6 de novembro de 2012 | nenhum comentário »

Habitat quente faz animais aquáticos terem tamanho menor, diz estudo

Cientistas compararam 169 animais de espécies diferentes para pesquisa.
Estudo diz que redução ocorre porque há menos oxigênio no mar que no ar.

Temperaturas mais altas fazem com que animais aquáticos cresçam até um tamanho menor do que o normal quando atingem a fase adulta, segundo estudo conjunto das universidades de Londres e de Liverpool, no Reino Unido, divulgado nesta segunda-feira (5).

Os cientistas compararam o tamanho de 169 animais terrestres, marinhos e de água doce de várias espécies na fase adulta, submetidos a temperaturas diferentes. Os seres aquáticos “encolheram” numa proporção dez vezes maior do que os terrestres de tamanho similar em ambientes muito aquecidos, aponta um dos autores da pesquisa, o cientista Andrew Hirst, da Universidade de Londres. O efeito ocorre principalmente em animais com tamanho próximo ao de insetos e pequenos peixes.

“Enquanto animais aquáticos têm seu tamanho reduzido em 5% para cada grau Celsius de aquecimento, espécies de mesmo tamanho que vivem na terra encolhem, em média, 0,5%”, disse Hirst no estudo. A pesquisa foi publicada nesta segunda-feira (5) no periódico “Proceedings of the National Academy of Sciences” (“PNAS”, na sigla em inglês).

O estudo afirma que a causa mais provável para essa diferença de tamanho entre espécies submetidas a habitats quentes ocorre porque na água a disponibilidade de oxigênio é bem menor do que na atmosfera.

Segundo os cientistas, quando a temperatura sobe no ambiente, a necessidade de oxigênio pelos organismos cresce – e é muito mais difícil para animais aquáticos obtê-lo do que para terrestres, diz a pesquisa.

O crustáceo 'Calanus propinquus', um dos pesquisados pela equipe do cientista Andrew Hirst (Foto: Divulgação/Alfred Wegener Institute for Polar and Marine Research)

O crustáceo 'Calanus propinquus', um dos animais pesquisados pela equipe do cientista Andrew Hirst, da Universidade de Londres (Foto: Divulgação/Alfred Wegener Institute for Polar and Marine Research)

Fonte: Globo Natureza


26 de setembro de 2012 | nenhum comentário »

População de macacos ameaçados de extinção cresce cinco vezes em reserva

Aumento da população de muriquis-do-norte, o maior primata do Brasil, é resultado de 30 anos de trabalho em reserva de Caratinga, em Minas Gerais

Após 30 anos de trabalho na Reserva do Patrimônio Natural Feliciano Miguel Abdala, em Caratinga, Minas Gerais, os números apresentados pela antropóloga Karen Strier, da Universidade de Wisconsin-Madison, mostram uma história bem-sucedida de preservação. No período, a população de macacos muriquis-do-norte que habita a reserva localizada no município mineiro de Caratinga aumentou cinco vezes, de 60 para 300 indivíduos. Os resultados foram divulgados na edição desta semana do periódico científico PLOS ONE.

Como se trata de uma espécie “criticamente em perigo de extinção, cuja população conhecida não passa de 1.000 animais espalhados por uma dúzia de diferentes fragmentos da Mata Atlântica em Minas Gerais e no Espírito Santo, o salto populacional é, numa primeira leitura, animador. “Para um macaco ameaçado de extinção, é muito positivo”, avalia o professor de zoologia da Universidade Federal do Espírito Santo Sérgio Lucena, que há 10 anos acompanha as pesquisas de Karen em Caratinga.

Estudo detalhado — O professor explica, no entanto, que a importância do estudo publicado pela antropóloga em parceria com o ecologista e matemático Anthony Ives naPLOS ONE vai além da surpreendente recuperação de muriquis-do-norte na reserva. O texto de Karen sintetiza três décadas de acompanhamento demográfico dessa espécie em Caratinga, um nível de detalhamento que só existe em outras seis reservas de primatas no mundo. Isso significa, afirma o professor da Federal do Espírito Santo, que a reserva pode se tornar um modelo de estudo sobre o comportamento demográfico de primatas que correm risco de desaparecer. “Esse trabalho apresentou alguns resultados que fogem dos padrões teóricos esperados. Saber se espécies ameaçadas de extinção podem se comportar de forma inesperada é muito importante”, afirma.

Entre as tendências demográficas consideradas fora do padrão, uma das mais interessantes foi o crescimento simultâneo das taxas de fertilidade (a quantidade de filhotes que cada fêmea gera) e mortalidade. Afinal, um maior número de macacos disputando os mesmos recursos em área limitada – a reserva Feliciano Miguel Abdala conta com pouco mais de 900 hectares – tenderia a conter a fertilidade. Aconteceu exatamente o contrário. Por quê?

Uma das teorias levantadas pela antropóloga para justificar o fenômeno é que foi observada, nas últimas décadas, uma mudança de habitat. Não havendo alimentos para o novo contingente populacional no topo das árvores, os macacos passaram a buscar comida também no solo. Isso aumentou a fecundidade das fêmeas, mas teria sido incapaz de conter o aumento da mortalidade porque, no chão, os muriquis são alvos mais fáceis para jaguatiricas e onças pardas, além de estarem sujeitos a mais doenças pela ingestão de frutos podres. A pesquisa calcula que, caso a fertilidade tivesse seguido a “teoria” e retraído, o grupo desses macacos seria hoje de 200 indivíduos em Caratinga.

Onde estão as fêmeas? — Outro comportamento imprevisto constatado foi uma súbita inversão na proporção entre machos e fêmeas. Nos primeiros anos, um terço dos nascimentos era de macacos machos. Hoje, essa razão é de dois terços. “Nos primeiros dez anos, nasceram mais fêmeas do que machos. Isso fez com que a fertilidade global do grupo aumentasse muito”, diz Lucena. Ele afirma que, como se trata de um número reduzido de macacos, essa inversão pode ter ocorrido por acaso, sem qualquer interferência externa.

Com esses dois fatores, a tendência é que a população de muriquis-do-norte agora pare de crescer, podendo até declinar. “Uma população pequena, num desses declínios, pode não conseguir se reestabelecer”, afirma Lucena. Falando ao site da universidade de Winsconsin, Karen sugeriu uma solução. “Sabemos exatamente o que precisa ser feito apara aliviar isso: expandir a área da reserva.”

Saiba mais

MURIQUI-DO-NORTE
O muriqui-do-norte, o maior primata do Brasil, tem como habitat áreas de Mata Atlântica. Ameaçado de extinção, os cerca de mil remanescentes da espécie se concentram nos estados do Espírito Santos e de Minas Gerais. Eles têm hábitos diurnos e se alimentam de folhas, frutos, flores e outras partes vegetais.

Muriqui-do-norte

Muriqui-do-norte: maior primata do Brasil, tem como habitat áreas de Mata Atlântica (Reprodução)

Fonte: Veja Ciência


10 de agosto de 2012 | nenhum comentário »

Conchas e esqueletos de animais marinhos estão ficando mais leves nos polos

Resultado da acidez nos oceanos está afetando crescimento de animais em águas geladas

O processo de acidificação dos oceanos, que ocorre pela dissolução do dióxido de carbono da atmosfera nos mares, está afetando o crescimento de conchas, moluscos e outros organismos marinhos, de acordo com uma pesquisa publicada no periódico Global Change Biology.  

Os pesquisadores do British Antarctic Survey (BAS) e do National Oceanography Centre (NOC), ao lado de colegas da James Austrália Cook e das universidades de Melbourne e de Cingapura, investigaram a variação natural na espessura da casca e tamanho do esqueleto em quatro tipos de criaturas marinhas: moluscos, caracóis do mar, conchas e ouriços do mar. Eles retiraram amostras de 12 ambientes diferentes, dos trópicos às regiões polares. O objetivo era verificar as semelhanças e diferenças entre as espécies, e fazer previsões sobre como estes animais poderiam responder à crescente acidez dos oceanos.

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Ouriço-do-mar está entre os animais marinhos com desenvolvimento afetado devido à acidificação dos oceanos. Divulgação/Sue-Ann Watson

Os resultados sugerem que o aumento da acidez afeta o tamanho e o peso de conchas e esqueletos, e a tendência é generalizada entre as espécies marinhas. Estes animais são uma fonte importante de alimento para predadores como as aves marinhas tropicais, e um ingrediente valioso para a produção de alimentos humanos.

De acordo com os pesquisadores, o esforço exigido por mariscos, caracóis do mar e outros animais para extrair o carbonato de cálcio da água e construir suas conchas e esqueletos varia de lugar para lugar nos oceanos do mundo. Inúmeros fatores, incluindo a temperatura e pressão, interferem no processo. Mas a acidificação dos oceanos está tornando o carbonato de cálcio mais escasso e, assim, os animais estão desenvolvendo esqueletos e conchas mais leves – ou seja, com menos matéria prima.

De acordo com o professor Lloyd Peck, do British Antarctic Survey, este efeito tem sido mais forte em baixas temperaturas. “Os resultados mostraram que as espécies polares têm o esqueleto menor e mais leve. Isso poderá deixa-los em risco nas próximas décadas, já que o ambiente exige que os animais tenham esqueletos fortes, para protegê-los do impacto do gelo flutuante”, falou.

