9 de novembro de 2012 | nenhum comentário »

Corais enviam ‘aviso químico’ para peixes devorarem algas tóxicas

Coral da espécie ‘Acropora nasuta’ libera substância química na água.
Ao devorar alga, peixe torna-se mais tóxico, o que ajuda a evitar predador.

Cientistas descobriram que uma espécie de coral envia “avisos químicos” para peixes para que eles devorem algas tóxicas, que causam danos a barreiras de corais e podem ameaçar a espécie. A pesquisa, realizada pelo Instituto de Tecnologia da Geórgia, nos Estados Unidos, foi publicada no site da revista “Science” nesta quinta-feira (8).

O crescimento excessivo de certos tipos de algas é um problema para os corais e ocorre devido a várias situações, como a diminuição da população de peixes no mar e as mudanças climáticas, afirmam os cientistas.

Liberando substâncias químicas na água, os corais da espécie Acropora nasuta ”recrutam” peixes de duas espécies (Gobiodon histrio e Paragobiodon enchinocephalus) que estejam próximos para que eles devorem as algas. Isso reduz danos que poderiam ocorrer às barreiras de corais, segundo a pesquisa.

A liberação da substância ocorre quando as algas entram em contato com os corais, aponta o estudo. A “contrapartida” é que os peixes tornam-se mais tóxicos, o que os ajuda a evitar ataques de predadores.

A relação é considerada mutualística e parecida com a que existe entre formigas e árvores acácias, afirmam os pesquisadores.

Peixe da espécie 'Gobiodon histro' se aproxima de alga tóxica em região de corais (Foto: Divulgação/Danielle Dixson/'Science')

Peixe da espécie 'Gobiodon histrio' se aproxima de alga tóxica em região de corais (Foto: Divulgação/Danielle Dixson/'Science')

Fonte: Globo Natureza


12 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Crustáceo descoberto no Caribe recebe nome em homenagem a Bob Marley

Espécie é parasita de peixes e pode ajudar pesquisadores a estudar a degradação dos corais e a saúde dos animais marinhos

Parasitas jovens que acabaram de se alimentar com o sangue do peixe; quando adultos, eles morrem em até três semanas, possivelmente após acasalarem

Bob Marley está vivo nos corais de recifes do mar do Caribe. O ícone do reggae serviu de inspiração ao biólogo Paul Sikkel para batizar minúsculos crustáceos descobertos na costa leste das ilhas caribenhas. Em homenagem ao cantor, morto em 1981, a nova espécie foi chamada Gnathia marleyi.

O crustáceo é a primeira espécie a ser descrita na região em mais de duas décadas. “Essa espécie é única e exclusiva do Caribe, assim como Marley”, disse nesta terça-feira Sikkel, professor-assistente de ecologia marinha na Universidade do Estado de Arkansas, nos Estados Unidos.

Gnathia marleyi vive escondido em cascalhos de corais, esponjas do mar e algas. Os jovens são parasitas e infestam os peixes que passam pelos locais onde estão. Quando adultos, os Gnathia marleyinão se alimentam de nada. “Achamos que os adultos sobrevivem por duas ou três semanas com o que foi sugado durante a juventude. Depois, morrem, possivelmente após acasalarem”, falou Sikkel.

Cerca de 80% dos organismos dos corais são parasitas. Os gnathiids (família à qual pertence o Gnathia marleyi) são os parasitas mais comuns nos oceanos e são os principais causadores ou transmissores das doenças que atingem os peixes. Além disso, a saúde dos peixes está diretamente ligada à saúde dos corais, conhecidos como “florestas do mar”, devido à alta biodiversidade.

Sikkel e seu time de pesquisadores estão monitorando a relação entre peixes e parasitas para analisar a degradação dos corais.

Velho conhecido — Sikkel descobriu o Ghnathia marleyi há dez anos nas Ilhas Virgens Americanas. Lá a espécie é tão comum que Sikkel achava que alguém já a tinha nomeado e descrito. Movido pela curiosidade, pediu para um dos pesquisadores do seu time investigar qual espécie era aquela e descobriu que ela não havia sido estudada a fundo.

Homenageados — Marley não é o único famoso homenageado por pesquisadores. Um líquen já foi batizado em homenagem a Barack Obama. O comediante Stephen Colbert serviu de inspiração para uma nova espécie de abelha, Elvis Presley deu nome a uma vespa, e Bill Gates, a uma nova mosca de flor.

Peixe infestado por parasitas que receberam nome de 'Gnathia marleyi', em homenagem a Bob Marley

Peixe infestado por parasitas que receberam nome de 'Gnathia marleyi', em homenagem a Bob Marley (Elizabeth Brill)

Fonte: Veja Ciência


14 de junho de 2012 | nenhum comentário »

Cientistas pedem que pelo menos 10% do mar seja protegido

O Brasil está longe de atingir as metas internacionais de proteção ao mar na sua área de exploração costeira.

De acordo com cientistas reunidos nesta quarta-feira no Fórum de Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Sustentável, uma espécie de Rio+20 paralela da ciência, menos de 1% da zona de exploração costeira do Brasil está protegida.

A taxa está distante das metas internacionais estabelecidas há dois anos pelo Protocolo de Nagoya.

O documento define que até 2020 pelo menos 10% da zona de exploração do mar de cada país deve estar protegida.

“O problema é não temos avanços. Recentemente adiamos a ampliação do Parque Nacional Marinho de Abrolhos [entre a Bahia e o Espírito Santo]“, disse o biólogo da USP Carlos Alfredo

Joly, coordenador de um programa de pesquisa sobre a biodiversidade paulista financiado pela Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo).

A expectativa dos cientistas era que o governo sancionasse um projeto que estabelece um mosaico de áreas protegidas marinhas em Abrolhos durante a Rio+20.

Mas o processo obrigatório de consultas públicas com a população nas redondezas de Abrolhos sobre a área de proteção foi esticado e depois suspenso em meados de maio.

MAIS BRANCOS

A principal preocupação dos cientistas são os recifes de corais. O Brasil tem as únicas formações relevantes de recifes de corais do Atlântico Sul e boa parte deles está em Abrolhos.

A acidez causada pelo aquecimento das águas e da atividade humana na região prejudica a alimentação dos corais e os deixa mais vulneráveis (o que é visível, pois eles ficam esbranquiçados).

“Não temos problemas apenas em Abrolhos. Há regiões do sul e do nordeste do país que também precisam de atenção”, disse a engenheira de pesca Ana Paula Prates, da Secretaria de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente.

