17 de maio de 2012 | nenhum comentário »

Coalas podem desaparecer em cinquenta anos, diz WWF

Destruição das florestas de eucaliptos e doenças levariam a espécie à extinção

A organização não governamental WWF alertou nesta terça-feira que a população de coalasda Austrália corre o risco de extinguir-se nos próximos 50 anos. O representante da ONG na Austrália, Martin Taylor, anunciou que nas últimas duas décadas a população de coalas diminuiu 42%. Segundo Taylor, se a tendência continuar, o marsupial pode desaparecer.

Ameaças - Os ecologistas atribuem a queda do número de coalas à destruição de seu habitat – provocado, segundo a WWF, pelo desenvolvimento humano e pelas alterações climáticas. A espécie vive em florestas naturais de eucaliptos e se alimenta principalmente das folhas frescas das árvores. Outra ameaça aos marsupiais são os surtos da doença clamídia. Essa bactéria, contra a qual os cientistas estão pesquisando uma vacina, produz lesões nos genitais e nos olhos dos coalas, causando infertilidade, cegueira e, posteriormente, a morte.

O número de coalas na Austrália oscila entre 40 mil e 250 mil exemplares, segundo estimativas. No mês passado, o governo australiano catalogou os coalas como “espécie vulnerável” na lista de animais ameaçados no país.

Folhas de eucalipto são o principal alimento dos coalas

Folhas de eucalipto são o principal alimento dos coalas (Reuters)

Fonte: Veja Ciência


12 de março de 2012 | nenhum comentário »

Descobertas na Índia novas espécies de anfíbios sem patas

Pesquisadores suspeitam que a área de distribuição desses anfíbios se estenda até Mianmar, Butão e Nepal

Foto: S.D. Biju via The New York Times - Pesquisadores identificaram cinco espécies de anfíbios sem patas em 250 localidades do território indiano

Uma nova família de anfíbios, sem membros ou cauda, foi descoberta no nordeste da Índia. No decorrer de cinco anos, os pesquisadores identificaram cinco espécies pertencentes a essa família em 250 localidades de todo o vasto território.

Os anfíbios são escavadores e passam toda a vida debaixo da terra.

“O ciclo de vida completo, tudo ocorre debaixo do solo”, afirmou S.D. Biju, cientista ambiental da Universidade de Déli, que liderou o estudo. “Até o momento não temos muitas informações sobre a alimentação. Acreditamos que se alimentem de minhocas.”

Biju e seus colegas chamaram a nova família deChikilidae e a descreveram no periódico The Proceedings of the Royal Society B.

Os próprios anfíbios se parecem com minhocas ou cobras pequenas, embora não sejam venenosos. Ao contrário das minhocas, eles possuem também uma espinha dorsal resistente.

Os pesquisadores suspeitam que a área de distribuição desses anfíbios se estenda até Mianmar, Butão e Nepal, afirmou Biju. Eles também parecem ter parentesco com outra família de anfíbios desprovidos de membros da África, que se separou da família indiana há 140 milhões de anos.

Biju afirmou que a descoberta enfatizou a necessidade de preservação dos anfíbios da Índia, onde espécies maiores e carismáticas como tigres e elefantes recebem muito mais atenção.

“A região nordeste da Índia vem sofrendo uma enorme destruição de habitats que se deve unicamente à indiferença dos seres humanos”, afirmou Biju. “Essa área é um grande foco de biodiversidade.”

Fonte: The New York Times


24 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Mais de 12% de espécies de área do Pacífico estão ameaçadas, diz IUCN

Pesca predatória, destruição de habitat e El Niño seriam principais causas.
Fauna e flora estudadas estão no Golfo da Califórnia, Panamá e Costa Rica.

Mais de 12% das espécies marinhas, animais ou vegetais, da região tropical leste do Oceano Pacífico estão ameaçadas de extinção devido à pesca predatória, à destruição de seu habitat e ao impacto do El Niño, segundo um estudo da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês).

