29 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Ano de 2011 é o 10º mais quente; degelo no Ártico é recorde

O aumento na temperatura tornou 2011 o décimo ano mais quente da história, segundo a WMO (World Meteorological Organization).

O relatório da agência de meteorologia ligada à ONU, que fornece um panorama do clima em nível global, indica também que a extensão do gelo ártico é o segundo menor.

Os dados, divulgados nesta terça-feira durante a COP-17 (17ª Conferência das Partes da Convenção do Clima das Nações Unidas), mostram que a temperatura sofreu uma pequena redução pela ação do La Niña, fenômeno que costuma provocar o resfriamento das águas do oceano Pacífico, mas ainda assim 2011 foi considerado quente para os padrões.

“Nossa ciência é sólida e prova inequivocadamente que o mundo está se aquecendo, e esse aquecimento é em razão da atividade humana”, comentou o secretário-geral da WMO, Michel Jarraud.

Jarraud acrescentou que as emissões de gases-estufa estão em seus níveis mais altos, fazendo com que haja um aumento de 2 a 2,4 graus Celsius na temperatura global.

Segundo estimam cientistas, esse cenário pode levar a mudança profundas e irreversíveis do planeta Terra, da sua biosfera e de seus oceanos.

A WMO também alertou para o degelo que ocorre no Ártico. Em 9 de setembro deste ano, a área do gelo chegou ao patamar de 4,33 milhões de quilômetros quadrados.

O número é 35% inferior à média registrada entre 1979-2000 e um pouco mais do que o recorde mais baixo já registrado em 2007.

Fonte: Folha.com


29 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

África do Sul tem protesto contra desmatamento na Amazônia

Militantes do Greenpeace se vestiram de árvores em Durban.
Cidade é palco da Conferência do Clima da ONU.

Ativistas do Greenpeace, vestidos de árvores, protestam contra o desmatamento da Amazônia no Brasil, nesta terça-feira (29), na cidade sul-africana de Durban. O protesto ocorre no segundo dia da Conferência do Clima da ONU (Foto: John Robinson, Greenpeace/AP)

Ativistas do Greenpeace, vestidos de árvores, protestam contra o desmatamento da Amazônia no Brasil, nesta terça-feira (29), na cidade sul-africana de Durban. O protesto ocorre no segundo dia da Conferência do Clima da ONU (Foto: John Robinson, Greenpeace/AP)

Fonte: G1, com AP


14 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Pessimismo: entidades ambientais temem por fracasso da Rio+20

Duas das entidades ambientais mais conhecidas do mundo estão pessimistas quanto à Rio+20, conferência das Nações Unidas sobre desenvolvimento sustentável que ocorrerá em junho do próximo ano, no Rio de Janeiro. Para representantes de Greenpeace e WWF, é preciso conter as expectativas para o evento, que marca os 20 anos da Eco-92 e tem a pretensão de renovar o engajamento dos líderes mundiais com as questões ecológicas.

O pessimismo passa pelo que será apresentado e discutido em Durban, na África do Sul, entre 28 de novembro e 9 de dezembro deste ano, durante a 17ª Conferência das Partes da Convenção do Clima (COP17), que debaterá a contribuição da “economia verde” para o desenvolvimento sustentável e a eliminação da pobreza no mundo.

“O que se espera de avanços em termos de rumo do desenvolvimento na Rio+20 tem muito reflexo no que vai ser alcançado em Durban. Se os países conseguirem avançar em alguma coisa sobre uma nova fase do protocolo de Kyoto, ou mais compromissos em termos de mudanças climáticas, acho que a Rio+20 pode ter algum avanço. Mas se não tiver nenhum avanço, certo pessimismo pode recair sobre o evento”, diz Renata de Camargo, porta-voz de políticas públicas do Greenpeace.

“Conferência de segundo nível” – Em entrevista ao Terra direto da Suíça, o superintendente de Conservação do WWF-Brasil Cláudio Maretti não poupou críticas às Nações Unidas e ao Brasil por causa da provável ausência de importantes líderes mundiais na Rio+20, como o primeiro-ministro britânico David Cameron. “A presença dele e de outros dependeria, em primeiro lugar, de as Nações Unidas tentarem fazer uma cúpula e não uma conferência de segundo nível. A comissão de eventos sustentáveis não dedicou suficiente tempo de preparação, e isso é necessário na organização de atividades que pretendem mobilizar a sociedade. Em segundo lugar, depende da mobilização do Brasil para assumir a liderança dessa missão”, declara.

Maretti aponta ainda mensagens contraditórias vindas do governo brasileiro. “Os ministérios do Meio Ambiente e das Relações Exteriores dizem que o país tem papel muito importante e que deve, cada vez mais, assumir uma liderança de fato. Mas quando vi o discurso da presidente Dilma nas Nações Unidas, ela falou de nível de pobreza, da crise econômica, mas não fez nenhuma relação entre isso e desenvolvimento sustentável. Ela convida os chefes de governo de outros países como quem diz ‘a gente tem lá uma reunião qualquer. Venham, por favor!’”, finaliza.

Carnificina e mau exemplo – O papel do Brasil nesse cenário é fundamental. Apresentando a maior biodiversidade do mundo, o país, segundo dados da WWF, foi o que mais diminuiu emissões de carbono na última década. E a expectativa é que se torne um produtor de energias alternativas sustentáveis. Contudo, para os ambientalistas, os anfitriões da Rio+20 não estão dando o exemplo que lhes cabe. “Podemos ser um país revolucionário no mundo e podemos fazer isso de forma sustentável, mas qual é a mensagem que a gente dá para o mundo quando fazemos essa carnificina no Código Florestal?”, questiona Cláudio Maretti, lembrando a polêmica discussão que começou na Câmara e agora chegou ao Senado. “Acho que a responsabilidade é dos Estados Unidos, da França, da Inglaterra, da Indonésia, da Índia, da China, mas é, em primeiro lugar, do Brasil, que está dando um mau exemplo”, completa.