De acordo com ela, a proteção às florestas costuma ganhar mais atenção e ser mais debatida que a proteção ao mar.

Somando unidades de conservação, parques nacionais e reservas biológicas, 13% do território terrestre do país é intocável (as metas de Nagoya são de 17%).

GESTÃO DE OCEANOS

Prates destacou também a falta de regulamentação sobre a atividade econômica relacionada ao mar.

Hoje, os cientistas estimam que 80% da pesca brasileira seja de espécies super exploradas e estejam em algum risco.

A governança dos oceanos será discutida na cúpula da Rio+20, que reunirá chefes de Estado de 20 a 22 de junho. Mas os cientistas estão pouco otimistas.

“Na Rio-92 havia uma proposta de convenção de oceanos que não avançou”, disse Joly.

Fonte: Folha.com


5 de junho de 2012 | nenhum comentário »

Projeto brasileiro reproduz ambiente marinho em tanque;

Um cercadinho à beira-mar dentro de um parque aquático, rodeado por toboáguas e perto de uma piscina de ondas, pode passar despercebido pelos visitantes. Mas um olhar mais atento revela que ali se faz ciência de ponta.

O chamado Mesocosmo Marinho funciona como uma máquina do tempo, simulando condições do ambiente para ver como a natureza –especialmente os corais– irão reagir às mudanças causadas pelo aquecimento global.

“É um ambiente intermediário entre a natureza e o laboratório. Embora algumas condições dos experimentos possam ser bastante controladas, o material está exposto a praticamente tudo o que acontece no ambiente natural”, explica Clovis Castro, coordenador do programa Coral Vivo e professor do Museu Nacional da UFRJ.

O projeto, patrocinado pela Petrobras, funciona em um espaço cedido pelo Eco Parque, parque aquático em Arraial D’Ajuda (sul da Bahia), que tem uma das maiores diversidades de corais do país.

São 16 tanques de experimento que tentam reproduzir com alta fidelidade a dinâmica de eventos na vida marinha. A água, por exemplo, é captada em uma região com grande presença de corais e transportada por uma tubulação subterrânea.

Além disso, cada tanque tem um sistema que mimetiza as correntes marinhas, fazendo a água correr em várias direções. Os experimentos ficam expostos à chuva e ao sol, como na natureza.

Pelos estudos até agora, as previsões são desanimadoras para os recifes de corais.

Na primeira rodada de experimentos, há cerca de dois meses, os cientistas verificaram o que aconteceria às principais espécies de corais do nosso litoral em quatro cenários de elevação das temperaturas propostos pelo IPCC (painel de mudanças climáticas da ONU).

Foi verificado que, quanto maior o aumento, piores os danos. Com mais de 1ºC, já se nota o branqueamento dos corais, causado pela expulsão das algas que têm com eles uma relação simbiótica. Isso prejudica a alimentação dos corais e os deixa mais vulneráveis. Com mais de 4ºC, os corais chegam a morrer.

“É uma ameaça séria. O Brasil tem as únicas formações relevantes de recifes de corais do Atlântico Sul, e mais da metade das espécies só existe aqui”, avalia Castro.

Felizmente, diz o pesquisador, há indícios de que os corais brasileiros têm grande capacidade de recuperação, se as condições ambientais voltarem à normalidade.

A próxima rodada estudará o impacto da acidificação dos oceanos causada pelas emissões de carbono. A cada novo ciclo de estudos, a equipe do Coral Vivo abre uma espécie de chamada para receber projetos de pesquisa.

“Temos uma margem grande para a adaptação do mesocosmo a vários experimentos. Podemos fazer coisas importantes aqui”, diz Gustavo Duarte, gerente de projetos.

Recifes de corais do projeto Coral Vivo, no sul da Bahia

Recifes de corais do projeto Coral Vivo, no sul da Bahia

Acesse http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/1099954-projeto-brasileiro-reproduz-ambiente-marinho-em-tanque-veja-como.shtml e veja como funciona o projeto.

Fonte: Folha.com


12 de março de 2012 | nenhum comentário »

Corais podem se adaptar a mudanças climáticas, diz estudo

Aquecimento no sudeste asiático em 1998 teria aclimatizado espécies.
Em 2010, durante elevação de temperatura, elas teriam resistido melhor.

A primeira imagem mostra uma inesperada sobrevivência de corais de crescimento rápido na Malásia, durante o aquecimento das águas verificado em 2010. Já a segunda imagem retrata efeitos devastadores do aumento de temperatura nos corais da Indonésia. (Foto: Divulgação / UNSW)

Primeira imagem mostra a sobrevivência de corais na Malásia, durante aquecimento de 2010. Já a segunda retrata efeitos do aumento de temperatura na Indonésia. (Foto: Divulgação / UNSW)

Espécies de corais do sudeste asiático podem ter se adaptado a um aquecimento das águas ocorrido em 1998, segundo pesquisa publicada na sexta-feira (9) no jornal científico “PLoS One”. Elas teriam resistido melhor a uma nova elevação de temperatura verificada em 2010, afirmam os pesquisadores.

“Isto é polêmico porque muitos cientistas acreditam que os corais exauriram suas capacidades de adaptação ao estresse térmico”, afirmou James Guest, pesquisador da Universidade Tecnológica de Nanyang, na Cingapura, em material de divulgação.

Na pesquisa, cientistas analisaram três pontos de corais, sendo um na Indonésia, um na Malásia e outro em Cingapura.

Na Indonésia, o aumento da temperatura do oceano em 2010 teria provocado a morte de 90% das colônias de coral de crescimento rápido. Isto é considerado uma consequência normal do aquecimento no desenvolvimento dos corais e tem levado cientistas a prever que as espécies de crescimento lento terão mais sucesso no futuro.

Mas em Cingapura e na Malásia o aquecimento teve um efeito contrário: corais de crescimento rápido se mantiveram saudáveis e pigmentados. Com base nisto, os pesquisadores avaliaram o histórico térmico destes dois locais e verificaram que eles tiveram uma elevação de temperatura anterior, em 1998. O mesmo não teria ocorrido na Indonésia.

“As populações de coral que calcificaram durante o último grande aquecimento, em 1998, se adaptaram ou se aclimatizaram ao estresse climático”, disse Guest.

No entanto, a descoberta não significa que as ameaças do aquecimento global para os corais diminuíram, alerta o pesquisador. Segundo ele, deve haver um limite para a adaptação térmica. Além disso, uma elevação de temperatura poderia impactar a saúde reprodutiva e o crescimento dos corais.