A investigação científica, primeira do tipo conduzido pela IUCN no Golfo da Califórnia, na costa do Panamá e da Costa Rica, além das cinco ilhas e arquipélagos, engloba toda a fauna e flora da região — peixes, mamíferos marinhos, tartarugas-marinhas, aves marinhas, corais, manguezais e algas. As zonas de maior risco são a entrada do Golfo da Califórnia a as costas do Panamá e da Costa Rica.

“Identificar espécies ameaçadas e as causas desta ameaça pode ajudar a definir as prioridades de conservação marinha na região”, afirmou Beth Polidoro, autora principal do estudo, enquanto Scott Henderson, coautor, acredita que “salvar espécies ameaçadas é a coisa mais importante que podemos fazer para proteger a saúde do oceano, necessária para o bem-estar de milhões de pessoas”.

Zona de proteção
A IUCN considera, ao final do relatório, que a criação de uma zona protegida em torno do atol de Clipperton — lponto localizado a mais de 2.500 km da costa dos EUA — deverá ser uma prioridade, assim como uma legislação para limitar a destruição de manguezais ao longo da costa do Panamá e da Costa Rica.

Nos últimos anos, pelo menos 20 espécies marinhas desapareceram no mundo, além de outros 133 grupos locais de espécies marinhas.

Dessa forma desapareceram espécies de peixes das Ilhas Galápagos durante a passagem do El Niño entre 1982 e 1983. Outrora abundante nas águas do sul da Califórnia e do Golfo da Califórnia, o peixe Totoaba e o bagre-gigante são considerados “criticamente ameaçados” devido à pesca predatória.

 

Fonte: Da France Presse


23 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Austrália irrita ambientalistas ao adiar proteção a coalas

O governo australiano irritou ambientalistas após adiar novamente a decisão sobre a possibilidade de adicionar o coala,  um símbolo nacional, na lista das espécies ameaçadas de extinção no país. Em 2011, uma investigação do Senado apontou que existem apenas 43 mil exemplares da espécie na Austrália. As informações são da rede CNN.

Milhões de coalas foram mortos desde a chegada dos colonos europeus no século 18. No início do século 20, a caça liberada também ajudou a dizimar a espécie e, nas últimas décadas, muitos animais morreram em decorrência da destruição do habitat natural e por doenças. Muitos ainda são vulneráveis a incêndios florestais e secas.

No entanto, o ministro do Ambiente, Tony Burke, disse que precisa de dez semanas para considerar novas informações do Comitê Científico de Espécies Ameaçadas (TSSC). É a segunda vez que a decisão foi atrasada, já que estava inicialmente prevista para outubro. “Eu não posso definir uma lista de espécies ameaçadas em toda a Austrália quando há muitos lugares onde o número coalas permanece elevado”, afirmou o ministro em comunicado.

Atualmente, os coalas são listadas como “vulneráveis” na legislação estadual de Queensland e New South Wales, e como “raros” no sul da Austrália. No entanto, não foi concedida nenhuma proteção adicional na legislação federal. Ativistas afirmam que uma lista nacional é necessária porque os governos estaduais não têm conseguido atuar frente ao declínio da população.

Ícone da Austrália, o coala teve sua população reduzida nos últimos anos. Foto: AFP

Ícone da Austrália, o coala teve sua população reduzida nos últimos anos Foto: AFP

Fonte: Portal Terra


13 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Filhote de anta brasileira ameaçada nasce em zoológico britânico

Animal foi o sétimo a nascer em zoo de Devon nos últimos 11 anos.

Um filhote de anta brasileira, animal considerado ameaçado no Brasil, é o mais novo recém-chegado em um zoológico em Devon, no sudoeste da Inglaterra.

Batizado de Dexter, o filhote nasceu no dia 5 de fevereiro no zoo de Paignton, que nos últimos 11 anos viu o nascimento de outros seis desses animais.

‘Há poucos filhotes tão fofos quanto os de anta’, disse o porta-voz do zoo, Neil Bemment. ‘É sempre uma boa notícia cruzar uma espécie tão popular e carismática.’

