14 de novembro de 2012 | nenhum comentário »

População de gorila africano cresceu em dois anos, aponta censo

Entre 2010 e 2012, houve aumento de 94 gorilas-da-montanha.
Apesar de aumento, espécie continua ameaçada de extinção.

Censo divulgado nesta terça-feira (12) pelo governo de Uganda afirma que a população mundial de gorilas-da-montanha (Gorilla beringei beringei) cresceu em quase cem indivíduos entre 2010 e 2012.

Há dois anos, a população global desta espécie de primata, considerada ameaçada de extinção, era de 786. Agora, de acordo com levantamento feito em duas localidades, aponta que existem na natureza 880 gorilas.

O levantamento, que contou com a ajuda da organização não governamental WWF, foi realizado nas áreas de Bwindi e Virunga Massif, que abrangem a República Democrática do Congo, Uganda e Ruanda. Espécimes deste primata só vivem nesta região.

Segundo David Greer, gerente do WWF, os gorilas-da-montanha experimentam um crescimento na quantidade de exemplares que não ocorre com nenhum outro primata.

As maiores ameaças a esta espécie são armadilhas de caça implantadas no interior das florestas, doenças transmitidas por seres humanos e a perda de habitat, consequência do desmatamento.

No Parque Nacional de Virunga, por exemplo, ao menos sete gorilas foram capturados por armadilhas em 2012 e dois exemplares morreram. A exploração de petróleo em parques nacionais do Congo também é motivo de preocupação, dizem ambientalistas.

Os gorilas-da-montanha vivem em grupos sociais. O censo aponta que 400 exemplares estão na região impenetrável de Bwindi, distribuídos em 36 grupos sociais distintos, com 16 machos solitários. Dez desses grupos estariam habituados à presença de humanos.

Uma fêmea de gorila-da-montanha com seu filhote. População de primatas desta espécie aumentou, aponta censo (Foto: Divulgação/Martin Harvey/WWF)

Uma fêmea de gorila-da-montanha com seu filhote. População de primatas desta espécie aumentou, aponta censo (Foto: Divulgação/Martin Harvey/WWF)

Fonte: Globo Natureza


26 de setembro de 2012 | nenhum comentário »

Nova espécie de macaco com juba é encontrada na África

Uma nova espécie de macaco foi encontrada na África

Uma nova espécie de macaco foi encontrada na África. Foto: BBC

Uma nova espécie de macaco foi encontrada na África. É apenas a segunda espécie de primata a ser identificada em 28 anos, de acordo com cientistas.

O primata foi descoberto na República Democrática do Congo, onde ele é conhecido como ”lesula”.

Dois rios, o Congo e o Lomani, separam o habitat da espécie de seus dois primos mais próximos.

Ambientalistas afirmam que a descoberta ressalta a necessidade de proteger a vida selvagem na Bacia do Congo.

A descoberta foi divulgada na publicação científica especializada online Public Library of Science.

ENGAIOLADO

O primeiro contato que cientistas tiveram com o macaco foi quando eles encontraram uma fêmea jovem, mantida em uma gaiola por um professor de escola primária, na cidade de Opala.

O animal agora está sob cuidados de um instituto especializado e sendo monitorado por cientistas.

Seis meses depois de encontrar o animal preso, especialistas conseguiram achar outros primatas da espécie no ambiente selvagem.

”Quando demos início às nossas investigações, não sabíamos o quão importante do ponto de vista biológico seriam as nossas descobertas”, afirma John Hart, da Fundação Lukuru, que comandou o projeto.

”Não esperávamos encontrar uma nova espécie, especialmente entre um grupo tão conhecido como os macacos guenon africanos”, acrescenta o pesquisador.

No documento que descreve os animais, os cientistas detalharam seus traços distintos: “Uma juba de longos fios loiros rodeando um rosto pálido e nu com um focinho com uma faixa cor de creme vertical”.

ROSTO PECULIAR

O rosto desnudo do lesula é diferente do rosto negro e peludo do parente mais próximo do animal.

