27 de janeiro de 2012 | nenhum comentário »

‘Sobrou apenas 1 jacaré’, diz dono de criadouro inundado por rio no ES

O proprietário dos 223 jacarés-do-papo-amarelo que fugiram para lagoas do Norte do Espírito Santo, disse que os animais eram criados para a comercialização. Ele afirmou que os jacarés fugiram há 20 dias e só descobriu nesta semana. “Era um projeto de criação comercial. Criava os jacarés para vender a carne e comercializar o couro do animal”, contou João Aílton D’Alcol.

A propriedade onde os jacarés eram criados fica na comunidade do Guaxe em Linhares. Segundo D’Alcol, os bichos fugiram por causa da cheia do Rio Doce, no início de janeiro. Ele só percebeu que os criadouros estavam vazios no início da semana. “Todos eram filhotes e sobrou apenas um jacaré aqui no meu criadouro”, contou.

O biólogo da Secretaria de Meio Ambiente de Linhares, Fabrício Borghi Folli, disse que os jacarés podem ter ido para a lagoa Juparanã, muito frequentada por turistas no verão. “Os jacarés podem ter continuado na propriedade ou podem ter ido para a lagoa. Eles devem estar escondidos em regiões de vegetação, brejosa e pantanosa”, disse o biólogo.

Multa – O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) informou que o fato não causará dano ambiental, nem perigo aos banhistas. O Ibama informou que ainda não foi comunicado pelo dono dos jacarés da fuga dos animais do criadouro, que aconteceu há 20 dias, durante uma enchente na região. Segundo o órgão, se for constatada negligência, o responsável pode ser multado em R$ 500 por animal, o que daria, aproximadamente, uma multa de R$ 100 mil.

Uma equipe de biólogos da Secretaria de Meio Ambiente de Linhares foi ao local para iniciar os trabalhos de mapeamento e avaliar a situação.

Risco ambiental – Gustavo Castro Athayde, analista ambiental do Ibama, disse que não há nenhum risco para a população. “Em geral, os jacarés-do-papo-amarelo são pequenos e veem os seres humanos como uma ameaça. Além disso, já existem jacarés adultos nessas lagoas e nunca ouvi um relato de ataque em Linhares”, enfatizou o analista ambiental.

Ele ainda informou que o impacto ambiental será mínimo, pois as lagoas da região são interligadas e têm conexão com o Rio Doce. “Com isso, os animais tem mais possibilidade de se espalharem e o impacto ao meio ambiente é bem menor”, afirmou Castro.

Caça – De acordo com Gustavo Castro Athayde, a maior preocupação do Ibama é com a caça. Segundo ele, a carne do jacaré do papo amarelo é muito apreciada e o animal acaba sendo vítima dos caçadores da região.

Fonte: G1


15 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Quase a metade do pescado consumido no mundo provém de criadouros

Quase a metade do pescado que se consome no mundo provém de criadouros, com China e outros países produtores na liderança, limitando o impacto ecológico da atividade pesqueira, indicou um estudo nesta terça-feira (14).

Com uma demanda crescente de pescado e uma capacidade limitada para aumentar a oferta, a aquicultura – a cria de mariscos e peixes em recintos fechados – manterá um forte crescimento, indicou o relatório divulgado em Washington e Bangcoc.

A WorldFish Center, uma Organização Não Governamental (ONG) que defende a redução da fome no mundo através da pesca sustentável, e a organização ambiental Conservation International destacaram que 47% dos produtos marinhos provieram da aquicultura em 2008.

Segundo o estudo, 61% da produção mundial veio da China – grande parte dela de carpas, altamente demandantes de recursos – e cerca de 90% da Ásia.

Durante muito tempo a prática da aquicultura foi controversa, diante da preocupação dos defensores do meio ambiente com a poluição das zonas costeiras.

Mas o estudo defende que a aquicultura não é tão destrutiva como a criação de gado bovino e suíno, que provoca um forte desgaste do solo e da água e representa um fator de mudança climática.

Uma dieta vegetariana seria a melhor para o meio ambiente, mas o estudo diz que, nos países em desenvolvimento, cada vez mais gente come carne, conforme a população se muda para as cidades.

“Acredito que a probabilidade de que a demanda por produtos da aquicultura diminua é muito baixa”, estimou Sebastian Troeng, vice-presidente para a conservação marinha da Conservação Internacional.

“Assim, o que precisamos saber é como assegurar, se o crescimento se mantiver, de que seja feito de modo que não represente uma carga excessiva para o meio ambiente e que se recorra às melhores práticas”, explicou.

O estudo avaliou o impacto da aquicultura em áreas como o uso de energia, a acidificação e a mudança climática.

Junto com as carpas, as espécies de maior impacto ambiental incluem as moreias, o salmão, os camarões, já que são carnívoros, o que implica que essas granjas precisam importar alimento e uma maior energia externa.

Por outro lado, a criação de mexilhões, ostras e algas tem impacto menor.

O estudo considerou grandes diferenças segundo os países, dando a possibilidade de dividir as melhores práticas para limitar o impacto no entorno.

Em uma comparação, o relatório revelou que o impacto da criação de camarões na China diminuiria de 50% a 60% caso fossem usados os mesmo níveis de energia da Tailândia.

A produção da aquicultura cresceu 8,4% desde 1970 e está se expandindo a novas regiões como África, indicou o estudo, que destacou a crescente demanda de pescado no Egito e na Nigéria depois da crise da gripe aviária em meados da década de 2000.

