genômica Animal da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que já promoveu importantes avanços no sequenciamento genético de espécies bovinas, suínas e de aves. Um dos objetivos da pesquisa é aprimorar o melhoramento genético dessas espécies e, com isso, obter mais produtividade.

A segunda edição do projeto tem como meta incluir o sequenciamento de caprinos e peixes. Parte dos trabalhos começará em março próximo, com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

A Rede Genômica Animal é coordenada pelo geneticista Alexandre Rodrigues Caetano, da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (Cenargen), em Brasília (DF). O sequenciamento dos peixes se dará no âmbito de quatro planos de ação do projeto, que serão liderados por pesquisadores da unidade de Brasília e também da Embrapa Pesca e Aquicultura, sediada em Palmas (TO).

Produtividade - O sequenciamento do genoma no exterior tem possibilitado aprimorar o melhoramento genético de espécies de peixes, o que se traduz em ganhos de produtividade. É o caso da tilápia (Oreochromis niloticus) e do salmão do atlântico (Salmo salar). Entre as possibilidades do trabalho no Brasil está a identificação de genes como os responsáveis pelo crescimento ou pela resistência a doenças, por exemplo. Nesses casos, será possível selecionar exemplares com melhor perfil genético que cresçam mais e sejam menos vulneráveis a enfermidades.

Será a primeira vez que o Brasil realizará a sequência de genomas de peixes. O primeiro pescado a ter o genoma sequenciado no País foi o camarão do Pacífico (Litopenaeus vannamei) no início da década de 2000 e financiado pelo CNPq, Associação Brasileira de Criadores de Camarão (ABCC), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e governo do Rio Grande do Norte.

Fonte: Ascom do CNPq e Embrapa


31 de dezembro de 2010 | nenhum comentário »

Ministérios lançam as bases para aproveitamento da energia solar

Acordo foi firmado pelos ministros das Minas e Energia, Márcio Zimmermann, e de Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, durante inauguração da sede do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico (CNPq). 

Embora a matriz energética brasileira já seja predominantemente baseada em energias renováveis e o Brasil tenha elevado potencial de irradiação, a participação da energia solar ainda é incipiente no país. Reportagem recente da revista “Photon” (considerada importante publicação de energia solar fotovoltaica em âmbito internacional) intitula o Brasil como “o gigante que está dormindo em baixo do sol”. 

Com o intuito de mudar esse cenário, iniciativas voltadas para uso da energia solar térmica para o aquecimento de água residencial começaram a surgir de forma isolada, nos últimos anos, mas a necessidade de uma política mais sólida para alavancar o setor serviu de estímulo para a assinatura do Acordo de Cooperação Técnica entre os ministérios da Ciência e Tecnologia (MCT) e de Minas e Energia (MME). 

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O objetivo é lançar as bases para ações, no sentido de fomentar o desenvolvimento científico e tecnológico para o aproveitamento da energia solar no Brasil, em especial a heliotérmica (extensão da energia solar, movida a partir de concentrados solares ideais para regiões com temperaturas elevadas). 

O acordo prevê acompanhamento conjunto de atividades, compartilhamento de informações, fomento para a elaboração de projetos piloto, de pesquisa e demonstrativos, de capacitação técnica e de acordos nacionais e internacionais, além da criação um Comitê Gestor. 

Projeto Piloto 

De acordo com o Coordenador de Energia e Inovação de Tecnologia do MCT, Eduardo Soriano, “o acordo vai alavancar a implantação da Planta Piloto de Geração de Heliotérmica no Semiárido”, em Pernambuco, com aporte inicial de R$ 23 milhões, sendo R$ 18 milhões do Fundo Setorial de Energia (CT-Energ) e R$ 5 milhões da Secretaria de Ciência Tecnologia e Meio Ambiente de Pernambuco (Sectma). 

