8 de novembro de 2012 | nenhum comentário »

Acidentes com animais venenosos crescem 157% em 10 anos, diz Saúde

Levantamento reúne picadas de bichos como cobras, escorpiões e aranhas.
Só no ano passado, foram registrados 139 mil casos e 293 mortes no país.

Um levantamento feito pela unidade de Zoonoses do Ministério da Saúde aponta que, entre os meses mais quentes – de novembro e março – dos últimos dez anos, houve um aumento de 157% nos acidentes no país envolvendo animais venenosos, como cobras, escorpiões, aranhas, abelhas e lagartas.

Só no ano passado, foram mais de 139 mil casos, entre os quais 293 mortes. Segundo o ministério, o desequilíbrio ecológico é uma das principais causas desse crescimento. Isso porque as chuvas de verão desalojam das tocas os animais, que acabam procurando abrigo em casas, e também é nesse período que muitos deles se reproduzem.

Além desses fatores, esses meses coincidem com uma intensificação de atividades agrícolas e passeios por trilhas e cachoeiras, locais propícios para incidentes com cobras e outros bichos peçonhentos.

Apesar disso, os acidentes são mais frequentes nas cidades que no campo. A Região Nordeste concentra o maior número de casos de picadas de escorpiões, com mais de 30 mil registros no ano passado. Entre os estados do país, Minas Gerais lidera, com quase 60% das ocorrências de todo o Sudeste.

Cuidados
Em caso de acidente, o Ministério da Saúde recomenda ir direto para o hospital. Enquanto a vítima não recebe atendimento, deve lavar o ferimento com água e sabão, deixar o membro em uma posição mais alta que o resto do corpo e evitar se mexer.

Ao lidar com jardins ou lavouras, é preciso usar sempre botas de cano longo e luvas de couro. Em casa, é importante examinar as roupas de cama e banho, vedar frestas e buracos em paredes, forros e rodapés, pôr telas nas janelas, fechar os ralos, evitar andar descalço, limpar terrenos baldios e preservar predadores naturais, como pássaros, galinhas, corujas, sapos e lagartixas.

Se houver queimadura por água-viva ou caravela no mar, é necessário aplicar uma compressa de água salgada ou vinagre. Nunca se deve colocar xixi, cachaça, café ou outro tipo de produto sobre a pele, pois isso pode causar infecções.

Escorpião amarelo (Foto: CBN)

Escorpião amarelo é típico do Sudeste e a principal espécie a causar acidentes graves e mortes(Foto: CBN)

Fonte: Globo Natureza


16 de agosto de 2012 | nenhum comentário »

Cientistas identificam vírus que causa comportamento bizarro em cobras

Jiboias e pítons aparentam estar bêbadas e podem dar nó no próprio corpo.
Doença do Corpúsculo de Inclusão Viral costuma ser mortal para animais.

Cientistas dos Estados Unidos identificaram o vírus responsável por uma doença grave em cobras e serpentes, conhecida como Doença do Corpúsculo de Inclusão Viral (IBD, na tradução da sigla do inglês). A contaminação costuma causar comportamento bizarro e até a morte nestes animais.

As cobras infectadas com o vírus parecem estar bêbadas, ficam encarando o vazio e chegam a dar nós no próprio corpo, entre outros sintomas. Os pesquisadores da Universidade da Califórnia estudavam um surto de IBD em um aquário na cidade de São Francisco, quando se depararam com a causa do mal.

O vírus afeta mais as jiboias e similares da família Boidae e as pítons, dizem os cientistas. O estudo foi publicado na edição desta terça-feira (14) do site “mBio”, publicação da Sociedade Americana para a Microbiologia.

A descoberta representa uma classe totalmente nova de arenavírus, dizem os pesquisadores. Para encontrar a origem da doença, pesquisadores extraíram DNA da pele de cobras afetadas pela doença e usaram técnicas para fazer o sequenciamento do genoma dos animais.

Em praticamente todo o DNA dos exemplares de cobras havia sequências que combinavam com o arenavírus. A partir deste achado, os cientistas puderam isolar o vírus usando pele de cobra manipulada em laboratório.

Cura
A descoberta é o primeiro passo para o desenvolvimento de vacinas e tratamentos para a doença, de acordo com os cientistas.

Michael Buchmeier, professor de doenças infecciosas da Universidade da Califórnia e um dos responsáveis pela pesquisa, classificou a descoberta de “uma das coisas mais excitantes que aconteceram na virologia em um longo tempo”.

Buchmeier diz que até agora os microorganismos da família dos arenavírus só haviam sido identificados em mamíferos. Encontrá-los em cobras foi uma surpresa, afirma o pesquisador.

Jiboia residente de um zoológico de Puerto Vallarta, no México (Foto: Carlos Jasso/Reuters)

Fonte: Globo Natureza


12 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Cientistas encontram 11 cobras de espécie declarada extinta em 1936

Para organização, variedade é a ‘mais rara do mundo’.
Exemplares vivem em ilhota de Santa Lúcia, no Caribe.

Após um levantamento de cinco meses, pesquisadores anunciaram nesta terça-feira (10) ter encontrado 11 exemplares do que consideram ser a “cobra mais rara do mundo”, da espécie Liophis ornatos, na pequena ilha de Maria Major, que faz parte de Santa Lúcia, um país caribenho.

