14 de novembro de 2012 | nenhum comentário »

Organizações dizem que Brasil desperdiça potencial de energia limpa

Relatório de ONGs afirma que energias solar e eólica são subaproveitadas.
Texto aponta que sistema atual de geração de energia tem grandes perdas.

Relatório elaborado por organizações não governamentais, divulgado nesta segunda-feira (12), aponta que o Brasil não aproveita seu potencial de geração de energia solar e eólica devido à falta de infraestrutura.

De acordo com o documento “O setor elétrico brasileiro e a sustentabilidade no século 21: oportunidades e desafios”, produzido por especialistas da área ambiental e técnicos de ONGs como WWF, Greenpeace e Instituto Socioambiental (ISA), gargalos técnicos impedem o crescimento dessas modalidades consideradas limpas.

O texto diz que a falta de estrutura para transmissão e distribuição de energia eólica inviabiliza a instalação de mais torres pelo país. Segundo dados do Atlas Eólico Brasileiro, o país tem potencial para gerar 143 GW apenas com a força dos ventos, número que é 12 vezes maior que a capacidade instalada da futura usina hidrelétrica de Belo Monte, em construção no Rio Xingu, no Pará.

Outro entrave citado no documento está ligado à falta de mão-de-obra e de tecnologias para suprir o setor, o que inviabilizaria uma “arrancada” na expansão desta forma de geração de eletricidade. Sobre a energia solar, o relatório aponta que se fosse aproveitada a luz solar para consumo elétrico em menos de 3% da área urbanizada do Brasil, seria possível atender a 10% de toda a demanda atual de energia elétrica do país.

No entanto, projetos do governo que implantam placas solares em regiões distantes dos grandes centros consumidores torna inviável economicamente a construção de redes de transmissão. “Os maiores entraves ao aproveitamento e à expansão da energia solar no Brasil seguem sendo a falta de incentivos e políticas públicas que consolidem a indústria e o mercado”, informa o documento.

Desperdício e custo maior ao consumidor
O texto faz críticas à política brasileira de geração de energia por hidrelétricas e aponta possíveis prejuízos ao meio ambiente e a culturas indígenas devido a implantação de empreendimentos na Amazônia.

O relatório afirma também que o país tem registrado grandes perdas de quantidades de energia elétrica devido a problemas no sistema de transmissão elétrico. Baseado em dados Tribunal de Contas da União (TCU), o documento diz que em 2004 as perdas técnicas (causadas pelas peculiaridades do sistema) e comerciais (por exemplo, instalação de “gatos”) de energia no país foram de 20,28% do total gerado.

O índice supera em muito os registrados em países vizinhos como Chile (5,6%) e Colômbia somadas (11,5%%) no mesmo período. Ainda segundo o relatório, tais perdas teriam causado um reajuste de ao menos 5% na tarifa ao consumidor.

Perda é inevitável, diz operador nacional
De acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a perda técnica é inevitável e está associada ao processo de transmissão. Segundo o órgão, o aquecimento dos cabos durante as transmissões provoca tais extravios, considerados naturais e com índices que se igualam a padrões mundiais.

Sobre as perdas comerciais, o ONS afirma que é um problema que deve ser resolvido pelas distribuidoras, já que seriam provocadas por vários fatores, entre eles, ligações clandestinas (conhecidas como gatos) em diversas cidades.

De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), entre 2007 e 2010 as perdas técnicas de energia no país atingiram índice de 7%. A Aneel não divulgou o percentual de perdas comerciais para o mesmo período.

Usinas eólicas instaladas no Rio Grande do Sul (Foto: Divulgação/ABEEólica)

Usinas eólicas instaladas no Rio Grande do Sul (Foto: Divulgação/ABEEólica)

Energia solar é alternativa para obter eletricidade em meio à reserva ambiental (Foto: Mariane Rossi/G1)

Energia solar é alternativa para obter eletricidade em meio a reserva ambiental. Distância de grandes centros consumidores inviabiliza instalação de redes transmissoras (Foto: Mariane Rossi/G1)

Fonte: Globo Natureza


16 de agosto de 2012 | nenhum comentário »

País deve definir metas e cotas para fontes renováveis alternativas, propõe estudo

A definição de metas, pelo governo federal, para ampliar a participação das fontes renováveis alternativas em seus próximos leilões de energia, a adoção de cotas para cada uma dessas fontes e a revisão de sua política de subsídios para o setor energético são algumas das recomendações do estudo Além de Grandes Hidrelétricas, apresentado na quarta-feira (15) durante o 8º Congresso Brasileiro de Planejamento Energético, em Curitiba.

Encomendado pela organização não governamental (ONG) WWF Brasil, o trabalho envolve pesquisadores da Universidade de Campinas (Unicamp), da Universidade Federal do ABC (UFABC) e da ONG International Energy Initiative para a América Latina, entre outras instituições. O trabalho propõe ainda um aumento de 40% da participação das fontes eólica, de biomassa e das pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) nos próximos leilões de energia nova, com um crescimento mínimo de 10% para cada tipo de fonte.

O documento também defende que a política de crédito e incentivos fiscais seja revista, de forma que os subsídios dados hoje às termelétricas sejam gradualmente transferidos para fontes renováveis. “A geração de energia por termelétricas é cara, poluidora e depende de contratos take-or-pay [preço fixo para a energia, pago mesmo que ela não seja usada] para sobreviver”, diz.

A realização de leilões regionalizados e o incentivo à pesquisa e à inovação em áreas como a de energia solar, o que tende a diminuir o custo dessas novas tecnologias, também são sugeridas pelo estudo.

“Sem metas de inserção na matriz energética, o investidor interessado em fontes renováveis alternativas não tem segurança”, disse o pesquisador Paulo Henrique de Mello Sant’Ana, da UFABC, coordenador do trabalho. De acordo com Sant’Ana, o subsídio concedido às termelétricas movidas a carvão chegou a R$ 127,54 por megawatt-hora (MWh) em 2009. “Com um subsídios desses, poderíamos construir aerogeradores.”

Dos 2,4 mil empreendimentos de geração de energia elétrica em operação no país, 777 (32,4%) usam fontes renováveis alternativas. São 398 pequenas centrais hidrelétricas, 51 centrais eólicas e 328 centrais de biomassa que utilizam bagaço de cana-de-açúcar, conforme dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Juntas, essas unidades seriam capazes de produzir cerca de 12,3 milhões de quilowatts de potência, o equivalente a 9% da produção nacional.

O estudo encomendado pelo WWF Brasil aponta que as fontes renováveis poderiam substituir as termelétricas na função complementar às usinas hidrelétricas, responsáveis por mais de três quartos da eletricidade gerada no país. “Fontes renováveis alternativas podem exercer o mesmo papel [das termelétricas], com custos mais baixos e com menores impactos sobre o meio ambiente”, diz o documento. “O período da seca, quando as hidrelétricas produzem menos, coincide justamente com a safra de cana-de-açúcar e com o período de maior incidência de ventos.”

O trabalho ressalta ainda que o Brasil assumiu em 2009 o compromisso voluntário de diminuir suas emissões de gases de efeito estufa entre 36,1% e 38,9%, até 2020. E cobra do setor elétrico, que contribui com 9,2% das emissões brasileiras, o incentivo a tecnologias de baixa emissão. “Apesar do sucesso dos últimos leilões de fontes alternativas em 2010 e 2011, não há na prática um compromisso do MME [Ministério de Minas e Energia] e da EPE [Empresa de Pesquisa Energética] com a continuidade desses leilões”, aponta o estudo.

“O Brasil tem até metas para inflação, porque não ter metas para a produção de energia elétrica a partir de fontes alternativas?”, pergunta Carlos Rittl, coordenador do Programa de Mudanças Climáticas e Energia do WWF Brasil. “Vamos apresentar o documento ao governo. O país precisa aproveitar melhor o seu potencial de fontes renováveis alternativas nas próximas décadas”, disse.

A Agência Brasil procurou a Empresa de Pesquisa Energética. A assessoria de imprensa do órgão informou que o seu presidente, Maurício Tolmasquim, estava retornando de uma viagem e não poderia conceder entrevista. A assessoria do Ministério de Minas e Energia também foi acionada, mas a pessoa que poderia falar sobre o assunto estava em reunião.

Fonte: Fernando César Oliveira/ Agência Brasil


2 de maio de 2012 | nenhum comentário »

Parques eólicos modificam temperatura do solo

Cientistas fizeram medições na região do Texas, onde milhares de turbinas foram construídas.

Um estudo realizado no Texas mostrou que parques eólicos podem afetar o clima em seu entorno, elevando as temperaturas noturnas no solo. O resultado, publicado na revista “Nature Climate Change”, confirma uma pesquisa realizada há mais tempo, em 2010. Os cientistas acreditam que o efeito é causado pelas turbinas que jogam ar relativamente quente no solo. E sugerem que as turbinas em outro locais podem não produzir o mesmo nível de mudança.

 

A região que foi estudada, no centro-oeste do Texas, viveu um importante programa de construção de turbinas na metade da última década, com o número passando de apenas 111 em 2003 para 2325 apenas seis anos depois. Os pesquisadores usaram dados de satélites da Nasa para medir a temperatura na região estudada entre o começo e o fim do boom da construção dos parques eólicos, definindo a diferença entre a média do período entre 2003 e 2005 e de 2009 a 2011.

