28 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Consumo de carne de peixe invasor no Caribe causaria envenenamento

Descoberta de biotoxina em peixe-leão ameaça planos de conter espécie.
Pescado invadiu águas caribenhas e ameaça biodiversidade local.

Ambientalistas presentes em Saint Martin, ilha localizada no Caribe, alertam os moradores para que não consumam a carne do peixe-leão (Pterois volitans), espécie considerada invasora, devido ao risco de contaminação por uma toxina natural.

O fato põe em xeque os esforços do pequeno território para conter a propagação do predador, nativo dos oceanos Índico e Pacífico, que colonizou grandes áreas da região após escapar de um tanque da Flórida, nos Estados Unidos, em 1992.

Seguindo o exemplo de outras ilhas caribenhas, Saint Martin (ou St. Maarten) tinha a esperança de promover o uso deste peixe na culinária, servindo pratos com o pescado frito, empanado ou grelhado, o que retardaria sua propagação.

O peixe-leão foi encontrado no território holandês da ilha em julho do ano passado e se multiplicou desde então. A espécie invasora devora peixes nativos e crustáceos, colocando em risco a biodiversidade marinha do local. Os pesquisadores observaram apenas um peixe-leão comendo até 20 outros peixes em menos de 30 minutos. Para a União Mundial de Conservação, o peixe-leão vermelho é uma das piores espécies invasoras do mundo

Insegurança alimentar
Segundo Tadzio Bervoets, chefe da Fundação St. Maarten para natureza, nos exemplares de peixe-leão capturados foram encontrados biotoxinas que levam ao envenenamento por ciguatera (intoxicação alimentar causada pelo consumo de peixes). É uma ameaça que tem sido crescente.

Pessoas que comeram peixe contaminado podem sentir dor abdominal, náuseas, vômitos, diarréia, formigamento e dormência. A maioria dos pacientes se recupera em poucos dias, mas há casos raros de paralisia e até morte. “Isso significa que não podemos promover com segurança o consumo deste peixe”, disse Bervoets.

A Administração de Alimentos e Drogas dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês) ainda não tem um um relatório oficial sobre as doenças associadas ao consumo de filés de peixe-leão. “Mas em áreas endêmicas de ciguatera, as toxinas foram detectados em níveis superiores ao recomendado pela FDA”, disse o porta-voz do departamento Douglas Karas. Os cientistas ainda pesquisam o que mantém peixe-leão fora de seu ambiente nativo.

Foto de arquivo mostra um peixe-leão a cerca de 40 metros de profundidade, a 88 quilômetros da costa da Carolina do Norte, EUA.  (Foto: Doug Kesling /NOAA Undersea Research Center via AP - julho de 2006)

Foto de arquivo mostra um peixe-leão a cerca de 40 metros de profundidade, a 88 quilômetros da costa da Carolina do Norte, EUA. (Foto: Doug Kesling /NOAA Undersea Research Center via AP - julho de 2006)

Fonte: Globo Natureza, com informações Associated Press.


3 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Onça encontrada em Franco da Rocha revela desequilíbrio ambiental

Este não é o único bicho que está ficando encurralado pelas construções do homem. São animais que foram surpreendidos pelo avanço imobiliário.

O que parece não ter jeito é o desequilíbrio ambiental. Outro dia, apareceu uma onça em cima de uma árvore em Franco da Rocha, cidade da Grande São Paulo. Esses encontros de moradores com animais selvagens são cada vez mais frequentes.

A onça foi a que mais chamou a atenção, mas não é o único bicho que está ficando encurralado pelas construções do homem. Os animais, principalmente as onças, precisam de grandes territórios para sobreviver e, em suas caminhadas, acabam passando pelas cidades.

A onça macho já passou por vários exames, até teste de DNA. Também recebeu um microchip de identificação. Por ter sido encontrada em franco da rocha, na região metropolitana de São Paulo, foi batizada de “Franco”. Os veterinários querem devolver o animal o mais rápido possível à natureza.

“O menor tempo possível que ele ficar em cativeiro, é melhor para o animal. A gente vai aguardar mais um pouco, esperar as licenças saírem e ver se a gente consegue visualizar ele andando. Pensamos em colocar algumas câmeras para filmar o animal à noite. Depois desses fatores, a gente vai devolver ele à natureza”, afirmou o veterinário Gilberto Penido Junior.