Essa cobra já foi abundante naquele país, mas mangustos trazidos da Ásia foram dizimando sua população. De acordo com o Durrel Wildlife Conservation Trust, uma das organizações que realizou o levantamento, já em 1936 a espécie foi considerada extinta. Contudo, em 1973, um exemplar foi encontrado na ilhota de Maria Major, que ficou livre dos mangustos.

No final de 2011, um time internacional foi até o local e, durante 5 meses, procurou e marcou 11 cobras com chipes de rastreamento. A análise dos dados desses animais levou à conclusão de que existem 18 indivíduos da espécie vivendo ali. Uma estimativa menos conservadora, feita por outro método científico, indica que podem chegar a até cem.

Apenas 11 exemplares desta cobra foram encontrados pelos pesquisadores.  (Foto: AP)

Apenas 11 exemplares da cobra foram encontrados em Santa Lúcia. (Foto: AP)

Fonte: Globo Natureza


2 de dezembro de 2011 | nenhum comentário »

Animais preveem tremores por mudanças na água, dizem cientistas

Teoria é de que certos animais sentem alterações químicas no ambiente causadas por partículas liberadas por rochas sob estresse.

Animais que vivem na água ou perto dela são sensíveis a mudanças na sua composição química. (Foto: Getty Images / via BBC)

Animais que vivem na água ou perto dela são sensíveis a mudanças na sua composição química. (Foto: Getty Images / via BBC)

Cientistas dizem que animais podem ser capazes de perceber mudanças químicas que ocorrem na água quando um terremoto está prestes a ocorrer. Este fenômeno poderia explicar os estranhos comportamentos apresentados por animais em períodos que antecedem um tremor de terra.

A equipe de cientistas, integrada por pesquisadores da Nasa, nos Estados Unidos, e da Open University da Grã-Bretanha, começou a investigar os efeitos químicos dos terremotos após observar uma colônia de sapos que abandonou a lagoa em que vivia na cidade de L’Aquila, na Itália, dias antes de um terremoto, em abril de 2009.

Os especialistas sugerem que as mudanças no comportamento dos animais passem a ser observadas e integradas aos mecanismos de previsão de terremotos. As conclusões dos cientistas foram publicadas na revista científica International Journal of Environmental Research and Public Health.

O artigo descreve um processo pelo qual rochas sob estresse na crosta terrestre liberam partículas carregadas eletricamente que reagem com a água no solo.

Animais que vivem na água ou perto dela são altamente sensíveis a mudanças na sua composição química, então é possível que eles sejam capazes de sentir essas alterações dias antes de as rochas finalmente se moverem, provocando o terremoto.

A equipe, liderada por Friedemann Freund, da Nasa, e Rachel Grant, da Open University, espera que sua hipótese inspire biólogos e geólogos a trabalhar juntos para descobrir exatamente como os animais poderiam nos ajudar a reconhecer alguns dos sinais sutis de um terremoto iminente.

Comportamento estranho
Os sapos de L’Aquila não são o primeiro exemplo de comportamento animal estranho antes de um grande abalo sísmico. Ao longo da História, houve muitos relatos de répteis, anfíbios e peixes se comportando de maneira pouco usual nesses períodos.

Em julho de 2009, horas após um grande terremoto na cidade de San Diego, na Califórnia, Estados Unidos, residentes encontraram dezenas de lulas Humboldt nas praias da região. Essas lulas são normalmente encontradas no fundo do mar, a profundidades de entre 200 a 600 metros.

Em 1975, em Haicheng, na China, muitos moradores relataram ter visto cobras saindo de suas tocas um mês antes de a cidade ser sacudida por um grande tremor.

O comportamento das cobras era particularmente estranho por ter ocorrido no inverno, período em que elas deveriam estar hibernando. Em temperaturas próximas de 0ºC, sair da toca era praticamente suicídio para répteis, que dependem de fontes externas de calor para aquecer seus corpos.

Cada um dos exemplos de comportamento animal anômalo citados é único. Terremotos de grandes magnitudes são tão raros que fica quase impossível estudar detalhadamente os eventos associados a eles.

E é nesse aspecto que o caso dos sapos de L’Aquila se diferencia.

Êxodo de sapos
A bióloga britânica Grant estava monitorando a colônia de sapos como parte de um projeto de PhD. “Foi muito dramático”, ela lembrou. “(O número de sapos) foi de 96 sapos para quase zero em três dias.”

As observações de Grant foram publicadas na revista científica Journal of Zoology. “Depois disso, fui contatada pela Nasa”, ela disse à BBC.

Cientistas da agência espacial americana vinham estudando as mudanças químicas que ocorrem quando as rochas estão sob extremo estresse. Eles se perguntaram se essas alterações estariam associadas ao êxodo em massa dos sapos.

Agora, exames laboratoriais feitos pela equipe revelaram que a crosta da Terra pode afetar diretamente a composição química da água dentro do lago onde os sapos viviam e se reproduziam naquele momento.

O geofísico americano Friedemann Freund demonstrou que quando rochas estão sob níveis muito altos de estresse – provocado, por exemplo, por imensas forças tectônicas logo antes de um terremoto – elas liberam partículas carregadas eletricamente.

Essas partículas se espalham pelas rochas nas imediações, explicou Freund. E quando chegam à superfície da Terra, reagem com o ar, convertendo moléculas de ar em partículas carregadas eletricamente.

