1 de agosto de 2012 | nenhum comentário »

Anfíbio com formato de cobra é descoberto no Rio Madeira, em RO

Animal raro foi encontrado por biológos em canteiro de obras de usina.
Exemplares estão no Museu Emilio Goeldi, no Pará.

Anfíbio é chamado de cobra mole (Foto: Juliano Tupan/Divulgação)

Anfíbio é chamado de cobra mole (Foto: Juliano Tupan/Divulgação)

O trabalho de um grupo de biólogos no canteiro de obras da Usina Hidrelétrica Santo Antônio, no Rio Madeira, em Porto Velho, resultou na descoberta de um anfíbio de formato parecido com uma cobra. Atretochoana eiselti é o nome científico do animal raro descoberto emRondônia. Até então, só havia registro do anfíbio no Museu de História Natural de Viena e na Universidade de Brasília. Nenhum deles têm a descrição exata de localidade, apenas ‘América do Sul’. A descoberta ocorreu em dezembro do ano passado, mas apenas agora foi divulgada.

O biólogo Juliano Tupan, analista socioambiental da Santo Antônio Energia, concessionária da usina hidrelétrica, conta que foram encontrados seis exemplares do anfíbio, que ficou conhecido como cobra mole, durante o processo de secagem de um trecho do leito do rio. Os animais estavam no fundo do Rio Madeira entre pedras que compunham as corredeiras de Santo Antonio, no leito original do rio.

“A Amazônia é uma caixa de surpresa em se tratando de anfíbios e répteis. Ainda há muita coisa para ser descoberta”, afirma o biólogo.

Segundo Tupan, o ponto mais importante dessa descoberta é que agora se tem a noção de onde a Atretochoana eiselti pode ser encontrada. “Provavelmente em todo o Rio Madeira até a região da Bolívia”, diz.

Os primeiros exemplares do anfíbio foram encontrados pela equipe de Juliano Tupan em dezembro do ano passado. Em janeiro passado ele encontrou mais dois exemplares, mas morreram.

Juliano explica que a divulgação da descoberta foi feita somente agora porque estava em processo de validação e catalogação científica.

“Resgatar um animal tão raro como este foi uma sensação fora do comum. Procurei referências bibliográficas, entrei em contato com outros pesquisadores e vimos que se tratava de Atretochoana eiselti”, lembra Juliano Tupan.

Parente de sapos e pererecas

O formato cilíndrico do corpo do anfíbio faz logo pensar que se trata de uma cobra meio esquisita. Mas Juliano explica que a Atretochoana eiselti não tem parentesco algum com répteis. “Esse anfíbio é parente próximo de salamandras, rãs, pererecas e sapos. Apenas se parece com uma serpente, mas não é”, afirma o biólogo.

Dois exemplares da Atretochoana eiselti descobertos no Rio Madeira estão no Museu Emilio Goeldi, em Belém, PA.

Juliano conta que cerca de dois meses após a descoberta no Rio Madeira um grupo de pescadores do Pará encontrou um exemplar na foz do Rio Amazonas, na região de Belém, PA.

Atretochoana eiselti foi descoberta no Rio Madeira (Foto: Juliano Tupan/Divulgação)

Atretochoana eiselti foi descoberta no Rio Madeira (Foto: Juliano Tupan/Divulgação)

Anfíbio estav ano fundo do Rio Madeira (Foto: Juliano Tupan/Divulgação)

Anfíbio estava no fundo do Rio Madeira (Foto: Juliano Tupan/Divulgação)

Fonte: Globo Natureza


20 de abril de 2012 | nenhum comentário »

Nova espécie de lagartixa é descoberta em Papua-Nova Guiné

O animal foi batizado como ‘lagartixa-mamangaba’ ou ‘Nactus kunan’.
Descoberta foi feita em 2010, mas descrição só foi publicada agora.

Cientistas americanos divulgaram nesta quinta-feira (19) a descoberta de uma nova espécie de lagartixa. O animal foi batizado como “lagartixa-mamangaba”, por ter as mesmas cores do inseto. Seu nome científico é Nactus kunan.

A lagartixa foi descoberta em março de 2010 em uma expedição na Ilha Manus, na Papua-Nova Guiné, mas só foi descrita agora, em um artigo publicado na edição de abril da revista científica “Zootaxa”.

O réptil tem 13 centímetros da cabeça até a cauda. Sua pele listrada em preto e dourado facilita a camuflagem no solo da floresta. Outra característica marcante da espécie são os dedos bastante finos.

“A espécie foi uma surpresa admirável, já que venho trabalhando com o gênero desde a década de 1970 e não poderia prever a descoberta”, afirmou George Zug, do Instituto Smithsoniano, um dos autores do estudo.

