3 de setembro de 2012 | nenhum comentário »

Manejo adequado e conscientização são armas para combater desertificação, que já atinge 15% do território brasileiro

Com aproximadamente 1,3 milhão de quilômetros quadrados do seu território sob risco de se transformar em deserto, pensar o uso correto da terra é cada vez mais urgente ao Brasil. Dados do Instituto Nacional do Semiárido (Insa), órgão ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, mostram que a área suscetível chega a 15% do território nacional e envolve 1.488 municípios em nove estados da Região Semiárida do Nordeste brasileiro, do norte de Minas Gerais e do Espírito Santo.

De acordo com o coordenador da Articulação no Semiárido Brasileiro (ASA), Naidison Batista, a conscientização dos agricultores sobre o manejo adequado da terra somada à difusão de tecnologias adaptadas ao Semiárido são elementos fundamentais para combater o processo de desertificação no país. Para isso, Batista defende o uso das técnicas agroecológicas no combate e prevenção à desertificação.

“O enfrentamento desse processo tem que ser feito por meio da prevenção e não remediando [o problema]. E nessa luta, a aplicação das práticas da agroecologia são fundamentais, porque elas preconizam o cuidado com a terra, a compreensão de que é preciso usufruir dela sem esgotá-la, sem objetivar apenas o lucro”, argumentou.

Ele acrescentou que a lógica do agronegócio, baseada na monocultura e no uso de agrotóxicos, contribui em grande parte para a degradação do solo, mas alertou que toda a humanidade é responsável por tentar conter esse processo.

“O homem do campo tem que entender que suas práticas têm impacto sobre a natureza, mas o homem da cidade também precisa saber que suas ações também têm consequências. É preciso não desperdiçar água em banhos demorados ou em lavagens prolongadas de carros, por exemplo, exaurir rios e mananciais, entre outros”, afirmou.

Segundo Naidison Batista, já existem muitas tecnologias sendo usadas no Semiárido e com resultados positivos. Uma delas, o Programa Um Milhão de Cisternas, implementado pela ASA, em parceria com o governo federal, agências de cooperação e empresas privadas, permite captar a água da chuva para consumo humano por meio de cisternas de placas de cimento. A infraestrutura, com capacidade para 16 bilhões de litros de água, já está presente nas casas de aproximadamente 600 mil famílias.

Menos conhecida e difundida é a saída encontrada pela pequena agricultora paraibana Angineide de Macedo, de 42 anos. Após acompanhar o processo de degradação de sua propriedade, de aproximadamente dois hectares, ela conheceu, com a ajuda de uma organização não governamental local, os benefícios do cultivo do nim indiano. A planta, que tem crescimento rápido e atinge uma altura de 8 metros em três anos, ajudou a reverter as consequências da desertificação no local e a salvar a plantação de ervas medicinais que, segundo a agricultora, estava bastante prejudicada.

“As plantas não resistiam muito, porque o sol castigava e elas morriam. Agora, com o nim, elas têm sombra e ficam protegidas do vento. As crianças também melhoraram, porque agora têm sombra para brincar e não ficam tão doentes com a poeira”, contou ela, que também planta em sua propriedade hortaliças e legumes.

Fonte: Thais Leitão/ Agência Brasil

 


28 de junho de 2012 | nenhum comentário »

Brasileiros reconhecem que desperdiçam água e estimam problemas de abastecimento no futuro

Pesquisa mostra desperdício da população, que desconhece quem são os maiores consumidores do recurso e o seu órgão regulador, a ANA.

Pesquisa divulgada ontem (26) pela organização não governamental WWF-Brasil revela que é grande o desperdício de água entre os brasileiros. “Mais de 80% dos brasileiros consultados em 26 estados da Federação reconheceram que vão ter problemas de abastecimento de água no futuro e, desses, 68% reconheceram que o desperdício de água é a principal causa desse problema”, disse o coordenador do Programa Água para a Vida da WWF-Brasil, Glauco Kimura de Freitas.

 

A sondagem chama a atenção para o desconhecimento da maioria da população sobre o real consumo de água no Brasil. Na pesquisa, 81% dos entrevistados apontaram a indústria e o setor residencial como os vilões do gasto de água quando, na verdade, o setor agrícola, em especial a irrigação, é o maior consumidor do insumo (69%). A pecuária consome 11% de água; as residências urbanas, também 11%; e a indústria, 7%.

 

“Como 80% da população brasileira vivem nas cidades, a percepção do cidadão é muito voltada aos problemas da água que ele enfrenta nas metrópoles. Somente 1% das pessoas reconheceu que o problema de água está na zona rural também. Ou seja, que aquela água que sai da torneira dele vem de uma nascente que está, às vezes, a quilômetros da sua casa”, disse Freitas.

 

De acordo com a pesquisa, só 1% dos consultados admitiu que o desmatamento e a degradação dos sistemas naturais causam problemas de água. “Isso mostra que o cidadão tem uma visão bastante limitada da torneira para frente. Da torneira para trás, há um desconhecimento muito grande”.

 

O desperdício é elevado nas residências. Cerca de 48% dos entrevistados reconheceram que desperdiçam água em suas casas, o que revela crescimento em relação aos cinco anos anteriores, quando essa parcela atingia 37%. “Mais de 45% reconheceram que não adotam nenhuma medida de economia de água nas suas casas”.

 

Segundo Freitas, falta coerência entre o discurso e a atitude. Do total de consultados, 30% disseram tomar banhos demorados, de mais de dez minutos. Em 2006, essa parcela era 18%.

 

Freitas atribuiu costumes como não fechar a torneira enquanto se escova os dentes ou lavar a calçada com mangueira à cultura de abundância que existe, de forma geral, no Brasil, devido à sua dimensão continental e à abundância de florestas e rios. Com isso, a cultura da abundância acaba levando ao desperdício. “Infelizmente, o brasileiro começa a sentir o problema quando ele já está instalado. Ou seja, quando tem racionamento, escassez”.

 

A sondagem revelou ainda que 67% dos lares pesquisados enfrentam escassez de água. No Nordeste brasileiro, 29% dos domicílios sofrem esse problema. O consumo médio diário de água por brasileiro, da ordem de 185 litros, está próximo ao da União Europeia (200 litros per capita). Segundo Freitas, “a média mascara uma desigualdade”, uma vez que o Semiárido do Brasil apresenta consumo médio de água diário inferior a 100 litros, aproximando-se, portanto, de regiões da África Subsaariana, onde o consumo é abaixo de 50 litros/dia por pessoa.

 

“O problema no Brasil não é questão de falta d’água. É a má distribuição. Existe um descompasso entre a demanda e a oferta”. Freitas destacou que, no Nordeste, que concentra um grande contingente da população brasileira, já existe escassez de água, enquanto em regiões como o Centro-Oeste e o Norte, que concentram menos de 10% da população, há mais abundância do recurso.

 

A pesquisa servirá de base para a elaboração de novas campanhas de educação e conscientização dos cidadãos sobre a necessidade de preservação dos mananciais de água na zona rural.

Fonte: Agência Brasil


14 de junho de 2012 | nenhum comentário »

Para cientistas, preservar espécies é responsabilidade humana

Especialistas dizem que é preciso agir para evitar futuro ‘incerto’.
ONU chamou atual década de ‘década da biodiversidade’.

A biodiversidade é a bola da vez nos debates sobre o desenvolvimento sustentável. O conceito define a variedade entre os seres vivos de todo o planeta. Defender a biodiversidade significa, portanto, evitar a extinção de espécies de todos os tipos, sejam plantas ou animais, aquáticos ou terrestres.

Em abril de 2012, foi aprovada a criação de um grupo de estudos direcionado para o tema dentro das Nações Unidas, nos moldes do Painel Intergovernamental para a Mudança Climática (IPCC, na sigla em inglês).

Para a ONU, o período entre 2011 e 2020 é a “década da biodiversidade”. Em 2010, durante uma conferência em Nagoia, no Japão, foram traçadas 20 metas de biodiversidade, que precisam ser atingidas até 2020. Elas ficaram conhecidas como as “metas de Aichi”, nome da província japonesa onde fica a cidade.