“Íons positivos presentes no ar são conhecidos na comunidade médica por provocar dores de cabeça e náusea em seres humanos e por aumentar o nível de serotonina, um hormônio associado ao estresse, no sangue de animais”, disse Freund.

Essa reação química em cadeia poderia afetar matéria orgânica dissolvida na água do lago, transformando substâncias orgânicas inofensivas em materiais tóxicos para animais aquáticos.

Trata-se de um mecanismo complicado e os cientistas enfatizaram que a teoria precisa ser testada.

Grant disse, no entanto, que esta é a primeira descrição convincente de um possível mecanismo que funcionaria como um ‘sinal pré-terremoto’ que animais aquáticos, semi-aquáticos ou que vivem em tocas seriam capazes de perceber, reagindo a ele.

“Quando você pensa em todas as coisas que estão acontecendo com essas rochas, seria estranho se os animais não fossem afetados de alguma forma”, ela disse.

Freund disse que o comportamento de animais poderia ser um entre vários acontecimentos interligados que poderiam prever um terremoto.

Fonte: Da BBC


3 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Cobras e lagartos são achados em caixa, no Sul de Minas Gerais

Animais foram encontrados perto de uma escola em Pouso Alegre.
Polícia disse que répteis são exóticos e procurados para tráfico de animais.

oradores de um bairro de Pouso Alegre, na Região Sul de Minas Gerais encontraram uma caixa cheia de cobras e lagartos, que estava perto de uma escola, nesta quarta-feira (2). Os animais foram encontrados em frente ao muro, dentro de uma caixa de papelão. Vinte e duas cobras e quatro lagartos estavam em potes de plástico com furos.

De acordo com a Polícia Militar de Meio Ambiente, os répteis são exóticos e muito procurados para o tráfico de animais.

Na semana passada, duas cobras foram encontradas dentro de uma caixa dos Correios, em Varginha, também no Sul do estado. Elas seriam enviadas para Santa Catarina, e o endereço do remetente era de Pouso Alegre. De acordo com os bombeiros, os dois casos podem estar relacionados.

Os animais encontrados nesta quarta-feira foram levados pela Policia Militar de Meio Ambiente e devem ser encaminhados para o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Click e veja o vídeo: http://g1.globo.com/minas-gerais/noticia/2011/11/cobras-e-lagartos-sao-achados-em-caixa-no-sul-de-minas-gerais.html

 

Fonte: G1, MT Com informações da EPTV

 

 


28 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Cobras com coração grande dão pistas para tratamento cardíaco em humanos

Píton birmanesa digerindo um rato: mecanismo complexo pode trazer novos tratamentos cardíacos. Foto: Science

As cobras têm má fama por serem criaturas escorregadias e de sangue frio, mas cientistas americanos anunciaram esta quinta-feira (27) que algumas têm corações grandes que podem dar pistas para o tratamento de pessoas com doenças cardíacas.

Segundo estudo publicado na revista Science, o segredo do sucesso da píton birmanesa é a quantidade maciça de ácidos-graxos que circulam em seu sangue após a refeição, que pode ser tão grande quanto um cervo.

As pítons birmanesas são cobras largas, crescem até oito metros e podem ficar sem comer por até um ano.

Cientistas da Universidade de Colorado, em Boulder, descobriram que enquanto a cobra começa a digerir sua presa, óleos naturais e gorduras denominadas triglicerídeos têm um pico mais de 50 vezes acima do nível normal.

Mas a gordura não fica depositada no coração da cobra, devido à ativação de uma enzima chave, que protege seu grande órgão, cuja massa chega a aumentar até 40% nos primeiros dias após a refeição.

Os cientistas identificaram a composição química do sangue da píton depois de comer e injetaram plasma da cobra alimentada ou uma mistura produzida para ter o mesmo efeito nos répteis em jejum.

“Em ambos os casos, as pítons tiveram crescimento e indicadores de saúde cardíacos aumentados”, destacou o estudo.

Em seguida, os cientistas aplicaram o experimento em camundongos e descobriram que os roedores que tiveram injetado tanto o plasma da píton quanto a mistura de ácidos-graxos demonstraram os mesmos resultados.

“Foi notável (observar) que os ácidos-graxos identificados no plasma das pítons alimentadas pudessem, na verdade, estimular o crescimento cardíaco saudável dos ratos”, afirmou o pesquisador Brooke Harrison.

A cientista Cecilia Riquelme disse que o próximo passo é descobrir como a mistura funciona para que possa ser um dia adaptada para ser utilizada em pessoas.

“Agora, estamos tentando entender os mecanismos moleculares por trás do processo na esperança de que os resultados possam produzir novas terapias para melhorar as condições de saúde cardíaca em humanos”, afirmou.

Mas nem todo o crescimento cardíaco é bom. Condições como a cardiomiopatia hipertrófica, em que o músculo cardíaco fica mais espesso e pode causar morte repentina em atletas jovens, é um exemplo.

No entanto, o tipo de crescimento cardíaco apresentado pela maioria dos atletas de elite é um reflexo de sua saúde cardíaca superior.

“Atletas bem condicionados como o nadador olímpico Michael Phelps e o ciclista (nr: campeão da Volta da França) Lance Armstrong têm corações enormes”, explicou Leslie Leinwand, professora do departamento de biologia desenvolvimental, molecular e celular da universidade americana, e diretora do estudo.

