1 de abril de 2013 | nenhum comentário »

Países africanos prometem mobilizar soldados para proteger elefantes

Mais de 419 animais foram mortos por caçadores desde 2012, diz WWF.
Países da África Central fizeram reunião de urgência devido a massacres.

Países da região central da África, como Camarões e Chade, prometem mobilizar até mil soldados para realizar operações militares de proteção aos elefantes das savanas, que estão ameaçados por caçadores originários do Sudão, disse a organização ambiental WWF nesta terça-feira (26). A matança dos animais está em situação “desenfreada”, segundo a ONG.

“Nós recomendamos a mobilização de todas as forças de segurança e de defesa dos países afetados”, afirmaram representantes da Comunidade Econômica dos Estados da África Central em um acordo conjunto anunciado após uma reunião de emergência contra a matança dos animais, ocorrida na semana passada, entre os dias 21 e 23 de março.

A conferência, realizada na capital de Camarões, Yaoundé, decidiu por um plano de emergência conjunto que custará 1,8 milhão de euros (R$ 4,6 milhões) aos países. Aviões, veículos militares em terra e comunicação via satélite vão ser algumas das ferramentas usadas por um comando militar que combaterá os caçadores.

Foram identificados mais de 300 caçadores sudaneses fortemente armados, que têm massacrado elefantes na República Centro-Africana, no Chade e nos Camarões, diz a WWF. Pelo menos 419 animais foram mortos nos três países desde o ano passado.

Devem ser enviadas também missões diplomáticas para o Sudão e o Sudão do Sul, país criado recentemente, como forma de buscar apoio governamental no combate aos caçadores ilegais.

Elefante morto por caçadores ilegais em Camarões (Foto: Divulgação/Bouba N’Djida/WWF)

Elefante morto por caçadores ilegais em Camarões (Foto: Divulgação/Bouba N’Djida/WWF)

Fonte: Globo Natureza


6 de março de 2013 | nenhum comentário »

População de elefantes africanos de florestas cai 62% em uma década

Levantamento foi feito em cinco países, incluindo Camarões e Gabão.
Animais ocupam menos de 25% da área que poderiam ocupar, diz estudo.

A população de elefantes africanos de florestas foi reduzida em 62% em uma década, aponta um estudo publicado nesta semana no periódico “PLoS One”. Segundo os cientistas, estes paquidermes estão sob pressão crescente de caçadores e praticamente desapareceram das matas da República Democrática do Congo, onde antes existiam em abundância.

“A população [de elefantes] está agora em 10% do seu tamanho potencial, ocupando menos de 25% do espaço que poderia ocupar”, dizem os cientistas. Eles fizeram o levantamento em cinco países, incluindo Camarões, Gabão e República Democrática do Congo.

O estudo foi realizado por mais de dez instituições diferentes, como a Universidade Estadual do Colorado, nos EUA; a Universidade de Stirling, na Grã-Bretanha; a Universidade de Amsterdã, na Holanda; e a Universidade de Liège, na Bélgica.

Entre as causas para a redução no número de animais entre 2002 e 20011, período coberto pelo estudo, está o crescimento populacional em regiões onde antes havia florestas, falta de punição aos caçadores, leis fracas e proximidade com regiões onde há expansão de infraestrutura, afirmam os pesquisadores.

O estudo cobriu cerca de 260 mil km², aproximadamente 12% das florestas na África Central. “Cerca de metade dos elefantes sobreviventes estão no Gabão, e menos de um quinto na República Democrática do Congo. Estes países cobrem 13% e 62% da área total de mata estudada, respectivamente”, dizem os cientistas.

“Provavelmente, a espécie foi eliminada de grandes regiões em que antes ela era encontrada”, afirmam os pesquisadores, no estudo.

Elefante africano de floresta atravessa rio com filhote  (Foto: Divulgação/Thomas Breuer/"PLoS One")

Elefante africano de floresta atravessa rio com filhote (Foto: Divulgação/Thomas Breuer/"PLoS One")

Fonte: Globo Natureza


7 de agosto de 2012 | nenhum comentário »

Sistema de comunicação dos elefantes é similar ao dos seres humanos

Sons de baixa frequência são emitidos pela passagem do ar por ‘cordas vocais’ e não pela contração dos músculos, como nos gatos

Os elefantes africanos são conhecidos por serem grandes comunicadores, mas até agora os cientistas não sabiam ao certo se os sons eram emitidos por contrações musculares, como o ronronar de um gato, ou por vibrações nas cordas vocais, como os seres humanos e outros mamíferos. A análise da laringe de um elefante africano permitiu que os cientistas desvendassem o mistério: eles se comunicam usando uma estrutura semelhante às cordas vocais, e emitem um som de frequência extremamente baixa (infrassom), abaixo do que os humanos podem ouvir completamente. A descoberta foi publicada na revista Science.