 

Fonte: Globo Natureza


29 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Pesca descontrolada enfraquece recifes de corais, diz pesquisa

Estudo mostra que diminuição de peixes altera toda a cadeia alimentar.
Cientistas trabalharam na costa do Quênia.

'Diadema setosum', espécie de ouriço do mar (Foto: Jennifer O'Leary/Divulgação)

'Diadema setosum', espécie de ouriço do mar (Foto: Jennifer O'Leary/Divulgação)

Uma pesquisa publicada nesta terça-feira (28) pela revista científica da Sociedade Internacional dos Estudos de Recifes dá um exemplo de como as consequências das ações humanas sobre o meio ambiente podem ser amplas.

O estudo mostra que a pesca afetou não só na população de peixes, mas alterou também outros organismos de ecossistemas na costa do Quênia. Isso acontece devido a um efeito conhecido como cascata trófica: toda a cadeia alimentar é influenciada pela redução do número de predadores.

Com menos peixes, a população de ouriços cresceu e a de algas vermelhas diminuiu nas regiões estudadas, que foram piscinas formadas no mar por barreiras de corais.

As algas vermelhas possuem substâncias químicas que fortalecem os corais. Portanto, se a população de algas vermelhas é ameaçada, a estrutura dos corais também é. Isso é um problema para todo o ecossistema, que é adaptado ao mar calmo e depende dos recifes para barrar as correntes do mar.

 

 

 

 

 

 

Coral coberto por algas vermelhas (Foto: Jennifer O'Leary/Divulgação)

Coral coberto por algas vermelhas (Foto: Jennifer O'Leary/Divulgação)

'Balistapus porites', peixe estudado pela pesquisa no Quênia (Foto: Jennifer O'Leary/Divulgação)

'Balistapus porites', peixe estudado pela pesquisa no Quênia (Foto: Jennifer O'Leary/Divulgação)

Fonte: Globo Natureza


27 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Pepino do mar pode aliviar mudanças climáticas em corais, diz pesquisa

Cientistas da Universidade de Sidney avaliaram acidificação do mar.
Fezes do animal diminuiriam acidez da água.

Pepinos do mar podem ajudar a evitar impactos negativos das mudanças climáticas nos corais (Foto: Divulgação / Universidade de Sidney)

Pepinos do mar podem ajudar a evitar impactos negativos das mudanças climáticas nos corais (Foto: Divulgação / Universidade de Sidney)

O pepino do mar pode ter um importante papel na preservação dos corais em um mundo mais quente, segundo pesquisa da Universidade de Sidney, na Austrália, publicada no “Jornal de Pesquisa Geofísica”. Ao comer areia, o animal diminui a acidificação do mar. Já as mudanças climáticas aumentariam a acidificação, prejudicando os corais.

“Nós descobrimos que o pepino do mar tem um papel fundamental na redução dos efeitos maléficos da acidificação dos oceanos no crescimento dos corais”, diz Maria Byrne, diretora da estação de pesquisa da Universidade de Sidney em One Tree Island, na Grande Barreira de Corais.

Processo digestivo
De acordo com a pesquisa, o pepino do mar come areia e, no processo de digestão, quebra o carbonato de cálcio presente nela. As fezes do animal liberariam a substância na água e elevariam o pH local.

O efeito é contrário ao provocado pela dissolução de CO2 na água, que aumenta de acordo com o crescimento das emissões de carbono no ambiente, aponta o estudo.

“A alcalinidade da água local aumenta. O resultado é maior do que o aumento em carbono inorgânico dissolvido na água no processo de acidificação”, explica Byrne.

Segundo Maria Byrne, não seria preciso aumentar a população de pepinos do mar para conseguir os efeitos benéficos do seu processo de digestão.

No entanto, é preciso garantir a preservação dos animais. Eles são abundantes em corais protegidos, mas enfrentam ameaças da pesca. Para Byrne, é preciso preservar o pepino do mar e estudar os impactos da redução da sua população, principalmente em um cenário de acentuação das mudanças climática.

Fonte: Globo Natureza


31 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Recifes de corais podem desaparecer com oceano mais ácido

Um estudo realizado por cientistas dos Estados Unidos, Austrália e Alemanha aponta que acidificação dos oceanos, fenômeno que reduz o pH das águas devido ao aumento do CO2 atmosférico, poderá reduzir a diversidade e a resiliência (capacidade de recomposição) de recifes de corais ainda neste século.

Os pesquisadores estudaram espécies dos ecossistemas localizados próximos a três infiltrações vulcânicas, que emitem naturalmente CO2 no fundo do mar, na Papua Nova Guiné. Com isso, puderam entender melhor o impacto da acidificação dos oceanos na biodiversidade marinha.

Os cientistas conseguiram detalhar os reflexos de uma exposição prolongada dos recifes de corais a altos níveis de dióxido de carbono e baixo pH no oceano Indo-Pacífico. Isto simularia a projeção de aumento dos níveis de CO2 na atmosfera, que poderá ocorrer até o final deste século e tornaria os oceanos mais ácidos.

“Esses resultados prévios mostram como os recifes ficarão daqui a 100 anos caso a acidificação dos oceanos piore”, afirmou Chris Langdon, um dos principais investigadores do assunto, que é ligado à Escola Rosenstiel de Ciência Marinha e Atmosférica, da Universidade de Miami.

O estudo mostra ainda mudanças na composição das espécies de corais e redução da biodiversidade e recrutamento no recife com a redução do pH de 8,1 para 7,8. A equipe também relata que o desenvolvimento de recifes cessaria a um pH abaixo de 7,7.

O quarto Relatório de Avaliação do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) estima que até o final do século, o pH dos oceanos diminuirá dos atuais 8,1 para 7,8 devido ao aumento das concentrações atmosféricas de CO2.

Infiltrações vulcânicas em Papua Nova Guiné simula emissão de CO2 na atmosfera: recifes de corais podem desaparecer com oceanos mais ácidos (Foto: Katharina Fabricius/Australian Institute of Marine Science)

Infiltrações vulcânicas em Papua Nova Guiné simula emissão de CO2 na atmosfera: recifes de corais podem desaparecer com oceanos mais ácidos (Foto: Katharina Fabricius/Australian Institute of Marine Science)

Fonte: Globo Natureza, em São Paulo.


18 de março de 2011 | nenhum comentário »

Estudo alerta para risco de extinção de 75% dos corais

A combinação entre pesca insustentável, poluição e mudanças climáticas pode levar à extinção 75% dos corais do planeta. O alerta é de um novo estudo, que aponta o risco de destruição de mais de 90% dos recifes até 2030 se nada for feito para conservar essas áreas.