“Mas há muitas pessoas incapazes de se exercitar por causa de uma doença cardíaca existente, portanto seria bom desenvolver algum tratamento para promover o crescimento benéfico das células cardíacas”, acrescentou.

O trio de ácidos-graxos identificados no sangue da cobra é composto dos ácidos mirístico, palmítico e palmitoleico. A enzima que protegeu seus corações foi a superóxido dismutase, também existente em humanos.

“Estamos tentando entender como fazer com que estes sinais indiquem às células cardíacas individuais se vão por um caminho com consequências patológicas, como doenças, ou com consequências benéficas, como exercícios”, disse Leinwand.

Fonte: Portal iG


27 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Correios de MG encontram cobras em encomenda enviada para SC

Segundo Correios, caixa seguia de Pouso Alegre (MG) para Caçador (SC).
Ao passar encomenda no raio x, gerente de agência encontrou os animais.

Cobras foram encontradas em encomenda (Foto: Reprodução/TV Globo)

Cobras devem ser encaminhadas para Fundação Ezequiel Dias, em BH (Foto: Reprodução/EPTV)

Duas cobras foram encontradas dentro de uma caixa em uma agência dos Correios de Varginha, na Região Sul de Minas Gerais, nesta terça-feira (25). Segundo informações da assessoria dos Correios, a encomenda seguia de Pouso Alegre para a cidade de Caçador, no estado de Santa Catarina.

Ainda de acordo com os Correios, ao passar a caixa pelo equipamento de raio x, o gerente da agência desconfiou do conteúdo e acionou a Policia Militar do Meio Ambiente. A polícia vai  investigar o caso.

De acordo com a polícia, as cobras,  devem ser encaminhadas para a Fundação Ezequial Dias, em Belo Horizonte. Os Correios informaram que não transportam animais vivos, exceto os admitidos em convenção internacional ratificada pelo Brasil.

 

 

Correios acionaram a Polícia Militar do Meio Ambiente para abrir a encomenda (Foto: Reprodução/TV Globo)

Correios acionaram a Polícia Militar do Meio Ambiente para abrir a encomenda (Foto: Reprodução/EPTV)

Fonte: Do G1 Minas Gerais, com informações da EPTV


30 de novembro de 2010 | nenhum comentário »

Cientista diz que dentes de réptil pré-histórico explicam evolução de presas das cobras

Um conjunto de dentes pertencente a um réptil pré-histórico indica uma possibilidade sobre como as presas venenosas das cobras evoluíram.

O réptil triássico Uatchitodon é conhecido apenas a partir de seus dentes que possuem características tanto de dinossauros quanto de crocodilos.

Vários dentes já foram achados, mas dois conjuntos mais jovens que datam de 220 milhões de anos atrás possuem o que parecem ser canais de veneno.

Nos fósseis mais antigos esses canais simplesmente não existem, o que alimentava dúvidas se essas variações refletiam mudanças evolutivas ou estágios diferentes de desenvolvimento dentário.

O pesquisador Jon Mitchell, da Universidade de Chicago, nos EUA, diz que tem uma pista sobre a resposta. Mitchell e colegas descobriram 26 dentes do Uatchitodon no Estado norte-americano da Carolina do Norte.

Com idade equivalente aos dois conjuntos de dentes encontrados anteriormente, e alinhados um a um, o grupo acredita que as ranhuras encontradas na superfície dos dentes dos animais se ampliaram e se aprofundaram até se tornarem presas venenosas.

Fonte: Folha.com


24 de agosto de 2010 | nenhum comentário »

Pesquisadores explicam por que cobras têm “olho de gato”

Cientistas acabam de propor uma nova explicação para as pupilas verticais –o popular olho de gato– de cobras e outros bichos. A característica favoreceria a caça de emboscada, a famosa técnica do “senta e espera”.

A conclusão, publicada no “Journal of Evolutionary Biology”, contraria a versão mais aceita no meio científico: a de que as pupilas verticais seriam uma adaptação para facilitar as atividades noturnas dos animais.

Os autores não negam que exista uma relação com hábitos noturnos, mas dizem que ela não é fundamental.

“A pupila vertical não basta para a visão noturna. Enxergar à noite tem mais a ver com a ultraestrutura do olho –como a composição da retina e o formato da córnea” diz Ligia Pizzatto, pesquisadora brasileira da Universidade de Sidney (Austrália) e uma das autoras do estudo.

Para chegar ao resultado, o grupo analisou 127 espécies de cobras australianas e cruzou dados sobre formato da pupila, método de caça e horário de atividade.

O resultado mostrou que cobras que caçam ativamente têm pupilas redondas, enquanto as que ficam à espreita da presa costumam ter pupilas verticais.

Por causa de músculos auxiliares, a pupila vertical permite maior controle sobre a contração do olho, regulando a luminosidade e, principalmente, melhorando a profundidade de campo.

watch the lord of the rings: the fellowship of the ring online

Os animais também enxergam com mais foco e definição na horizontal -por onde vêm a maioria das presas. Assim, eles não precisam se movimentar para ver melhor, o que aumenta as chances de sucesso na emboscada.

As pupilas verticais também ajudariam as cobras a se camuflar, pois olhos redondos são um dos maiores indícios da presença dos predadores no ambiente.