O primata ganhou o nome científico de Cercopithecus lomamiensis, em homenagem ao rio Lomani, localizado na região de seu habitat natural.

Os pesquisadores acreditam que o animal viva em uma área de cerca de 17 mil quilômetros quadrados na região central da República Democrática do Congo.

Os especialistas temem que devido ao fato de a espécie viver concentrada em uma mesma região ela poderia estar mais ameaçada por ações predatórias, como a prática da caça para usar sua carne como alimento.

O antropólogo Andrew Burrell, da Universidade de Nova York, disse à BBC que ”a descoberta pode representar talvez a primeira desta floresta notável, mas pouco conhecida na parte central da República Democrática do Congo, uma região de grande diversidade de primatas”.

 

Fonte: Folha.com


26 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Missão tenta salvar gorilas ameaçados em meio a conflito no Congo

Acordo entre governo e rebeldes permitirá que patrulheiros possam monitorar espécie.

Um grupo de patrulheiros no Congo se prepara para uma missão que tentará salvar famílias de gorilas que desapareceram após uma intensificação do conflito entre forças do governo e rebeldes no país. O governo fez um acordo com o grupo rebelde M23, para permitir que os patrulheiros possam rastrear seis famílias de gorilas-de-montanha.

Os cerca de 200 mamíferos vivem no parque nacional de Virungo, localizado ao leste do país, e representam um quarto da população da espécie. O diretor do parque, Emmanuel de Merode, comemorou a decisão: “Nós estamos satisfeitos e aliviados que todas as partes do conflito reconheceram a necessidade de proteger os únicos gorilas-de-montanha do Congo”.

Os combates na região se intensificaram em abril, quando a área de conservação fechou as portas ao público. Desde o dia 8 de maio, as equipes responsáveis por acompanhar os gorilas evacuaram a área, que sofreu com intensos conflitos de artilharia pesada e, até mesmo, helicópteros de combate.

‘Os gorilas são muito espertos. Eles, sem dúvida, ao ouvir as explosões, se afastaram dos locais de conflito. O importante, agora, é localizá-los’, disse à BBC Brasil Lu Anne Cadd, assessora de imprensa do parque.

As famílias de gorilas-de-montanha não são vistos há mais de dez semanas. Os patrulheiros do parque são, no momento, os únicos membros do governo autorizados a circular na região. Eles irão se dividir em sete grupos e trabalhar em conjunto com a população local para localizar os gorilas.

O trabalho, que estava marcado para ter início nesta semana, será de encontrar os gorilas, identificar cada um deles e checar sua situação de saúde, já que a espécie é muito vulnerável a doenças.

Eles vão ainda remover armadilhas e fazer rondas constantes para evitar a atuação de traficantes de animais. O trabalho é considerado de alto risco. Nos últimos 15 anos, 130 deles morreram em serviço.

Eles fazem a segurança do parque mais antigo da África. O parque nacional de Virunga tem 7.800 km² e é considerado patrimônio mundial da humanidade pela Unesco.

A República Democrática do Congo está em guerra civil há 12 anos e, desde o acirramento dos conflitos, mais de 200 mil pessoas foram desabrigadas.

Resgate gorila1 (Foto: Virunga National Park/BBC)

Exemplar de gorila resgatado em parque do Congo. (Foto: Virunga National Park/BBC)

Filhote de gorila (Foto: Virunga National Park/BBC)

Filhote de gorila que vive em parque do Congo e deverá ser resgatado. (Foto: Virunga National Park/BBC)

gorila (Foto: Virunga National Park/BBC)

Objetivo da missão é evitar que ataques atinjam primatas. (Foto: Virunga National Park/BBC)

Resgate gorila1 (Foto: Virunga National Park/BBC)

Parque Nacional de Virunga é considerado patrimônio mundial da humanidade. (Foto: Virunga National Park/BBC)

Fonte: Globo Natureza


8 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Recuperação da 2ª maior floresta tropical do mundo custa R$ 4,1 bi

O governo da República do Congo disse que precisa de um fundo do valor de US$ 2,6 bilhões (cerca de R$ 4,1 bilhões) para recuperar as florestas tropicais do país –a segunda maior do mundo, atrás apenas da Amazônia, segundo as Nações Unidas.