 

Toda a região registrou um aumento, mas isso ficou mais perceptível no entorno dos parques. Os pesquisadores procuraram outros fatores que poderiam ter afetado os resultados, como mudanças na vegetação, mas descobriram que elas eram muito pequenas para produzir a mudança observada. O processo não foi uniforme. Os pesquisadores afirmam que o efeito é equivalente a um aquecimento de cerca de 0,72 C por década.

 

Reconhecendo que o resultado pode ser mal interpretado, como se estivesse sugerindo que a temperatura local vai continuar aumentando, o cientista que liderou o estudo Liming Zhou alerta: “A tendência de aquecimento estimada só se aplica à região de estudo e para o período de estudo, e, portanto, não deve ser extrapolada diretamente para outras regiões ou períodos mais longos. Para um determinado parque eólico, o efeito do aquecimento provavelmente atingiu um limite, em vez de continuar a aumentar, se novas turbinas não forem adicionadas.”

 

À noite, o ar acima do nível do solo tende a ser mais quente do que no chão. Zhou e seus colegas acreditam que as pás das turbinas agiram o ar, misturando o ar quente e o ar frio, e levando o mais aquecido para o solo. “Os resultados me parecem muito sólidos”, comentou Steven Sherwood, professor do Centro do Pesquisa sobre Mudanças Climáticas da Universidade de New South Wales, na Austrália, em entrevista à BBC. “As temperaturas durante o dia não parecem ser afetadas. Isso faz sentido, e esta mesma estratégia geralmente é usada por fruticultores que usam voos de helicópteros sobre seus pomares para combater as geadas matinais.”

 

O estudo de 2010 usou dados de um único local e modelagens computacionais para mostrar que as turbinas eólicas podem produzir aquecimento local.

Fonte: O Globo


18 de abril de 2012 | nenhum comentário »

Energia renováveis: vale tudo por elas?

Por Jean Marc Sasson* - Às vésperas da Rio+20 cujo tema central será aEconomia Verde, se discutirá como um dos objetivos para as próximas décadas a mudança na matriz energética mundial de combustível fóssil para energia limpa.

Já é notório, no entanto, que as energias renováveis vêm ganhando cada vez mais importância no cenário mundial. Os investimentos saltaram de US$ 162 bilhões em 2009 para US$ 240 bilhões em 2011. A China, até outrora o maior poluidor mundial em razão de suas inúmeras termelétricas, é hoje a maior investidora em energia limpa do mundo.

O Brasil, por sua vez, cuja matriz energética já é limpa, será em 2013 o décimo maior investidor em eólicas e continuará, ainda, ampliando suas fontes hidrelétricas com projetos na região Norte e através de parcerias com países sul-americanos como Argentina e Peru. Inclusive, foi considerado junto com Nicarágua e Panamá em recente estudo elaborado pela Bloomberg New Energy Finance – Climascópio 2012 – a pedido do Fundo Multilateral de Investimentos, membro do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), como um dos países com maior capacidade para atrair investimentos em energia limpa da América Latina e Caribe.

É importante e salutar este investimento brasileiro em renováveis. Já somos a sexta maior economia mundial e precisamos de energia para continuar progredindo. Mas o caminho que estamos trilhando, aparentemente sustentável, vem sendo realizada de forma tirânica, atentando contra os princípios republicanos e democráticos. O Poder Público vêm impondo a construção de empreendimentos independente de consultas públicas à população nacional e local. Quando discutimos sustentabilidade, pensamos no tripé social, econômico e ambiental. Contudo, estão sendo flexibilizados em nome do desenvolvimento nacional.

Vemos a vertente social ser violada quando minorias não são consultadas no processo licenciatório, quando são desalojadas por uma pequena indenização em detrimento de um interesse coletivo, quando as compensações sociais exigidas são descumpridas, quando a mão-de-obra utilizada na construção não é local. Nestes momentos há uma violação brutal pelo Poder Público aos princípios constitucionais da dignidade humana e democrático.

Já na vertente econômica, apesar de propiciar certo desenvolvimento econômico regional, observamos grande desperdício da verba pública. Por exemplo, ao comparamos as usinas hidrelétricas de Belo Monte e Itaipu, percebe-se a diferença abissal do investimento em ambas. Enquanto a primeira está orçada em R$ 30 bilhões de reais (preço atual estipulado e que fatalmente será maior), Itaipu custou míseros 11,8 bilhões de dólares, sendo construída há 40 anos atrás, isto é, sem as tecnologias que dispomos hoje. Embora tenha capacidade instalada de 11 mil MW, o que a tornará a segunda maior hidrelétrica do país, Belo Monte tem energia firme (que pode ser assegurada já prevendo os períodos de seca) de 4,4 mil MW ou 40% de sua capacidade, enquanto Itaipu, a maior usina do país, tem 14 mil MW de capacidade e energia firme de 61%.

Na segunda maior atualmente, Tucuruí – que futuramente perderá a posição para Belo Monte – o percentual é de 49%. Se não considerássemos a hipótese da construção de usinas menores nesta região como a mais indicada, comparemos o custo com outras fontes de energia limpa. Nos Estados Unidos, dois projetos desenvolvidos na Califórnia de aproveitamento da energia térmica utilizando espelhos para a concentração de calor, Ivanpah e Blythe, têm a previsão da geração de 370 MW de energia firme ao custo de R$ 3,4 bilhões e 960 MW ao custo de R$ 9,6 bilhões, respectivamente.

Multiplicando o custo para geração de um megawatt nesses dois projetos de matriz solar por 4 mil megawatts médios (quantidade indicada de Belo Monte) teriam um total de R$ 38 bilhões, para o projeto de Ivanpah, e de R$ 36,7 bilhões para o Blythe. São dois projetos que teriam equivalência, ao menos em teoria, em investimento e geração de energia à Belo Monte, mas com um impacto socioambiental muito menor.

Já a vertente ambiental, tratando-se de energia renovável, é por óbvio a mais vantajosa em razão da não emissão de dióxido de carbono. Ressalta-se, no entanto, que qualquer energia renovável não está livre de impacto ambiental. Há desmatamentos, desvios de rios, impacto na fauna e flora, impacto visual e sonoro etc. Fora isso, observa-se ainda violações no campo político, violando o regime democrático, quando processos licenciatórios são acelerados por mero interesse político, despendendo menos tempo do que se faz necessário para a análise dos impactos ambientais gerados por determinado empreendimento. Sabemos que o processo licenciatório brasileiro é moroso, mais em razão da ausência de mão- de-obra especializada do que pela complexidade da análise. Mas, ainda assim, não se justifica acelerar além do necessário para cumprir metas políticas.

A verdade é que o Poder Público deve ponderar e analisar o custo-benefício nas três vertentes, independente do interesse político e particular. Não existe energia renovável perfeita e livre de impacto. Devemos utilizar o princípio do equilibro nesta análise, de modo a analisar a melhor alternativa, optando por aquela que terá o menor impacto nas três esferas.

Pensar em impacto zero ou em desenvolvimento zero é não ponderar, é não ser realista. Se desenvolver e progredir é necessário sim, mas de forma racional e sustentável.

*Jean Marc Sasson é advogado com especialização em gestão ambiental pela COPPE/UFRJ e colunista do Portal Ambiente Energia. Ele também é editor do blog Verdejando (www.verdejeando.blogspot.com).

 

Fonte: Ambiente Energia


18 de abril de 2012 | nenhum comentário »

Brasil e emergentes puxam ascensão da energia eólica, diz relatório

Brasil lidera no Cone Sul e será responsável pelo crescimento na região.
Indústria global vai instalar mais de 46 gigawatts de capacidade neste ano.

A indústria de energia eólica global vai instalar mais de 46 GW (gigawatts) de nova capacidade em 2012, dado que faz parte da previsão de crescimento da indústria eólica mundial para os próximos cinco anos.

Até o final de 2016, a capacidade total de energia eólica mundial será pouco menor do que 500 GW, diante de um mercado anual de cerca de 60 GW previsto para esse período. Os dados foram divulgados nessa semana no relatório anual do Conselho Global de Energia Eólica (GWEC, na sigla em inglês).

De acordo com dados do relatório Global Wind Report 2011, o Brasil vem se estabelecendo como grande mercado internacional, já dominando o latino-americano. Com uma forte base industrial, o país é considerado capaz de abastecer o Cone Sul, e será responsável, em vasta maioria, pelo crescimento regional até 2016.

As instalações totais para o período 2012-2016 devem chegar a 255 GW, com um crescimento cumulativo médio do mercado um pouco abaixo de 16%.

“Para os próximos cinco anos, o crescimento anual do mercado será impulsionado principalmente pela Índia e pelo Brasil, com significativas contribuições de novos mercados na América Latina, África e Ásia”, afirmou Steve Sawyer, secretário-geral GWEC.

“O Brasil está entre as quatro nações do mundo que mais cresce no setor eólico, ficando atrás somente de China, Estados Unidos e Índia. Em 2015 seremos o 10° maior produtor de energia eólica do mundo. Atualmente, nossa capacidade instalada é de 1.471 MW e nosso potencial gira em torno de 300 GW. Temos um futuro promissor e ainda há muito espaço para crescimento”, destaca Lauro Fiúza Junior, vice-presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), empresa que repassou informações para a produção do relatório.

