6 de março de 2013 | nenhum comentário »

Cerca de 3 mil grandes macacos são vítimas de caça a cada ano, diz ONU

Parte é capturada, e o resto morre, segundo programa de conservação.
Relatório sobre primatas foi apresentado em conferência na Tailândia.

Cerca de 3 mil grandes macacos morrem ou são capturados a cada ano devido ao comércio ilegal, segundo um relatório da ONU publicado nesta segunda-feira (4).

Entre 2005 e 2011 estima-se que mais de 20 mil exemplares de grandes macacos foram vítimas da caça ilegal, segundo o estudo elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), que supervisiona um programa específico de conservação conhecido como Grasp.

“Este comércio está florescendo, e é extremamente perigoso para a sobrevivência no longo prazo dos grandes macacos”, disse o coordenador do Grasp, Doug Cress, que descreveu este negócio ilegal como “sofisticado, engenhoso, bem financiado e bem armado”.

“Nesse ritmo, os macacos desaparecerão muito rápido”, disse Cress.

Além disso, advertiu, a captura de um só chimpanzé envolve, às vezes, matar outros dez.

“Não pode se meter na selva e pegar só um. Tem que brigar. Tem que matar os outros chimpanzés do grupo”, disse Cress à imprensa, durante a conferência da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies Ameaçadas (Cites) sobre espécies em perigo realizada em Bangcoc.

O comércio internacional de chimpanzés, bonobos e gorilas, as três espécies de grandes símios africanos, assim como de orangotangos, a única espécie asiática, está proibido em virtude da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas (CITES), cujos países membros estão reunidos nesta semana na capital tailandesa.

Segundo o relatório, muitos destes macacos são vendidos como animais domésticos a compradores ricos, que os veem como um símbolo de poder, ou são adquiridos por zoológicos de reputação duvidosa e explorados pela indústria do turismo ou do entretenimento.

Uma fêmea de gorila-da-montanha com seu filhote. População de primatas desta espécie aumentou, aponta censo (Foto: Divulgação/Martin Harvey/WWF)

Fêmea de gorila-da-montanha com seu filhote. (Foto: Divulgação/Martin Harvey/WWF)

 

Fonte: Globo Natureza


26 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Desmatamento reduz em junho, mas MT ainda lidera degradação florestal

De acordo com Imazon, estado concentra 80% da degradação florestal.
Em 11 meses foram 1.587 km2 no estado frente aos 1.974 km2 da região.

Área desmatada possuia árvores em extinção (Foto: Divulgação)

Desmatamento em junho somou 2 km2 no estado (Foto: Divulgação)

Mato Grosso perdeu dois quilômetros quadrados de Floresta Amazônica em junho e tornou-se o menor do ano, apontou o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia. O resultado verificado no mês passado superou o desempenho de janeiro, quando foram quatro quilômetros quadrados e à época era o mais baixo. Altas e baixas marcam os níveis de desmates no semestre no estado, revelou o Imazon.

Enquanto em janeiro a floresta perdeu 4 km2, em fevereiro as ocorrências tornaram-se maiores e atingiram uma área de 70 km2, fazendo a unidade federada liderar o ranking dos maiores desmatadores da Amazônia Legal. Em março, o desmatamento atingiu 32 km2, indo a outros 50 km2 em abril e 11 km2 em maio.

Apesar de comemorar reduções, Mato Grosso ainda é campeão no quesito degradação florestal. Como explica João Andrade, coordenador do Programa Governança Florestal do Instituto Centro de Vida (ICV), a degradação corresponde ao chamado pré-desmatamento e mostra que a destruição da floresta ainda continua.

“É um indicador futuro, pois é o primeiro sinal do desmatamento. Os dados se contrapõem e mostram que a ilegalidade continua”, disse ao G1 o representante. Ao avaliar a degradação florestal acumulada entre agosto de 2011 a junho de 2012 (o chamado ano do desmatamento), o Imazon constatou que na Amazônia Legal chegou a 1.974 km2. Somente em Mato Grosso foram 1.587 km2 ou pouco mais de 80% do volume total.

Mesmo com uma redução na ordem de 58% na degradação florestal, quando comparado aos 3.779 km2 registrados entre agosto de 2010 a junho de 2011, a unidade matogrossense continua liderando o ranking dos estados que mais degradaram a floresta nestes meses avaliados. O Pará, com 239 km2 degradados, apareceu na segunda posição, seguida por Rondônia com 101 km2.

Para João Andrade, do ICV, a degradação fomenta também o comércio ilegal de madeira e mantém vivos os crimes contra a floresta. No entender do representante do Instituto Centro de Vida, dois fatores estão influenciando diretamente a continuidade das ações ilegais.

“Um é a fiscalização e a outra é a responsabilização. Muitas vezes uma pessoa é autuada, mas não necessariamente paga a multa, pois pode prescrever. Ou também porque houve problemas na hora da fiscalização e acham-se brechas [jurídicas]. Se há a maior responsabilização vai se pensar duas vezes [antes de agir]“, afirma o coordenador do Programa Governança Florestal.

Desmatamento acumulado
Ao avaliar o acumulado dos chamados dez meses do calendário de desmatamento, ou seja, de agosto de 2011 a junho de 2012 o Imazon aponta o Pará (34%) como líder, seguido por Mato Grosso (32%), Rondônia (18%) e Amazonas (9%). Juntos, os quatro estados foram responsáveis por 93% do desmatamento ocorrido na Amazônia Legal nesse período.

Segundo o Imazon, houve recuo de 41% nos desmates quando comparado com o período anterior (agosto de 2010 a junho de 2011). Queda em termos relativos no Acre (-64%), Amazonas (-54%), Mato Grosso (-50%), Rondônia (48%) e Pará (20%). Contudo, avanço de 194% em Roraima e 61% no Tocantins.

Já em termos absolutos quem lidera o ranking do desmatamento no acumulado é o estado do Pará, com 309 km2, seguido por Mato Grosso (293 km2), Rondônia (167 km2), Amazonas (81 km2), Roraima (23 km2), Acre (20 km2) e Tocantins (14 km2).