A Plataforma de Pesquisa Experimental abrange tecnologias de diversos tipos de sistemas, nos moldes de plataformas de pesquisa existentes no exterior, como a de Almeira (na Espanha). A primeira tecnologia a ser implantada será a de cilindros parabólicos. 

O projeto conta com parceiros como a Faculdade de Ciências Aplicadas e Sociais de Petrolina (Fapape), o Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel), a Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf), a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), o Centro de Tecnologias Estratégicas do Nordeste (Cetene), dentre outras instituições em fase de negociação. 

Na avaliação do ministro de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, o documento é um marco do desenvolvimento da tecnologia solar no Brasil e, para isso, é essencial que o País elabore mecanismos que estimulem a produção de pesquisas e tecnologia nacional. 

“É importante o Brasil não somente ir lá fora e comprar uma central solar, mas trazer a comunidade acadêmica, centros de pesquisa e também, numa outra etapa, as empresas que pretendem participar de todo o processo”, afirmou Zimmermann, na última reunião anual do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia (CCT), realizada na nova sede do CNPq.

Fonte: Jornal da Ciência

(Com informações da Assessoria de Comunicação do MCT)

 


14 de abril de 2010 | nenhum comentário »

Nota à imprensa sobre a matéria “CNPq passa a autorizar coleta de fauna e flora e substitui ministério ambiental”

Sobre a nota publicada hoje, 9/4, na Folha de São Paulo, ao contrário do que foi publicado no jornal, ressaltamos que o CNPq não tem competência para autorizar coleta da fauna e flora brasileiras (uma atividade de campo), nem “substitui ministério ambiental”.

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O CNPq foi credenciado pelo Conselho de Gestão do Patrimônio Genético (CGEN), do MMA, a autorizar o acesso (atividade laboratorial) a amostra de componente do patrimônio genético. O credenciamento do CNPq é semelhante ao obtido pelo Ibama em 2003, que permanece autorizando o acesso ao patrimônio genético.

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Autorizar a coleta de material biológico é atribuição do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, por meio do Sistema de Autorização e Informação em Biodiversidade (Sisbio).

A nota do CNPq sobre o assunto, e divulgada para toda a imprensa, se encontra em http://www.cnpq.br/saladeimprensa/noticias/2010/0407.htm

Veja também em http://www.cnpq.br/saladeimprensa/noticias/2010/0302a.htm a nota “CNPq abre para testes o Sistema de Autorização de Acesso ao Patrimônio Genético”.

Assessoria de Comunicação Social

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14 de abril de 2010 | nenhum comentário »

CNPq passa a autorizar coleta de fauna e flora e substitui ministério ambiental

Os pesquisadores já podem solicitar autorização de acesso ao patrimônio genético brasileiro, ou seja amostras de espécies animais e vegetais do país, anunciou o CNPq – Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – nesta quinta-feira (8).

Após a fase de testes, a instituição colocou no ar o formulário online próprio para as solicitações. A ação integra o Sistema de Autorização de Acesso ao Patrimônio Genético, desenvolvido especificamente para esta finalidade.

As autorizações antes eram de responsabilidade do Ministério do Meio Ambiente. Cientistas costumavam reclamar que eram tratados como biopiratas.

O acesso à biodiversidade brasileira e aos seus recursos genéticos é um problema histórico para os cientistas, o que atrapalha muito as pesquisas, segundo eles. Licenças chegavam a demorar 2 anos para sua emissão.

Segundo o ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, o novo sistema facilitaria o acesso.

Projeto – A autorização do CNPq será concedida às instituições que realizam pesquisas nas áreas biológicas e afins, mediante a apresentação de projeto de pesquisa que descreva as atividades de acesso e de remessa das amostras de componentes do patrimônio genético brasileiro.

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O projeto deverá ser coordenado por pesquisador com experiência no assunto.

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As orientações para solicitar a autorização e preenchimento do formulário online estão em página específica do site do CNPq.