Dexter nasceu com pele rajada e algumas pintas, que desaparecerão após alguns meses para dar lugar à pele escura característica dos indivíduos adultos.

As antas brasileiras, nativas de quase todos os países sul-americanos, são consideradas em risco de extinção na maior parte dos ecossistemas onde existem no Brasil por causa da destruição de seus habitats naturais e pela prática da caça.

Estes animais vivem em áreas de florestas e savanas, alimentando-se de grama, folhagens, brotos, frutas e vegetação aquática. O período de gestação de um filhote de anta dura 13 meses.

‘O nariz da anta, curto, carnudo e em formato de tronco, ajuda o animal a farejar pela floresta, e funciona como um dedo sensível capaz de arrancar folhas e galhos’, disse o porta-voz do zoológico.

‘Além disso, é um ótimo tubo de respiração quando ela está tomando banho. As antas adoram a água e são excelente nadadoras.’

Dexter nasceu no dia 5 de fevereiro no zoo de Paignton (Foto: Zoológico de Paignton)

Dexter nasceu no dia 5 de fevereiro no zoo de Paignton (Foto: Zoológico de Paignton)

Fonte: BBC


16 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Conheça projetos e medidas que evitam a destruição da Amazônia

Governo monitora desmatamento e restringe crédito de desmatador.
ONGs e agricultores têm iniciativas para conter devastação.

Por meio de controle e educação, diferentes projetos e medidas contribuem para a redução do desmatamento em diferentes pontos da Amazônia. Um programa da Embrapa, no Pará, transformou o trator em uma arma contra a devastação – 42 famílias de pequenos agricultores estão aprendendo a usar a máquina para plantar em vez de queimar árvores.

O agricultor Luciano Braga diz que sua família desrespeitava a terra: desmatava e queimava. Há seis anos, ele começou a usar o trator e a produtividade aumento. “A diferença que a gente sente é que na queimada, além de estar poluindo e contribuindo para o aquecimento do planeta, perde muito nutriente. Com a área triturada a gente tem toda a matéria em cima da terra, não perde nada e com o passar do tempo a terra vai ficando cada vez mais forte”, diz o agricultor.

Uma outra arma para combater o desmatamento está no espaço. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais e a ONG Imazon utilizam satélites para observar toda a floresta. Eles não estão ao alcance dos olhos de quem destrói a mata, mas revelam onde estão os desmatamentos, que aparecem nas imagens gravadas pelos computadores.

Os principais alvos são Pará, Mato grosso e Rondônia, onde há mais destruição da floresta. O governo federal fez um levantamento dos principais desmatadores, e o Ministério do Meio Ambiente ajuda os municípios que desejam sair da “lista suja”.

O primeiro município que saiu da lista foi Paragominas, no Pará. Em 2009, o Brasil assumiu o compromisso na Conferencia da ONU sobre o Clima de reduzir o desmatamento ilegal em 80% até 2020.

Para cumprir a meta, além da tecnologia de satélite, o governo restringe o crédito para agricultores que não respeitam as leis ambientais. Em São Félix do Xingu (PA), foi criado um Cadastro Ambiental Rural – o CAR – um registro que identifica propriedades onde não se destroi a natureza.

Em um ano, o número de cadastros em São Félix passou de apenas 17 para 2.600. O município tem cerca de 6 mil fazendas. Com a ajuda da ONG TNC Brasil,que tem uma parceria com o governo estadual, o fazendeiro Pedro Rodrigues Vieira aprendeu a criar o gado sem destruir a mata.

“Esse terreno aqui está sendo preparado pra virar uma área de pasto que o pessoal da fazenda chama de piquete. O gado circula por vários desses piquetes onde a terra é sempre reciclada e esse processo é que evita o desmatamento da floresta na busca de novos pastos”, explica.