Entre os objetivos estratégicos principais, os signatários do acordo se comprometeram a fazer com que a população absorva os valores da biodiversidade e tomem medidas para preservá-la.

A grande questão para os cientistas reunidos no Fórum de Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Sustentável, realizado na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), é como alcançar a sociedade e mostrar a importância da preservação das espécies.

“O que eu espero firmemente é que as pessoas acordem antes que aconteça algo realmente ruim para acordá-las”, afirmou Thomas Lovejoy, presidente do Painel de Avaliação Técnica e Científica do Fundo Global para o Meio Ambiente.

“Estamos numa época em que a humanidade começa a ser a maior força de mudança do planeta”, explicou Lidia Brito diretora da Divisão de Implementação de Políticas da Organização Educacional, Científica e Cultural das Nações Unidas (Unesco, na sigla em inglês).

“Significa que a responsabilidade da humanidade, individual e coletiva, de tomar conta desse sistema terrestre, que é o nosso planeta, ela aumenta muito”, completou.

A cientista moçambicana afirmou que o ser humano precisa agir com responsabilidade e reconhecer que os recursos do planeta são finitos. Essa atitude evitaria problemas mais graves, ainda difíceis de prever.

“Se nós queremos manter as civilizações humanas como as conhecemos, como parte do sistema terrestre, então nós temos que ter atenção às fronteiras planetárias, porque elas podem iniciar um processo de mudança que é incerto”, argumentou.

Ela disse ainda que, apesar do caráter de incerteza, os sinais das mudanças já são suficientemente claros. “As comunidades de pescadores já estão sentindo. Eles já têm menos peixe, o peixe já está menor. Já não é distante”, exemplificou.

Biodiversidade e economia
No Brasil, cientistas mostram que a preservação da biodiversidade pode render, inclusive, melhoras diretas na economia.

Felipe Amorim, pesquisador da Universidade de Campinas (Unicamp), apresentou no Fórum as vantagens da manutenção das abelhas em áreas usadas para o plantio – os insetos espalham o pólen e proporcionam o nascimento de novas plantas. Ele mencionou uma pesquisa recente feita em Minas Gerais, que mostrou que as lavouras de café próximas à mata nativa têm um rendimento até 14% superior.

Ana Paula Prestes, diretora de áreas protegidas do Ministério do Meio Ambiente, apontou outro potencial uso econômico da preservação das espécies. “Na parte marinha, a gente tem milhões de espécies que ainda não foram conhecidas nem estudadas, mas que a gente sabe do potencial para fármacos, para cosméticos e para outras coisas”, disse.

“Não vou dizer que é um senso comum, mas tem vários grupos que enxergam em áreas protegidas um empecilho econômico, um empecilho para o crescimento, e não é, pelo contrário”, defendeu, mencionando outros possíveis ganhos, como o turismo.

Vista da Grande Barreira de Corais, com sua variedade de cores e espécies, já está disponível no site do projeto. (Foto: Divulgação / The Catlin Seaview Survey)

Grande Barreira de Corais, na Austrália. Local abriga grande biodiversidade e pode sofrer com a alteração da temperatura dos oceanos (Foto: Divulgação / The Catlin Seaview Survey)

Fonte: Globo Natureza


14 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Reserva ajuda a preservar a flora e a fauna da Mata Atlântica em AL

Lugar tem se tornando fonte inesgotável para pesquisas acadêmicas. 
Mais de 600 espécies da flora foram catalogadas. 

A natureza caprichou nas paisagens da cidade de Coruripe, litoral sul de Alagoas. A maior riqueza do lugar brota na terra desde os tempos da colonização. O verde dos canaviais se estende por toda parte. Pequenas ilhas de um verde mais escuro escaparam do desmatamento que a monocultura da cana produziu.

De um lado fica a Mata Atlântica e do outro o canavial. Durante séculos as plantações de cana avançaram pelo território que era da floresta. Fragmentada e dividida em pedaços, a mata ainda abriga tesouros preciosos da natureza, como o sítio do pau-brasil, que tem a importância reconhecida pelo mundo.

Árvores centenárias que estão entre as mais antigas do país transformaram o pedaço da floresta em um posto avançado da reserva da biosfera da Mata Atlântica, título conferido pela Unesco, a organização das Nações Unidas para a educação, ciência e cultura.

Intocável
O cenário é bem parecido com a época do descobrimento, com árvores nativas gigantes misturadas a outras espécies da Mata Atlântica.

“Eu diria que este é um dos mais importantes sítios de pau-brasil nativos para o Brasil de forma geral porque são poucos os lugares onde é possível encontrar populações de pau-brasil em estado nativo”, explica a bióloga Rosângela Lemos.

A vigilância é constante e necessária. Armadilhas foram aprendidas com caçadores que provocariam cicatrizes na floresta. Para guardar para sempre este patrimônio da natureza, a usina criou duas RPPNs, Reserva Particular do Patrimônio Natural, que têm 288 hectares de mata nativa. As áreas são separadas por uma propriedade de outro dono. É uma parte pequena dos 36 mil hectares de um gigante do setor sucroalcooleiro. A usina esmaga mais de 11 milhões de toneladas de cana por ano.

“Eu acho que o ganho maior foi a conscientização como um todo. Nós tínhamos já o objetivo da RPPN porque nós tínhamos a mata nativa. Essa nativa era para preservar os mananciais hídricos e todas as nossas nascentes. É a grande vantagem”, justifica Cícero Augusto, gerente da usina.

Conhecimento científico
A RPPN está completando 10 anos e têm se tornando uma fonte inesgotável para a realização de pesquisas acadêmicas. Pesquisadores de todo o país encontram no único fragmento de 219 hectares uma biodiversidade riquíssima que nem sequer imaginavam.

O biólogo Marcelo Oliveira, de Minas Gerais, instalou 12 câmeras fotográficas no meio da mata. O projeto, da organização não governamental Biotrópicos, pretende mapear e calcular a quantidade de animais que ainda restam na reserva. Para atrair os bichos, o biólogo usa sardinha como isca. Em um ano de trabalho, foram feitos centenas de registros. Os bichos da mata foram fotografados de dia e de noite, em quantidade e diversidade surpreendentes

A maior façanha das armadilhas fotográficas foi registrar em movimento a ação de uma jaguatirica, uma onça pequena. O quati, atraído pelo cheiro da isca, logo outro apareceu. A cotia desfilou diante da câmera e foi farejando de um lado para o outro. Só conhecendo os moradores é possível protegê-los.

Para que a mata fique de pé foi preciso mudar a relação do maior predador com a floresta. Quinhentas famílias que moram no povoado vizinho e estavam acostumadas a transformar árvores em lenha e animais em refeição passaram a respeitar a mata. A estratégia passou pela conscientização e o fortalecimento dos moradores.

 

Fonte: Globo Rural


16 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Al Gore lança campanha 24 horas on-line contra mudança climática

O ex-vice-presidente dos Estados Unidos Al Gore lançou nesta quinta-feira uma campanha na internet com duração de 24 horas destinada a conscientizar a opinião pública sobre a mudança climática.

O projeto, denominado “24 Horas de Realidade”, consiste em uma apresentação multimídia que pode ser vista on-line e que mostra como os eventos climáticos extremos –como inundações, incêndios e tempestades– estão relacionados com a mudança climática.

Estas apresentações, que podem ser vistas na internet (clik e acesse o site http://climaterealityproject.org/), são difundidas de vários lugares do mundo, entre eles Nova York, Pequim, Nova Délhi, Jacarta, Londres, Dubai, Istambul, Seul e Rio de Janeiro.

A campanha, em 13 idiomas, começou no México às 00H00 GMT desta quinta-feira e terminará às 23h em Nova York (às 20h no horário de Brasília), com uma apresentação de Gore, prêmio Nobel da Paz em 2007 por seus esforços contra a mudança climática.

Pouco antes das 11h de Brasília, o site já havia recebido mais de 3 milhões de visitas, segundo os organizadores.