Mercados asiáticos e europeu
A Ásia continuará a ser o maior mercado do mundo com muito mais novas instalações do que qualquer outra região, instalando 118 GW entre agora e 2016, e superando a Europa como o líder mundial em capacidade instalada acumulada em algum momento durante 2013, segundo o relatório.

Depois de quase uma década de um crescimento de dois e três dígitos, o mercado chinês finalmente se estabilizou, e permanecerá nos níveis atuais pelos próximos anos. Pela primeira vez, em 2011, a Índia alcançou um mercado anual de 3 GW e deverá atingir 5 GW até 2015. Já o futuro do sistema de energia do Japão, com a rejeição quase universal da energia nuclear após a tragédia tripla em 11 de Março 2011, dá esperanças para um novo começo para a indústria eólica no País, de acordo com o relatório.

O mercado europeu se mantém estável e, considerando o quadro político e metas da Europa até 2020, é pouco provável que aconteçam grandes surpresas. A Alemanha teve um forte ano em 2011 e a decisão do governo de eliminar progressivamente toda a energia nuclear até 2020 dá à indústria um novo impulso.

Já a Espanha teve um ano ruim, o que deve se repetir em 2012. No entanto, Romênia, Polônia, Turquia e Suécia continuaram a desempenhar seus papéis dentro do cenário de crescimento, segundo o relatório GWEC.

Usinas eólicas instaladas no Rio Grande do Sul (Foto: Divulgação/ABEEólica)

Usinas eólicas instaladas no Rio Grande do Sul (Foto: Divulgação/ABEEólica)

Fonte: Globo Natureza


10 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Capacidade instalada de energia eólica cresce 21% no mundo em 2011

No Brasil, aumento foi de 62%, com acréscimo de cerca de 600 MW.
China tem capacidade de 62 mil MW, mais de 40 vezes o total brasileiro.

A capacidade de energia eólica instalada no mundo cresceu 21% em 2011, passando de 197.000 para 238.000 MW (equivalente a 17 vezes a potência instalada de Itaipu, igual a 14.000 MW), segundo estatísticas do Conselho Global de Energia Eólica, divulgadas na terça-feira (7). Em relação à última década, o crescimento da capacidade mundial foi de quase sete vezes.

Mais de 40% do aumento total ocorreu na China, cuja capacidade instalada saltou para 62.000 MW. No Brasil, o crescimento foi de 62%, passando de 927 para 1509 MW.

“Apesar do estado da economia global, a energia eólica continua a ser a opção de geração de energia renovável”, falou Steve Sawyer, secretário geral do conselho. Ele afirmou que espera a abertura de novos mercados na África, Ásia e América Latina em 2012.

O segundo maior crescimento na capacidade instalada foi verificado nos Estados Unidos, que chegou a 52.000 MW em 2011. A Índia apareceu em terceiro lugar, atingindo 16.000 MW. Já na Europa, o aumento da capacidade instalada representou 25% do total mundial. Em termos da capacidade final disponível em 2011, o continente ocupa o primeiro lugar no mundo, com 96.000 MW.

Brasil
Segundo o Diretor Executivo da Associação de Energia Eólica (ABEEólica), Pedro Perrelli, o Brasil terá um crescimento ainda mais expressivo nos próximos anos. O país conta com uma carteira de novos projetos já contratados de mais de 7.000 MW para serem entregues até 2016, disse ele.

“O setor eólico no Brasil atraiu importantes investimentos, para tanto foram fundamentais as novas políticas de financiamento do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) mas, ainda assim, se faz cada vez mais importante uma clareza nas regras futuras, de forma a que sejam mantidas a confiança dos investidores e assegurando o forte ritmo de crescimento do setor”, afirmou Perrelli em comunicado da ABEEólica.

No Brasil, a marca de 1 GW (1000 MW) foi alcançada em junho de 2011. A maioria dos parques eólicos nacionais se encontra nas regiões Nordeste e Sul do país. Em 2004, foi lançado pelo governo federal o Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa), entre elas a energia eólica. Além disso, desde 2009, tem sido realizados leilões de energia eólica no país.

Fonte: Globo Natureza, São Paulo


30 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

ONU diz que Brasil subaproveita seu potencial em energias renováveis

Segundo relatório, país ampliou investimento, mas poderia explorar melhor energias como a eólica e solar.

O Brasil ocupa uma posição de destaque na produção de energias renováveis, mas “poderia fazer mais esforços” em relação às energias solar e eólica, segundo a Conferência da Organização das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (Unctad), que publicou nesta terça-feira (29) um relatório sobre o tema.

“O Brasil, devido ao seu clima e à sua superfície, possui um enorme potencial em termos de energia eólica e solar, mas não explora de forma suficiente sua capacidade nessas áreas”, disse Anne Miroux, diretora do relatório Tecnologia e Inovação – Potencialização do Desenvolvimento com Energias Renováveis, da Unctad.

Ela diz que o Brasil se concentra em setores “maduros”, como os biocombustíveis e a geração de energia hidrelétrica, criados há décadas. “O Brasil está entre os principais países que produzem energias renováveis, mas não em termos de energias modernas, como a eólica e a solar, nas quais nos focalizamos hoje”, diz Miroux.

Usinas eólicas instaladas no Rio Grande do Sul (Foto: Divulgação/ABEEólica)

Usinas eólicas instaladas no Rio Grande do Sul (Foto: Divulgação/ABEEólica)

Investimento
O relatório da Unctad revela que o Brasil foi o quinto país que mais investiu em energias limpas no ano passado, totalizando a soma de US$ 7 bilhões. A China, com o valor recorde de US$ 49 bilhões, liderou os investimentos em energias renováveis em 2010, seguida pela Alemanha (US$ 41,1 bilhões), Estados Unidos (US$ 30 bilhões) e Itália (US$ 14 bilhões).

O Brasil, segundo dados do instituto voltado para estudos na área de energias renováveis REN 21, citados no relatório, é o quarto principal país em termos de capacidade de produção dessas energias, incluindo a hidrelétrica.

Mas o país não está entre os cinco principais em relação à capacidade de produção de energia eólica (liderada pela China) ou solar. O relatório da Unctad afirma que os países do grupo Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) “estão fazendo avanços tecnológicos significativos nos setores eólico e solar”.

“A China está fazendo grandes esforços em relação ao uso de energias renováveis. Um dos grandes problemas do país são suas centrais térmicas que utilizam carvão. A transição não é simples e não pode ser feita de um dia para o outro”, diz Miroux.

  (Foto:  )

Metas ambiciosas
A diretora do estudo ressalta que o Brasil “está no bom caminho” com o objetivo “notório” de desenvolver as energias renováveis, apesar de ainda ‘não fazer o suficiente’ em relação às energias solar e eólica. Ela elogiou a meta fixada pelo governo de que 75% da eletricidade produzida no país seja proveniente de energias renováveis em 2030.

“O Brasil é um dos raros, talvez o único, a ter uma meta tão ambiciosa”, afirma Miroux, que questiona também se as enormes reservas do pré-sal poderiam colocar em risco a estratégia atual de desenvolvimento das energias limpas no país.

Tecnologia
Segundo o relatório, os investimentos globais em energias renováveis saltaram de US$ 33 bilhões em 2004 para US$ 211 bilhões no ano passado – um aumento de 539,4%. O crescimento médio anual no período foi de 38%.

Apesar dos números, a diretora do estudo alerta que ainda faltam “centenas de bilhões de dólares” para aperfeiçoar as tecnologias nos países em desenvolvimento e expandir o uso das energias renováveis no mundo. De acordo com o relatório, as energias renováveis oferecem uma oportunidade real para reduzir a pobreza energética nos países em desenvolvimento.

Fonte: G1


14 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Negócios e pesquisa em energia eólica no Brasil

Artigo de Alexandre Street, Delberis Lima e Bruno Fânzeres no Valor Econômico de sexta-feira (11).

No Brasil, as três principais fontes alternativas de energia elétrica são as pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), a cogeração com biomassa derivada do bagaço da cana e a eólica, que há pouco ressurgiu com um forte papel. Elas são denominadas alternativas em relação às principais fontes convencionalmente utilizadas – as grandes usinas hidrelétricas e termelétricas.

 

Investir em fontes alternativas é positivo pois implica aumentar a diversidade da matriz energética brasileira. Ademais, tais fontes de energia também recebem o valioso sobrenome renovável, especialmente positivo por aproveitar os recursos naturais que podem ser renovados pela própria natureza no curto prazo.

 

Entre 2005 e 2010, foram realizados 14 leilões destinados à compra de contratos oriundos de novos empreendimentos de geração. Dos 18.500 megawatts médios (MWmed) negociados, 3.500 (19%) eram provenientes de fontes alternativas renováveis: 1% de PCHs, 9% de eólicas e 9% de biomassa da cana.

 

Contudo, esse montante contratado de energia eólica é proveniente sobretudo dos leilões realizados em 2009 e 2010, quando foram negociados 780 MWmed a um preço médio de R$ 148,39/MWh, e 1.160 MWmed, a R$ 130,86/MWh. Esse resultado positivo seguiu sendo observado nos leilões A-3 e de reserva deste ano, quando as eólicas surpreenderam o mercado movimentando quase 2.300 MWmed a um preço médio inferior a 100 R$/MWh.

 

Os dois principais fatores para o avanço significativo do interesse pela energia eólica são: 1) a crise mundial, que tornou o Brasil a válvula de escape dos fabricantes do mundo todo, aumentando o poder de negociação dos nossos investidores, o que faz o preço dos equipamentos caírem; e 2) recentes ajustes regulatórios, como incentivos fiscais e desenhos de contratos específicos para essa fonte, feitos para mitigar os riscos dos investidores.