O sindicato dos produtores rurais local acha que o CAR é vantajoso e tenta convencer todos os fazendeiros a aderir. Ambientalistas dizem que as novas políticas e a tecnologia controlaram o ritmo do desmatamento, mas não acabaram com ele. A bola está agora com o Congresso Nacional que está discutindo a reforma do Código Florestal. O novo texto deve mudar as regras sobre quais áreas o agronegócio pode ou não desmatar. Enquanto a decisão não sai, muitos cientistas torcem para deputados e senadores não esquecerem que a atividade econômica sustentável é tão importante quanto a beleza da floresta viva.

“A floresta é um excelente negócio e será ainda no futuro. Isso porque num mundo aquecido, aquele que mantiver preservadas suas florestas vai ter um patrimônio de valor inestimável para a manutenção do equilíbrio climático não só regional, mas também global”, diz Paulo Moutinho do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam).

Fonte: Do Globo Natureza com informações do Jornal o Globo.


4 de agosto de 2010 | nenhum comentário »

Material de pesca é destruído em MG

Policiais Militares Ambientais destruíram, nesta terça-feira (3), material de pesca apreendido durante ações de combate à pesca predatória na região de Governador Valadares (MG). Os objetos foram incinerados em uma fábrica do município.

Entre os objetos incinerados estão 473 redes de espera, cinco redes de arrasto, uma rede de tecido e 17 tarrafas. Segundo a polícia, a maior parte da mercadoria foi apreendida durante o período da piracema. Fonte: G1

iron man 2 the movie

25 de março de 2009 | nenhum comentário »

Decreto de Lula acaba com cavernas no país

caverna-petar3Supremo pede ao presidente explicações sobre a medida

Liana Melo escreve para “O Globo”:

O Brasil está correndo o risco de ficar sem cavernas no futuro próximo. O decreto 6.640, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 7 de novembro, permite destruir cavernas e grutas espalhadas pelo país.

O decreto classifica as cavernas em quatro categorias, pelo grau de relevância: máximo, alto, médio e baixo. Apenas as cavidades consideradas de máxima relevância serão poupadas da destruição. As demais poderão ser eliminadas.

Especialistas em espeleologia calculam que existam no país, segundo dados do Cadastro Nacional de Cavernas do Brasil, cerca de 4.672 cavernas.

Para ambientalistas, o governo cedeu às pressões de setores econômicos, como o de mineração e o elétrico. O estado de Minas Gerais é o recordista em cavernas, com 1.656; depois vêm Goiás (665), Bahia (540) e São Paulo (520).

A Sociedade Brasileira de Espeleologia recorreu à Procuradoria Geral da República pedindo uma ação direta de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o decreto.

A ação já foi iniciada. Ontem, o presidente Lula recebeu ofício do ministro Eros Grau, do STF, pedindo explicações sobre a medida. A notícia foi publicada com exclusividade pelo Blog Verde.

Além do presidente Lula, o STF vai ouvir a Advogacia Geral da União e o procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, autor da ação direta de inconstitucionalidade ajuizada no STF, em 10 de março.

— Este decreto subverte o modelo constitucional e altera o regime jurídico de preservação de espaços territoriais especialmente protegidos — explica o procurador, que pediu a suspensão da validade do decreto, “em vista da possibilidade de que empreendimentos econômicos sejam de pronto instalados, em detrimento do patrimônio espeleológico brasileiro”.

Foi às vésperas da “canetada”, como classifica o presidente da Sociedade Brasileira de Espeleologia (SBE), Emerson Gomes Pedro, que os especialistas em cavidades naturais tomaram conhecimento do decreto 6.640, que modificou o 99.556, de 1990.

Além do Judiciário, a medida também está sendo questionada no Legislativo. O deputado Antonio Carlos Mendes Tamer (PSDB/SP) apresentou projeto pedindo a suspensão do decreto.

A proposta foi parar na Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados.

