9 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Nordeste terá 1ª indústria do Brasil de combustível feito com algas marinhas

Usina em Pernambuco vai produzir e vender biodiesel e bioetanol de algas.
Projeto tem investimento de R$ 19 milhões e reduz emissão de CO2.

O sistema de iluminação das Fazendas de Algas concentra a luz do sol e a transmite por fibras óticas até reatores fechados, onde as algas realizam a fotossíntese (Foto: Divulgação/See Algae Technology)

O sistema de iluminação da fazenda de alga concentra a luz do sol e a transmite por fibras óticas até reatores fechados, onde as algas realizam a fotossíntese (Foto: Divulgação/See Algae Technology)

O estado de Pernambuco, no Nordeste, deve receber a partir do último trimestre de 2013 a primeira planta industrial de biocombustível produzido com algas marinhas, que promete contribuir na redução do envio de CO2 à atmosfera.

O projeto, uma parceria entre o grupo brasileiro JB, produtor de etanol no Nordeste, e a empresa See Algae Technology (SAT), da Áustria, contará com investimento de 8 milhões de euros (R$ 19,8 milhões) para montar em Vitória de Santo Antão – a 53 km de Recife — uma fazenda vertical de algas geneticamente modificadas e que vão crescer com a ajuda do sol e de emissões de dióxido de carbono (CO2)

Segunda a empresa, é a primeira vez no mundo que este tipo de combustível será fabricado e comercializado. Atualmente, a tecnologia só é desenvolvida para fins científicos. Laboratórios dos Estados Unidos e até mesmo do Brasil já pesquisam a respeito.

No caso da usina pernambucana, o biocombustível será produzido com a ajuda do carbono proveniente da produção de etanol, evitando que o gás poluente seja liberado na atmosfera e reduzindo os efeitos da mudança climática.

De acordo com Rafael Bianchini, diretor da SAT no Brasil, a unidade terá capacidade de produzir 1,2 milhão de litros de biodiesel ou 2,2, milhões de litros de etanol ao ano a partir de um hectare de algas plantadas.

O produto resultante poderá substituir, por exemplo, o biodiesel de soja, dendê, palma ou outros itens que podem ser utilizados na indústria alimentícia aplicado no diesel — atualmente 5% do combustível é biodiesel.

“É uma reciclagem [do CO2 emitido] e transformação em combustível. Um hectare de algas consome 5 mil toneladas de dióxido de carbono ao ano. O CO2, que é o vilão do clima, passa a ser matéria-prima valorizada”, explica Bianchini.

Mas como funciona?
Em vez de criações de algas expostas, a SAT planeja instalar módulos fechados com até cinco metros de altura que vão receber por meio de fibra óptica a luz do sol (capturada por placas solares instaladas no teto da usina). Além disso, há a injeção de CO2 resultante do processo de fabricação do etanol de cana.

De acordo com Carlos Beltrão, diretor-presidente do grupo JB, a previsão é que projeto comece a funcionar a partir de 2014 e seja replicado para outra unidade, instalada em Linhares, no Espírito Santo. “Hoje nossa missão é tentar trabalhar e chegar ao carbono zero. Nós produzimos CO2 suficiente para multiplicar esse investimento em dez vezes”, disse Beltrão.

O biocombustível de algas ainda precisa ser aprovado e validado pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).

Bioquímicos
Além dos combustíveis, outros produtos resultantes do processamento de algas marinhas geneticamente modificadas são os bioquímicos como o ácido graxo ômega 3, utilizados pela indústria alimentícia e de cosméticos

O ômega 3, que contribui para reduzir os níveis de colesterol no corpo humano e combate inflamações, é normalmente encontrado em óleos vegetais ou em peixes.

Com a extração desse ácido das algas processadas e comercialização com empresas brasileiras, Bianchini espera contribuir com a redução da pesca de espécies marinhas que já sofrem com o impacto das atividades predatórias. “Seria uma alternativa para reduzir a sobrepesca e também para não haver mais dependência somente do peixe”, disse.