De acordo com o estudo de Christian Herbst, da Universidade de Viena, feito com colegas da Alemanha, Áustria e Estados Unidos, os elefantes têm o mesmo mecanismo que produz a fala em humanos – e também em muitos outros mamíferos – para se comunicarem em sons baixos.

Para chegar a essa conclusão, eles analisaram em laboratório a laringe de um elefante africano, que vivia em um zoológico em Berlim. Por meio de um mecanismo que imitava o fluxo de ar nos pulmões, puderam induzir os movimentos das ‘cordas vocais’ e a vibração de baixa frequência.

Isso demonstra que os elefantes contam com um mecanismo de aerodinâmica mioelástica – quando une a elasticidade das cordas vocais e a passagem do ar por elas para emitir o som. O cérebro do elefante também pode estar envolvido para relaxar e tencionar as cordas vocais se outro mecanismo, como o ronronar do gato, estiver envolvido.

Os pesquisadores também encontraram um padrão não linear no modo como as ‘cordas vocais’ dos elefantes vibram, assim como nos seres humanos. Essas irregularidades geralmente ocorrem quando os bebes choram ou quando cantores de heavy metal gritam, por exemplo. “Isso também pode ser observado em jovens elefantes, em situações de extrema excitação”, disse Herbst.

Cientistas detectam como os elefantes se comunicam

Cientistas detectam como os elefantes se comunicam (Jan-Hendrik van Rooyen/Getty Images/iStockphoto)

Fonte: Veja Ciência


9 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Animais também têm consciência, dizem neurocientistas

Pesquisadores publicaram manifesto mostrando que, com base na análise de ondas cerebrais, não há como dizer que só seres humanos têm consciência

Um grupo de 13 neurocientistas, incluindo o canadense Philip Low, criador do iBrain, dispositivo que vai ajudar o físico Stephen Hawking a se comunicar usando a mente, assinou uma declaração neste sábado em Cambridge, na Inglaterra, afirmando que alguns animais, como pássaros, macacos, elefantes, golfinhos, polvos, cães e gatos, possuem consciência, assim como os seres humanos. É a primeira vez que um grupo de especialistas da área se reúne para emitir um comunicado formal admitindo que os seres humanos não são os únicos a gozarem de consciência, segundo apontou Low, que também é professor do MIT (Massachusetts Institute of Technology, nos EUA).

O anúncio foi feito durante a Francis Crick Memorial Conference, na Universidade Cambridge, na Inglaterra. Treze especialistas se reuniram para apresentar os últimos resultados científicos em pesquisas que tentam reinterpretar a consciência. Os cientistas pretendem mostrar que ao analisar o sinal cerebral de humanos e outros animais, é possível encontrar semelhanças básicas. ”A neurociência está evoluindo rapidamente por causa do avanço tecnológico e por isso precisamos tirar novas conclusões”, disse Low. “As evidências mostram que os seres humanos não são os únicos a apresentarem estados mentais, sentimentos, ações intencionais e inteligência”, afirmou. “Está na hora de tirarmos novas conclusões usando os novos dados a que a ciência tem acesso.”

iBrain - O físico Stephen Hawking faria uma aparição durante a conferência para demonstrar a tecnologia do iBrain, um dispositivo que o ajudará a se comunicar utilizando a mentemas não compareceu. Em comunicado, lamentou sua falta e disse apoiar a iniciativa dos cientistas. Hawking é vítima de uma doença degenerativa que o deixou completamente paralisado ao longo de seus 70 anos de vida. Ele é o sobrevivente de maior longevidade da Esclerose Lateral Amiotrófica, uma rara doença que acaba com o movimento dos músculos e provoca a morte do paciente alguns anos depois de diagnosticada – e, no entanto, o físico já convive com a doença desde os 21 anos.

"É a primeira vez que um grupo de cientistas se manifesta formalmente quanto à existência da consciência em animais", diz o neurocientista Philip Low

"É a primeira vez que um grupo de cientistas se manifesta formalmente quanto à existência da consciência em animais", diz o neurocientista Philip Low (China Photos/Getty Images)

Fonte: Veja Ciência


24 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Caçadores mataram 480 elefantes em Camarões em dois meses

Eles estariam equipados com armas automáticas de guerra e cavalos.
Objetivo da caça ilegal é extrair as presas do animal.

