21 de maio de 2012 | nenhum comentário »

Espécie de tartaruga marinha nada diferente no Pacífico e no Atlântico

Estilos de nado da tartaruga-de-couro influem na sua alimentação.
Espécie está ameaçada de extinção.

Cientistas descobriram que a tartaruga-de-couro, uma espécie marinha ameaçada de extinção, tem estilos diferentes de natação de acordo com a região do mundo em que vive.

O estudo feito por uma equipe internacional e publicado pela revista científica “PLoS One” comparou a locomoção dessas tartarugas no norte do Oceano Atlântico e no leste do Oceano Pacífico.

As tartarugas do Atlântico conseguem uma variação maior nas formas de nadar. Elas conseguem alternar entre nados lentos e velozes, enquanto as do Pacífico não reduzem a velocidade. Além disso, as tartarugas do Atlântico também conseguem mergulhar mais fundo que suas irmãs.

Segundo o estudo, essas diferenças fazem com que as tartarugas do Pacífico estejam mais ameaçadas. Em altas velocidades, elas não conseguem selecionar o alimento com a mesma qualidade que as do Atlântico, nem buscam comida nas águas mais profundas. Essa tartaruga se alimenta de zooplâncton – organismos que vivem na água, desde protozoários até animais muito pequenos.

Filhotes da tartaruga-de-couro na Malásia, em 2004 (Foto: AFP/Arquivo)

Filhotes da tartaruga-de-couro na Malásia, em 2004 (Foto: AFP/Arquivo)

Fonte: Globo Natureza


20 de abril de 2012 | nenhum comentário »

Mudança climática já faz plantas ‘escalarem’ montanhas, afirma estudo

Picos mais frios têm recebido novas espécies de vegetais.
Montanhas do Mediterrâneo são as que mais perdem plantas devido ao calor.

Estudo liderado pela Academia Austríaca de Ciências aponta que a mudança climática já causa o deslocamento de espécies de plantas nas principais regiões montanhosas da Europa, o que pode acarretar o desaparecimento de vegetais em áreas afetadas por secas e falta de chuvas.

De acordo com uma pesquisa publicada nesta semana na revista “Science”, as plantas têm “escalado”, literalmente, as montanhas em direção ao cume para sobreviver em temperaturas que estariam mais amenas devido às alterações do clima.

O estudo constatou que algumas espécies chegaram a subir até 2,7 metros em busca de um ambiente melhor para sobrevivência.

Entre 2001 e 2008 foram analisados 66 picos de montanhas em 17 diferentes regiões da Europa, entre elas a área que margeia o Mar Mediterrâneo e as cadeias montanhosas das regiões boreais, mais próximas ao Ártico.

No período, novas espécies apareceram em 45 cumes, a maioria na região mais fria e houve redução de plantas em dez cumes, principalmente nos que estão próximos ao Mediterrâneo.

Segundo o estudo, a seca constante no Sul da Europa e a redução de chuvas estariam causando o desaparecimento ou migração dos vegetais para regiões mais frescas.

Fonte: Globo Natureza


16 de dezembro de 2011 | nenhum comentário »

Elefante-marinho percorre 29 mil km em 11 meses no Pacífico, diz ONG

Transmissor foi instalado em espécime que vive na Patagônia chilena.
Observação é importante para verificar se houve alterações no ecossistema.

Ambientalistas da organização Sociedade de Conservação da Vida Selvagem (WCS, na sigla em inglês) instalaram um transmissor em um elefante-marinho-do-sul (Mirounga leonina) em dezembro de 2010, na Terra do Fogo, no Chile, e verificaram em novembro de 2011 que o animal havia percorrido cerca de 29 mil quilômetros ao longo dos 11 meses.

É como se neste período, o animal fizesse uma viagem de ida e volta desde Nova York, nos Estados Unidos, até Sydney, na Austrália. Porém, ele ficou apenas nas proximidades da costa do Chile. O elefante-marinho foi acompanhado pela equipe para que os ambientalistas compreendessem melhor as rotas migratórias da espécie.

De acordo com a organização ambiental, a espécie é indicadora da saúde dos ecossistemas marinhos e pode mostrar como a mudança climática influencia na distribuição de animais na Patagônia.

“Esta informação é vital para melhorar a gestão dos oceanos na região, ajudando a estabelecer as áreas de proteção e a gerir melhor a pesca, sem prejudicar as espécies marinhas vulneráveis”, disse Caleb McClennen, Diretor de Programas Marinhos da WCS.

As informações vão servir para estabelecer um novo modelo de conservação para a região da Patagônia. A organização ambiental monitora 60 elefantes-marinhos por satélite desde 1990.

O elefante-marinho Jackson, cujas viagens foram acompanhadas por 11 meses (Foto: Divulgação/Wildlife Conservation Society)

O elefante-marinho Jackson, cujas viagens foram acompanhadas por 11 meses (Foto: Divulgação/Wildlife Conservation Society)

A linha vermelha no mapa mostra o trajeto percorrido pelo elefante-marinho Jackson entre dezembro de 2010 e novembro de 2011. (Foto: Divulgação/Wildlife Conservation Society)

A linha vermelha no mapa mostra o trajeto percorrido pelo elefante-marinho Jackson entre dezembro de 2010 e novembro de 2011. (Foto: Divulgação/Wildlife Conservation Society)

Fonte: Do Globo Natureza, São Paulo






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21 de maio de 2012 | nenhum comentário »

Espécie de tartaruga marinha nada diferente no Pacífico e no Atlântico

Estilos de nado da tartaruga-de-couro influem na sua alimentação.
Espécie está ameaçada de extinção.