Alga genéticamente modificada (Foto: Divulgação/See Algae Technology)

Bioquímicos de algas geneticamente modificadas ajudam a reduzir as emissões de carbono para a atmosfera (Foto: Divulgação/See Algae Technology)

Fonte: Globo Natureza


3 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Nova ‘folha artificial’ usa luz solar para produzir combustível

Dispositivo foi criado por cientistas dos EUA e apresentado na ‘Science’.
Material para produzi-la é barato e abundante, diz pesquisador.

Pesquisadores americanos criaram uma “folha artificial” que transforma a luz solar em um combustível químico que pode ser armazenado e utilizado posteriormente, segundo estudo publicado nesta sexta-feira (30) na “Science”.

Quando colocado em um recipiente de água, essa célula solar de silício gera bolhas de oxigênio de um lado e bolhas de hidrogênio do outro, que podem ser separadas e recolhidas.

Esses gases podem então ser transferidos para uma célula combustível que os recombina, produzindo água e gerando uma corrente elétrica, anunciou o pesquisador Daniel Nocera, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês).

O novo dispositivo é descrito em artigo na revista “Science”, de coautoria de seis pesquisadores da Sun Catalytix, empresa de energia solar fundada por Nocera.

Nocera diz que a “folha” é feita inteiramente de materiais abundantes e baratos.

O dispsitivo é feito de semicondutores de silício e revestida de um lado com um catalisador de cobalto, que libera o oxigênio, e por outro com uma liga de níquel-molibdênio-zinco, que separa o hidrogênio.

“Você não pode ter algo mais mais portátil, você não precisa de fios, é leve, e não requer muito equipamento adicional, além de uma maneira de capturar e armazenar os gases que borbulham dela”, observou Nocera em comunicado.

O dispositivo não estará pronto para produção comercial, no entanto, até que os sistemas que coletam, armazenam e usam os gases sejam desenvolvidos.

'Folha' artificial separa hidrogênio e oxigênio dá água usando energia solar. (Foto: Dominick Reuter/Divulgação)

'Folha' artificial separa hidrogênio e oxigênio dá água usando energia solar. (Foto: Dominick Reuter/Divulgação)

Fonte: Da AFP,


16 de agosto de 2010 | nenhum comentário »

Um combustível alternativo ao diesel

Por Júlio Santos, da Agência Ambiente Energia

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O Centro de Estudos da Consultoria do Senado publicou estudo sobre a “A utilização de óleo vegetal refinado como combustível – aspectos legais, técnicos, econômicos, ambientais e tributários”, desenvolvido pelos consultores Ivan Dutra Faria, Marcus Peixoto, Paulo de Morais e Rapahel Borges Leal de Souza. Além de reunir informações sobre o uso do óleo vegetal refinado como combustível, o trabalho aborda a viabilidade e conveniência de sua utilização, e defende a consolidação de um marco legal sobre o tema.

Ao traçar um cenário e perspectivas para o uso desta solução energética, o estudo aborda pontos como aspectos físico-químicos e ambientais dos combustíveis; as fontes de ólegos vegetais e a produção de oleaginosas no Brasil e no mundo; as tecnologias disponíveis; aspectos econômicos do seu uso como combustível, destacando potencial de financiamento via mercado de créditos de carbono, por exemplo; aspectos ambientais; e aspectos tributários.

Apesar de já ser previsto em antigos programas governamentais e testado com sucesso no Brasil e no exterior, o estudo conclui que ainda existe uma lacuna na legislação brasileira, não abordando a possibilidade do uso do óleo vegetal refinado como combustível em relação ao diesel. Entre as vantagens, o trabalho destaca o menor custo em relação ao biodisel e ao diesel; a redução das emissões de poluentes; não precisar de alta tecnologia para fabricação; e possibilitar a produção em comunidades isoladas.