Caçadores clandestinos do Sudão e do Chade mataram cerca de 500 elefantes em menos de dois meses no Parque Nacional Ndjidda Bouba, nordeste de Camarões, segundo o diretor da área de preservação, Mathieu Fomepa.

“Hoje estimamos em 480 o número de elefantes mortos no nosso parque”, disse Fomepa. Entre domingo e terça-feira, “nossas equipes contaram pelo menos 20 elefantes mortos”, afirmou Fomepa. O governo ainda não tomou medidas para proteger o parque.

Os caçadores clandestinos estão “equipados com armas automáticas de guerra, operam em grupos organizados e avançam a cavalo (…) Nada parece detê-los nessa busca frenética por marfim, que começa na República Centro Africana, em meados de novembro, continua no Chade, em dezembro, e acaba em Camarões, em janeiro”, disse Celine Sissler-Bienvenu, do Fundo Internacional para a Protecção dos Animais (IFAW), no site da organização.

A caça nos parques de Camarões tem se alastrado há vários meses. De acordo com especialistas, o comércio de marfim na área destina-se principalmente aos mercados asiáticos.

Fonte: AFP


28 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Britânico toca Beethoven para elefantes cegos na Tailândia

Vídeo no YouTube mostra pianista a poucos metros de mamíferos.
Projeto quer angariar fundos para preservação de animais.

Um britânico de 50 anos arrastou um piano para uma montanha da Tailândia com o objetivo de tocar Beethoven para elefantes cegos. O feito foi registrado em vídeo, que já conta com mais de 12 mil acessos no YouTube.

De acordo com o jornal “Mail Online”, Paul Barton conseguiu realizar um projeto que sonhava há muitos anos quando sentou atrás de seu piano, a poucos metros de distância dos mamíferos gigantes, e iniciou as primeiras notas da composição Pathetique Sonata, de Beethoven.

A intenção dele é chamar a atenção da sociedade e angariar fundos para a causa dos elefantes cegos, que vivem em um santuário da vida selvagem nas montanhas Kanchanaburi, nas proximidades de Bangcoc.

Segundo Barton, até o fim deste ano ele pretende organizar um show junto com os elefantes, com o intuito de arrecadar dinheiro para a compra de uma cerca elétrica.

O britânico Paul Barton toca piano a poucos metros de elefantes cegos que estão em santuário da vida selvagem na Tailândia (Foto: Reprodução/YouTube)

O britânico Paul Barton toca piano a poucos metros de elefantes cegos, que estão em santuário da vida selvagem na Tailândia (Foto: Reprodução/YouTube)

Click e veja o vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=anJnISupb_I

Fonte: Globo Natureza


3 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Enchente na Tailândia deixa filhotes de elefante ilhados

Grupo de 17 animais está sobre ilha de concreto de 5 metros de largura.
Inundações têm devastado o país do Sudeste Asiático.

Enchentes na Tailândia fizeram com que 17 elefantes domesticados, sete dos quais com menos de 4 anos de idade, ficassem presos por vários dias numa ilha de concreto em Ayutthaya, na Tailândia. Os filhotes eram pequenos demais para nadar e fugir das águas. Os outros animais, maiores, saíram do local. Orginalmente, o grupo tinha 90 animais.

O bloco de concreto tem apenas 5 metros de largura e, como informa a britânica BBC, fica no local que abrigava um antigo santuário. Os alimentos para os jovens elefantes são levados de barco. Os vigias que cuidam dos animais preferiram deixá-los na ilha de concreto ao lado de suas mães.

As inundações que atingem grandes áreas da Tailândia há meses fizeram naufragar a economia do país, ao paralisar a produção das multinacionais, destruir colheitas e afastar turistas. Enquanto o governo ainda faz seus cálculos, alguns analistas acreditam que para a reabilitação da economia do país serão necessários 900 bilhões de baht (US$ 30 bilhões).

Os economistas advertem que a prioridade deve ser as represas e a rede de canais e estradas para evitar a repetição de um desastre semelhante. O número de mortos pelas inundações que afetam 26 províncias e subúrbios de Bangcoc já passa de 400. A capital tailandesa, com cerca de 12 milhões de habitantes, representa 41% do produto interno Bruto do país.

A primeira-ministra tailandesa, Yingluck Shinawatra, anunciou a preparação de um fundo de 800 bilhões de bath (US$ 25,99 bilhões) para ajudar agricultores, empresários e outras pessoas afetadas.

O turismo teve perdas estimadas em 3,71 bilhões de bath (US$ 120 milhões de dólares). A indústria e a agricultora, outros pilares da economia tailandesa, também necessitarão de crédito oficial.

