20 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Comércio excessivo de atum-rabilho pode diminuir população da espécie

Quantidade vendida no mercado em 2010 foi 140% superior à permitida.
Entre 1998 a 2010, comércio da espécie movimentou US$ 13 bi no mundo.

Levantamento realizado pela organização ambiental Pew Environment Group, dosEstados Unidos, aponta que a comercialização do atum-rabilho (Thunnus thynnus) em 2010 foi 140% superior à cota permitida pela Comissão Internacional para a Conservação do Atum Atlântico (ICCAT na sigla em inglês), fato que pode ser uma ameaça à preservação da espécie.

De acordo com a análise, em 2010 o mercado poderia comercializar apenas 13.525 toneladas deste peixe, muito utilizado na Europa e na Ásia (principalmente na produção de sushi), mas foram vendidas 32.564 toneladas. Estes índices não levam em consideração os exemplares capturados e ofertados pelo mercado negro.

Entre 1998 e 2010, foram comercializadas 490 mil toneladas de atum-rabilho (negociações estimadas em US$ 13,5 bilhões). Entretanto, no período a cota permitida era de 98 mil toneladas.

Para a organização ambiental, se os limites de comercialização do atum-rabilho, também conhecido como atum-de-barbatana-azul-do-Atlântico, não forem respeitados, a chance de aumentar a população da espécie até 2022 cai em 24%, segundo uma avaliação feita por cientistas a pedido da ICCAT.

Chefs de sushi tentam erguer um enorme atum-rabilho antes de cortá-lo em pedaços no centro de Seul, na Coreia do Sul. Com 350 kg e 2,7 metros de comprimento, este foi o maior atum-rabilho já pescado no país, e seu preço é avaliado em cerca de US$ 23 mil. (Foto: Lee Jin-man/AP)

Exemplar de atum-rabilho capturado na Coreia do Sul. Espécie pode ser uma das primeiras a desaparecer devido à sobrepesca (Foto: Lee Jin-man/AP)

Risco de desaparecer
Este peixe corre risco de extinção de acordo com a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN da sigla em inglês). O atum-rabilho chega a ter quatro metros de comprimento e pesar 250 quilos. Devido à ocorrência de sobrepesca (retirada acima do que é permitido por órgãos ambientais) em algumas regiões, a espécie pode ser uma das primeiras a desaparecer.

O estudo da Pew Environment Group aponta que se os países membros da comissão internacional não desenvolverem um sistema de documentação eletrônica para controlar a venda da espécie, o combate à pesca ilegal ficará mais difícil. Além disso, a ONG cobra medidas punitivas para práticas ilegais.

Fonte: Globo Natureza, São Paulo


12 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

PF irá ouvir compradores de animais identificados durante operação

Aves, répteis, mamíferos e anfíbios eram comercializados em site irregular.
Operação Arapongas prendeu sete pessoas em quatro estados.

A Polícia Federal irá ouvir 42 compradores de animais silvestres que foram identificados durante a Operação Arapongas, que visa combater o tráfico ilegal de animais. Nesta quarta-feira (10), agentes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) apreenderam 1.928 animais que estavam prontos para ser comercializados irregularmente.

A Operação Arapongas prendeu sete pessoas nesta quarta – uma na capital paulista, duas no interior do estado, uma na Paraíba, uma em Minas Gerais e um casal no Paraná. Um dos deitos é um biólogo, coordenador de um Instituto Ambiental de São Paulo. Ele tinha autorização do Ibama para criar e pesquisar répteis, mas vendia os animais.

A operação foi feita em conjunto entre o Ibama e a Polícia Federal. Em coletiva realizada na sede da PF em São Paulo, Maria Luiza Souza, chefe de fiscalização do Ibama no Paraná, informou que a investigação começou em novembro de 2010 a partir de denúncias de que um site comercializava animais sem autorização desde 2007. No entanto, para induzir o cliente ao erro, eles informavam que os bichos estavam legalizados no Ibama. Havia espécies exóticas e algumas em extinção, como a arara azul, que era oferecida no site por R$ 55 mil, representando a compra mais cara.

De acordo com a polícia, o site foi criado pelo casal preso no Paraná, na cidade de Arapongas, que deu nome à operação. “O site não é legalizado no Ibama”, disse Maria Luiza. De acordo com ela, durante a investigação, foram identificados 19 criadouros no país que forneciam os animais para que o casal os vendesse. Desse total, há pelo menos duas ONGs que tinham autorização do instituto para criar espécies para fins de pesquisa e estava aproveitando a licença do Ibama para comercializar os bichos.

“Estavam trocando os microchips, induzindo o tráfico desses animais”, contou Maria Luiza. Os criadouros estão sendo agora investigados. Bruno Barbosa, coordenador-geral de fiscalização do Ibama, informou que essa licença será cancelada. “Se eles (donos do site) não conseguiam o animal com os criadouros, iam buscar na natureza.” Ele disse que é proibido vender felinos, por exemplo. No entanto, o site oferecia uma jaguatirica por R$ 13 mil.

A Polícia Federal e o Ibama vão investigar se alguma negociação internacional foi feita. Os sete presos vão responder por tráfico de animais silvestres, biopirataria, sonegação fiscal, falsidade ideológica e estelionato.