— Cerca de 70% das cavernas estão correndo risco de desaparecer, o que constitui uma ameaça sem precedentes ao meio ambiente e ao patrimônio cultural de nosso país — protesta Gomes, para quem não há indício de que as cavernas estejam dificultando o desenvolvimento da economia brasileira.
(O Globo, 25/3)

download due date dvd





Categorias

Tópicos recentes

Meta

 

outubro 2019
S T Q Q S S D
« mar    
 123456
78910111213
14151617181920
21222324252627
28293031  

17 de maio de 2012 | nenhum comentário »

Coalas podem desaparecer em cinquenta anos, diz WWF

Destruição das florestas de eucaliptos e doenças levariam a espécie à extinção

A organização não governamental WWF alertou nesta terça-feira que a população de coalasda Austrália corre o risco de extinguir-se nos próximos 50 anos. O representante da ONG na Austrália, Martin Taylor, anunciou que nas últimas duas décadas a população de coalas diminuiu 42%. Segundo Taylor, se a tendência continuar, o marsupial pode desaparecer.

Ameaças - Os ecologistas atribuem a queda do número de coalas à destruição de seu habitat – provocado, segundo a WWF, pelo desenvolvimento humano e pelas alterações climáticas. A espécie vive em florestas naturais de eucaliptos e se alimenta principalmente das folhas frescas das árvores. Outra ameaça aos marsupiais são os surtos da doença clamídia. Essa bactéria, contra a qual os cientistas estão pesquisando uma vacina, produz lesões nos genitais e nos olhos dos coalas, causando infertilidade, cegueira e, posteriormente, a morte.

O número de coalas na Austrália oscila entre 40 mil e 250 mil exemplares, segundo estimativas. No mês passado, o governo australiano catalogou os coalas como “espécie vulnerável” na lista de animais ameaçados no país.

Folhas de eucalipto são o principal alimento dos coalas

Folhas de eucalipto são o principal alimento dos coalas (Reuters)

Fonte: Veja Ciência


12 de março de 2012 | nenhum comentário »

Descobertas na Índia novas espécies de anfíbios sem patas

Pesquisadores suspeitam que a área de distribuição desses anfíbios se estenda até Mianmar, Butão e Nepal

Foto: S.D. Biju via The New York Times - Pesquisadores identificaram cinco espécies de anfíbios sem patas em 250 localidades do território indiano

Uma nova família de anfíbios, sem membros ou cauda, foi descoberta no nordeste da Índia. No decorrer de cinco anos, os pesquisadores identificaram cinco espécies pertencentes a essa família em 250 localidades de todo o vasto território.

Os anfíbios são escavadores e passam toda a vida debaixo da terra.

“O ciclo de vida completo, tudo ocorre debaixo do solo”, afirmou S.D. Biju, cientista ambiental da Universidade de Déli, que liderou o estudo. “Até o momento não temos muitas informações sobre a alimentação. Acreditamos que se alimentem de minhocas.”

Biju e seus colegas chamaram a nova família deChikilidae e a descreveram no periódico The Proceedings of the Royal Society B.

Os próprios anfíbios se parecem com minhocas ou cobras pequenas, embora não sejam venenosos. Ao contrário das minhocas, eles possuem também uma espinha dorsal resistente.

Os pesquisadores suspeitam que a área de distribuição desses anfíbios se estenda até Mianmar, Butão e Nepal, afirmou Biju. Eles também parecem ter parentesco com outra família de anfíbios desprovidos de membros da África, que se separou da família indiana há 140 milhões de anos.

Biju afirmou que a descoberta enfatizou a necessidade de preservação dos anfíbios da Índia, onde espécies maiores e carismáticas como tigres e elefantes recebem muito mais atenção.

“A região nordeste da Índia vem sofrendo uma enorme destruição de habitats que se deve unicamente à indiferença dos seres humanos”, afirmou Biju. “Essa área é um grande foco de biodiversidade.”

Fonte: The New York Times


24 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Mais de 12% de espécies de área do Pacífico estão ameaçadas, diz IUCN

Pesca predatória, destruição de habitat e El Niño seriam principais causas.
Fauna e flora estudadas estão no Golfo da Califórnia, Panamá e Costa Rica.

Mais de 12% das espécies marinhas, animais ou vegetais, da região tropical leste do Oceano Pacífico estão ameaçadas de extinção devido à pesca predatória, à destruição de seu habitat e ao impacto do El Niño, segundo um estudo da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês).