Elefante brinca em água de enchente na província de XXX (Foto: AP)

Elefante brinca em água de enchente na província de Ayutthaya, no centro da Tailândia, onde o grupo de 17 animais da mesma espécie está ilhado. (Foto: AP)

 

Animais em parque parcialmente alagado nas imediações de Bancoc. Os bichos do local foram levados a áreas mais elevadas para escapar da inundação. (Foto: Reuters)

Animais em parque parcialmente alagado nas imediações de Bancoc. Os bichos do local foram levados a áreas mais elevadas para escapar da inundação. (Foto: Reuters)

 

Fonte: Globo Natureza, com agências internacionais


16 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Comércio ilegal de marfim precisa ser reprimido, afirma CITES

Órgão internacional de proteção a espécies ameaçadas afirma que elefantes e rinocerontes correm risco de extinção

O Comitê Permanente do Convenção Internacional para a Proteção de Espécies Ameaçadas (CITES) iniciou nesta segunda-feira uma semana de reuniões na qual espera conscientizar os países a adotarem medidas para frear o aumento do comércio ilegal de presas de elefante e chifres de rinoceronte.

Atualmente, o Vietnã é o maior destinatário de chifres de rinoceronte, graças às propriedades atribuídas para o tratamento de câncer, enquanto o Fundo Mundial para a Natureza (WWF) criticou o governo vietnamita por fazer “pouco caso para contornar este problema, apesar das denúncias que muitos consumidores de chifres são funcionários públicos”.

Além disso, a ONG assinalou que estão preocupados quanto ao comércio ilegal de chifres de rinoceronte na Tailândia, assim como as que apontam que na China se está criando este animal unicamente para a comercialização e, por sua vez, citou um documento aprovado pela entidade oficial da medicina tradicional chinesa, que indica que suas supostas propriedades contra o câncer não foram comprovadas.

O comitê da CITES debaterá igualmente um relatório sobre a caça ilegal de elefantes e o comércio ilícito de marfim, e que aponta a China e a Tailândia como os maiores países consumidores de marfim em seu estado bruto.

Rinoceronte jovem convive com elefante na Àfrica do Sul: ambas espécies estão ameaçadas pelo comércio ilegal de marfim. Foto: Getty Images

Fonte: EFE


9 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Elefantes selvagens invadem cidade e matam um homem na Índia

Animais saíram de uma floresta próxima e causaram pânico nos moradores.
Oficiais do zoológico local culparam crescimento urbano pelo incidente.

Dois elefantes selvagens atacaram e mataram uma pessoa nesta quarta-feira (8) em Mysore, no estado indiano de Kamataka, causando pânico entre os locais.

Os elefantes entraram na cidade por uma floresta próxima por volta de 6h e atacou o gado que estava amarrado em frente a algumas casas. Um dos animais invadiu a área de uma universidade, enquanto o outro se dirigiu a uma área residencial.

Oficiais do Zoológico de Mysore usaram dardos com tranquilizantes para capturar os elefantes. Eles culparam a invasão da zona urbana à área de floresta pelo incidente.

Os animais devem ser soltos em meio à floresta posteriormente.

Fonte: Do G1, com AP.


9 de março de 2011 | nenhum comentário »

Elefantes ‘trabalham em equipe’, mostra pesquisa

Pesquisadores da universidade britânica de Cambridge realizaram testes para comprovar a capacidade de cooperação de elefantes na Tailândia.

Na série de experiências, pares de paquidermes perceberam rapidamente que, para conseguir conseguir comida, era preciso que ambos puxassem cordas ao mesmo tempo.

Eles chegaram até mesmo a esperar a chegada de um companheiro para começar a puxar.

Para os pesquisadores, o teste indica que elefantes realmente são capazes de cooperar em prol de um bem comum.

‘Para ir além, é preciso estudar como eles cooperam em outras atividades, como resolvem problemas e outras habilidades que geralmente são reservadas aos animais considerados da elite cognitiva, como chimpanzés, alguns pássaros e golfinhos’, afirmou à BBC o psicólogo Joshua Plotnik, da Universidade de Cambridge.

Para quem trabalha com elefantes, os testes comprovam a experiência diária.

A tratadora Lynne Thomson, do Woburn Safari Park, na Grã-Bretanha, afirmou já ter visto elefantes ajudando-se mutuamente na hora da alimentação – um puxava o feno da rede, enquanto outro catava o feno mais abaixo.

Para ela, será interessante ver se outros vão dar prosseguimento aos testes da Tailândia.