Fonte: Angela Joenck Pinto/ Portal Terra


8 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Dilma anuncia que conferência Rio+20 será adiada para 20 de junho

Evento sobre meio ambiente seria realizado no Rio de 4 a 6 de junho.
Conforme Dilma, data foi alterada para países do G20 poderem participar.

A presidente Dilma Rousseff anunciou nesta sexta-feira (4), em Cannes, na França, mudança na data da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, conhecida como Rio+20, a ser realizada no Rio de Janeiro, em junho de 2012. Segundo Dilma, a data passou de 4 a 6 de junho para 20 de junho, para que os líderes do G20 pudessem participar.

Segundo a presidente, no período de 4 a 6 de junho será realizada a comemoração pelos 60 de coroação da Rainha da Inglaterra, Elizabeth. Por conta da cerimônia, diversos líderes da comunidade europeia informaram que não poderiam participar do Rio+20.

Além disso, disse Dilma, os países da Ásia pediram para que o evento fosse realizado mais perto do próximo G20, em julho.

“A proposta que foi consenso com a ONU, entre eu e Ban Ki-moon, é que nós propomos e comunicamos ao plenário a tranferência para permitir a ida dos países do G20, da Commonwealth e da Ásia”, disse Dilma em coletiva de imprensa de balanço do G20.

De acordo com Dilma, o Rio+20 “não é somente sobre meio ambiente, é também sobre economia verde, erradicação da pobreza e governança internacional para o desenvolvimento sustentável”.

Discurso
Antes, a presidente Dilma Rousseff defendeu, em discurso na sessão de trabalho do G20, que países desenvolvidos e em desenvolvimento assumam compromissos diferenciados em relação à emissão de gases de efeito estufa.

Ela também disse que a Conferência do Clima das Nações Unidas (Cop 17), que acontece neste mês na África do Sul, não pode repetir “o insucesso” de Copenhague. Na ocasião, o Brasil, representado por Luiz Inácio Lula da Silva, se comprometeu em reduzir as emissões entre 36% e 39% até 2020.

“Os efeitos perversos sobre a emissão de gases de efeito estufa exigem iniciativas urgentes, sem por obrigações financeiras adicionais aos países em desenvolvimento. A responsabilidade pública dos países desenvolvidos é central e deve ser combinada com a participação da iniciativa privada. Na questão do financiamento, não pode haver obrigações intransponíveis para os países em desenvolvimento.”

G20: ‘sucesso relativo
Dilma disse ter considerado que a reunião do G20 foi um “sucesso relativo”. Segundo a presidente, houve avanços na discussão sobre a crise na zona do euro, mas outros assuntos importantes foram deixados em segundo plano.

“O G20 foi um sucesso relativo no sentido de que era impossível que esse G20 não tratasse da crise [...] e fizeram uma agenda ligada a essa questão”, afirmou a presidente em coletiva de imprensa de balanço do encontro de líderes mundiais.

Foi a sexta edição do G20, criado em 1999 e que anuamente reúne chefes de Estado, ministros da Fazenda e presidentes dos bancos centrais das maiores economias do mundo.

FMI e fundo europeu
Sobre a afirmação de que o Brasil está disposto a contribuir mais com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para auxiliar na solução para a crise, Dilma disse que é preciso uma reflexão sobre a “mudança na correlação de forças”.

“Nós discutimos as cotas, o fato de que a governança do FMI tem de refletir uma mudança na correlação de forças. [...] Nós com maiores cotas, outros países com menores. Acredito que reflete um mundo novo que nós estamos vivendo”, disse a presidente aos jornalistas.

Dilma disse que o Brasil não deve contribuir diretamente para o fundo de estabilização europeu. “Não tenho a menor intenção de fazer nenhuma contribuição direta pro fundo de estabilização europeu, até porque nem eles [europeus] têm”, disse a presidente.

Perguntada se o Brasil apoiava a criação de uma taxa financeira global, que Dilma comparou com o Imposto sobre Operações de Crédito (IOF), ela afirmou que o país “não é contra”. “Se houver uma taxa financeira global, o Brasil adota. Nós não somos contra.”

A presidente Dilma Rousseff durante conversa com jornalistas após reunião do G20 em Cannes, na França (Foto: Roberto Stuckert Filho / Presidência)

A presidente Dilma Rousseff durante conversa com jornalistas após reunião do G20 em Cannes, na França (Foto: Roberto Stuckert Filho / Presidência)

Fonte: Do G1, em Brasília


1 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Proposta brasileira para a Rio+20 será enviada à ONU nesta terça

A proposta oficial do Brasil para a Conferência Rio+20 será apresentada nesta terça-feira em Brasília.

O documento deve sugerir a criação de um programa de proteção socioambiental global e a recomendação de um pacto global voltado à produção e ao consumo sustentáveis, além de um protocolo verde internacional para o setor financeiro.

Também será proposto o financiamento de estudos e pesquisas sobre desenvolvimento sustentável.

A proposta elaborada pelo governo brasileiro será enviada à ONU (Organização das Nações Unidas). Daqui para a frente, começa o processo internacional de negociação.

A ideia é que o documento seja utilizado pela ONU para a elaboração do chamado Projeto Zero, que servirá de base para os países negociarem os documentos finais da conferência.