A investigação científica, primeira do tipo conduzido pela IUCN no Golfo da Califórnia, na costa do Panamá e da Costa Rica, além das cinco ilhas e arquipélagos, engloba toda a fauna e flora da região — peixes, mamíferos marinhos, tartarugas-marinhas, aves marinhas, corais, manguezais e algas. As zonas de maior risco são a entrada do Golfo da Califórnia a as costas do Panamá e da Costa Rica.

“Identificar espécies ameaçadas e as causas desta ameaça pode ajudar a definir as prioridades de conservação marinha na região”, afirmou Beth Polidoro, autora principal do estudo, enquanto Scott Henderson, coautor, acredita que “salvar espécies ameaçadas é a coisa mais importante que podemos fazer para proteger a saúde do oceano, necessária para o bem-estar de milhões de pessoas”.

Zona de proteção
A IUCN considera, ao final do relatório, que a criação de uma zona protegida em torno do atol de Clipperton — lponto localizado a mais de 2.500 km da costa dos EUA — deverá ser uma prioridade, assim como uma legislação para limitar a destruição de manguezais ao longo da costa do Panamá e da Costa Rica.

Nos últimos anos, pelo menos 20 espécies marinhas desapareceram no mundo, além de outros 133 grupos locais de espécies marinhas.

Dessa forma desapareceram espécies de peixes das Ilhas Galápagos durante a passagem do El Niño entre 1982 e 1983. Outrora abundante nas águas do sul da Califórnia e do Golfo da Califórnia, o peixe Totoaba e o bagre-gigante são considerados “criticamente ameaçados” devido à pesca predatória.

 

Fonte: Da France Presse


23 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Austrália irrita ambientalistas ao adiar proteção a coalas

O governo australiano irritou ambientalistas após adiar novamente a decisão sobre a possibilidade de adicionar o coala,  um símbolo nacional, na lista das espécies ameaçadas de extinção no país. Em 2011, uma investigação do Senado apontou que existem apenas 43 mil exemplares da espécie na Austrália. As informações são da rede CNN.

Milhões de coalas foram mortos desde a chegada dos colonos europeus no século 18. No início do século 20, a caça liberada também ajudou a dizimar a espécie e, nas últimas décadas, muitos animais morreram em decorrência da destruição do habitat natural e por doenças. Muitos ainda são vulneráveis a incêndios florestais e secas.

No entanto, o ministro do Ambiente, Tony Burke, disse que precisa de dez semanas para considerar novas informações do Comitê Científico de Espécies Ameaçadas (TSSC). É a segunda vez que a decisão foi atrasada, já que estava inicialmente prevista para outubro. “Eu não posso definir uma lista de espécies ameaçadas em toda a Austrália quando há muitos lugares onde o número coalas permanece elevado”, afirmou o ministro em comunicado.

Atualmente, os coalas são listadas como “vulneráveis” na legislação estadual de Queensland e New South Wales, e como “raros” no sul da Austrália. No entanto, não foi concedida nenhuma proteção adicional na legislação federal. Ativistas afirmam que uma lista nacional é necessária porque os governos estaduais não têm conseguido atuar frente ao declínio da população.

Ícone da Austrália, o coala teve sua população reduzida nos últimos anos. Foto: AFP

Ícone da Austrália, o coala teve sua população reduzida nos últimos anos Foto: AFP

Fonte: Portal Terra


13 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Filhote de anta brasileira ameaçada nasce em zoológico britânico

Animal foi o sétimo a nascer em zoo de Devon nos últimos 11 anos.

Um filhote de anta brasileira, animal considerado ameaçado no Brasil, é o mais novo recém-chegado em um zoológico em Devon, no sudoeste da Inglaterra.

Batizado de Dexter, o filhote nasceu no dia 5 de fevereiro no zoo de Paignton, que nos últimos 11 anos viu o nascimento de outros seis desses animais.

‘Há poucos filhotes tão fofos quanto os de anta’, disse o porta-voz do zoo, Neil Bemment. ‘É sempre uma boa notícia cruzar uma espécie tão popular e carismática.’

