27 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Estudo mostra que tubarões têm pasta de dente ‘embutida’ na boca

Cientistas alemães dizem que arcadas dentárias dos animais contém alto índice de flúor, o que os torna provavelmente livres de cáries

Uma análise detalhada dos dentes dos tubarões mostrou que o “terror dos mares” tem um componente químico nos dentes indispensável para deixá-los fortes e garantir boas dentadas, Pesquisadores da Universidade de Duisburg-Essen, na Alemanha, analisaram profundamente a composição química dos dentes dos tubarões descobriram que esse componente é o flúor, o famoso ingrediente de várias pastas de dente.

O estudo mostrou que enquanto a superfície dentes dos tubarões contém alto índice de fluoreto, mineral presente nas pastas de dente, os humanos e outros mamíferos apresentam uma composição diferente, com hidroxiapatita, uma substância também encontrada nos ossos.

O fluoreto deixa os dentes dos tubarões das espécies Isurus oxyrinchus e Galeocerdo cuvier mais resistentes aos ácidos. Mathias Eppe, co-autor do estudo, disse ao site Discovery News que a superfície dos dentes dos tubarões é composta por 100% de fluoreto. “Portanto, eles não devem ter cáries. Como vivem na água e trocam sua arcada dentária com regularidade, dor de dente é um problema que eles não têm.” No entanto, no quesito resistência, os dentes humanos não deixaram nada a dever aos dos peixes: ambos são igualmente duros.

Além da força da mandíbula, o dente dos tubarões apresenta composição química que garante eficiência nas dentadas. Na imagem, cena do filme Tubarão. Imagem: Divulgação

Fonte: Portal iG


16 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Pirarucu brasileiro conta com armadura natural contra piranhas

Estudo americano desvenda mecanismo pela qual o peixe amazônico se tornou imune a um dos mais poderosos predadores

Cientistas americanos desvendaram o segredo do pirarucu (Arapaima gigas) para sobreviver a lagos e rios infestados de piranhas na Amazônia: escamas que combinam rigidez e resistência com elasticidade. O peixe brasileiro tem uma armadura natural que pode inspirar a produção de materiais industriais. A descoberta foi publicada em um artigo na revista Advanced Engineering Materials.

A lenda do pirarucu chegou aos ouvidos do engenheiro mecânico Marc Meyers, da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, durante uma temporada de pesca esportiva no norte do Brasil. O peixe, que chega a três metros de comprimento e pode pesar até 200 quilos, é o único que consegue conviver com as piranhas em cursos d’água. Outros peixes, gado e até seres humanos que entram na água onde vivem cardumes de piranhas não costumam escapar de seus poderosos dentes.

O pirarucu é considerado um fóssil vivo por guardar características de peixes ancestrais, como pulmões. Ele precisa subir à superfície para respirar constantemente. Nesse momento, os pescadores tentam fisgá-lo jogando um grande pedaço de carne perto de sua boca. Se ele não morde a isca, em poucos segundos as piranhas acabam com ela.

Curioso, Meyers resolveu estudar as escamas do pirarucu em seu laboratório. E descobriu que, além de grandes, com até 10 centímetros de comprimento, elas tinham duas camadas. A exterior é a mais resistente e contém muito cálcio, elemento que também dá rigidez a nossos ossos. A parte interna, por outro lado, é feita de um material maleável, ainda que bastante resistente, o colágeno, que nos seres humanos está mais presente nas articulações.

Testada em uma máquina que imita a mordida das piranhas, a ‘pele’ do pirarucu se mostrou extremamente resistente. A mordida é tão forte, afirma o estudo, que apenas a rigidez garantida pelo cálcio não seria suficiente para resistir ao ataque. As escamas quebrariam, oferecendo aos predadores a tenra carne do pirarucu.

“É um estudo muito bem feito”, comentou o pesquisador de materiais do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), também nos EUA, ao site da revista Science. Ele lembrou que a combinação de materiais diferentes para formar uma estrutura que assume novas características é uma ideia comum na natureza que os homens tentam imitar na indústria.