Fonte: Folha.com






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8 de novembro de 2012 | nenhum comentário »

Acidentes com animais venenosos crescem 157% em 10 anos, diz Saúde

Levantamento reúne picadas de bichos como cobras, escorpiões e aranhas.
Só no ano passado, foram registrados 139 mil casos e 293 mortes no país.

Um levantamento feito pela unidade de Zoonoses do Ministério da Saúde aponta que, entre os meses mais quentes – de novembro e março – dos últimos dez anos, houve um aumento de 157% nos acidentes no país envolvendo animais venenosos, como cobras, escorpiões, aranhas, abelhas e lagartas.

Só no ano passado, foram mais de 139 mil casos, entre os quais 293 mortes. Segundo o ministério, o desequilíbrio ecológico é uma das principais causas desse crescimento. Isso porque as chuvas de verão desalojam das tocas os animais, que acabam procurando abrigo em casas, e também é nesse período que muitos deles se reproduzem.

Além desses fatores, esses meses coincidem com uma intensificação de atividades agrícolas e passeios por trilhas e cachoeiras, locais propícios para incidentes com cobras e outros bichos peçonhentos.

Apesar disso, os acidentes são mais frequentes nas cidades que no campo. A Região Nordeste concentra o maior número de casos de picadas de escorpiões, com mais de 30 mil registros no ano passado. Entre os estados do país, Minas Gerais lidera, com quase 60% das ocorrências de todo o Sudeste.

Cuidados
Em caso de acidente, o Ministério da Saúde recomenda ir direto para o hospital. Enquanto a vítima não recebe atendimento, deve lavar o ferimento com água e sabão, deixar o membro em uma posição mais alta que o resto do corpo e evitar se mexer.

Ao lidar com jardins ou lavouras, é preciso usar sempre botas de cano longo e luvas de couro. Em casa, é importante examinar as roupas de cama e banho, vedar frestas e buracos em paredes, forros e rodapés, pôr telas nas janelas, fechar os ralos, evitar andar descalço, limpar terrenos baldios e preservar predadores naturais, como pássaros, galinhas, corujas, sapos e lagartixas.

Se houver queimadura por água-viva ou caravela no mar, é necessário aplicar uma compressa de água salgada ou vinagre. Nunca se deve colocar xixi, cachaça, café ou outro tipo de produto sobre a pele, pois isso pode causar infecções.

Escorpião amarelo (Foto: CBN)

Escorpião amarelo é típico do Sudeste e a principal espécie a causar acidentes graves e mortes(Foto: CBN)

Fonte: Globo Natureza


16 de agosto de 2012 | nenhum comentário »

Cientistas identificam vírus que causa comportamento bizarro em cobras

Jiboias e pítons aparentam estar bêbadas e podem dar nó no próprio corpo.
Doença do Corpúsculo de Inclusão Viral costuma ser mortal para animais.

Cientistas dos Estados Unidos identificaram o vírus responsável por uma doença grave em cobras e serpentes, conhecida como Doença do Corpúsculo de Inclusão Viral (IBD, na tradução da sigla do inglês). A contaminação costuma causar comportamento bizarro e até a morte nestes animais.

As cobras infectadas com o vírus parecem estar bêbadas, ficam encarando o vazio e chegam a dar nós no próprio corpo, entre outros sintomas. Os pesquisadores da Universidade da Califórnia estudavam um surto de IBD em um aquário na cidade de São Francisco, quando se depararam com a causa do mal.

O vírus afeta mais as jiboias e similares da família Boidae e as pítons, dizem os cientistas. O estudo foi publicado na edição desta terça-feira (14) do site “mBio”, publicação da Sociedade Americana para a Microbiologia.

A descoberta representa uma classe totalmente nova de arenavírus, dizem os pesquisadores. Para encontrar a origem da doença, pesquisadores extraíram DNA da pele de cobras afetadas pela doença e usaram técnicas para fazer o sequenciamento do genoma dos animais.

Em praticamente todo o DNA dos exemplares de cobras havia sequências que combinavam com o arenavírus. A partir deste achado, os cientistas puderam isolar o vírus usando pele de cobra manipulada em laboratório.

Cura
A descoberta é o primeiro passo para o desenvolvimento de vacinas e tratamentos para a doença, de acordo com os cientistas.

Michael Buchmeier, professor de doenças infecciosas da Universidade da Califórnia e um dos responsáveis pela pesquisa, classificou a descoberta de “uma das coisas mais excitantes que aconteceram na virologia em um longo tempo”.

Buchmeier diz que até agora os microorganismos da família dos arenavírus só haviam sido identificados em mamíferos. Encontrá-los em cobras foi uma surpresa, afirma o pesquisador.

Jiboia residente de um zoológico de Puerto Vallarta, no México (Foto: Carlos Jasso/Reuters)

Fonte: Globo Natureza


12 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Cientistas encontram 11 cobras de espécie declarada extinta em 1936

Para organização, variedade é a ‘mais rara do mundo’.
Exemplares vivem em ilhota de Santa Lúcia, no Caribe.

Após um levantamento de cinco meses, pesquisadores anunciaram nesta terça-feira (10) ter encontrado 11 exemplares do que consideram ser a “cobra mais rara do mundo”, da espécie Liophis ornatos, na pequena ilha de Maria Major, que faz parte de Santa Lúcia, um país caribenho.

