26 de setembro de 2012 | nenhum comentário »

Estudo diz que formigas resolvem melhor os problemas coletivamente

Insetos ficam ‘perdidos’ quando têm excesso de informações e opções.
Pesquisa ajuda a entender sobrecarga similar em pessoas, dizem cientistas.

Cientistas da Universidade Estadual do Arizona, nos Estados Unidos, concluíram em um estudo que as formigas decidem melhor coletivamente como lidar com problemas complicados, como a escolha da colônia. O comportamento é uma estratégia para lidar com o excesso de informações e opções, aponta a pesquisa, publicada no periódico “Current Biology”.

Se as formigas agem sozinhas, fazem escolhas ruins, aponta a pesquisa. Para avaliar a capacidade de decisão delas, os cientistas criaram formigueiros artificiais com diferentes características, como tamanho e iluminação (escuros ou claros). Primeiro foram feitos testes somente com indivíduos e depois com o grupo todo de insetos.

As formigas eram submetidas a dois testes: primeiro tinham que escolher entre duas opções de formigueiros e depois entre oito opções. Em ambos os casos, metade dos locais era inabitável e seriam péssimas escolhas, de acordo com a pesquisa.

A primeira constatação foi que os insetos escolhiam o formigueiro geralmente com base na entrada, no espaço interno e na escuridão. Formigas submetidas a testes individuais optavam geralmente por locais inabitáveis, decisões muito piores do que tomadas coletivamente, afirma o estudo.

Outra questão é que, quando a escolha dependia só de um indivíduo, ele se saía pior tendo oito opções de formigueiro do que tendo só duas, o que indica que o excesso de informação prejudica estes animais e os deixa “perdidos” – efeito chamado de “sobrecarga cognitiva” pelos cientistas da universidade.

Colônias inteiras, por outro lado, escolhiam formigueiros habitáveis tendo duas ou oito opções. Isso demonstra que estes insetos lidam melhor com problemas difíceis se agem coletivamente, segundo os cientistas. As formigas estudadas são da espécie Temnothorax rugatulus, comuns em certas regiões dos EUA.

Para o autor do estudo, o professor Stephen Pratt, o interesse na pesquisa está em entender como a sobrecarga de informações prejudica também os seres humanos. Ser “bombardeado” por dados “pode prejudicar a saúde e a eficária das decisões que tomamos”, disse o cientista ao site da Universidade Estadual do Arizona.

Formigas usadas em teste agrupam-se na entrada da colônia (Foto: Divulgação/Universidade Estadual do Arizona)

Formigas usadas em teste agrupam-se na entrada da colônia (Foto: Divulgação/Universidade Estadual do Arizona)

Formiga usa feromônios para se comunicar e "chama" colegas para nova colônia, segundo cientistas (Foto: Divulgação/Universidade Estadual do Arizona)

Formiga usa feromônios para se comunicar e "chama" colegas para nova colônia, segundo cientistas (Foto: Divulgação/Universidade Estadual do Arizona)

Fonte: Globo Natureza


14 de março de 2012 | nenhum comentário »

Mais de 80 países se comprometem em fórum a acelerar o acesso à água

Compromisso visa incluir população aos serviços de saneamento básico.
Estimativa é que 80 milhões ainda não consomem água potável no mundo.

Os ministros do Meio Ambiente de mais de 80 países reunidos no Fórum Mundial da Água se comprometeram nesta terça-feira (13), em Marselha, na França, a acelerar o acesso ao saneamento e água potável, dos quais ainda estão privados 80 milhões de habitantes no mundo.

Em uma declaração adotada “por aclamação”, os titulares do Meio Ambiente presentes no Fórum de Marselha expressaram seu compromisso “para acelerar o acesso à água potável e o saneamento através de todos os meios apropriados”, em sinal de “nossos esforços para superar a crise da água”.

A sexta edição do Fórum Mundial da Água reúne durante seis dias dirigentes governamentais, empresários, associações e organizações não-governamentais em torno do tema dos recursos hídricos, ameaçados pelo crescimento da população e a mudança climática.

Preocupação da ONU
Nesta segunda-feira (12), a Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou relatório sobre o desenvolvimento dos recursos hídricos no mundo, afirmando que o crescimento sem precedentes da demanda alimentícia, rápida urbanização e a mudança climática ameaçam significativamente o abastecimento de água global.

Segundo o texto, é necessário tomar atitudes urgentes em diversos setores para evitar o desperdício de água. O documento diz que, sem medidas drásticas, a pressão da água vai agravar as disparidades econômicas entre os países, atingindo principalmente os mais pobres.

Ele cita, por exemplo, que a utilização de recursos hídricos na agricultura deve aumentar em 19% até 2050, índice que pode ser ainda maior caso não se implemente novas tecnologias e decisões políticas sobre o tema.

Sobre a questão do saneamento básico, 80% das águas residuais não são recolhidas, nem tratadas e vão direto a outras massas de água ou se infiltram no subsolo, que é fonte de problemas de saúde para a população e de uma deterioração do meio ambiente.