Lagartixa-mamangaba ('Nactus kunan') (Foto: Reuters/Robert Fisher/U.S. Geological Survey/Divulgação)

Lagartixa-mamangaba ('Nactus kunan') (Foto: Reuters/Robert Fisher/U.S. Geological Survey/Divulgação)

Fonte: Reuters


12 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Lagarto sem olhos e sem patas é descoberto no Camboja

Cientistas anunciaram a descoberta de uma nova espécie de lagarto, sem olhos e sem patas, no Camboja, país do sudeste da Ásia.

O zoólogo Neang Thy, do Ministério do Meio Ambiente cambojano, e a organização de defesa ambiental FFI (Fauna & Flora International) encontraram a criatura, parecida com um verme ou uma cobra, na região das montanhas Cardamomo.

O zoólogo notou a presença do lagarto quando revirou um pedaço de madeira no chão da mata e capturou a criatura.

“Primeiro pensei que era uma espécie comum”, disse o zoólogo, que estuda répteis e anfíbios há quase dez anos no Camboja. Mas logo percebeu que se tratava de uma nova espécie.

O réptil evoluiu para viver embaixo da terra, perdendo as patas para conseguir passar pelo solo ao retorcer o corpo.

Thy e seus colegas confirmaram que esta é uma nova espécie e publicaram a conclusão na revista especializada “Zootaxa”.

O novo lagarto foi chamado de lagarto cego da Montanha Dalai (Dibamus dalaiensis), devido à montanha onde foi encontrado.

UM ANO

A bióloga Jenny Daltry, também da FFI, comentou que foi necessário quase um ano para ter certeza de que se tratava realmente de uma nova espécie.

“Eles tiveram que analisar todas as descrições científicas de todas as outras espécies (…) e analisar as espécies em museus”, disse Daltry à BBC.

“O que é realmente animador sobre isto é que esta foi a primeira vez que um cidadão cambojano descobriu uma nova espécie, juntou todas as provas científicas e publicou a descoberta.”

Daltry afirma ainda que existem vários outros lagartos sem patas na natureza, como uma espécie do Reino Unido.

Diferentemente das cobras, os lagartos sem patas não tem a língua bifurcada.

Além disso, a maioria das cobras tem apenas um pulmão, enquanto os lagartos têm dois, explica a cientista. “A maioria dos lagartos também conseguem piscar, algo que as cobras não conseguem. Mas este novo lagarto não tem olhos.”

Nova espécie de lagarto é parecida com cobra; o réptil provavelmente perdeu as patas para viver embaixo da terra

Foto:Jeremy Holden/FFI

Nova espécie de lagarto é parecida com cobra; o réptil provavelmente perdeu as patas para viver embaixo da terra.

Fonte: BBC Brasil


11 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Arraia comercializada há anos é finalmente descrita pela ciência

Espécie amazônica com desenho que lembra tigre é vendida para a Ásia.
‘Potamotrygon tigrina’ vive no Alto Amazonas, em território peruano.

Potamotrygon tigrina acaba de ser descrita na 'Zootaxa'. (Foto: A. Bullard e M. Sabaj/Divulgação)

Potamotrygon tigrina acaba de ser descrita na ‘Zootaxa’. (Foto: A. Bullard e M. Sabaj/Divulgação)

Uma espécie de arraia de água doce da Bacia Amazônica foi finalmente descrita pela ciência, após anos sendo comercializada para colecionadores na Ásia. A Potamotrygon tigrina ganhou esse nome por causa do desenho amarelo-alaranjado que tem sobre sua parte superior, que lembra o de um tigre. A variedade habita o alto Rio Amazonas, já em território peruano.

A parente mais próxima dessa espécie é a Potamotrygon schroederi, que vive no Rio Negro, no Brasil, e no Rio Orinoco, segundo informa Marcelo Carvalho, biólogo da Universidade de São Paulo e um dos autores do artigo que descreve a Potamotrygon tigrina na revista “Zootaxa”.

“Este bicho é importado na Ásia em números grandes. É comum aquaristas terem conhecimento de espécies antes dos pesquisadores”, explica Carvalho.

“Fazemos muito trabalho de campo, mas eles muitas vezes conhecem certos habitantes dos rios melhor do que a gente. Mas não sabiam que se tratava de uma espécie não descrita. Essas arraias demonstram que espécies comercialmente importantes, grandes e chamativas continuam sem respaldo científico”, comenta o pesquisador.

Como a Potamotrygon tigrina ainda é pouco estudada, não se sabe até que ponto a conservação da espécie está ameaçada.