Para gerenciar a nova atribuição, o CNPq criou a Coordenação do Sistema de Autorização de Acesso ao Patrimônio Genético, vinculada à Diretoria de Programas Temáticos e Setoriais.

Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail apg@cnpq.br ou telefone 0/xx/61/2108-4024. (Fonte: Folha Online)


15 de julho de 2009 | nenhum comentário »

CNPq vai autorizar coleta de fauna e flora

Acordo entre ministros da Ciência e Tecnologia e do Meio Ambiente tira do Ibama competência de licenciar pesquisa. Projeto ainda precisa ser submetido ao Congresso; verba para institutos de pesquisa ainda não saiu, seis meses depois de sua criação

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Eduardo Geraque escreve para a “Folha de SP”:

O histórico problema do acesso à biodiversidade brasileira e aos seus recursos genéticos, que tanto atrapalha as pesquisas, segundo os cientistas, pode ter uma solução em breve.

As autorizações, dadas hoje por órgãos do Ministério do Meio Ambiente, passarão a ser aprovadas pelo CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico). Mas isso só depois que um novo projeto de lei for aprovado pelo Congresso Nacional.

“Eu e o ministro Carlos Minc chegamos a um consenso de que o melhor é que a responsabilidade pelas autorizações mude de órgão”, disse o ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, ontem em Manaus. Ele participou do primeiro dia da 61ª Reunião Anual da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência).

Segundo Rezende, o acordo com o Meio Ambiente para facilitar o acesso de cientistas à fauna e à flora vai constar de um novo projeto de lei.

Esse acesso é motivo de conflito há anos. Hoje, o trabalho dos pesquisadores é feito sob regras de uma medida provisória editada em 2001. Cientistas costumam reclamar que são tratados como biopiratas.

Um deles, o zoólogo Carlos Jared, do Instituto Butantan, foi multado em R$ 21 mil pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) em 2007 e teve a sua licença de coleta cassada após mandar espécimes de um invertebrado a um colaborador na Alemanha.

Em 2007, uma portaria do Ibama prometeu acelerar a concessão de licenças de coleta -que demoravam até dois anos-, mas, para os cientistas, a medida não adiantou.

“A mentalidade deles é que a gente é bandido até prova em contrário”, disse Jared, que comemorou as declarações de Sergio Rezende. “É maravilhoso sair da mão desse regime policialesco do Ibama.”

Sem dinheiro

Apesar do discurso contra a burocratização da ciência, que voltou a ser repetido ontem, cientistas presentes em Manaus mostraram preocupação com o fato de os recursos para os INCTs (Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia) ainda não estarem sendo liberados.

Pelo programa, serão liberados mais de R$ 600 milhões para 123 grupos de pesquisa de todo o Brasil. “Pelo edital, os recursos deveriam começar a ser repassados para os grupos de pesquisa em janeiro. Até agora eu não recebi um tostão”, disse Philip Fearnside, pesquisador do Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia) e coordenador de um INCT.

O Inpa tem quatro institutos aprovados. Três não receberam nenhuma verba ainda. Um apenas, coordenado por Adalberto Val, diretor do Inpa, recebeu uma pequena parcela.

Há duas maneiras de fazer os contratos para o repasse dos recursos. Numa deles, o contrato é feito entre o MCT e o coordenador do INCT -caso de Val.

A segunda forma é entre o governo e a instituição. Mas, desde que o TCU (Tribunal de Contas da União) congelou o repasse de verba para as fundações de pesquisa, esse tipo de contrato ficou mais restrito.