Segundo o relatório Reefs at Risk Revisited, elaborado por instituições ambientalistas internacionais e pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), as áreas mais vulneráveis estão no Sudeste da Ásia, em países como a Indonésia, as Filipinas e a Tanzânia. O Haiti e Granada, no Caribe, também estão entre os dez países com maiores riscos de extinção de corais.

“Com a combinação de ameaças locais, aquecimento e acidificação, os recifes estão cada vez mais suscetíveis a danos causados por tempestades, infestações e doenças. A degradação se reflete na redução de corais vivos e da diversidade de espécies, o aumento de algas e menor abundância de peixes”, lista o documento.

O Brasil também aparece entre as regiões ameaçadas, principalmente a costa dos corais, que abrange o litoral de Alagoas e Pernambuco, e a região de Abrolhos, na Bahia. “Abrolhos tem alguns dos maiores e mais ricos recifes de corais do Atlântico Sul, mas nos últimos 20 anos, o litoral da região tem experimentado aumento do turismo, a urbanização e a agricultura em grande escala, levando a descarga de resíduos sem tratamento e contaminação de recifes da região”.

O diretor do Programa Marinho da Conservação Internacional, Guilherme Dutra, disse que os recifes nacionais mais suscetíveis são os que ficam próximos da costa ou de grandes centros urbanos. No caso brasileiro, uma das principais ameaças aos ecossistemas marinhos está em terra firme: o desmatamento. “Com a derrubada de árvores nas encostas dos rios, os sedimentos chegam ao mar, escurecem e mudam as condições da água e os corais acabam danificados”, explicou.

A pesca predatória também compromete o futuro dos recifes da costa brasileira, segundo Dutra. Em algumas áreas, espécies de peixes que funcionam como reguladoras do ecossistema são retiradas e há uma reação negativa em toda a cadeia. “O budião azul, por exemplo, é um bicho que em um recife não ameaçado representa 30% da biomassa normal, está sumindo do Nordeste. Ele funciona com um controlador, come as algas e impede que elas cresçam e dificultem o desenvolvimento dos corais”.

De acordo com o relatório, 25% dos corais do planeta estão localizados em algum tipo de área de preservação, mas a proteção efetiva só chega a menos de 6% do total. No Brasil, segundo Dutra, apenas 1,4% da zona econômica exclusiva [espaço marítimo sob jurisdição do país] está em unidades de conservação. “Temos que mudar a escala da conservação marinha. É mais do que consenso de que áreas protegidas não são suficientes”, disse o biólogo.

O estudo sugere medidas urgentes para frear a destruição dos corais, como maior controle sobre a pesca, redução do despejo de sedimentos no mar, ações de mitigação de mudanças climáticas e planejamento do desenvolvimento das regiões costeiras. Também lista ações individuais para evitar danos aos recifes durante atividades turísticas.

Fonte: Luana Lourenço/ Agência Brasil


14 de junho de 2010 | nenhum comentário »

Aquecimento global gera ameaça a corais que só existem no Brasil

A elevação na temperatura das águas, provocada pelo aquecimento global, ameaça espécies de corais que só existem no litoral brasileiro. Das 40 espécies de corais encontradas nos recifes do litoral brasileiro, 20 são encontradas apenas no país.

Na sede do Projeto Coral Vivo, em Arraial da Ajuda, Bahia, o fenômeno conhecido como branqueamento aconteceu até com os corais criados nos tanques de pesquisa. Começou em março, depois de dois meses com a água muito mais quente do que a média na maior parte da costa brasileira.

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E foi o maior já registrado no Brasil em uma faixa de 2,5 mil quilômetros, do Rio Grande do Norte até a baía da Ilha Grande, no Rio de Janeiro. Ele acontece porque algumas espécies de corais precisam de microalgas para viver. As algas se instalam na segunda camada da pele do coral. Como todas as plantas, elas fazem fotossíntese, isto é: obtêm energia da luz do sol. O que sobra, doam ao coral em troca de abrigo.

Mas quando a temperatura da água está acima do normal na região, as algas produzem água oxigenada, que é tóxica para o coral. Para se proteger, ele as expulsa. E sem elas o esqueleto branco fica visível.

“Dependendo da intensidade e da duração do fenômeno, eles podem morrer sim, como já aconteceu em muitos oceanos, como no Índico, e no Caribe, onde recifes foram praticamente dizimados depois de eventos de branqueamento”, diz o biólogo Clóvis Barreira e Castro.

O Recife de Fora é um dos mais conservados do Brasil. Na maré baixa, a ponta fica a apenas um metro de profundidade. Estes são os mais estudados do Brasil.

Há sete anos, o Projeto Coral Vivo acompanha a saúde de mais de 30 espécies de corais e de todas as formas de vida que surgem ao redor deles.

O recife foi completamente mapeado, e os cientistas conhecem onde vive cada tipo de coral que cresce nele. O pesquisador Gustavo Duarte leva um equipamento para medir a fotossíntese que ocorre dentro do coral.

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“É um diagnóstico da saúde do coral. Ele é análogo ao ultrassom, no entanto, ele usa a luz. “Temos visto que depois que ocorre o aquecimento, a fotossíntese acaba sendo prejudicada sensivelmente. Acima de 31ºC, a fotossíntese cessa completamente”, explica.

Não é preciso ser especialista para identificar o branqueamento. Colônias inteiras de coral-de-fogo, que provoca queimadura se tocado, agora estão brancas. Em alguns pontos do recife, eles já estão morrendo.

A espécie de coral cérebro só existe no Brasil. E é a que mais sofreu com o branqueamento. Muitas colônias ainda registram um nível pequeno de fotossíntese, o que significa que ainda têm chance de se recuperar. Outra espécie exclusiva do Brasil parece mais resistente. Poucas colônias tem as pontas esbranquiçadas.

Esse estrago foi provocado pelo El Niño, o aquecimento das águas do Pacífico que influencia também a temperatura do Atlântico e tem sido cada vez mais forte.

“A recomendação é que você diminua os estresses extra-mudança climática global sobre as comunidades de corais. Evitar sobrepesca, turismo desordenado, poluição química, poluição de esgotos, recuperar as matas ciliares para diminuir a quantidade de sedimentos que vai para os mares. Com isso, os recifes podem ter uma possibilidade de sobrevivência em um prazo mais longo”, orienta o biólogo Clóvis Barreira e Castro.