Fonte: Dennis Barbosa Do Globo Natureza, em São Paulo






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1 de agosto de 2012 | nenhum comentário »

Anfíbio com formato de cobra é descoberto no Rio Madeira, em RO

Animal raro foi encontrado por biológos em canteiro de obras de usina.
Exemplares estão no Museu Emilio Goeldi, no Pará.

Anfíbio é chamado de cobra mole (Foto: Juliano Tupan/Divulgação)

Anfíbio é chamado de cobra mole (Foto: Juliano Tupan/Divulgação)

O trabalho de um grupo de biólogos no canteiro de obras da Usina Hidrelétrica Santo Antônio, no Rio Madeira, em Porto Velho, resultou na descoberta de um anfíbio de formato parecido com uma cobra. Atretochoana eiselti é o nome científico do animal raro descoberto emRondônia. Até então, só havia registro do anfíbio no Museu de História Natural de Viena e na Universidade de Brasília. Nenhum deles têm a descrição exata de localidade, apenas ‘América do Sul’. A descoberta ocorreu em dezembro do ano passado, mas apenas agora foi divulgada.

O biólogo Juliano Tupan, analista socioambiental da Santo Antônio Energia, concessionária da usina hidrelétrica, conta que foram encontrados seis exemplares do anfíbio, que ficou conhecido como cobra mole, durante o processo de secagem de um trecho do leito do rio. Os animais estavam no fundo do Rio Madeira entre pedras que compunham as corredeiras de Santo Antonio, no leito original do rio.

“A Amazônia é uma caixa de surpresa em se tratando de anfíbios e répteis. Ainda há muita coisa para ser descoberta”, afirma o biólogo.

Segundo Tupan, o ponto mais importante dessa descoberta é que agora se tem a noção de onde a Atretochoana eiselti pode ser encontrada. “Provavelmente em todo o Rio Madeira até a região da Bolívia”, diz.

Os primeiros exemplares do anfíbio foram encontrados pela equipe de Juliano Tupan em dezembro do ano passado. Em janeiro passado ele encontrou mais dois exemplares, mas morreram.

Juliano explica que a divulgação da descoberta foi feita somente agora porque estava em processo de validação e catalogação científica.

“Resgatar um animal tão raro como este foi uma sensação fora do comum. Procurei referências bibliográficas, entrei em contato com outros pesquisadores e vimos que se tratava de Atretochoana eiselti”, lembra Juliano Tupan.

Parente de sapos e pererecas

O formato cilíndrico do corpo do anfíbio faz logo pensar que se trata de uma cobra meio esquisita. Mas Juliano explica que a Atretochoana eiselti não tem parentesco algum com répteis. “Esse anfíbio é parente próximo de salamandras, rãs, pererecas e sapos. Apenas se parece com uma serpente, mas não é”, afirma o biólogo.

Dois exemplares da Atretochoana eiselti descobertos no Rio Madeira estão no Museu Emilio Goeldi, em Belém, PA.

Juliano conta que cerca de dois meses após a descoberta no Rio Madeira um grupo de pescadores do Pará encontrou um exemplar na foz do Rio Amazonas, na região de Belém, PA.

Atretochoana eiselti foi descoberta no Rio Madeira (Foto: Juliano Tupan/Divulgação)

Atretochoana eiselti foi descoberta no Rio Madeira (Foto: Juliano Tupan/Divulgação)

Anfíbio estav ano fundo do Rio Madeira (Foto: Juliano Tupan/Divulgação)

Anfíbio estava no fundo do Rio Madeira (Foto: Juliano Tupan/Divulgação)

Fonte: Globo Natureza


20 de abril de 2012 | nenhum comentário »

Nova espécie de lagartixa é descoberta em Papua-Nova Guiné

O animal foi batizado como ‘lagartixa-mamangaba’ ou ‘Nactus kunan’.
Descoberta foi feita em 2010, mas descrição só foi publicada agora.

Cientistas americanos divulgaram nesta quinta-feira (19) a descoberta de uma nova espécie de lagartixa. O animal foi batizado como “lagartixa-mamangaba”, por ter as mesmas cores do inseto. Seu nome científico é Nactus kunan.

A lagartixa foi descoberta em março de 2010 em uma expedição na Ilha Manus, na Papua-Nova Guiné, mas só foi descrita agora, em um artigo publicado na edição de abril da revista científica “Zootaxa”.

O réptil tem 13 centímetros da cabeça até a cauda. Sua pele listrada em preto e dourado facilita a camuflagem no solo da floresta. Outra característica marcante da espécie são os dedos bastante finos.

“A espécie foi uma surpresa admirável, já que venho trabalhando com o gênero desde a década de 1970 e não poderia prever a descoberta”, afirmou George Zug, do Instituto Smithsoniano, um dos autores do estudo.