No desenho imaginado antes da decisão do TCU, tomada em novembro de 2008 após os escândalos na Universidade de Brasília, centros de pesquisa como o Inpa criariam novas pessoas jurídicas para receber os recursos dos INCTs.
(Folha de SP, 14/7)






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Sequenciamento do genoma de peixes brasileiros tem apoio do CNPq

O Tambaqui (Colossoma macropomum) e a cachara (Pseudoplatystoma reticulatum) serão as primeiras espécies brasileiras de peixe a terem seu genoma sequenciado. O genoma é a informação hereditária de um organismo que está codificada em seu DNA.
O trabalho será realizado pelo Projeto Rede Genômica Animal da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que já promoveu importantes avanços no sequenciamento genético de espécies bovinas, suínas e de aves. Um dos objetivos da pesquisa é aprimorar o melhoramento genético dessas espécies e, com isso, obter mais produtividade.

A segunda edição do projeto tem como meta incluir o sequenciamento de caprinos e peixes. Parte dos trabalhos começará em março próximo, com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

A Rede Genômica Animal é coordenada pelo geneticista Alexandre Rodrigues Caetano, da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (Cenargen), em Brasília (DF). O sequenciamento dos peixes se dará no âmbito de quatro planos de ação do projeto, que serão liderados por pesquisadores da unidade de Brasília e também da Embrapa Pesca e Aquicultura, sediada em Palmas (TO).

Produtividade - O sequenciamento do genoma no exterior tem possibilitado aprimorar o melhoramento genético de espécies de peixes, o que se traduz em ganhos de produtividade. É o caso da tilápia (Oreochromis niloticus) e do salmão do atlântico (Salmo salar). Entre as possibilidades do trabalho no Brasil está a identificação de genes como os responsáveis pelo crescimento ou pela resistência a doenças, por exemplo. Nesses casos, será possível selecionar exemplares com melhor perfil genético que cresçam mais e sejam menos vulneráveis a enfermidades.

Será a primeira vez que o Brasil realizará a sequência de genomas de peixes. O primeiro pescado a ter o genoma sequenciado no País foi o camarão do Pacífico (Litopenaeus vannamei) no início da década de 2000 e financiado pelo CNPq, Associação Brasileira de Criadores de Camarão (ABCC), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e governo do Rio Grande do Norte.

Fonte: Ascom do CNPq e Embrapa


31 de dezembro de 2010 | nenhum comentário »

Ministérios lançam as bases para aproveitamento da energia solar

Acordo foi firmado pelos ministros das Minas e Energia, Márcio Zimmermann, e de Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, durante inauguração da sede do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico (CNPq). 

Embora a matriz energética brasileira já seja predominantemente baseada em energias renováveis e o Brasil tenha elevado potencial de irradiação, a participação da energia solar ainda é incipiente no país. Reportagem recente da revista “Photon” (considerada importante publicação de energia solar fotovoltaica em âmbito internacional) intitula o Brasil como “o gigante que está dormindo em baixo do sol”. 

Com o intuito de mudar esse cenário, iniciativas voltadas para uso da energia solar térmica para o aquecimento de água residencial começaram a surgir de forma isolada, nos últimos anos, mas a necessidade de uma política mais sólida para alavancar o setor serviu de estímulo para a assinatura do Acordo de Cooperação Técnica entre os ministérios da Ciência e Tecnologia (MCT) e de Minas e Energia (MME). 

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O objetivo é lançar as bases para ações, no sentido de fomentar o desenvolvimento científico e tecnológico para o aproveitamento da energia solar no Brasil, em especial a heliotérmica (extensão da energia solar, movida a partir de concentrados solares ideais para regiões com temperaturas elevadas). 

O acordo prevê acompanhamento conjunto de atividades, compartilhamento de informações, fomento para a elaboração de projetos piloto, de pesquisa e demonstrativos, de capacitação técnica e de acordos nacionais e internacionais, além da criação um Comitê Gestor. 

Projeto Piloto 

De acordo com o Coordenador de Energia e Inovação de Tecnologia do MCT, Eduardo Soriano, “o acordo vai alavancar a implantação da Planta Piloto de Geração de Heliotérmica no Semiárido”, em Pernambuco, com aporte inicial de R$ 23 milhões, sendo R$ 18 milhões do Fundo Setorial de Energia (CT-Energ) e R$ 5 milhões da Secretaria de Ciência Tecnologia e Meio Ambiente de Pernambuco (Sectma). 

