14 de novembro de 2012 | nenhum comentário »

Ministério cria grupo para discutir regras sobre sacolinhas plásticas

Ideia é debater uso sustentável e normatização das sacolinhas no país.
Portaria no Diário Oficial da União anunciou criação de grupo de trabalho.

O Ministério do Meio Ambiente criou um grupo de trabalho para discutir o uso sustentável das sacolinhas plásticas e propor normas sobre o tema para o Brasil, segundo uma portaria publicada nesta terça-feira (13) no Diário Oficial da União.

O fim da distribuição das sacolas no estado de São Paulo causou polêmica neste ano, após um acordo entre a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e a Associação Paulista de Supermercados (Apas), que previa que as sacolinhas não seriam mais entregues aos consumidor a partir de janeiro de 2012. Após idas e vindas, com manifestações do Procon, do Ministério Público e da Justiça sobre o tema, a distribuição acabou sendo retomada e normalizada pela Apas.

A ideia do grupo de trabalho criado pelo ministério é que ele estude o consumo sustentável e a normatização do uso das sacolinhas, de acordo com a portaria. Uma hipótese em análise é a de criar certificações para diferentes tipos de sacolas, como forma de orientar o consumidor.

Outra hipótese é a de formular campanhas para conscientizar sobre problemas do uso e descarte inadequado dos sacos plásticos, de acordo com o texto do Diário Oficial da União.

O grupo de trabalho será formado por membros de secretarias do Ministério do Meio Ambiente, por representantes do Instituto Nacional de Metrologia (Inmetro), de instituições de defesa do consumidor, ONGs, representantes do Ministério da Justiça e entidades que representam supermercados, produtores de embalagens plásticas e setores de reciclagem, entre outras instituições.

O grupo de trabalho terá duração de seis meses, podendo ser prorrogado por um período equivalente após sua convocação. A portaria entrou em vigor após a publicação, segundo o texto do Diário Oficial da União.

Fonte: Globo Natureza


26 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

BA inaugura unidade para transformar resíduos em matéria-prima

Erguer paredes com resíduos petroquímicos e transformar compostos de enxofre descartados em insumo nobre para a indústria de cosméticos. Esses são exemplos do que se pretende fazer no Cita (Centro de Inovação e Tecnologia Ambiental), inaugurado nesta quinta-feira (25) no polo de Camaçari (BA).

Trata-se de uma aposta da Cetrel, empresa que trata efluentes e monitora o meio ambiente do complexo industrial, localizado a 50 km de Salvador.

Uma equipe de técnicos tem a missão de descobrir processos que agreguem valor comercial ao material descartado pelos clientes industriais.

A unidade, que recebeu investimentos de R$ 15 milhões da Cetrel, já desenvolve projetos para reaproveitar resíduos plásticos, metálicos, e compostos de enxofre descartados.

Os três devem ter plantas-piloto em funcionamento até o próximo ano e receberão financiamento de R$ 90 milhões do Finep, empresa do Ministério da Ciência e Tecnologia que fomenta a inovação.

No caso dos resíduos petroquímicos, o Cita desenvolveu tecnologia para produzir “madeira plástica” a partir da mistura com fibra de celulose.

O processo transformará em material de construção civil cerca de mil toneladas mensais de resina descartada pela Braskem, indústria petroquímica controlada pelo Grupo Odebrecht. A fibra de celulose virá de outra indústria instalada no polo de Camaçari.

“Resolvemos o problema da Braskem e produzimos uma material mais barato que a ‘madeira plástica’ feita nos EUA. Acreditamos que é possível absorver 0,5% do mercado brasileiro de madeiras, que alcança R$ 28 bilhões”, diz Alexandre Machado, responsável pelo desenvolvimento e inovação em produtos.

PATENTES

Até o momento, o Cita já solicitou quatro registros de patentes e pretende apresentar outros dez nos próximos meses.

Para o diretor-presidente da Cetrel, Ney Silva, o centro representa a mudança de estratégia da empresa, que foi criada há 33 anos para “destruir resíduos” e descartar aquilo que poderia ser absorvido pela natureza.

“Mudamos a rota. A ideia é que todo o resíduo se transforme em nova matéria-prima. Desenvolvemos [os processos] em laboratório, fazemos a planta-piloto, patenteamos e depois vamos licenciar a tecnologia para alguém operar [e produzir em maior escala]“, diz .