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Fonte: G1


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Corais enviam ‘aviso químico’ para peixes devorarem algas tóxicas

Coral da espécie ‘Acropora nasuta’ libera substância química na água.
Ao devorar alga, peixe torna-se mais tóxico, o que ajuda a evitar predador.

Cientistas descobriram que uma espécie de coral envia “avisos químicos” para peixes para que eles devorem algas tóxicas, que causam danos a barreiras de corais e podem ameaçar a espécie. A pesquisa, realizada pelo Instituto de Tecnologia da Geórgia, nos Estados Unidos, foi publicada no site da revista “Science” nesta quinta-feira (8).

O crescimento excessivo de certos tipos de algas é um problema para os corais e ocorre devido a várias situações, como a diminuição da população de peixes no mar e as mudanças climáticas, afirmam os cientistas.

Liberando substâncias químicas na água, os corais da espécie Acropora nasuta ”recrutam” peixes de duas espécies (Gobiodon histrio e Paragobiodon enchinocephalus) que estejam próximos para que eles devorem as algas. Isso reduz danos que poderiam ocorrer às barreiras de corais, segundo a pesquisa.

A liberação da substância ocorre quando as algas entram em contato com os corais, aponta o estudo. A “contrapartida” é que os peixes tornam-se mais tóxicos, o que os ajuda a evitar ataques de predadores.

A relação é considerada mutualística e parecida com a que existe entre formigas e árvores acácias, afirmam os pesquisadores.

Peixe da espécie 'Gobiodon histro' se aproxima de alga tóxica em região de corais (Foto: Divulgação/Danielle Dixson/'Science')

Peixe da espécie 'Gobiodon histrio' se aproxima de alga tóxica em região de corais (Foto: Divulgação/Danielle Dixson/'Science')

Fonte: Globo Natureza


12 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Crustáceo descoberto no Caribe recebe nome em homenagem a Bob Marley

Espécie é parasita de peixes e pode ajudar pesquisadores a estudar a degradação dos corais e a saúde dos animais marinhos

Parasitas jovens que acabaram de se alimentar com o sangue do peixe; quando adultos, eles morrem em até três semanas, possivelmente após acasalarem

Bob Marley está vivo nos corais de recifes do mar do Caribe. O ícone do reggae serviu de inspiração ao biólogo Paul Sikkel para batizar minúsculos crustáceos descobertos na costa leste das ilhas caribenhas. Em homenagem ao cantor, morto em 1981, a nova espécie foi chamada Gnathia marleyi.

O crustáceo é a primeira espécie a ser descrita na região em mais de duas décadas. “Essa espécie é única e exclusiva do Caribe, assim como Marley”, disse nesta terça-feira Sikkel, professor-assistente de ecologia marinha na Universidade do Estado de Arkansas, nos Estados Unidos.

Gnathia marleyi vive escondido em cascalhos de corais, esponjas do mar e algas. Os jovens são parasitas e infestam os peixes que passam pelos locais onde estão. Quando adultos, os Gnathia marleyinão se alimentam de nada. “Achamos que os adultos sobrevivem por duas ou três semanas com o que foi sugado durante a juventude. Depois, morrem, possivelmente após acasalarem”, falou Sikkel.

Cerca de 80% dos organismos dos corais são parasitas. Os gnathiids (família à qual pertence o Gnathia marleyi) são os parasitas mais comuns nos oceanos e são os principais causadores ou transmissores das doenças que atingem os peixes. Além disso, a saúde dos peixes está diretamente ligada à saúde dos corais, conhecidos como “florestas do mar”, devido à alta biodiversidade.

Sikkel e seu time de pesquisadores estão monitorando a relação entre peixes e parasitas para analisar a degradação dos corais.

Velho conhecido — Sikkel descobriu o Ghnathia marleyi há dez anos nas Ilhas Virgens Americanas. Lá a espécie é tão comum que Sikkel achava que alguém já a tinha nomeado e descrito. Movido pela curiosidade, pediu para um dos pesquisadores do seu time investigar qual espécie era aquela e descobriu que ela não havia sido estudada a fundo.

Homenageados — Marley não é o único famoso homenageado por pesquisadores. Um líquen já foi batizado em homenagem a Barack Obama. O comediante Stephen Colbert serviu de inspiração para uma nova espécie de abelha, Elvis Presley deu nome a uma vespa, e Bill Gates, a uma nova mosca de flor.

Peixe infestado por parasitas que receberam nome de 'Gnathia marleyi', em homenagem a Bob Marley

Peixe infestado por parasitas que receberam nome de 'Gnathia marleyi', em homenagem a Bob Marley (Elizabeth Brill)

Fonte: Veja Ciência


14 de junho de 2012 | nenhum comentário »

Cientistas pedem que pelo menos 10% do mar seja protegido

O Brasil está longe de atingir as metas internacionais de proteção ao mar na sua área de exploração costeira.

De acordo com cientistas reunidos nesta quarta-feira no Fórum de Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Sustentável, uma espécie de Rio+20 paralela da ciência, menos de 1% da zona de exploração costeira do Brasil está protegida.

A taxa está distante das metas internacionais estabelecidas há dois anos pelo Protocolo de Nagoya.

O documento define que até 2020 pelo menos 10% da zona de exploração do mar de cada país deve estar protegida.

“O problema é não temos avanços. Recentemente adiamos a ampliação do Parque Nacional Marinho de Abrolhos [entre a Bahia e o Espírito Santo]“, disse o biólogo da USP Carlos Alfredo

Joly, coordenador de um programa de pesquisa sobre a biodiversidade paulista financiado pela Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo).

A expectativa dos cientistas era que o governo sancionasse um projeto que estabelece um mosaico de áreas protegidas marinhas em Abrolhos durante a Rio+20.

Mas o processo obrigatório de consultas públicas com a população nas redondezas de Abrolhos sobre a área de proteção foi esticado e depois suspenso em meados de maio.

MAIS BRANCOS

A principal preocupação dos cientistas são os recifes de corais. O Brasil tem as únicas formações relevantes de recifes de corais do Atlântico Sul e boa parte deles está em Abrolhos.

A acidez causada pelo aquecimento das águas e da atividade humana na região prejudica a alimentação dos corais e os deixa mais vulneráveis (o que é visível, pois eles ficam esbranquiçados).

“Não temos problemas apenas em Abrolhos. Há regiões do sul e do nordeste do país que também precisam de atenção”, disse a engenheira de pesca Ana Paula Prates, da Secretaria de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente.