O zoológico de Guarulhos tem recebido muitos animais encontrados em áreas urbanas. Um filhote de macaco bugio foi atropelado em uma estrada de Franco da Rocha na última sexta-feira (30). “Rochinha” tem um ferimento na boca, que pode ter sido provocado pelo acidente.

São animais que foram surpreendidos pelo avanço imobiliário. Câmeras de segurança de Campos do Jordão flagraram o momento em que uma onça caminhava pelo centro da cidade no mês de agosto.

A veterinária Cristina Adania é coordenadora de fauna da Associação Mata Ciliar, uma associação que resgata animais. Ela acompanhou o trabalho dos bombeiros em Franco da Rocha, que gastaram oito horas para retirar a onça de cima de uma árvore na semana passada. Ela diz que animais selvagens têm sido vistos com frequência em regiões urbanas.

“O que é assustador é que nesses dois últimos anos, nós já recebemos mais de 15 chamadas de ocorrência de avistamento de suçuarana e tivemos de fazer, pelo menos, sete capturas”, contou Cristina Adania, coordenadora de fauna da Associação Mata Ciliar.

A onça foi encontrada em um terreno. No local, existe um loteamento. A equipe de reportagem do Bom Dia Brasil procurou a prefeitura de Franco da Rocha, que informou que a obra é regular. “Está legal para a prefeitura, mas não está legal para a onça. Os animais, na verdade, têm uma área de deslocamento”, diz o ambientalista Carlos Bocuhi, Carlos Bocuhy, do Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental.

Em 2002, outra onça encontrada na região passou a ser monitorada. Um mapa mostra que trajeto dela inclui a Serra da Cantareira em São Paulo e o Parque do Juqueri, em Franco da Rocha. O caminho é composto por corredores de mata que ligam as áreas.

“O que nós temos de fazer é um zoneamento preciso para preservação da biodiversidade, considerando os corredores de conectividade, ou seja, em uma série de ações que possam proteger a biodiversidade que fica invadindo as cidades hoje”, afirma Carlos Bocuhi.

click e veja o vídeo: http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2011/10/onca-encontrada-em-franco-da-rocha-revela-desequilibrio-ambiental.html
 

Fonte: Bom dia Brasil






Categorias

Tópicos recentes

Meta

 

outubro 2019
S T Q Q S S D
« mar    
 123456
78910111213
14151617181920
21222324252627
28293031  

28 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Consumo de carne de peixe invasor no Caribe causaria envenenamento

Descoberta de biotoxina em peixe-leão ameaça planos de conter espécie.
Pescado invadiu águas caribenhas e ameaça biodiversidade local.

Ambientalistas presentes em Saint Martin, ilha localizada no Caribe, alertam os moradores para que não consumam a carne do peixe-leão (Pterois volitans), espécie considerada invasora, devido ao risco de contaminação por uma toxina natural.

O fato põe em xeque os esforços do pequeno território para conter a propagação do predador, nativo dos oceanos Índico e Pacífico, que colonizou grandes áreas da região após escapar de um tanque da Flórida, nos Estados Unidos, em 1992.

Seguindo o exemplo de outras ilhas caribenhas, Saint Martin (ou St. Maarten) tinha a esperança de promover o uso deste peixe na culinária, servindo pratos com o pescado frito, empanado ou grelhado, o que retardaria sua propagação.

O peixe-leão foi encontrado no território holandês da ilha em julho do ano passado e se multiplicou desde então. A espécie invasora devora peixes nativos e crustáceos, colocando em risco a biodiversidade marinha do local. Os pesquisadores observaram apenas um peixe-leão comendo até 20 outros peixes em menos de 30 minutos. Para a União Mundial de Conservação, o peixe-leão vermelho é uma das piores espécies invasoras do mundo

Insegurança alimentar
Segundo Tadzio Bervoets, chefe da Fundação St. Maarten para natureza, nos exemplares de peixe-leão capturados foram encontrados biotoxinas que levam ao envenenamento por ciguatera (intoxicação alimentar causada pelo consumo de peixes). É uma ameaça que tem sido crescente.

Pessoas que comeram peixe contaminado podem sentir dor abdominal, náuseas, vômitos, diarréia, formigamento e dormência. A maioria dos pacientes se recupera em poucos dias, mas há casos raros de paralisia e até morte. “Isso significa que não podemos promover com segurança o consumo deste peixe”, disse Bervoets.