 

Fonte: G1


28 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Polícia Ambiental apreende pescado e quelônios em feira no Amazonas

Suspeitos que comercializam as espécies fugiram do local.
Fiscalização faz parte da operação chamada Saturação Manacapuru.

Operação combate a fiscalização irregular de peixes e quelônios (Foto: arquivo/Polícial Ambiental do Amazonas)

Operação combate a fiscalização irregular de peixes e quelônios (Foto: arquivo/Polícial Ambiental do AM)

Policiais do Batalhão Ambiental de Manacapuru, a 79 km de Manaus, apreenderam durante patrulhamento na feira popular do município, Feira da Liberdade, 100 Kg de pescado e seis quelônios ainda vivos. Os suspeitos que comercializam as espécies fugiram do local.

De acordo com os policias do batalhão, a fiscalização faz parte da operação chamada Saturação Manacapuru. Durante ação, agentes perceberam os animais escondidos em uma sacola de estopa de plástico.

Os policias ainda informaram que os quelônios foram devolvidos aos rios e o pescado apreendido foi doado para o Hospital da Mulher Cecília Cabral de Manacapuru.

Fonte: Ana Graziela Maia, G1, AM

14 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Indonésia tenta conter comércio ilegal de pangolins e sua extinção

Carne e escamas da espécie são contrabandeadas para a China.
Ambientalistas dizem que leis do país são fracas para crimes ambientais.

Autoridades da Indonésia tentam combater a ocorrência de tráfico de animais cada vez mais intensa entre Jacarta, a capital do país, para cidades da China. Uma das principais vítimas deste crime é o pangolim, cuja carne e escamas que tem sido contrabandeada para os chineses, que aplicam tais produtos na culinária e na fabricação de medicamentos artesanais.

Pouco estudado e considerada uma espécie ícone, os pangolins são encontrados na Ásia e África. Eles são controladores naturais de pragas, engolindo formigas e cupins.

Os chineses acreditam que o animal pode curar uma série de doenças e aumentar a potência sexual. Por conta disto, a população da espécie reduziu drasticamente e hoje são encontradas apenas em poucas regiões da Indonésia, Filipinas, além de partes da Malásia e Índia.

“Estamos assistindo uma espécie desaparecer”, afirma o ambientalista Chris Shepard, que monitora o tráfico de animais selvagens na Ásia há duas décadas. Ele diz que é necessário aumentar em cem vezes os esforços para salvar o pangolim.

Imagem de outubro de 2010 mostra a apreensão de pangolins em uma casa na Tailândia (Foto: AP)

Imagem de outubro de 2010 mostra a apreensão de pangolins em uma casa na Tailândia (Foto: AP)

Dificuldades
Em julho, oito toneladas de carne e escamas, estimados em US$ 269 mil, foram encontrados em 20 caixas de papelão no aeroporto de Jacarta, prontos para o envio à China. Quatro pessoas foram presas. “Estamos tentando ganhar a guerra”, afirmou Raffles Brotestes Panjaitan, oficial da polícia ambiental do país.

Entretanto, ele lista uma série de desafios contra esta prática: pobreza, corrupção, além de uma força policial inadequada aliada à cooperação internacional fraca.

O comércio desta espécie foi proibido em 2002, por meio da Convenção Internacional sobre espécies ameaçadas. Apesar da legislação, o crime continua sendo cometido por caçadores rurais, incluindo os trabalhadores nas plantações da Indonésia.

Filhote da espécie recebe alimento em zoológico de Bangcoc, na Tailândia (Foto: AP)

Filhote da espécie recebe alimento em zoológico de Bangcoc, na Tailândia (Foto: AP)

Penas leves
“Tudo está contra eles, que não têm dentes e sua única defesa é se enrolar como uma bola, usando suas escamas como proteção”, disse Shepherd. Sob estresse, esses animais podem desenvolver úlceras, que os levam à morte.

Além da China, Vietnã e Coreia do Sul também figuram na lista das encomendas ilegais.
Se comparados aos lucros obtidos pela venda dos animais, as penas para o tráfico são baixas. Um pangolim inteiro poderia ser comprado na Indonésia por US$. Entretanto, dependendo do tamanho do animal, o preço poderia subir para US$ 275. Já as escamas eram arrematadas por até US$ 750 o quilo na China

De acordo com o governo da Indonésia, as penas para crimes ambientais deverão ser endurecidas. Embora as apreensões e prisões de pequenos contrabandistas tenham aumentado substancialmente, quase nenhum dos principais compradores foram colocados atrás das grades.

Nesta foto de dezembro de 2009, oficiais do governo da Indonésia incineram mais de 700 kg de carne de Pangolim confiscados em uma cidade do país (Foto: AP)

Nesta foto de dezembro de 2009, oficiais do governo da Indonésia incineram mais de 700 kg de carne de Pangolim confiscados em uma cidade do país (Foto: AP)

Fonte: Do Globo Natureza, com agências internacionais


16 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Comércio ilegal de marfim precisa ser reprimido, afirma CITES

Órgão internacional de proteção a espécies ameaçadas afirma que elefantes e rinocerontes correm risco de extinção

O Comitê Permanente do Convenção Internacional para a Proteção de Espécies Ameaçadas (CITES) iniciou nesta segunda-feira uma semana de reuniões na qual espera conscientizar os países a adotarem medidas para frear o aumento do comércio ilegal de presas de elefante e chifres de rinoceronte.

Atualmente, o Vietnã é o maior destinatário de chifres de rinoceronte, graças às propriedades atribuídas para o tratamento de câncer, enquanto o Fundo Mundial para a Natureza (WWF) criticou o governo vietnamita por fazer “pouco caso para contornar este problema, apesar das denúncias que muitos consumidores de chifres são funcionários públicos”.

Além disso, a ONG assinalou que estão preocupados quanto ao comércio ilegal de chifres de rinoceronte na Tailândia, assim como as que apontam que na China se está criando este animal unicamente para a comercialização e, por sua vez, citou um documento aprovado pela entidade oficial da medicina tradicional chinesa, que indica que suas supostas propriedades contra o câncer não foram comprovadas.