De acordo com ela, a proteção às florestas costuma ganhar mais atenção e ser mais debatida que a proteção ao mar.

Somando unidades de conservação, parques nacionais e reservas biológicas, 13% do território terrestre do país é intocável (as metas de Nagoya são de 17%).

GESTÃO DE OCEANOS

Prates destacou também a falta de regulamentação sobre a atividade econômica relacionada ao mar.

Hoje, os cientistas estimam que 80% da pesca brasileira seja de espécies super exploradas e estejam em algum risco.

A governança dos oceanos será discutida na cúpula da Rio+20, que reunirá chefes de Estado de 20 a 22 de junho. Mas os cientistas estão pouco otimistas.

“Na Rio-92 havia uma proposta de convenção de oceanos que não avançou”, disse Joly.

Fonte: Folha.com


5 de junho de 2012 | nenhum comentário »

Projeto brasileiro reproduz ambiente marinho em tanque;

Um cercadinho à beira-mar dentro de um parque aquático, rodeado por toboáguas e perto de uma piscina de ondas, pode passar despercebido pelos visitantes. Mas um olhar mais atento revela que ali se faz ciência de ponta.

O chamado Mesocosmo Marinho funciona como uma máquina do tempo, simulando condições do ambiente para ver como a natureza –especialmente os corais– irão reagir às mudanças causadas pelo aquecimento global.

“É um ambiente intermediário entre a natureza e o laboratório. Embora algumas condições dos experimentos possam ser bastante controladas, o material está exposto a praticamente tudo o que acontece no ambiente natural”, explica Clovis Castro, coordenador do programa Coral Vivo e professor do Museu Nacional da UFRJ.

O projeto, patrocinado pela Petrobras, funciona em um espaço cedido pelo Eco Parque, parque aquático em Arraial D’Ajuda (sul da Bahia), que tem uma das maiores diversidades de corais do país.

São 16 tanques de experimento que tentam reproduzir com alta fidelidade a dinâmica de eventos na vida marinha. A água, por exemplo, é captada em uma região com grande presença de corais e transportada por uma tubulação subterrânea.

Além disso, cada tanque tem um sistema que mimetiza as correntes marinhas, fazendo a água correr em várias direções. Os experimentos ficam expostos à chuva e ao sol, como na natureza.

Pelos estudos até agora, as previsões são desanimadoras para os recifes de corais.

Na primeira rodada de experimentos, há cerca de dois meses, os cientistas verificaram o que aconteceria às principais espécies de corais do nosso litoral em quatro cenários de elevação das temperaturas propostos pelo IPCC (painel de mudanças climáticas da ONU).

Foi verificado que, quanto maior o aumento, piores os danos. Com mais de 1ºC, já se nota o branqueamento dos corais, causado pela expulsão das algas que têm com eles uma relação simbiótica. Isso prejudica a alimentação dos corais e os deixa mais vulneráveis. Com mais de 4ºC, os corais chegam a morrer.

“É uma ameaça séria. O Brasil tem as únicas formações relevantes de recifes de corais do Atlântico Sul, e mais da metade das espécies só existe aqui”, avalia Castro.

Felizmente, diz o pesquisador, há indícios de que os corais brasileiros têm grande capacidade de recuperação, se as condições ambientais voltarem à normalidade.

A próxima rodada estudará o impacto da acidificação dos oceanos causada pelas emissões de carbono. A cada novo ciclo de estudos, a equipe do Coral Vivo abre uma espécie de chamada para receber projetos de pesquisa.

“Temos uma margem grande para a adaptação do mesocosmo a vários experimentos. Podemos fazer coisas importantes aqui”, diz Gustavo Duarte, gerente de projetos.

Recifes de corais do projeto Coral Vivo, no sul da Bahia

Recifes de corais do projeto Coral Vivo, no sul da Bahia

Acesse http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/1099954-projeto-brasileiro-reproduz-ambiente-marinho-em-tanque-veja-como.shtml e veja como funciona o projeto.

Fonte: Folha.com


12 de março de 2012 | nenhum comentário »

Corais podem se adaptar a mudanças climáticas, diz estudo

Aquecimento no sudeste asiático em 1998 teria aclimatizado espécies.
Em 2010, durante elevação de temperatura, elas teriam resistido melhor.

A primeira imagem mostra uma inesperada sobrevivência de corais de crescimento rápido na Malásia, durante o aquecimento das águas verificado em 2010. Já a segunda imagem retrata efeitos devastadores do aumento de temperatura nos corais da Indonésia. (Foto: Divulgação / UNSW)

Primeira imagem mostra a sobrevivência de corais na Malásia, durante aquecimento de 2010. Já a segunda retrata efeitos do aumento de temperatura na Indonésia. (Foto: Divulgação / UNSW)

Espécies de corais do sudeste asiático podem ter se adaptado a um aquecimento das águas ocorrido em 1998, segundo pesquisa publicada na sexta-feira (9) no jornal científico “PLoS One”. Elas teriam resistido melhor a uma nova elevação de temperatura verificada em 2010, afirmam os pesquisadores.

“Isto é polêmico porque muitos cientistas acreditam que os corais exauriram suas capacidades de adaptação ao estresse térmico”, afirmou James Guest, pesquisador da Universidade Tecnológica de Nanyang, na Cingapura, em material de divulgação.

Na pesquisa, cientistas analisaram três pontos de corais, sendo um na Indonésia, um na Malásia e outro em Cingapura.

Na Indonésia, o aumento da temperatura do oceano em 2010 teria provocado a morte de 90% das colônias de coral de crescimento rápido. Isto é considerado uma consequência normal do aquecimento no desenvolvimento dos corais e tem levado cientistas a prever que as espécies de crescimento lento terão mais sucesso no futuro.

Mas em Cingapura e na Malásia o aquecimento teve um efeito contrário: corais de crescimento rápido se mantiveram saudáveis e pigmentados. Com base nisto, os pesquisadores avaliaram o histórico térmico destes dois locais e verificaram que eles tiveram uma elevação de temperatura anterior, em 1998. O mesmo não teria ocorrido na Indonésia.

“As populações de coral que calcificaram durante o último grande aquecimento, em 1998, se adaptaram ou se aclimatizaram ao estresse climático”, disse Guest.

No entanto, a descoberta não significa que as ameaças do aquecimento global para os corais diminuíram, alerta o pesquisador. Segundo ele, deve haver um limite para a adaptação térmica. Além disso, uma elevação de temperatura poderia impactar a saúde reprodutiva e o crescimento dos corais.