A Administração de Alimentos e Drogas dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês) ainda não tem um um relatório oficial sobre as doenças associadas ao consumo de filés de peixe-leão. “Mas em áreas endêmicas de ciguatera, as toxinas foram detectados em níveis superiores ao recomendado pela FDA”, disse o porta-voz do departamento Douglas Karas. Os cientistas ainda pesquisam o que mantém peixe-leão fora de seu ambiente nativo.

Foto de arquivo mostra um peixe-leão a cerca de 40 metros de profundidade, a 88 quilômetros da costa da Carolina do Norte, EUA.  (Foto: Doug Kesling /NOAA Undersea Research Center via AP - julho de 2006)

Foto de arquivo mostra um peixe-leão a cerca de 40 metros de profundidade, a 88 quilômetros da costa da Carolina do Norte, EUA. (Foto: Doug Kesling /NOAA Undersea Research Center via AP - julho de 2006)

Fonte: Globo Natureza, com informações Associated Press.


3 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Onça encontrada em Franco da Rocha revela desequilíbrio ambiental

Este não é o único bicho que está ficando encurralado pelas construções do homem. São animais que foram surpreendidos pelo avanço imobiliário.

O que parece não ter jeito é o desequilíbrio ambiental. Outro dia, apareceu uma onça em cima de uma árvore em Franco da Rocha, cidade da Grande São Paulo. Esses encontros de moradores com animais selvagens são cada vez mais frequentes.

A onça foi a que mais chamou a atenção, mas não é o único bicho que está ficando encurralado pelas construções do homem. Os animais, principalmente as onças, precisam de grandes territórios para sobreviver e, em suas caminhadas, acabam passando pelas cidades.

A onça macho já passou por vários exames, até teste de DNA. Também recebeu um microchip de identificação. Por ter sido encontrada em franco da rocha, na região metropolitana de São Paulo, foi batizada de “Franco”. Os veterinários querem devolver o animal o mais rápido possível à natureza.

“O menor tempo possível que ele ficar em cativeiro, é melhor para o animal. A gente vai aguardar mais um pouco, esperar as licenças saírem e ver se a gente consegue visualizar ele andando. Pensamos em colocar algumas câmeras para filmar o animal à noite. Depois desses fatores, a gente vai devolver ele à natureza”, afirmou o veterinário Gilberto Penido Junior.

O zoológico de Guarulhos tem recebido muitos animais encontrados em áreas urbanas. Um filhote de macaco bugio foi atropelado em uma estrada de Franco da Rocha na última sexta-feira (30). “Rochinha” tem um ferimento na boca, que pode ter sido provocado pelo acidente.

São animais que foram surpreendidos pelo avanço imobiliário. Câmeras de segurança de Campos do Jordão flagraram o momento em que uma onça caminhava pelo centro da cidade no mês de agosto.

A veterinária Cristina Adania é coordenadora de fauna da Associação Mata Ciliar, uma associação que resgata animais. Ela acompanhou o trabalho dos bombeiros em Franco da Rocha, que gastaram oito horas para retirar a onça de cima de uma árvore na semana passada. Ela diz que animais selvagens têm sido vistos com frequência em regiões urbanas.

“O que é assustador é que nesses dois últimos anos, nós já recebemos mais de 15 chamadas de ocorrência de avistamento de suçuarana e tivemos de fazer, pelo menos, sete capturas”, contou Cristina Adania, coordenadora de fauna da Associação Mata Ciliar.

A onça foi encontrada em um terreno. No local, existe um loteamento. A equipe de reportagem do Bom Dia Brasil procurou a prefeitura de Franco da Rocha, que informou que a obra é regular. “Está legal para a prefeitura, mas não está legal para a onça. Os animais, na verdade, têm uma área de deslocamento”, diz o ambientalista Carlos Bocuhi, Carlos Bocuhy, do Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental.

Em 2002, outra onça encontrada na região passou a ser monitorada. Um mapa mostra que trajeto dela inclui a Serra da Cantareira em São Paulo e o Parque do Juqueri, em Franco da Rocha. O caminho é composto por corredores de mata que ligam as áreas.

“O que nós temos de fazer é um zoneamento preciso para preservação da biodiversidade, considerando os corredores de conectividade, ou seja, em uma série de ações que possam proteger a biodiversidade que fica invadindo as cidades hoje”, afirma Carlos Bocuhi.

click e veja o vídeo: http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2011/10/onca-encontrada-em-franco-da-rocha-revela-desequilibrio-ambiental.html
 

Fonte: Bom dia Brasil