Antarctic brachiopod liothyrella uva

Animais marinhos, como o braquiópode 'liothyrella uva', da Antártida, estão crescendo menos por causa da acidificação dos oceanos (Divulgação/Sue-Ann Watson)

Fonte: Veja Ciência

 


20 de junho de 2012 | nenhum comentário »

O Brasil e a Rio+20, artigo de Izabella Teixeira

Izabella Teixeira é ministra do Meio Ambiente. Artigo publicado no Valor Econômico de ontem (19).

Vinte anos depois da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, chegou o momento de o Brasil novamente assumir papel de liderança mundial, sediando a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. Apesar de todos os avanços realizados desde então, o paradigma do desenvolvimento sustentável não foi adotado por todos. Persistem ainda graves problemas de pobreza e exclusão social em todos os quadrantes do planeta. Essa situação agrava as consequências de políticas de crescimento econômico que visam exclusivamente o aumento da produção de bens e serviços sobre o meio ambiente.

 

A Rio+20 é parte de um ciclo que começou em 1972, em Estocolmo, com a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente Humano. Essas Conferências, convocadas pelas Nações Unidas, servem para repensar o mundo em que vivemos. Nesses momentos podemos reunir diferentes vozes para refletir sobre quem somos, o que queremos e estabelecer juntos compromissos políticos com a sustentabilidade. As diretrizes determinadas nesses encontros influenciam profundamente os rumos do desenvolvimento a longo prazo.

 

Em 1992, havia a expectativa de que se criariam novas condições para o crescimento econômico, em melhor harmonia com o meio ambiente, com base no desenvolvimento sustentável. Precisamos avaliar as realizações e lacunas no cumprimento dos objetivos da Agenda 21 e das convenções de 1992, bem como enfrentar as razões pelas quais não avançamos mais.

 

O debate sobre a conservação do meio ambiente e sobre o crescimento econômico nos últimos 20 anos criou condições para inflexão política em prol do desenvolvimento sustentável, com base nos princípios aprovados em 1992, e tendo em conta novos consensos. Por essa razão, buscamos a convocação pela Assembleia Geral das Nações Unidas da Rio+20.

 

O contexto atual é diferente daquele no qual ocorreu a Rio 92. Aquele era um momento de grande esperança em relação à cooperação internacional. Hoje, o multilateralismo se encontra em outro patamar, desafiado pela crise econômica internacional e pela globalização, com suas vantagens e desvantagens. A configuração política mundial, com a forte presença de países emergentes no cenário internacional, nos apresenta oportunidade para o fortalecimento do multilateralismo. A realidade atual pede arranjos mais dinâmicos, mais eficazes.

 

É nesse cenário que representantes de quase 200 países estão no Brasil, esta semana, para formular consensos sobre os dois principais temas da Conferência: economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza e governança para o desenvolvimento sustentável. Obter tais consensos é fundamental para criar condições de aplicar efetiva e concretamente nossas políticas econômicas, sociais e ambientais, nacionais e internacionais, uma vez que hoje está ainda mais claro que a cooperação internacional é fundamental para superar os obstáculos para alcançar o desenvolvimento sustentável.

 

A economia verde inclusiva poderia ajudar na incorporação, pelos diversos agentes econômicos – governos centrais e locais, empresas, bancos, instituições financeiras, agências de desenvolvimento nacionais e internacionais etc. -, do paradigma do desenvolvimento sustentável em sua plenitude. Vejo a economia verde como um modelo econômico inclusivo, com vigoroso crescimento econômico que promova inclusão social, num cenário de baixa emissão de carbono e de conservação dos recursos naturais. O papel da Rio+20 é reverter a ideia de que desenvolvimento sustentável é um desafio só ambiental. São inseparáveis o crescimento econômico, a inclusão social e o respeito ao meio ambiente.

 

Um dos prováveis resultados da Rio+20 será a definição de Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que levem em consideração as dimensões ambiental, social e econômica do desenvolvimento. Esses Objetivos poderão vir a orientar, a partir de 2015, a elaboração de políticas públicas e privadas, e assim contribuir para dar foco e direção ao desenvolvimento sustentável. Deverão ser elaborados como metas globais, para cumprimento coletivo, por países desenvolvidos e em desenvolvimento.

 

Como anfitriões, esperamos oferecer a hospitalidade necessária para a criação de espaço de diálogos entre os povos, respeitando a diversidade cultural, política e de expectativas. Antecedendo a Rio+20, o Brasil organizou, com o apoio das Nações Unidas, os Diálogos para o Desenvolvimento Sustentável. Essa iniciativa inovadora visa construir uma ponte entre a sociedade civil e os tomadores de decisão, dando oportunidade a todos para contribuir com os esforços globais de consolidação do desenvolvimento sustentável como paradigma para a ação pública e privada.

 

A sustentabilidade não é mais questão de idealismo, mas de pragmatismo. As crises precisam ser resolvidas com mudança do padrão de desenvolvimento, com plena aceitação e gestão correta dos limites ambientais e redução das desigualdades entre nações e pessoas. A ascensão de milhões de brasileiros a condições dignas de vida nos credencia a falar de desenvolvimento sustentável na sua essência: a inclusão, a participação e o interesse público como guia da economia e do uso dos recursos naturais.

 

A mudança nos padrões globais de desenvolvimento é inevitável, pois o crescimento econômico não pode deixar de estar associado ao combate à exclusão social e à gestão sustentável dos recursos naturais. Isto só acontecerá se conseguirmos mobilizar nossos governos, cientistas, movimentos sociais, empresas e cidadãos. A Rio+20 tem esse fim.


13 de junho de 2012 | nenhum comentário »

Ministra critica legislação ambiental

Na abertura do ciclo de debates do MMA na Rio+20, Izabella Teixeira criticou ‘miopia ambiental’ no País e a falta de comunicação entre as esferas governamentais.

Com duras críticas à legislação ambiental brasileira, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, abriu na manhã de ontem (11) o ciclo de debates “Brasil sustentável – o caminho para todos”, que antecede a conferência da ONU Rio+20. Durante o encontro, que reuniu pesquisadores e especialistas no assunto no auditório Tom Jobim, no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, a ministra discutiu a situação das Unidades de Conservação e o futuro das florestas do País. “As leis, da forma como estão estabelecidas atualmente, impedem muitas soluções que resolveriam problemas ambientais. Precisamos de debates concretos que levem a estruturação desse sistema”, declarou.

 

Durante o evento, Izabella Teixeira anunciou ter pedido ao Instituto Chico Mendes um mapa de todas as Unidades de Conservação do País e um levantamento com os problemas que elas enfrentam. A ministra garantiu, sem estipular um prazo específico, que as informações serão colocadas na internet para que a sociedade possa acompanhar a situação das áreas e ajudar a preservá-las. A medida também deve facilitar a regularização fundiária.

 

“Temos parques com mais de 70 anos onde até hoje não indenizamos as pessoas. Em outras Unidades de Conservação, temos assentamentos enormes. É complexo, é complicado, mas temos que fazer, nem que leve 20 anos”, afirmou.

 

Outro alvo de crítica de Izabella foi a falta de comunicação entre as esferas federais, estaduais e os municípios nas ações de preservação do meio ambiente, além da pouca compreensão da sociedade com relação a algumas questões.

 

Apesar das críticas, a ministra fez questão de enumerar alguns avanços obtidos na área ambiental, como a diminuição do desmatamento. Segundo ela, o Brasil também é o único país do mundo a impor limites de proteção ambiental à propriedade privada. “Quando criamos uma área protegida, parece que envernizamos o desenvolvimento do local, e é justamente o oposto. O agricultor vai aumentar a produtividade quando recuperar uma área que ele desmatou no passado. Fomos capazes de evoluir em muitos temas. Em outros, nem tanto.”

 

Crescimento econômico - Em Brasília, a presidente Dilma Rousseff usou seu programa semanal de rádio para reforçar o discurso de que é possível combinar crescimento econômico, inclusão social e preservação ambiental. Dilma disse que “o Brasil tem dado um grande exemplo de respeito ao meio ambiente” e destacou que o País vai defender na Rio+20 que “crescer, incluir e proteger são três eixos com a mesma importância”. Segundo Dilma, o País tem sido citado pela ONU como referência na área ambiental.

 

“O Brasil tem dado um grande exemplo de respeito ao meio ambiente, mas também de capacidade de combinar a proteção da natureza com a redução da pobreza e o crescimento econômico. Na última década, elevamos 40 milhões de brasileiros à classe média, tiramos outras dezenas de milhões da pobreza e, ao mesmo tempo, reduzimos drasticamente o desmatamento da Amazônia e mantivemos o crescimento econômico”, disse a presidente, que amanhã (13) vai inaugurar o Pavilhão Brasil da Rio+20.

 

No “Café com a presidente”, Dilma destacou que, desde 2004, houve uma redução de 77% no índice de desmatamento ilegal no Brasil. Segundo a presidente, no ano passado, foi registrado “o menor desmatamento da História do País”. “O Brasil, que já tem o privilégio de abrigar a maior área de florestas tropicais do mundo, pode se orgulhar também de conseguir protegê-las cada vez mais”, afirmou.

 

A presidente disse ainda que a redução no nível de desmatamento no País se deve à “forte ação do governo na fiscalização”, com punição aos desmatadores, num trabalho combinado do Ibama, das Forças Armadas, da Polícia Federal e dos governos estaduais.