O comitê da CITES debaterá igualmente um relatório sobre a caça ilegal de elefantes e o comércio ilícito de marfim, e que aponta a China e a Tailândia como os maiores países consumidores de marfim em seu estado bruto.

Rinoceronte jovem convive com elefante na Àfrica do Sul: ambas espécies estão ameaçadas pelo comércio ilegal de marfim. Foto: Getty Images

Fonte: EFE


10 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

PF prende chefes de quadrilha que vendia animais pela internet

Casal comandava venda de animais por um site na internet.
Mandados foram cumpridos na manhã desta quarta (10) em sete estados.

Um casal suspeito de comandar uma quadrilha que vendia animais silvestres sem autorização pela internet  foi preso nesta quarta-feira (10) em operação comandada pela Polícia Federal (PF) e pelo Ibama. Batizada de Operação Arapongas, a ação cumpriu seis mandados de prisão e vinte e cinco de busca e apreensão no  Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Ceará e Paraíba.

O casal foi preso em Arapongas, Norte do Paraná. Até por volta das 10h, ainda não havia informação sobre o cumprimento dos outros mandados de prisão. O delegado Elvis Secco, da PF do Paraná, explicou que o casal é suspeito de comandar, durante ao menos três anos, um site onde os animais eram comercializados.

Compras com parcelamento
Segundo a investigação, os animais vendidos ilegalmente eram, na maioria, silvestres, alguns em extinção, e nenhum deles possuía registro no Ibama, ao contrário do que informava o site.

“O parcelamento era oferecido em até 18 vezes. O casal de jovens preso no Paraná comandava todo o esquema. Eles chefiavam todas as entregas aqui e os outros envolvidos nos outros lugares eram os fornecedores, que davam conta de enviar os animais, que eram retirados da natureza”, contou.

Secco disse ainda que a maioria dos fornecedores tinham alguma ligação com clínicas e entidades protetoras de animais.

Os presos vão responder por falsidade ideológica, formação de quadrilha, crime contra a fauna, estelionato e sonegação de impostos. A investigação durou um ano, segundo a Polícia Federal.

Animais eram comercializados através de site na internet (Foto: Divulgação/PF)

nimais eram comercializados através de site na internet (Foto: Divulgação/PF)

Fonte: Adriana Justi, G1 PR, com informações da RPC TV


6 de julho de 2011 | nenhum comentário »

Teste de DNA aponta irregularidade no comércio de barbatana de tubarão

Amostras de barbatanas de tubarão apreendidas pelo Ibama no Pará passaram por uma análise de DNA na Universidade Estadual Paulista (Unesp) que demonstrou que não há rigor no controle das espécies pescadas. De 152 amostras analisadas, 31% não correspondiam à espécie declarada pela empresa autuada – tubarão-azul, muito comum no litoral brasileiro.

A legislação exige 100% de precisão para não colocar em risco espécies ameaçadas. Pelo menos duas outras espécies foram identificadas neste caso.

As barbatanas de tubarão normalmente são apreendidas sem o resto do peixe, que muitas vezes é descartado ainda no mar por não ser economicamente interessante trazê-lo para terra. Essa prática proibida é conhecida como “finning”.

As amostras analisadas fazem parte de uma apreensão de 3,3 toneladas de barbatanas que estavam em poder de uma empresa que não conseguiu comprovar a venda das carcaças dos animais. O Globo Natureza tentou entrar em contato com a companhia, mas não havia ninguém disponível para comentar.

O destino principal das barbatanas de tubarão capturadas nas regiões Norte e Nordeste do Brasil é o mercado asiático, segundo o Ibama. Até 100 milhões de tubarões são abatidos anualmente no mundo, segundo estimativas do setor.

Na China, por exemplo, a sopa de barbatana de tubarão é um prato caro e muito apreciado. Para uma mesa ocidental, a iguaria nada tem de especial: um líquido pegajoso e sem graça, tendo como um único sabor o da salsa que o acompanha.

Mas para os chineses, a barbatana de tubarão é uma experiência culinária fora do comum, e o sabor é o que menos importa.

Como o prato custa caro, consumi-lo ou oferecê-lo a parceiros de negócios, familiares ou amigos garante status social, um elemento chave na cultura chinesa.

“Os banquetes importantes, em particular os casamentos, incluem a sopa. Isso é muito importante para a classe média, que pode mostrar, assim, à sociedade que também pode se servir o prato”, explica Veronika Mak, antropóloga da Universidade de Hong Kong.

Tamanho – O tamanho e o aspecto da barbatana é o que importa na preparação da sopa. As dorsais são mais caras que as ventrais ou peitorais, mas a cauda também é bastante apreciada, segundo os vendedores. As partes do tubarão-tigre são as mais procuradas.

De acordo com a medicina tradicional chinesa, comer barbatanas fortalece a saúde e os ossos.

No restaurante Fung Shing, em Hong Kong, responsável pelo preparo de 200 kg de barbatanas por semana, uma sopa para 12 pessoas custa 1.080 dólares de Hong Kong (cerca de R$ 217).

“Se você organiza um banquete, é falta de etiqueta não oferecer a sopa de barbatana”, afirma Tam Kwok King, dono do estabelecimento.

Na cozinha, as barbatanas secas são colocadas na água por horas, até que fiquem com uma aparência pegajosa, quando são colocadas numa panela com especiarias e temperos. Depois, elas são transferidas para a sopa, que será cozinhada em fogo baixo por cerca de quatro horas, até que as barbatanas fiquem transparentes e reduzidas.

O sucesso desta sopa entre os chineses provoca a drástica redução da população de tubarões, predadores que desempenham papel chave na cadeia alimentar submarina, reclamam os ambientalistas, que criticam ainda o “finning” por fazer com que o peixe morra lentamente por não poder mais nadar.

“A maioria dos meus amigos pensa que consumir as barbatanas de vez em quando não representa um problema. Mas é o consumo ocasional que leva numerosos barcos a caçar tubarões no mundo”, afirma Silvy Pun, representante do Fundo Mundial da Natureza (WWF, na sigla em inglês), em Hong Kong. “Matamos um tubarão somente para consumir 2,5% dele quando são necessários dez anos para que ele alcance a maturidade”, lamenta.