A Conferência Rio+20 é tema de todas as reuniões da presidenta Dilma Rousseff com autoridades estrangeiras. Ela desembarca ainda hoje em Cannes, na França, para a 6ª Cúpula do G20 (que reúne as 20 maiores economias do mundo) e o assunto será abordado com os chefes de Estado e de governo.

As discussões da Conferência Rio+20 ocorrerão na área do Porto do Rio de Janeiro, de 28 de maio a 6 de junho de 2012. Será a maior conferência mundial sobre preservação ambiental, desenvolvimento sustentável e economia verde e definirá um novo padrão para o setor. Mais de cem presidentes da República e primeiros-ministros estarão presentes.

A Rio+20 ocorrerá duas décadas depois de outra conferência que marcou época, a Rio 92. O objetivo é definir um modelo internacional para os próximos 20 anos com base na preservação do ambiente, mas com foco na melhoria da qualidade de vida a partir da erradicação da pobreza, da economia verde e do desenvolvimento sustentável para uma governança mundial.

 

Fonte: Agência Brasil


6 de dezembro de 2010 | nenhum comentário »

Conferência vai debater futuro das cidades no contexto socioambiental

06/11/2010 

A décima primeira edição da Conferência das Cidades vai debater, este ano, o futuro das cidades no novo contexto socioambiental. O encontro, que começa nesta terça-feira (7), é promovido pela Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados, durante dois dias.

No painel Espaço Urbano – Realidade e Desafios será feito um diagnóstico da situação das cidades em âmbito mundial, com base em estudo recente da Organização das Nações Unidas (ONU), em paralelo à realidade brasileira.

O professor Oyebanji Oyeyinka, diretor da Divisão de Monitoramento e Pesquisa da ONU vai ministrar a palestra O Estado das Cidades no Mundo. Em seguida, será a vez da professora Maria do Carmo, da Universidade de Brasília, que vai abordar as causas e consequências da expansão urbana no Brasil. A professora Nadia Somekh, da Universidade Mackenzie vai tratar do impacto do Estatuto da Cidade e do plano diretor como elementos de modificação da realidade social. Na quarta-feira (8), a conferência vai ter a participação da senadora Marina Silva.

A abertura da 11ª Conferência das Cidades vai contar com as presenças dos presidentes da Câmara, deputado Michel Temer, e do Senado, José Sarney, e dos ministros do Meio Ambiente, Izabella Teixeira e das Cidades, Marcio Fortes; da presidenta da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Coelho, além de outras autoridades.

Fonte: Lourenço Canuto/ Agência Brasil

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15 de outubro de 2010 | nenhum comentário »

Brasil vai reafirmar compromisso de proteção dos biomas em conferência da ONU

Quem garante é João de Deus Medeiros, diretor de Florestas da Secretaria da Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente (MMA)

O governo brasileiro deve repactuar os compromissos assumidos na Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), durante a 10ª Conferência das Partes (COP-10) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica, que ocorrerá a partir do dia 19, em Nagoya, no Japão.

 

O Brasil havia assumido o compromisso, ao assinar a convenção, de garantir, até 2010, a cobertura, por meio de unidades de conservação, de 10% de proteção de cada bioma e de 30% da Amazônia.

 

A informação foi dada à Agência Brasil pelo diretor de Florestas da Secretaria da Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente (MMA), João de Deus Medeiros.

 

Segundo ele, com um percentual menor do que o da Amazônia, a área protegida nos demais biomas ainda está distante do proposto na CDB. “É uma meta que ainda representa um grande desafio para o país. Mas nós acreditamos que há cada vez mais sinais de que isso é uma prioridade defendida pela sociedade. Nós precisamos aprimorar esses mecanismos de negociação para que a sociedade entenda a necessidade e a urgência dessas ações. E, com isso, a gente tenha maior facilidade para efetivar a criação dessas novas áreas”.

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Medeiros afirmou que, apesar de não ter cumprido a meta proposta na CDB, o Brasil foi o país que mais contribuiu para a conservação da biodiversidade nos últimos anos. A COP-10 vai trazer ao debate os problemas que estão ameaçando espécies vegetais e animais em todo o mundo. Ele acredita que, na conferência, o país terá maior legitimidade para cobrar os compromissos assumidos pelos outros países, principalmente os desenvolvidos.

 

O diretor de Florestas do ministério lembrou que as nações industrializadas também são signatárias da CDB e, apesar de não terem mais um percentual de biodiversidade muito significativo, têm um papel importante a desempenhar na negociação internacional, para auxiliar os países detentores de biodiversidade a implementar essas ações nos seus territórios.

 

Medeiros disse que os biomas Cerrado e Caatinga são os que apresentam as maiores vulnerabilidades no que diz respeito à conservação, embora a Mata Atlântica tenha sido o bioma mais impactado ao longo do processo histórico brasileiro.

 

“Em biomas como o Cerrado e a Caatinga, nós temos uma situação duplamente complicada, que é uma representatividade ainda baixa e a distribuição, no bioma e nas categorias de proteção e uso sustentável, ainda muito desequilibrada”. Além disso, ele ressaltou a influência da ação humana sobre os biomas, como o agronegócio, que “é um fator de conflito”.

Alana Gandra, da Agência Brasil, 14/10


15 de outubro de 2010 | nenhum comentário »

Simpósio sobre recuperação de áreas degradadas discute biomas brasileiros

A 8ª edição do Simpósio Nacional sobre Recuperação de Áreas Degradadas acontecerá de 30 de outubro a 2 de novembro na cidade de Guarapari (ES)

Especialistas brasileiros discutirão, em conferencias e mesas redondas,  os princípios, técnicas, perspectivas e desafios da reabilitação e restauração de biomas brasileiros, sua biodiversidade, riqueza, serviços que  prestam  e valores em risco.