 

Acordo difícil - Em encontro com o prefeito Eduardo Paes no Rio de Janeiro, o secretário-geral da ONU para a Rio+20, Sha Zukang, reconheceu a dificuldade em estabelecer um acordo entre todos os países presentes. Para o diplomata chinês, o mundo retrocedeu, desde a Rio 92, na conservação ambiental, embora seja mais rico do que duas décadas atrás.

 

Zukang, porém, fez suas confissões sem perder o otimismo. O secretário acredita que será possível fechar esta semana os 200 parágrafos ainda em negociação do acordo que as Nações Unidas esperam endossar no fim da Conferência sobre Desenvolvimento Sustentável. Por enquanto, 75% do documento seguem sem definição.

 

Embora diplomatas de diversos blocos de países já estejam debruçados sobre o acordo, as negociações formais ocorrerão apenas de quarta a sexta-feira.

 

A Rio+20 não contará com o presidente americano, Barack Obama nem com os primeiros-ministros do Reino Unido, David Cameron, e da Alemanha, Angela Merkel. Ainda assim, Zukang não considera que os possíveis acertos firmados na próxima semana serão esvaziados. O secretário da ONU evitou comentar a ausência dessas autoridades. “Cada um deles será representado por pessoas de alto nível, capazes de ratificar as decisões. Mas, se eles [Obama, Cameron e Merkel] tiverem algum tempo, ficaremos muito felizes que venham”, declarou.

 

Até agora, 134 chefes de Estado e governo já se inscreveram para discursar durante a conferência. Vinte anos atrás, foram 108. “Nosso trabalho não será mudar os princípios firmados na Rio 92, mas incluir outros. Temos novas preocupações, como direitos humanos e mudanças climáticas”, ressaltou Zukang. “Passaram 20 anos e não vimos progresso em temas como desenvolvimento sustentável e proteção ambiental. Na verdade, retrocedemos. Tudo o que estabelecemos àquela época é tão ou mais válido atualmente”.

 

Todos concordam, segundo o secretário, que atingir o desenvolvimento sustentável é “um trabalho difícil”. Isso porque a expressão, para sair do discurso e virar política pública, dependeria de três pilares: progresso econômico, social e ambiental. Embora o primeiro fator esteja melhor do que duas décadas atrás, os outros seguem questionáveis.

 

“Integrar os três pilares é muito complicado, até porque os países não estão no mesmo nível e cada um tem sua prioridade. O modelo atual de desenvolvimento, com o crescimento populacional, não se sustenta. Por isso acredito que podemos acertar soluções para os principais problemas”, alegou.

 

Com uma sociedade civil cada vez mais engajada na causa ambiental, o secretário chinês considera inevitável que a Rio+20 tenha um final feliz. “A Rio 92 deixou um grande impacto, mas esta provocará um efeito ainda maior na vida das pessoas, em seu futuro e em sua saúde”, assegurou.

Fonte: O Globo


31 de maio de 2012 | nenhum comentário »

Dilma diz que é possível conciliar preservação e desenvolvimento

Ela falou pela 1ª vez em público desde a sanção do novo Código Florestal.
Crescimento que não respeita meio ambiente compromete futuro, disse Dilma.

Presidente Dilma Rousseff durante cerimônia de entrega do Prêmio ODM Brasil nesta quarta-feira (30) (Foto: Roberto Stuckert Filho/Presidência da República)

Presidente Dilma Rousseff durante cerimônia de entrega do Prêmio ODM Brasil nesta quarta-feira (30) (Foto: Roberto Stuckert Filho / Presidência da República)

Ao falar pela primeira vez em público apóssanção do novo Código Florestal, a presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quarta-feira (30) que é possível preservar o meio ambiente e, ao mesmo tempo, desenvolver a produção agrícola.

“Nós [estamos] mostramos que é possível preservar nossas florestas, nossa biodiversidade, é possível preservar nossos rios, é possível preservar nossas riquezas naturais e o país é um dos países com a riqueza ambiental da mais alta qualidade e variação”, disse a presidente. “É possível tudo isso e ao mesmo tempo crescer [...] desenvolver sua produção agrícola, sua produção industrial e seus serviços”, concluiu.

Dilma discursou durante entrega do Prêmio ODM Brasil, em cerimônia no Palácio do Planalto.

O crescimento econômico que não respeita o meio ambiente, disse a presidente, compromete “o presente e o futuro dos países e percebemos que a soma de incluir crescer, proteger e conservar resulta num desenvolvimento qualitativamente melhor e quantitativamente maior”.

Rio+20
Dilma lembrou que falta menos de um mês para a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, que começa em 13 de junho, e que o país deverá dar “passos a frente” sem abrir mão de proteger o meio ambiente.

“Sem abrir mão dos nosso objetivos do desenvolvimento do milênio, temos de dar passos a frente e os nossos passos a frente são a expressão do nosso comprometimento com essa tríade: incluir, crescer, proteger e conservar. Isso significa que nós teremos de criar metas nesse sentido de metas a serem perseguidas e realizadas”, afirmou a presidente.

Prêmio ODM
O Prêmio ODM Brasil – criado em parceria da Secretaria-Geral da Presidência com o Programa Nacional das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) – agraciou 20 organizações sociais e prefeituras que apresentam as melhores práticas para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM).

Segundo assessoria de imprensa do Planalto, essa 4ª edição teve 1.638 práticas inscritas, das quais 51 foram pré-selecionadas e visitadas por um Comitê Técnico integrado por representantes do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e da Escola Nacional de Administração Pública (Enap).

De acordo com o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, os critérios para escolha dos 20 premiados foram “inovação, o que de novo o projeto traz, o fato de poderem ser referências e replicáveis em outras realidades e contarem com forte participação social e a qualidade dos serviços”.

Além dos projetos desenvolvidos pela sociedade civil, foram agraciadas as prefeituras de Alfenas (MG), Contagem (MG), Glaucilândia (MG), Montes Claros (MG), Rio Branco (AC) e Silva Jardim (RJ).

Fonte: G1


19 de abril de 2012 | nenhum comentário »

Estudo decifra como plantas crescem para fugir da sombra

Proteína é responsável por regular o crescimento das plantas na disputa por maior exposição ao sol

As plantas dependem de luz para viver, mas os cientistas não sabiam como funcionava o mecanismo que as faz crescer até os raios do Sol. Um estudo publicado neste domingo na revista Genes and Development, mostrou os mecanismos desencadeados em uma planta quando ela precisa competir por iluminação solar com suas vizinhas.

Plantas que crescem muito próximas uma das outras acabam tendo parte da luz solar bloqueadas por aquelas que estão ao seu redor. Cientistas já sabiam que existia uma relação entre a baixa captação de luz pelas folhas dessas plantas e o crescimento de seu caule em direção ao sol. O que não se sabia até o momento era de que forma a recepção de luz nas folhas estava relacionada com o aumento de auxina, hormônio que estimula a expansão do caule.

O estudo desenvolvido por pesquisadores do Instituto Salk de Estudos Biológicos, nos Estados Unidos, encontrou a peça responsável por relacionar os sensores celulares de luz de uma planta com sua produção de auxina. Trata-se de uma proteína chamada de fator de interação fitocromo 7 (PIF7).

“Nós sabíamos de que a forma as folhas percebiam a luz e que as auxinas comandavam o crescimento, mas não entendíamos o caminho que conectava esses dois sistemas fundamentais”, disse Joanne Chory, professora e diretora do Laboratório de Biologia de Plantas do Instituto Salk.

Em seu estudo, Chory e seus colegas, incluindo Joseph R. Ecker, um professor do Salk, usaram análises bioquímicas e genéticas para identificar a PIF7 como peça molecular chave que relaciona os sensores de luz da planta e sua produção de auxina.

Os pesquisadores mostraram que quando a Arabidopsis thaliana, planta usada neste estudo, é colocada na sombra, as células de suas folhas sofrem mudanças moleculares. O receptor de luz, presente nas folhas, causa mudanças químicas na proteína PIF7, que então ativa os genes produtores de auxina e provocam o crescimento do caule dessas plantas.

“Nós já sabíamos que a auxina é feita nas folhas e que ela viaja até o caule para estimular o crescimento”, diz Chory. “Agora nós sabemos como a sombra estimula as folhas a produzirem auxina. É um caminho extremamente simples para controlar uma função tão importante.”

Quando uma planta permanece na sombra por um período prolongado, ela pode florescer cedo e produzir poucas sementes. Esse comportamento é um último esforço da planta para ajudar seus descendentes a se espalhar em um local mais ensolarado. Na agricultura, esse fenômeno é conhecido como síndrome de fuga da sombra e resulta na perda de produção da safra. Isso acontece quando plantações são distribuídas em corredores muito próximos, fazendo com que uma planta bloqueie a luz da outra.

De acordo com a pesquisadora, as descobertas desse estudo podem trazer novos caminhos para o desenvolvimento de safras de plantas com melhor posicionamento de caules, principalmente em plantações com fileiras muito próximas. Isso tornaria essas plantas menos suscetíveis à síndrome de fuga da sombra.

CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Linking photoreceptor excitation to changes in plant architecture

Onde foi divulgada: revista Genes and Development

Quem fez: Lin Li, Karin Ljung,Ghislain Breton, Robert J. Schmitz, Jose Pruneda-Paz, Chris Cowing-Zitron, Benjamin J. Cole, Lauren J. Ivans, Ullas V. Pedmale, Hou-Sung Jung, Joseph R. Ecker, Steve A. Kay e Joanne Chory

Instituição: Instituto Salk de Estudos Biológicos

Dados de amostragem: plantas Arabidopsisthaliana

Resultado: A proteína fator de interação fitocromo 7 (PIF7) é responsável por relacionar a quantidade de absorção de luz com o aumento do hormônio que regula o crescimento de plantas locais com sombra.

Arabidopsis thaliana

Planta Arabidopsis thaliana, usada no estudo do Instituto Salks (Courtesy of the Salk Institute for Biological Studies)

Fonte: Veja Ciência


18 de abril de 2012 | nenhum comentário »

Brasil e emergentes puxam ascensão da energia eólica, diz relatório

Brasil lidera no Cone Sul e será responsável pelo crescimento na região.
Indústria global vai instalar mais de 46 gigawatts de capacidade neste ano.

A indústria de energia eólica global vai instalar mais de 46 GW (gigawatts) de nova capacidade em 2012, dado que faz parte da previsão de crescimento da indústria eólica mundial para os próximos cinco anos.

Até o final de 2016, a capacidade total de energia eólica mundial será pouco menor do que 500 GW, diante de um mercado anual de cerca de 60 GW previsto para esse período. Os dados foram divulgados nessa semana no relatório anual do Conselho Global de Energia Eólica (GWEC, na sigla em inglês).

De acordo com dados do relatório Global Wind Report 2011, o Brasil vem se estabelecendo como grande mercado internacional, já dominando o latino-americano. Com uma forte base industrial, o país é considerado capaz de abastecer o Cone Sul, e será responsável, em vasta maioria, pelo crescimento regional até 2016.

As instalações totais para o período 2012-2016 devem chegar a 255 GW, com um crescimento cumulativo médio do mercado um pouco abaixo de 16%.

“Para os próximos cinco anos, o crescimento anual do mercado será impulsionado principalmente pela Índia e pelo Brasil, com significativas contribuições de novos mercados na América Latina, África e Ásia”, afirmou Steve Sawyer, secretário-geral GWEC.

“O Brasil está entre as quatro nações do mundo que mais cresce no setor eólico, ficando atrás somente de China, Estados Unidos e Índia. Em 2015 seremos o 10° maior produtor de energia eólica do mundo. Atualmente, nossa capacidade instalada é de 1.471 MW e nosso potencial gira em torno de 300 GW. Temos um futuro promissor e ainda há muito espaço para crescimento”, destaca Lauro Fiúza Junior, vice-presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), empresa que repassou informações para a produção do relatório.

Mercados asiáticos e europeu
A Ásia continuará a ser o maior mercado do mundo com muito mais novas instalações do que qualquer outra região, instalando 118 GW entre agora e 2016, e superando a Europa como o líder mundial em capacidade instalada acumulada em algum momento durante 2013, segundo o relatório.

Depois de quase uma década de um crescimento de dois e três dígitos, o mercado chinês finalmente se estabilizou, e permanecerá nos níveis atuais pelos próximos anos. Pela primeira vez, em 2011, a Índia alcançou um mercado anual de 3 GW e deverá atingir 5 GW até 2015. Já o futuro do sistema de energia do Japão, com a rejeição quase universal da energia nuclear após a tragédia tripla em 11 de Março 2011, dá esperanças para um novo começo para a indústria eólica no País, de acordo com o relatório.

O mercado europeu se mantém estável e, considerando o quadro político e metas da Europa até 2020, é pouco provável que aconteçam grandes surpresas. A Alemanha teve um forte ano em 2011 e a decisão do governo de eliminar progressivamente toda a energia nuclear até 2020 dá à indústria um novo impulso.

Já a Espanha teve um ano ruim, o que deve se repetir em 2012. No entanto, Romênia, Polônia, Turquia e Suécia continuaram a desempenhar seus papéis dentro do cenário de crescimento, segundo o relatório GWEC.

Usinas eólicas instaladas no Rio Grande do Sul (Foto: Divulgação/ABEEólica)

Usinas eólicas instaladas no Rio Grande do Sul (Foto: Divulgação/ABEEólica)

Fonte: Globo Natureza


12 de março de 2012 | nenhum comentário »

Corais podem se adaptar a mudanças climáticas, diz estudo

Aquecimento no sudeste asiático em 1998 teria aclimatizado espécies.
Em 2010, durante elevação de temperatura, elas teriam resistido melhor.

A primeira imagem mostra uma inesperada sobrevivência de corais de crescimento rápido na Malásia, durante o aquecimento das águas verificado em 2010. Já a segunda imagem retrata efeitos devastadores do aumento de temperatura nos corais da Indonésia. (Foto: Divulgação / UNSW)

Primeira imagem mostra a sobrevivência de corais na Malásia, durante aquecimento de 2010. Já a segunda retrata efeitos do aumento de temperatura na Indonésia. (Foto: Divulgação / UNSW)

Espécies de corais do sudeste asiático podem ter se adaptado a um aquecimento das águas ocorrido em 1998, segundo pesquisa publicada na sexta-feira (9) no jornal científico “PLoS One”. Elas teriam resistido melhor a uma nova elevação de temperatura verificada em 2010, afirmam os pesquisadores.

“Isto é polêmico porque muitos cientistas acreditam que os corais exauriram suas capacidades de adaptação ao estresse térmico”, afirmou James Guest, pesquisador da Universidade Tecnológica de Nanyang, na Cingapura, em material de divulgação.

Na pesquisa, cientistas analisaram três pontos de corais, sendo um na Indonésia, um na Malásia e outro em Cingapura.

Na Indonésia, o aumento da temperatura do oceano em 2010 teria provocado a morte de 90% das colônias de coral de crescimento rápido. Isto é considerado uma consequência normal do aquecimento no desenvolvimento dos corais e tem levado cientistas a prever que as espécies de crescimento lento terão mais sucesso no futuro.

Mas em Cingapura e na Malásia o aquecimento teve um efeito contrário: corais de crescimento rápido se mantiveram saudáveis e pigmentados. Com base nisto, os pesquisadores avaliaram o histórico térmico destes dois locais e verificaram que eles tiveram uma elevação de temperatura anterior, em 1998. O mesmo não teria ocorrido na Indonésia.

“As populações de coral que calcificaram durante o último grande aquecimento, em 1998, se adaptaram ou se aclimatizaram ao estresse climático”, disse Guest.

No entanto, a descoberta não significa que as ameaças do aquecimento global para os corais diminuíram, alerta o pesquisador. Segundo ele, deve haver um limite para a adaptação térmica. Além disso, uma elevação de temperatura poderia impactar a saúde reprodutiva e o crescimento dos corais.

 

Fonte: Globo Natureza


10 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Capacidade instalada de energia eólica cresce 21% no mundo em 2011

No Brasil, aumento foi de 62%, com acréscimo de cerca de 600 MW.
China tem capacidade de 62 mil MW, mais de 40 vezes o total brasileiro.

A capacidade de energia eólica instalada no mundo cresceu 21% em 2011, passando de 197.000 para 238.000 MW (equivalente a 17 vezes a potência instalada de Itaipu, igual a 14.000 MW), segundo estatísticas do Conselho Global de Energia Eólica, divulgadas na terça-feira (7). Em relação à última década, o crescimento da capacidade mundial foi de quase sete vezes.

Mais de 40% do aumento total ocorreu na China, cuja capacidade instalada saltou para 62.000 MW. No Brasil, o crescimento foi de 62%, passando de 927 para 1509 MW.

“Apesar do estado da economia global, a energia eólica continua a ser a opção de geração de energia renovável”, falou Steve Sawyer, secretário geral do conselho. Ele afirmou que espera a abertura de novos mercados na África, Ásia e América Latina em 2012.

O segundo maior crescimento na capacidade instalada foi verificado nos Estados Unidos, que chegou a 52.000 MW em 2011. A Índia apareceu em terceiro lugar, atingindo 16.000 MW. Já na Europa, o aumento da capacidade instalada representou 25% do total mundial. Em termos da capacidade final disponível em 2011, o continente ocupa o primeiro lugar no mundo, com 96.000 MW.

Brasil
Segundo o Diretor Executivo da Associação de Energia Eólica (ABEEólica), Pedro Perrelli, o Brasil terá um crescimento ainda mais expressivo nos próximos anos. O país conta com uma carteira de novos projetos já contratados de mais de 7.000 MW para serem entregues até 2016, disse ele.

“O setor eólico no Brasil atraiu importantes investimentos, para tanto foram fundamentais as novas políticas de financiamento do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) mas, ainda assim, se faz cada vez mais importante uma clareza nas regras futuras, de forma a que sejam mantidas a confiança dos investidores e assegurando o forte ritmo de crescimento do setor”, afirmou Perrelli em comunicado da ABEEólica.

No Brasil, a marca de 1 GW (1000 MW) foi alcançada em junho de 2011. A maioria dos parques eólicos nacionais se encontra nas regiões Nordeste e Sul do país. Em 2004, foi lançado pelo governo federal o Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa), entre elas a energia eólica. Além disso, desde 2009, tem sido realizados leilões de energia eólica no país.