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Nordeste terá 1ª indústria do Brasil de combustível feito com algas marinhas

Usina em Pernambuco vai produzir e vender biodiesel e bioetanol de algas.
Projeto tem investimento de R$ 19 milhões e reduz emissão de CO2.

O sistema de iluminação das Fazendas de Algas concentra a luz do sol e a transmite por fibras óticas até reatores fechados, onde as algas realizam a fotossíntese (Foto: Divulgação/See Algae Technology)

O sistema de iluminação da fazenda de alga concentra a luz do sol e a transmite por fibras óticas até reatores fechados, onde as algas realizam a fotossíntese (Foto: Divulgação/See Algae Technology)

O estado de Pernambuco, no Nordeste, deve receber a partir do último trimestre de 2013 a primeira planta industrial de biocombustível produzido com algas marinhas, que promete contribuir na redução do envio de CO2 à atmosfera.

O projeto, uma parceria entre o grupo brasileiro JB, produtor de etanol no Nordeste, e a empresa See Algae Technology (SAT), da Áustria, contará com investimento de 8 milhões de euros (R$ 19,8 milhões) para montar em Vitória de Santo Antão – a 53 km de Recife — uma fazenda vertical de algas geneticamente modificadas e que vão crescer com a ajuda do sol e de emissões de dióxido de carbono (CO2)

Segunda a empresa, é a primeira vez no mundo que este tipo de combustível será fabricado e comercializado. Atualmente, a tecnologia só é desenvolvida para fins científicos. Laboratórios dos Estados Unidos e até mesmo do Brasil já pesquisam a respeito.

No caso da usina pernambucana, o biocombustível será produzido com a ajuda do carbono proveniente da produção de etanol, evitando que o gás poluente seja liberado na atmosfera e reduzindo os efeitos da mudança climática.

De acordo com Rafael Bianchini, diretor da SAT no Brasil, a unidade terá capacidade de produzir 1,2 milhão de litros de biodiesel ou 2,2, milhões de litros de etanol ao ano a partir de um hectare de algas plantadas.

O produto resultante poderá substituir, por exemplo, o biodiesel de soja, dendê, palma ou outros itens que podem ser utilizados na indústria alimentícia aplicado no diesel — atualmente 5% do combustível é biodiesel.

“É uma reciclagem [do CO2 emitido] e transformação em combustível. Um hectare de algas consome 5 mil toneladas de dióxido de carbono ao ano. O CO2, que é o vilão do clima, passa a ser matéria-prima valorizada”, explica Bianchini.

Mas como funciona?
Em vez de criações de algas expostas, a SAT planeja instalar módulos fechados com até cinco metros de altura que vão receber por meio de fibra óptica a luz do sol (capturada por placas solares instaladas no teto da usina). Além disso, há a injeção de CO2 resultante do processo de fabricação do etanol de cana.

De acordo com Carlos Beltrão, diretor-presidente do grupo JB, a previsão é que projeto comece a funcionar a partir de 2014 e seja replicado para outra unidade, instalada em Linhares, no Espírito Santo. “Hoje nossa missão é tentar trabalhar e chegar ao carbono zero. Nós produzimos CO2 suficiente para multiplicar esse investimento em dez vezes”, disse Beltrão.

O biocombustível de algas ainda precisa ser aprovado e validado pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).

Bioquímicos
Além dos combustíveis, outros produtos resultantes do processamento de algas marinhas geneticamente modificadas são os bioquímicos como o ácido graxo ômega 3, utilizados pela indústria alimentícia e de cosméticos

O ômega 3, que contribui para reduzir os níveis de colesterol no corpo humano e combate inflamações, é normalmente encontrado em óleos vegetais ou em peixes.

Com a extração desse ácido das algas processadas e comercialização com empresas brasileiras, Bianchini espera contribuir com a redução da pesca de espécies marinhas que já sofrem com o impacto das atividades predatórias. “Seria uma alternativa para reduzir a sobrepesca e também para não haver mais dependência somente do peixe”, disse.