Dexter nasceu com pele rajada e algumas pintas, que desaparecerão após alguns meses para dar lugar à pele escura característica dos indivíduos adultos.

As antas brasileiras, nativas de quase todos os países sul-americanos, são consideradas em risco de extinção na maior parte dos ecossistemas onde existem no Brasil por causa da destruição de seus habitats naturais e pela prática da caça.

Estes animais vivem em áreas de florestas e savanas, alimentando-se de grama, folhagens, brotos, frutas e vegetação aquática. O período de gestação de um filhote de anta dura 13 meses.

‘O nariz da anta, curto, carnudo e em formato de tronco, ajuda o animal a farejar pela floresta, e funciona como um dedo sensível capaz de arrancar folhas e galhos’, disse o porta-voz do zoológico.

‘Além disso, é um ótimo tubo de respiração quando ela está tomando banho. As antas adoram a água e são excelente nadadoras.’

Dexter nasceu no dia 5 de fevereiro no zoo de Paignton (Foto: Zoológico de Paignton)

Dexter nasceu no dia 5 de fevereiro no zoo de Paignton (Foto: Zoológico de Paignton)

Fonte: BBC


16 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Conheça projetos e medidas que evitam a destruição da Amazônia

Governo monitora desmatamento e restringe crédito de desmatador.
ONGs e agricultores têm iniciativas para conter devastação.

Por meio de controle e educação, diferentes projetos e medidas contribuem para a redução do desmatamento em diferentes pontos da Amazônia. Um programa da Embrapa, no Pará, transformou o trator em uma arma contra a devastação – 42 famílias de pequenos agricultores estão aprendendo a usar a máquina para plantar em vez de queimar árvores.

O agricultor Luciano Braga diz que sua família desrespeitava a terra: desmatava e queimava. Há seis anos, ele começou a usar o trator e a produtividade aumento. “A diferença que a gente sente é que na queimada, além de estar poluindo e contribuindo para o aquecimento do planeta, perde muito nutriente. Com a área triturada a gente tem toda a matéria em cima da terra, não perde nada e com o passar do tempo a terra vai ficando cada vez mais forte”, diz o agricultor.

Uma outra arma para combater o desmatamento está no espaço. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais e a ONG Imazon utilizam satélites para observar toda a floresta. Eles não estão ao alcance dos olhos de quem destrói a mata, mas revelam onde estão os desmatamentos, que aparecem nas imagens gravadas pelos computadores.

Os principais alvos são Pará, Mato grosso e Rondônia, onde há mais destruição da floresta. O governo federal fez um levantamento dos principais desmatadores, e o Ministério do Meio Ambiente ajuda os municípios que desejam sair da “lista suja”.

O primeiro município que saiu da lista foi Paragominas, no Pará. Em 2009, o Brasil assumiu o compromisso na Conferencia da ONU sobre o Clima de reduzir o desmatamento ilegal em 80% até 2020.

Para cumprir a meta, além da tecnologia de satélite, o governo restringe o crédito para agricultores que não respeitam as leis ambientais. Em São Félix do Xingu (PA), foi criado um Cadastro Ambiental Rural – o CAR – um registro que identifica propriedades onde não se destroi a natureza.

Em um ano, o número de cadastros em São Félix passou de apenas 17 para 2.600. O município tem cerca de 6 mil fazendas. Com a ajuda da ONG TNC Brasil,que tem uma parceria com o governo estadual, o fazendeiro Pedro Rodrigues Vieira aprendeu a criar o gado sem destruir a mata.

“Esse terreno aqui está sendo preparado pra virar uma área de pasto que o pessoal da fazenda chama de piquete. O gado circula por vários desses piquetes onde a terra é sempre reciclada e esse processo é que evita o desmatamento da floresta na busca de novos pastos”, explica.