 

Temas como recuperação de voçorocas, nascentes e ambientes fluviais estarão na pauta, além da apresentação de aproximadamente 170 trabalhos técnico-científicos na forma oral e em pôsters sobre recuperação de áreas degradadas pela mineração, agropecuária, estradas, barragens e outras grandes obras.

 

Inscrições e outras informações no site: www.sobrade.com.br

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20 de julho de 2010 | nenhum comentário »

Brasil sedia conferência sobre clima e desenvolvimento em regiões semiáridas

Fortaleza, no Ceará, receberá em agosto a Segunda Conferência Internacional: Clima, Sustentabilidade e Desenvolvimento em Regiões Semiáridas – ICID 2010. O encontro, que envolve mais de 90 países da África, Ásia e América Latina, e cerca de dois mil participantes, tem como meta incluir de forma efetiva as questões relacionadas aos efeitos do aquecimento global em regiões áridas e semiáridas nas agendas de debates nacionais e internacionais.

Organizada pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) – em parceria com os ministérios do Meio Ambiente e da Ciência e Tecnologia, o Governo do Ceará e outras entidades governamentais e de pesquisa nacionais e internacionais -, a ICID 2010 vai gerar, consolidar e sintetizar dados e estudos sobre mudanças climáticas e identificar ações para promoção do desenvolvimento seguro e sustentável nas regiões semiáridas.

A expectativa é de que os atores envolvidos nessa agenda, incluindo formuladores de políticas públicas, cientistas, representantes de organismos internacionais, sociedade civil e iniciativa privada tenham a oportunidade de compartilhar experiências e o conhecimento adquirido em questões ligadas às regiões semiáridas nos últimos 20 anos, como variabilidade, vulnerabilidades, impactos socioeconômicos e ambientais, ações de adaptação e desenvolvimento sustentável. Eles deverão elaborar recomendações que auxiliem na criação e implantação de políticas públicas voltadas para o desenvolvimento sustentável dessas áreas.

Estimativas mostram que cerca de 35% da população mundial vivem em terras áridas e semiáridas, que correspondem a 41% da superfície do planeta. Segundo o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), essas terras serão afetadas pelas alterações no clima mundial. Apesar desse cenário, os habitantes dessas áreas ainda são sub-representados em discussões como a COP-15.

No Brasil, 1.482 municípios do semiárido, que concentram a maior parte da pobreza do País, são afetados diretamente pelo problema, segundo dados do Programa Nacional de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca. Estudos indicam ainda que quase 20% do semiárido brasileiro será atingido de forma grave, tendo reflexos ambientais e socioeconômicos, como a deterioração do solo e comprometimento da produção de alimentos, extinção de espécies nativas e degradação dos recursos hídricos.

Organizada em quatro temáticas principais – Clima e Meio Ambiente; Clima e Desenvolvimento Sustentável; Governança e Desenvolvimento Sustentável e Processos Políticos e Instituições, a ICID pretende transformar intenções em resultados práticos de desenvolvimento, e acelerar, assim, o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODMs), de redução da vulnerabilidade, da pobreza e da desigualdade.

A Conferência, que ocorrerá 18 anos após a realização da primeira ICID, realizada no início de 1992 como preparatória para a Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e Desenvolvimento (UNCED) – a Rio 92, também vai explorar sinergias entre as Convenções das Nações Unidas relativas ao desenvolvimento de regiões semiáridas. O encontro funcionará, portanto, como um agente integrador de teorias, modelos e ações que possam atualizar o conhecimento sobre o tema e subsidiar a realização da Conferência das Nações Unidas vinte anos mais tarde, a Rio+20.

A primeira Conferência Internacional: Clima, Sustentabilidade e Desenvolvimento em Regiões Áridas e Semiáridas ocorreu em 1992, também em Fortaleza. Em sua primeira edição, o encontro contou com cerca de 1,2 mil participantes de 45 países. Criada como um evento preparatório para a Rio 92, a ICID forneceu dados e informações científicas sobre as regiões semiáridas no mundo e conseguiu abrir os olhos da inteligência nordestina para os problemas dessas áreas no Brasil.

A primeira ICID teve um enorme impacto, tanto no âmbito nacional quanto no internacional. “Os trabalhos exibidos durante a primeira ICID foram levados para a Rio 92, assim como a declaração de Fortaleza, com recomendações de políticas públicas para as regiões áridas e semiáridas. Muitos participantes do evento, oriundos da África e da Ásia, também chegaram à Rio 92 como negociadores”, destaca Antônio Rocha Magalhães, coordenador executivo da Conferência. A primeira edição da ICID também serviu como fator decisivo para a criação da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD).

Vários estudos e publicações que servirão como subsídios para o encontro de 2010 foram derivados dos debates que entraram em pauta na primeira ICID. Entre a primeira e a segunda edição da Conferência, três convenções foram aprovadas e entraram em operação: a Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD); a Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC) e o Protocolo de Kyoto; e a Convenção das Nações Unidas sobre Biodiversidade (UNCBD). Todas elas contribuem, em sinergia, para fortalecer o combate à desertificação e preservar a biodiversidade presente nas regiões áridas e semiáridas em todo o planeta. A expectativa é de que a ICID 2010 tenha o mesmo impacto como conferência preparatória em eventos dessa natureza, como a Rio+20.