 

Fonte: Da France Presse


5 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Americano retrata em estúdio espécies ameaçadas de extinção

O americano Joel Satore fotografou em estúdio animais ameaçados de extinção, como parte de um projeto para aumentar a conscientização sobre a preservação da vida selvagem.

Satore, 49, retratou a maior parte dos animais contra fundos brancos ou pretos para dar mais destaque à aparência impressionante das espécies.

Para ele, as fotos de estúdio fazem com que todos os animais tenham o mesmo tamanho proporcional e sejam tratados com a mesma importância.

O americano é fotógrafo da National Geographic Society há 20 anos e planeja registrar espécies em extinção no mundo todo. “As pessoas não vão tentar salvar os animais se não souberem que eles existem.”

Satore reuniu algumas das imagens no livro “Rare – America’s Endangered Species” (“Raros – As Espécies Ameaçadas da América).

Fotógrafo retratou uma fêmea de um elefante-africano; veja galeria de fotos

Fotógrafo retratou uma fêmea de um elefante-africano; Foto: Joel Satore/National Geographic Stock/Caters

Fotógrafo americano retratou espécies ameaçadas de extinção em estúdio; na foto, babuíno criado em cativeiro Leia Mais

Babuíno criado em cativeiro. Foto:Joel Satore/National Geographic Stock/Caters

Para autor, projeto eleva a conscientização sobre a vida selvagem; acima, furão-de-patas-negras Leia Mais

Furão-de-patas-negras. Foto:Joel Satore/National Geographic Stock/Caters

Na foto, um jupará, mamífero que também é encontrado na Amazônia Leia Mais

Jupará, mamífero que também é encontrado na Amazônia. Foto: Joel Satore/National Geographic Stock/Caters

O americano é fotógrafo da National Geographic Society há 20 anos; acima, uma víbora-de-pestana Leia Mais

Víbora-de-pestana Joel Satore/National Geographic Stock/Caters

Click e veja a galeria completa: http://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/4360-americano-retrata-em-estudio-especies-ameacadas-de-extincao#foto-81424

Fonte: Da BBC Brasil


27 de julho de 2011 | nenhum comentário »

Líderes religiosos debatem preservação do ambiente em Jerusalém

Representantes das comunidades cristã, judia e muçulmana se reuniram nesta semana em Jerusalém para debater uma forma de conscientizar seus fiéis sobre a importância de se preservar o ambiente.

“O respeito a Deus exige também o respeito a sua criação e a natureza”, manifestou ao jornal israelense “Jerusalem Post” o bispo auxiliar do patriarcado de Jerusalém, William Shomali.

Ele participou na segunda-feira (25) da apresentação do Centro InterConfessional de Desenvolvimento Sustentável.

“Somos visitantes nesta Terra e a abandonaremos algum dia, mas precisamos deixá-la limpa para as próximas gerações”, disse o clérigo.

“Se a Terra está poluída, se o Mediterrâneo está poluído, está poluído para todos, cristãos, muçulmanos e judeus”, destacou Shomali, que considerou necessário “estudar a crise ambiental, que é parte da crise ética, moral e espiritual”.

O novo grupo religioso-ecologista, liderado pelo rabino Yonatan Neril, conseguiu neste mês que o Conselho de Instituições Religiosas da Terra Santa assinasse a “Declaração da Terra Santa sobre Mudança Climática”, que pede para o mundo reduzir o consumo e enfrentar os problemas ambientais.

O texto pede “a toda pessoa de fé” para que reduza suas emissões do efeito estufa e peça a seus líderes políticos que adotem “objetivos fortes, obrigatórios e com base científica para diminuir os gases do efeito estufa a fim de evitar os piores perigos da crise do clima”.

O ministro de Assuntos Religiosos palestino, Salah Zuheika, assinalou sobre o Corão: “Alá fala de tudo, sobre a natureza, o ar, os animais, e pede aos seres humanos não só que usem a natureza, mas que a protejam.”

O rabino David Rosen ressaltou também o caráter temporário da estada dos homens na Terra e sugeriu aos líderes religiosos que incentivem seus fiéis a consumir menos carne. A produção do alimento representa “uma das maiores causas de contaminação e de consumo de água”.

Fonte: Da EFE


14 de junho de 2011 | nenhum comentário »

PMA distribui cartilhas e régua para pescadores em Campo Grande

Campanha aproveita movimento decorrente do feriado municipal.
Régua deve ser usada para medir pescado e não infringir legislação.

Manual contém informações sobre legislação (Foto: Tawany Marry)

Manual contém informações sobre legislação (Foto: Tawany Marry)

A Polícia Militar Ambiental (PMA) distribuiu o “Manual do Pescador” e o “Manual Régua de Peixes” para motoristas que estavam aproveitando o feriado de Santo Antônio para ir pescar em algum dos rios que corta Mato Grosso do Sul. A barreira educativa foi feita neste sábado (11) na região do Indubrasil, na BR-262 e na MS-080, em Campo Grande.

Nos manuais entregues consta toda a orientação sobre legislação de pesca vigente no estado assim como uma régua para fazer a medição do pescado. O objetivo é conscientizar os turistas que não conhecem a legislação de pesca e também os pecadores do Estado que ainda não sabem da mudança na lei, que entrou em no dia 21 de fevereiro.

De acordo com o comandante da PMA, o coronel Carlos Matoso, a legislação do estado é uma das mais restritivas do País. “A orientação é primordial para o trabalho de fiscalização. Se cada um fizer a sua parte, vamos conseguir preservar as espécies”, disse Matoso.

Até o fim do ano, a PMA quer entregar a cartilha para 100 mil turistas em todo o Mato Grosso do Sul. “Muitos pescadores de fora do Estado tem dúvida sobre a legislação, por isso criamos essa cartilha”, explicou o comandante.

O eletricista José de Araújo, 55 anos, morador em Campo Grande, recebeu a cartilha. Acompanhado de dois amigos, ele estava a caminho de Dois Irmãos do Buriti, distante 113 quilômetros de Campo Grande, onde iria pescar em um barranco no Rio Aquidauana.

José é pescador amador e recebeu a cartilha (Foto: Tawany Marry)

José é pescador amador e recebeu a cartilha (Foto: Tawany Marry)

José pratica o hobby apenas por diversão e disse que sempre anda com a cartilha para não esquecer as medidas. “Se ninguém respeitar daqui a pouco não tem mais peixes para nós pescarmos”, disse o amador.

Por estar com varinha simples ir pescar em uma região de barranco, José não precisou apresentar a carteirinha de pesca. Conforme Matoso, caso a pessoa esteja com algum petrechou ou embarcado é necessário a apresentação da carteirinha.

Além dos pescadores, os proprietários de casas de iscas também receberam o manual. Segundo Matoso, os donos dos locais estão sendo conscientizados a não venderem iscas vivas capturadas na natureza menores que o mínimo permitido.

Comércio
Em cada estabelecimento serão deixados 200 folhetos, que deverão ser repassados para os clientes. A gerente de uma casa de iscas vivas, Flávia Moreira, 23 anos, aprovou a iniciativa dos policiais. “Eu acho muito importante essa distribuição, pois muitos clientes chegam na loja e já pedem o manual”.

Flávia comercializa sete espécies de iscas vivas em seu estabelecimento, todas elas criadas em cativeiros. Neste caso, segundo Matoso, não há restrições quando ao tamanho. “As iscas são importantes, pois servem de alimentos para os peixes; por isso elas não devem ser capturadas antes de se reproduzirem”, disse o coronel.

O período de pesca em Mato Grosso do Sul está liberado até novembro, quando começa a Piracema. Mesmo foram da época proibida para pesca há punição para a pessoa cometendo crime ambiental, com pena de 1 a 3 anos de prisão. No caso de estar com exemplares fora da medida permitida, o pescador paga uma multa de R$ 700 e mais R$ 20 por quilo de pescado.