O plano é reflorestar e também regularizar, nos próximos dez anos, a produção local –madeira, mel e óleo de palma, entre outros produtos– de uma área do tamanho de 1 milhão de hectares.

Para cumprir a meta, o Congo terá de buscar a colaboração de doadores e investidores para pagar a maior parte da conta. Como contrapartida, o governo do país entrará com R$ 684 milhões.

Fonte: Da Reuters


3 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Congo aprova lei que proíbe a produção e uso de sacos plásticos

Decreto é uma tentativa de reduzir a poluição ambiental no país.
Apesar da aprovação, ainda não há data para início da proibição.

Na tentativa de combater a poluição ambiental no país, a República do Congo aprovou nesta quarta-feira (1º) um decreto que proíbe a produção, importação, venda e uso de sacolas plásticas para embalar alimentos, mantimentos, água e outras bebidas.

Segundo porta-voz do governo, Bienvenu Okiemy, o Congo presenciou a poluição ambiental causada por grandes sacolas de plástico há alguns anos, principalmente nas zonas urbanas.

“Esses sacos bloqueiam os sistemas de drenagem, causando inundações e deslizamentos de terra”, afirmou Okiemy. Ainda não há previsão de quando a proibição começa a vigorar.

Assim como outros países em desenvolvimento, o Congo sofre com a falta de gerenciamento adequado dos resíduos sólidos e dos materiais recicláveis. As sacolas denominadas biodegradáveis são amplamente utilizadas e causam danos ao ambiente local.

A luta contra a utilização destes artefatos é liderada no continente africano por Ruanda, que há cinco anos proibiu sua utilização. Outros países tentam ao menos limitar o seu uso. Em dezembro, a Itália informou que vai restringir os sacos plásticos, enquanto não houver uma definição da Comissão Europeia sobre o assunto.

Fonte: Do Globo Natureza, com informações da Reuters.






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14 de novembro de 2012 | nenhum comentário »

População de gorila africano cresceu em dois anos, aponta censo

Entre 2010 e 2012, houve aumento de 94 gorilas-da-montanha.
Apesar de aumento, espécie continua ameaçada de extinção.

Censo divulgado nesta terça-feira (12) pelo governo de Uganda afirma que a população mundial de gorilas-da-montanha (Gorilla beringei beringei) cresceu em quase cem indivíduos entre 2010 e 2012.

Há dois anos, a população global desta espécie de primata, considerada ameaçada de extinção, era de 786. Agora, de acordo com levantamento feito em duas localidades, aponta que existem na natureza 880 gorilas.

O levantamento, que contou com a ajuda da organização não governamental WWF, foi realizado nas áreas de Bwindi e Virunga Massif, que abrangem a República Democrática do Congo, Uganda e Ruanda. Espécimes deste primata só vivem nesta região.

Segundo David Greer, gerente do WWF, os gorilas-da-montanha experimentam um crescimento na quantidade de exemplares que não ocorre com nenhum outro primata.

As maiores ameaças a esta espécie são armadilhas de caça implantadas no interior das florestas, doenças transmitidas por seres humanos e a perda de habitat, consequência do desmatamento.

No Parque Nacional de Virunga, por exemplo, ao menos sete gorilas foram capturados por armadilhas em 2012 e dois exemplares morreram. A exploração de petróleo em parques nacionais do Congo também é motivo de preocupação, dizem ambientalistas.

Os gorilas-da-montanha vivem em grupos sociais. O censo aponta que 400 exemplares estão na região impenetrável de Bwindi, distribuídos em 36 grupos sociais distintos, com 16 machos solitários. Dez desses grupos estariam habituados à presença de humanos.

