18 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Tubarão-baleia ‘suga’ rede de pesca e engole pílula que rastreia animais

Projeto ambiental de ONGs quer monitorar espécie ameaçada.
Pesquisadores do Brasil também têm projeto em arquipélago isolado.

Ambientalistas da organização ambiental Conservação Internacional (CI) divulgaram nesta terça-feira (17) imagens feitas em junho de um espécime de tubarão-baleia (Rhincodon typus) sugando pequenos peixes que estavam em uma rede de pesca, em Papua, uma província da Indonésia.

De acordo com os pesquisadores, que disponibilizaram um vídeo no YouTube sobre o fato, esse hábito dos tubarões-baleia, classificado como “único”, facilitou um trabalho de monitoramento realizado por integrantes da CI e do WWF-Indonésia (veja o vídeohttp://www.youtube.com/watch?v=yqGYrlxWcdU&feature=player_embedded).

Juntamente com os peixes, foram colocados pequenos radiotransmissores em formato de pílulas, que, após ingeridos, vão fornecer informações aos ambientalistas sobre o tamanho da população desta espécie na região de Papua e, ao mesmo tempo, sobre o movimento desses indivíduos ao longo dos próximos anos.

Em junho, 30 exemplares foram “marcados”, ou seja, engoliram os transmissores. De acordo com os pesquisadores, a maioria desses tubarões eram do sexo masculino e mediam entre 3 e 8 metros de comprimento.

A espécie costuma viver em mares quentes e pode chegar a medir até 20 metros e pesar 13 toneladas. Identificado em 1828, o tubarão-baleia se alimenta de plâncton, macro-algas, além de invertebrados e pequenos polvos. Segundo a União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN, sigla em inglês), este animal é classificado como vulnerável na natureza.

Pesquisa também é feita no Brasil
Um dos projetos científicos desenvolvidos no arquipélago de São Pedro e São Paulo, localizado a 1.100 km da costa brasileira, é a observação de exemplares desta espécie.

Desde 1998, quando a estação científica no conjunto de ilhas foi inaugurada, estudiosos do Departamento de Pesca e Aquicultura da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) passaram a registrar a presença desses animais, que podem medir entre dois metros e 17 metros, por meio do “Projeto Tubarão-baleia”, conduzido pelos cientistas Fábio Hazim e Bruno Macena.

A partir de 2008, esses animais passaram a ser monitorados com a ajuda de satélites.

Para isso, rastreadores foram implantados em ao menos dez exemplares e vão contribuir no mapeamento da espécie na costa brasileira, além de identificar áreas importantes no ciclo de vida de tubarões-baleia jovens e adultos.

O tubarão-baleia se alimenta principalmente de zooplâncton, mas ovos e larvas de peixes e invertebrados, além de lulas, também fazem parte de sua dieta. Tudo isso é encontrado em abundância nesta região brasileira, afirmam os pesquisadores. Tanto que em São Pedro e São Paulo já foram registrados 150 espécimes desde o ano 2000, dos quais dez foram identificados por fotos.

Entre fevereiro e março deste ano, o G1 esteve na região considerada mais inóspita do país, onde é possível se chegar apenas por navio e que é classificada por cientistas como uma das áreas mais promissoras para a pesquisa, devido à diversidade de espécies e de informações geológicas.

Com uma área de 17 mil m² e apenas 18 metros de altitude, São Pedro e São Paulo é um território guardado pela Marinha do Brasil, que mantém funcionando no local uma estação científica habitada constantemente por pesquisadores de diversas universidades.