O sindicato dos produtores rurais local acha que o CAR é vantajoso e tenta convencer todos os fazendeiros a aderir. Ambientalistas dizem que as novas políticas e a tecnologia controlaram o ritmo do desmatamento, mas não acabaram com ele. A bola está agora com o Congresso Nacional que está discutindo a reforma do Código Florestal. O novo texto deve mudar as regras sobre quais áreas o agronegócio pode ou não desmatar. Enquanto a decisão não sai, muitos cientistas torcem para deputados e senadores não esquecerem que a atividade econômica sustentável é tão importante quanto a beleza da floresta viva.

“A floresta é um excelente negócio e será ainda no futuro. Isso porque num mundo aquecido, aquele que mantiver preservadas suas florestas vai ter um patrimônio de valor inestimável para a manutenção do equilíbrio climático não só regional, mas também global”, diz Paulo Moutinho do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam).

Fonte: Do Globo Natureza com informações do Jornal o Globo.


4 de agosto de 2010 | nenhum comentário »

Material de pesca é destruído em MG

Policiais Militares Ambientais destruíram, nesta terça-feira (3), material de pesca apreendido durante ações de combate à pesca predatória na região de Governador Valadares (MG). Os objetos foram incinerados em uma fábrica do município.

Entre os objetos incinerados estão 473 redes de espera, cinco redes de arrasto, uma rede de tecido e 17 tarrafas. Segundo a polícia, a maior parte da mercadoria foi apreendida durante o período da piracema. Fonte: G1

iron man 2 the movie

25 de março de 2009 | nenhum comentário »

Decreto de Lula acaba com cavernas no país

caverna-petar3Supremo pede ao presidente explicações sobre a medida

Liana Melo escreve para “O Globo”:

O Brasil está correndo o risco de ficar sem cavernas no futuro próximo. O decreto 6.640, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 7 de novembro, permite destruir cavernas e grutas espalhadas pelo país.

O decreto classifica as cavernas em quatro categorias, pelo grau de relevância: máximo, alto, médio e baixo. Apenas as cavidades consideradas de máxima relevância serão poupadas da destruição. As demais poderão ser eliminadas.

Especialistas em espeleologia calculam que existam no país, segundo dados do Cadastro Nacional de Cavernas do Brasil, cerca de 4.672 cavernas.

Para ambientalistas, o governo cedeu às pressões de setores econômicos, como o de mineração e o elétrico. O estado de Minas Gerais é o recordista em cavernas, com 1.656; depois vêm Goiás (665), Bahia (540) e São Paulo (520).

A Sociedade Brasileira de Espeleologia recorreu à Procuradoria Geral da República pedindo uma ação direta de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o decreto.

A ação já foi iniciada. Ontem, o presidente Lula recebeu ofício do ministro Eros Grau, do STF, pedindo explicações sobre a medida. A notícia foi publicada com exclusividade pelo Blog Verde.

Além do presidente Lula, o STF vai ouvir a Advogacia Geral da União e o procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, autor da ação direta de inconstitucionalidade ajuizada no STF, em 10 de março.

— Este decreto subverte o modelo constitucional e altera o regime jurídico de preservação de espaços territoriais especialmente protegidos — explica o procurador, que pediu a suspensão da validade do decreto, “em vista da possibilidade de que empreendimentos econômicos sejam de pronto instalados, em detrimento do patrimônio espeleológico brasileiro”.

Foi às vésperas da “canetada”, como classifica o presidente da Sociedade Brasileira de Espeleologia (SBE), Emerson Gomes Pedro, que os especialistas em cavidades naturais tomaram conhecimento do decreto 6.640, que modificou o 99.556, de 1990.

Além do Judiciário, a medida também está sendo questionada no Legislativo. O deputado Antonio Carlos Mendes Tamer (PSDB/SP) apresentou projeto pedindo a suspensão do decreto.

A proposta foi parar na Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados.

— Cerca de 70% das cavernas estão correndo risco de desaparecer, o que constitui uma ameaça sem precedentes ao meio ambiente e ao patrimônio cultural de nosso país — protesta Gomes, para quem não há indício de que as cavernas estejam dificultando o desenvolvimento da economia brasileira.
(O Globo, 25/3)

download due date dvd