Lagartixa-mamangaba ('Nactus kunan') (Foto: Reuters/Robert Fisher/U.S. Geological Survey/Divulgação)

Lagartixa-mamangaba ('Nactus kunan') (Foto: Reuters/Robert Fisher/U.S. Geological Survey/Divulgação)

Fonte: Reuters


12 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Lagarto sem olhos e sem patas é descoberto no Camboja

Cientistas anunciaram a descoberta de uma nova espécie de lagarto, sem olhos e sem patas, no Camboja, país do sudeste da Ásia.

O zoólogo Neang Thy, do Ministério do Meio Ambiente cambojano, e a organização de defesa ambiental FFI (Fauna & Flora International) encontraram a criatura, parecida com um verme ou uma cobra, na região das montanhas Cardamomo.

O zoólogo notou a presença do lagarto quando revirou um pedaço de madeira no chão da mata e capturou a criatura.

“Primeiro pensei que era uma espécie comum”, disse o zoólogo, que estuda répteis e anfíbios há quase dez anos no Camboja. Mas logo percebeu que se tratava de uma nova espécie.

O réptil evoluiu para viver embaixo da terra, perdendo as patas para conseguir passar pelo solo ao retorcer o corpo.

Thy e seus colegas confirmaram que esta é uma nova espécie e publicaram a conclusão na revista especializada “Zootaxa”.

O novo lagarto foi chamado de lagarto cego da Montanha Dalai (Dibamus dalaiensis), devido à montanha onde foi encontrado.

UM ANO

A bióloga Jenny Daltry, também da FFI, comentou que foi necessário quase um ano para ter certeza de que se tratava realmente de uma nova espécie.

“Eles tiveram que analisar todas as descrições científicas de todas as outras espécies (…) e analisar as espécies em museus”, disse Daltry à BBC.

“O que é realmente animador sobre isto é que esta foi a primeira vez que um cidadão cambojano descobriu uma nova espécie, juntou todas as provas científicas e publicou a descoberta.”

Daltry afirma ainda que existem vários outros lagartos sem patas na natureza, como uma espécie do Reino Unido.

Diferentemente das cobras, os lagartos sem patas não tem a língua bifurcada.

Além disso, a maioria das cobras tem apenas um pulmão, enquanto os lagartos têm dois, explica a cientista. “A maioria dos lagartos também conseguem piscar, algo que as cobras não conseguem. Mas este novo lagarto não tem olhos.”

Nova espécie de lagarto é parecida com cobra; o réptil provavelmente perdeu as patas para viver embaixo da terra

Foto:Jeremy Holden/FFI

Nova espécie de lagarto é parecida com cobra; o réptil provavelmente perdeu as patas para viver embaixo da terra.

Fonte: BBC Brasil


11 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Arraia comercializada há anos é finalmente descrita pela ciência

Espécie amazônica com desenho que lembra tigre é vendida para a Ásia.
‘Potamotrygon tigrina’ vive no Alto Amazonas, em território peruano.

Potamotrygon tigrina acaba de ser descrita na 'Zootaxa'. (Foto: A. Bullard e M. Sabaj/Divulgação)

Potamotrygon tigrina acaba de ser descrita na ‘Zootaxa’. (Foto: A. Bullard e M. Sabaj/Divulgação)

Uma espécie de arraia de água doce da Bacia Amazônica foi finalmente descrita pela ciência, após anos sendo comercializada para colecionadores na Ásia. A Potamotrygon tigrina ganhou esse nome por causa do desenho amarelo-alaranjado que tem sobre sua parte superior, que lembra o de um tigre. A variedade habita o alto Rio Amazonas, já em território peruano.

A parente mais próxima dessa espécie é a Potamotrygon schroederi, que vive no Rio Negro, no Brasil, e no Rio Orinoco, segundo informa Marcelo Carvalho, biólogo da Universidade de São Paulo e um dos autores do artigo que descreve a Potamotrygon tigrina na revista “Zootaxa”.

“Este bicho é importado na Ásia em números grandes. É comum aquaristas terem conhecimento de espécies antes dos pesquisadores”, explica Carvalho.

“Fazemos muito trabalho de campo, mas eles muitas vezes conhecem certos habitantes dos rios melhor do que a gente. Mas não sabiam que se tratava de uma espécie não descrita. Essas arraias demonstram que espécies comercialmente importantes, grandes e chamativas continuam sem respaldo científico”, comenta o pesquisador.

Como a Potamotrygon tigrina ainda é pouco estudada, não se sabe até que ponto a conservação da espécie está ameaçada.

Fonte: Dennis Barbosa Do Globo Natureza, em São Paulo