A Cetrel, que investirá de 7% a 10% de seu faturamento no novo centro, também desenvolve um projeto paralelo para produzir bioenergia a partir de resíduos do processamento da cana-de-açúcar, como a vinhaça e o bagaço.

A ideia da empresa é se tornar parceira de usinas de todo o Brasil. Uma planta-piloto já foi instalada na Paraíba e outra deve ser montada em Pernambuco.

“O propósito é gerar biogás, para depois transformá-lo em energia elétrica, o que é um passo muito curto e de baixo investimento”, diz o diretor-presidente.

Fonte: Gustavo Hennemann, Enviado especial a Camaçari(BA), Folha.com


1 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Produto ‘biodegradável’ é vilão se descartado de forma errada, diz artigo

Decomposição de copos descartáveis e outros utensílios libera metano.
Descarte em aterros sem tratamento contribui para emissão de poluentes.

Cientistas da Universidade Estadual da Carolina do Norte, dos Estados Unidos, divulgaram pesquisa nesta terça-feira (31) apontando que o descarte inadequado de produtos chamados ‘biodegradáveis’ pode ser prejudicial ao meio ambiente.

A justificativa é que a decomposição de copos descartáveis e outros utensílios com esta denominação libera gás metano, causador do efeito estufa. A preocupação dos pesquisadores é que se este tipo de lixo for colocado em aterros sanitários que não capturam ou queimam o gás, o metano será liberado para a atmosfera e poderá contribuir para as emissões de poluentes.

“O metano pode ser uma valiosa fonte de energia quando capturado, mas é um gás de efeito estufa se lançado na atmosfera”, afirmou Morton Barlaz, co-autor da pesquisa e professor da universidade. “Em outras palavras, os produtos biodegradáveis podem não respeitar tanto o meio ambiente quando descartado em aterros inadequados”, complementou.

Segundo a Agência de Proteção Ambiental norte-americana, 35% dos resíduos sólidos urbanos do país vão para locais que capturam o metano e o transformam em energia.Outros 34% vão para aterros que queimam o gás (usinas de biogás). Entretanto, 31% do lixo urbano dos Estados Unidos vai para ambientes sem tratamento e que permitem liberar o gás de efeito estufa na  atmosfera.

O alerta sobre o assunto foi dado também porque os produtos ‘biodegradáveis’ sofrem processo rápido de decomposição. De acordo com a pesquisa, ‘se os materiais degradam e liberam metano rapidamente, significaria menos combustível potencial para uso de energia e mais emissões de gases de efeito estufa’.

“Se queremos maximizar os benefícios ambientais dos produtos biodegradáveis em aterro, nós precisamos ampliar a coleta do metano e modificar o design desses produtos para que eles se decomponham mais lentamente”, disse.

Fonte: Globo Natureza, em São Paulo


18 de fevereiro de 2011 | nenhum comentário »

Governo cria comitê para debater descarte de lixo eletrônico no país

Novo encontro, em quatro meses, debaterá pilhas, baterias e lâmpadas.
Pesquisa do MMA diz que 17% do lixo eletrônico é mantido dentro de casa.

O governo instalou nesta quinta-feira (17) um comitê orientador, com a participação de cinco ministérios, para determinar de que forma e a quem cabe o destino de materiais que são prejudiciais ao meio ambiente ao final de sua vida útil. A presidência do Comitê caberá ao Ministério do Meio Ambiente (MMA), mas também participam do grupo as pastas da Agricultura, Saúde, Desenvolvimento, Fazenda e Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

A próxima reunião em âmbito ministerial ocorrerá daqui a quatro meses e terá como prioridade materiais como pilhas e baterias, lâmpadas e embalagens. A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, explicou que o setor produtivo já começou a fazer um trabalho nessa linha de forma voluntária, mas que a intenção agora é formalizar como devem ocorrer os procedimentos e a quem caberá a responsabilidade dos atos que envolvem os vários elos de uma cadeia produtiva.

“Um dos grandes problemas do Brasil é o lixo, mas não é para levarmos quatro anos debatendo. Queremos um sentido prático e temos a chance de fazer algo que seja modelo para várias regiões do país e para o modelo sustentável”, disse.

den som draeber movie download

Um dado que surpreendeu a ministra foi obtido por meio de uma pesquisa realizada no final do mês passado pelo MMA. Conforme o levantamento realizado em 11 capitais brasileiras, 17% do lixo eletrônico é armazenado nas residências do país porque os cidadãos não sabem o que fazer com ele. “A solução para o lixo não depende apenas do setor produtivo, mas também do governo e da sociedade”, afirmou Izabella. “Falamos anos durante os direitos dos consumidores, chegou a hora de falarmos também dos deveres”, continuou.