Pirarucu (Arapaima gigas)

Escamas resistentes e flexíveis protegem o pirarucu (Arapaima gigas) (Latinstock)

Poucos animais resistem aos dentes afiados da piranha amazônica

Poucos animais resistem aos dentes afiados da piranha amazônica. Thinkstock

Fonte: Veja Ciência






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27 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Estudo mostra que tubarões têm pasta de dente ‘embutida’ na boca

Cientistas alemães dizem que arcadas dentárias dos animais contém alto índice de flúor, o que os torna provavelmente livres de cáries

Uma análise detalhada dos dentes dos tubarões mostrou que o “terror dos mares” tem um componente químico nos dentes indispensável para deixá-los fortes e garantir boas dentadas, Pesquisadores da Universidade de Duisburg-Essen, na Alemanha, analisaram profundamente a composição química dos dentes dos tubarões descobriram que esse componente é o flúor, o famoso ingrediente de várias pastas de dente.

O estudo mostrou que enquanto a superfície dentes dos tubarões contém alto índice de fluoreto, mineral presente nas pastas de dente, os humanos e outros mamíferos apresentam uma composição diferente, com hidroxiapatita, uma substância também encontrada nos ossos.

O fluoreto deixa os dentes dos tubarões das espécies Isurus oxyrinchus e Galeocerdo cuvier mais resistentes aos ácidos. Mathias Eppe, co-autor do estudo, disse ao site Discovery News que a superfície dos dentes dos tubarões é composta por 100% de fluoreto. “Portanto, eles não devem ter cáries. Como vivem na água e trocam sua arcada dentária com regularidade, dor de dente é um problema que eles não têm.” No entanto, no quesito resistência, os dentes humanos não deixaram nada a dever aos dos peixes: ambos são igualmente duros.

Além da força da mandíbula, o dente dos tubarões apresenta composição química que garante eficiência nas dentadas. Na imagem, cena do filme Tubarão. Imagem: Divulgação

Fonte: Portal iG


16 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Pirarucu brasileiro conta com armadura natural contra piranhas

Estudo americano desvenda mecanismo pela qual o peixe amazônico se tornou imune a um dos mais poderosos predadores

Cientistas americanos desvendaram o segredo do pirarucu (Arapaima gigas) para sobreviver a lagos e rios infestados de piranhas na Amazônia: escamas que combinam rigidez e resistência com elasticidade. O peixe brasileiro tem uma armadura natural que pode inspirar a produção de materiais industriais. A descoberta foi publicada em um artigo na revista Advanced Engineering Materials.

A lenda do pirarucu chegou aos ouvidos do engenheiro mecânico Marc Meyers, da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, durante uma temporada de pesca esportiva no norte do Brasil. O peixe, que chega a três metros de comprimento e pode pesar até 200 quilos, é o único que consegue conviver com as piranhas em cursos d’água. Outros peixes, gado e até seres humanos que entram na água onde vivem cardumes de piranhas não costumam escapar de seus poderosos dentes.

O pirarucu é considerado um fóssil vivo por guardar características de peixes ancestrais, como pulmões. Ele precisa subir à superfície para respirar constantemente. Nesse momento, os pescadores tentam fisgá-lo jogando um grande pedaço de carne perto de sua boca. Se ele não morde a isca, em poucos segundos as piranhas acabam com ela.

Curioso, Meyers resolveu estudar as escamas do pirarucu em seu laboratório. E descobriu que, além de grandes, com até 10 centímetros de comprimento, elas tinham duas camadas. A exterior é a mais resistente e contém muito cálcio, elemento que também dá rigidez a nossos ossos. A parte interna, por outro lado, é feita de um material maleável, ainda que bastante resistente, o colágeno, que nos seres humanos está mais presente nas articulações.

Testada em uma máquina que imita a mordida das piranhas, a ‘pele’ do pirarucu se mostrou extremamente resistente. A mordida é tão forte, afirma o estudo, que apenas a rigidez garantida pelo cálcio não seria suficiente para resistir ao ataque. As escamas quebrariam, oferecendo aos predadores a tenra carne do pirarucu.

“É um estudo muito bem feito”, comentou o pesquisador de materiais do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), também nos EUA, ao site da revista Science. Ele lembrou que a combinação de materiais diferentes para formar uma estrutura que assume novas características é uma ideia comum na natureza que os homens tentam imitar na indústria.

Pirarucu (Arapaima gigas)

Escamas resistentes e flexíveis protegem o pirarucu (Arapaima gigas) (Latinstock)

Poucos animais resistem aos dentes afiados da piranha amazônica

Poucos animais resistem aos dentes afiados da piranha amazônica. Thinkstock

Fonte: Veja Ciência