Fonte: G1


24 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Ibama do Amazonas tenta devolver 270 canários à Venezuela

Animais foram trazidos ilegalmente ao Brasil em pequenas gaiolas.
Se não forem devolvidos ao país de origem, eles podem ser sacrificados.

O Ibama do Amazonas tenta devolver 270 pássaros à Venezuela. Os canários-da-terra foram transportados de forma ilegal até o Brasil, em minúsculas gaiolas escondidas em bagagens. As aves estão sob os cuidados do órgão ambiental em Manaus.

Elas foram apreendidas pela Polícia Federal na última segunda-feira (20) no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, na capital do estado. Um suspeito foi preso, mas ganhou direito de responder em liberdade.

O problema agora é que os 270 canários podem ser sacrificados caso não seja possível devolvê-los ao país de origem. A legislação brasileira proíbe que animais exóticos, ou seja, oriundos de outros países, sejam soltos aqui. Questões burocráticas tornam a opção de repatriá-los demorada. O Ibama do Amazonas não tem registro de uma medida similar.

Fonte: Do Globo Natureza, com informações da Globo News


3 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Cobras em sacolas sob assentos causam caos em trem no Vietnã

Quatro sacolas contendo cobras venenosas assustaram os passageiros de um trem no Vietnã que fazia a rota entre as cidades de Ho Chi Minh e Hanói, informou a imprensa vietnamita.

Os animais foram avistados pelos passageiros quando o comboio parou na estação de Quang Ngai, no centro do país, no último dia 26.

As cobras reais –a maior espécie de serpente venenosa existente, cujos indivíduos podem medir até 5 metros de comprimento– foram identificadas por um funcionário que inspecionava o interior dos vagões.

Segundo o site VnExpress, as cobras estavam dentro de sacolas de plástico semitransparentes acomodadas sob as poltronas e levantavam a cabeça para ver os passageiros que se assustavam diante delas. Os animais tinham a boca costurada.

A polícia afirmou que a pessoa que as transportava aproveitou a confusão para fugir do trem sorrateiramente.

No total, os animais pesavam cerca de 45 kg. Individualmente, algumas das cobras pesavam cerca de um quilo, informou a polícia. Os répteis foram entregues ao departamento de proteção das florestas e soltos na natureza.

De acordo com o site do jornal “Tuoi Tre”, o caso pôs as autoridades ambientais em alerta para evitar o contrabando desses animais, protegidos por lei no Vietnã.

A suspeita é de que as cobras fossem ser vendidas a restaurantes, onde são servidas como iguaria.

No ano passado, o jornal publicou uma reportagem afirmando que as cobras reais estavam em alta no mercado ilegal vietnamita, pois muitos compradores acreditam em propriedades curativas extraordinárias contidas na sua carne e em seu veneno.

Segundo o jornal, os animais são normalmente capturados no vizinho Camboja e transportados para o Vietnã de ônibus.

Fonte: BBC Brasil.


23 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Tecnologia ajuda a identificar mogno e pode evitar comércio ilegal

O cerco à madeira ilegal pode ficar ainda mais forte com o uso de uma nova tecnologia que vem sendo aplicada a madeiras tropicais pelo Laboratório de Produtos Florestais do Serviço Florestal Brasileiro.

Com a ajuda de um equipamento que usa luz infravermelha, os pesquisadores conseguiram distinguir o mogno, que está ameaçado de extinção, de outras três espécies bastante semelhantes a ele, que são a andiroba, o cedro e o curupixá.

O estudo, publicado esta semana no International Association of Wood Anatomists (IAWA) Journal, pode ter impacto principalmente na fiscalização e comercialização de madeira, pois abre a possibilidade de utilizar, no futuro, a técnica para identificar as toras de forma mais objetiva e mais rápida nessas ações.

O método ajudaria a complementar a identificação feita atualmente, que se baseia na análise visual da madeira com o auxílio de uma lupa e requer que o profissional conheça as características de cada espécie para poder distingui-las.

A pesquisadora Tereza C. M. Pastore, uma das autoras do estudo, diz que a tecnologia é especialmente útil nos casos de identificação mais difíceis, como é o caso de duas das quatro espécies estudadas: o mogno e a andiroba.

“O método consegue predizer a espécie com mais de 95% de certeza, o que é importantíssimo, considerando que o mogno é uma madeira de comércio controlado para exportação e pode ser facilmente confundida com outras espécies da Amazônia”, afirma.

Metodologia - Foram necessários quatro anos de estudos para chegar aos resultados. Na primeira etapa da pesquisa, as amostras de madeira foram tratadas e transformadas em pó e só depois analisadas em um aparelho – um espectrômetro – que fornece em segundos o espectro, ou “mapa”, da composição química delas.

Estudos com o equipamento associado à análise estatística dos dados mostraram que era possível diferenciar as espécies e motivou a etapa seguinte, de realizar a avaliação com amostras de madeira íntegras (inteiras), mais semelhantes à forma dos materiais fiscalizados nos caminhões durante as ações de fiscalização.

Das 111 amostras, 66 foram utilizadas para montar a base de informações das espécies no espectrômetro, conhecida como calibração. A partir dos dados obtidos e de sua análise estatística, foram criados os modelos para classificar cada espécie.

As amostras restantes serviram para validar os modelos e os resultados confirmaram a expectativa dos pesquisadores. Mesmo com a madeira inteira, a técnica conseguia diferenciar entre si o mogno, o cedro, a andiroba e o curupixá.

A equipe agora avalia se um equipamento portátil que usa a luz infravermelha fornecerá informações confiáveis como os equipamentos de laboratório. Em outra etapa, pretendem ampliar o número de amostras e incluir mais espécies nos estudos.

A pesquisa foi realizada em conjunto com os especialistas em identificação de madeira do Laboratório de Produtos Florestais (LPF)/Serviço Florestal Vera Coradin e José Arlete Camargos, com o químico e professor da Universidade de Brasília (UnB) Jez Willian Batista Braga e com bolsista da Fundação de Apoio à Pesquisa do DF e aluno do curso de Química da UnB Allan Ribeiro Silva.