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Fonte: G1


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1 de abril de 2013 | nenhum comentário »

Países africanos prometem mobilizar soldados para proteger elefantes

Mais de 419 animais foram mortos por caçadores desde 2012, diz WWF.
Países da África Central fizeram reunião de urgência devido a massacres.

Países da região central da África, como Camarões e Chade, prometem mobilizar até mil soldados para realizar operações militares de proteção aos elefantes das savanas, que estão ameaçados por caçadores originários do Sudão, disse a organização ambiental WWF nesta terça-feira (26). A matança dos animais está em situação “desenfreada”, segundo a ONG.

“Nós recomendamos a mobilização de todas as forças de segurança e de defesa dos países afetados”, afirmaram representantes da Comunidade Econômica dos Estados da África Central em um acordo conjunto anunciado após uma reunião de emergência contra a matança dos animais, ocorrida na semana passada, entre os dias 21 e 23 de março.

A conferência, realizada na capital de Camarões, Yaoundé, decidiu por um plano de emergência conjunto que custará 1,8 milhão de euros (R$ 4,6 milhões) aos países. Aviões, veículos militares em terra e comunicação via satélite vão ser algumas das ferramentas usadas por um comando militar que combaterá os caçadores.

Foram identificados mais de 300 caçadores sudaneses fortemente armados, que têm massacrado elefantes na República Centro-Africana, no Chade e nos Camarões, diz a WWF. Pelo menos 419 animais foram mortos nos três países desde o ano passado.

Devem ser enviadas também missões diplomáticas para o Sudão e o Sudão do Sul, país criado recentemente, como forma de buscar apoio governamental no combate aos caçadores ilegais.

Elefante morto por caçadores ilegais em Camarões (Foto: Divulgação/Bouba N’Djida/WWF)

Elefante morto por caçadores ilegais em Camarões (Foto: Divulgação/Bouba N’Djida/WWF)

Fonte: Globo Natureza


6 de março de 2013 | nenhum comentário »

População de elefantes africanos de florestas cai 62% em uma década

Levantamento foi feito em cinco países, incluindo Camarões e Gabão.
Animais ocupam menos de 25% da área que poderiam ocupar, diz estudo.

A população de elefantes africanos de florestas foi reduzida em 62% em uma década, aponta um estudo publicado nesta semana no periódico “PLoS One”. Segundo os cientistas, estes paquidermes estão sob pressão crescente de caçadores e praticamente desapareceram das matas da República Democrática do Congo, onde antes existiam em abundância.

“A população [de elefantes] está agora em 10% do seu tamanho potencial, ocupando menos de 25% do espaço que poderia ocupar”, dizem os cientistas. Eles fizeram o levantamento em cinco países, incluindo Camarões, Gabão e República Democrática do Congo.

O estudo foi realizado por mais de dez instituições diferentes, como a Universidade Estadual do Colorado, nos EUA; a Universidade de Stirling, na Grã-Bretanha; a Universidade de Amsterdã, na Holanda; e a Universidade de Liège, na Bélgica.

Entre as causas para a redução no número de animais entre 2002 e 20011, período coberto pelo estudo, está o crescimento populacional em regiões onde antes havia florestas, falta de punição aos caçadores, leis fracas e proximidade com regiões onde há expansão de infraestrutura, afirmam os pesquisadores.

O estudo cobriu cerca de 260 mil km², aproximadamente 12% das florestas na África Central. “Cerca de metade dos elefantes sobreviventes estão no Gabão, e menos de um quinto na República Democrática do Congo. Estes países cobrem 13% e 62% da área total de mata estudada, respectivamente”, dizem os cientistas.

“Provavelmente, a espécie foi eliminada de grandes regiões em que antes ela era encontrada”, afirmam os pesquisadores, no estudo.

Elefante africano de floresta atravessa rio com filhote  (Foto: Divulgação/Thomas Breuer/"PLoS One")

Elefante africano de floresta atravessa rio com filhote (Foto: Divulgação/Thomas Breuer/"PLoS One")

Fonte: Globo Natureza


7 de agosto de 2012 | nenhum comentário »

Sistema de comunicação dos elefantes é similar ao dos seres humanos

Sons de baixa frequência são emitidos pela passagem do ar por ‘cordas vocais’ e não pela contração dos músculos, como nos gatos

Os elefantes africanos são conhecidos por serem grandes comunicadores, mas até agora os cientistas não sabiam ao certo se os sons eram emitidos por contrações musculares, como o ronronar de um gato, ou por vibrações nas cordas vocais, como os seres humanos e outros mamíferos. A análise da laringe de um elefante africano permitiu que os cientistas desvendassem o mistério: eles se comunicam usando uma estrutura semelhante às cordas vocais, e emitem um som de frequência extremamente baixa (infrassom), abaixo do que os humanos podem ouvir completamente. A descoberta foi publicada na revista Science.