Uma fêmea de gorila-da-montanha com seu filhote. População de primatas desta espécie aumentou, aponta censo (Foto: Divulgação/Martin Harvey/WWF)

Uma fêmea de gorila-da-montanha com seu filhote. População de primatas desta espécie aumentou, aponta censo (Foto: Divulgação/Martin Harvey/WWF)

Fonte: Globo Natureza


26 de setembro de 2012 | nenhum comentário »

Nova espécie de macaco com juba é encontrada na África

Uma nova espécie de macaco foi encontrada na África

Uma nova espécie de macaco foi encontrada na África. Foto: BBC

Uma nova espécie de macaco foi encontrada na África. É apenas a segunda espécie de primata a ser identificada em 28 anos, de acordo com cientistas.

O primata foi descoberto na República Democrática do Congo, onde ele é conhecido como ”lesula”.

Dois rios, o Congo e o Lomani, separam o habitat da espécie de seus dois primos mais próximos.

Ambientalistas afirmam que a descoberta ressalta a necessidade de proteger a vida selvagem na Bacia do Congo.

A descoberta foi divulgada na publicação científica especializada online Public Library of Science.

ENGAIOLADO

O primeiro contato que cientistas tiveram com o macaco foi quando eles encontraram uma fêmea jovem, mantida em uma gaiola por um professor de escola primária, na cidade de Opala.

O animal agora está sob cuidados de um instituto especializado e sendo monitorado por cientistas.

Seis meses depois de encontrar o animal preso, especialistas conseguiram achar outros primatas da espécie no ambiente selvagem.

”Quando demos início às nossas investigações, não sabíamos o quão importante do ponto de vista biológico seriam as nossas descobertas”, afirma John Hart, da Fundação Lukuru, que comandou o projeto.

”Não esperávamos encontrar uma nova espécie, especialmente entre um grupo tão conhecido como os macacos guenon africanos”, acrescenta o pesquisador.

No documento que descreve os animais, os cientistas detalharam seus traços distintos: “Uma juba de longos fios loiros rodeando um rosto pálido e nu com um focinho com uma faixa cor de creme vertical”.

ROSTO PECULIAR

O rosto desnudo do lesula é diferente do rosto negro e peludo do parente mais próximo do animal.

O primata ganhou o nome científico de Cercopithecus lomamiensis, em homenagem ao rio Lomani, localizado na região de seu habitat natural.

Os pesquisadores acreditam que o animal viva em uma área de cerca de 17 mil quilômetros quadrados na região central da República Democrática do Congo.

Os especialistas temem que devido ao fato de a espécie viver concentrada em uma mesma região ela poderia estar mais ameaçada por ações predatórias, como a prática da caça para usar sua carne como alimento.

O antropólogo Andrew Burrell, da Universidade de Nova York, disse à BBC que ”a descoberta pode representar talvez a primeira desta floresta notável, mas pouco conhecida na parte central da República Democrática do Congo, uma região de grande diversidade de primatas”.

 

Fonte: Folha.com


26 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Missão tenta salvar gorilas ameaçados em meio a conflito no Congo

Acordo entre governo e rebeldes permitirá que patrulheiros possam monitorar espécie.

Um grupo de patrulheiros no Congo se prepara para uma missão que tentará salvar famílias de gorilas que desapareceram após uma intensificação do conflito entre forças do governo e rebeldes no país. O governo fez um acordo com o grupo rebelde M23, para permitir que os patrulheiros possam rastrear seis famílias de gorilas-de-montanha.

Os cerca de 200 mamíferos vivem no parque nacional de Virungo, localizado ao leste do país, e representam um quarto da população da espécie. O diretor do parque, Emmanuel de Merode, comemorou a decisão: “Nós estamos satisfeitos e aliviados que todas as partes do conflito reconheceram a necessidade de proteger os únicos gorilas-de-montanha do Congo”.

Os combates na região se intensificaram em abril, quando a área de conservação fechou as portas ao público. Desde o dia 8 de maio, as equipes responsáveis por acompanhar os gorilas evacuaram a área, que sofreu com intensos conflitos de artilharia pesada e, até mesmo, helicópteros de combate.

‘Os gorilas são muito espertos. Eles, sem dúvida, ao ouvir as explosões, se afastaram dos locais de conflito. O importante, agora, é localizá-los’, disse à BBC Brasil Lu Anne Cadd, assessora de imprensa do parque.

