29 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Paraná desperdiça a “eletricidade de cana”

O Paraná tem condições de erguer um parque gerador de energia de até 600 megawatts (MW) a partir da queima da biomassa (no caso, o bagaço) da cana-de-açúcar. Esse potencial, originado a partir de uma fonte renovável de energia, equivale a pouco menos da capacidade de uma turbina de Itaipu – cada uma das 20 máquinas da usina tem 700 MW – e poderia gerar eletricidade suficiente para as cidades de Curitiba e São José dos Pinhais, que juntas têm cerca de 2 milhões de habitantes.

O setor sucroalcooleiro do estado, entretanto, ainda não se preparou para aproveitar esse tipo de geração. Apenas seis das 30 usinas em operação no Paraná produzem, a partir da biomassa, mais energia elétrica do que consomem, vendendo o excedente para a rede de distribuição. Em 2010, as usinas do grupo Alto Alegre (nas cidades de Santo Inácio e Colorado) e as do Santa Terezinha (em Paranacity, Itapejara, Cidade Gaúcha e Terra Rica) geraram 1,2 mil megawatts-hora (MWh), revendendo aproximadamente um terço dessa energia para distribuidoras.

Segundo o superintendente da Associação dos Produtores de Bioenergia do Estado do Paraná (Alcopar), José Adriano da Silva Dias, a falta de capital é o principal entrave para novos investimentos na geração de energia – os atuais equipamentos são capazes de gerá-la, mas são antigos e pouco eficientes.

“O bagaço, que era um resíduo, hoje é um subproduto. Mas para produzir energia é preciso readequar as fábricas [usinas]. O aumento na eficiência é para fazer sobrar bagaço e poder gerar energia excedente, mas isso tudo é investimento, e cada usina tem uma capacidade de endividamento diferente”, explica. Segundo Dias, alguns grupos acabam optando por investir o capital disponível para outras finalidades, como o aumento da área plantada ou outros equipamentos.

“É [necessário] muito dinheiro, esse é o problema. Para assinar um projeto desses há uma série de exigências, como capacidade de endividamento e de moagem de cana, para tornar o projeto viável. Vai da prioridade de cada um”, resume.

O potencial de energias renováveis para o setor de cana no Paraná foi calculado com base na safra de 2009 pela Diretoria de Engenharia da Companhia Paranaense de Energia (Copel). No início deste ano, a empresa abriu uma chamada pública para exposição de projetos de geração de energias renováveis – biomassa, eólica e pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) – nos quais a companhia poderia se tornar sócia.

Há cerca de três meses, durante uma conferência com analistas e investidores, o presidente da Copel, Lindolfo Zimmer, revelou que a empresa tem em mãos “mais de uma centena de proposições” para projetos de parcerias. Mas a empresa disse que não poderia, por regras de mercado, informar quantos projetos são de biomassa.

Fonte: Gazeta do Povo/PR


4 de maio de 2010 | nenhum comentário »

Energia solar vai responder por 11% da eletricidade em 2050

A tecnologia solar vai gerar 3 mil gigawatts de energia em 2050, contra 900 megawatts em 2030, disse o presidente da Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) nesta segunda-feira (3).

“Isso significa que cerca de 11% da eletricidade no mundo será gerada por energia solar em 2050?, afirmou Paolo Frankl em uma conferência, apresentando um roteiro da agência para a energia solar. O roteiro completo será divulgado em 11 de maio.

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Em um relatório anterior, a IEA havia estimado 1.600 gigawatts de eletricidade sendo gerada a partir de tecnologia solar até 2050.

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A previsão de 3.000 gigawatts de capacidade até 2050 vai produzir 4.500 terawatt-hora de eletricidade por ano.

Fonte: Folha Online

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29 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Paraná desperdiça a “eletricidade de cana”

O Paraná tem condições de erguer um parque gerador de energia de até 600 megawatts (MW) a partir da queima da biomassa (no caso, o bagaço) da cana-de-açúcar. Esse potencial, originado a partir de uma fonte renovável de energia, equivale a pouco menos da capacidade de uma turbina de Itaipu – cada uma das 20 máquinas da usina tem 700 MW – e poderia gerar eletricidade suficiente para as cidades de Curitiba e São José dos Pinhais, que juntas têm cerca de 2 milhões de habitantes.

O setor sucroalcooleiro do estado, entretanto, ainda não se preparou para aproveitar esse tipo de geração. Apenas seis das 30 usinas em operação no Paraná produzem, a partir da biomassa, mais energia elétrica do que consomem, vendendo o excedente para a rede de distribuição. Em 2010, as usinas do grupo Alto Alegre (nas cidades de Santo Inácio e Colorado) e as do Santa Terezinha (em Paranacity, Itapejara, Cidade Gaúcha e Terra Rica) geraram 1,2 mil megawatts-hora (MWh), revendendo aproximadamente um terço dessa energia para distribuidoras.

Segundo o superintendente da Associação dos Produtores de Bioenergia do Estado do Paraná (Alcopar), José Adriano da Silva Dias, a falta de capital é o principal entrave para novos investimentos na geração de energia – os atuais equipamentos são capazes de gerá-la, mas são antigos e pouco eficientes.

“O bagaço, que era um resíduo, hoje é um subproduto. Mas para produzir energia é preciso readequar as fábricas [usinas]. O aumento na eficiência é para fazer sobrar bagaço e poder gerar energia excedente, mas isso tudo é investimento, e cada usina tem uma capacidade de endividamento diferente”, explica. Segundo Dias, alguns grupos acabam optando por investir o capital disponível para outras finalidades, como o aumento da área plantada ou outros equipamentos.

“É [necessário] muito dinheiro, esse é o problema. Para assinar um projeto desses há uma série de exigências, como capacidade de endividamento e de moagem de cana, para tornar o projeto viável. Vai da prioridade de cada um”, resume.

O potencial de energias renováveis para o setor de cana no Paraná foi calculado com base na safra de 2009 pela Diretoria de Engenharia da Companhia Paranaense de Energia (Copel). No início deste ano, a empresa abriu uma chamada pública para exposição de projetos de geração de energias renováveis – biomassa, eólica e pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) – nos quais a companhia poderia se tornar sócia.

Há cerca de três meses, durante uma conferência com analistas e investidores, o presidente da Copel, Lindolfo Zimmer, revelou que a empresa tem em mãos “mais de uma centena de proposições” para projetos de parcerias. Mas a empresa disse que não poderia, por regras de mercado, informar quantos projetos são de biomassa.

Fonte: Gazeta do Povo/PR


4 de maio de 2010 | nenhum comentário »

Energia solar vai responder por 11% da eletricidade em 2050

A tecnologia solar vai gerar 3 mil gigawatts de energia em 2050, contra 900 megawatts em 2030, disse o presidente da Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) nesta segunda-feira (3).

“Isso significa que cerca de 11% da eletricidade no mundo será gerada por energia solar em 2050?, afirmou Paolo Frankl em uma conferência, apresentando um roteiro da agência para a energia solar. O roteiro completo será divulgado em 11 de maio.

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Em um relatório anterior, a IEA havia estimado 1.600 gigawatts de eletricidade sendo gerada a partir de tecnologia solar até 2050.

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A previsão de 3.000 gigawatts de capacidade até 2050 vai produzir 4.500 terawatt-hora de eletricidade por ano.

Fonte: Folha Online

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