Essa cobra já foi abundante naquele país, mas mangustos trazidos da Ásia foram dizimando sua população. De acordo com o Durrel Wildlife Conservation Trust, uma das organizações que realizou o levantamento, já em 1936 a espécie foi considerada extinta. Contudo, em 1973, um exemplar foi encontrado na ilhota de Maria Major, que ficou livre dos mangustos.

No final de 2011, um time internacional foi até o local e, durante 5 meses, procurou e marcou 11 cobras com chipes de rastreamento. A análise dos dados desses animais levou à conclusão de que existem 18 indivíduos da espécie vivendo ali. Uma estimativa menos conservadora, feita por outro método científico, indica que podem chegar a até cem.

Apenas 11 exemplares desta cobra foram encontrados pelos pesquisadores.  (Foto: AP)

Apenas 11 exemplares da cobra foram encontrados em Santa Lúcia. (Foto: AP)

Fonte: Globo Natureza


2 de dezembro de 2011 | nenhum comentário »

Animais preveem tremores por mudanças na água, dizem cientistas

Teoria é de que certos animais sentem alterações químicas no ambiente causadas por partículas liberadas por rochas sob estresse.

Animais que vivem na água ou perto dela são sensíveis a mudanças na sua composição química. (Foto: Getty Images / via BBC)

Animais que vivem na água ou perto dela são sensíveis a mudanças na sua composição química. (Foto: Getty Images / via BBC)

Cientistas dizem que animais podem ser capazes de perceber mudanças químicas que ocorrem na água quando um terremoto está prestes a ocorrer. Este fenômeno poderia explicar os estranhos comportamentos apresentados por animais em períodos que antecedem um tremor de terra.

A equipe de cientistas, integrada por pesquisadores da Nasa, nos Estados Unidos, e da Open University da Grã-Bretanha, começou a investigar os efeitos químicos dos terremotos após observar uma colônia de sapos que abandonou a lagoa em que vivia na cidade de L’Aquila, na Itália, dias antes de um terremoto, em abril de 2009.

Os especialistas sugerem que as mudanças no comportamento dos animais passem a ser observadas e integradas aos mecanismos de previsão de terremotos. As conclusões dos cientistas foram publicadas na revista científica International Journal of Environmental Research and Public Health.

O artigo descreve um processo pelo qual rochas sob estresse na crosta terrestre liberam partículas carregadas eletricamente que reagem com a água no solo.

Animais que vivem na água ou perto dela são altamente sensíveis a mudanças na sua composição química, então é possível que eles sejam capazes de sentir essas alterações dias antes de as rochas finalmente se moverem, provocando o terremoto.

A equipe, liderada por Friedemann Freund, da Nasa, e Rachel Grant, da Open University, espera que sua hipótese inspire biólogos e geólogos a trabalhar juntos para descobrir exatamente como os animais poderiam nos ajudar a reconhecer alguns dos sinais sutis de um terremoto iminente.

Comportamento estranho
Os sapos de L’Aquila não são o primeiro exemplo de comportamento animal estranho antes de um grande abalo sísmico. Ao longo da História, houve muitos relatos de répteis, anfíbios e peixes se comportando de maneira pouco usual nesses períodos.

Em julho de 2009, horas após um grande terremoto na cidade de San Diego, na Califórnia, Estados Unidos, residentes encontraram dezenas de lulas Humboldt nas praias da região. Essas lulas são normalmente encontradas no fundo do mar, a profundidades de entre 200 a 600 metros.

Em 1975, em Haicheng, na China, muitos moradores relataram ter visto cobras saindo de suas tocas um mês antes de a cidade ser sacudida por um grande tremor.

O comportamento das cobras era particularmente estranho por ter ocorrido no inverno, período em que elas deveriam estar hibernando. Em temperaturas próximas de 0ºC, sair da toca era praticamente suicídio para répteis, que dependem de fontes externas de calor para aquecer seus corpos.

Cada um dos exemplos de comportamento animal anômalo citados é único. Terremotos de grandes magnitudes são tão raros que fica quase impossível estudar detalhadamente os eventos associados a eles.

E é nesse aspecto que o caso dos sapos de L’Aquila se diferencia.

Êxodo de sapos
A bióloga britânica Grant estava monitorando a colônia de sapos como parte de um projeto de PhD. “Foi muito dramático”, ela lembrou. “(O número de sapos) foi de 96 sapos para quase zero em três dias.”

As observações de Grant foram publicadas na revista científica Journal of Zoology. “Depois disso, fui contatada pela Nasa”, ela disse à BBC.

Cientistas da agência espacial americana vinham estudando as mudanças químicas que ocorrem quando as rochas estão sob extremo estresse. Eles se perguntaram se essas alterações estariam associadas ao êxodo em massa dos sapos.

Agora, exames laboratoriais feitos pela equipe revelaram que a crosta da Terra pode afetar diretamente a composição química da água dentro do lago onde os sapos viviam e se reproduziam naquele momento.

O geofísico americano Friedemann Freund demonstrou que quando rochas estão sob níveis muito altos de estresse – provocado, por exemplo, por imensas forças tectônicas logo antes de um terremoto – elas liberam partículas carregadas eletricamente.

Essas partículas se espalham pelas rochas nas imediações, explicou Freund. E quando chegam à superfície da Terra, reagem com o ar, convertendo moléculas de ar em partículas carregadas eletricamente.