Alga genéticamente modificada (Foto: Divulgação/See Algae Technology)

Bioquímicos de algas geneticamente modificadas ajudam a reduzir as emissões de carbono para a atmosfera (Foto: Divulgação/See Algae Technology)

Fonte: Globo Natureza


3 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Nova ‘folha artificial’ usa luz solar para produzir combustível

Dispositivo foi criado por cientistas dos EUA e apresentado na ‘Science’.
Material para produzi-la é barato e abundante, diz pesquisador.

Pesquisadores americanos criaram uma “folha artificial” que transforma a luz solar em um combustível químico que pode ser armazenado e utilizado posteriormente, segundo estudo publicado nesta sexta-feira (30) na “Science”.

Quando colocado em um recipiente de água, essa célula solar de silício gera bolhas de oxigênio de um lado e bolhas de hidrogênio do outro, que podem ser separadas e recolhidas.

Esses gases podem então ser transferidos para uma célula combustível que os recombina, produzindo água e gerando uma corrente elétrica, anunciou o pesquisador Daniel Nocera, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês).

O novo dispositivo é descrito em artigo na revista “Science”, de coautoria de seis pesquisadores da Sun Catalytix, empresa de energia solar fundada por Nocera.

Nocera diz que a “folha” é feita inteiramente de materiais abundantes e baratos.

O dispsitivo é feito de semicondutores de silício e revestida de um lado com um catalisador de cobalto, que libera o oxigênio, e por outro com uma liga de níquel-molibdênio-zinco, que separa o hidrogênio.

“Você não pode ter algo mais mais portátil, você não precisa de fios, é leve, e não requer muito equipamento adicional, além de uma maneira de capturar e armazenar os gases que borbulham dela”, observou Nocera em comunicado.

O dispositivo não estará pronto para produção comercial, no entanto, até que os sistemas que coletam, armazenam e usam os gases sejam desenvolvidos.

'Folha' artificial separa hidrogênio e oxigênio dá água usando energia solar. (Foto: Dominick Reuter/Divulgação)

'Folha' artificial separa hidrogênio e oxigênio dá água usando energia solar. (Foto: Dominick Reuter/Divulgação)

Fonte: Da AFP,


16 de agosto de 2010 | nenhum comentário »

Um combustível alternativo ao diesel

Por Júlio Santos, da Agência Ambiente Energia

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O Centro de Estudos da Consultoria do Senado publicou estudo sobre a “A utilização de óleo vegetal refinado como combustível – aspectos legais, técnicos, econômicos, ambientais e tributários”, desenvolvido pelos consultores Ivan Dutra Faria, Marcus Peixoto, Paulo de Morais e Rapahel Borges Leal de Souza. Além de reunir informações sobre o uso do óleo vegetal refinado como combustível, o trabalho aborda a viabilidade e conveniência de sua utilização, e defende a consolidação de um marco legal sobre o tema.

Ao traçar um cenário e perspectivas para o uso desta solução energética, o estudo aborda pontos como aspectos físico-químicos e ambientais dos combustíveis; as fontes de ólegos vegetais e a produção de oleaginosas no Brasil e no mundo; as tecnologias disponíveis; aspectos econômicos do seu uso como combustível, destacando potencial de financiamento via mercado de créditos de carbono, por exemplo; aspectos ambientais; e aspectos tributários.

Apesar de já ser previsto em antigos programas governamentais e testado com sucesso no Brasil e no exterior, o estudo conclui que ainda existe uma lacuna na legislação brasileira, não abordando a possibilidade do uso do óleo vegetal refinado como combustível em relação ao diesel. Entre as vantagens, o trabalho destaca o menor custo em relação ao biodisel e ao diesel; a redução das emissões de poluentes; não precisar de alta tecnologia para fabricação; e possibilitar a produção em comunidades isoladas.