A Plataforma de Pesquisa Experimental abrange tecnologias de diversos tipos de sistemas, nos moldes de plataformas de pesquisa existentes no exterior, como a de Almeira (na Espanha). A primeira tecnologia a ser implantada será a de cilindros parabólicos. 

O projeto conta com parceiros como a Faculdade de Ciências Aplicadas e Sociais de Petrolina (Fapape), o Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel), a Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf), a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), o Centro de Tecnologias Estratégicas do Nordeste (Cetene), dentre outras instituições em fase de negociação. 

Na avaliação do ministro de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, o documento é um marco do desenvolvimento da tecnologia solar no Brasil e, para isso, é essencial que o País elabore mecanismos que estimulem a produção de pesquisas e tecnologia nacional. 

“É importante o Brasil não somente ir lá fora e comprar uma central solar, mas trazer a comunidade acadêmica, centros de pesquisa e também, numa outra etapa, as empresas que pretendem participar de todo o processo”, afirmou Zimmermann, na última reunião anual do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia (CCT), realizada na nova sede do CNPq.

Fonte: Jornal da Ciência

(Com informações da Assessoria de Comunicação do MCT)

 


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Nota à imprensa sobre a matéria “CNPq passa a autorizar coleta de fauna e flora e substitui ministério ambiental”

Sobre a nota publicada hoje, 9/4, na Folha de São Paulo, ao contrário do que foi publicado no jornal, ressaltamos que o CNPq não tem competência para autorizar coleta da fauna e flora brasileiras (uma atividade de campo), nem “substitui ministério ambiental”.

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O CNPq foi credenciado pelo Conselho de Gestão do Patrimônio Genético (CGEN), do MMA, a autorizar o acesso (atividade laboratorial) a amostra de componente do patrimônio genético. O credenciamento do CNPq é semelhante ao obtido pelo Ibama em 2003, que permanece autorizando o acesso ao patrimônio genético.

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Autorizar a coleta de material biológico é atribuição do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, por meio do Sistema de Autorização e Informação em Biodiversidade (Sisbio).

A nota do CNPq sobre o assunto, e divulgada para toda a imprensa, se encontra em http://www.cnpq.br/saladeimprensa/noticias/2010/0407.htm

Veja também em http://www.cnpq.br/saladeimprensa/noticias/2010/0302a.htm a nota “CNPq abre para testes o Sistema de Autorização de Acesso ao Patrimônio Genético”.

Assessoria de Comunicação Social

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CNPq passa a autorizar coleta de fauna e flora e substitui ministério ambiental

Os pesquisadores já podem solicitar autorização de acesso ao patrimônio genético brasileiro, ou seja amostras de espécies animais e vegetais do país, anunciou o CNPq – Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – nesta quinta-feira (8).

Após a fase de testes, a instituição colocou no ar o formulário online próprio para as solicitações. A ação integra o Sistema de Autorização de Acesso ao Patrimônio Genético, desenvolvido especificamente para esta finalidade.

As autorizações antes eram de responsabilidade do Ministério do Meio Ambiente. Cientistas costumavam reclamar que eram tratados como biopiratas.

O acesso à biodiversidade brasileira e aos seus recursos genéticos é um problema histórico para os cientistas, o que atrapalha muito as pesquisas, segundo eles. Licenças chegavam a demorar 2 anos para sua emissão.

Segundo o ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, o novo sistema facilitaria o acesso.

Projeto – A autorização do CNPq será concedida às instituições que realizam pesquisas nas áreas biológicas e afins, mediante a apresentação de projeto de pesquisa que descreva as atividades de acesso e de remessa das amostras de componentes do patrimônio genético brasileiro.

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O projeto deverá ser coordenado por pesquisador com experiência no assunto.