 

Fonte: Globo Natureza


29 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Pesca descontrolada enfraquece recifes de corais, diz pesquisa

Estudo mostra que diminuição de peixes altera toda a cadeia alimentar.
Cientistas trabalharam na costa do Quênia.

'Diadema setosum', espécie de ouriço do mar (Foto: Jennifer O'Leary/Divulgação)

'Diadema setosum', espécie de ouriço do mar (Foto: Jennifer O'Leary/Divulgação)

Uma pesquisa publicada nesta terça-feira (28) pela revista científica da Sociedade Internacional dos Estudos de Recifes dá um exemplo de como as consequências das ações humanas sobre o meio ambiente podem ser amplas.

O estudo mostra que a pesca afetou não só na população de peixes, mas alterou também outros organismos de ecossistemas na costa do Quênia. Isso acontece devido a um efeito conhecido como cascata trófica: toda a cadeia alimentar é influenciada pela redução do número de predadores.

Com menos peixes, a população de ouriços cresceu e a de algas vermelhas diminuiu nas regiões estudadas, que foram piscinas formadas no mar por barreiras de corais.

As algas vermelhas possuem substâncias químicas que fortalecem os corais. Portanto, se a população de algas vermelhas é ameaçada, a estrutura dos corais também é. Isso é um problema para todo o ecossistema, que é adaptado ao mar calmo e depende dos recifes para barrar as correntes do mar.

 

 

 

 

 

 

Coral coberto por algas vermelhas (Foto: Jennifer O'Leary/Divulgação)

Coral coberto por algas vermelhas (Foto: Jennifer O'Leary/Divulgação)

'Balistapus porites', peixe estudado pela pesquisa no Quênia (Foto: Jennifer O'Leary/Divulgação)

'Balistapus porites', peixe estudado pela pesquisa no Quênia (Foto: Jennifer O'Leary/Divulgação)

Fonte: Globo Natureza


27 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Pepino do mar pode aliviar mudanças climáticas em corais, diz pesquisa

Cientistas da Universidade de Sidney avaliaram acidificação do mar.
Fezes do animal diminuiriam acidez da água.

Pepinos do mar podem ajudar a evitar impactos negativos das mudanças climáticas nos corais (Foto: Divulgação / Universidade de Sidney)

Pepinos do mar podem ajudar a evitar impactos negativos das mudanças climáticas nos corais (Foto: Divulgação / Universidade de Sidney)

O pepino do mar pode ter um importante papel na preservação dos corais em um mundo mais quente, segundo pesquisa da Universidade de Sidney, na Austrália, publicada no “Jornal de Pesquisa Geofísica”. Ao comer areia, o animal diminui a acidificação do mar. Já as mudanças climáticas aumentariam a acidificação, prejudicando os corais.

“Nós descobrimos que o pepino do mar tem um papel fundamental na redução dos efeitos maléficos da acidificação dos oceanos no crescimento dos corais”, diz Maria Byrne, diretora da estação de pesquisa da Universidade de Sidney em One Tree Island, na Grande Barreira de Corais.

Processo digestivo
De acordo com a pesquisa, o pepino do mar come areia e, no processo de digestão, quebra o carbonato de cálcio presente nela. As fezes do animal liberariam a substância na água e elevariam o pH local.

O efeito é contrário ao provocado pela dissolução de CO2 na água, que aumenta de acordo com o crescimento das emissões de carbono no ambiente, aponta o estudo.

“A alcalinidade da água local aumenta. O resultado é maior do que o aumento em carbono inorgânico dissolvido na água no processo de acidificação”, explica Byrne.

Segundo Maria Byrne, não seria preciso aumentar a população de pepinos do mar para conseguir os efeitos benéficos do seu processo de digestão.

No entanto, é preciso garantir a preservação dos animais. Eles são abundantes em corais protegidos, mas enfrentam ameaças da pesca. Para Byrne, é preciso preservar o pepino do mar e estudar os impactos da redução da sua população, principalmente em um cenário de acentuação das mudanças climática.

Fonte: Globo Natureza


31 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Recifes de corais podem desaparecer com oceano mais ácido

Um estudo realizado por cientistas dos Estados Unidos, Austrália e Alemanha aponta que acidificação dos oceanos, fenômeno que reduz o pH das águas devido ao aumento do CO2 atmosférico, poderá reduzir a diversidade e a resiliência (capacidade de recomposição) de recifes de corais ainda neste século.

Os pesquisadores estudaram espécies dos ecossistemas localizados próximos a três infiltrações vulcânicas, que emitem naturalmente CO2 no fundo do mar, na Papua Nova Guiné. Com isso, puderam entender melhor o impacto da acidificação dos oceanos na biodiversidade marinha.

Os cientistas conseguiram detalhar os reflexos de uma exposição prolongada dos recifes de corais a altos níveis de dióxido de carbono e baixo pH no oceano Indo-Pacífico. Isto simularia a projeção de aumento dos níveis de CO2 na atmosfera, que poderá ocorrer até o final deste século e tornaria os oceanos mais ácidos.

“Esses resultados prévios mostram como os recifes ficarão daqui a 100 anos caso a acidificação dos oceanos piore”, afirmou Chris Langdon, um dos principais investigadores do assunto, que é ligado à Escola Rosenstiel de Ciência Marinha e Atmosférica, da Universidade de Miami.

O estudo mostra ainda mudanças na composição das espécies de corais e redução da biodiversidade e recrutamento no recife com a redução do pH de 8,1 para 7,8. A equipe também relata que o desenvolvimento de recifes cessaria a um pH abaixo de 7,7.

O quarto Relatório de Avaliação do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) estima que até o final do século, o pH dos oceanos diminuirá dos atuais 8,1 para 7,8 devido ao aumento das concentrações atmosféricas de CO2.

Infiltrações vulcânicas em Papua Nova Guiné simula emissão de CO2 na atmosfera: recifes de corais podem desaparecer com oceanos mais ácidos (Foto: Katharina Fabricius/Australian Institute of Marine Science)

Infiltrações vulcânicas em Papua Nova Guiné simula emissão de CO2 na atmosfera: recifes de corais podem desaparecer com oceanos mais ácidos (Foto: Katharina Fabricius/Australian Institute of Marine Science)

Fonte: Globo Natureza, em São Paulo.


18 de março de 2011 | nenhum comentário »

Estudo alerta para risco de extinção de 75% dos corais

A combinação entre pesca insustentável, poluição e mudanças climáticas pode levar à extinção 75% dos corais do planeta. O alerta é de um novo estudo, que aponta o risco de destruição de mais de 90% dos recifes até 2030 se nada for feito para conservar essas áreas.