Fonte: Do G1, MS


30 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Projeto de conscientização preserva ave que só é encontrada na Bahia

Há 30 anos, a Arara Azul de Lear está ameaçada de extinção.
Fiscalização, além da ação de biólogos e ONGs posibilitou preservação.

rara azul de lear (Foto: Reprodução/ TV Sudoeste)

Arara azul de lear (Foto: Reprodução/ TV Sudoeste)

A conscientização das comunidades na Bahia está ajudando na preservação de uma ave ameaçada de extinção: a Arara Azul de Lear. A ave de canto agudo mede cerca de 75 cm e só é encontrada no sertão baiano.

A beleza da Arara Azul de Lear se destaca ainda mais porque a ave gosta de voar em bando. O animal dorme em paredões de arenito numa área preservada entre os municípios de Canudos e Jeremoabo. Ela voa até 170 Km em busca de comida. Por ser dócil, a ave é uma das mais cobiçadas pelos traficantes de animais.

Há 30 anos, a Arara Azul de Lear está na lista de espécies ameaçadas de extinção. Na década de 80 havia registro de apenas 60 aves desta espécie na natureza, mas um censo realizado em 2010 pelo Instituto Chico Mendes localizou mais de 1.200 exemplares. O nível de ameaça baixou de Criticamente Ameaçada para Espécie em Perigo de Extinção.

Conscientização e ação

O avanço só foi possível graças ao trabalho de fiscalização e da ação de biólogos e ONGs. O trabalho começa com a preservação da Palmeira do Licuri ou do Licurizeiro como é popularmente conhecida. Essa é a árvore que produz o Coco do Licuri, alimento preferido da Arara Azul de Lear e que serve de matéria prima para outras atividades.

“Nós tínhamos que estimular algum tipo de renda alternativa, uma outra forma para incentivar as pessoas a preservarem o licuri. Então com o apoio da Fundação Loro Parqe, através do Instituto Arara Azul, nós iniciamos um projeto de geração de renda para as comunidades”, conta Simone Tenório, bióloga.

O plano de manejo sustentável começa com a numeração das árvores no campo. Um grupo do município de Santa Brígida trabalha junto e usa a consciência para retirar a palha no tempo certo.

“De forma predatória não adianta. De forma consciente, uma palha a cada 60 dias ou 90 dias”, destaca Mário Reis, artesão.

“A gente leva, chega em casa e senta para raspar, põe para secar e trabalha com todo o gosto”, completa Sueli Ferreira de Lima Silva, artesã.

Aos poucos a fibra da palha vai ganhando forma nas mãos dos artesãos. Elas fazem peças de decoração, porta joias, cestas e utensílios domésticos. A oportunidade de geração de renda é compartilhada por Seu José Valdo, a esposa e as filhas. Juntos eles moldam um futuro melhor para a família.

“É uma renda que a gente faz vários tipos de coisa. Tanto serve para alimentação, como para outras coisas que a gente compra, através da renda com o artesanato”, José Valdo Rosa, artesão.

Uma oportunidade de renda e preservação que está sendo multiplicada em outras comunidades baianas para garantir a continuidade das ações.

São nove anos do programa de conservação da Arara Azul de Lear e a cada ano ele se desenvolve ainda mais. Já são 44 artesãos trabalhando de forma consciente com a palha do licurizeiro nas cidades de Santa Brígida e Euclides da Cunha, na Bahia. As peças produzidas já são comercializadas para Salvador, Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro.

“É muito bom para gente, porque a gente vivia aqui num lugar que não tinha muita coisa para fazer, então foi muito importante para a gente aprender a fazer estas coisas que não sabíamos”, avalia Edilene de Oliveira, artesã.

Assim a Arara Azul de Lear vai recebendo o valor que merece. No município de Euclides da Cunha ela é homenageada em praça pública. Fotos e textos são usados para despertar ainda mais a consciência de turistas e moradores.

Fonte: Do G1 Bahia, com informações da TV sudoeste.


18 de fevereiro de 2011 | nenhum comentário »

Rio cria secretaria de Economia Verde e quer liderança no mercado de carbono

O Rio de Janeiro é o primeiro Estado brasileiro a ter uma secretaria de Economia Verde, subordinada à pasta estadual do Meio Ambiente. Se depender do desejo de quem ocupa o cargo, a cientista Suzana Kahn Ribeiro, esse é o início do processo de tornar a economia fluminense mais limpa, mais moderna e mais forte. O primeiro passo nesta rota pode ser a de tornar o Estado do Rio o primeiro da Federação a ter um mercado de carbono como existe na Europa, com a comercialização entre empresas de licenças para emitir gases-estufa.

“O Rio de Janeiro tem vocação muito grande para inovação”, diz ela, citando a rede de universidades e centros de pesquisa, e a necessidade de o Rio ter mais opções, além da vocação turística natural. “Podemos nos credenciar a ser um polo de tecnologia de baixo carbono”, prossegue Suzana. “Podemos tornar o Rio uma vitrine desse novo modelo de desenvolvimento”, diz. “Se conseguirmos estabelecer um modelo de governança ambiental, que possa ser replicado no Brasil todo, podemos mostrar que é possível ter o meio ambiente como indutor de desenvolvimento e não como um impeditivo.”

Economia verde é termo na moda e que começa a circular com mais vigor no mundo, embora ainda soe meio volátil. Na segunda-feira, em Nairóbi, no Quênia, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) lança o primeiro estudo de renome sobre o assunto. “Está se falando muito sobre isso e não podemos perder essa oportunidade da história”, diz Suzana. “O Brasil precisa escolher o que quer ser nesse cenário: protagonista, coadjuvante ou atropelado pelos outros.”

the next three days video

Na visão dessa engenheira mecânica com mestrado em planejamento energético e doutorado em engenharia de produção, “a chance de crescer da mesma forma que as nações ricas cresceram no passado, não existe mais”. A consciência ambiental hoje é muito maior, e os recursos naturais são finitos, há um limite concreto para a sua exploração. “O Rio pode ser um estudo de caso”, entusiasma-se.

Promover joint-ventures entre empresas e transformar o Rio em um polo de tecnologias limpas, por exemplo, é o que ela tem em mente. Desenvolver pás de torres eólicas com design mais adequado, para aproveitar melhor os ventos no país, ou produzir painéis solares ao invés de importá-los, são duas ideias que ela cita.

A criação de um mercado de carbono é outro exemplo. O Estado teria que estabelecer um teto para as emissões de gases-estufa e depois criar um sistema de comercialização de licenças. O formato é inspirado no que existe na Europa, só que ali os países têm metas obrigatórias de redução de gases-estufa e regras reguladas pelo Protocolo de Kyoto. “A motivação é ambiental, mas esse tipo de decisão ultrapassa as nossas fronteiras e tem que ser alinhavado com todo o governo”, adianta.

Já começaram as reuniões com técnicos da secretaria da Fazenda, da área tecnológica e do desenvolvimento econômico, com funcionários do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F). “Temos que ver o que é possível fazer para não onerar a economia do Estado.”

Para sair do plano das intenções, Suzana tem à frente os recursos do pré-sal e a Rio+20, um megaevento que o Rio de Janeiro sediará em 2012, 20 anos depois da Eco-92, a famosa conferência da ONU que produziu as convenções do Clima e da Biodiversidade. Não se espera, da Rio+20, novas convenções ou os ajustes de negociação que ocorrem todos os anos nas chamadas CoPs, mas a reunião deverá produzir um documento exatamente sobre economia verde.

Não é de hoje que Suzana trabalha com o secretário de Meio Ambiente do Rio, Carlos Minc. Ela foi secretária de Mudanças Climáticas durante a gestão de Minc no ministério e saiu com ele, em abril. De volta ao Rio, montou, com o climatologista Carlos Nobre, o Painel Brasileiro de Mudança Climática, inspirado no IPPC da ONU e ligado aos ministérios do Meio Ambiente e da Ciência e Tecnologia. O painel tem por função ser um órgão consultivo e de apoio ao governo sobre mudança climática e dar suporte para políticas públicas. Hoje, existem 200 cientistas envolvidos com o painel no Brasil.