Fonte: Serviço Florestal Brasileiro


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6 de março de 2013 | nenhum comentário »

Cerca de 3 mil grandes macacos são vítimas de caça a cada ano, diz ONU

Parte é capturada, e o resto morre, segundo programa de conservação.
Relatório sobre primatas foi apresentado em conferência na Tailândia.

Cerca de 3 mil grandes macacos morrem ou são capturados a cada ano devido ao comércio ilegal, segundo um relatório da ONU publicado nesta segunda-feira (4).

Entre 2005 e 2011 estima-se que mais de 20 mil exemplares de grandes macacos foram vítimas da caça ilegal, segundo o estudo elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), que supervisiona um programa específico de conservação conhecido como Grasp.

“Este comércio está florescendo, e é extremamente perigoso para a sobrevivência no longo prazo dos grandes macacos”, disse o coordenador do Grasp, Doug Cress, que descreveu este negócio ilegal como “sofisticado, engenhoso, bem financiado e bem armado”.

“Nesse ritmo, os macacos desaparecerão muito rápido”, disse Cress.

Além disso, advertiu, a captura de um só chimpanzé envolve, às vezes, matar outros dez.

“Não pode se meter na selva e pegar só um. Tem que brigar. Tem que matar os outros chimpanzés do grupo”, disse Cress à imprensa, durante a conferência da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies Ameaçadas (Cites) sobre espécies em perigo realizada em Bangcoc.

O comércio internacional de chimpanzés, bonobos e gorilas, as três espécies de grandes símios africanos, assim como de orangotangos, a única espécie asiática, está proibido em virtude da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas (CITES), cujos países membros estão reunidos nesta semana na capital tailandesa.

Segundo o relatório, muitos destes macacos são vendidos como animais domésticos a compradores ricos, que os veem como um símbolo de poder, ou são adquiridos por zoológicos de reputação duvidosa e explorados pela indústria do turismo ou do entretenimento.

Uma fêmea de gorila-da-montanha com seu filhote. População de primatas desta espécie aumentou, aponta censo (Foto: Divulgação/Martin Harvey/WWF)

Fêmea de gorila-da-montanha com seu filhote. (Foto: Divulgação/Martin Harvey/WWF)

 

Fonte: Globo Natureza


26 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Desmatamento reduz em junho, mas MT ainda lidera degradação florestal

De acordo com Imazon, estado concentra 80% da degradação florestal.
Em 11 meses foram 1.587 km2 no estado frente aos 1.974 km2 da região.

Área desmatada possuia árvores em extinção (Foto: Divulgação)

Desmatamento em junho somou 2 km2 no estado (Foto: Divulgação)

Mato Grosso perdeu dois quilômetros quadrados de Floresta Amazônica em junho e tornou-se o menor do ano, apontou o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia. O resultado verificado no mês passado superou o desempenho de janeiro, quando foram quatro quilômetros quadrados e à época era o mais baixo. Altas e baixas marcam os níveis de desmates no semestre no estado, revelou o Imazon.

Enquanto em janeiro a floresta perdeu 4 km2, em fevereiro as ocorrências tornaram-se maiores e atingiram uma área de 70 km2, fazendo a unidade federada liderar o ranking dos maiores desmatadores da Amazônia Legal. Em março, o desmatamento atingiu 32 km2, indo a outros 50 km2 em abril e 11 km2 em maio.

Apesar de comemorar reduções, Mato Grosso ainda é campeão no quesito degradação florestal. Como explica João Andrade, coordenador do Programa Governança Florestal do Instituto Centro de Vida (ICV), a degradação corresponde ao chamado pré-desmatamento e mostra que a destruição da floresta ainda continua.

“É um indicador futuro, pois é o primeiro sinal do desmatamento. Os dados se contrapõem e mostram que a ilegalidade continua”, disse ao G1 o representante. Ao avaliar a degradação florestal acumulada entre agosto de 2011 a junho de 2012 (o chamado ano do desmatamento), o Imazon constatou que na Amazônia Legal chegou a 1.974 km2. Somente em Mato Grosso foram 1.587 km2 ou pouco mais de 80% do volume total.

Mesmo com uma redução na ordem de 58% na degradação florestal, quando comparado aos 3.779 km2 registrados entre agosto de 2010 a junho de 2011, a unidade matogrossense continua liderando o ranking dos estados que mais degradaram a floresta nestes meses avaliados. O Pará, com 239 km2 degradados, apareceu na segunda posição, seguida por Rondônia com 101 km2.

Para João Andrade, do ICV, a degradação fomenta também o comércio ilegal de madeira e mantém vivos os crimes contra a floresta. No entender do representante do Instituto Centro de Vida, dois fatores estão influenciando diretamente a continuidade das ações ilegais.

“Um é a fiscalização e a outra é a responsabilização. Muitas vezes uma pessoa é autuada, mas não necessariamente paga a multa, pois pode prescrever. Ou também porque houve problemas na hora da fiscalização e acham-se brechas [jurídicas]. Se há a maior responsabilização vai se pensar duas vezes [antes de agir]“, afirma o coordenador do Programa Governança Florestal.

Desmatamento acumulado
Ao avaliar o acumulado dos chamados dez meses do calendário de desmatamento, ou seja, de agosto de 2011 a junho de 2012 o Imazon aponta o Pará (34%) como líder, seguido por Mato Grosso (32%), Rondônia (18%) e Amazonas (9%). Juntos, os quatro estados foram responsáveis por 93% do desmatamento ocorrido na Amazônia Legal nesse período.

Segundo o Imazon, houve recuo de 41% nos desmates quando comparado com o período anterior (agosto de 2010 a junho de 2011). Queda em termos relativos no Acre (-64%), Amazonas (-54%), Mato Grosso (-50%), Rondônia (48%) e Pará (20%). Contudo, avanço de 194% em Roraima e 61% no Tocantins.

Já em termos absolutos quem lidera o ranking do desmatamento no acumulado é o estado do Pará, com 309 km2, seguido por Mato Grosso (293 km2), Rondônia (167 km2), Amazonas (81 km2), Roraima (23 km2), Acre (20 km2) e Tocantins (14 km2).

