7 de novembro de 2012 | nenhum comentário »

Brasil tem dois primatas entre os 25 mais ameaçados do mundo

A caça e o desmatamento são as principais ameaças para ambas as espécies, segundo relatório da União Internacional divulgado durante a COP11, na Índia

O Brasil tem duas espécies de primatas entre as 25 mais ameaçadas de extinção do mundo, de acordo com uma lista bianual publicada em outubro pela União Internacional para a Conservação da Natureza, durante a COP11 da Biodiversidade, que aconteceu na Índia. São eles o bugio-marrom (Alouatta guariba guariba) e o macaco-caiarara (Cebus kaapori).

Descoberto em 1812, o macaco guariba (Bugio) é endêmico da Mata Atlântica e hoje está restrito a uma pequena área, ao norte do Rio Jequitinhonha. Geralmente, esse primata – que gosta de mascar folhas de árvore – vive em grupos de cinco indivíduos (mas pode chegar até 11 animais) e comunica-se por meio de uivos, que podem ser ouvidos a 2km de distância. Atualmente, sua população é estimada em menos de 250 espécimes.

A entidade alerta que houve um declínio de 80% nas últimas três gerações do primata. A caça e o desmatamento são apontadas como principais ameaças para ambas as espécies, segundo o relatório da União Internacional.

Além dos dois macacos brasileiros, a lista das 25 espécies de primatas mais ameaçadas traz ainda outras três espécies dos trópicos, cinco espécies do continente africano, seis da ilha de Madagascar e nove da Ásia.

 

Macaco-caiarara (Cebus kaapori), uma das 25 espécies de primatas sob risco extremo de extinção

Macaco caiarara, registrado em 1992. Divulgação/ IUCN

Já o macaco caiarara foi registrado no país em 1992, de acordo com o documento, e a maioria da população, normalmente encontrada em grupos de até sete animais, concentra-se na região da Amazônia Oriental, principalmente no leste do Pará, Maranhão e próxima ao Rio Tocantins.

A entidade alerta que houve um declínio de 80% nas últimas três gerações do primata. A caça e o desmatamento são apontadas como principais ameaças para ambas as espécies, segundo o relatório da União Internacional.

Além dos dois macacos brasileiros, a lista das 25 espécies de primatas mais ameaçadas traz ainda outras três espécies dos trópicos, cinco espécies do continente africano, seis da ilha de Madagascar e nove da Ásia.

 

 

Bugio-marrom (Alouatta guariba guariba), macaco brasileiro sob risco de extinção

Atualmente, a população do macaco bugio-marrom é estimada em menos de 250 animais. Imagem: Wikimedia Commons

Fonte: Exame.com


4 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Pistas do declínio de anfíbios

Os anfíbios em todo o mundo estão em crise. Estima-se que 40% das espécies tiveram redução em número de suas populações nos últimos 30 anos. Um novo estudo se volta para museus para investigar os motivos desse declínio.

A análise de amostras de DNA da pele de espécimes preservados em coleções feita por Tina Cheng, da Universidade do Estado de San Francisco, nos Estados Unidos, e colegas indicou um padrão e um possível culpado.

De acordo com o trabalho, que será publicado esta semana no site da revista Proceedings of the National Academy of Sciences, salamandras encontradas em partes do México e da Guatemala e sapos e salamandras da região de Monteverde, na Costa Rica, começaram a desaparecer no mesmo período em que o fungo Batrachochytrium dendrobatidis foi introduzido por essas áreas.

Os espécimes analisados permitiram aos pesquisadores traçar a epidemia do fungo desde o início da década de 1970, no sul do México. A partir dali, o fungo teria se espalhado ao sul para a Guatemala, nas décadas de 1980 e 1990, e para a Costa Rica, em 1987.

Em Monteverde, a situação começou a preocupar quando duas espécies de anfíbios simplesmente desapareceram: o sapo-dourado (Bufo periglenes) e a rã-arlequim (Atelopus varius).

A tamanha velocidade da extinção – o sapo-dourado, por exemplo, sumiu em apenas três anos – levou cientistas a investigar possíveis motivos, como o aquecimento global, seca ou infecções.

A análise do DNA da pele de espécimes do Museu de Biologia de Vertebrados da Universidade da Califórnia em Berkeley permitiu apontar que, pelo menos no caso das duas espécies, a infecção por fungo foi o motivo mais provável pela extinção súbita.

O mais antigo sinal de infecção por Batrachochytrium dendrobatidis identificado pelo grupo foi em um exemplar capturado em 1972.

“Os anfíbios são sobreviventes há muito tempo. Eles estão aqui há cerca de 360 milhões de anos e conseguiram resistir a quatro extinções em massa. Até há pouco os anfíbios estavam muito bem, mas algo sem precedentes e realmente preocupante tem acontecido com eles há 40 anos”, disse Vance Vredenburg, do museu em Berkeley, outro autor do estudo.