“Íons positivos presentes no ar são conhecidos na comunidade médica por provocar dores de cabeça e náusea em seres humanos e por aumentar o nível de serotonina, um hormônio associado ao estresse, no sangue de animais”, disse Freund.

Essa reação química em cadeia poderia afetar matéria orgânica dissolvida na água do lago, transformando substâncias orgânicas inofensivas em materiais tóxicos para animais aquáticos.

Trata-se de um mecanismo complicado e os cientistas enfatizaram que a teoria precisa ser testada.

Grant disse, no entanto, que esta é a primeira descrição convincente de um possível mecanismo que funcionaria como um ‘sinal pré-terremoto’ que animais aquáticos, semi-aquáticos ou que vivem em tocas seriam capazes de perceber, reagindo a ele.

“Quando você pensa em todas as coisas que estão acontecendo com essas rochas, seria estranho se os animais não fossem afetados de alguma forma”, ela disse.

Freund disse que o comportamento de animais poderia ser um entre vários acontecimentos interligados que poderiam prever um terremoto.

Fonte: Da BBC


3 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Cobras e lagartos são achados em caixa, no Sul de Minas Gerais

Animais foram encontrados perto de uma escola em Pouso Alegre.
Polícia disse que répteis são exóticos e procurados para tráfico de animais.

oradores de um bairro de Pouso Alegre, na Região Sul de Minas Gerais encontraram uma caixa cheia de cobras e lagartos, que estava perto de uma escola, nesta quarta-feira (2). Os animais foram encontrados em frente ao muro, dentro de uma caixa de papelão. Vinte e duas cobras e quatro lagartos estavam em potes de plástico com furos.

De acordo com a Polícia Militar de Meio Ambiente, os répteis são exóticos e muito procurados para o tráfico de animais.

Na semana passada, duas cobras foram encontradas dentro de uma caixa dos Correios, em Varginha, também no Sul do estado. Elas seriam enviadas para Santa Catarina, e o endereço do remetente era de Pouso Alegre. De acordo com os bombeiros, os dois casos podem estar relacionados.

Os animais encontrados nesta quarta-feira foram levados pela Policia Militar de Meio Ambiente e devem ser encaminhados para o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Click e veja o vídeo: http://g1.globo.com/minas-gerais/noticia/2011/11/cobras-e-lagartos-sao-achados-em-caixa-no-sul-de-minas-gerais.html

 

Fonte: G1, MT Com informações da EPTV

 

 


28 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Cobras com coração grande dão pistas para tratamento cardíaco em humanos

Píton birmanesa digerindo um rato: mecanismo complexo pode trazer novos tratamentos cardíacos. Foto: Science

As cobras têm má fama por serem criaturas escorregadias e de sangue frio, mas cientistas americanos anunciaram esta quinta-feira (27) que algumas têm corações grandes que podem dar pistas para o tratamento de pessoas com doenças cardíacas.

Segundo estudo publicado na revista Science, o segredo do sucesso da píton birmanesa é a quantidade maciça de ácidos-graxos que circulam em seu sangue após a refeição, que pode ser tão grande quanto um cervo.

As pítons birmanesas são cobras largas, crescem até oito metros e podem ficar sem comer por até um ano.

Cientistas da Universidade de Colorado, em Boulder, descobriram que enquanto a cobra começa a digerir sua presa, óleos naturais e gorduras denominadas triglicerídeos têm um pico mais de 50 vezes acima do nível normal.

Mas a gordura não fica depositada no coração da cobra, devido à ativação de uma enzima chave, que protege seu grande órgão, cuja massa chega a aumentar até 40% nos primeiros dias após a refeição.

Os cientistas identificaram a composição química do sangue da píton depois de comer e injetaram plasma da cobra alimentada ou uma mistura produzida para ter o mesmo efeito nos répteis em jejum.

“Em ambos os casos, as pítons tiveram crescimento e indicadores de saúde cardíacos aumentados”, destacou o estudo.

Em seguida, os cientistas aplicaram o experimento em camundongos e descobriram que os roedores que tiveram injetado tanto o plasma da píton quanto a mistura de ácidos-graxos demonstraram os mesmos resultados.

“Foi notável (observar) que os ácidos-graxos identificados no plasma das pítons alimentadas pudessem, na verdade, estimular o crescimento cardíaco saudável dos ratos”, afirmou o pesquisador Brooke Harrison.

A cientista Cecilia Riquelme disse que o próximo passo é descobrir como a mistura funciona para que possa ser um dia adaptada para ser utilizada em pessoas.

“Agora, estamos tentando entender os mecanismos moleculares por trás do processo na esperança de que os resultados possam produzir novas terapias para melhorar as condições de saúde cardíaca em humanos”, afirmou.

Mas nem todo o crescimento cardíaco é bom. Condições como a cardiomiopatia hipertrófica, em que o músculo cardíaco fica mais espesso e pode causar morte repentina em atletas jovens, é um exemplo.

No entanto, o tipo de crescimento cardíaco apresentado pela maioria dos atletas de elite é um reflexo de sua saúde cardíaca superior.

“Atletas bem condicionados como o nadador olímpico Michael Phelps e o ciclista (nr: campeão da Volta da França) Lance Armstrong têm corações enormes”, explicou Leslie Leinwand, professora do departamento de biologia desenvolvimental, molecular e celular da universidade americana, e diretora do estudo.