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As orientações para solicitar a autorização e preenchimento do formulário online estão em página específica do site do CNPq.

Para gerenciar a nova atribuição, o CNPq criou a Coordenação do Sistema de Autorização de Acesso ao Patrimônio Genético, vinculada à Diretoria de Programas Temáticos e Setoriais.

Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail apg@cnpq.br ou telefone 0/xx/61/2108-4024. (Fonte: Folha Online)


15 de julho de 2009 | nenhum comentário »

CNPq vai autorizar coleta de fauna e flora

Acordo entre ministros da Ciência e Tecnologia e do Meio Ambiente tira do Ibama competência de licenciar pesquisa. Projeto ainda precisa ser submetido ao Congresso; verba para institutos de pesquisa ainda não saiu, seis meses depois de sua criação

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Eduardo Geraque escreve para a “Folha de SP”:

O histórico problema do acesso à biodiversidade brasileira e aos seus recursos genéticos, que tanto atrapalha as pesquisas, segundo os cientistas, pode ter uma solução em breve.

As autorizações, dadas hoje por órgãos do Ministério do Meio Ambiente, passarão a ser aprovadas pelo CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico). Mas isso só depois que um novo projeto de lei for aprovado pelo Congresso Nacional.

“Eu e o ministro Carlos Minc chegamos a um consenso de que o melhor é que a responsabilidade pelas autorizações mude de órgão”, disse o ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, ontem em Manaus. Ele participou do primeiro dia da 61ª Reunião Anual da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência).

Segundo Rezende, o acordo com o Meio Ambiente para facilitar o acesso de cientistas à fauna e à flora vai constar de um novo projeto de lei.

Esse acesso é motivo de conflito há anos. Hoje, o trabalho dos pesquisadores é feito sob regras de uma medida provisória editada em 2001. Cientistas costumam reclamar que são tratados como biopiratas.

Um deles, o zoólogo Carlos Jared, do Instituto Butantan, foi multado em R$ 21 mil pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) em 2007 e teve a sua licença de coleta cassada após mandar espécimes de um invertebrado a um colaborador na Alemanha.

Em 2007, uma portaria do Ibama prometeu acelerar a concessão de licenças de coleta -que demoravam até dois anos-, mas, para os cientistas, a medida não adiantou.

“A mentalidade deles é que a gente é bandido até prova em contrário”, disse Jared, que comemorou as declarações de Sergio Rezende. “É maravilhoso sair da mão desse regime policialesco do Ibama.”

Sem dinheiro

Apesar do discurso contra a burocratização da ciência, que voltou a ser repetido ontem, cientistas presentes em Manaus mostraram preocupação com o fato de os recursos para os INCTs (Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia) ainda não estarem sendo liberados.

Pelo programa, serão liberados mais de R$ 600 milhões para 123 grupos de pesquisa de todo o Brasil. “Pelo edital, os recursos deveriam começar a ser repassados para os grupos de pesquisa em janeiro. Até agora eu não recebi um tostão”, disse Philip Fearnside, pesquisador do Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia) e coordenador de um INCT.

O Inpa tem quatro institutos aprovados. Três não receberam nenhuma verba ainda. Um apenas, coordenado por Adalberto Val, diretor do Inpa, recebeu uma pequena parcela.

Há duas maneiras de fazer os contratos para o repasse dos recursos. Numa deles, o contrato é feito entre o MCT e o coordenador do INCT -caso de Val.

A segunda forma é entre o governo e a instituição. Mas, desde que o TCU (Tribunal de Contas da União) congelou o repasse de verba para as fundações de pesquisa, esse tipo de contrato ficou mais restrito.

No desenho imaginado antes da decisão do TCU, tomada em novembro de 2008 após os escândalos na Universidade de Brasília, centros de pesquisa como o Inpa criariam novas pessoas jurídicas para receber os recursos dos INCTs.
(Folha de SP, 14/7)