Cientistas descobriram que a tartaruga-de-couro, uma espécie marinha ameaçada de extinção, tem estilos diferentes de natação de acordo com a região do mundo em que vive.

O estudo feito por uma equipe internacional e publicado pela revista científica “PLoS One” comparou a locomoção dessas tartarugas no norte do Oceano Atlântico e no leste do Oceano Pacífico.

As tartarugas do Atlântico conseguem uma variação maior nas formas de nadar. Elas conseguem alternar entre nados lentos e velozes, enquanto as do Pacífico não reduzem a velocidade. Além disso, as tartarugas do Atlântico também conseguem mergulhar mais fundo que suas irmãs.

Segundo o estudo, essas diferenças fazem com que as tartarugas do Pacífico estejam mais ameaçadas. Em altas velocidades, elas não conseguem selecionar o alimento com a mesma qualidade que as do Atlântico, nem buscam comida nas águas mais profundas. Essa tartaruga se alimenta de zooplâncton – organismos que vivem na água, desde protozoários até animais muito pequenos.

Filhotes da tartaruga-de-couro na Malásia, em 2004 (Foto: AFP/Arquivo)

Filhotes da tartaruga-de-couro na Malásia, em 2004 (Foto: AFP/Arquivo)

Fonte: Globo Natureza


20 de abril de 2012 | nenhum comentário »

Mudança climática já faz plantas ‘escalarem’ montanhas, afirma estudo

Picos mais frios têm recebido novas espécies de vegetais.
Montanhas do Mediterrâneo são as que mais perdem plantas devido ao calor.

Estudo liderado pela Academia Austríaca de Ciências aponta que a mudança climática já causa o deslocamento de espécies de plantas nas principais regiões montanhosas da Europa, o que pode acarretar o desaparecimento de vegetais em áreas afetadas por secas e falta de chuvas.

De acordo com uma pesquisa publicada nesta semana na revista “Science”, as plantas têm “escalado”, literalmente, as montanhas em direção ao cume para sobreviver em temperaturas que estariam mais amenas devido às alterações do clima.

O estudo constatou que algumas espécies chegaram a subir até 2,7 metros em busca de um ambiente melhor para sobrevivência.

Entre 2001 e 2008 foram analisados 66 picos de montanhas em 17 diferentes regiões da Europa, entre elas a área que margeia o Mar Mediterrâneo e as cadeias montanhosas das regiões boreais, mais próximas ao Ártico.

No período, novas espécies apareceram em 45 cumes, a maioria na região mais fria e houve redução de plantas em dez cumes, principalmente nos que estão próximos ao Mediterrâneo.

Segundo o estudo, a seca constante no Sul da Europa e a redução de chuvas estariam causando o desaparecimento ou migração dos vegetais para regiões mais frescas.

Fonte: Globo Natureza


16 de dezembro de 2011 | nenhum comentário »

Elefante-marinho percorre 29 mil km em 11 meses no Pacífico, diz ONG

Transmissor foi instalado em espécime que vive na Patagônia chilena.
Observação é importante para verificar se houve alterações no ecossistema.

Ambientalistas da organização Sociedade de Conservação da Vida Selvagem (WCS, na sigla em inglês) instalaram um transmissor em um elefante-marinho-do-sul (Mirounga leonina) em dezembro de 2010, na Terra do Fogo, no Chile, e verificaram em novembro de 2011 que o animal havia percorrido cerca de 29 mil quilômetros ao longo dos 11 meses.

É como se neste período, o animal fizesse uma viagem de ida e volta desde Nova York, nos Estados Unidos, até Sydney, na Austrália. Porém, ele ficou apenas nas proximidades da costa do Chile. O elefante-marinho foi acompanhado pela equipe para que os ambientalistas compreendessem melhor as rotas migratórias da espécie.

De acordo com a organização ambiental, a espécie é indicadora da saúde dos ecossistemas marinhos e pode mostrar como a mudança climática influencia na distribuição de animais na Patagônia.

“Esta informação é vital para melhorar a gestão dos oceanos na região, ajudando a estabelecer as áreas de proteção e a gerir melhor a pesca, sem prejudicar as espécies marinhas vulneráveis”, disse Caleb McClennen, Diretor de Programas Marinhos da WCS.

As informações vão servir para estabelecer um novo modelo de conservação para a região da Patagônia. A organização ambiental monitora 60 elefantes-marinhos por satélite desde 1990.

O elefante-marinho Jackson, cujas viagens foram acompanhadas por 11 meses (Foto: Divulgação/Wildlife Conservation Society)

O elefante-marinho Jackson, cujas viagens foram acompanhadas por 11 meses (Foto: Divulgação/Wildlife Conservation Society)

A linha vermelha no mapa mostra o trajeto percorrido pelo elefante-marinho Jackson entre dezembro de 2010 e novembro de 2011. (Foto: Divulgação/Wildlife Conservation Society)

A linha vermelha no mapa mostra o trajeto percorrido pelo elefante-marinho Jackson entre dezembro de 2010 e novembro de 2011. (Foto: Divulgação/Wildlife Conservation Society)

Fonte: Do Globo Natureza, São Paulo