As normas ainda não foram estabelecidas, mas poderão estar relacionadas a uma série de itens como a determinação da redução de embalagens de produtos e estímulos à indústria que produz, mas que depois retira o lixo do ambiente. A ministra falou que será preciso um trabalho direto com os Estados para tratar de possíveis isenções de impostos e fiscalização.

“Não se trata apenas de questão ambiental, mas de crescimento, desenvolvimento para catadores, para o desenvolvimento econômico”, afirmou. Ela acrescentou que para o setor produtivo, a reutilização também se torna algo eficiente do ponto de vista de energia e transporte, pois reduz os custos as empresas.

Segundo Izabella, além do impacto benéfico ao meio ambiente, as regras futuras que sairão deste comitê também estarão relacionadas com a saúde pública, pois hoje se joga o lixo nas ruas, o que acaba entupindo bueiros e sujando os rios. Os materiais que forem destinados a locais corretos também deixam de ser depósito de água parada, o que diminui a possibilidade de criadouros do mosquito da dengue. “Estou com alma lavada, enxaguada e reciclada”, brincou, em seguida, ao formalizar a criação do comitê.

O comitê orientador estabelecerá a implementação de sistemas de logística reversa instituídos na Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). A política reversa tem como objetivo determinar a responsabilidade pelo ciclo de cadeia de produtos para as seguintes cadeias: agrotóxicos, pilhas e baterias, pneus, óleos lubrificantes, lâmpadas fluorescentes e produtores eletroeletrônicos. A lei reversa também se estenderá a produtos comercializados em embalagens plásticas, metálicas ou de vidro.

Izabella lembrou também que no dia 17 de março o governo implantará um painel formado por 12 ministérios no âmbito de resíduos sólidos, um pedido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Participaram do evento o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, além de representantes dos demais ministérios.

Fonte: Globo Natureza






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14 de novembro de 2012 | nenhum comentário »

Ministério cria grupo para discutir regras sobre sacolinhas plásticas

Ideia é debater uso sustentável e normatização das sacolinhas no país.
Portaria no Diário Oficial da União anunciou criação de grupo de trabalho.

O Ministério do Meio Ambiente criou um grupo de trabalho para discutir o uso sustentável das sacolinhas plásticas e propor normas sobre o tema para o Brasil, segundo uma portaria publicada nesta terça-feira (13) no Diário Oficial da União.

O fim da distribuição das sacolas no estado de São Paulo causou polêmica neste ano, após um acordo entre a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e a Associação Paulista de Supermercados (Apas), que previa que as sacolinhas não seriam mais entregues aos consumidor a partir de janeiro de 2012. Após idas e vindas, com manifestações do Procon, do Ministério Público e da Justiça sobre o tema, a distribuição acabou sendo retomada e normalizada pela Apas.

A ideia do grupo de trabalho criado pelo ministério é que ele estude o consumo sustentável e a normatização do uso das sacolinhas, de acordo com a portaria. Uma hipótese em análise é a de criar certificações para diferentes tipos de sacolas, como forma de orientar o consumidor.

Outra hipótese é a de formular campanhas para conscientizar sobre problemas do uso e descarte inadequado dos sacos plásticos, de acordo com o texto do Diário Oficial da União.

O grupo de trabalho será formado por membros de secretarias do Ministério do Meio Ambiente, por representantes do Instituto Nacional de Metrologia (Inmetro), de instituições de defesa do consumidor, ONGs, representantes do Ministério da Justiça e entidades que representam supermercados, produtores de embalagens plásticas e setores de reciclagem, entre outras instituições.

O grupo de trabalho terá duração de seis meses, podendo ser prorrogado por um período equivalente após sua convocação. A portaria entrou em vigor após a publicação, segundo o texto do Diário Oficial da União.

Fonte: Globo Natureza


26 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

BA inaugura unidade para transformar resíduos em matéria-prima

Erguer paredes com resíduos petroquímicos e transformar compostos de enxofre descartados em insumo nobre para a indústria de cosméticos. Esses são exemplos do que se pretende fazer no Cita (Centro de Inovação e Tecnologia Ambiental), inaugurado nesta quinta-feira (25) no polo de Camaçari (BA).