Fonte: Do G1, SP






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20 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Comércio excessivo de atum-rabilho pode diminuir população da espécie

Quantidade vendida no mercado em 2010 foi 140% superior à permitida.
Entre 1998 a 2010, comércio da espécie movimentou US$ 13 bi no mundo.

Levantamento realizado pela organização ambiental Pew Environment Group, dosEstados Unidos, aponta que a comercialização do atum-rabilho (Thunnus thynnus) em 2010 foi 140% superior à cota permitida pela Comissão Internacional para a Conservação do Atum Atlântico (ICCAT na sigla em inglês), fato que pode ser uma ameaça à preservação da espécie.

De acordo com a análise, em 2010 o mercado poderia comercializar apenas 13.525 toneladas deste peixe, muito utilizado na Europa e na Ásia (principalmente na produção de sushi), mas foram vendidas 32.564 toneladas. Estes índices não levam em consideração os exemplares capturados e ofertados pelo mercado negro.

Entre 1998 e 2010, foram comercializadas 490 mil toneladas de atum-rabilho (negociações estimadas em US$ 13,5 bilhões). Entretanto, no período a cota permitida era de 98 mil toneladas.

Para a organização ambiental, se os limites de comercialização do atum-rabilho, também conhecido como atum-de-barbatana-azul-do-Atlântico, não forem respeitados, a chance de aumentar a população da espécie até 2022 cai em 24%, segundo uma avaliação feita por cientistas a pedido da ICCAT.

Chefs de sushi tentam erguer um enorme atum-rabilho antes de cortá-lo em pedaços no centro de Seul, na Coreia do Sul. Com 350 kg e 2,7 metros de comprimento, este foi o maior atum-rabilho já pescado no país, e seu preço é avaliado em cerca de US$ 23 mil. (Foto: Lee Jin-man/AP)

Exemplar de atum-rabilho capturado na Coreia do Sul. Espécie pode ser uma das primeiras a desaparecer devido à sobrepesca (Foto: Lee Jin-man/AP)

Risco de desaparecer
Este peixe corre risco de extinção de acordo com a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN da sigla em inglês). O atum-rabilho chega a ter quatro metros de comprimento e pesar 250 quilos. Devido à ocorrência de sobrepesca (retirada acima do que é permitido por órgãos ambientais) em algumas regiões, a espécie pode ser uma das primeiras a desaparecer.

O estudo da Pew Environment Group aponta que se os países membros da comissão internacional não desenvolverem um sistema de documentação eletrônica para controlar a venda da espécie, o combate à pesca ilegal ficará mais difícil. Além disso, a ONG cobra medidas punitivas para práticas ilegais.

Fonte: Globo Natureza, São Paulo


12 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

PF irá ouvir compradores de animais identificados durante operação

Aves, répteis, mamíferos e anfíbios eram comercializados em site irregular.
Operação Arapongas prendeu sete pessoas em quatro estados.

A Polícia Federal irá ouvir 42 compradores de animais silvestres que foram identificados durante a Operação Arapongas, que visa combater o tráfico ilegal de animais. Nesta quarta-feira (10), agentes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) apreenderam 1.928 animais que estavam prontos para ser comercializados irregularmente.

A Operação Arapongas prendeu sete pessoas nesta quarta – uma na capital paulista, duas no interior do estado, uma na Paraíba, uma em Minas Gerais e um casal no Paraná. Um dos deitos é um biólogo, coordenador de um Instituto Ambiental de São Paulo. Ele tinha autorização do Ibama para criar e pesquisar répteis, mas vendia os animais.

A operação foi feita em conjunto entre o Ibama e a Polícia Federal. Em coletiva realizada na sede da PF em São Paulo, Maria Luiza Souza, chefe de fiscalização do Ibama no Paraná, informou que a investigação começou em novembro de 2010 a partir de denúncias de que um site comercializava animais sem autorização desde 2007. No entanto, para induzir o cliente ao erro, eles informavam que os bichos estavam legalizados no Ibama. Havia espécies exóticas e algumas em extinção, como a arara azul, que era oferecida no site por R$ 55 mil, representando a compra mais cara.

De acordo com a polícia, o site foi criado pelo casal preso no Paraná, na cidade de Arapongas, que deu nome à operação. “O site não é legalizado no Ibama”, disse Maria Luiza. De acordo com ela, durante a investigação, foram identificados 19 criadouros no país que forneciam os animais para que o casal os vendesse. Desse total, há pelo menos duas ONGs que tinham autorização do instituto para criar espécies para fins de pesquisa e estava aproveitando a licença do Ibama para comercializar os bichos.

“Estavam trocando os microchips, induzindo o tráfico desses animais”, contou Maria Luiza. Os criadouros estão sendo agora investigados. Bruno Barbosa, coordenador-geral de fiscalização do Ibama, informou que essa licença será cancelada. “Se eles (donos do site) não conseguiam o animal com os criadouros, iam buscar na natureza.” Ele disse que é proibido vender felinos, por exemplo. No entanto, o site oferecia uma jaguatirica por R$ 13 mil.

A Polícia Federal e o Ibama vão investigar se alguma negociação internacional foi feita. Os sete presos vão responder por tráfico de animais silvestres, biopirataria, sonegação fiscal, falsidade ideológica e estelionato.

Fonte: Do G1, SP