“Mas há muitas pessoas incapazes de se exercitar por causa de uma doença cardíaca existente, portanto seria bom desenvolver algum tratamento para promover o crescimento benéfico das células cardíacas”, acrescentou.

O trio de ácidos-graxos identificados no sangue da cobra é composto dos ácidos mirístico, palmítico e palmitoleico. A enzima que protegeu seus corações foi a superóxido dismutase, também existente em humanos.

“Estamos tentando entender como fazer com que estes sinais indiquem às células cardíacas individuais se vão por um caminho com consequências patológicas, como doenças, ou com consequências benéficas, como exercícios”, disse Leinwand.

Fonte: Portal iG


27 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Correios de MG encontram cobras em encomenda enviada para SC

Segundo Correios, caixa seguia de Pouso Alegre (MG) para Caçador (SC).
Ao passar encomenda no raio x, gerente de agência encontrou os animais.

Cobras foram encontradas em encomenda (Foto: Reprodução/TV Globo)

Cobras devem ser encaminhadas para Fundação Ezequiel Dias, em BH (Foto: Reprodução/EPTV)

Duas cobras foram encontradas dentro de uma caixa em uma agência dos Correios de Varginha, na Região Sul de Minas Gerais, nesta terça-feira (25). Segundo informações da assessoria dos Correios, a encomenda seguia de Pouso Alegre para a cidade de Caçador, no estado de Santa Catarina.

Ainda de acordo com os Correios, ao passar a caixa pelo equipamento de raio x, o gerente da agência desconfiou do conteúdo e acionou a Policia Militar do Meio Ambiente. A polícia vai  investigar o caso.

De acordo com a polícia, as cobras,  devem ser encaminhadas para a Fundação Ezequial Dias, em Belo Horizonte. Os Correios informaram que não transportam animais vivos, exceto os admitidos em convenção internacional ratificada pelo Brasil.

 

 

Correios acionaram a Polícia Militar do Meio Ambiente para abrir a encomenda (Foto: Reprodução/TV Globo)

Correios acionaram a Polícia Militar do Meio Ambiente para abrir a encomenda (Foto: Reprodução/EPTV)

Fonte: Do G1 Minas Gerais, com informações da EPTV


30 de novembro de 2010 | nenhum comentário »

Cientista diz que dentes de réptil pré-histórico explicam evolução de presas das cobras

Um conjunto de dentes pertencente a um réptil pré-histórico indica uma possibilidade sobre como as presas venenosas das cobras evoluíram.

O réptil triássico Uatchitodon é conhecido apenas a partir de seus dentes que possuem características tanto de dinossauros quanto de crocodilos.

Vários dentes já foram achados, mas dois conjuntos mais jovens que datam de 220 milhões de anos atrás possuem o que parecem ser canais de veneno.

Nos fósseis mais antigos esses canais simplesmente não existem, o que alimentava dúvidas se essas variações refletiam mudanças evolutivas ou estágios diferentes de desenvolvimento dentário.

O pesquisador Jon Mitchell, da Universidade de Chicago, nos EUA, diz que tem uma pista sobre a resposta. Mitchell e colegas descobriram 26 dentes do Uatchitodon no Estado norte-americano da Carolina do Norte.

Com idade equivalente aos dois conjuntos de dentes encontrados anteriormente, e alinhados um a um, o grupo acredita que as ranhuras encontradas na superfície dos dentes dos animais se ampliaram e se aprofundaram até se tornarem presas venenosas.

Fonte: Folha.com


24 de agosto de 2010 | nenhum comentário »

Pesquisadores explicam por que cobras têm “olho de gato”

Cientistas acabam de propor uma nova explicação para as pupilas verticais –o popular olho de gato– de cobras e outros bichos. A característica favoreceria a caça de emboscada, a famosa técnica do “senta e espera”.

A conclusão, publicada no “Journal of Evolutionary Biology”, contraria a versão mais aceita no meio científico: a de que as pupilas verticais seriam uma adaptação para facilitar as atividades noturnas dos animais.

Os autores não negam que exista uma relação com hábitos noturnos, mas dizem que ela não é fundamental.

“A pupila vertical não basta para a visão noturna. Enxergar à noite tem mais a ver com a ultraestrutura do olho –como a composição da retina e o formato da córnea” diz Ligia Pizzatto, pesquisadora brasileira da Universidade de Sidney (Austrália) e uma das autoras do estudo.

Para chegar ao resultado, o grupo analisou 127 espécies de cobras australianas e cruzou dados sobre formato da pupila, método de caça e horário de atividade.

O resultado mostrou que cobras que caçam ativamente têm pupilas redondas, enquanto as que ficam à espreita da presa costumam ter pupilas verticais.

Por causa de músculos auxiliares, a pupila vertical permite maior controle sobre a contração do olho, regulando a luminosidade e, principalmente, melhorando a profundidade de campo.

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Os animais também enxergam com mais foco e definição na horizontal -por onde vêm a maioria das presas. Assim, eles não precisam se movimentar para ver melhor, o que aumenta as chances de sucesso na emboscada.

As pupilas verticais também ajudariam as cobras a se camuflar, pois olhos redondos são um dos maiores indícios da presença dos predadores no ambiente.

Fonte: Folha.com