Fonte: Portal iG






Categorias

Tópicos recentes

Meta

 

maio 2022
S T Q Q S S D
« mar    
 1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
3031  

27 de janeiro de 2012 | nenhum comentário »

‘Sobrou apenas 1 jacaré’, diz dono de criadouro inundado por rio no ES

O proprietário dos 223 jacarés-do-papo-amarelo que fugiram para lagoas do Norte do Espírito Santo, disse que os animais eram criados para a comercialização. Ele afirmou que os jacarés fugiram há 20 dias e só descobriu nesta semana. “Era um projeto de criação comercial. Criava os jacarés para vender a carne e comercializar o couro do animal”, contou João Aílton D’Alcol.

A propriedade onde os jacarés eram criados fica na comunidade do Guaxe em Linhares. Segundo D’Alcol, os bichos fugiram por causa da cheia do Rio Doce, no início de janeiro. Ele só percebeu que os criadouros estavam vazios no início da semana. “Todos eram filhotes e sobrou apenas um jacaré aqui no meu criadouro”, contou.

O biólogo da Secretaria de Meio Ambiente de Linhares, Fabrício Borghi Folli, disse que os jacarés podem ter ido para a lagoa Juparanã, muito frequentada por turistas no verão. “Os jacarés podem ter continuado na propriedade ou podem ter ido para a lagoa. Eles devem estar escondidos em regiões de vegetação, brejosa e pantanosa”, disse o biólogo.

Multa – O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) informou que o fato não causará dano ambiental, nem perigo aos banhistas. O Ibama informou que ainda não foi comunicado pelo dono dos jacarés da fuga dos animais do criadouro, que aconteceu há 20 dias, durante uma enchente na região. Segundo o órgão, se for constatada negligência, o responsável pode ser multado em R$ 500 por animal, o que daria, aproximadamente, uma multa de R$ 100 mil.

Uma equipe de biólogos da Secretaria de Meio Ambiente de Linhares foi ao local para iniciar os trabalhos de mapeamento e avaliar a situação.

Risco ambiental – Gustavo Castro Athayde, analista ambiental do Ibama, disse que não há nenhum risco para a população. “Em geral, os jacarés-do-papo-amarelo são pequenos e veem os seres humanos como uma ameaça. Além disso, já existem jacarés adultos nessas lagoas e nunca ouvi um relato de ataque em Linhares”, enfatizou o analista ambiental.

Ele ainda informou que o impacto ambiental será mínimo, pois as lagoas da região são interligadas e têm conexão com o Rio Doce. “Com isso, os animais tem mais possibilidade de se espalharem e o impacto ao meio ambiente é bem menor”, afirmou Castro.

Caça – De acordo com Gustavo Castro Athayde, a maior preocupação do Ibama é com a caça. Segundo ele, a carne do jacaré do papo amarelo é muito apreciada e o animal acaba sendo vítima dos caçadores da região.

Fonte: G1


15 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Quase a metade do pescado consumido no mundo provém de criadouros

Quase a metade do pescado que se consome no mundo provém de criadouros, com China e outros países produtores na liderança, limitando o impacto ecológico da atividade pesqueira, indicou um estudo nesta terça-feira (14).

Com uma demanda crescente de pescado e uma capacidade limitada para aumentar a oferta, a aquicultura – a cria de mariscos e peixes em recintos fechados – manterá um forte crescimento, indicou o relatório divulgado em Washington e Bangcoc.

A WorldFish Center, uma Organização Não Governamental (ONG) que defende a redução da fome no mundo através da pesca sustentável, e a organização ambiental Conservation International destacaram que 47% dos produtos marinhos provieram da aquicultura em 2008.

Segundo o estudo, 61% da produção mundial veio da China – grande parte dela de carpas, altamente demandantes de recursos – e cerca de 90% da Ásia.

Durante muito tempo a prática da aquicultura foi controversa, diante da preocupação dos defensores do meio ambiente com a poluição das zonas costeiras.

Mas o estudo defende que a aquicultura não é tão destrutiva como a criação de gado bovino e suíno, que provoca um forte desgaste do solo e da água e representa um fator de mudança climática.

Uma dieta vegetariana seria a melhor para o meio ambiente, mas o estudo diz que, nos países em desenvolvimento, cada vez mais gente come carne, conforme a população se muda para as cidades.

“Acredito que a probabilidade de que a demanda por produtos da aquicultura diminua é muito baixa”, estimou Sebastian Troeng, vice-presidente para a conservação marinha da Conservação Internacional.

“Assim, o que precisamos saber é como assegurar, se o crescimento se mantiver, de que seja feito de modo que não represente uma carga excessiva para o meio ambiente e que se recorra às melhores práticas”, explicou.

O estudo avaliou o impacto da aquicultura em áreas como o uso de energia, a acidificação e a mudança climática.

Junto com as carpas, as espécies de maior impacto ambiental incluem as moreias, o salmão, os camarões, já que são carnívoros, o que implica que essas granjas precisam importar alimento e uma maior energia externa.

Por outro lado, a criação de mexilhões, ostras e algas tem impacto menor.

O estudo considerou grandes diferenças segundo os países, dando a possibilidade de dividir as melhores práticas para limitar o impacto no entorno.

Em uma comparação, o relatório revelou que o impacto da criação de camarões na China diminuiria de 50% a 60% caso fossem usados os mesmo níveis de energia da Tailândia.

A produção da aquicultura cresceu 8,4% desde 1970 e está se expandindo a novas regiões como África, indicou o estudo, que destacou a crescente demanda de pescado no Egito e na Nigéria depois da crise da gripe aviária em meados da década de 2000.

Fonte: Portal iG