 

Fonte: G1


28 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Polícia Ambiental apreende pescado e quelônios em feira no Amazonas

Suspeitos que comercializam as espécies fugiram do local.
Fiscalização faz parte da operação chamada Saturação Manacapuru.

Operação combate a fiscalização irregular de peixes e quelônios (Foto: arquivo/Polícial Ambiental do Amazonas)

Operação combate a fiscalização irregular de peixes e quelônios (Foto: arquivo/Polícial Ambiental do AM)

Policiais do Batalhão Ambiental de Manacapuru, a 79 km de Manaus, apreenderam durante patrulhamento na feira popular do município, Feira da Liberdade, 100 Kg de pescado e seis quelônios ainda vivos. Os suspeitos que comercializam as espécies fugiram do local.

De acordo com os policias do batalhão, a fiscalização faz parte da operação chamada Saturação Manacapuru. Durante ação, agentes perceberam os animais escondidos em uma sacola de estopa de plástico.

Os policias ainda informaram que os quelônios foram devolvidos aos rios e o pescado apreendido foi doado para o Hospital da Mulher Cecília Cabral de Manacapuru.

Fonte: Ana Graziela Maia, G1, AM

14 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Indonésia tenta conter comércio ilegal de pangolins e sua extinção

Carne e escamas da espécie são contrabandeadas para a China.
Ambientalistas dizem que leis do país são fracas para crimes ambientais.

Autoridades da Indonésia tentam combater a ocorrência de tráfico de animais cada vez mais intensa entre Jacarta, a capital do país, para cidades da China. Uma das principais vítimas deste crime é o pangolim, cuja carne e escamas que tem sido contrabandeada para os chineses, que aplicam tais produtos na culinária e na fabricação de medicamentos artesanais.

Pouco estudado e considerada uma espécie ícone, os pangolins são encontrados na Ásia e África. Eles são controladores naturais de pragas, engolindo formigas e cupins.

Os chineses acreditam que o animal pode curar uma série de doenças e aumentar a potência sexual. Por conta disto, a população da espécie reduziu drasticamente e hoje são encontradas apenas em poucas regiões da Indonésia, Filipinas, além de partes da Malásia e Índia.

“Estamos assistindo uma espécie desaparecer”, afirma o ambientalista Chris Shepard, que monitora o tráfico de animais selvagens na Ásia há duas décadas. Ele diz que é necessário aumentar em cem vezes os esforços para salvar o pangolim.

Imagem de outubro de 2010 mostra a apreensão de pangolins em uma casa na Tailândia (Foto: AP)

Imagem de outubro de 2010 mostra a apreensão de pangolins em uma casa na Tailândia (Foto: AP)

Dificuldades
Em julho, oito toneladas de carne e escamas, estimados em US$ 269 mil, foram encontrados em 20 caixas de papelão no aeroporto de Jacarta, prontos para o envio à China. Quatro pessoas foram presas. “Estamos tentando ganhar a guerra”, afirmou Raffles Brotestes Panjaitan, oficial da polícia ambiental do país.

Entretanto, ele lista uma série de desafios contra esta prática: pobreza, corrupção, além de uma força policial inadequada aliada à cooperação internacional fraca.

O comércio desta espécie foi proibido em 2002, por meio da Convenção Internacional sobre espécies ameaçadas. Apesar da legislação, o crime continua sendo cometido por caçadores rurais, incluindo os trabalhadores nas plantações da Indonésia.

Filhote da espécie recebe alimento em zoológico de Bangcoc, na Tailândia (Foto: AP)

Filhote da espécie recebe alimento em zoológico de Bangcoc, na Tailândia (Foto: AP)

Penas leves
“Tudo está contra eles, que não têm dentes e sua única defesa é se enrolar como uma bola, usando suas escamas como proteção”, disse Shepherd. Sob estresse, esses animais podem desenvolver úlceras, que os levam à morte.

Além da China, Vietnã e Coreia do Sul também figuram na lista das encomendas ilegais.
Se comparados aos lucros obtidos pela venda dos animais, as penas para o tráfico são baixas. Um pangolim inteiro poderia ser comprado na Indonésia por US$. Entretanto, dependendo do tamanho do animal, o preço poderia subir para US$ 275. Já as escamas eram arrematadas por até US$ 750 o quilo na China

De acordo com o governo da Indonésia, as penas para crimes ambientais deverão ser endurecidas. Embora as apreensões e prisões de pequenos contrabandistas tenham aumentado substancialmente, quase nenhum dos principais compradores foram colocados atrás das grades.

Nesta foto de dezembro de 2009, oficiais do governo da Indonésia incineram mais de 700 kg de carne de Pangolim confiscados em uma cidade do país (Foto: AP)

Nesta foto de dezembro de 2009, oficiais do governo da Indonésia incineram mais de 700 kg de carne de Pangolim confiscados em uma cidade do país (Foto: AP)

Fonte: Do Globo Natureza, com agências internacionais


16 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Comércio ilegal de marfim precisa ser reprimido, afirma CITES

Órgão internacional de proteção a espécies ameaçadas afirma que elefantes e rinocerontes correm risco de extinção

O Comitê Permanente do Convenção Internacional para a Proteção de Espécies Ameaçadas (CITES) iniciou nesta segunda-feira uma semana de reuniões na qual espera conscientizar os países a adotarem medidas para frear o aumento do comércio ilegal de presas de elefante e chifres de rinoceronte.

Atualmente, o Vietnã é o maior destinatário de chifres de rinoceronte, graças às propriedades atribuídas para o tratamento de câncer, enquanto o Fundo Mundial para a Natureza (WWF) criticou o governo vietnamita por fazer “pouco caso para contornar este problema, apesar das denúncias que muitos consumidores de chifres são funcionários públicos”.

Além disso, a ONG assinalou que estão preocupados quanto ao comércio ilegal de chifres de rinoceronte na Tailândia, assim como as que apontam que na China se está criando este animal unicamente para a comercialização e, por sua vez, citou um documento aprovado pela entidade oficial da medicina tradicional chinesa, que indica que suas supostas propriedades contra o câncer não foram comprovadas.