Trata-se de uma aposta da Cetrel, empresa que trata efluentes e monitora o meio ambiente do complexo industrial, localizado a 50 km de Salvador.

Uma equipe de técnicos tem a missão de descobrir processos que agreguem valor comercial ao material descartado pelos clientes industriais.

A unidade, que recebeu investimentos de R$ 15 milhões da Cetrel, já desenvolve projetos para reaproveitar resíduos plásticos, metálicos, e compostos de enxofre descartados.

Os três devem ter plantas-piloto em funcionamento até o próximo ano e receberão financiamento de R$ 90 milhões do Finep, empresa do Ministério da Ciência e Tecnologia que fomenta a inovação.

No caso dos resíduos petroquímicos, o Cita desenvolveu tecnologia para produzir “madeira plástica” a partir da mistura com fibra de celulose.

O processo transformará em material de construção civil cerca de mil toneladas mensais de resina descartada pela Braskem, indústria petroquímica controlada pelo Grupo Odebrecht. A fibra de celulose virá de outra indústria instalada no polo de Camaçari.

“Resolvemos o problema da Braskem e produzimos uma material mais barato que a ‘madeira plástica’ feita nos EUA. Acreditamos que é possível absorver 0,5% do mercado brasileiro de madeiras, que alcança R$ 28 bilhões”, diz Alexandre Machado, responsável pelo desenvolvimento e inovação em produtos.

PATENTES

Até o momento, o Cita já solicitou quatro registros de patentes e pretende apresentar outros dez nos próximos meses.

Para o diretor-presidente da Cetrel, Ney Silva, o centro representa a mudança de estratégia da empresa, que foi criada há 33 anos para “destruir resíduos” e descartar aquilo que poderia ser absorvido pela natureza.

“Mudamos a rota. A ideia é que todo o resíduo se transforme em nova matéria-prima. Desenvolvemos [os processos] em laboratório, fazemos a planta-piloto, patenteamos e depois vamos licenciar a tecnologia para alguém operar [e produzir em maior escala]“, diz .

A Cetrel, que investirá de 7% a 10% de seu faturamento no novo centro, também desenvolve um projeto paralelo para produzir bioenergia a partir de resíduos do processamento da cana-de-açúcar, como a vinhaça e o bagaço.

A ideia da empresa é se tornar parceira de usinas de todo o Brasil. Uma planta-piloto já foi instalada na Paraíba e outra deve ser montada em Pernambuco.

“O propósito é gerar biogás, para depois transformá-lo em energia elétrica, o que é um passo muito curto e de baixo investimento”, diz o diretor-presidente.

Fonte: Gustavo Hennemann, Enviado especial a Camaçari(BA), Folha.com


1 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Produto ‘biodegradável’ é vilão se descartado de forma errada, diz artigo

Decomposição de copos descartáveis e outros utensílios libera metano.
Descarte em aterros sem tratamento contribui para emissão de poluentes.

Cientistas da Universidade Estadual da Carolina do Norte, dos Estados Unidos, divulgaram pesquisa nesta terça-feira (31) apontando que o descarte inadequado de produtos chamados ‘biodegradáveis’ pode ser prejudicial ao meio ambiente.

A justificativa é que a decomposição de copos descartáveis e outros utensílios com esta denominação libera gás metano, causador do efeito estufa. A preocupação dos pesquisadores é que se este tipo de lixo for colocado em aterros sanitários que não capturam ou queimam o gás, o metano será liberado para a atmosfera e poderá contribuir para as emissões de poluentes.

“O metano pode ser uma valiosa fonte de energia quando capturado, mas é um gás de efeito estufa se lançado na atmosfera”, afirmou Morton Barlaz, co-autor da pesquisa e professor da universidade. “Em outras palavras, os produtos biodegradáveis podem não respeitar tanto o meio ambiente quando descartado em aterros inadequados”, complementou.

Segundo a Agência de Proteção Ambiental norte-americana, 35% dos resíduos sólidos urbanos do país vão para locais que capturam o metano e o transformam em energia.Outros 34% vão para aterros que queimam o gás (usinas de biogás). Entretanto, 31% do lixo urbano dos Estados Unidos vai para ambientes sem tratamento e que permitem liberar o gás de efeito estufa na  atmosfera.