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Fonte: Cadija Tissiani/MMA






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29 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Ano de 2011 é o 10º mais quente; degelo no Ártico é recorde

O aumento na temperatura tornou 2011 o décimo ano mais quente da história, segundo a WMO (World Meteorological Organization).

O relatório da agência de meteorologia ligada à ONU, que fornece um panorama do clima em nível global, indica também que a extensão do gelo ártico é o segundo menor.

Os dados, divulgados nesta terça-feira durante a COP-17 (17ª Conferência das Partes da Convenção do Clima das Nações Unidas), mostram que a temperatura sofreu uma pequena redução pela ação do La Niña, fenômeno que costuma provocar o resfriamento das águas do oceano Pacífico, mas ainda assim 2011 foi considerado quente para os padrões.

“Nossa ciência é sólida e prova inequivocadamente que o mundo está se aquecendo, e esse aquecimento é em razão da atividade humana”, comentou o secretário-geral da WMO, Michel Jarraud.

Jarraud acrescentou que as emissões de gases-estufa estão em seus níveis mais altos, fazendo com que haja um aumento de 2 a 2,4 graus Celsius na temperatura global.

Segundo estimam cientistas, esse cenário pode levar a mudança profundas e irreversíveis do planeta Terra, da sua biosfera e de seus oceanos.

A WMO também alertou para o degelo que ocorre no Ártico. Em 9 de setembro deste ano, a área do gelo chegou ao patamar de 4,33 milhões de quilômetros quadrados.

O número é 35% inferior à média registrada entre 1979-2000 e um pouco mais do que o recorde mais baixo já registrado em 2007.

Fonte: Folha.com


29 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

África do Sul tem protesto contra desmatamento na Amazônia

Militantes do Greenpeace se vestiram de árvores em Durban.
Cidade é palco da Conferência do Clima da ONU.

Ativistas do Greenpeace, vestidos de árvores, protestam contra o desmatamento da Amazônia no Brasil, nesta terça-feira (29), na cidade sul-africana de Durban. O protesto ocorre no segundo dia da Conferência do Clima da ONU (Foto: John Robinson, Greenpeace/AP)

Ativistas do Greenpeace, vestidos de árvores, protestam contra o desmatamento da Amazônia no Brasil, nesta terça-feira (29), na cidade sul-africana de Durban. O protesto ocorre no segundo dia da Conferência do Clima da ONU (Foto: John Robinson, Greenpeace/AP)

Fonte: G1, com AP


14 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Pessimismo: entidades ambientais temem por fracasso da Rio+20

Duas das entidades ambientais mais conhecidas do mundo estão pessimistas quanto à Rio+20, conferência das Nações Unidas sobre desenvolvimento sustentável que ocorrerá em junho do próximo ano, no Rio de Janeiro. Para representantes de Greenpeace e WWF, é preciso conter as expectativas para o evento, que marca os 20 anos da Eco-92 e tem a pretensão de renovar o engajamento dos líderes mundiais com as questões ecológicas.

O pessimismo passa pelo que será apresentado e discutido em Durban, na África do Sul, entre 28 de novembro e 9 de dezembro deste ano, durante a 17ª Conferência das Partes da Convenção do Clima (COP17), que debaterá a contribuição da “economia verde” para o desenvolvimento sustentável e a eliminação da pobreza no mundo.

“O que se espera de avanços em termos de rumo do desenvolvimento na Rio+20 tem muito reflexo no que vai ser alcançado em Durban. Se os países conseguirem avançar em alguma coisa sobre uma nova fase do protocolo de Kyoto, ou mais compromissos em termos de mudanças climáticas, acho que a Rio+20 pode ter algum avanço. Mas se não tiver nenhum avanço, certo pessimismo pode recair sobre o evento”, diz Renata de Camargo, porta-voz de políticas públicas do Greenpeace.

“Conferência de segundo nível” – Em entrevista ao Terra direto da Suíça, o superintendente de Conservação do WWF-Brasil Cláudio Maretti não poupou críticas às Nações Unidas e ao Brasil por causa da provável ausência de importantes líderes mundiais na Rio+20, como o primeiro-ministro britânico David Cameron. “A presença dele e de outros dependeria, em primeiro lugar, de as Nações Unidas tentarem fazer uma cúpula e não uma conferência de segundo nível. A comissão de eventos sustentáveis não dedicou suficiente tempo de preparação, e isso é necessário na organização de atividades que pretendem mobilizar a sociedade. Em segundo lugar, depende da mobilização do Brasil para assumir a liderança dessa missão”, declara.

Maretti aponta ainda mensagens contraditórias vindas do governo brasileiro. “Os ministérios do Meio Ambiente e das Relações Exteriores dizem que o país tem papel muito importante e que deve, cada vez mais, assumir uma liderança de fato. Mas quando vi o discurso da presidente Dilma nas Nações Unidas, ela falou de nível de pobreza, da crise econômica, mas não fez nenhuma relação entre isso e desenvolvimento sustentável. Ela convida os chefes de governo de outros países como quem diz ‘a gente tem lá uma reunião qualquer. Venham, por favor!’”, finaliza.

Carnificina e mau exemplo – O papel do Brasil nesse cenário é fundamental. Apresentando a maior biodiversidade do mundo, o país, segundo dados da WWF, foi o que mais diminuiu emissões de carbono na última década. E a expectativa é que se torne um produtor de energias alternativas sustentáveis. Contudo, para os ambientalistas, os anfitriões da Rio+20 não estão dando o exemplo que lhes cabe. “Podemos ser um país revolucionário no mundo e podemos fazer isso de forma sustentável, mas qual é a mensagem que a gente dá para o mundo quando fazemos essa carnificina no Código Florestal?”, questiona Cláudio Maretti, lembrando a polêmica discussão que começou na Câmara e agora chegou ao Senado. “Acho que a responsabilidade é dos Estados Unidos, da França, da Inglaterra, da Indonésia, da Índia, da China, mas é, em primeiro lugar, do Brasil, que está dando um mau exemplo”, completa.