Fonte: Daniela Chiaretti, no Valor Econômico


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3 de setembro de 2012 | nenhum comentário »

Manejo adequado e conscientização são armas para combater desertificação, que já atinge 15% do território brasileiro

Com aproximadamente 1,3 milhão de quilômetros quadrados do seu território sob risco de se transformar em deserto, pensar o uso correto da terra é cada vez mais urgente ao Brasil. Dados do Instituto Nacional do Semiárido (Insa), órgão ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, mostram que a área suscetível chega a 15% do território nacional e envolve 1.488 municípios em nove estados da Região Semiárida do Nordeste brasileiro, do norte de Minas Gerais e do Espírito Santo.

De acordo com o coordenador da Articulação no Semiárido Brasileiro (ASA), Naidison Batista, a conscientização dos agricultores sobre o manejo adequado da terra somada à difusão de tecnologias adaptadas ao Semiárido são elementos fundamentais para combater o processo de desertificação no país. Para isso, Batista defende o uso das técnicas agroecológicas no combate e prevenção à desertificação.

“O enfrentamento desse processo tem que ser feito por meio da prevenção e não remediando [o problema]. E nessa luta, a aplicação das práticas da agroecologia são fundamentais, porque elas preconizam o cuidado com a terra, a compreensão de que é preciso usufruir dela sem esgotá-la, sem objetivar apenas o lucro”, argumentou.

Ele acrescentou que a lógica do agronegócio, baseada na monocultura e no uso de agrotóxicos, contribui em grande parte para a degradação do solo, mas alertou que toda a humanidade é responsável por tentar conter esse processo.

“O homem do campo tem que entender que suas práticas têm impacto sobre a natureza, mas o homem da cidade também precisa saber que suas ações também têm consequências. É preciso não desperdiçar água em banhos demorados ou em lavagens prolongadas de carros, por exemplo, exaurir rios e mananciais, entre outros”, afirmou.

Segundo Naidison Batista, já existem muitas tecnologias sendo usadas no Semiárido e com resultados positivos. Uma delas, o Programa Um Milhão de Cisternas, implementado pela ASA, em parceria com o governo federal, agências de cooperação e empresas privadas, permite captar a água da chuva para consumo humano por meio de cisternas de placas de cimento. A infraestrutura, com capacidade para 16 bilhões de litros de água, já está presente nas casas de aproximadamente 600 mil famílias.

Menos conhecida e difundida é a saída encontrada pela pequena agricultora paraibana Angineide de Macedo, de 42 anos. Após acompanhar o processo de degradação de sua propriedade, de aproximadamente dois hectares, ela conheceu, com a ajuda de uma organização não governamental local, os benefícios do cultivo do nim indiano. A planta, que tem crescimento rápido e atinge uma altura de 8 metros em três anos, ajudou a reverter as consequências da desertificação no local e a salvar a plantação de ervas medicinais que, segundo a agricultora, estava bastante prejudicada.

“As plantas não resistiam muito, porque o sol castigava e elas morriam. Agora, com o nim, elas têm sombra e ficam protegidas do vento. As crianças também melhoraram, porque agora têm sombra para brincar e não ficam tão doentes com a poeira”, contou ela, que também planta em sua propriedade hortaliças e legumes.

Fonte: Thais Leitão/ Agência Brasil

 


28 de junho de 2012 | nenhum comentário »

Brasileiros reconhecem que desperdiçam água e estimam problemas de abastecimento no futuro

Pesquisa mostra desperdício da população, que desconhece quem são os maiores consumidores do recurso e o seu órgão regulador, a ANA.

Pesquisa divulgada ontem (26) pela organização não governamental WWF-Brasil revela que é grande o desperdício de água entre os brasileiros. “Mais de 80% dos brasileiros consultados em 26 estados da Federação reconheceram que vão ter problemas de abastecimento de água no futuro e, desses, 68% reconheceram que o desperdício de água é a principal causa desse problema”, disse o coordenador do Programa Água para a Vida da WWF-Brasil, Glauco Kimura de Freitas.

 

A sondagem chama a atenção para o desconhecimento da maioria da população sobre o real consumo de água no Brasil. Na pesquisa, 81% dos entrevistados apontaram a indústria e o setor residencial como os vilões do gasto de água quando, na verdade, o setor agrícola, em especial a irrigação, é o maior consumidor do insumo (69%). A pecuária consome 11% de água; as residências urbanas, também 11%; e a indústria, 7%.

 

“Como 80% da população brasileira vivem nas cidades, a percepção do cidadão é muito voltada aos problemas da água que ele enfrenta nas metrópoles. Somente 1% das pessoas reconheceu que o problema de água está na zona rural também. Ou seja, que aquela água que sai da torneira dele vem de uma nascente que está, às vezes, a quilômetros da sua casa”, disse Freitas.

 

De acordo com a pesquisa, só 1% dos consultados admitiu que o desmatamento e a degradação dos sistemas naturais causam problemas de água. “Isso mostra que o cidadão tem uma visão bastante limitada da torneira para frente. Da torneira para trás, há um desconhecimento muito grande”.

 

O desperdício é elevado nas residências. Cerca de 48% dos entrevistados reconheceram que desperdiçam água em suas casas, o que revela crescimento em relação aos cinco anos anteriores, quando essa parcela atingia 37%. “Mais de 45% reconheceram que não adotam nenhuma medida de economia de água nas suas casas”.

 

Segundo Freitas, falta coerência entre o discurso e a atitude. Do total de consultados, 30% disseram tomar banhos demorados, de mais de dez minutos. Em 2006, essa parcela era 18%.

 

Freitas atribuiu costumes como não fechar a torneira enquanto se escova os dentes ou lavar a calçada com mangueira à cultura de abundância que existe, de forma geral, no Brasil, devido à sua dimensão continental e à abundância de florestas e rios. Com isso, a cultura da abundância acaba levando ao desperdício. “Infelizmente, o brasileiro começa a sentir o problema quando ele já está instalado. Ou seja, quando tem racionamento, escassez”.

 

A sondagem revelou ainda que 67% dos lares pesquisados enfrentam escassez de água. No Nordeste brasileiro, 29% dos domicílios sofrem esse problema. O consumo médio diário de água por brasileiro, da ordem de 185 litros, está próximo ao da União Europeia (200 litros per capita). Segundo Freitas, “a média mascara uma desigualdade”, uma vez que o Semiárido do Brasil apresenta consumo médio de água diário inferior a 100 litros, aproximando-se, portanto, de regiões da África Subsaariana, onde o consumo é abaixo de 50 litros/dia por pessoa.

 

“O problema no Brasil não é questão de falta d’água. É a má distribuição. Existe um descompasso entre a demanda e a oferta”. Freitas destacou que, no Nordeste, que concentra um grande contingente da população brasileira, já existe escassez de água, enquanto em regiões como o Centro-Oeste e o Norte, que concentram menos de 10% da população, há mais abundância do recurso.

 

A pesquisa servirá de base para a elaboração de novas campanhas de educação e conscientização dos cidadãos sobre a necessidade de preservação dos mananciais de água na zona rural.

Fonte: Agência Brasil


14 de junho de 2012 | nenhum comentário »

Para cientistas, preservar espécies é responsabilidade humana

Especialistas dizem que é preciso agir para evitar futuro ‘incerto’.
ONU chamou atual década de ‘década da biodiversidade’.

A biodiversidade é a bola da vez nos debates sobre o desenvolvimento sustentável. O conceito define a variedade entre os seres vivos de todo o planeta. Defender a biodiversidade significa, portanto, evitar a extinção de espécies de todos os tipos, sejam plantas ou animais, aquáticos ou terrestres.

Em abril de 2012, foi aprovada a criação de um grupo de estudos direcionado para o tema dentro das Nações Unidas, nos moldes do Painel Intergovernamental para a Mudança Climática (IPCC, na sigla em inglês).

Para a ONU, o período entre 2011 e 2020 é a “década da biodiversidade”. Em 2010, durante uma conferência em Nagoia, no Japão, foram traçadas 20 metas de biodiversidade, que precisam ser atingidas até 2020. Elas ficaram conhecidas como as “metas de Aichi”, nome da província japonesa onde fica a cidade.