De acordo com o estudo de Christian Herbst, da Universidade de Viena, feito com colegas da Alemanha, Áustria e Estados Unidos, os elefantes têm o mesmo mecanismo que produz a fala em humanos – e também em muitos outros mamíferos – para se comunicarem em sons baixos.

Para chegar a essa conclusão, eles analisaram em laboratório a laringe de um elefante africano, que vivia em um zoológico em Berlim. Por meio de um mecanismo que imitava o fluxo de ar nos pulmões, puderam induzir os movimentos das ‘cordas vocais’ e a vibração de baixa frequência.

Isso demonstra que os elefantes contam com um mecanismo de aerodinâmica mioelástica – quando une a elasticidade das cordas vocais e a passagem do ar por elas para emitir o som. O cérebro do elefante também pode estar envolvido para relaxar e tencionar as cordas vocais se outro mecanismo, como o ronronar do gato, estiver envolvido.

Os pesquisadores também encontraram um padrão não linear no modo como as ‘cordas vocais’ dos elefantes vibram, assim como nos seres humanos. Essas irregularidades geralmente ocorrem quando os bebes choram ou quando cantores de heavy metal gritam, por exemplo. “Isso também pode ser observado em jovens elefantes, em situações de extrema excitação”, disse Herbst.

Cientistas detectam como os elefantes se comunicam

Cientistas detectam como os elefantes se comunicam (Jan-Hendrik van Rooyen/Getty Images/iStockphoto)

Fonte: Veja Ciência


9 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Animais também têm consciência, dizem neurocientistas

Pesquisadores publicaram manifesto mostrando que, com base na análise de ondas cerebrais, não há como dizer que só seres humanos têm consciência

Um grupo de 13 neurocientistas, incluindo o canadense Philip Low, criador do iBrain, dispositivo que vai ajudar o físico Stephen Hawking a se comunicar usando a mente, assinou uma declaração neste sábado em Cambridge, na Inglaterra, afirmando que alguns animais, como pássaros, macacos, elefantes, golfinhos, polvos, cães e gatos, possuem consciência, assim como os seres humanos. É a primeira vez que um grupo de especialistas da área se reúne para emitir um comunicado formal admitindo que os seres humanos não são os únicos a gozarem de consciência, segundo apontou Low, que também é professor do MIT (Massachusetts Institute of Technology, nos EUA).

O anúncio foi feito durante a Francis Crick Memorial Conference, na Universidade Cambridge, na Inglaterra. Treze especialistas se reuniram para apresentar os últimos resultados científicos em pesquisas que tentam reinterpretar a consciência. Os cientistas pretendem mostrar que ao analisar o sinal cerebral de humanos e outros animais, é possível encontrar semelhanças básicas. ”A neurociência está evoluindo rapidamente por causa do avanço tecnológico e por isso precisamos tirar novas conclusões”, disse Low. “As evidências mostram que os seres humanos não são os únicos a apresentarem estados mentais, sentimentos, ações intencionais e inteligência”, afirmou. “Está na hora de tirarmos novas conclusões usando os novos dados a que a ciência tem acesso.”

iBrain - O físico Stephen Hawking faria uma aparição durante a conferência para demonstrar a tecnologia do iBrain, um dispositivo que o ajudará a se comunicar utilizando a mentemas não compareceu. Em comunicado, lamentou sua falta e disse apoiar a iniciativa dos cientistas. Hawking é vítima de uma doença degenerativa que o deixou completamente paralisado ao longo de seus 70 anos de vida. Ele é o sobrevivente de maior longevidade da Esclerose Lateral Amiotrófica, uma rara doença que acaba com o movimento dos músculos e provoca a morte do paciente alguns anos depois de diagnosticada – e, no entanto, o físico já convive com a doença desde os 21 anos.

"É a primeira vez que um grupo de cientistas se manifesta formalmente quanto à existência da consciência em animais", diz o neurocientista Philip Low

"É a primeira vez que um grupo de cientistas se manifesta formalmente quanto à existência da consciência em animais", diz o neurocientista Philip Low (China Photos/Getty Images)

Fonte: Veja Ciência


24 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Caçadores mataram 480 elefantes em Camarões em dois meses

Eles estariam equipados com armas automáticas de guerra e cavalos.
Objetivo da caça ilegal é extrair as presas do animal.