 

Nos últimos três anos, contratos com cláusulas especiais foram utilizados a fim de mitigar o risco financeiro decorrente da grande incerteza e sazonalidade do insumo vento. Além disso, foi criada uma cláusula que trata da necessidade de comprar o montante contratado e não produzido ao preço de curto prazo, o temido preço de liquidação de diferenças (PLD).

 

Os geradores temem vender energia ao PLD, pois este é muito volátil, podendo chegar a valer até seis vezes o preço do contrato em tempos de crise, causando, nessas situações, uma grande perda financeira ao gerador que contratou de mais e produziu de menos. Por outro lado, na maior parte do tempo existe excesso de água nos reservatórios. Isso proporciona um PLD, que no Brasil é calculado como o custo de oportunidade do uso da água, muito baixo. Assim, vender energia sem um contrato, ao PLD, também não é boa ideia.

 

Dentre as mudanças realizadas no contrato padrão, o chamado contrato de quantidade, está a possibilidade de comprar a diferença entre o contratado e o produzido ao preço do próprio contrato. Todos esses ajustes acarretaram em um ambiente menos arriscado aos investidores e impulsionaram a viabilização dessa fonte no ambiente de contratação regulado (ACR), onde os geradores vendem contratos para as distribuidoras através de leilões.

 

Contudo, existe outro mercado em que a eólica ainda não conseguiu se firmar: o ambiente de contratação livre (ACL). O ACL é um mercado do tipo balcão, onde contratos bilaterais são livremente negociados entre geradores e grandes consumidores como shoppings, supermercados e indústrias. Aí são negociados contratos de quantidade, sem o alívio da cláusula que obriga o gerador a comprar, a PLD, o déficit de produção com relação ao montante contratado.

 

A dificuldade que as eólicas sofrem no ACL não é exclusiva a essa fonte. As PCHs, com a alternância entre períodos secos e úmidos, e as usinas a biomassa, que produzem energia em função da safra da cana, também sofrem com a sazonalidade dos seus recursos e enfrentam os mesmos desafios ao vender contratos de quantidade nesse ambiente.

 

Mas a história não termina aí. O regime sazonal dos recursos, tanto da biomassa quanto da eólica, é fortemente complementar ao regime das hidrelétricas. No período de seca dos rios do Sudeste é quando venta no Nordeste e quando as usinas a biomassa do Sudeste e Centro-Oeste estão a todo vapor devido à safra da cana; a situação se inverte na outra metade do ano, no período úmido das hidrelétricas. Assim, a complementaridade entre os recursos renováveis aponta para uma nova possibilidade de negócio em um ambiente com grande crescimento e muito rentável, o ACL.

 

Ainda como uma prática incipiente, comercializadoras e grandes holdings de geração começam a criar carteiras otimizadas dessas fontes renováveis para revendê-las conjuntamente, mitigando o elevado risco financeiro de cada fonte. Esse movimento é apenas uma vertente de um conjunto de pesquisas que estão sendo realizadas neste momento pelos investidores através de universidades e empresas de consultoria.

 

Muitos outros desafios ainda devem ser vencidos para consolidar e atrair de modo sustentável o investimento em geradores eólicos no Brasil. Por exemplo: desafios regulatórios, como o desenho de leilões e a criação de mecanismos de troca de energia entre as usinas para mitigar a incerteza na geração; desafios no âmbito elétrico, como o dimensionamento das redes para receber uma injeção de potência variável ao sabor dos ventos; climatológico/estatísticos, como a previsão, certificação e simulação das velocidades dos ventos; e tecnológicos, como a tropicalização dos equipamentos para que se adaptem à realidade nacional.

 

Esses temas fazem parte de uma ampla área de pesquisa em que grupos isolados começam a atuar. Contudo, a criação de uma rede de pesquisa nacional, que gerencie de maneira coordenada e sinérgica a pesquisa de temas estratégicos para o segmento, é a principal arma para aproveitar e manter aberta a janela única de oportunidade que o Brasil vive: alto poder de negociação com os fornecedores e interesse das entidades reguladoras em desenvolver o segmento.

 

Alexandre Street e Delberis Lima são professores do Departamento de Engenharia Elétrica do CTC/PUC-Rio. Bruno Fânzeres é aluno de Iniciação Científica do CTC/PUC-Rio.]

Fonte: Jornal da Ciência


26 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Alemanha inaugura usina híbrida com tecnologia eólica e de hidrogênio

Instalação de geração de energia renovável é a primeira do tipo no mundo.
Armazenamento de hidrogênio permite fornecimento mesmo sem vento.

Foi inaugurada nesta terça-feira (25) em Prenzlau, no leste da Alemanha, a primeira usina híbrida de energia eólica e de hidrogênio no mundo.

A vantagem dessa instalação é que, quando há muito vento, ela produz hidogênio que é armazenado para quando a velocidade do ar diminuir.

Assim, fica garantida uma capacidade estável de fornecimento de energia, o que apenas uma turbina eólica não pode assegurar, já que depende das condições meteorológicas para produzir mais ou menos eletricidade.

A Alemanha pretende que, até 2050, 80% de sua matriz energética seja renovável, reduzindo em especial o uso de energia nuclear e termoelétrica a carvão.

A nova usina, por enquanto, é um projeto-piloto que não funciona comercialmente. A ideia é usá-la para melhorar essa tecnologia a ponto de torná-la viável economicamente. Sua capacidade é de 6 Megawatt.

Usina servirá para desenvolver tecnologia híbrida de produção de energia. (Foto: AFP)

Usina servirá para desenvolver tecnologia híbrida de produção de energia. (Foto: AFP)

Fonte: Globo Natureza, São Paulo, com informações AFP


20 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Cearense cria carro movido a álcool, gasolina e energias eólica e solar

Segundo inventor, veículo é o primeiro ‘quadriflex’ do mundo
Criador investiu capital próprio e passou 10 anos pesquisando. 

Fernando Ximenes e seu invento, o quadriflex (Foto: Tuno Vieira/Agência Diário)

Fernando Ximenes e seu invento, o 'quadriflex' (Foto: Tuno Vieira/Agência Diário)

O engenheiro cearense Fernando Alves Ximenes criou um carro movido a quatro combustíveis, que, segundo ele, é o primeiro “quadriflex” do mundo. O veículo usa álcool, gasolina, energias eólica e solar. “A ideia é ambiental. É reduzir a emissão de CO² na atmosfera”, diz o engenheiro. O automóvel  foi apresentado no encontro Inova 2011, em junho, no Ceará, e na EcoEnergy, feira internacional de tecnologias limpas e renováveis, que ocorreu em São Paulo até sábado (17).

Desenvolvido a partir de um FIat Uno, que já tem motor bicombustível, o chamado carro “quadriflex” ganhou potência e economiza 40% de combustível. Com isso, lança 40% menos de CO² no ar, segundo seu criador. “O carro ganha seis cavalos potência. Passa para 81 cavalos”, explica o engenheiro. Para chegar ao carro “quadriflex”, ele conta que foram dez anos de pesquisa o que, segundo diz, dificulta a contabilidade dos investimentos.”Mas foi tudo com o meu próprio capital”, afirma.

Ximenes explica que no motor convencional existem correias e engrenagens que fazem rotação para produzir a energia demandada pelo veículo e, segundo o engenheiro, no “quadriflex” essa energia é produzida pelo ar e pelo sol. Com isso, o automóvel fica mais econômico e emite menos CO² na atmosfera. A energia solar é captada por uma placa fotovoltaica no teto do veículo, que tem geradores eólicos embutidos nas laterais. Os geradores capturam energia quando o carro está em movimento.

Dono da empresa Gram Eollic, o cearense afirma que já foi procurado por uma montadora norte-americana e que, se as conversas avançarem, uma unidade de fabricação deve ser montada no Ceará dentro de três anos. “Será uma holding, com as duas marcas. E eu faço questão que seja no Ceará, para gerar empregos no estado”, aposta.

Carro autossustentável
O engenheiro explica que seu próximo projeto é apresentar em 2012 o carro autossustentável. Segundo Ximenes, o automóvel vai funcionar apenas com energia eólica e fotovoltáica (solar), sem emissão de nenhum poluente gasoso. “O carro ‘quadriflex’ é ainda emite CO², embora haja redução. Com o novo carro, a pessoa poderá viajar de Fortaleza ao Rio Grande do Sul sem ter de parar em posto de gasolina”, acrescenta.

Além disso, ele argumenta que, para atingir o objetivo ambiental, é preciso disseminar o uso do mecanismo em carros populares. “A linha de produção tem de ser em série. Se não eu não ia conseguir o objetivo ambiental. Jamais conseguiria um número que significasse uma redução de CO² na atmosfera”, diz. Para isso, argumenta, tem de se unir a alguma empresa que já tenha filiais no mundo inteiro.

Carro foi desenvolvido a partir de modelo nacional, em pesquisa que durou 10 anos  (Foto: Gram Eollic/Divulgação)

Carro tem placa de captura de energia solar no teto e foi desenvolvido a partir de modelo nacional, em pesquisa que durou 10 anos (Foto: Gram Eollic/Divulgação)

Fonte: Gisella Dutra, G1, CE


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14 de novembro de 2012 | nenhum comentário »

Organizações dizem que Brasil desperdiça potencial de energia limpa

Relatório de ONGs afirma que energias solar e eólica são subaproveitadas.
Texto aponta que sistema atual de geração de energia tem grandes perdas.