Fonte: Globo Natureza, com informações da France Presse






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Estudo diz que formigas resolvem melhor os problemas coletivamente

Insetos ficam ‘perdidos’ quando têm excesso de informações e opções.
Pesquisa ajuda a entender sobrecarga similar em pessoas, dizem cientistas.

Cientistas da Universidade Estadual do Arizona, nos Estados Unidos, concluíram em um estudo que as formigas decidem melhor coletivamente como lidar com problemas complicados, como a escolha da colônia. O comportamento é uma estratégia para lidar com o excesso de informações e opções, aponta a pesquisa, publicada no periódico “Current Biology”.

Se as formigas agem sozinhas, fazem escolhas ruins, aponta a pesquisa. Para avaliar a capacidade de decisão delas, os cientistas criaram formigueiros artificiais com diferentes características, como tamanho e iluminação (escuros ou claros). Primeiro foram feitos testes somente com indivíduos e depois com o grupo todo de insetos.

As formigas eram submetidas a dois testes: primeiro tinham que escolher entre duas opções de formigueiros e depois entre oito opções. Em ambos os casos, metade dos locais era inabitável e seriam péssimas escolhas, de acordo com a pesquisa.

A primeira constatação foi que os insetos escolhiam o formigueiro geralmente com base na entrada, no espaço interno e na escuridão. Formigas submetidas a testes individuais optavam geralmente por locais inabitáveis, decisões muito piores do que tomadas coletivamente, afirma o estudo.

Outra questão é que, quando a escolha dependia só de um indivíduo, ele se saía pior tendo oito opções de formigueiro do que tendo só duas, o que indica que o excesso de informação prejudica estes animais e os deixa “perdidos” – efeito chamado de “sobrecarga cognitiva” pelos cientistas da universidade.

Colônias inteiras, por outro lado, escolhiam formigueiros habitáveis tendo duas ou oito opções. Isso demonstra que estes insetos lidam melhor com problemas difíceis se agem coletivamente, segundo os cientistas. As formigas estudadas são da espécie Temnothorax rugatulus, comuns em certas regiões dos EUA.

Para o autor do estudo, o professor Stephen Pratt, o interesse na pesquisa está em entender como a sobrecarga de informações prejudica também os seres humanos. Ser “bombardeado” por dados “pode prejudicar a saúde e a eficária das decisões que tomamos”, disse o cientista ao site da Universidade Estadual do Arizona.

Formigas usadas em teste agrupam-se na entrada da colônia (Foto: Divulgação/Universidade Estadual do Arizona)

Formigas usadas em teste agrupam-se na entrada da colônia (Foto: Divulgação/Universidade Estadual do Arizona)

Formiga usa feromônios para se comunicar e "chama" colegas para nova colônia, segundo cientistas (Foto: Divulgação/Universidade Estadual do Arizona)

Formiga usa feromônios para se comunicar e "chama" colegas para nova colônia, segundo cientistas (Foto: Divulgação/Universidade Estadual do Arizona)

Fonte: Globo Natureza


14 de março de 2012 | nenhum comentário »

Mais de 80 países se comprometem em fórum a acelerar o acesso à água

Compromisso visa incluir população aos serviços de saneamento básico.
Estimativa é que 80 milhões ainda não consomem água potável no mundo.

Os ministros do Meio Ambiente de mais de 80 países reunidos no Fórum Mundial da Água se comprometeram nesta terça-feira (13), em Marselha, na França, a acelerar o acesso ao saneamento e água potável, dos quais ainda estão privados 80 milhões de habitantes no mundo.

Em uma declaração adotada “por aclamação”, os titulares do Meio Ambiente presentes no Fórum de Marselha expressaram seu compromisso “para acelerar o acesso à água potável e o saneamento através de todos os meios apropriados”, em sinal de “nossos esforços para superar a crise da água”.

A sexta edição do Fórum Mundial da Água reúne durante seis dias dirigentes governamentais, empresários, associações e organizações não-governamentais em torno do tema dos recursos hídricos, ameaçados pelo crescimento da população e a mudança climática.

Preocupação da ONU
Nesta segunda-feira (12), a Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou relatório sobre o desenvolvimento dos recursos hídricos no mundo, afirmando que o crescimento sem precedentes da demanda alimentícia, rápida urbanização e a mudança climática ameaçam significativamente o abastecimento de água global.

Segundo o texto, é necessário tomar atitudes urgentes em diversos setores para evitar o desperdício de água. O documento diz que, sem medidas drásticas, a pressão da água vai agravar as disparidades econômicas entre os países, atingindo principalmente os mais pobres.

Ele cita, por exemplo, que a utilização de recursos hídricos na agricultura deve aumentar em 19% até 2050, índice que pode ser ainda maior caso não se implemente novas tecnologias e decisões políticas sobre o tema.

Sobre a questão do saneamento básico, 80% das águas residuais não são recolhidas, nem tratadas e vão direto a outras massas de água ou se infiltram no subsolo, que é fonte de problemas de saúde para a população e de uma deterioração do meio ambiente.

Fonte: Globo Natureza, com informações da France Presse