Caçadores clandestinos do Sudão e do Chade mataram cerca de 500 elefantes em menos de dois meses no Parque Nacional Ndjidda Bouba, nordeste de Camarões, segundo o diretor da área de preservação, Mathieu Fomepa.

“Hoje estimamos em 480 o número de elefantes mortos no nosso parque”, disse Fomepa. Entre domingo e terça-feira, “nossas equipes contaram pelo menos 20 elefantes mortos”, afirmou Fomepa. O governo ainda não tomou medidas para proteger o parque.

Os caçadores clandestinos estão “equipados com armas automáticas de guerra, operam em grupos organizados e avançam a cavalo (…) Nada parece detê-los nessa busca frenética por marfim, que começa na República Centro Africana, em meados de novembro, continua no Chade, em dezembro, e acaba em Camarões, em janeiro”, disse Celine Sissler-Bienvenu, do Fundo Internacional para a Protecção dos Animais (IFAW), no site da organização.

A caça nos parques de Camarões tem se alastrado há vários meses. De acordo com especialistas, o comércio de marfim na área destina-se principalmente aos mercados asiáticos.

Fonte: AFP


28 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Britânico toca Beethoven para elefantes cegos na Tailândia

Vídeo no YouTube mostra pianista a poucos metros de mamíferos.
Projeto quer angariar fundos para preservação de animais.

Um britânico de 50 anos arrastou um piano para uma montanha da Tailândia com o objetivo de tocar Beethoven para elefantes cegos. O feito foi registrado em vídeo, que já conta com mais de 12 mil acessos no YouTube.

De acordo com o jornal “Mail Online”, Paul Barton conseguiu realizar um projeto que sonhava há muitos anos quando sentou atrás de seu piano, a poucos metros de distância dos mamíferos gigantes, e iniciou as primeiras notas da composição Pathetique Sonata, de Beethoven.

A intenção dele é chamar a atenção da sociedade e angariar fundos para a causa dos elefantes cegos, que vivem em um santuário da vida selvagem nas montanhas Kanchanaburi, nas proximidades de Bangcoc.

Segundo Barton, até o fim deste ano ele pretende organizar um show junto com os elefantes, com o intuito de arrecadar dinheiro para a compra de uma cerca elétrica.

O britânico Paul Barton toca piano a poucos metros de elefantes cegos que estão em santuário da vida selvagem na Tailândia (Foto: Reprodução/YouTube)

O britânico Paul Barton toca piano a poucos metros de elefantes cegos, que estão em santuário da vida selvagem na Tailândia (Foto: Reprodução/YouTube)

Click e veja o vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=anJnISupb_I

Fonte: Globo Natureza


3 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Enchente na Tailândia deixa filhotes de elefante ilhados

Grupo de 17 animais está sobre ilha de concreto de 5 metros de largura.
Inundações têm devastado o país do Sudeste Asiático.

Enchentes na Tailândia fizeram com que 17 elefantes domesticados, sete dos quais com menos de 4 anos de idade, ficassem presos por vários dias numa ilha de concreto em Ayutthaya, na Tailândia. Os filhotes eram pequenos demais para nadar e fugir das águas. Os outros animais, maiores, saíram do local. Orginalmente, o grupo tinha 90 animais.

O bloco de concreto tem apenas 5 metros de largura e, como informa a britânica BBC, fica no local que abrigava um antigo santuário. Os alimentos para os jovens elefantes são levados de barco. Os vigias que cuidam dos animais preferiram deixá-los na ilha de concreto ao lado de suas mães.

As inundações que atingem grandes áreas da Tailândia há meses fizeram naufragar a economia do país, ao paralisar a produção das multinacionais, destruir colheitas e afastar turistas. Enquanto o governo ainda faz seus cálculos, alguns analistas acreditam que para a reabilitação da economia do país serão necessários 900 bilhões de baht (US$ 30 bilhões).

Os economistas advertem que a prioridade deve ser as represas e a rede de canais e estradas para evitar a repetição de um desastre semelhante. O número de mortos pelas inundações que afetam 26 províncias e subúrbios de Bangcoc já passa de 400. A capital tailandesa, com cerca de 12 milhões de habitantes, representa 41% do produto interno Bruto do país.

A primeira-ministra tailandesa, Yingluck Shinawatra, anunciou a preparação de um fundo de 800 bilhões de bath (US$ 25,99 bilhões) para ajudar agricultores, empresários e outras pessoas afetadas.

O turismo teve perdas estimadas em 3,71 bilhões de bath (US$ 120 milhões de dólares). A indústria e a agricultora, outros pilares da economia tailandesa, também necessitarão de crédito oficial.