Relatório elaborado por organizações não governamentais, divulgado nesta segunda-feira (12), aponta que o Brasil não aproveita seu potencial de geração de energia solar e eólica devido à falta de infraestrutura.

De acordo com o documento “O setor elétrico brasileiro e a sustentabilidade no século 21: oportunidades e desafios”, produzido por especialistas da área ambiental e técnicos de ONGs como WWF, Greenpeace e Instituto Socioambiental (ISA), gargalos técnicos impedem o crescimento dessas modalidades consideradas limpas.

O texto diz que a falta de estrutura para transmissão e distribuição de energia eólica inviabiliza a instalação de mais torres pelo país. Segundo dados do Atlas Eólico Brasileiro, o país tem potencial para gerar 143 GW apenas com a força dos ventos, número que é 12 vezes maior que a capacidade instalada da futura usina hidrelétrica de Belo Monte, em construção no Rio Xingu, no Pará.

Outro entrave citado no documento está ligado à falta de mão-de-obra e de tecnologias para suprir o setor, o que inviabilizaria uma “arrancada” na expansão desta forma de geração de eletricidade. Sobre a energia solar, o relatório aponta que se fosse aproveitada a luz solar para consumo elétrico em menos de 3% da área urbanizada do Brasil, seria possível atender a 10% de toda a demanda atual de energia elétrica do país.

No entanto, projetos do governo que implantam placas solares em regiões distantes dos grandes centros consumidores torna inviável economicamente a construção de redes de transmissão. “Os maiores entraves ao aproveitamento e à expansão da energia solar no Brasil seguem sendo a falta de incentivos e políticas públicas que consolidem a indústria e o mercado”, informa o documento.

Desperdício e custo maior ao consumidor
O texto faz críticas à política brasileira de geração de energia por hidrelétricas e aponta possíveis prejuízos ao meio ambiente e a culturas indígenas devido a implantação de empreendimentos na Amazônia.

O relatório afirma também que o país tem registrado grandes perdas de quantidades de energia elétrica devido a problemas no sistema de transmissão elétrico. Baseado em dados Tribunal de Contas da União (TCU), o documento diz que em 2004 as perdas técnicas (causadas pelas peculiaridades do sistema) e comerciais (por exemplo, instalação de “gatos”) de energia no país foram de 20,28% do total gerado.

O índice supera em muito os registrados em países vizinhos como Chile (5,6%) e Colômbia somadas (11,5%%) no mesmo período. Ainda segundo o relatório, tais perdas teriam causado um reajuste de ao menos 5% na tarifa ao consumidor.

Perda é inevitável, diz operador nacional
De acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a perda técnica é inevitável e está associada ao processo de transmissão. Segundo o órgão, o aquecimento dos cabos durante as transmissões provoca tais extravios, considerados naturais e com índices que se igualam a padrões mundiais.

Sobre as perdas comerciais, o ONS afirma que é um problema que deve ser resolvido pelas distribuidoras, já que seriam provocadas por vários fatores, entre eles, ligações clandestinas (conhecidas como gatos) em diversas cidades.

De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), entre 2007 e 2010 as perdas técnicas de energia no país atingiram índice de 7%. A Aneel não divulgou o percentual de perdas comerciais para o mesmo período.

Usinas eólicas instaladas no Rio Grande do Sul (Foto: Divulgação/ABEEólica)

Usinas eólicas instaladas no Rio Grande do Sul (Foto: Divulgação/ABEEólica)

Energia solar é alternativa para obter eletricidade em meio à reserva ambiental (Foto: Mariane Rossi/G1)

Energia solar é alternativa para obter eletricidade em meio a reserva ambiental. Distância de grandes centros consumidores inviabiliza instalação de redes transmissoras (Foto: Mariane Rossi/G1)

Fonte: Globo Natureza


16 de agosto de 2012 | nenhum comentário »

País deve definir metas e cotas para fontes renováveis alternativas, propõe estudo

A definição de metas, pelo governo federal, para ampliar a participação das fontes renováveis alternativas em seus próximos leilões de energia, a adoção de cotas para cada uma dessas fontes e a revisão de sua política de subsídios para o setor energético são algumas das recomendações do estudo Além de Grandes Hidrelétricas, apresentado na quarta-feira (15) durante o 8º Congresso Brasileiro de Planejamento Energético, em Curitiba.

Encomendado pela organização não governamental (ONG) WWF Brasil, o trabalho envolve pesquisadores da Universidade de Campinas (Unicamp), da Universidade Federal do ABC (UFABC) e da ONG International Energy Initiative para a América Latina, entre outras instituições. O trabalho propõe ainda um aumento de 40% da participação das fontes eólica, de biomassa e das pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) nos próximos leilões de energia nova, com um crescimento mínimo de 10% para cada tipo de fonte.

O documento também defende que a política de crédito e incentivos fiscais seja revista, de forma que os subsídios dados hoje às termelétricas sejam gradualmente transferidos para fontes renováveis. “A geração de energia por termelétricas é cara, poluidora e depende de contratos take-or-pay [preço fixo para a energia, pago mesmo que ela não seja usada] para sobreviver”, diz.

A realização de leilões regionalizados e o incentivo à pesquisa e à inovação em áreas como a de energia solar, o que tende a diminuir o custo dessas novas tecnologias, também são sugeridas pelo estudo.

“Sem metas de inserção na matriz energética, o investidor interessado em fontes renováveis alternativas não tem segurança”, disse o pesquisador Paulo Henrique de Mello Sant’Ana, da UFABC, coordenador do trabalho. De acordo com Sant’Ana, o subsídio concedido às termelétricas movidas a carvão chegou a R$ 127,54 por megawatt-hora (MWh) em 2009. “Com um subsídios desses, poderíamos construir aerogeradores.”

Dos 2,4 mil empreendimentos de geração de energia elétrica em operação no país, 777 (32,4%) usam fontes renováveis alternativas. São 398 pequenas centrais hidrelétricas, 51 centrais eólicas e 328 centrais de biomassa que utilizam bagaço de cana-de-açúcar, conforme dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Juntas, essas unidades seriam capazes de produzir cerca de 12,3 milhões de quilowatts de potência, o equivalente a 9% da produção nacional.

O estudo encomendado pelo WWF Brasil aponta que as fontes renováveis poderiam substituir as termelétricas na função complementar às usinas hidrelétricas, responsáveis por mais de três quartos da eletricidade gerada no país. “Fontes renováveis alternativas podem exercer o mesmo papel [das termelétricas], com custos mais baixos e com menores impactos sobre o meio ambiente”, diz o documento. “O período da seca, quando as hidrelétricas produzem menos, coincide justamente com a safra de cana-de-açúcar e com o período de maior incidência de ventos.”

O trabalho ressalta ainda que o Brasil assumiu em 2009 o compromisso voluntário de diminuir suas emissões de gases de efeito estufa entre 36,1% e 38,9%, até 2020. E cobra do setor elétrico, que contribui com 9,2% das emissões brasileiras, o incentivo a tecnologias de baixa emissão. “Apesar do sucesso dos últimos leilões de fontes alternativas em 2010 e 2011, não há na prática um compromisso do MME [Ministério de Minas e Energia] e da EPE [Empresa de Pesquisa Energética] com a continuidade desses leilões”, aponta o estudo.

“O Brasil tem até metas para inflação, porque não ter metas para a produção de energia elétrica a partir de fontes alternativas?”, pergunta Carlos Rittl, coordenador do Programa de Mudanças Climáticas e Energia do WWF Brasil. “Vamos apresentar o documento ao governo. O país precisa aproveitar melhor o seu potencial de fontes renováveis alternativas nas próximas décadas”, disse.

A Agência Brasil procurou a Empresa de Pesquisa Energética. A assessoria de imprensa do órgão informou que o seu presidente, Maurício Tolmasquim, estava retornando de uma viagem e não poderia conceder entrevista. A assessoria do Ministério de Minas e Energia também foi acionada, mas a pessoa que poderia falar sobre o assunto estava em reunião.

Fonte: Fernando César Oliveira/ Agência Brasil


2 de maio de 2012 | nenhum comentário »

Parques eólicos modificam temperatura do solo

Cientistas fizeram medições na região do Texas, onde milhares de turbinas foram construídas.

Um estudo realizado no Texas mostrou que parques eólicos podem afetar o clima em seu entorno, elevando as temperaturas noturnas no solo. O resultado, publicado na revista “Nature Climate Change”, confirma uma pesquisa realizada há mais tempo, em 2010. Os cientistas acreditam que o efeito é causado pelas turbinas que jogam ar relativamente quente no solo. E sugerem que as turbinas em outro locais podem não produzir o mesmo nível de mudança.

 

A região que foi estudada, no centro-oeste do Texas, viveu um importante programa de construção de turbinas na metade da última década, com o número passando de apenas 111 em 2003 para 2325 apenas seis anos depois. Os pesquisadores usaram dados de satélites da Nasa para medir a temperatura na região estudada entre o começo e o fim do boom da construção dos parques eólicos, definindo a diferença entre a média do período entre 2003 e 2005 e de 2009 a 2011.