Imagem mostra exemplar de tubarão-baleia "sugando" peixes que estão em rede de pesca na costa da província de Papua, na Indonésia. (Foto: Mark Erdmann/Conservation International/AFP)

Imagem mostra exemplar de tubarão-baleia "sugando" peixes que estão em rede de pesca na costa da província de Papua, na Indonésia. (Foto: Mark Erdmann/Conservation International/AFP)

Pesquisador nada com tubarão-baleia nas proximidades de São Pedro e São Paulo (Foto: Divulgação)

Pesquisador nada com tubarão-baleia nas proximidades do arquipélago de São Pedro e São Paulo, na costa brasileira (Foto: Divulgação/Projeto Tubarão-baleia)

Fonte: Globo Natureza


22 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Chevron pode ser responsabilizada em quatro esferas diferentes, diz OAB

Investigações criminal e cível foram abertas contra companhia.
Empresa foi multada pelo Ibama e ANP avalia punições.

Representantes de órgãos públicos e especialistas ouvidos pelo G1 apontam que a companhia norte-americana Chevron pode ser responsabilizada em ao menos quatro diferentes esferas pelo vazamento de óleo que ocorre desde o último dia 8 no Campo de Frade, na Bacia de Campos (RJ).

O problema ocorreu devido a uma falha durante exploração de petróleo. Nesta segunda, o presidente da Chevron disse que a empresa  age de acordo com a lei brasileira e dentro das normas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama).

A Chevron foi autuada na terça-feira (22) com multa de R$ 50 milhões aplicada pelo Ibama. Ela também é alvo de inquérito instaurado pela Polícia Federal e de processo administrativo aberto pela Agência Nacional de Petróleo (ANP). Além disso, o Ministério Público Federal também abriu investigação que pode culminar em uma ação civil pública.

“A lei brasileira prevê que essas esferas ajam de forma independente. No caso da ação de coletividade, não existe um teto máximo para pagamento de prejuízos que podem ser causados a comunidades de pescadores, por exemplo”, diz Flávio Ahmed, presidente da Comissão de Direito Ambiental da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Rio de Janeiro.

Arte Vazamento Chevron Rio (Foto: Arte/G1)

Crime ambiental
O processo cível foi implementado na última sexta-feira (18) pelo procurador da República Eduardo Santos de Oliveira, do MPF de Campos do Goytacazes, cidade que está a 120 km do local onde foi detectado o vazamento.

Segundo a assessoria de imprensa do MPF do Rio de Janeiro, requerimentos foram enviados ao Ibama e à Petrobras e nesta segunda-feira (21) foram emitidos ofícios à Polícia Federal, para informar o andamento dos trabalhos, e à Chevron, para explicar as causas do acidente.

O secretário de Estado do Ambiente do Rio, Carlos Minc, anunciou que ingressará na Justiça com ação civil pública pedindo indenização pelos prejuízos causados à biodiversidade marinha e aos bens costeiros. “Num primeiro olhar pode chegar a R$ 100 milhões”, disse Minc na segunda-feira.

Segundo Ahmed, outras entidades e organizações de defesa do meio ambiente poderão procurar o MP para participar da mesma ação no intuito de reparar eventuais danos causados.

Segundo o representante da OAB, devido à gravidade do acidente é possível que a petrolífera norte-americana seja considerada culpada nas diferentes esferas. “Vivemos em um momento diferente, com um amadurecimento na cultura judicial, um melhor aparelhamento do Judiciário, além de uma maior pressão da sociedade para a causa ambiental”, afirma.

“Provavelmente a empresa será indiciada pela Polícia Federal pelo crime de poluição por resíduos. É uma penalidade que está na lei de crimes ambientais e que pode ser aplicada em pessoas físicas e jurídicas que acarretaram a poluição”, disse.

De acordo com o delegado Fábio Scliar, da Delegacia do Meio Ambiente e Patrimônio Histórico da Polícia Federal (Delemaph-PF), ainda não há previsão para o término da investigação.

“Vamos analisar a documentação que virá de diversos órgãos, inclusive os documentos da Chevron. Nós vamos verificar o Estudo de Impacto Ambiental, o planejamento da perfuração e os relatórios que serão produzidos sobre o acidente”, disse Scliar.