Elefante brinca em água de enchente na província de XXX (Foto: AP)

Elefante brinca em água de enchente na província de Ayutthaya, no centro da Tailândia, onde o grupo de 17 animais da mesma espécie está ilhado. (Foto: AP)

 

Animais em parque parcialmente alagado nas imediações de Bancoc. Os bichos do local foram levados a áreas mais elevadas para escapar da inundação. (Foto: Reuters)

Animais em parque parcialmente alagado nas imediações de Bancoc. Os bichos do local foram levados a áreas mais elevadas para escapar da inundação. (Foto: Reuters)

 

Fonte: Globo Natureza, com agências internacionais


16 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Comércio ilegal de marfim precisa ser reprimido, afirma CITES

Órgão internacional de proteção a espécies ameaçadas afirma que elefantes e rinocerontes correm risco de extinção

O Comitê Permanente do Convenção Internacional para a Proteção de Espécies Ameaçadas (CITES) iniciou nesta segunda-feira uma semana de reuniões na qual espera conscientizar os países a adotarem medidas para frear o aumento do comércio ilegal de presas de elefante e chifres de rinoceronte.

Atualmente, o Vietnã é o maior destinatário de chifres de rinoceronte, graças às propriedades atribuídas para o tratamento de câncer, enquanto o Fundo Mundial para a Natureza (WWF) criticou o governo vietnamita por fazer “pouco caso para contornar este problema, apesar das denúncias que muitos consumidores de chifres são funcionários públicos”.

Além disso, a ONG assinalou que estão preocupados quanto ao comércio ilegal de chifres de rinoceronte na Tailândia, assim como as que apontam que na China se está criando este animal unicamente para a comercialização e, por sua vez, citou um documento aprovado pela entidade oficial da medicina tradicional chinesa, que indica que suas supostas propriedades contra o câncer não foram comprovadas.

O comitê da CITES debaterá igualmente um relatório sobre a caça ilegal de elefantes e o comércio ilícito de marfim, e que aponta a China e a Tailândia como os maiores países consumidores de marfim em seu estado bruto.

Rinoceronte jovem convive com elefante na Àfrica do Sul: ambas espécies estão ameaçadas pelo comércio ilegal de marfim. Foto: Getty Images

Fonte: EFE


9 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Elefantes selvagens invadem cidade e matam um homem na Índia

Animais saíram de uma floresta próxima e causaram pânico nos moradores.
Oficiais do zoológico local culparam crescimento urbano pelo incidente.

Dois elefantes selvagens atacaram e mataram uma pessoa nesta quarta-feira (8) em Mysore, no estado indiano de Kamataka, causando pânico entre os locais.

Os elefantes entraram na cidade por uma floresta próxima por volta de 6h e atacou o gado que estava amarrado em frente a algumas casas. Um dos animais invadiu a área de uma universidade, enquanto o outro se dirigiu a uma área residencial.

Oficiais do Zoológico de Mysore usaram dardos com tranquilizantes para capturar os elefantes. Eles culparam a invasão da zona urbana à área de floresta pelo incidente.

Os animais devem ser soltos em meio à floresta posteriormente.

Fonte: Do G1, com AP.


9 de março de 2011 | nenhum comentário »

Elefantes ‘trabalham em equipe’, mostra pesquisa

Pesquisadores da universidade britânica de Cambridge realizaram testes para comprovar a capacidade de cooperação de elefantes na Tailândia.

Na série de experiências, pares de paquidermes perceberam rapidamente que, para conseguir conseguir comida, era preciso que ambos puxassem cordas ao mesmo tempo.

Eles chegaram até mesmo a esperar a chegada de um companheiro para começar a puxar.

Para os pesquisadores, o teste indica que elefantes realmente são capazes de cooperar em prol de um bem comum.

‘Para ir além, é preciso estudar como eles cooperam em outras atividades, como resolvem problemas e outras habilidades que geralmente são reservadas aos animais considerados da elite cognitiva, como chimpanzés, alguns pássaros e golfinhos’, afirmou à BBC o psicólogo Joshua Plotnik, da Universidade de Cambridge.

Para quem trabalha com elefantes, os testes comprovam a experiência diária.

A tratadora Lynne Thomson, do Woburn Safari Park, na Grã-Bretanha, afirmou já ter visto elefantes ajudando-se mutuamente na hora da alimentação – um puxava o feno da rede, enquanto outro catava o feno mais abaixo.

Para ela, será interessante ver se outros vão dar prosseguimento aos testes da Tailândia.

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Fonte: G1


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