Entre os objetivos estratégicos principais, os signatários do acordo se comprometeram a fazer com que a população absorva os valores da biodiversidade e tomem medidas para preservá-la.

A grande questão para os cientistas reunidos no Fórum de Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Sustentável, realizado na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), é como alcançar a sociedade e mostrar a importância da preservação das espécies.

“O que eu espero firmemente é que as pessoas acordem antes que aconteça algo realmente ruim para acordá-las”, afirmou Thomas Lovejoy, presidente do Painel de Avaliação Técnica e Científica do Fundo Global para o Meio Ambiente.

“Estamos numa época em que a humanidade começa a ser a maior força de mudança do planeta”, explicou Lidia Brito diretora da Divisão de Implementação de Políticas da Organização Educacional, Científica e Cultural das Nações Unidas (Unesco, na sigla em inglês).

“Significa que a responsabilidade da humanidade, individual e coletiva, de tomar conta desse sistema terrestre, que é o nosso planeta, ela aumenta muito”, completou.

A cientista moçambicana afirmou que o ser humano precisa agir com responsabilidade e reconhecer que os recursos do planeta são finitos. Essa atitude evitaria problemas mais graves, ainda difíceis de prever.

“Se nós queremos manter as civilizações humanas como as conhecemos, como parte do sistema terrestre, então nós temos que ter atenção às fronteiras planetárias, porque elas podem iniciar um processo de mudança que é incerto”, argumentou.

Ela disse ainda que, apesar do caráter de incerteza, os sinais das mudanças já são suficientemente claros. “As comunidades de pescadores já estão sentindo. Eles já têm menos peixe, o peixe já está menor. Já não é distante”, exemplificou.

Biodiversidade e economia
No Brasil, cientistas mostram que a preservação da biodiversidade pode render, inclusive, melhoras diretas na economia.

Felipe Amorim, pesquisador da Universidade de Campinas (Unicamp), apresentou no Fórum as vantagens da manutenção das abelhas em áreas usadas para o plantio – os insetos espalham o pólen e proporcionam o nascimento de novas plantas. Ele mencionou uma pesquisa recente feita em Minas Gerais, que mostrou que as lavouras de café próximas à mata nativa têm um rendimento até 14% superior.

Ana Paula Prestes, diretora de áreas protegidas do Ministério do Meio Ambiente, apontou outro potencial uso econômico da preservação das espécies. “Na parte marinha, a gente tem milhões de espécies que ainda não foram conhecidas nem estudadas, mas que a gente sabe do potencial para fármacos, para cosméticos e para outras coisas”, disse.

“Não vou dizer que é um senso comum, mas tem vários grupos que enxergam em áreas protegidas um empecilho econômico, um empecilho para o crescimento, e não é, pelo contrário”, defendeu, mencionando outros possíveis ganhos, como o turismo.

Vista da Grande Barreira de Corais, com sua variedade de cores e espécies, já está disponível no site do projeto. (Foto: Divulgação / The Catlin Seaview Survey)

Grande Barreira de Corais, na Austrália. Local abriga grande biodiversidade e pode sofrer com a alteração da temperatura dos oceanos (Foto: Divulgação / The Catlin Seaview Survey)

Fonte: Globo Natureza


14 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Reserva ajuda a preservar a flora e a fauna da Mata Atlântica em AL

Lugar tem se tornando fonte inesgotável para pesquisas acadêmicas. 
Mais de 600 espécies da flora foram catalogadas. 

A natureza caprichou nas paisagens da cidade de Coruripe, litoral sul de Alagoas. A maior riqueza do lugar brota na terra desde os tempos da colonização. O verde dos canaviais se estende por toda parte. Pequenas ilhas de um verde mais escuro escaparam do desmatamento que a monocultura da cana produziu.

De um lado fica a Mata Atlântica e do outro o canavial. Durante séculos as plantações de cana avançaram pelo território que era da floresta. Fragmentada e dividida em pedaços, a mata ainda abriga tesouros preciosos da natureza, como o sítio do pau-brasil, que tem a importância reconhecida pelo mundo.

Árvores centenárias que estão entre as mais antigas do país transformaram o pedaço da floresta em um posto avançado da reserva da biosfera da Mata Atlântica, título conferido pela Unesco, a organização das Nações Unidas para a educação, ciência e cultura.

Intocável
O cenário é bem parecido com a época do descobrimento, com árvores nativas gigantes misturadas a outras espécies da Mata Atlântica.

“Eu diria que este é um dos mais importantes sítios de pau-brasil nativos para o Brasil de forma geral porque são poucos os lugares onde é possível encontrar populações de pau-brasil em estado nativo”, explica a bióloga Rosângela Lemos.

A vigilância é constante e necessária. Armadilhas foram aprendidas com caçadores que provocariam cicatrizes na floresta. Para guardar para sempre este patrimônio da natureza, a usina criou duas RPPNs, Reserva Particular do Patrimônio Natural, que têm 288 hectares de mata nativa. As áreas são separadas por uma propriedade de outro dono. É uma parte pequena dos 36 mil hectares de um gigante do setor sucroalcooleiro. A usina esmaga mais de 11 milhões de toneladas de cana por ano.

“Eu acho que o ganho maior foi a conscientização como um todo. Nós tínhamos já o objetivo da RPPN porque nós tínhamos a mata nativa. Essa nativa era para preservar os mananciais hídricos e todas as nossas nascentes. É a grande vantagem”, justifica Cícero Augusto, gerente da usina.

Conhecimento científico
A RPPN está completando 10 anos e têm se tornando uma fonte inesgotável para a realização de pesquisas acadêmicas. Pesquisadores de todo o país encontram no único fragmento de 219 hectares uma biodiversidade riquíssima que nem sequer imaginavam.

O biólogo Marcelo Oliveira, de Minas Gerais, instalou 12 câmeras fotográficas no meio da mata. O projeto, da organização não governamental Biotrópicos, pretende mapear e calcular a quantidade de animais que ainda restam na reserva. Para atrair os bichos, o biólogo usa sardinha como isca. Em um ano de trabalho, foram feitos centenas de registros. Os bichos da mata foram fotografados de dia e de noite, em quantidade e diversidade surpreendentes

A maior façanha das armadilhas fotográficas foi registrar em movimento a ação de uma jaguatirica, uma onça pequena. O quati, atraído pelo cheiro da isca, logo outro apareceu. A cotia desfilou diante da câmera e foi farejando de um lado para o outro. Só conhecendo os moradores é possível protegê-los.

Para que a mata fique de pé foi preciso mudar a relação do maior predador com a floresta. Quinhentas famílias que moram no povoado vizinho e estavam acostumadas a transformar árvores em lenha e animais em refeição passaram a respeitar a mata. A estratégia passou pela conscientização e o fortalecimento dos moradores.

 

Fonte: Globo Rural


16 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Al Gore lança campanha 24 horas on-line contra mudança climática

O ex-vice-presidente dos Estados Unidos Al Gore lançou nesta quinta-feira uma campanha na internet com duração de 24 horas destinada a conscientizar a opinião pública sobre a mudança climática.

O projeto, denominado “24 Horas de Realidade”, consiste em uma apresentação multimídia que pode ser vista on-line e que mostra como os eventos climáticos extremos –como inundações, incêndios e tempestades– estão relacionados com a mudança climática.

Estas apresentações, que podem ser vistas na internet (clik e acesse o site http://climaterealityproject.org/), são difundidas de vários lugares do mundo, entre eles Nova York, Pequim, Nova Délhi, Jacarta, Londres, Dubai, Istambul, Seul e Rio de Janeiro.

A campanha, em 13 idiomas, começou no México às 00H00 GMT desta quinta-feira e terminará às 23h em Nova York (às 20h no horário de Brasília), com uma apresentação de Gore, prêmio Nobel da Paz em 2007 por seus esforços contra a mudança climática.

Pouco antes das 11h de Brasília, o site já havia recebido mais de 3 milhões de visitas, segundo os organizadores.