Revisão do pré-sal
A ANP informou nesta segunda-feira que a agência deverá rever prerrogativas da Chevron na exploração do pré-sal. Segundo Haroldo Lima, diretor-geral da ANP, a empresa poderá atingir a camada do pré-sal desde que tenha um projeto específico aprovado pela ANP. Esse projeto já foi apresentado e deverá ser avaliado pela agência em reunião na próxima quarta (23).

Além disso, a ANP decidiu aplicar duas autuações à companhia por infrações que poderão chegar a até R$ 100 milhões em multas. O teto de cada penalidade é de R$ 50 milhões, mas o valor final a ser desembolsado pela petroleira só será definido após a conclusão do processo administrativo.

O presidente da Chevron Brasil, George Buck, afirmou em entrevista coletiva que a empresa está agindo de acordo com a legislação brasileira e dentro das normas do Ibama. A Polícia Federal investiga as denúncias de que a empresa usou a técnica de jateamento de areia para limpar a área onde houve vazamento de óleo.

Ação do governo
O especialista em direito ambiental afirma ainda que o Poder Executivo também puniu a empresa por meio do Ibama, ligado ao Ministério do Meio Ambiente. A ministra Izabella Teixeira anunciou em Brasília nesta tarde que outras multas poderão ser aplicadas à Chevron, além da autuação de R$ 50 milhões.

“O valor da multa é arbitrado na Lei de Crimes Ambientais. Não quer dizer que eu não posso autuar em vários artigos. Pode ter uma [multa] de R$ 50 [milhões], outra de R$ 10 [milhões]. Não posso dizer quantas multas e qual valor. Posso dizer que o Ibama já multou pelo dano, que está caracterizado,” explicou.

Mas para a coordenadora da campanha de clima e energia da organização Greenpeace, Leandra Gonçalves, o teto de multa de R$ 50 mihões é baixo. “Assim, o crime compensa”, diz a ativista. Ela ressalta tratar-se do único vazamento já documentado em alto mar no Brasil.

Fonte: Eduardo Carvalho, Globo Natureza, São Paulo

 






Categorias

Tópicos recentes

Meta

 

setembro 2020
S T Q Q S S D
« mar    
 123456
78910111213
14151617181920
21222324252627
282930  

18 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Tubarão-baleia ‘suga’ rede de pesca e engole pílula que rastreia animais

Projeto ambiental de ONGs quer monitorar espécie ameaçada.
Pesquisadores do Brasil também têm projeto em arquipélago isolado.

Ambientalistas da organização ambiental Conservação Internacional (CI) divulgaram nesta terça-feira (17) imagens feitas em junho de um espécime de tubarão-baleia (Rhincodon typus) sugando pequenos peixes que estavam em uma rede de pesca, em Papua, uma província da Indonésia.

De acordo com os pesquisadores, que disponibilizaram um vídeo no YouTube sobre o fato, esse hábito dos tubarões-baleia, classificado como “único”, facilitou um trabalho de monitoramento realizado por integrantes da CI e do WWF-Indonésia (veja o vídeohttp://www.youtube.com/watch?v=yqGYrlxWcdU&feature=player_embedded).

Juntamente com os peixes, foram colocados pequenos radiotransmissores em formato de pílulas, que, após ingeridos, vão fornecer informações aos ambientalistas sobre o tamanho da população desta espécie na região de Papua e, ao mesmo tempo, sobre o movimento desses indivíduos ao longo dos próximos anos.

Em junho, 30 exemplares foram “marcados”, ou seja, engoliram os transmissores. De acordo com os pesquisadores, a maioria desses tubarões eram do sexo masculino e mediam entre 3 e 8 metros de comprimento.

A espécie costuma viver em mares quentes e pode chegar a medir até 20 metros e pesar 13 toneladas. Identificado em 1828, o tubarão-baleia se alimenta de plâncton, macro-algas, além de invertebrados e pequenos polvos. Segundo a União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN, sigla em inglês), este animal é classificado como vulnerável na natureza.

Pesquisa também é feita no Brasil
Um dos projetos científicos desenvolvidos no arquipélago de São Pedro e São Paulo, localizado a 1.100 km da costa brasileira, é a observação de exemplares desta espécie.