Fonte: Agência Fapesp


26 de abril de 2009 | nenhum comentário »

Aquecimento ameaça mais da metade dos anfíbios, dizem especialistas

O aquecimento global, a poluição e um fungo que infecta células na pele são as principais ameaças a mais da metade das seis mil espécies de anfíbios registradas no mundo que, atualmente, estão ameaçadas de desaparecer – o que seria a maior extinção desde a dos dinossauros.

Segundo dados de especialistas presentes à inauguração de um centro de exibição dessas espécies no Panamá, entre 60% e 75% das rãs, sapos, salamandras e cecílias (um anfíbio sem extremidades, parecido a uma serpente) estão ameaçados de desaparecer.

“Estamos perdendo, agora, mais da metade deste grupo de vertebrados. O planeta nunca viu algo desta magnitude desde a extinção dos dinossauros”, disse Kevin Zippel, diretor do programa Arca dos Anfíbios da União Internacional para a Conservação da Natureza.

dvd the illusionist online

“Nos últimos 35 anos, assistimos a uma diminuição das precipitações e a um aumento da temperatura. A mudança do clima está atingindo de forma negativa os anfíbios”, disse Zippel.

Zippel recordou que, desde 1980, foram extintas 122 espécies de anfíbios, contra 5 espécies de aves e nenhuma de mamíferos.

Segundo os cientistas, o maior número dos anfíbios fica nos trópicos, particularmente na América Latina, região na qual vivem 60% das espécies existentes no mundo.

“Das espécies de anfíbios em risco de extinção, 75% estão presentes na América Latina”, disse.

O principal problema é a perda do habitat “já que, se lhes tiramos o espaço natural, não lhes damos nenhuma oportunidade de sobrevivência”, disse Edgardo Griffth, cientista associado ao departamento de conservação do Zoológico de Houston (EUA).

Griffth inaugurou o Centro de Conservação de Anfíbios de El Valle na semana passada, em Valle de Antón (150 km da capital panamenha). O centro é uma área de exposição e estudo para proteger algumas das mais singulares espécies de anfíbios do mundo, como a rã dourada do Panamá, a rã-de-chifre do Equador, a rã mascarada, o sapo coral o e o sapo trepador, entre outras 60 espécies.

“Por suas características, os anfíbios são indicadores da qualidade do habitat e se eles estão desaparecendo significa que o ser humano está fazendo coisas terrivelmente mal”, disse Griffth. (Fonte: Folha Online)






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7 de novembro de 2012 | nenhum comentário »

Brasil tem dois primatas entre os 25 mais ameaçados do mundo

A caça e o desmatamento são as principais ameaças para ambas as espécies, segundo relatório da União Internacional divulgado durante a COP11, na Índia

O Brasil tem duas espécies de primatas entre as 25 mais ameaçadas de extinção do mundo, de acordo com uma lista bianual publicada em outubro pela União Internacional para a Conservação da Natureza, durante a COP11 da Biodiversidade, que aconteceu na Índia. São eles o bugio-marrom (Alouatta guariba guariba) e o macaco-caiarara (Cebus kaapori).

Descoberto em 1812, o macaco guariba (Bugio) é endêmico da Mata Atlântica e hoje está restrito a uma pequena área, ao norte do Rio Jequitinhonha. Geralmente, esse primata – que gosta de mascar folhas de árvore – vive em grupos de cinco indivíduos (mas pode chegar até 11 animais) e comunica-se por meio de uivos, que podem ser ouvidos a 2km de distância. Atualmente, sua população é estimada em menos de 250 espécimes.

A entidade alerta que houve um declínio de 80% nas últimas três gerações do primata. A caça e o desmatamento são apontadas como principais ameaças para ambas as espécies, segundo o relatório da União Internacional.

Além dos dois macacos brasileiros, a lista das 25 espécies de primatas mais ameaçadas traz ainda outras três espécies dos trópicos, cinco espécies do continente africano, seis da ilha de Madagascar e nove da Ásia.

 

Macaco-caiarara (Cebus kaapori), uma das 25 espécies de primatas sob risco extremo de extinção

Macaco caiarara, registrado em 1992. Divulgação/ IUCN

Já o macaco caiarara foi registrado no país em 1992, de acordo com o documento, e a maioria da população, normalmente encontrada em grupos de até sete animais, concentra-se na região da Amazônia Oriental, principalmente no leste do Pará, Maranhão e próxima ao Rio Tocantins.

A entidade alerta que houve um declínio de 80% nas últimas três gerações do primata. A caça e o desmatamento são apontadas como principais ameaças para ambas as espécies, segundo o relatório da União Internacional.

Além dos dois macacos brasileiros, a lista das 25 espécies de primatas mais ameaçadas traz ainda outras três espécies dos trópicos, cinco espécies do continente africano, seis da ilha de Madagascar e nove da Ásia.