Fonte: Angela Joenck Pinto/ Portal Terra


8 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Dilma anuncia que conferência Rio+20 será adiada para 20 de junho

Evento sobre meio ambiente seria realizado no Rio de 4 a 6 de junho.
Conforme Dilma, data foi alterada para países do G20 poderem participar.

A presidente Dilma Rousseff anunciou nesta sexta-feira (4), em Cannes, na França, mudança na data da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, conhecida como Rio+20, a ser realizada no Rio de Janeiro, em junho de 2012. Segundo Dilma, a data passou de 4 a 6 de junho para 20 de junho, para que os líderes do G20 pudessem participar.

Segundo a presidente, no período de 4 a 6 de junho será realizada a comemoração pelos 60 de coroação da Rainha da Inglaterra, Elizabeth. Por conta da cerimônia, diversos líderes da comunidade europeia informaram que não poderiam participar do Rio+20.

Além disso, disse Dilma, os países da Ásia pediram para que o evento fosse realizado mais perto do próximo G20, em julho.

“A proposta que foi consenso com a ONU, entre eu e Ban Ki-moon, é que nós propomos e comunicamos ao plenário a tranferência para permitir a ida dos países do G20, da Commonwealth e da Ásia”, disse Dilma em coletiva de imprensa de balanço do G20.

De acordo com Dilma, o Rio+20 “não é somente sobre meio ambiente, é também sobre economia verde, erradicação da pobreza e governança internacional para o desenvolvimento sustentável”.

Discurso
Antes, a presidente Dilma Rousseff defendeu, em discurso na sessão de trabalho do G20, que países desenvolvidos e em desenvolvimento assumam compromissos diferenciados em relação à emissão de gases de efeito estufa.

Ela também disse que a Conferência do Clima das Nações Unidas (Cop 17), que acontece neste mês na África do Sul, não pode repetir “o insucesso” de Copenhague. Na ocasião, o Brasil, representado por Luiz Inácio Lula da Silva, se comprometeu em reduzir as emissões entre 36% e 39% até 2020.

“Os efeitos perversos sobre a emissão de gases de efeito estufa exigem iniciativas urgentes, sem por obrigações financeiras adicionais aos países em desenvolvimento. A responsabilidade pública dos países desenvolvidos é central e deve ser combinada com a participação da iniciativa privada. Na questão do financiamento, não pode haver obrigações intransponíveis para os países em desenvolvimento.”

G20: ‘sucesso relativo
Dilma disse ter considerado que a reunião do G20 foi um “sucesso relativo”. Segundo a presidente, houve avanços na discussão sobre a crise na zona do euro, mas outros assuntos importantes foram deixados em segundo plano.

“O G20 foi um sucesso relativo no sentido de que era impossível que esse G20 não tratasse da crise [...] e fizeram uma agenda ligada a essa questão”, afirmou a presidente em coletiva de imprensa de balanço do encontro de líderes mundiais.

Foi a sexta edição do G20, criado em 1999 e que anuamente reúne chefes de Estado, ministros da Fazenda e presidentes dos bancos centrais das maiores economias do mundo.

FMI e fundo europeu
Sobre a afirmação de que o Brasil está disposto a contribuir mais com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para auxiliar na solução para a crise, Dilma disse que é preciso uma reflexão sobre a “mudança na correlação de forças”.

“Nós discutimos as cotas, o fato de que a governança do FMI tem de refletir uma mudança na correlação de forças. [...] Nós com maiores cotas, outros países com menores. Acredito que reflete um mundo novo que nós estamos vivendo”, disse a presidente aos jornalistas.

Dilma disse que o Brasil não deve contribuir diretamente para o fundo de estabilização europeu. “Não tenho a menor intenção de fazer nenhuma contribuição direta pro fundo de estabilização europeu, até porque nem eles [europeus] têm”, disse a presidente.

Perguntada se o Brasil apoiava a criação de uma taxa financeira global, que Dilma comparou com o Imposto sobre Operações de Crédito (IOF), ela afirmou que o país “não é contra”. “Se houver uma taxa financeira global, o Brasil adota. Nós não somos contra.”

A presidente Dilma Rousseff durante conversa com jornalistas após reunião do G20 em Cannes, na França (Foto: Roberto Stuckert Filho / Presidência)

A presidente Dilma Rousseff durante conversa com jornalistas após reunião do G20 em Cannes, na França (Foto: Roberto Stuckert Filho / Presidência)

Fonte: Do G1, em Brasília


1 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Proposta brasileira para a Rio+20 será enviada à ONU nesta terça

A proposta oficial do Brasil para a Conferência Rio+20 será apresentada nesta terça-feira em Brasília.

O documento deve sugerir a criação de um programa de proteção socioambiental global e a recomendação de um pacto global voltado à produção e ao consumo sustentáveis, além de um protocolo verde internacional para o setor financeiro.

Também será proposto o financiamento de estudos e pesquisas sobre desenvolvimento sustentável.

A proposta elaborada pelo governo brasileiro será enviada à ONU (Organização das Nações Unidas). Daqui para a frente, começa o processo internacional de negociação.

A ideia é que o documento seja utilizado pela ONU para a elaboração do chamado Projeto Zero, que servirá de base para os países negociarem os documentos finais da conferência.