Fonte: Globo Natureza, São Paulo


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6 de novembro de 2012 | nenhum comentário »

Habitat quente faz animais aquáticos terem tamanho menor, diz estudo

Cientistas compararam 169 animais de espécies diferentes para pesquisa.
Estudo diz que redução ocorre porque há menos oxigênio no mar que no ar.

Temperaturas mais altas fazem com que animais aquáticos cresçam até um tamanho menor do que o normal quando atingem a fase adulta, segundo estudo conjunto das universidades de Londres e de Liverpool, no Reino Unido, divulgado nesta segunda-feira (5).

Os cientistas compararam o tamanho de 169 animais terrestres, marinhos e de água doce de várias espécies na fase adulta, submetidos a temperaturas diferentes. Os seres aquáticos “encolheram” numa proporção dez vezes maior do que os terrestres de tamanho similar em ambientes muito aquecidos, aponta um dos autores da pesquisa, o cientista Andrew Hirst, da Universidade de Londres. O efeito ocorre principalmente em animais com tamanho próximo ao de insetos e pequenos peixes.

“Enquanto animais aquáticos têm seu tamanho reduzido em 5% para cada grau Celsius de aquecimento, espécies de mesmo tamanho que vivem na terra encolhem, em média, 0,5%”, disse Hirst no estudo. A pesquisa foi publicada nesta segunda-feira (5) no periódico “Proceedings of the National Academy of Sciences” (“PNAS”, na sigla em inglês).

O estudo afirma que a causa mais provável para essa diferença de tamanho entre espécies submetidas a habitats quentes ocorre porque na água a disponibilidade de oxigênio é bem menor do que na atmosfera.

Segundo os cientistas, quando a temperatura sobe no ambiente, a necessidade de oxigênio pelos organismos cresce – e é muito mais difícil para animais aquáticos obtê-lo do que para terrestres, diz a pesquisa.

O crustáceo 'Calanus propinquus', um dos pesquisados pela equipe do cientista Andrew Hirst (Foto: Divulgação/Alfred Wegener Institute for Polar and Marine Research)

O crustáceo 'Calanus propinquus', um dos animais pesquisados pela equipe do cientista Andrew Hirst, da Universidade de Londres (Foto: Divulgação/Alfred Wegener Institute for Polar and Marine Research)

Fonte: Globo Natureza


26 de setembro de 2012 | nenhum comentário »

População de macacos ameaçados de extinção cresce cinco vezes em reserva

Aumento da população de muriquis-do-norte, o maior primata do Brasil, é resultado de 30 anos de trabalho em reserva de Caratinga, em Minas Gerais

Após 30 anos de trabalho na Reserva do Patrimônio Natural Feliciano Miguel Abdala, em Caratinga, Minas Gerais, os números apresentados pela antropóloga Karen Strier, da Universidade de Wisconsin-Madison, mostram uma história bem-sucedida de preservação. No período, a população de macacos muriquis-do-norte que habita a reserva localizada no município mineiro de Caratinga aumentou cinco vezes, de 60 para 300 indivíduos. Os resultados foram divulgados na edição desta semana do periódico científico PLOS ONE.

Como se trata de uma espécie “criticamente em perigo de extinção, cuja população conhecida não passa de 1.000 animais espalhados por uma dúzia de diferentes fragmentos da Mata Atlântica em Minas Gerais e no Espírito Santo, o salto populacional é, numa primeira leitura, animador. “Para um macaco ameaçado de extinção, é muito positivo”, avalia o professor de zoologia da Universidade Federal do Espírito Santo Sérgio Lucena, que há 10 anos acompanha as pesquisas de Karen em Caratinga.

Estudo detalhado — O professor explica, no entanto, que a importância do estudo publicado pela antropóloga em parceria com o ecologista e matemático Anthony Ives naPLOS ONE vai além da surpreendente recuperação de muriquis-do-norte na reserva. O texto de Karen sintetiza três décadas de acompanhamento demográfico dessa espécie em Caratinga, um nível de detalhamento que só existe em outras seis reservas de primatas no mundo. Isso significa, afirma o professor da Federal do Espírito Santo, que a reserva pode se tornar um modelo de estudo sobre o comportamento demográfico de primatas que correm risco de desaparecer. “Esse trabalho apresentou alguns resultados que fogem dos padrões teóricos esperados. Saber se espécies ameaçadas de extinção podem se comportar de forma inesperada é muito importante”, afirma.

Entre as tendências demográficas consideradas fora do padrão, uma das mais interessantes foi o crescimento simultâneo das taxas de fertilidade (a quantidade de filhotes que cada fêmea gera) e mortalidade. Afinal, um maior número de macacos disputando os mesmos recursos em área limitada – a reserva Feliciano Miguel Abdala conta com pouco mais de 900 hectares – tenderia a conter a fertilidade. Aconteceu exatamente o contrário. Por quê?

Uma das teorias levantadas pela antropóloga para justificar o fenômeno é que foi observada, nas últimas décadas, uma mudança de habitat. Não havendo alimentos para o novo contingente populacional no topo das árvores, os macacos passaram a buscar comida também no solo. Isso aumentou a fecundidade das fêmeas, mas teria sido incapaz de conter o aumento da mortalidade porque, no chão, os muriquis são alvos mais fáceis para jaguatiricas e onças pardas, além de estarem sujeitos a mais doenças pela ingestão de frutos podres. A pesquisa calcula que, caso a fertilidade tivesse seguido a “teoria” e retraído, o grupo desses macacos seria hoje de 200 indivíduos em Caratinga.

Onde estão as fêmeas? — Outro comportamento imprevisto constatado foi uma súbita inversão na proporção entre machos e fêmeas. Nos primeiros anos, um terço dos nascimentos era de macacos machos. Hoje, essa razão é de dois terços. “Nos primeiros dez anos, nasceram mais fêmeas do que machos. Isso fez com que a fertilidade global do grupo aumentasse muito”, diz Lucena. Ele afirma que, como se trata de um número reduzido de macacos, essa inversão pode ter ocorrido por acaso, sem qualquer interferência externa.

Com esses dois fatores, a tendência é que a população de muriquis-do-norte agora pare de crescer, podendo até declinar. “Uma população pequena, num desses declínios, pode não conseguir se reestabelecer”, afirma Lucena. Falando ao site da universidade de Winsconsin, Karen sugeriu uma solução. “Sabemos exatamente o que precisa ser feito apara aliviar isso: expandir a área da reserva.”

Saiba mais

MURIQUI-DO-NORTE
O muriqui-do-norte, o maior primata do Brasil, tem como habitat áreas de Mata Atlântica. Ameaçado de extinção, os cerca de mil remanescentes da espécie se concentram nos estados do Espírito Santos e de Minas Gerais. Eles têm hábitos diurnos e se alimentam de folhas, frutos, flores e outras partes vegetais.

Muriqui-do-norte

Muriqui-do-norte: maior primata do Brasil, tem como habitat áreas de Mata Atlântica (Reprodução)

Fonte: Veja Ciência


10 de agosto de 2012 | nenhum comentário »

Conchas e esqueletos de animais marinhos estão ficando mais leves nos polos

Resultado da acidez nos oceanos está afetando crescimento de animais em águas geladas

O processo de acidificação dos oceanos, que ocorre pela dissolução do dióxido de carbono da atmosfera nos mares, está afetando o crescimento de conchas, moluscos e outros organismos marinhos, de acordo com uma pesquisa publicada no periódico Global Change Biology.  

Os pesquisadores do British Antarctic Survey (BAS) e do National Oceanography Centre (NOC), ao lado de colegas da James Austrália Cook e das universidades de Melbourne e de Cingapura, investigaram a variação natural na espessura da casca e tamanho do esqueleto em quatro tipos de criaturas marinhas: moluscos, caracóis do mar, conchas e ouriços do mar. Eles retiraram amostras de 12 ambientes diferentes, dos trópicos às regiões polares. O objetivo era verificar as semelhanças e diferenças entre as espécies, e fazer previsões sobre como estes animais poderiam responder à crescente acidez dos oceanos.

ouriço

Ouriço-do-mar está entre os animais marinhos com desenvolvimento afetado devido à acidificação dos oceanos. Divulgação/Sue-Ann Watson

Os resultados sugerem que o aumento da acidez afeta o tamanho e o peso de conchas e esqueletos, e a tendência é generalizada entre as espécies marinhas. Estes animais são uma fonte importante de alimento para predadores como as aves marinhas tropicais, e um ingrediente valioso para a produção de alimentos humanos.

De acordo com os pesquisadores, o esforço exigido por mariscos, caracóis do mar e outros animais para extrair o carbonato de cálcio da água e construir suas conchas e esqueletos varia de lugar para lugar nos oceanos do mundo. Inúmeros fatores, incluindo a temperatura e pressão, interferem no processo. Mas a acidificação dos oceanos está tornando o carbonato de cálcio mais escasso e, assim, os animais estão desenvolvendo esqueletos e conchas mais leves – ou seja, com menos matéria prima.

De acordo com o professor Lloyd Peck, do British Antarctic Survey, este efeito tem sido mais forte em baixas temperaturas. “Os resultados mostraram que as espécies polares têm o esqueleto menor e mais leve. Isso poderá deixa-los em risco nas próximas décadas, já que o ambiente exige que os animais tenham esqueletos fortes, para protegê-los do impacto do gelo flutuante”, falou.