 

Toda a região registrou um aumento, mas isso ficou mais perceptível no entorno dos parques. Os pesquisadores procuraram outros fatores que poderiam ter afetado os resultados, como mudanças na vegetação, mas descobriram que elas eram muito pequenas para produzir a mudança observada. O processo não foi uniforme. Os pesquisadores afirmam que o efeito é equivalente a um aquecimento de cerca de 0,72 C por década.

 

Reconhecendo que o resultado pode ser mal interpretado, como se estivesse sugerindo que a temperatura local vai continuar aumentando, o cientista que liderou o estudo Liming Zhou alerta: “A tendência de aquecimento estimada só se aplica à região de estudo e para o período de estudo, e, portanto, não deve ser extrapolada diretamente para outras regiões ou períodos mais longos. Para um determinado parque eólico, o efeito do aquecimento provavelmente atingiu um limite, em vez de continuar a aumentar, se novas turbinas não forem adicionadas.”

 

À noite, o ar acima do nível do solo tende a ser mais quente do que no chão. Zhou e seus colegas acreditam que as pás das turbinas agiram o ar, misturando o ar quente e o ar frio, e levando o mais aquecido para o solo. “Os resultados me parecem muito sólidos”, comentou Steven Sherwood, professor do Centro do Pesquisa sobre Mudanças Climáticas da Universidade de New South Wales, na Austrália, em entrevista à BBC. “As temperaturas durante o dia não parecem ser afetadas. Isso faz sentido, e esta mesma estratégia geralmente é usada por fruticultores que usam voos de helicópteros sobre seus pomares para combater as geadas matinais.”

 

O estudo de 2010 usou dados de um único local e modelagens computacionais para mostrar que as turbinas eólicas podem produzir aquecimento local.

Fonte: O Globo


18 de abril de 2012 | nenhum comentário »

Energia renováveis: vale tudo por elas?

Por Jean Marc Sasson* - Às vésperas da Rio+20 cujo tema central será aEconomia Verde, se discutirá como um dos objetivos para as próximas décadas a mudança na matriz energética mundial de combustível fóssil para energia limpa.

Já é notório, no entanto, que as energias renováveis vêm ganhando cada vez mais importância no cenário mundial. Os investimentos saltaram de US$ 162 bilhões em 2009 para US$ 240 bilhões em 2011. A China, até outrora o maior poluidor mundial em razão de suas inúmeras termelétricas, é hoje a maior investidora em energia limpa do mundo.

O Brasil, por sua vez, cuja matriz energética já é limpa, será em 2013 o décimo maior investidor em eólicas e continuará, ainda, ampliando suas fontes hidrelétricas com projetos na região Norte e através de parcerias com países sul-americanos como Argentina e Peru. Inclusive, foi considerado junto com Nicarágua e Panamá em recente estudo elaborado pela Bloomberg New Energy Finance – Climascópio 2012 – a pedido do Fundo Multilateral de Investimentos, membro do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), como um dos países com maior capacidade para atrair investimentos em energia limpa da América Latina e Caribe.

É importante e salutar este investimento brasileiro em renováveis. Já somos a sexta maior economia mundial e precisamos de energia para continuar progredindo. Mas o caminho que estamos trilhando, aparentemente sustentável, vem sendo realizada de forma tirânica, atentando contra os princípios republicanos e democráticos. O Poder Público vêm impondo a construção de empreendimentos independente de consultas públicas à população nacional e local. Quando discutimos sustentabilidade, pensamos no tripé social, econômico e ambiental. Contudo, estão sendo flexibilizados em nome do desenvolvimento nacional.

Vemos a vertente social ser violada quando minorias não são consultadas no processo licenciatório, quando são desalojadas por uma pequena indenização em detrimento de um interesse coletivo, quando as compensações sociais exigidas são descumpridas, quando a mão-de-obra utilizada na construção não é local. Nestes momentos há uma violação brutal pelo Poder Público aos princípios constitucionais da dignidade humana e democrático.

Já na vertente econômica, apesar de propiciar certo desenvolvimento econômico regional, observamos grande desperdício da verba pública. Por exemplo, ao comparamos as usinas hidrelétricas de Belo Monte e Itaipu, percebe-se a diferença abissal do investimento em ambas. Enquanto a primeira está orçada em R$ 30 bilhões de reais (preço atual estipulado e que fatalmente será maior), Itaipu custou míseros 11,8 bilhões de dólares, sendo construída há 40 anos atrás, isto é, sem as tecnologias que dispomos hoje. Embora tenha capacidade instalada de 11 mil MW, o que a tornará a segunda maior hidrelétrica do país, Belo Monte tem energia firme (que pode ser assegurada já prevendo os períodos de seca) de 4,4 mil MW ou 40% de sua capacidade, enquanto Itaipu, a maior usina do país, tem 14 mil MW de capacidade e energia firme de 61%.

Na segunda maior atualmente, Tucuruí – que futuramente perderá a posição para Belo Monte – o percentual é de 49%. Se não considerássemos a hipótese da construção de usinas menores nesta região como a mais indicada, comparemos o custo com outras fontes de energia limpa. Nos Estados Unidos, dois projetos desenvolvidos na Califórnia de aproveitamento da energia térmica utilizando espelhos para a concentração de calor, Ivanpah e Blythe, têm a previsão da geração de 370 MW de energia firme ao custo de R$ 3,4 bilhões e 960 MW ao custo de R$ 9,6 bilhões, respectivamente.

Multiplicando o custo para geração de um megawatt nesses dois projetos de matriz solar por 4 mil megawatts médios (quantidade indicada de Belo Monte) teriam um total de R$ 38 bilhões, para o projeto de Ivanpah, e de R$ 36,7 bilhões para o Blythe. São dois projetos que teriam equivalência, ao menos em teoria, em investimento e geração de energia à Belo Monte, mas com um impacto socioambiental muito menor.

Já a vertente ambiental, tratando-se de energia renovável, é por óbvio a mais vantajosa em razão da não emissão de dióxido de carbono. Ressalta-se, no entanto, que qualquer energia renovável não está livre de impacto ambiental. Há desmatamentos, desvios de rios, impacto na fauna e flora, impacto visual e sonoro etc. Fora isso, observa-se ainda violações no campo político, violando o regime democrático, quando processos licenciatórios são acelerados por mero interesse político, despendendo menos tempo do que se faz necessário para a análise dos impactos ambientais gerados por determinado empreendimento. Sabemos que o processo licenciatório brasileiro é moroso, mais em razão da ausência de mão- de-obra especializada do que pela complexidade da análise. Mas, ainda assim, não se justifica acelerar além do necessário para cumprir metas políticas.

A verdade é que o Poder Público deve ponderar e analisar o custo-benefício nas três vertentes, independente do interesse político e particular. Não existe energia renovável perfeita e livre de impacto. Devemos utilizar o princípio do equilibro nesta análise, de modo a analisar a melhor alternativa, optando por aquela que terá o menor impacto nas três esferas.

Pensar em impacto zero ou em desenvolvimento zero é não ponderar, é não ser realista. Se desenvolver e progredir é necessário sim, mas de forma racional e sustentável.

*Jean Marc Sasson é advogado com especialização em gestão ambiental pela COPPE/UFRJ e colunista do Portal Ambiente Energia. Ele também é editor do blog Verdejando (www.verdejeando.blogspot.com).

 

Fonte: Ambiente Energia


18 de abril de 2012 | nenhum comentário »

Brasil e emergentes puxam ascensão da energia eólica, diz relatório

Brasil lidera no Cone Sul e será responsável pelo crescimento na região.
Indústria global vai instalar mais de 46 gigawatts de capacidade neste ano.

A indústria de energia eólica global vai instalar mais de 46 GW (gigawatts) de nova capacidade em 2012, dado que faz parte da previsão de crescimento da indústria eólica mundial para os próximos cinco anos.

Até o final de 2016, a capacidade total de energia eólica mundial será pouco menor do que 500 GW, diante de um mercado anual de cerca de 60 GW previsto para esse período. Os dados foram divulgados nessa semana no relatório anual do Conselho Global de Energia Eólica (GWEC, na sigla em inglês).

De acordo com dados do relatório Global Wind Report 2011, o Brasil vem se estabelecendo como grande mercado internacional, já dominando o latino-americano. Com uma forte base industrial, o país é considerado capaz de abastecer o Cone Sul, e será responsável, em vasta maioria, pelo crescimento regional até 2016.

As instalações totais para o período 2012-2016 devem chegar a 255 GW, com um crescimento cumulativo médio do mercado um pouco abaixo de 16%.

“Para os próximos cinco anos, o crescimento anual do mercado será impulsionado principalmente pela Índia e pelo Brasil, com significativas contribuições de novos mercados na América Latina, África e Ásia”, afirmou Steve Sawyer, secretário-geral GWEC.

“O Brasil está entre as quatro nações do mundo que mais cresce no setor eólico, ficando atrás somente de China, Estados Unidos e Índia. Em 2015 seremos o 10° maior produtor de energia eólica do mundo. Atualmente, nossa capacidade instalada é de 1.471 MW e nosso potencial gira em torno de 300 GW. Temos um futuro promissor e ainda há muito espaço para crescimento”, destaca Lauro Fiúza Junior, vice-presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), empresa que repassou informações para a produção do relatório.