A Conferência Rio+20 é tema de todas as reuniões da presidenta Dilma Rousseff com autoridades estrangeiras. Ela desembarca ainda hoje em Cannes, na França, para a 6ª Cúpula do G20 (que reúne as 20 maiores economias do mundo) e o assunto será abordado com os chefes de Estado e de governo.

As discussões da Conferência Rio+20 ocorrerão na área do Porto do Rio de Janeiro, de 28 de maio a 6 de junho de 2012. Será a maior conferência mundial sobre preservação ambiental, desenvolvimento sustentável e economia verde e definirá um novo padrão para o setor. Mais de cem presidentes da República e primeiros-ministros estarão presentes.

A Rio+20 ocorrerá duas décadas depois de outra conferência que marcou época, a Rio 92. O objetivo é definir um modelo internacional para os próximos 20 anos com base na preservação do ambiente, mas com foco na melhoria da qualidade de vida a partir da erradicação da pobreza, da economia verde e do desenvolvimento sustentável para uma governança mundial.

 

Fonte: Agência Brasil


6 de dezembro de 2010 | nenhum comentário »

Conferência vai debater futuro das cidades no contexto socioambiental

06/11/2010 

A décima primeira edição da Conferência das Cidades vai debater, este ano, o futuro das cidades no novo contexto socioambiental. O encontro, que começa nesta terça-feira (7), é promovido pela Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados, durante dois dias.

No painel Espaço Urbano – Realidade e Desafios será feito um diagnóstico da situação das cidades em âmbito mundial, com base em estudo recente da Organização das Nações Unidas (ONU), em paralelo à realidade brasileira.

O professor Oyebanji Oyeyinka, diretor da Divisão de Monitoramento e Pesquisa da ONU vai ministrar a palestra O Estado das Cidades no Mundo. Em seguida, será a vez da professora Maria do Carmo, da Universidade de Brasília, que vai abordar as causas e consequências da expansão urbana no Brasil. A professora Nadia Somekh, da Universidade Mackenzie vai tratar do impacto do Estatuto da Cidade e do plano diretor como elementos de modificação da realidade social. Na quarta-feira (8), a conferência vai ter a participação da senadora Marina Silva.

A abertura da 11ª Conferência das Cidades vai contar com as presenças dos presidentes da Câmara, deputado Michel Temer, e do Senado, José Sarney, e dos ministros do Meio Ambiente, Izabella Teixeira e das Cidades, Marcio Fortes; da presidenta da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Coelho, além de outras autoridades.

Fonte: Lourenço Canuto/ Agência Brasil

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15 de outubro de 2010 | nenhum comentário »

Brasil vai reafirmar compromisso de proteção dos biomas em conferência da ONU

Quem garante é João de Deus Medeiros, diretor de Florestas da Secretaria da Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente (MMA)

O governo brasileiro deve repactuar os compromissos assumidos na Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), durante a 10ª Conferência das Partes (COP-10) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica, que ocorrerá a partir do dia 19, em Nagoya, no Japão.

 

O Brasil havia assumido o compromisso, ao assinar a convenção, de garantir, até 2010, a cobertura, por meio de unidades de conservação, de 10% de proteção de cada bioma e de 30% da Amazônia.

 

A informação foi dada à Agência Brasil pelo diretor de Florestas da Secretaria da Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente (MMA), João de Deus Medeiros.

 

Segundo ele, com um percentual menor do que o da Amazônia, a área protegida nos demais biomas ainda está distante do proposto na CDB. “É uma meta que ainda representa um grande desafio para o país. Mas nós acreditamos que há cada vez mais sinais de que isso é uma prioridade defendida pela sociedade. Nós precisamos aprimorar esses mecanismos de negociação para que a sociedade entenda a necessidade e a urgência dessas ações. E, com isso, a gente tenha maior facilidade para efetivar a criação dessas novas áreas”.

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Medeiros afirmou que, apesar de não ter cumprido a meta proposta na CDB, o Brasil foi o país que mais contribuiu para a conservação da biodiversidade nos últimos anos. A COP-10 vai trazer ao debate os problemas que estão ameaçando espécies vegetais e animais em todo o mundo. Ele acredita que, na conferência, o país terá maior legitimidade para cobrar os compromissos assumidos pelos outros países, principalmente os desenvolvidos.

 

O diretor de Florestas do ministério lembrou que as nações industrializadas também são signatárias da CDB e, apesar de não terem mais um percentual de biodiversidade muito significativo, têm um papel importante a desempenhar na negociação internacional, para auxiliar os países detentores de biodiversidade a implementar essas ações nos seus territórios.

 

Medeiros disse que os biomas Cerrado e Caatinga são os que apresentam as maiores vulnerabilidades no que diz respeito à conservação, embora a Mata Atlântica tenha sido o bioma mais impactado ao longo do processo histórico brasileiro.

 

“Em biomas como o Cerrado e a Caatinga, nós temos uma situação duplamente complicada, que é uma representatividade ainda baixa e a distribuição, no bioma e nas categorias de proteção e uso sustentável, ainda muito desequilibrada”. Além disso, ele ressaltou a influência da ação humana sobre os biomas, como o agronegócio, que “é um fator de conflito”.

Alana Gandra, da Agência Brasil, 14/10


15 de outubro de 2010 | nenhum comentário »

Simpósio sobre recuperação de áreas degradadas discute biomas brasileiros

A 8ª edição do Simpósio Nacional sobre Recuperação de Áreas Degradadas acontecerá de 30 de outubro a 2 de novembro na cidade de Guarapari (ES)

Especialistas brasileiros discutirão, em conferencias e mesas redondas,  os princípios, técnicas, perspectivas e desafios da reabilitação e restauração de biomas brasileiros, sua biodiversidade, riqueza, serviços que  prestam  e valores em risco.