O alerta sobre o assunto foi dado também porque os produtos ‘biodegradáveis’ sofrem processo rápido de decomposição. De acordo com a pesquisa, ‘se os materiais degradam e liberam metano rapidamente, significaria menos combustível potencial para uso de energia e mais emissões de gases de efeito estufa’.

“Se queremos maximizar os benefícios ambientais dos produtos biodegradáveis em aterro, nós precisamos ampliar a coleta do metano e modificar o design desses produtos para que eles se decomponham mais lentamente”, disse.

Fonte: Globo Natureza, em São Paulo


18 de fevereiro de 2011 | nenhum comentário »

Governo cria comitê para debater descarte de lixo eletrônico no país

Novo encontro, em quatro meses, debaterá pilhas, baterias e lâmpadas.
Pesquisa do MMA diz que 17% do lixo eletrônico é mantido dentro de casa.

O governo instalou nesta quinta-feira (17) um comitê orientador, com a participação de cinco ministérios, para determinar de que forma e a quem cabe o destino de materiais que são prejudiciais ao meio ambiente ao final de sua vida útil. A presidência do Comitê caberá ao Ministério do Meio Ambiente (MMA), mas também participam do grupo as pastas da Agricultura, Saúde, Desenvolvimento, Fazenda e Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

A próxima reunião em âmbito ministerial ocorrerá daqui a quatro meses e terá como prioridade materiais como pilhas e baterias, lâmpadas e embalagens. A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, explicou que o setor produtivo já começou a fazer um trabalho nessa linha de forma voluntária, mas que a intenção agora é formalizar como devem ocorrer os procedimentos e a quem caberá a responsabilidade dos atos que envolvem os vários elos de uma cadeia produtiva.

“Um dos grandes problemas do Brasil é o lixo, mas não é para levarmos quatro anos debatendo. Queremos um sentido prático e temos a chance de fazer algo que seja modelo para várias regiões do país e para o modelo sustentável”, disse.

den som draeber movie download

Um dado que surpreendeu a ministra foi obtido por meio de uma pesquisa realizada no final do mês passado pelo MMA. Conforme o levantamento realizado em 11 capitais brasileiras, 17% do lixo eletrônico é armazenado nas residências do país porque os cidadãos não sabem o que fazer com ele. “A solução para o lixo não depende apenas do setor produtivo, mas também do governo e da sociedade”, afirmou Izabella. “Falamos anos durante os direitos dos consumidores, chegou a hora de falarmos também dos deveres”, continuou.

As normas ainda não foram estabelecidas, mas poderão estar relacionadas a uma série de itens como a determinação da redução de embalagens de produtos e estímulos à indústria que produz, mas que depois retira o lixo do ambiente. A ministra falou que será preciso um trabalho direto com os Estados para tratar de possíveis isenções de impostos e fiscalização.

“Não se trata apenas de questão ambiental, mas de crescimento, desenvolvimento para catadores, para o desenvolvimento econômico”, afirmou. Ela acrescentou que para o setor produtivo, a reutilização também se torna algo eficiente do ponto de vista de energia e transporte, pois reduz os custos as empresas.

Segundo Izabella, além do impacto benéfico ao meio ambiente, as regras futuras que sairão deste comitê também estarão relacionadas com a saúde pública, pois hoje se joga o lixo nas ruas, o que acaba entupindo bueiros e sujando os rios. Os materiais que forem destinados a locais corretos também deixam de ser depósito de água parada, o que diminui a possibilidade de criadouros do mosquito da dengue. “Estou com alma lavada, enxaguada e reciclada”, brincou, em seguida, ao formalizar a criação do comitê.

O comitê orientador estabelecerá a implementação de sistemas de logística reversa instituídos na Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). A política reversa tem como objetivo determinar a responsabilidade pelo ciclo de cadeia de produtos para as seguintes cadeias: agrotóxicos, pilhas e baterias, pneus, óleos lubrificantes, lâmpadas fluorescentes e produtores eletroeletrônicos. A lei reversa também se estenderá a produtos comercializados em embalagens plásticas, metálicas ou de vidro.

Izabella lembrou também que no dia 17 de março o governo implantará um painel formado por 12 ministérios no âmbito de resíduos sólidos, um pedido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Participaram do evento o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, além de representantes dos demais ministérios.

Fonte: Globo Natureza