Mercados asiáticos e europeu
A Ásia continuará a ser o maior mercado do mundo com muito mais novas instalações do que qualquer outra região, instalando 118 GW entre agora e 2016, e superando a Europa como o líder mundial em capacidade instalada acumulada em algum momento durante 2013, segundo o relatório.

Depois de quase uma década de um crescimento de dois e três dígitos, o mercado chinês finalmente se estabilizou, e permanecerá nos níveis atuais pelos próximos anos. Pela primeira vez, em 2011, a Índia alcançou um mercado anual de 3 GW e deverá atingir 5 GW até 2015. Já o futuro do sistema de energia do Japão, com a rejeição quase universal da energia nuclear após a tragédia tripla em 11 de Março 2011, dá esperanças para um novo começo para a indústria eólica no País, de acordo com o relatório.

O mercado europeu se mantém estável e, considerando o quadro político e metas da Europa até 2020, é pouco provável que aconteçam grandes surpresas. A Alemanha teve um forte ano em 2011 e a decisão do governo de eliminar progressivamente toda a energia nuclear até 2020 dá à indústria um novo impulso.

Já a Espanha teve um ano ruim, o que deve se repetir em 2012. No entanto, Romênia, Polônia, Turquia e Suécia continuaram a desempenhar seus papéis dentro do cenário de crescimento, segundo o relatório GWEC.

Usinas eólicas instaladas no Rio Grande do Sul (Foto: Divulgação/ABEEólica)

Usinas eólicas instaladas no Rio Grande do Sul (Foto: Divulgação/ABEEólica)

Fonte: Globo Natureza


10 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Capacidade instalada de energia eólica cresce 21% no mundo em 2011

No Brasil, aumento foi de 62%, com acréscimo de cerca de 600 MW.
China tem capacidade de 62 mil MW, mais de 40 vezes o total brasileiro.

A capacidade de energia eólica instalada no mundo cresceu 21% em 2011, passando de 197.000 para 238.000 MW (equivalente a 17 vezes a potência instalada de Itaipu, igual a 14.000 MW), segundo estatísticas do Conselho Global de Energia Eólica, divulgadas na terça-feira (7). Em relação à última década, o crescimento da capacidade mundial foi de quase sete vezes.

Mais de 40% do aumento total ocorreu na China, cuja capacidade instalada saltou para 62.000 MW. No Brasil, o crescimento foi de 62%, passando de 927 para 1509 MW.

“Apesar do estado da economia global, a energia eólica continua a ser a opção de geração de energia renovável”, falou Steve Sawyer, secretário geral do conselho. Ele afirmou que espera a abertura de novos mercados na África, Ásia e América Latina em 2012.

O segundo maior crescimento na capacidade instalada foi verificado nos Estados Unidos, que chegou a 52.000 MW em 2011. A Índia apareceu em terceiro lugar, atingindo 16.000 MW. Já na Europa, o aumento da capacidade instalada representou 25% do total mundial. Em termos da capacidade final disponível em 2011, o continente ocupa o primeiro lugar no mundo, com 96.000 MW.

Brasil
Segundo o Diretor Executivo da Associação de Energia Eólica (ABEEólica), Pedro Perrelli, o Brasil terá um crescimento ainda mais expressivo nos próximos anos. O país conta com uma carteira de novos projetos já contratados de mais de 7.000 MW para serem entregues até 2016, disse ele.

“O setor eólico no Brasil atraiu importantes investimentos, para tanto foram fundamentais as novas políticas de financiamento do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) mas, ainda assim, se faz cada vez mais importante uma clareza nas regras futuras, de forma a que sejam mantidas a confiança dos investidores e assegurando o forte ritmo de crescimento do setor”, afirmou Perrelli em comunicado da ABEEólica.

No Brasil, a marca de 1 GW (1000 MW) foi alcançada em junho de 2011. A maioria dos parques eólicos nacionais se encontra nas regiões Nordeste e Sul do país. Em 2004, foi lançado pelo governo federal o Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa), entre elas a energia eólica. Além disso, desde 2009, tem sido realizados leilões de energia eólica no país.

Fonte: Globo Natureza, São Paulo


30 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

ONU diz que Brasil subaproveita seu potencial em energias renováveis

Segundo relatório, país ampliou investimento, mas poderia explorar melhor energias como a eólica e solar.

O Brasil ocupa uma posição de destaque na produção de energias renováveis, mas “poderia fazer mais esforços” em relação às energias solar e eólica, segundo a Conferência da Organização das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (Unctad), que publicou nesta terça-feira (29) um relatório sobre o tema.

“O Brasil, devido ao seu clima e à sua superfície, possui um enorme potencial em termos de energia eólica e solar, mas não explora de forma suficiente sua capacidade nessas áreas”, disse Anne Miroux, diretora do relatório Tecnologia e Inovação – Potencialização do Desenvolvimento com Energias Renováveis, da Unctad.

Ela diz que o Brasil se concentra em setores “maduros”, como os biocombustíveis e a geração de energia hidrelétrica, criados há décadas. “O Brasil está entre os principais países que produzem energias renováveis, mas não em termos de energias modernas, como a eólica e a solar, nas quais nos focalizamos hoje”, diz Miroux.

Usinas eólicas instaladas no Rio Grande do Sul (Foto: Divulgação/ABEEólica)

Usinas eólicas instaladas no Rio Grande do Sul (Foto: Divulgação/ABEEólica)

Investimento
O relatório da Unctad revela que o Brasil foi o quinto país que mais investiu em energias limpas no ano passado, totalizando a soma de US$ 7 bilhões. A China, com o valor recorde de US$ 49 bilhões, liderou os investimentos em energias renováveis em 2010, seguida pela Alemanha (US$ 41,1 bilhões), Estados Unidos (US$ 30 bilhões) e Itália (US$ 14 bilhões).

O Brasil, segundo dados do instituto voltado para estudos na área de energias renováveis REN 21, citados no relatório, é o quarto principal país em termos de capacidade de produção dessas energias, incluindo a hidrelétrica.

Mas o país não está entre os cinco principais em relação à capacidade de produção de energia eólica (liderada pela China) ou solar. O relatório da Unctad afirma que os países do grupo Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) “estão fazendo avanços tecnológicos significativos nos setores eólico e solar”.

“A China está fazendo grandes esforços em relação ao uso de energias renováveis. Um dos grandes problemas do país são suas centrais térmicas que utilizam carvão. A transição não é simples e não pode ser feita de um dia para o outro”, diz Miroux.

  (Foto:  )

Metas ambiciosas
A diretora do estudo ressalta que o Brasil “está no bom caminho” com o objetivo “notório” de desenvolver as energias renováveis, apesar de ainda ‘não fazer o suficiente’ em relação às energias solar e eólica. Ela elogiou a meta fixada pelo governo de que 75% da eletricidade produzida no país seja proveniente de energias renováveis em 2030.

“O Brasil é um dos raros, talvez o único, a ter uma meta tão ambiciosa”, afirma Miroux, que questiona também se as enormes reservas do pré-sal poderiam colocar em risco a estratégia atual de desenvolvimento das energias limpas no país.

Tecnologia
Segundo o relatório, os investimentos globais em energias renováveis saltaram de US$ 33 bilhões em 2004 para US$ 211 bilhões no ano passado – um aumento de 539,4%. O crescimento médio anual no período foi de 38%.

Apesar dos números, a diretora do estudo alerta que ainda faltam “centenas de bilhões de dólares” para aperfeiçoar as tecnologias nos países em desenvolvimento e expandir o uso das energias renováveis no mundo. De acordo com o relatório, as energias renováveis oferecem uma oportunidade real para reduzir a pobreza energética nos países em desenvolvimento.

Fonte: G1


14 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Negócios e pesquisa em energia eólica no Brasil

Artigo de Alexandre Street, Delberis Lima e Bruno Fânzeres no Valor Econômico de sexta-feira (11).

No Brasil, as três principais fontes alternativas de energia elétrica são as pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), a cogeração com biomassa derivada do bagaço da cana e a eólica, que há pouco ressurgiu com um forte papel. Elas são denominadas alternativas em relação às principais fontes convencionalmente utilizadas – as grandes usinas hidrelétricas e termelétricas.

 

Investir em fontes alternativas é positivo pois implica aumentar a diversidade da matriz energética brasileira. Ademais, tais fontes de energia também recebem o valioso sobrenome renovável, especialmente positivo por aproveitar os recursos naturais que podem ser renovados pela própria natureza no curto prazo.

 

Entre 2005 e 2010, foram realizados 14 leilões destinados à compra de contratos oriundos de novos empreendimentos de geração. Dos 18.500 megawatts médios (MWmed) negociados, 3.500 (19%) eram provenientes de fontes alternativas renováveis: 1% de PCHs, 9% de eólicas e 9% de biomassa da cana.

 

Contudo, esse montante contratado de energia eólica é proveniente sobretudo dos leilões realizados em 2009 e 2010, quando foram negociados 780 MWmed a um preço médio de R$ 148,39/MWh, e 1.160 MWmed, a R$ 130,86/MWh. Esse resultado positivo seguiu sendo observado nos leilões A-3 e de reserva deste ano, quando as eólicas surpreenderam o mercado movimentando quase 2.300 MWmed a um preço médio inferior a 100 R$/MWh.

 

Os dois principais fatores para o avanço significativo do interesse pela energia eólica são: 1) a crise mundial, que tornou o Brasil a válvula de escape dos fabricantes do mundo todo, aumentando o poder de negociação dos nossos investidores, o que faz o preço dos equipamentos caírem; e 2) recentes ajustes regulatórios, como incentivos fiscais e desenhos de contratos específicos para essa fonte, feitos para mitigar os riscos dos investidores.