 

Temas como recuperação de voçorocas, nascentes e ambientes fluviais estarão na pauta, além da apresentação de aproximadamente 170 trabalhos técnico-científicos na forma oral e em pôsters sobre recuperação de áreas degradadas pela mineração, agropecuária, estradas, barragens e outras grandes obras.

 

Inscrições e outras informações no site: www.sobrade.com.br

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20 de julho de 2010 | nenhum comentário »

Brasil sedia conferência sobre clima e desenvolvimento em regiões semiáridas

Fortaleza, no Ceará, receberá em agosto a Segunda Conferência Internacional: Clima, Sustentabilidade e Desenvolvimento em Regiões Semiáridas – ICID 2010. O encontro, que envolve mais de 90 países da África, Ásia e América Latina, e cerca de dois mil participantes, tem como meta incluir de forma efetiva as questões relacionadas aos efeitos do aquecimento global em regiões áridas e semiáridas nas agendas de debates nacionais e internacionais.

Organizada pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) – em parceria com os ministérios do Meio Ambiente e da Ciência e Tecnologia, o Governo do Ceará e outras entidades governamentais e de pesquisa nacionais e internacionais -, a ICID 2010 vai gerar, consolidar e sintetizar dados e estudos sobre mudanças climáticas e identificar ações para promoção do desenvolvimento seguro e sustentável nas regiões semiáridas.

A expectativa é de que os atores envolvidos nessa agenda, incluindo formuladores de políticas públicas, cientistas, representantes de organismos internacionais, sociedade civil e iniciativa privada tenham a oportunidade de compartilhar experiências e o conhecimento adquirido em questões ligadas às regiões semiáridas nos últimos 20 anos, como variabilidade, vulnerabilidades, impactos socioeconômicos e ambientais, ações de adaptação e desenvolvimento sustentável. Eles deverão elaborar recomendações que auxiliem na criação e implantação de políticas públicas voltadas para o desenvolvimento sustentável dessas áreas.

Estimativas mostram que cerca de 35% da população mundial vivem em terras áridas e semiáridas, que correspondem a 41% da superfície do planeta. Segundo o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), essas terras serão afetadas pelas alterações no clima mundial. Apesar desse cenário, os habitantes dessas áreas ainda são sub-representados em discussões como a COP-15.

No Brasil, 1.482 municípios do semiárido, que concentram a maior parte da pobreza do País, são afetados diretamente pelo problema, segundo dados do Programa Nacional de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca. Estudos indicam ainda que quase 20% do semiárido brasileiro será atingido de forma grave, tendo reflexos ambientais e socioeconômicos, como a deterioração do solo e comprometimento da produção de alimentos, extinção de espécies nativas e degradação dos recursos hídricos.

Organizada em quatro temáticas principais – Clima e Meio Ambiente; Clima e Desenvolvimento Sustentável; Governança e Desenvolvimento Sustentável e Processos Políticos e Instituições, a ICID pretende transformar intenções em resultados práticos de desenvolvimento, e acelerar, assim, o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODMs), de redução da vulnerabilidade, da pobreza e da desigualdade.

A Conferência, que ocorrerá 18 anos após a realização da primeira ICID, realizada no início de 1992 como preparatória para a Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e Desenvolvimento (UNCED) – a Rio 92, também vai explorar sinergias entre as Convenções das Nações Unidas relativas ao desenvolvimento de regiões semiáridas. O encontro funcionará, portanto, como um agente integrador de teorias, modelos e ações que possam atualizar o conhecimento sobre o tema e subsidiar a realização da Conferência das Nações Unidas vinte anos mais tarde, a Rio+20.

A primeira Conferência Internacional: Clima, Sustentabilidade e Desenvolvimento em Regiões Áridas e Semiáridas ocorreu em 1992, também em Fortaleza. Em sua primeira edição, o encontro contou com cerca de 1,2 mil participantes de 45 países. Criada como um evento preparatório para a Rio 92, a ICID forneceu dados e informações científicas sobre as regiões semiáridas no mundo e conseguiu abrir os olhos da inteligência nordestina para os problemas dessas áreas no Brasil.

A primeira ICID teve um enorme impacto, tanto no âmbito nacional quanto no internacional. “Os trabalhos exibidos durante a primeira ICID foram levados para a Rio 92, assim como a declaração de Fortaleza, com recomendações de políticas públicas para as regiões áridas e semiáridas. Muitos participantes do evento, oriundos da África e da Ásia, também chegaram à Rio 92 como negociadores”, destaca Antônio Rocha Magalhães, coordenador executivo da Conferência. A primeira edição da ICID também serviu como fator decisivo para a criação da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD).

Vários estudos e publicações que servirão como subsídios para o encontro de 2010 foram derivados dos debates que entraram em pauta na primeira ICID. Entre a primeira e a segunda edição da Conferência, três convenções foram aprovadas e entraram em operação: a Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD); a Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC) e o Protocolo de Kyoto; e a Convenção das Nações Unidas sobre Biodiversidade (UNCBD). Todas elas contribuem, em sinergia, para fortalecer o combate à desertificação e preservar a biodiversidade presente nas regiões áridas e semiáridas em todo o planeta. A expectativa é de que a ICID 2010 tenha o mesmo impacto como conferência preparatória em eventos dessa natureza, como a Rio+20.

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Fonte: Cadija Tissiani/MMA