Desde 1998, quando a estação científica no conjunto de ilhas foi inaugurada, estudiosos do Departamento de Pesca e Aquicultura da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) passaram a registrar a presença desses animais, que podem medir entre dois metros e 17 metros, por meio do “Projeto Tubarão-baleia”, conduzido pelos cientistas Fábio Hazim e Bruno Macena.

A partir de 2008, esses animais passaram a ser monitorados com a ajuda de satélites.

Para isso, rastreadores foram implantados em ao menos dez exemplares e vão contribuir no mapeamento da espécie na costa brasileira, além de identificar áreas importantes no ciclo de vida de tubarões-baleia jovens e adultos.

O tubarão-baleia se alimenta principalmente de zooplâncton, mas ovos e larvas de peixes e invertebrados, além de lulas, também fazem parte de sua dieta. Tudo isso é encontrado em abundância nesta região brasileira, afirmam os pesquisadores. Tanto que em São Pedro e São Paulo já foram registrados 150 espécimes desde o ano 2000, dos quais dez foram identificados por fotos.

Entre fevereiro e março deste ano, o G1 esteve na região considerada mais inóspita do país, onde é possível se chegar apenas por navio e que é classificada por cientistas como uma das áreas mais promissoras para a pesquisa, devido à diversidade de espécies e de informações geológicas.

Com uma área de 17 mil m² e apenas 18 metros de altitude, São Pedro e São Paulo é um território guardado pela Marinha do Brasil, que mantém funcionando no local uma estação científica habitada constantemente por pesquisadores de diversas universidades.

Imagem mostra exemplar de tubarão-baleia "sugando" peixes que estão em rede de pesca na costa da província de Papua, na Indonésia. (Foto: Mark Erdmann/Conservation International/AFP)

Imagem mostra exemplar de tubarão-baleia "sugando" peixes que estão em rede de pesca na costa da província de Papua, na Indonésia. (Foto: Mark Erdmann/Conservation International/AFP)

Pesquisador nada com tubarão-baleia nas proximidades de São Pedro e São Paulo (Foto: Divulgação)

Pesquisador nada com tubarão-baleia nas proximidades do arquipélago de São Pedro e São Paulo, na costa brasileira (Foto: Divulgação/Projeto Tubarão-baleia)

Fonte: Globo Natureza


22 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Chevron pode ser responsabilizada em quatro esferas diferentes, diz OAB

Investigações criminal e cível foram abertas contra companhia.
Empresa foi multada pelo Ibama e ANP avalia punições.

Representantes de órgãos públicos e especialistas ouvidos pelo G1 apontam que a companhia norte-americana Chevron pode ser responsabilizada em ao menos quatro diferentes esferas pelo vazamento de óleo que ocorre desde o último dia 8 no Campo de Frade, na Bacia de Campos (RJ).

O problema ocorreu devido a uma falha durante exploração de petróleo. Nesta segunda, o presidente da Chevron disse que a empresa  age de acordo com a lei brasileira e dentro das normas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama).

A Chevron foi autuada na terça-feira (22) com multa de R$ 50 milhões aplicada pelo Ibama. Ela também é alvo de inquérito instaurado pela Polícia Federal e de processo administrativo aberto pela Agência Nacional de Petróleo (ANP). Além disso, o Ministério Público Federal também abriu investigação que pode culminar em uma ação civil pública.

“A lei brasileira prevê que essas esferas ajam de forma independente. No caso da ação de coletividade, não existe um teto máximo para pagamento de prejuízos que podem ser causados a comunidades de pescadores, por exemplo”, diz Flávio Ahmed, presidente da Comissão de Direito Ambiental da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Rio de Janeiro.

Arte Vazamento Chevron Rio (Foto: Arte/G1)

Crime ambiental
O processo cível foi implementado na última sexta-feira (18) pelo procurador da República Eduardo Santos de Oliveira, do MPF de Campos do Goytacazes, cidade que está a 120 km do local onde foi detectado o vazamento.