 

Nos últimos três anos, contratos com cláusulas especiais foram utilizados a fim de mitigar o risco financeiro decorrente da grande incerteza e sazonalidade do insumo vento. Além disso, foi criada uma cláusula que trata da necessidade de comprar o montante contratado e não produzido ao preço de curto prazo, o temido preço de liquidação de diferenças (PLD).

 

Os geradores temem vender energia ao PLD, pois este é muito volátil, podendo chegar a valer até seis vezes o preço do contrato em tempos de crise, causando, nessas situações, uma grande perda financeira ao gerador que contratou de mais e produziu de menos. Por outro lado, na maior parte do tempo existe excesso de água nos reservatórios. Isso proporciona um PLD, que no Brasil é calculado como o custo de oportunidade do uso da água, muito baixo. Assim, vender energia sem um contrato, ao PLD, também não é boa ideia.

 

Dentre as mudanças realizadas no contrato padrão, o chamado contrato de quantidade, está a possibilidade de comprar a diferença entre o contratado e o produzido ao preço do próprio contrato. Todos esses ajustes acarretaram em um ambiente menos arriscado aos investidores e impulsionaram a viabilização dessa fonte no ambiente de contratação regulado (ACR), onde os geradores vendem contratos para as distribuidoras através de leilões.

 

Contudo, existe outro mercado em que a eólica ainda não conseguiu se firmar: o ambiente de contratação livre (ACL). O ACL é um mercado do tipo balcão, onde contratos bilaterais são livremente negociados entre geradores e grandes consumidores como shoppings, supermercados e indústrias. Aí são negociados contratos de quantidade, sem o alívio da cláusula que obriga o gerador a comprar, a PLD, o déficit de produção com relação ao montante contratado.

 

A dificuldade que as eólicas sofrem no ACL não é exclusiva a essa fonte. As PCHs, com a alternância entre períodos secos e úmidos, e as usinas a biomassa, que produzem energia em função da safra da cana, também sofrem com a sazonalidade dos seus recursos e enfrentam os mesmos desafios ao vender contratos de quantidade nesse ambiente.

 

Mas a história não termina aí. O regime sazonal dos recursos, tanto da biomassa quanto da eólica, é fortemente complementar ao regime das hidrelétricas. No período de seca dos rios do Sudeste é quando venta no Nordeste e quando as usinas a biomassa do Sudeste e Centro-Oeste estão a todo vapor devido à safra da cana; a situação se inverte na outra metade do ano, no período úmido das hidrelétricas. Assim, a complementaridade entre os recursos renováveis aponta para uma nova possibilidade de negócio em um ambiente com grande crescimento e muito rentável, o ACL.

 

Ainda como uma prática incipiente, comercializadoras e grandes holdings de geração começam a criar carteiras otimizadas dessas fontes renováveis para revendê-las conjuntamente, mitigando o elevado risco financeiro de cada fonte. Esse movimento é apenas uma vertente de um conjunto de pesquisas que estão sendo realizadas neste momento pelos investidores através de universidades e empresas de consultoria.

 

Muitos outros desafios ainda devem ser vencidos para consolidar e atrair de modo sustentável o investimento em geradores eólicos no Brasil. Por exemplo: desafios regulatórios, como o desenho de leilões e a criação de mecanismos de troca de energia entre as usinas para mitigar a incerteza na geração; desafios no âmbito elétrico, como o dimensionamento das redes para receber uma injeção de potência variável ao sabor dos ventos; climatológico/estatísticos, como a previsão, certificação e simulação das velocidades dos ventos; e tecnológicos, como a tropicalização dos equipamentos para que se adaptem à realidade nacional.

 

Esses temas fazem parte de uma ampla área de pesquisa em que grupos isolados começam a atuar. Contudo, a criação de uma rede de pesquisa nacional, que gerencie de maneira coordenada e sinérgica a pesquisa de temas estratégicos para o segmento, é a principal arma para aproveitar e manter aberta a janela única de oportunidade que o Brasil vive: alto poder de negociação com os fornecedores e interesse das entidades reguladoras em desenvolver o segmento.

 

Alexandre Street e Delberis Lima são professores do Departamento de Engenharia Elétrica do CTC/PUC-Rio. Bruno Fânzeres é aluno de Iniciação Científica do CTC/PUC-Rio.]

Fonte: Jornal da Ciência


26 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Alemanha inaugura usina híbrida com tecnologia eólica e de hidrogênio

Instalação de geração de energia renovável é a primeira do tipo no mundo.
Armazenamento de hidrogênio permite fornecimento mesmo sem vento.

Foi inaugurada nesta terça-feira (25) em Prenzlau, no leste da Alemanha, a primeira usina híbrida de energia eólica e de hidrogênio no mundo.

A vantagem dessa instalação é que, quando há muito vento, ela produz hidogênio que é armazenado para quando a velocidade do ar diminuir.

Assim, fica garantida uma capacidade estável de fornecimento de energia, o que apenas uma turbina eólica não pode assegurar, já que depende das condições meteorológicas para produzir mais ou menos eletricidade.

A Alemanha pretende que, até 2050, 80% de sua matriz energética seja renovável, reduzindo em especial o uso de energia nuclear e termoelétrica a carvão.

A nova usina, por enquanto, é um projeto-piloto que não funciona comercialmente. A ideia é usá-la para melhorar essa tecnologia a ponto de torná-la viável economicamente. Sua capacidade é de 6 Megawatt.

Usina servirá para desenvolver tecnologia híbrida de produção de energia. (Foto: AFP)

Usina servirá para desenvolver tecnologia híbrida de produção de energia. (Foto: AFP)

Fonte: Globo Natureza, São Paulo, com informações AFP


20 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Cearense cria carro movido a álcool, gasolina e energias eólica e solar

Segundo inventor, veículo é o primeiro ‘quadriflex’ do mundo
Criador investiu capital próprio e passou 10 anos pesquisando. 

Fernando Ximenes e seu invento, o quadriflex (Foto: Tuno Vieira/Agência Diário)

Fernando Ximenes e seu invento, o 'quadriflex' (Foto: Tuno Vieira/Agência Diário)

O engenheiro cearense Fernando Alves Ximenes criou um carro movido a quatro combustíveis, que, segundo ele, é o primeiro “quadriflex” do mundo. O veículo usa álcool, gasolina, energias eólica e solar. “A ideia é ambiental. É reduzir a emissão de CO² na atmosfera”, diz o engenheiro. O automóvel  foi apresentado no encontro Inova 2011, em junho, no Ceará, e na EcoEnergy, feira internacional de tecnologias limpas e renováveis, que ocorreu em São Paulo até sábado (17).

Desenvolvido a partir de um FIat Uno, que já tem motor bicombustível, o chamado carro “quadriflex” ganhou potência e economiza 40% de combustível. Com isso, lança 40% menos de CO² no ar, segundo seu criador. “O carro ganha seis cavalos potência. Passa para 81 cavalos”, explica o engenheiro. Para chegar ao carro “quadriflex”, ele conta que foram dez anos de pesquisa o que, segundo diz, dificulta a contabilidade dos investimentos.”Mas foi tudo com o meu próprio capital”, afirma.

Ximenes explica que no motor convencional existem correias e engrenagens que fazem rotação para produzir a energia demandada pelo veículo e, segundo o engenheiro, no “quadriflex” essa energia é produzida pelo ar e pelo sol. Com isso, o automóvel fica mais econômico e emite menos CO² na atmosfera. A energia solar é captada por uma placa fotovoltaica no teto do veículo, que tem geradores eólicos embutidos nas laterais. Os geradores capturam energia quando o carro está em movimento.

Dono da empresa Gram Eollic, o cearense afirma que já foi procurado por uma montadora norte-americana e que, se as conversas avançarem, uma unidade de fabricação deve ser montada no Ceará dentro de três anos. “Será uma holding, com as duas marcas. E eu faço questão que seja no Ceará, para gerar empregos no estado”, aposta.

Carro autossustentável
O engenheiro explica que seu próximo projeto é apresentar em 2012 o carro autossustentável. Segundo Ximenes, o automóvel vai funcionar apenas com energia eólica e fotovoltáica (solar), sem emissão de nenhum poluente gasoso. “O carro ‘quadriflex’ é ainda emite CO², embora haja redução. Com o novo carro, a pessoa poderá viajar de Fortaleza ao Rio Grande do Sul sem ter de parar em posto de gasolina”, acrescenta.

Além disso, ele argumenta que, para atingir o objetivo ambiental, é preciso disseminar o uso do mecanismo em carros populares. “A linha de produção tem de ser em série. Se não eu não ia conseguir o objetivo ambiental. Jamais conseguiria um número que significasse uma redução de CO² na atmosfera”, diz. Para isso, argumenta, tem de se unir a alguma empresa que já tenha filiais no mundo inteiro.

Carro foi desenvolvido a partir de modelo nacional, em pesquisa que durou 10 anos  (Foto: Gram Eollic/Divulgação)

Carro tem placa de captura de energia solar no teto e foi desenvolvido a partir de modelo nacional, em pesquisa que durou 10 anos (Foto: Gram Eollic/Divulgação)

Fonte: Gisella Dutra, G1, CE


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