Antarctic brachiopod liothyrella uva

Animais marinhos, como o braquiópode 'liothyrella uva', da Antártida, estão crescendo menos por causa da acidificação dos oceanos (Divulgação/Sue-Ann Watson)

Fonte: Veja Ciência

 


20 de junho de 2012 | nenhum comentário »

O Brasil e a Rio+20, artigo de Izabella Teixeira

Izabella Teixeira é ministra do Meio Ambiente. Artigo publicado no Valor Econômico de ontem (19).

Vinte anos depois da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, chegou o momento de o Brasil novamente assumir papel de liderança mundial, sediando a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. Apesar de todos os avanços realizados desde então, o paradigma do desenvolvimento sustentável não foi adotado por todos. Persistem ainda graves problemas de pobreza e exclusão social em todos os quadrantes do planeta. Essa situação agrava as consequências de políticas de crescimento econômico que visam exclusivamente o aumento da produção de bens e serviços sobre o meio ambiente.

 

A Rio+20 é parte de um ciclo que começou em 1972, em Estocolmo, com a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente Humano. Essas Conferências, convocadas pelas Nações Unidas, servem para repensar o mundo em que vivemos. Nesses momentos podemos reunir diferentes vozes para refletir sobre quem somos, o que queremos e estabelecer juntos compromissos políticos com a sustentabilidade. As diretrizes determinadas nesses encontros influenciam profundamente os rumos do desenvolvimento a longo prazo.

 

Em 1992, havia a expectativa de que se criariam novas condições para o crescimento econômico, em melhor harmonia com o meio ambiente, com base no desenvolvimento sustentável. Precisamos avaliar as realizações e lacunas no cumprimento dos objetivos da Agenda 21 e das convenções de 1992, bem como enfrentar as razões pelas quais não avançamos mais.

 

O debate sobre a conservação do meio ambiente e sobre o crescimento econômico nos últimos 20 anos criou condições para inflexão política em prol do desenvolvimento sustentável, com base nos princípios aprovados em 1992, e tendo em conta novos consensos. Por essa razão, buscamos a convocação pela Assembleia Geral das Nações Unidas da Rio+20.

 

O contexto atual é diferente daquele no qual ocorreu a Rio 92. Aquele era um momento de grande esperança em relação à cooperação internacional. Hoje, o multilateralismo se encontra em outro patamar, desafiado pela crise econômica internacional e pela globalização, com suas vantagens e desvantagens. A configuração política mundial, com a forte presença de países emergentes no cenário internacional, nos apresenta oportunidade para o fortalecimento do multilateralismo. A realidade atual pede arranjos mais dinâmicos, mais eficazes.

 

É nesse cenário que representantes de quase 200 países estão no Brasil, esta semana, para formular consensos sobre os dois principais temas da Conferência: economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza e governança para o desenvolvimento sustentável. Obter tais consensos é fundamental para criar condições de aplicar efetiva e concretamente nossas políticas econômicas, sociais e ambientais, nacionais e internacionais, uma vez que hoje está ainda mais claro que a cooperação internacional é fundamental para superar os obstáculos para alcançar o desenvolvimento sustentável.

 

A economia verde inclusiva poderia ajudar na incorporação, pelos diversos agentes econômicos – governos centrais e locais, empresas, bancos, instituições financeiras, agências de desenvolvimento nacionais e internacionais etc. -, do paradigma do desenvolvimento sustentável em sua plenitude. Vejo a economia verde como um modelo econômico inclusivo, com vigoroso crescimento econômico que promova inclusão social, num cenário de baixa emissão de carbono e de conservação dos recursos naturais. O papel da Rio+20 é reverter a ideia de que desenvolvimento sustentável é um desafio só ambiental. São inseparáveis o crescimento econômico, a inclusão social e o respeito ao meio ambiente.

 

Um dos prováveis resultados da Rio+20 será a definição de Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que levem em consideração as dimensões ambiental, social e econômica do desenvolvimento. Esses Objetivos poderão vir a orientar, a partir de 2015, a elaboração de políticas públicas e privadas, e assim contribuir para dar foco e direção ao desenvolvimento sustentável. Deverão ser elaborados como metas globais, para cumprimento coletivo, por países desenvolvidos e em desenvolvimento.

 

Como anfitriões, esperamos oferecer a hospitalidade necessária para a criação de espaço de diálogos entre os povos, respeitando a diversidade cultural, política e de expectativas. Antecedendo a Rio+20, o Brasil organizou, com o apoio das Nações Unidas, os Diálogos para o Desenvolvimento Sustentável. Essa iniciativa inovadora visa construir uma ponte entre a sociedade civil e os tomadores de decisão, dando oportunidade a todos para contribuir com os esforços globais de consolidação do desenvolvimento sustentável como paradigma para a ação pública e privada.

 

A sustentabilidade não é mais questão de idealismo, mas de pragmatismo. As crises precisam ser resolvidas com mudança do padrão de desenvolvimento, com plena aceitação e gestão correta dos limites ambientais e redução das desigualdades entre nações e pessoas. A ascensão de milhões de brasileiros a condições dignas de vida nos credencia a falar de desenvolvimento sustentável na sua essência: a inclusão, a participação e o interesse público como guia da economia e do uso dos recursos naturais.

 

A mudança nos padrões globais de desenvolvimento é inevitável, pois o crescimento econômico não pode deixar de estar associado ao combate à exclusão social e à gestão sustentável dos recursos naturais. Isto só acontecerá se conseguirmos mobilizar nossos governos, cientistas, movimentos sociais, empresas e cidadãos. A Rio+20 tem esse fim.


13 de junho de 2012 | nenhum comentário »

Ministra critica legislação ambiental

Na abertura do ciclo de debates do MMA na Rio+20, Izabella Teixeira criticou ‘miopia ambiental’ no País e a falta de comunicação entre as esferas governamentais.

Com duras críticas à legislação ambiental brasileira, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, abriu na manhã de ontem (11) o ciclo de debates “Brasil sustentável – o caminho para todos”, que antecede a conferência da ONU Rio+20. Durante o encontro, que reuniu pesquisadores e especialistas no assunto no auditório Tom Jobim, no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, a ministra discutiu a situação das Unidades de Conservação e o futuro das florestas do País. “As leis, da forma como estão estabelecidas atualmente, impedem muitas soluções que resolveriam problemas ambientais. Precisamos de debates concretos que levem a estruturação desse sistema”, declarou.

 

Durante o evento, Izabella Teixeira anunciou ter pedido ao Instituto Chico Mendes um mapa de todas as Unidades de Conservação do País e um levantamento com os problemas que elas enfrentam. A ministra garantiu, sem estipular um prazo específico, que as informações serão colocadas na internet para que a sociedade possa acompanhar a situação das áreas e ajudar a preservá-las. A medida também deve facilitar a regularização fundiária.

 

“Temos parques com mais de 70 anos onde até hoje não indenizamos as pessoas. Em outras Unidades de Conservação, temos assentamentos enormes. É complexo, é complicado, mas temos que fazer, nem que leve 20 anos”, afirmou.

 

Outro alvo de crítica de Izabella foi a falta de comunicação entre as esferas federais, estaduais e os municípios nas ações de preservação do meio ambiente, além da pouca compreensão da sociedade com relação a algumas questões.

 

Apesar das críticas, a ministra fez questão de enumerar alguns avanços obtidos na área ambiental, como a diminuição do desmatamento. Segundo ela, o Brasil também é o único país do mundo a impor limites de proteção ambiental à propriedade privada. “Quando criamos uma área protegida, parece que envernizamos o desenvolvimento do local, e é justamente o oposto. O agricultor vai aumentar a produtividade quando recuperar uma área que ele desmatou no passado. Fomos capazes de evoluir em muitos temas. Em outros, nem tanto.”

 

Crescimento econômico - Em Brasília, a presidente Dilma Rousseff usou seu programa semanal de rádio para reforçar o discurso de que é possível combinar crescimento econômico, inclusão social e preservação ambiental. Dilma disse que “o Brasil tem dado um grande exemplo de respeito ao meio ambiente” e destacou que o País vai defender na Rio+20 que “crescer, incluir e proteger são três eixos com a mesma importância”. Segundo Dilma, o País tem sido citado pela ONU como referência na área ambiental.

 

“O Brasil tem dado um grande exemplo de respeito ao meio ambiente, mas também de capacidade de combinar a proteção da natureza com a redução da pobreza e o crescimento econômico. Na última década, elevamos 40 milhões de brasileiros à classe média, tiramos outras dezenas de milhões da pobreza e, ao mesmo tempo, reduzimos drasticamente o desmatamento da Amazônia e mantivemos o crescimento econômico”, disse a presidente, que amanhã (13) vai inaugurar o Pavilhão Brasil da Rio+20.

 

No “Café com a presidente”, Dilma destacou que, desde 2004, houve uma redução de 77% no índice de desmatamento ilegal no Brasil. Segundo a presidente, no ano passado, foi registrado “o menor desmatamento da História do País”. “O Brasil, que já tem o privilégio de abrigar a maior área de florestas tropicais do mundo, pode se orgulhar também de conseguir protegê-las cada vez mais”, afirmou.

 

A presidente disse ainda que a redução no nível de desmatamento no País se deve à “forte ação do governo na fiscalização”, com punição aos desmatadores, num trabalho combinado do Ibama, das Forças Armadas, da Polícia Federal e dos governos estaduais.