As famílias de gorilas-de-montanha não são vistos há mais de dez semanas. Os patrulheiros do parque são, no momento, os únicos membros do governo autorizados a circular na região. Eles irão se dividir em sete grupos e trabalhar em conjunto com a população local para localizar os gorilas.

O trabalho, que estava marcado para ter início nesta semana, será de encontrar os gorilas, identificar cada um deles e checar sua situação de saúde, já que a espécie é muito vulnerável a doenças.

Eles vão ainda remover armadilhas e fazer rondas constantes para evitar a atuação de traficantes de animais. O trabalho é considerado de alto risco. Nos últimos 15 anos, 130 deles morreram em serviço.

Eles fazem a segurança do parque mais antigo da África. O parque nacional de Virunga tem 7.800 km² e é considerado patrimônio mundial da humanidade pela Unesco.

A República Democrática do Congo está em guerra civil há 12 anos e, desde o acirramento dos conflitos, mais de 200 mil pessoas foram desabrigadas.

Resgate gorila1 (Foto: Virunga National Park/BBC)

Exemplar de gorila resgatado em parque do Congo. (Foto: Virunga National Park/BBC)

Filhote de gorila (Foto: Virunga National Park/BBC)

Filhote de gorila que vive em parque do Congo e deverá ser resgatado. (Foto: Virunga National Park/BBC)

gorila (Foto: Virunga National Park/BBC)

Objetivo da missão é evitar que ataques atinjam primatas. (Foto: Virunga National Park/BBC)

Resgate gorila1 (Foto: Virunga National Park/BBC)

Parque Nacional de Virunga é considerado patrimônio mundial da humanidade. (Foto: Virunga National Park/BBC)

Fonte: Globo Natureza


8 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Recuperação da 2ª maior floresta tropical do mundo custa R$ 4,1 bi

O governo da República do Congo disse que precisa de um fundo do valor de US$ 2,6 bilhões (cerca de R$ 4,1 bilhões) para recuperar as florestas tropicais do país –a segunda maior do mundo, atrás apenas da Amazônia, segundo as Nações Unidas.

O plano é reflorestar e também regularizar, nos próximos dez anos, a produção local –madeira, mel e óleo de palma, entre outros produtos– de uma área do tamanho de 1 milhão de hectares.

Para cumprir a meta, o Congo terá de buscar a colaboração de doadores e investidores para pagar a maior parte da conta. Como contrapartida, o governo do país entrará com R$ 684 milhões.

Fonte: Da Reuters


3 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Congo aprova lei que proíbe a produção e uso de sacos plásticos

Decreto é uma tentativa de reduzir a poluição ambiental no país.
Apesar da aprovação, ainda não há data para início da proibição.

Na tentativa de combater a poluição ambiental no país, a República do Congo aprovou nesta quarta-feira (1º) um decreto que proíbe a produção, importação, venda e uso de sacolas plásticas para embalar alimentos, mantimentos, água e outras bebidas.

Segundo porta-voz do governo, Bienvenu Okiemy, o Congo presenciou a poluição ambiental causada por grandes sacolas de plástico há alguns anos, principalmente nas zonas urbanas.

“Esses sacos bloqueiam os sistemas de drenagem, causando inundações e deslizamentos de terra”, afirmou Okiemy. Ainda não há previsão de quando a proibição começa a vigorar.

Assim como outros países em desenvolvimento, o Congo sofre com a falta de gerenciamento adequado dos resíduos sólidos e dos materiais recicláveis. As sacolas denominadas biodegradáveis são amplamente utilizadas e causam danos ao ambiente local.

A luta contra a utilização destes artefatos é liderada no continente africano por Ruanda, que há cinco anos proibiu sua utilização. Outros países tentam ao menos limitar o seu uso. Em dezembro, a Itália informou que vai restringir os sacos plásticos, enquanto não houver uma definição da Comissão Europeia sobre o assunto.

Fonte: Do Globo Natureza, com informações da Reuters.