 

Fonte: Da France Presse


5 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Americano retrata em estúdio espécies ameaçadas de extinção

O americano Joel Satore fotografou em estúdio animais ameaçados de extinção, como parte de um projeto para aumentar a conscientização sobre a preservação da vida selvagem.

Satore, 49, retratou a maior parte dos animais contra fundos brancos ou pretos para dar mais destaque à aparência impressionante das espécies.

Para ele, as fotos de estúdio fazem com que todos os animais tenham o mesmo tamanho proporcional e sejam tratados com a mesma importância.

O americano é fotógrafo da National Geographic Society há 20 anos e planeja registrar espécies em extinção no mundo todo. “As pessoas não vão tentar salvar os animais se não souberem que eles existem.”

Satore reuniu algumas das imagens no livro “Rare – America’s Endangered Species” (“Raros – As Espécies Ameaçadas da América).

Fotógrafo retratou uma fêmea de um elefante-africano; veja galeria de fotos

Fotógrafo retratou uma fêmea de um elefante-africano; Foto: Joel Satore/National Geographic Stock/Caters

Fotógrafo americano retratou espécies ameaçadas de extinção em estúdio; na foto, babuíno criado em cativeiro Leia Mais

Babuíno criado em cativeiro. Foto:Joel Satore/National Geographic Stock/Caters

Para autor, projeto eleva a conscientização sobre a vida selvagem; acima, furão-de-patas-negras Leia Mais

Furão-de-patas-negras. Foto:Joel Satore/National Geographic Stock/Caters

Na foto, um jupará, mamífero que também é encontrado na Amazônia Leia Mais

Jupará, mamífero que também é encontrado na Amazônia. Foto: Joel Satore/National Geographic Stock/Caters

O americano é fotógrafo da National Geographic Society há 20 anos; acima, uma víbora-de-pestana Leia Mais

Víbora-de-pestana Joel Satore/National Geographic Stock/Caters

Click e veja a galeria completa: http://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/4360-americano-retrata-em-estudio-especies-ameacadas-de-extincao#foto-81424

Fonte: Da BBC Brasil


27 de julho de 2011 | nenhum comentário »

Líderes religiosos debatem preservação do ambiente em Jerusalém

Representantes das comunidades cristã, judia e muçulmana se reuniram nesta semana em Jerusalém para debater uma forma de conscientizar seus fiéis sobre a importância de se preservar o ambiente.

“O respeito a Deus exige também o respeito a sua criação e a natureza”, manifestou ao jornal israelense “Jerusalem Post” o bispo auxiliar do patriarcado de Jerusalém, William Shomali.

Ele participou na segunda-feira (25) da apresentação do Centro InterConfessional de Desenvolvimento Sustentável.

“Somos visitantes nesta Terra e a abandonaremos algum dia, mas precisamos deixá-la limpa para as próximas gerações”, disse o clérigo.

“Se a Terra está poluída, se o Mediterrâneo está poluído, está poluído para todos, cristãos, muçulmanos e judeus”, destacou Shomali, que considerou necessário “estudar a crise ambiental, que é parte da crise ética, moral e espiritual”.

O novo grupo religioso-ecologista, liderado pelo rabino Yonatan Neril, conseguiu neste mês que o Conselho de Instituições Religiosas da Terra Santa assinasse a “Declaração da Terra Santa sobre Mudança Climática”, que pede para o mundo reduzir o consumo e enfrentar os problemas ambientais.

O texto pede “a toda pessoa de fé” para que reduza suas emissões do efeito estufa e peça a seus líderes políticos que adotem “objetivos fortes, obrigatórios e com base científica para diminuir os gases do efeito estufa a fim de evitar os piores perigos da crise do clima”.

O ministro de Assuntos Religiosos palestino, Salah Zuheika, assinalou sobre o Corão: “Alá fala de tudo, sobre a natureza, o ar, os animais, e pede aos seres humanos não só que usem a natureza, mas que a protejam.”

O rabino David Rosen ressaltou também o caráter temporário da estada dos homens na Terra e sugeriu aos líderes religiosos que incentivem seus fiéis a consumir menos carne. A produção do alimento representa “uma das maiores causas de contaminação e de consumo de água”.

Fonte: Da EFE


14 de junho de 2011 | nenhum comentário »

PMA distribui cartilhas e régua para pescadores em Campo Grande

Campanha aproveita movimento decorrente do feriado municipal.
Régua deve ser usada para medir pescado e não infringir legislação.

Manual contém informações sobre legislação (Foto: Tawany Marry)

Manual contém informações sobre legislação (Foto: Tawany Marry)

A Polícia Militar Ambiental (PMA) distribuiu o “Manual do Pescador” e o “Manual Régua de Peixes” para motoristas que estavam aproveitando o feriado de Santo Antônio para ir pescar em algum dos rios que corta Mato Grosso do Sul. A barreira educativa foi feita neste sábado (11) na região do Indubrasil, na BR-262 e na MS-080, em Campo Grande.

Nos manuais entregues consta toda a orientação sobre legislação de pesca vigente no estado assim como uma régua para fazer a medição do pescado. O objetivo é conscientizar os turistas que não conhecem a legislação de pesca e também os pecadores do Estado que ainda não sabem da mudança na lei, que entrou em no dia 21 de fevereiro.

De acordo com o comandante da PMA, o coronel Carlos Matoso, a legislação do estado é uma das mais restritivas do País. “A orientação é primordial para o trabalho de fiscalização. Se cada um fizer a sua parte, vamos conseguir preservar as espécies”, disse Matoso.

Até o fim do ano, a PMA quer entregar a cartilha para 100 mil turistas em todo o Mato Grosso do Sul. “Muitos pescadores de fora do Estado tem dúvida sobre a legislação, por isso criamos essa cartilha”, explicou o comandante.

O eletricista José de Araújo, 55 anos, morador em Campo Grande, recebeu a cartilha. Acompanhado de dois amigos, ele estava a caminho de Dois Irmãos do Buriti, distante 113 quilômetros de Campo Grande, onde iria pescar em um barranco no Rio Aquidauana.

José é pescador amador e recebeu a cartilha (Foto: Tawany Marry)

José é pescador amador e recebeu a cartilha (Foto: Tawany Marry)

José pratica o hobby apenas por diversão e disse que sempre anda com a cartilha para não esquecer as medidas. “Se ninguém respeitar daqui a pouco não tem mais peixes para nós pescarmos”, disse o amador.

Por estar com varinha simples ir pescar em uma região de barranco, José não precisou apresentar a carteirinha de pesca. Conforme Matoso, caso a pessoa esteja com algum petrechou ou embarcado é necessário a apresentação da carteirinha.

Além dos pescadores, os proprietários de casas de iscas também receberam o manual. Segundo Matoso, os donos dos locais estão sendo conscientizados a não venderem iscas vivas capturadas na natureza menores que o mínimo permitido.

Comércio
Em cada estabelecimento serão deixados 200 folhetos, que deverão ser repassados para os clientes. A gerente de uma casa de iscas vivas, Flávia Moreira, 23 anos, aprovou a iniciativa dos policiais. “Eu acho muito importante essa distribuição, pois muitos clientes chegam na loja e já pedem o manual”.

Flávia comercializa sete espécies de iscas vivas em seu estabelecimento, todas elas criadas em cativeiros. Neste caso, segundo Matoso, não há restrições quando ao tamanho. “As iscas são importantes, pois servem de alimentos para os peixes; por isso elas não devem ser capturadas antes de se reproduzirem”, disse o coronel.

O período de pesca em Mato Grosso do Sul está liberado até novembro, quando começa a Piracema. Mesmo foram da época proibida para pesca há punição para a pessoa cometendo crime ambiental, com pena de 1 a 3 anos de prisão. No caso de estar com exemplares fora da medida permitida, o pescador paga uma multa de R$ 700 e mais R$ 20 por quilo de pescado.