Segundo o relatório Reefs at Risk Revisited, elaborado por instituições ambientalistas internacionais e pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), as áreas mais vulneráveis estão no Sudeste da Ásia, em países como a Indonésia, as Filipinas e a Tanzânia. O Haiti e Granada, no Caribe, também estão entre os dez países com maiores riscos de extinção de corais.

“Com a combinação de ameaças locais, aquecimento e acidificação, os recifes estão cada vez mais suscetíveis a danos causados por tempestades, infestações e doenças. A degradação se reflete na redução de corais vivos e da diversidade de espécies, o aumento de algas e menor abundância de peixes”, lista o documento.

O Brasil também aparece entre as regiões ameaçadas, principalmente a costa dos corais, que abrange o litoral de Alagoas e Pernambuco, e a região de Abrolhos, na Bahia. “Abrolhos tem alguns dos maiores e mais ricos recifes de corais do Atlântico Sul, mas nos últimos 20 anos, o litoral da região tem experimentado aumento do turismo, a urbanização e a agricultura em grande escala, levando a descarga de resíduos sem tratamento e contaminação de recifes da região”.

O diretor do Programa Marinho da Conservação Internacional, Guilherme Dutra, disse que os recifes nacionais mais suscetíveis são os que ficam próximos da costa ou de grandes centros urbanos. No caso brasileiro, uma das principais ameaças aos ecossistemas marinhos está em terra firme: o desmatamento. “Com a derrubada de árvores nas encostas dos rios, os sedimentos chegam ao mar, escurecem e mudam as condições da água e os corais acabam danificados”, explicou.

A pesca predatória também compromete o futuro dos recifes da costa brasileira, segundo Dutra. Em algumas áreas, espécies de peixes que funcionam como reguladoras do ecossistema são retiradas e há uma reação negativa em toda a cadeia. “O budião azul, por exemplo, é um bicho que em um recife não ameaçado representa 30% da biomassa normal, está sumindo do Nordeste. Ele funciona com um controlador, come as algas e impede que elas cresçam e dificultem o desenvolvimento dos corais”.

De acordo com o relatório, 25% dos corais do planeta estão localizados em algum tipo de área de preservação, mas a proteção efetiva só chega a menos de 6% do total. No Brasil, segundo Dutra, apenas 1,4% da zona econômica exclusiva [espaço marítimo sob jurisdição do país] está em unidades de conservação. “Temos que mudar a escala da conservação marinha. É mais do que consenso de que áreas protegidas não são suficientes”, disse o biólogo.

O estudo sugere medidas urgentes para frear a destruição dos corais, como maior controle sobre a pesca, redução do despejo de sedimentos no mar, ações de mitigação de mudanças climáticas e planejamento do desenvolvimento das regiões costeiras. Também lista ações individuais para evitar danos aos recifes durante atividades turísticas.

Fonte: Luana Lourenço/ Agência Brasil


14 de junho de 2010 | nenhum comentário »

Aquecimento global gera ameaça a corais que só existem no Brasil

A elevação na temperatura das águas, provocada pelo aquecimento global, ameaça espécies de corais que só existem no litoral brasileiro. Das 40 espécies de corais encontradas nos recifes do litoral brasileiro, 20 são encontradas apenas no país.

Na sede do Projeto Coral Vivo, em Arraial da Ajuda, Bahia, o fenômeno conhecido como branqueamento aconteceu até com os corais criados nos tanques de pesquisa. Começou em março, depois de dois meses com a água muito mais quente do que a média na maior parte da costa brasileira.

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E foi o maior já registrado no Brasil em uma faixa de 2,5 mil quilômetros, do Rio Grande do Norte até a baía da Ilha Grande, no Rio de Janeiro. Ele acontece porque algumas espécies de corais precisam de microalgas para viver. As algas se instalam na segunda camada da pele do coral. Como todas as plantas, elas fazem fotossíntese, isto é: obtêm energia da luz do sol. O que sobra, doam ao coral em troca de abrigo.

Mas quando a temperatura da água está acima do normal na região, as algas produzem água oxigenada, que é tóxica para o coral. Para se proteger, ele as expulsa. E sem elas o esqueleto branco fica visível.

“Dependendo da intensidade e da duração do fenômeno, eles podem morrer sim, como já aconteceu em muitos oceanos, como no Índico, e no Caribe, onde recifes foram praticamente dizimados depois de eventos de branqueamento”, diz o biólogo Clóvis Barreira e Castro.

O Recife de Fora é um dos mais conservados do Brasil. Na maré baixa, a ponta fica a apenas um metro de profundidade. Estes são os mais estudados do Brasil.

Há sete anos, o Projeto Coral Vivo acompanha a saúde de mais de 30 espécies de corais e de todas as formas de vida que surgem ao redor deles.

O recife foi completamente mapeado, e os cientistas conhecem onde vive cada tipo de coral que cresce nele. O pesquisador Gustavo Duarte leva um equipamento para medir a fotossíntese que ocorre dentro do coral.

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“É um diagnóstico da saúde do coral. Ele é análogo ao ultrassom, no entanto, ele usa a luz. “Temos visto que depois que ocorre o aquecimento, a fotossíntese acaba sendo prejudicada sensivelmente. Acima de 31ºC, a fotossíntese cessa completamente”, explica.

Não é preciso ser especialista para identificar o branqueamento. Colônias inteiras de coral-de-fogo, que provoca queimadura se tocado, agora estão brancas. Em alguns pontos do recife, eles já estão morrendo.

A espécie de coral cérebro só existe no Brasil. E é a que mais sofreu com o branqueamento. Muitas colônias ainda registram um nível pequeno de fotossíntese, o que significa que ainda têm chance de se recuperar. Outra espécie exclusiva do Brasil parece mais resistente. Poucas colônias tem as pontas esbranquiçadas.

Esse estrago foi provocado pelo El Niño, o aquecimento das águas do Pacífico que influencia também a temperatura do Atlântico e tem sido cada vez mais forte.

“A recomendação é que você diminua os estresses extra-mudança climática global sobre as comunidades de corais. Evitar sobrepesca, turismo desordenado, poluição química, poluição de esgotos, recuperar as matas ciliares para diminuir a quantidade de sedimentos que vai para os mares. Com isso, os recifes podem ter uma possibilidade de sobrevivência em um prazo mais longo”, orienta o biólogo Clóvis Barreira e Castro.

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Fonte: G1


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