O comitê da CITES debaterá igualmente um relatório sobre a caça ilegal de elefantes e o comércio ilícito de marfim, e que aponta a China e a Tailândia como os maiores países consumidores de marfim em seu estado bruto.

Rinoceronte jovem convive com elefante na Àfrica do Sul: ambas espécies estão ameaçadas pelo comércio ilegal de marfim. Foto: Getty Images

Fonte: EFE


10 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

PF prende chefes de quadrilha que vendia animais pela internet

Casal comandava venda de animais por um site na internet.
Mandados foram cumpridos na manhã desta quarta (10) em sete estados.

Um casal suspeito de comandar uma quadrilha que vendia animais silvestres sem autorização pela internet  foi preso nesta quarta-feira (10) em operação comandada pela Polícia Federal (PF) e pelo Ibama. Batizada de Operação Arapongas, a ação cumpriu seis mandados de prisão e vinte e cinco de busca e apreensão no  Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Ceará e Paraíba.

O casal foi preso em Arapongas, Norte do Paraná. Até por volta das 10h, ainda não havia informação sobre o cumprimento dos outros mandados de prisão. O delegado Elvis Secco, da PF do Paraná, explicou que o casal é suspeito de comandar, durante ao menos três anos, um site onde os animais eram comercializados.

Compras com parcelamento
Segundo a investigação, os animais vendidos ilegalmente eram, na maioria, silvestres, alguns em extinção, e nenhum deles possuía registro no Ibama, ao contrário do que informava o site.

“O parcelamento era oferecido em até 18 vezes. O casal de jovens preso no Paraná comandava todo o esquema. Eles chefiavam todas as entregas aqui e os outros envolvidos nos outros lugares eram os fornecedores, que davam conta de enviar os animais, que eram retirados da natureza”, contou.

Secco disse ainda que a maioria dos fornecedores tinham alguma ligação com clínicas e entidades protetoras de animais.

Os presos vão responder por falsidade ideológica, formação de quadrilha, crime contra a fauna, estelionato e sonegação de impostos. A investigação durou um ano, segundo a Polícia Federal.

Animais eram comercializados através de site na internet (Foto: Divulgação/PF)

nimais eram comercializados através de site na internet (Foto: Divulgação/PF)

Fonte: Adriana Justi, G1 PR, com informações da RPC TV


6 de julho de 2011 | nenhum comentário »

Teste de DNA aponta irregularidade no comércio de barbatana de tubarão

Amostras de barbatanas de tubarão apreendidas pelo Ibama no Pará passaram por uma análise de DNA na Universidade Estadual Paulista (Unesp) que demonstrou que não há rigor no controle das espécies pescadas. De 152 amostras analisadas, 31% não correspondiam à espécie declarada pela empresa autuada – tubarão-azul, muito comum no litoral brasileiro.

A legislação exige 100% de precisão para não colocar em risco espécies ameaçadas. Pelo menos duas outras espécies foram identificadas neste caso.

As barbatanas de tubarão normalmente são apreendidas sem o resto do peixe, que muitas vezes é descartado ainda no mar por não ser economicamente interessante trazê-lo para terra. Essa prática proibida é conhecida como “finning”.

As amostras analisadas fazem parte de uma apreensão de 3,3 toneladas de barbatanas que estavam em poder de uma empresa que não conseguiu comprovar a venda das carcaças dos animais. O Globo Natureza tentou entrar em contato com a companhia, mas não havia ninguém disponível para comentar.

O destino principal das barbatanas de tubarão capturadas nas regiões Norte e Nordeste do Brasil é o mercado asiático, segundo o Ibama. Até 100 milhões de tubarões são abatidos anualmente no mundo, segundo estimativas do setor.

Na China, por exemplo, a sopa de barbatana de tubarão é um prato caro e muito apreciado. Para uma mesa ocidental, a iguaria nada tem de especial: um líquido pegajoso e sem graça, tendo como um único sabor o da salsa que o acompanha.

Mas para os chineses, a barbatana de tubarão é uma experiência culinária fora do comum, e o sabor é o que menos importa.

Como o prato custa caro, consumi-lo ou oferecê-lo a parceiros de negócios, familiares ou amigos garante status social, um elemento chave na cultura chinesa.

“Os banquetes importantes, em particular os casamentos, incluem a sopa. Isso é muito importante para a classe média, que pode mostrar, assim, à sociedade que também pode se servir o prato”, explica Veronika Mak, antropóloga da Universidade de Hong Kong.

Tamanho – O tamanho e o aspecto da barbatana é o que importa na preparação da sopa. As dorsais são mais caras que as ventrais ou peitorais, mas a cauda também é bastante apreciada, segundo os vendedores. As partes do tubarão-tigre são as mais procuradas.

De acordo com a medicina tradicional chinesa, comer barbatanas fortalece a saúde e os ossos.

No restaurante Fung Shing, em Hong Kong, responsável pelo preparo de 200 kg de barbatanas por semana, uma sopa para 12 pessoas custa 1.080 dólares de Hong Kong (cerca de R$ 217).

“Se você organiza um banquete, é falta de etiqueta não oferecer a sopa de barbatana”, afirma Tam Kwok King, dono do estabelecimento.

Na cozinha, as barbatanas secas são colocadas na água por horas, até que fiquem com uma aparência pegajosa, quando são colocadas numa panela com especiarias e temperos. Depois, elas são transferidas para a sopa, que será cozinhada em fogo baixo por cerca de quatro horas, até que as barbatanas fiquem transparentes e reduzidas.

O sucesso desta sopa entre os chineses provoca a drástica redução da população de tubarões, predadores que desempenham papel chave na cadeia alimentar submarina, reclamam os ambientalistas, que criticam ainda o “finning” por fazer com que o peixe morra lentamente por não poder mais nadar.

“A maioria dos meus amigos pensa que consumir as barbatanas de vez em quando não representa um problema. Mas é o consumo ocasional que leva numerosos barcos a caçar tubarões no mundo”, afirma Silvy Pun, representante do Fundo Mundial da Natureza (WWF, na sigla em inglês), em Hong Kong. “Matamos um tubarão somente para consumir 2,5% dele quando são necessários dez anos para que ele alcance a maturidade”, lamenta.