 

 

Bugio-marrom (Alouatta guariba guariba), macaco brasileiro sob risco de extinção

Atualmente, a população do macaco bugio-marrom é estimada em menos de 250 animais. Imagem: Wikimedia Commons

Fonte: Exame.com


4 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Pistas do declínio de anfíbios

Os anfíbios em todo o mundo estão em crise. Estima-se que 40% das espécies tiveram redução em número de suas populações nos últimos 30 anos. Um novo estudo se volta para museus para investigar os motivos desse declínio.

A análise de amostras de DNA da pele de espécimes preservados em coleções feita por Tina Cheng, da Universidade do Estado de San Francisco, nos Estados Unidos, e colegas indicou um padrão e um possível culpado.

De acordo com o trabalho, que será publicado esta semana no site da revista Proceedings of the National Academy of Sciences, salamandras encontradas em partes do México e da Guatemala e sapos e salamandras da região de Monteverde, na Costa Rica, começaram a desaparecer no mesmo período em que o fungo Batrachochytrium dendrobatidis foi introduzido por essas áreas.

Os espécimes analisados permitiram aos pesquisadores traçar a epidemia do fungo desde o início da década de 1970, no sul do México. A partir dali, o fungo teria se espalhado ao sul para a Guatemala, nas décadas de 1980 e 1990, e para a Costa Rica, em 1987.

Em Monteverde, a situação começou a preocupar quando duas espécies de anfíbios simplesmente desapareceram: o sapo-dourado (Bufo periglenes) e a rã-arlequim (Atelopus varius).

A tamanha velocidade da extinção – o sapo-dourado, por exemplo, sumiu em apenas três anos – levou cientistas a investigar possíveis motivos, como o aquecimento global, seca ou infecções.

A análise do DNA da pele de espécimes do Museu de Biologia de Vertebrados da Universidade da Califórnia em Berkeley permitiu apontar que, pelo menos no caso das duas espécies, a infecção por fungo foi o motivo mais provável pela extinção súbita.

O mais antigo sinal de infecção por Batrachochytrium dendrobatidis identificado pelo grupo foi em um exemplar capturado em 1972.

“Os anfíbios são sobreviventes há muito tempo. Eles estão aqui há cerca de 360 milhões de anos e conseguiram resistir a quatro extinções em massa. Até há pouco os anfíbios estavam muito bem, mas algo sem precedentes e realmente preocupante tem acontecido com eles há 40 anos”, disse Vance Vredenburg, do museu em Berkeley, outro autor do estudo.

Fonte: Agência Fapesp


26 de abril de 2009 | nenhum comentário »

Aquecimento ameaça mais da metade dos anfíbios, dizem especialistas

O aquecimento global, a poluição e um fungo que infecta células na pele são as principais ameaças a mais da metade das seis mil espécies de anfíbios registradas no mundo que, atualmente, estão ameaçadas de desaparecer – o que seria a maior extinção desde a dos dinossauros.

Segundo dados de especialistas presentes à inauguração de um centro de exibição dessas espécies no Panamá, entre 60% e 75% das rãs, sapos, salamandras e cecílias (um anfíbio sem extremidades, parecido a uma serpente) estão ameaçados de desaparecer.

“Estamos perdendo, agora, mais da metade deste grupo de vertebrados. O planeta nunca viu algo desta magnitude desde a extinção dos dinossauros”, disse Kevin Zippel, diretor do programa Arca dos Anfíbios da União Internacional para a Conservação da Natureza.

dvd the illusionist online

“Nos últimos 35 anos, assistimos a uma diminuição das precipitações e a um aumento da temperatura. A mudança do clima está atingindo de forma negativa os anfíbios”, disse Zippel.

Zippel recordou que, desde 1980, foram extintas 122 espécies de anfíbios, contra 5 espécies de aves e nenhuma de mamíferos.

Segundo os cientistas, o maior número dos anfíbios fica nos trópicos, particularmente na América Latina, região na qual vivem 60% das espécies existentes no mundo.

“Das espécies de anfíbios em risco de extinção, 75% estão presentes na América Latina”, disse.

O principal problema é a perda do habitat “já que, se lhes tiramos o espaço natural, não lhes damos nenhuma oportunidade de sobrevivência”, disse Edgardo Griffth, cientista associado ao departamento de conservação do Zoológico de Houston (EUA).

Griffth inaugurou o Centro de Conservação de Anfíbios de El Valle na semana passada, em Valle de Antón (150 km da capital panamenha). O centro é uma área de exposição e estudo para proteger algumas das mais singulares espécies de anfíbios do mundo, como a rã dourada do Panamá, a rã-de-chifre do Equador, a rã mascarada, o sapo coral o e o sapo trepador, entre outras 60 espécies.

“Por suas características, os anfíbios são indicadores da qualidade do habitat e se eles estão desaparecendo significa que o ser humano está fazendo coisas terrivelmente mal”, disse Griffth. (Fonte: Folha Online)