 

Acordo difícil - Em encontro com o prefeito Eduardo Paes no Rio de Janeiro, o secretário-geral da ONU para a Rio+20, Sha Zukang, reconheceu a dificuldade em estabelecer um acordo entre todos os países presentes. Para o diplomata chinês, o mundo retrocedeu, desde a Rio 92, na conservação ambiental, embora seja mais rico do que duas décadas atrás.

 

Zukang, porém, fez suas confissões sem perder o otimismo. O secretário acredita que será possível fechar esta semana os 200 parágrafos ainda em negociação do acordo que as Nações Unidas esperam endossar no fim da Conferência sobre Desenvolvimento Sustentável. Por enquanto, 75% do documento seguem sem definição.

 

Embora diplomatas de diversos blocos de países já estejam debruçados sobre o acordo, as negociações formais ocorrerão apenas de quarta a sexta-feira.

 

A Rio+20 não contará com o presidente americano, Barack Obama nem com os primeiros-ministros do Reino Unido, David Cameron, e da Alemanha, Angela Merkel. Ainda assim, Zukang não considera que os possíveis acertos firmados na próxima semana serão esvaziados. O secretário da ONU evitou comentar a ausência dessas autoridades. “Cada um deles será representado por pessoas de alto nível, capazes de ratificar as decisões. Mas, se eles [Obama, Cameron e Merkel] tiverem algum tempo, ficaremos muito felizes que venham”, declarou.

 

Até agora, 134 chefes de Estado e governo já se inscreveram para discursar durante a conferência. Vinte anos atrás, foram 108. “Nosso trabalho não será mudar os princípios firmados na Rio 92, mas incluir outros. Temos novas preocupações, como direitos humanos e mudanças climáticas”, ressaltou Zukang. “Passaram 20 anos e não vimos progresso em temas como desenvolvimento sustentável e proteção ambiental. Na verdade, retrocedemos. Tudo o que estabelecemos àquela época é tão ou mais válido atualmente”.

 

Todos concordam, segundo o secretário, que atingir o desenvolvimento sustentável é “um trabalho difícil”. Isso porque a expressão, para sair do discurso e virar política pública, dependeria de três pilares: progresso econômico, social e ambiental. Embora o primeiro fator esteja melhor do que duas décadas atrás, os outros seguem questionáveis.

 

“Integrar os três pilares é muito complicado, até porque os países não estão no mesmo nível e cada um tem sua prioridade. O modelo atual de desenvolvimento, com o crescimento populacional, não se sustenta. Por isso acredito que podemos acertar soluções para os principais problemas”, alegou.

 

Com uma sociedade civil cada vez mais engajada na causa ambiental, o secretário chinês considera inevitável que a Rio+20 tenha um final feliz. “A Rio 92 deixou um grande impacto, mas esta provocará um efeito ainda maior na vida das pessoas, em seu futuro e em sua saúde”, assegurou.

Fonte: O Globo


31 de maio de 2012 | nenhum comentário »

Dilma diz que é possível conciliar preservação e desenvolvimento

Ela falou pela 1ª vez em público desde a sanção do novo Código Florestal.
Crescimento que não respeita meio ambiente compromete futuro, disse Dilma.

Presidente Dilma Rousseff durante cerimônia de entrega do Prêmio ODM Brasil nesta quarta-feira (30) (Foto: Roberto Stuckert Filho/Presidência da República)

Presidente Dilma Rousseff durante cerimônia de entrega do Prêmio ODM Brasil nesta quarta-feira (30) (Foto: Roberto Stuckert Filho / Presidência da República)

Ao falar pela primeira vez em público apóssanção do novo Código Florestal, a presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quarta-feira (30) que é possível preservar o meio ambiente e, ao mesmo tempo, desenvolver a produção agrícola.

“Nós [estamos] mostramos que é possível preservar nossas florestas, nossa biodiversidade, é possível preservar nossos rios, é possível preservar nossas riquezas naturais e o país é um dos países com a riqueza ambiental da mais alta qualidade e variação”, disse a presidente. “É possível tudo isso e ao mesmo tempo crescer [...] desenvolver sua produção agrícola, sua produção industrial e seus serviços”, concluiu.

Dilma discursou durante entrega do Prêmio ODM Brasil, em cerimônia no Palácio do Planalto.

O crescimento econômico que não respeita o meio ambiente, disse a presidente, compromete “o presente e o futuro dos países e percebemos que a soma de incluir crescer, proteger e conservar resulta num desenvolvimento qualitativamente melhor e quantitativamente maior”.

Rio+20
Dilma lembrou que falta menos de um mês para a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, que começa em 13 de junho, e que o país deverá dar “passos a frente” sem abrir mão de proteger o meio ambiente.

“Sem abrir mão dos nosso objetivos do desenvolvimento do milênio, temos de dar passos a frente e os nossos passos a frente são a expressão do nosso comprometimento com essa tríade: incluir, crescer, proteger e conservar. Isso significa que nós teremos de criar metas nesse sentido de metas a serem perseguidas e realizadas”, afirmou a presidente.

Prêmio ODM
O Prêmio ODM Brasil – criado em parceria da Secretaria-Geral da Presidência com o Programa Nacional das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) – agraciou 20 organizações sociais e prefeituras que apresentam as melhores práticas para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM).

Segundo assessoria de imprensa do Planalto, essa 4ª edição teve 1.638 práticas inscritas, das quais 51 foram pré-selecionadas e visitadas por um Comitê Técnico integrado por representantes do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e da Escola Nacional de Administração Pública (Enap).

De acordo com o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, os critérios para escolha dos 20 premiados foram “inovação, o que de novo o projeto traz, o fato de poderem ser referências e replicáveis em outras realidades e contarem com forte participação social e a qualidade dos serviços”.

Além dos projetos desenvolvidos pela sociedade civil, foram agraciadas as prefeituras de Alfenas (MG), Contagem (MG), Glaucilândia (MG), Montes Claros (MG), Rio Branco (AC) e Silva Jardim (RJ).

Fonte: G1


19 de abril de 2012 | nenhum comentário »

Estudo decifra como plantas crescem para fugir da sombra

Proteína é responsável por regular o crescimento das plantas na disputa por maior exposição ao sol

As plantas dependem de luz para viver, mas os cientistas não sabiam como funcionava o mecanismo que as faz crescer até os raios do Sol. Um estudo publicado neste domingo na revista Genes and Development, mostrou os mecanismos desencadeados em uma planta quando ela precisa competir por iluminação solar com suas vizinhas.

Plantas que crescem muito próximas uma das outras acabam tendo parte da luz solar bloqueadas por aquelas que estão ao seu redor. Cientistas já sabiam que existia uma relação entre a baixa captação de luz pelas folhas dessas plantas e o crescimento de seu caule em direção ao sol. O que não se sabia até o momento era de que forma a recepção de luz nas folhas estava relacionada com o aumento de auxina, hormônio que estimula a expansão do caule.

O estudo desenvolvido por pesquisadores do Instituto Salk de Estudos Biológicos, nos Estados Unidos, encontrou a peça responsável por relacionar os sensores celulares de luz de uma planta com sua produção de auxina. Trata-se de uma proteína chamada de fator de interação fitocromo 7 (PIF7).

“Nós sabíamos de que a forma as folhas percebiam a luz e que as auxinas comandavam o crescimento, mas não entendíamos o caminho que conectava esses dois sistemas fundamentais”, disse Joanne Chory, professora e diretora do Laboratório de Biologia de Plantas do Instituto Salk.

Em seu estudo, Chory e seus colegas, incluindo Joseph R. Ecker, um professor do Salk, usaram análises bioquímicas e genéticas para identificar a PIF7 como peça molecular chave que relaciona os sensores de luz da planta e sua produção de auxina.

Os pesquisadores mostraram que quando a Arabidopsis thaliana, planta usada neste estudo, é colocada na sombra, as células de suas folhas sofrem mudanças moleculares. O receptor de luz, presente nas folhas, causa mudanças químicas na proteína PIF7, que então ativa os genes produtores de auxina e provocam o crescimento do caule dessas plantas.

“Nós já sabíamos que a auxina é feita nas folhas e que ela viaja até o caule para estimular o crescimento”, diz Chory. “Agora nós sabemos como a sombra estimula as folhas a produzirem auxina. É um caminho extremamente simples para controlar uma função tão importante.”

Quando uma planta permanece na sombra por um período prolongado, ela pode florescer cedo e produzir poucas sementes. Esse comportamento é um último esforço da planta para ajudar seus descendentes a se espalhar em um local mais ensolarado. Na agricultura, esse fenômeno é conhecido como síndrome de fuga da sombra e resulta na perda de produção da safra. Isso acontece quando plantações são distribuídas em corredores muito próximos, fazendo com que uma planta bloqueie a luz da outra.

De acordo com a pesquisadora, as descobertas desse estudo podem trazer novos caminhos para o desenvolvimento de safras de plantas com melhor posicionamento de caules, principalmente em plantações com fileiras muito próximas. Isso tornaria essas plantas menos suscetíveis à síndrome de fuga da sombra.

CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Linking photoreceptor excitation to changes in plant architecture

Onde foi divulgada: revista Genes and Development

Quem fez: Lin Li, Karin Ljung,Ghislain Breton, Robert J. Schmitz, Jose Pruneda-Paz, Chris Cowing-Zitron, Benjamin J. Cole, Lauren J. Ivans, Ullas V. Pedmale, Hou-Sung Jung, Joseph R. Ecker, Steve A. Kay e Joanne Chory

Instituição: Instituto Salk de Estudos Biológicos

Dados de amostragem: plantas Arabidopsisthaliana

Resultado: A proteína fator de interação fitocromo 7 (PIF7) é responsável por relacionar a quantidade de absorção de luz com o aumento do hormônio que regula o crescimento de plantas locais com sombra.

Arabidopsis thaliana

Planta Arabidopsis thaliana, usada no estudo do Instituto Salks (Courtesy of the Salk Institute for Biological Studies)

Fonte: Veja Ciência


18 de abril de 2012 | nenhum comentário »

Brasil e emergentes puxam ascensão da energia eólica, diz relatório

Brasil lidera no Cone Sul e será responsável pelo crescimento na região.
Indústria global vai instalar mais de 46 gigawatts de capacidade neste ano.

A indústria de energia eólica global vai instalar mais de 46 GW (gigawatts) de nova capacidade em 2012, dado que faz parte da previsão de crescimento da indústria eólica mundial para os próximos cinco anos.

Até o final de 2016, a capacidade total de energia eólica mundial será pouco menor do que 500 GW, diante de um mercado anual de cerca de 60 GW previsto para esse período. Os dados foram divulgados nessa semana no relatório anual do Conselho Global de Energia Eólica (GWEC, na sigla em inglês).

De acordo com dados do relatório Global Wind Report 2011, o Brasil vem se estabelecendo como grande mercado internacional, já dominando o latino-americano. Com uma forte base industrial, o país é considerado capaz de abastecer o Cone Sul, e será responsável, em vasta maioria, pelo crescimento regional até 2016.

As instalações totais para o período 2012-2016 devem chegar a 255 GW, com um crescimento cumulativo médio do mercado um pouco abaixo de 16%.

“Para os próximos cinco anos, o crescimento anual do mercado será impulsionado principalmente pela Índia e pelo Brasil, com significativas contribuições de novos mercados na América Latina, África e Ásia”, afirmou Steve Sawyer, secretário-geral GWEC.

“O Brasil está entre as quatro nações do mundo que mais cresce no setor eólico, ficando atrás somente de China, Estados Unidos e Índia. Em 2015 seremos o 10° maior produtor de energia eólica do mundo. Atualmente, nossa capacidade instalada é de 1.471 MW e nosso potencial gira em torno de 300 GW. Temos um futuro promissor e ainda há muito espaço para crescimento”, destaca Lauro Fiúza Junior, vice-presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), empresa que repassou informações para a produção do relatório.

Mercados asiáticos e europeu
A Ásia continuará a ser o maior mercado do mundo com muito mais novas instalações do que qualquer outra região, instalando 118 GW entre agora e 2016, e superando a Europa como o líder mundial em capacidade instalada acumulada em algum momento durante 2013, segundo o relatório.

Depois de quase uma década de um crescimento de dois e três dígitos, o mercado chinês finalmente se estabilizou, e permanecerá nos níveis atuais pelos próximos anos. Pela primeira vez, em 2011, a Índia alcançou um mercado anual de 3 GW e deverá atingir 5 GW até 2015. Já o futuro do sistema de energia do Japão, com a rejeição quase universal da energia nuclear após a tragédia tripla em 11 de Março 2011, dá esperanças para um novo começo para a indústria eólica no País, de acordo com o relatório.

O mercado europeu se mantém estável e, considerando o quadro político e metas da Europa até 2020, é pouco provável que aconteçam grandes surpresas. A Alemanha teve um forte ano em 2011 e a decisão do governo de eliminar progressivamente toda a energia nuclear até 2020 dá à indústria um novo impulso.

Já a Espanha teve um ano ruim, o que deve se repetir em 2012. No entanto, Romênia, Polônia, Turquia e Suécia continuaram a desempenhar seus papéis dentro do cenário de crescimento, segundo o relatório GWEC.

Usinas eólicas instaladas no Rio Grande do Sul (Foto: Divulgação/ABEEólica)

Usinas eólicas instaladas no Rio Grande do Sul (Foto: Divulgação/ABEEólica)

Fonte: Globo Natureza


12 de março de 2012 | nenhum comentário »

Corais podem se adaptar a mudanças climáticas, diz estudo

Aquecimento no sudeste asiático em 1998 teria aclimatizado espécies.
Em 2010, durante elevação de temperatura, elas teriam resistido melhor.

A primeira imagem mostra uma inesperada sobrevivência de corais de crescimento rápido na Malásia, durante o aquecimento das águas verificado em 2010. Já a segunda imagem retrata efeitos devastadores do aumento de temperatura nos corais da Indonésia. (Foto: Divulgação / UNSW)

Primeira imagem mostra a sobrevivência de corais na Malásia, durante aquecimento de 2010. Já a segunda retrata efeitos do aumento de temperatura na Indonésia. (Foto: Divulgação / UNSW)

Espécies de corais do sudeste asiático podem ter se adaptado a um aquecimento das águas ocorrido em 1998, segundo pesquisa publicada na sexta-feira (9) no jornal científico “PLoS One”. Elas teriam resistido melhor a uma nova elevação de temperatura verificada em 2010, afirmam os pesquisadores.

“Isto é polêmico porque muitos cientistas acreditam que os corais exauriram suas capacidades de adaptação ao estresse térmico”, afirmou James Guest, pesquisador da Universidade Tecnológica de Nanyang, na Cingapura, em material de divulgação.

Na pesquisa, cientistas analisaram três pontos de corais, sendo um na Indonésia, um na Malásia e outro em Cingapura.

Na Indonésia, o aumento da temperatura do oceano em 2010 teria provocado a morte de 90% das colônias de coral de crescimento rápido. Isto é considerado uma consequência normal do aquecimento no desenvolvimento dos corais e tem levado cientistas a prever que as espécies de crescimento lento terão mais sucesso no futuro.

Mas em Cingapura e na Malásia o aquecimento teve um efeito contrário: corais de crescimento rápido se mantiveram saudáveis e pigmentados. Com base nisto, os pesquisadores avaliaram o histórico térmico destes dois locais e verificaram que eles tiveram uma elevação de temperatura anterior, em 1998. O mesmo não teria ocorrido na Indonésia.

“As populações de coral que calcificaram durante o último grande aquecimento, em 1998, se adaptaram ou se aclimatizaram ao estresse climático”, disse Guest.

No entanto, a descoberta não significa que as ameaças do aquecimento global para os corais diminuíram, alerta o pesquisador. Segundo ele, deve haver um limite para a adaptação térmica. Além disso, uma elevação de temperatura poderia impactar a saúde reprodutiva e o crescimento dos corais.

 

Fonte: Globo Natureza


10 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Capacidade instalada de energia eólica cresce 21% no mundo em 2011

No Brasil, aumento foi de 62%, com acréscimo de cerca de 600 MW.
China tem capacidade de 62 mil MW, mais de 40 vezes o total brasileiro.

A capacidade de energia eólica instalada no mundo cresceu 21% em 2011, passando de 197.000 para 238.000 MW (equivalente a 17 vezes a potência instalada de Itaipu, igual a 14.000 MW), segundo estatísticas do Conselho Global de Energia Eólica, divulgadas na terça-feira (7). Em relação à última década, o crescimento da capacidade mundial foi de quase sete vezes.

Mais de 40% do aumento total ocorreu na China, cuja capacidade instalada saltou para 62.000 MW. No Brasil, o crescimento foi de 62%, passando de 927 para 1509 MW.

“Apesar do estado da economia global, a energia eólica continua a ser a opção de geração de energia renovável”, falou Steve Sawyer, secretário geral do conselho. Ele afirmou que espera a abertura de novos mercados na África, Ásia e América Latina em 2012.

O segundo maior crescimento na capacidade instalada foi verificado nos Estados Unidos, que chegou a 52.000 MW em 2011. A Índia apareceu em terceiro lugar, atingindo 16.000 MW. Já na Europa, o aumento da capacidade instalada representou 25% do total mundial. Em termos da capacidade final disponível em 2011, o continente ocupa o primeiro lugar no mundo, com 96.000 MW.

Brasil
Segundo o Diretor Executivo da Associação de Energia Eólica (ABEEólica), Pedro Perrelli, o Brasil terá um crescimento ainda mais expressivo nos próximos anos. O país conta com uma carteira de novos projetos já contratados de mais de 7.000 MW para serem entregues até 2016, disse ele.

“O setor eólico no Brasil atraiu importantes investimentos, para tanto foram fundamentais as novas políticas de financiamento do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) mas, ainda assim, se faz cada vez mais importante uma clareza nas regras futuras, de forma a que sejam mantidas a confiança dos investidores e assegurando o forte ritmo de crescimento do setor”, afirmou Perrelli em comunicado da ABEEólica.

No Brasil, a marca de 1 GW (1000 MW) foi alcançada em junho de 2011. A maioria dos parques eólicos nacionais se encontra nas regiões Nordeste e Sul do país. Em 2004, foi lançado pelo governo federal o Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa), entre elas a energia eólica. Além disso, desde 2009, tem sido realizados leilões de energia eólica no país.

Fonte: Globo Natureza, São Paulo


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