Segundo a assessoria de imprensa do MPF do Rio de Janeiro, requerimentos foram enviados ao Ibama e à Petrobras e nesta segunda-feira (21) foram emitidos ofícios à Polícia Federal, para informar o andamento dos trabalhos, e à Chevron, para explicar as causas do acidente.

O secretário de Estado do Ambiente do Rio, Carlos Minc, anunciou que ingressará na Justiça com ação civil pública pedindo indenização pelos prejuízos causados à biodiversidade marinha e aos bens costeiros. “Num primeiro olhar pode chegar a R$ 100 milhões”, disse Minc na segunda-feira.

Segundo Ahmed, outras entidades e organizações de defesa do meio ambiente poderão procurar o MP para participar da mesma ação no intuito de reparar eventuais danos causados.

Segundo o representante da OAB, devido à gravidade do acidente é possível que a petrolífera norte-americana seja considerada culpada nas diferentes esferas. “Vivemos em um momento diferente, com um amadurecimento na cultura judicial, um melhor aparelhamento do Judiciário, além de uma maior pressão da sociedade para a causa ambiental”, afirma.

“Provavelmente a empresa será indiciada pela Polícia Federal pelo crime de poluição por resíduos. É uma penalidade que está na lei de crimes ambientais e que pode ser aplicada em pessoas físicas e jurídicas que acarretaram a poluição”, disse.

De acordo com o delegado Fábio Scliar, da Delegacia do Meio Ambiente e Patrimônio Histórico da Polícia Federal (Delemaph-PF), ainda não há previsão para o término da investigação.

“Vamos analisar a documentação que virá de diversos órgãos, inclusive os documentos da Chevron. Nós vamos verificar o Estudo de Impacto Ambiental, o planejamento da perfuração e os relatórios que serão produzidos sobre o acidente”, disse Scliar.

Revisão do pré-sal
A ANP informou nesta segunda-feira que a agência deverá rever prerrogativas da Chevron na exploração do pré-sal. Segundo Haroldo Lima, diretor-geral da ANP, a empresa poderá atingir a camada do pré-sal desde que tenha um projeto específico aprovado pela ANP. Esse projeto já foi apresentado e deverá ser avaliado pela agência em reunião na próxima quarta (23).

Além disso, a ANP decidiu aplicar duas autuações à companhia por infrações que poderão chegar a até R$ 100 milhões em multas. O teto de cada penalidade é de R$ 50 milhões, mas o valor final a ser desembolsado pela petroleira só será definido após a conclusão do processo administrativo.

O presidente da Chevron Brasil, George Buck, afirmou em entrevista coletiva que a empresa está agindo de acordo com a legislação brasileira e dentro das normas do Ibama. A Polícia Federal investiga as denúncias de que a empresa usou a técnica de jateamento de areia para limpar a área onde houve vazamento de óleo.

Ação do governo
O especialista em direito ambiental afirma ainda que o Poder Executivo também puniu a empresa por meio do Ibama, ligado ao Ministério do Meio Ambiente. A ministra Izabella Teixeira anunciou em Brasília nesta tarde que outras multas poderão ser aplicadas à Chevron, além da autuação de R$ 50 milhões.

“O valor da multa é arbitrado na Lei de Crimes Ambientais. Não quer dizer que eu não posso autuar em vários artigos. Pode ter uma [multa] de R$ 50 [milhões], outra de R$ 10 [milhões]. Não posso dizer quantas multas e qual valor. Posso dizer que o Ibama já multou pelo dano, que está caracterizado,” explicou.

Mas para a coordenadora da campanha de clima e energia da organização Greenpeace, Leandra Gonçalves, o teto de multa de R$ 50 mihões é baixo. “Assim, o crime compensa”, diz a ativista. Ela ressalta tratar-se do único vazamento já documentado em alto mar no Brasil.

Fonte: Eduardo Carvalho, Globo Natureza, São Paulo