Fonte: G1


24 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Ibama do Amazonas tenta devolver 270 canários à Venezuela

Animais foram trazidos ilegalmente ao Brasil em pequenas gaiolas.
Se não forem devolvidos ao país de origem, eles podem ser sacrificados.

O Ibama do Amazonas tenta devolver 270 pássaros à Venezuela. Os canários-da-terra foram transportados de forma ilegal até o Brasil, em minúsculas gaiolas escondidas em bagagens. As aves estão sob os cuidados do órgão ambiental em Manaus.

Elas foram apreendidas pela Polícia Federal na última segunda-feira (20) no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, na capital do estado. Um suspeito foi preso, mas ganhou direito de responder em liberdade.

O problema agora é que os 270 canários podem ser sacrificados caso não seja possível devolvê-los ao país de origem. A legislação brasileira proíbe que animais exóticos, ou seja, oriundos de outros países, sejam soltos aqui. Questões burocráticas tornam a opção de repatriá-los demorada. O Ibama do Amazonas não tem registro de uma medida similar.

Fonte: Do Globo Natureza, com informações da Globo News


3 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Cobras em sacolas sob assentos causam caos em trem no Vietnã

Quatro sacolas contendo cobras venenosas assustaram os passageiros de um trem no Vietnã que fazia a rota entre as cidades de Ho Chi Minh e Hanói, informou a imprensa vietnamita.

Os animais foram avistados pelos passageiros quando o comboio parou na estação de Quang Ngai, no centro do país, no último dia 26.

As cobras reais –a maior espécie de serpente venenosa existente, cujos indivíduos podem medir até 5 metros de comprimento– foram identificadas por um funcionário que inspecionava o interior dos vagões.

Segundo o site VnExpress, as cobras estavam dentro de sacolas de plástico semitransparentes acomodadas sob as poltronas e levantavam a cabeça para ver os passageiros que se assustavam diante delas. Os animais tinham a boca costurada.

A polícia afirmou que a pessoa que as transportava aproveitou a confusão para fugir do trem sorrateiramente.

No total, os animais pesavam cerca de 45 kg. Individualmente, algumas das cobras pesavam cerca de um quilo, informou a polícia. Os répteis foram entregues ao departamento de proteção das florestas e soltos na natureza.

De acordo com o site do jornal “Tuoi Tre”, o caso pôs as autoridades ambientais em alerta para evitar o contrabando desses animais, protegidos por lei no Vietnã.

A suspeita é de que as cobras fossem ser vendidas a restaurantes, onde são servidas como iguaria.

No ano passado, o jornal publicou uma reportagem afirmando que as cobras reais estavam em alta no mercado ilegal vietnamita, pois muitos compradores acreditam em propriedades curativas extraordinárias contidas na sua carne e em seu veneno.

Segundo o jornal, os animais são normalmente capturados no vizinho Camboja e transportados para o Vietnã de ônibus.

Fonte: BBC Brasil.


23 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Tecnologia ajuda a identificar mogno e pode evitar comércio ilegal

O cerco à madeira ilegal pode ficar ainda mais forte com o uso de uma nova tecnologia que vem sendo aplicada a madeiras tropicais pelo Laboratório de Produtos Florestais do Serviço Florestal Brasileiro.

Com a ajuda de um equipamento que usa luz infravermelha, os pesquisadores conseguiram distinguir o mogno, que está ameaçado de extinção, de outras três espécies bastante semelhantes a ele, que são a andiroba, o cedro e o curupixá.

O estudo, publicado esta semana no International Association of Wood Anatomists (IAWA) Journal, pode ter impacto principalmente na fiscalização e comercialização de madeira, pois abre a possibilidade de utilizar, no futuro, a técnica para identificar as toras de forma mais objetiva e mais rápida nessas ações.

O método ajudaria a complementar a identificação feita atualmente, que se baseia na análise visual da madeira com o auxílio de uma lupa e requer que o profissional conheça as características de cada espécie para poder distingui-las.

A pesquisadora Tereza C. M. Pastore, uma das autoras do estudo, diz que a tecnologia é especialmente útil nos casos de identificação mais difíceis, como é o caso de duas das quatro espécies estudadas: o mogno e a andiroba.

“O método consegue predizer a espécie com mais de 95% de certeza, o que é importantíssimo, considerando que o mogno é uma madeira de comércio controlado para exportação e pode ser facilmente confundida com outras espécies da Amazônia”, afirma.

Metodologia - Foram necessários quatro anos de estudos para chegar aos resultados. Na primeira etapa da pesquisa, as amostras de madeira foram tratadas e transformadas em pó e só depois analisadas em um aparelho – um espectrômetro – que fornece em segundos o espectro, ou “mapa”, da composição química delas.

Estudos com o equipamento associado à análise estatística dos dados mostraram que era possível diferenciar as espécies e motivou a etapa seguinte, de realizar a avaliação com amostras de madeira íntegras (inteiras), mais semelhantes à forma dos materiais fiscalizados nos caminhões durante as ações de fiscalização.

Das 111 amostras, 66 foram utilizadas para montar a base de informações das espécies no espectrômetro, conhecida como calibração. A partir dos dados obtidos e de sua análise estatística, foram criados os modelos para classificar cada espécie.

As amostras restantes serviram para validar os modelos e os resultados confirmaram a expectativa dos pesquisadores. Mesmo com a madeira inteira, a técnica conseguia diferenciar entre si o mogno, o cedro, a andiroba e o curupixá.

A equipe agora avalia se um equipamento portátil que usa a luz infravermelha fornecerá informações confiáveis como os equipamentos de laboratório. Em outra etapa, pretendem ampliar o número de amostras e incluir mais espécies nos estudos.

A pesquisa foi realizada em conjunto com os especialistas em identificação de madeira do Laboratório de Produtos Florestais (LPF)/Serviço Florestal Vera Coradin e José Arlete Camargos, com o químico e professor da Universidade de Brasília (UnB) Jez Willian Batista Braga e com bolsista da Fundação de Apoio à Pesquisa do DF e aluno do curso de Química da UnB Allan Ribeiro Silva.

Fonte: Serviço Florestal Brasileiro


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