Fonte: Do G1, MS


30 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Projeto de conscientização preserva ave que só é encontrada na Bahia

Há 30 anos, a Arara Azul de Lear está ameaçada de extinção.
Fiscalização, além da ação de biólogos e ONGs posibilitou preservação.

rara azul de lear (Foto: Reprodução/ TV Sudoeste)

Arara azul de lear (Foto: Reprodução/ TV Sudoeste)

A conscientização das comunidades na Bahia está ajudando na preservação de uma ave ameaçada de extinção: a Arara Azul de Lear. A ave de canto agudo mede cerca de 75 cm e só é encontrada no sertão baiano.

A beleza da Arara Azul de Lear se destaca ainda mais porque a ave gosta de voar em bando. O animal dorme em paredões de arenito numa área preservada entre os municípios de Canudos e Jeremoabo. Ela voa até 170 Km em busca de comida. Por ser dócil, a ave é uma das mais cobiçadas pelos traficantes de animais.

Há 30 anos, a Arara Azul de Lear está na lista de espécies ameaçadas de extinção. Na década de 80 havia registro de apenas 60 aves desta espécie na natureza, mas um censo realizado em 2010 pelo Instituto Chico Mendes localizou mais de 1.200 exemplares. O nível de ameaça baixou de Criticamente Ameaçada para Espécie em Perigo de Extinção.

Conscientização e ação

O avanço só foi possível graças ao trabalho de fiscalização e da ação de biólogos e ONGs. O trabalho começa com a preservação da Palmeira do Licuri ou do Licurizeiro como é popularmente conhecida. Essa é a árvore que produz o Coco do Licuri, alimento preferido da Arara Azul de Lear e que serve de matéria prima para outras atividades.

“Nós tínhamos que estimular algum tipo de renda alternativa, uma outra forma para incentivar as pessoas a preservarem o licuri. Então com o apoio da Fundação Loro Parqe, através do Instituto Arara Azul, nós iniciamos um projeto de geração de renda para as comunidades”, conta Simone Tenório, bióloga.

O plano de manejo sustentável começa com a numeração das árvores no campo. Um grupo do município de Santa Brígida trabalha junto e usa a consciência para retirar a palha no tempo certo.

“De forma predatória não adianta. De forma consciente, uma palha a cada 60 dias ou 90 dias”, destaca Mário Reis, artesão.

“A gente leva, chega em casa e senta para raspar, põe para secar e trabalha com todo o gosto”, completa Sueli Ferreira de Lima Silva, artesã.

Aos poucos a fibra da palha vai ganhando forma nas mãos dos artesãos. Elas fazem peças de decoração, porta joias, cestas e utensílios domésticos. A oportunidade de geração de renda é compartilhada por Seu José Valdo, a esposa e as filhas. Juntos eles moldam um futuro melhor para a família.

“É uma renda que a gente faz vários tipos de coisa. Tanto serve para alimentação, como para outras coisas que a gente compra, através da renda com o artesanato”, José Valdo Rosa, artesão.

Uma oportunidade de renda e preservação que está sendo multiplicada em outras comunidades baianas para garantir a continuidade das ações.

São nove anos do programa de conservação da Arara Azul de Lear e a cada ano ele se desenvolve ainda mais. Já são 44 artesãos trabalhando de forma consciente com a palha do licurizeiro nas cidades de Santa Brígida e Euclides da Cunha, na Bahia. As peças produzidas já são comercializadas para Salvador, Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro.

“É muito bom para gente, porque a gente vivia aqui num lugar que não tinha muita coisa para fazer, então foi muito importante para a gente aprender a fazer estas coisas que não sabíamos”, avalia Edilene de Oliveira, artesã.

Assim a Arara Azul de Lear vai recebendo o valor que merece. No município de Euclides da Cunha ela é homenageada em praça pública. Fotos e textos são usados para despertar ainda mais a consciência de turistas e moradores.

Fonte: Do G1 Bahia, com informações da TV sudoeste.


18 de fevereiro de 2011 | nenhum comentário »

Rio cria secretaria de Economia Verde e quer liderança no mercado de carbono

O Rio de Janeiro é o primeiro Estado brasileiro a ter uma secretaria de Economia Verde, subordinada à pasta estadual do Meio Ambiente. Se depender do desejo de quem ocupa o cargo, a cientista Suzana Kahn Ribeiro, esse é o início do processo de tornar a economia fluminense mais limpa, mais moderna e mais forte. O primeiro passo nesta rota pode ser a de tornar o Estado do Rio o primeiro da Federação a ter um mercado de carbono como existe na Europa, com a comercialização entre empresas de licenças para emitir gases-estufa.

“O Rio de Janeiro tem vocação muito grande para inovação”, diz ela, citando a rede de universidades e centros de pesquisa, e a necessidade de o Rio ter mais opções, além da vocação turística natural. “Podemos nos credenciar a ser um polo de tecnologia de baixo carbono”, prossegue Suzana. “Podemos tornar o Rio uma vitrine desse novo modelo de desenvolvimento”, diz. “Se conseguirmos estabelecer um modelo de governança ambiental, que possa ser replicado no Brasil todo, podemos mostrar que é possível ter o meio ambiente como indutor de desenvolvimento e não como um impeditivo.”

Economia verde é termo na moda e que começa a circular com mais vigor no mundo, embora ainda soe meio volátil. Na segunda-feira, em Nairóbi, no Quênia, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) lança o primeiro estudo de renome sobre o assunto. “Está se falando muito sobre isso e não podemos perder essa oportunidade da história”, diz Suzana. “O Brasil precisa escolher o que quer ser nesse cenário: protagonista, coadjuvante ou atropelado pelos outros.”

the next three days video

Na visão dessa engenheira mecânica com mestrado em planejamento energético e doutorado em engenharia de produção, “a chance de crescer da mesma forma que as nações ricas cresceram no passado, não existe mais”. A consciência ambiental hoje é muito maior, e os recursos naturais são finitos, há um limite concreto para a sua exploração. “O Rio pode ser um estudo de caso”, entusiasma-se.

Promover joint-ventures entre empresas e transformar o Rio em um polo de tecnologias limpas, por exemplo, é o que ela tem em mente. Desenvolver pás de torres eólicas com design mais adequado, para aproveitar melhor os ventos no país, ou produzir painéis solares ao invés de importá-los, são duas ideias que ela cita.

A criação de um mercado de carbono é outro exemplo. O Estado teria que estabelecer um teto para as emissões de gases-estufa e depois criar um sistema de comercialização de licenças. O formato é inspirado no que existe na Europa, só que ali os países têm metas obrigatórias de redução de gases-estufa e regras reguladas pelo Protocolo de Kyoto. “A motivação é ambiental, mas esse tipo de decisão ultrapassa as nossas fronteiras e tem que ser alinhavado com todo o governo”, adianta.

Já começaram as reuniões com técnicos da secretaria da Fazenda, da área tecnológica e do desenvolvimento econômico, com funcionários do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F). “Temos que ver o que é possível fazer para não onerar a economia do Estado.”

Para sair do plano das intenções, Suzana tem à frente os recursos do pré-sal e a Rio+20, um megaevento que o Rio de Janeiro sediará em 2012, 20 anos depois da Eco-92, a famosa conferência da ONU que produziu as convenções do Clima e da Biodiversidade. Não se espera, da Rio+20, novas convenções ou os ajustes de negociação que ocorrem todos os anos nas chamadas CoPs, mas a reunião deverá produzir um documento exatamente sobre economia verde.

Não é de hoje que Suzana trabalha com o secretário de Meio Ambiente do Rio, Carlos Minc. Ela foi secretária de Mudanças Climáticas durante a gestão de Minc no ministério e saiu com ele, em abril. De volta ao Rio, montou, com o climatologista Carlos Nobre, o Painel Brasileiro de Mudança Climática, inspirado no IPPC da ONU e ligado aos ministérios do Meio Ambiente e da Ciência e Tecnologia. O painel tem por função ser um órgão consultivo e de apoio ao governo sobre mudança climática e dar suporte para políticas públicas. Hoje, existem 200 cientistas envolvidos com o painel no Brasil.

Fonte: Daniela Chiaretti, no Valor Econômico


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